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Arquivo da categoria Dublagem

21/06/2011

às 15:50 \ Dublagem

HBO Faz Homenagem aos Dubladores Brasileiros

Cercada de polêmica, a dublagem brasileira vem conquistando um espaço cada vez maior na TV a cabo que, após anos exibindo produções com som original e legendas, se rende ao fato de que o público alvo prefere acompanhar os programas dublados em português.

Quando chegou ao Brasil, a televisão a cabo se dividiu entre canais que ofereciam som dublado e aqueles que optavam por áudio original. Raríssimos eram aqueles que ofereciam ao telespectador o poder de escolha. Sendo mais barato legendar que dublar, com o passar dos anos os canais de filmes e séries se voltaram, quase em sua totalidade, para o áudio original com legendas. Até perceber que, para ampliar seu público, teriam que oferecer opção de áudio em português.

Assim, a dublagem brasileira vem sendo resgatada pela TV a cabo. Um dos canais a oferecer a opção de áudio em português é a HBO, que neste mês estreou o especial “Os Donos da Voz“. O programa traz um breve histórico sobre a dublagem no Brasil, curiosidades sobre o processo de gravação e depoimentos de alguns profissionais da voz, como são conhecidos no meio.

Entre as curiosidades comentadas no especial está a presença de Orlando Drummond no livro dos Recordes, por dublar há 30 anos o Scooby-Doo; e o fato de que antigamente as mulheres faziam as vozes de crianças, incluindo meninos (entre os casos mais famosos está Kevin Arnold de “Anos Incríveis”).

O processo é difícil e cheio de detalhes. Depois que o diretor de dublagem confere o filme ou episódios de séries, os dubladores são selecionados. A temporada de uma série pode levar até 30 horas para ser feita. Gravando sozinho, sem ter o retorno do outro dublador, escutando a voz no original, o dublador pode interpretar no mesmo dia um assassino ou um herói, um ator famoso ou desconhecido, uma pessoa em carne e osso ou um desenho animado, comédia ou drama.

Entre os profissionais que marcam presença no especial está Garcia Júnior (McGyver e He-Man), Charles Emmanuel (Ben 10 e Harry Potter), Guilherme Briggs (Freakazoid e Buzz Lightyear), Orlando Drummond (Scooby-Doo), Mirian Fisher (Lynette em Desperate Housewives), Wendel Bezerra (Bob Esponja), Andrea Murucci (Kelly em The OC), Manolo Rey (Will Smith em Um Maluco no Pedaço) e Tatiane Keplmair (Hannah Montana).

O programa foi produzido para comemorar um ano de HBO2 dublado. Quem quiser conferir o especial, ele será exibido nos dias 2, 4, 7, 9, 12, 16, 18 e 24 de julho. Confiram os horários na grade de programação do canal.

15/03/2011

às 17:35 \ Dublagem, Processos e Prisões

Justiça Rejeita Recurso da Fox Contra Dublador de Jack Bauer

Tata Guarnieri, dublador que deu vida à Jack Bauer na versão brasileira, ganhou mais uma vez na justiça os direitos de receber indenização da Fox por danos morais e materiais. O Superior Tribunal de Justiça reconheceu os direitos conexos do ator e dublador.

Segundo o site Conjur, o Ministro Massami Uyeda entendeu que “o direito individual do intérprete que participa da obra prevalece sobre o direito do titular da obra em difundir ou explorá-la”.

Tata Guarnieri foi selecionado para fazer a voz do ator Kiefer Sutherland na série “24 Horas”, trabalho que foi feito pela empresa de dublagem Mastersound, em São Paulo. Depois que iniciou a ação contra a Fox, Guarniere foi substituído por Márcio Simões.

Segundo informações do processo, a finalidade do contrato de Guarnieri era a exibição da série na TV a cabo. No entanto, a Fox distribuiu “24 Horas” para a rede aberta (Globo) e em DVD, utilizando a voz de Guarnieri em suas três primeiras temporadas, sem dar os devidos créditos ao dublador.

Guarnieri entrou com uma ação na 32ª Vara Cível Central de São Paulo pedindo indenização por danos morais e materiais, chegando a solicitar a busca e apreensão dos DVDs da série.

Em 2010, o Tribunal de Justiça de São Paulo deu a Guarnieri ganho de causa, obrigando a Fox a divulgar no jornal Folha de São Paulo o nome do dublador como sendo a voz brasileira de Jack Bauer. Embora tenha recusado o pedido de Guarnieri de busca e apreensão das três primeiras temporadas da série, a  primeira instância determinou que a Fox pagasse ao dublador o dobro da remuneração recebida no ato da dublagem, com juros e correção monetária.

A Fox entrou com um Recurso Especial, que não foi admitido. A empresa entrou então com um outro recurso, chamado de agravo de instrumento, junto ao Superior Tribunal de Justiça de São Paulo. Encarregado de avaliar preliminarmente se o caso preenche os requisitos legais para ser analisado no STJ, o Ministro Uyeda rejeitou o pedido da empresa.

Para a Fox, os direitos patrimoniais dos titulares da obra coletiva se sobrepõem aos direitos conexos do artista intérprete quanto à difusão da obra audiovisual. Os direitos relativos à obra caberiam exclusivamente ao seu diretor.

Existe no Brasil uma Lei que determina os direitos conexos do artista, a qual não costuma ser respeitada na área da dublagem.  Os profissionais da voz, como são conhecidos, lutam há anos para que as empresas de distribuição de filmes, séries e desenhos, reconheçam seus direitos.

Em 2000, foi fundada a Sonat, associação que tinha como principal objetivo fazer valer a Lei Nº 9.610, de 1998, que se refere ao direito autoral e conexo, com base na Lei nº 6.533, de 1978, que se refere à profissionalização do artista.

No Brasil, já se tornou comum as distribuidoras não utilizarem a opção de áudio em português na oferta de DVDs.

11/02/2010

às 15:06 \ Dublagem, Falecimentos

Falecimentos

Bobby Hoy (1927-2010)

Ator e dublê, conhecido pela série “Chaparral”, Bobby Hoy faleceu no dia 8 de fevereiro, aos 82 anos, vítima de câncer.

Nascido Robert Francis Hoy em 1927, Bobby cresceu com a mãe, divorciada, e com a irmã, que morreria em 1962. Aos 7 anos de idade começou a trabalhar em um rancho e mais tardes uniu-se aos fuzileiros. Em 1946 voltou a trabalhar em um rancho em Nevada onde participou de rodeios. Sua habilidade em montar cavalos o levou a conseguir trabalho no cinema como dublê em filmes de faroeste.

Ao longo da década de 50 ele se tornou um dos profissionais mais requisitados de Hollywood, tendo sido dublê de atores como Charles Bronson, Tony Curtis, Robert Forster, Ross Martin, Tyrone Power, David Janssen, Telly Savalas, Charles McGraw, Jay Silverheels e Abby Lane. No final da década, Hoy fez a transição para a televisão onde começou a interpretar pequenos papéis em episódios de séries. Sua espontâneidade e facilidade em atuar diante das câmeras o levaram a conquistar participações melhores.

Entre as séries em que trabalhou seja como ator, seja como dublê, estão “Aventura Submarina/Sea Hunt”, “O Paladino da Justiça/Have Gun Will Travel”, “Johnny Ringo”, “Procurado Vivo ou Morto/Wanted Dead or Alive”, “Bat Masterson”, “Peter Gunn”, “Laramie”, “O Homem do Rifle/The Rifleman”, “Os Intocáveis/The Untouchables”, “Combate”, “O Marcado/Branded”, “O Homem de Virgínia/The Virginian”, “O Agente da UNCLE”, “Laredo”, “O Besouro Verde/The Green Hornet”, “Glenn Ford é a Lei/Cade’s County”, “O Carro da Morte/Bearcats!”, “Missão: Impossível”, “Bonanza”, “Kung Fu”, “Barnaby Jones”, “O Mágico”, “Matt Helm”, “Arquivo Confidencial/Rockford Files”, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “São Francisco Urgente”, “Switch”, “Mulher Maravilha”, “Os Gatões”, “240-Robert”, “Operação Resgate/Salvage-1″, “Vega$”, “Havaí 5-0″, “Carga Dupla/Simon and Simon”, “Magnum”, “Dallas”, “Duro na Queda/The Fall Guy”, “Águia de Fogo/Airwolf”, e muitas outras, sendo a mais recente a série “Malcolm in the Middle”.

Por curiosidade, Hoy foi o segundo em comando da equipe de dublês da série “Zorro”, produzida no final dos anos 50 pela Disney; também  esteve no episódio “O Diabo na Escuridão”, de “Jornada nas Estrelas”, mas ninguém conseguirá identificá-lo, pois ele estava embaixo da Horta, responsável em fazê-la andar.

A grande oportunidade de Hoy como ator surgiu em 1967 quando o produtor Kent McCray o contratou para o elenco de “Chaparral” após conhecê-lo na série “Bonanza”. Na série, Hoy intercalava seu tempo trabalhando como dublê e ator, interpretando um dos auxiliares do rancho, Joe Butler.

Atuando como dublê e ator entre os anos de 1949 e 2005, Hoy também foi um dos co-fundadores da Associação de Dublês de Cinema, a Stuntmen’s Association of Motion Pictures. Como coordenador de dublês, Hoy teve como aluno Ivan Dixon, que se tornaria ator na série “Guerra, Sombra e Água Fresca/Hogan´s Heroes”, e mais tarde diretor.   

Nesse mês de fevereiro, Hoy recebeu a Golden Boot, homenagem feita pela Motion Pictures & Television Fund por sua contribuição ao gênero faroeste.

Eric Freiwald (1927-2010)

O roteirista faleceu enquanto dormia, no dia 29 de janeiro aos 82 anos de idade.

Nascido em 24 de setembro de 1927, Eric serviu na marinha durante a 2ª Guerra Mundial. De volta aos EUA, iniciou sua bem sucedida carreira de roteirista em filmes e séries de TV.

Em parceria com o roteirista Robert Schaefer, Eric começou escrevendo roteiros para séries as séries “As Aventuras de Kit Carson”, “Hopalong Cassidy”, “O Show de Gene Autry”, “As Aventuras de Bill Hickok” “Colt 45″, “Maverick”, “A Família Buscapé” e “Salty”, entre outras.

Entre 1954 e 1957, foi roteirista da série “Annie Oakley”, e de “The Lone Ranger”, entre 1954 e 1957. Mas seus trabalhos mais conhecidos são a série infantil “Lassie”, para a qual escreveu roteiros entre 1959 e 1973, e a novela “Young and the Restless”, entre 1998 e 2009. O roteirista também trabalhou para a Western Publishing, editora famosa por lançar histórias em quadrinhos de séries de TV pela Gold Key e pela Disney.

 Sônia de Moares (1932-2010)

A atriz e dubladora brasileira faleceu no dia 17 de janeiro aos 78 anos de idade. Sobrinha de Dulcina de Moraes, atriz de teatro, Sônia atuou como atriz de teatro, dubladora, diretora de dublagem e tradutora de filmes.

Entre seus trabalhos mais conhecidos como dubladora está a série “Batman”, na qual foi a 2ª voz de Julie Newmar, a Mulher-Gato. Também esteve em “As Novas Aventuras do Superman”, dublando a mãe de Clark Kent (Dean Cain); “Pássaros Feridos” (Barbara Stanwick); as séries animadas “A Família Addams” (anos 90), como a avó; “Josie e as Gatinhas” (Melody); “Superdínamo”, dublando o herói japonês; “A Princesa e o Cavaleiro” (a Rainha da Terra de Prata), o filme “Titanic” (Gloria Stuart), a novela infantil “Carrossel”, e foi a voz de Olívia Palito nas produções dos anos 70 a 80.

Abaixo, imagens de bastidores de uma entrevista com Sônia Moraes realizada em março de 2009 no Retiro dos Artistas:

05/02/2010

às 13:02 \ Dublagem, Falecimentos

Falecimentos

A foto da esquerda foi divulgada no site CineTVNews, mantido por Carlos Amorin, antigo colaborador da revista TV Séries, na época em que era publicada. A foto da direita foi publicada na Revista Intervalo dos anos 60

Wilson Ribeiro (-2010)

O ator e dublador faleceu no dia 4 de fevereiro em São Paulo. Nenhuma informação foi disponibilizada em relação à idade ou causa morte. Ribeiro afastou-se da profissão de dublador por volta dos anos 70.

Trecho de “Cidade Nua”, na qual Wilson Ribeiro dublava o 
detetive Adan Flint interpretado pelo também já falecido Paul Burke

Desenho “Olho Vivo e Farofino”, no qual Wilson dublou a voz do ratinho

Entre os trabalhos de dublagem de Ribeiro estão o detetive Adam Flint em “Cidade Nua”, Chip Morton em “Viagem ao Fundo do Mar”, Napoleão Solo em “O Agente da UNCLE”, Scott Lancer em “Lancer”, Elliot Ness em “Os Intocáveis” (primeira duglagem), James Drury em “O Homem de Virgínia”, “Steven Hill em “Missão: Impossível” (anos 60), Manolito em “Chaparral” (1ª dublagem),  Farofino, do desenho animado “Olho Vivo e Farofino”, Gazoo em “Os Flintstones”,  a primeira voz do xerife Dingue Lingue em “Joca e Dingue Lingue”, Mosquito em “Mosquete, Mosquito e Moscado”, a 1ª voz do professor Conroy em “Frankenstein Jr”, entre muitos outros.

John McCallum e esposa em 2009

John McCallum (1918-2010)

Ator, roteirista, diretor e produtor, ficou conhecido como o criador da série australiana “Skippy, o Canguru”. McCallum faleceu no dia 3 de fevereiro aos 91 anos de idade.

Nascido em 14 de março de 1918 na Austrália, filho de um músico e proprietário do Cremone Theater em Brisbane, e de uma atriz, John estudou arte dramática no Royal Academy of Dramatic Art em Londres, Inglaterra.

Iniciou carreira no teatro Inglês tendo participado de festivais e várias montagens importantes da década de 30 e 40. Durante a 2ª Guerra Mundial, voltou para a Austrália para unir-se ao exército australiano, tendo sido enviado para a Nova Guinea.

John McCallum e esposa nos anos 40

Após a guerra, John retornou à Austrália onde uniu-se à companhia teatral  JC Williamson, uma das mais importantes do meio teatral na época. Lá, iniciou carreira como diretor teatral, além de ator e produtor. Nesta época John dividiu-se entre trabalhos na Austrália e na Inglaterra, onde conhceu a atriz Googie Withers (Georgette Lizeth Withers) com quem trabalhou em vários filmes. Os dois se casaram em 1948 e tiveram 3 filhos, a atriz Joanna McCallun, o designer de interiores Nicholas McCallum e Amanda McCallum.

Em 1966 começou a dirigir e produzir filmes para o cinema e programas para a televisão. Entre seus trabalhos estão “Attack Force Z”, com Mel Gibson, e “The Highest Honour”.

Nesse mesmo ano, McCallum criou, dirigiu e co-produziu a série “Skippy – O Canguru“, uma das mais famosas produções infantis australianas, que percorreu o mundo transformando-se em um ícone da televisão desse país. Foram produzidos 91 episódios exibidos em 128 países (estimativa aproximada), incluindo o Brasil. Um dos poucos países onde a série não foi exibida é a Suíça que se recusou a comprar o programa por este exibir cenas mostrando o canguru realizando proezas que um animal como ele jamais faria, como por exemplo, tocar piano.

Cena de “Skippy, o Canguru”

Criada com base em idéia proposta pelo co-produtor, Lee Robinson, a série “Skippy The Bush Kangaroo” teria se chamado “Hoppy” se dependesse de McCallon, mas Robinson achou que o nome Skippy seria mais fácil para que as crianças se acostumassem a pronunciá-lo. Produzido com um orçamento de 5 mil dólares para a Nine Network, o piloto conquistou rapidamente o público infantil da época.

Interpretado por três cangurus, Jo-Jo, Stumpy e Wildy, a série ganhou uma versão para o cinema em 1969, com o título de “Skippy and the Intruders”. Em 1992 um novo filme foi produzido com o título de “The Adventure of Skippy”. McCallum também produziu outras séries australianas menos conhecidas no Brasil.

Em 1971, McCallum recebeu a medalha de Ordem do Império Britânico por sua contribuição às artes na Austrália. Em 1992, foi nomeado oficial da Ordem da Austrália, por sua contribuição ao teatro australiano. McCallum e sua esposa aposentaram-se em 2002.

Aaron Ruben (1914-2010)

Roteirista, diretor e produtor, Ruben faleceu no dia 30 de janeiro aos 95 anos de idade, vítima de complicações causadas pela pneumonia.

Nascido em 1º de março de 1914, em Chicago, Ruben era descendente de judeus poloneses. Iniciou sua carreira no teatro e, após servir na 2ª Guerra Mundial, foi trabalhar como roteirista de comédias radiofônicas. Chegou à televisão nos anos 50, escrevendo para os programas de variedades apresentados por Milton Berle e Sid Caesar. Foi co-autor e co-produtor do filme “The Comic”, de 1969, de Carl Reiner com Dick Van Dyke.

Entrevista com Aaron Ruben para o Archive of American Television. 
Primeira parte de um total de 10 que pode ser conferida aqui

Aaron produtor da série “O Show de Andy Griffith”, um dos clássicos dos anos 60, que lançou a carreira de ator do agora diretor Ron Howard. Também produziu e escreveu roteiros para as séries “Gomer Pyle”, “Sanford and Son”, com a qual foi indicada ao prêmio Emmy.

Nos últimos anos, Ruben trabalhou como voluntário em prol de crianças abandonadas, recebendo um prêmio em 2003 concedido pelo Sindicato dos Roteiristas por sua contribuição à comunidade carente. Ruben foi casado duas vezes, sendo a segunda com a atriz Maureen Arthur, e teve dois filhos.

Barry E. Blitzer (1929-2010)

O roteirista que trabalhou com séries nos anos 60 e 70 faleceu no dia 27 de janeiro aos 80 anos de idade vítima de complicações após uma cirurgia abdominal.

Nascido em 29 de abril de 1929, em Nova Iorque, Barry formou-se em jornalismo pela Universidade da Georgia. Depois de servir o exército durante a guerra da Coréia, ele retornou à sua cidade natal onde em 1955, iniciou sua carreira de roteirista na sitcom “The Phill Silvers Show”. No ano seguinte, Blitzer recebeu o prêmio Emmy por este trabalho.

Após o cancelamento da série em 1956, passou a escrever vários roteiros para séries como “A Marinha de McHale/McHale Navy”, “O Show de Andy Griffith”, “Agente 86/Get Smart”, “Gommer Pyle”, “Descalços no Parque”, “O Elo Perdido”, “O Barco do Amor”, “Um é Pouco, Dois é Bom, Três é Demais”, “Super Vicki”, entre outros. Blitzer também escreveu para programas de variedades como “The Jonathan Winters Show” e “The Carol Burnett Show”.

Os roteiristas Ray Benner e Barry E. Blitzer nos anos 60

Em 1963, Blitzer começou a escrever para os estúdios da Hanna-Barbera, tendo assinado vários roteiros para séries animadas como “Os Flitnstones”, “Os Jetsons”, “Manda-Chuva”, “Goober e os Caçadores de Fantasmas”, “Família Dó-Ré-Mi 2020″ e “Tom e Jerry”. Membro do Sindicato dos Roteiristas Americanos desde 1961, Blitzer lutou durante anos pela igualdade de direitos entre roteiristas de séries de animação e roteiristas de filmes e séries estreladas por atores.

Em 1973, Blitzer casou-se com Elsie, com quem teve uma filha, Amy Blitzer. Em 1977 criou seu próprio negócio, uma empresa a Yenta Blitzer’s Jewish Misfortune Cookies, com a qual escrevia mensagens cômicas que eram distribuidas em biscoitos da sorte; entre elas: “Nunca tema o sucesso, você jamais o terá”, ou “Se você é um estrangeiro, cuidado, será deportado”.

Blitzer parou de escrever para a televisão no início dos anos 90, quando começou a assinar a coluna Pop Kulture do jornal comunitário Palisadian Post em 1993, para o qual também foi crítico de teatro, bem como escreveu textos de diários de viagens.

07/01/2010

às 3:05 \ Dublagem, Falecimentos

Falecimentos

David Gerber (1923-2010)

O produtor faleceu aos 86 anos de idade vítima de uma parada cardíaca no dia 2 de janeiro. Gerber recebeu o Emmy por seu trabalho com séries como “Os Novos Centuriões/Police Story” e “Police Woman”, ambas produzidas nos anos 70.

Nascido em 25 de julho de 1923, em Nova York, Gerber serviu durante a 2ª Guerra Mundial como técnico de rádio. O avião B-17 em que estava foi abatido e Gerber foi feito prisioneiro de guerra pelos alemães durante 13 meses. De volta aos EUA, iniciou sua carreira em uma agência de publicidade na qual era responsável em supervisionar produções televisivas. Pouco depois, estava trabalhando como produtor para a 20th Century Fox na qual foi responsável por séries como “Nós e o Fantasma/The Ghost and Mrs. Muir” e “Nanny (e o Professor)/Nanny and the Professor”.

Nas décadas de 60 e 70, Gerber passou a dedicar-se a romper temas tabus como o racismo, produzindo filmes como “Ao Mestre com Carinho/To Sir with Love”, que serviu de inspiração para a série “Room 222″, primeira dramédia produzida no formato séries de TV; e o telefilme “Nakia”, que serviu de piloto para a série de mesmo nome na qual temos um índio americano que trabalha como xerife em uma pequena cidade dos EUA.

Gerber com Angie Dickson de “Police Woman”

Na TV, seus grandes sucessos foram “Medical Center”, “Os Novos Centuriões” e “Police Woman”. A primeira é uma série do final dos anos 60 situada em um grande hospital no qual foram explorados temas delicados especialmente para a época, desde o homossexualismo até a interferência da administração de hospitais nos tratamentos médicos.

Já “Os Novos Centuriões” foi um drama policial que apresentava histórias com personagens diferentes a cada episódio, mas sempre situado na mesma delegacia de polícia. A série abriu caminho para produções como “Chumbo Grosso/Hilll Street Blues”, “Homicide: Life on the Street” e “Nova Iorque Contra o Crime”, entre outras produzidas hoje. Apresentando dramas pessoais, em que muitas vezes o comportamento do policial se assemelhava ao do bandido, a série produção ainda explorou o movimento contínuo da câmera em cenas conhecidas como “walk-and-talk”, muito utilizada atualmente, mas que somente receberia notoriedade nas séries de TV quando apresentada em “Chumbo Grosso/Hill Street Blues”.

Quanto a “Police Woman”, a série serviu para romper a idéia até então vigente na qual acreditava-se que apenas homens conseguiam estrelar dramas policiais. Outras séries produzidas por Gerber são “Joe Forrester”, “Born Free”, “The Quest”, “Eisched”, entre outras.

No final da década de 70, Gerver foi presidente da Columbia Pictures Television; entre 1986 e 1992, foi presidente da MGM Television. Em 1991, foi responsável direto na criação de séries como “thirtysomething”, “The Young Riders” e “In the Heat of the Night”. Gerber ainda foi presidente da All American Television Productions. Também foi um dos diretores da Academy of Television Arts & Science e do Producers Guild, entre outras entidades.

Em 1961 ele se casou com a atriz Laraine Stephens, da série “Matt Helm”, com quem vivia até o dia de sua morte. Os dois mantinham um vinhedo na California onde era produzido o vinho Laraine, nome em homenagem à esposa.

 Tetsuo Narikawa (1944-2010)

Conhecido por estrelar a série “Spectreman”, o ator japonês faleceu aos 65 anos, no dia 1º de janeiro vítima de câncer no pulmão, após anos lutando contra a doença.

Nascido no dia 15 de abril de 1944, em Tóquio, Japão, Tetsuo ficou mundialmente conhecido ao interpretar Kenji/Jôji, o jovem que se torna o Spectreman na série de mesmo nome. Ele substituiu o ator Jiro Dan, que após filmar um episódio teste de 8 minutos, trocou o projeto pela série “O Regresso do Ultraman”.

Mestre em karatê e judô, fundou a  International Karate League. Após sua breve carreira como ator, Tetsuo voltou a dedicar-se às artes marciais.

Muíbo César Cury (1929-2009)

O locutor, músico, ator e dublador faleceu aos 80 anos no dia 26 de dezembro, vítima de problemas cardíacos. Nascido no dia 15 de janeiro de 1929, em Duartina, interior de São Paulo, Cury iniciou carreira em 1949 e, desde 1952 trabalhava na Rádio Bandeirantes onde foi locutor e apresentador de programas jornalísticos e musicais, entre eles “Jornal em Três Tempos”.

Na década de 60 formou a dupla Barreto e Barroso, chegando a compôr a música “João de Barro”, em parceria com Teddy Vieira. Na TV, dublou vários personagens convidados de séries como “Viagem ao Fundo do Mar”, “Daniel Boone”, “Jeannie é um Gênio”, “Missão: Impossível”, “Jornada nas Estrelas” (primeira dublagem), e o Chuvisco do desenho “Plic e Ploc e Chuvisco” entre outras. Consta que seu trabalho mais famoso nesta área é a dublagem do urso Fonzie da série “Muppet Show”.

José Soares (-2009)

Dublador, Soares faleceu no dia 23 de dezembro. Sua voz era conhecida dos fãs de “Perdidos no Espaço” por ter sido o primeiro dublador do Robô. Também foi Fitzhugh em “Terra de Gigantes”; o Cabeça de Ovo em “Batman”; o Shemp em “Os 3 Patetas”; o Dr. Swain em “O Túnel do Tempo”; o sr. Peebles dono da loja de animais onde vivia o “Maguila, o Gorila”; o Karatê em “Batfino”; o Oliver da dupla “O Gordo e o Magro”;  Peter Potamus, o hipopótamo do desenho da Hanna-Barbera; o cão Smedley do “Pica-Pau”; Bruce Lee como o Kato em “O Besouro Verde”; Abner na 6ª e 7ª temporada de “A Feiticeira”, o Catatau do “Zé Colméia”, e o garçon Carequinha de “Chaves”, entre outros.

Mas seu trabalho mais marcante foi sem dúvida o personagem “Mister Magoo”, tanto que, ao ser redublado ganhou novamente a voz de José Soares. Visto que o som original tinha sido perdido, a distribuidora Focus, responsável pelo lançamento da série animada em DVD  localizou o dublador já aposentado e o trouxe de volta aos estúdios para refazer a dublagem.

Connie Hines (1930-2009)

Conhecida pelos fãs de séries como a esposa de Wilbur na sitcom “Mister Ed”, Connie faleceu aos 78 anos de idade no dia 18 de dezembro de 2009, vítima de problemas cardíacos.

Nascida no dia 24 de março de 1931, Connie era filha de um produtor de um professor de arte dramática e preparador de atores, Connie começou a atuar ainda criança em uma peça dirigida pelo pai. Mais tarde, trabalhou como modelo e atriz de rádio. Mais tarde, uniu-se a um grupo de teatro em Miami. Sua carreira na TV teve início no final da década de 50 com participações em séries como “Bronco”, “Os Intocáveis”, “Johnny Ringo”, “Corda Bamba/Tightrope”, “Aventura Submarina/Sea Hunt”, “Perry Mason”, “Bonanza”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “Medical Center” e “Mod Squad”, entre outras.

 ”Mister Ed”

Connie integrou o elenco de “Mister Ed” entre 1961 e 1966 na qual interpretou Carol, esposa de Wilbur (Alan Young), dono de um cavalo falante. Connie e Alan permaneceram amigos por toda a vida. Mesmo tendo se aposentado em 1971, ela voltou a se reunir com Alan na montagem da peça “Love Letters”, em 1996. A morte de seu segundo marido levou Connie à depressão, para ajudá-la, Alan a convenceu a participar de convenções pelos EUA na esperança de que, conhecendo seus fãs, ela pudesse se recuperar mais rápido.

Connie e Alan Young em 2009

A atriz foi casada duas vezes, a primeira união foi antes de iniciar sua carreira na TV; a segunda foi em 1970 com o produtor Lee Savin, que produziu em 1989 um programa apresentado por Connie, o qual tinha como objetivo incentivar a adoção de animais domésticos.

20/11/2009

às 13:33 \ Dublagem, Falecimentos

Herbert Richers (1923-2009)

Produtor, diretor e empresário, Richers faleceu na noite do dia 19 de novembro vítima de problemas nos rins. A notícia de sua morte foi divulgada por Boninho, diretor da Globo, em seu Twitter.

Nascido em 11 de março de 1923, em Araraquara, São Paulo, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 onde cursou engenharia civil. Na época morava em um quarto nos fundos do laboratório do tio, o cineasta Alexandre Wulfes. Trabalhando na área de revelação de filmes nacionais e cópias de produções estrangeiras para serem exibidas nos cinemas, Wulfes influenciou a decisão de Richers em entrar no ramo. Ele largou a faculdade e foi trabalhar como câmera do cinejornal Imagens do Brasil. Em 1948 passou a trabalhar no estúdio Atlântida, onde especializou-se em tomadas externas.

Em 1952 fundou a Herbert Richers S.A. com a qual passou a produzir cinejornais. Aos poucos expandiu os negócios para a área de produção e distribuição de filmes para o cinema e, assim, a empresa se transformou em 1956 na Herbert Richers Produções Cinematográficas. A empresa se tornou uma das mais respeitadas do ramo, lançando uma média de 8 filmes por ano.

Seus negócios ganharam novo rumo com a introdução da dublagem no Brasil em 1957. Iniciando em São Paulo no estúdio Gravasom, mais tarde conhecida como AIC e hoje chamada de BKS, a dublagem de filmes estrangeiros para a televisão chegou ao Rio de Janeiro 6 meses depois, tendo Richers e Carlos de la Riva como dois de seus precursores no estado.

Após um período de implantação e adaptação de equipamentos, a empresa Herbert Richers entrou no ramo de dublagem explorando um segmento recém-formado o qual atendia às necessidades da televisão em exibir seus filmes estrangeiros para o público brasileiro, tendo em vista a má definição de imagem para a leitura de legendas.

Representando com exclusividade a distribuidora MCA TV, que era dona da Universal Pictures, Richers contratou atores do rádio que ao longo dos anos se tornariam conhecidos no cinema e na televisão.

Em 1965, com a fundação da Rede Globo, Richers conquistou seu maior cliente. Ainda atuando no ramo de produção de filmes em paralelo à dublagem, Richers foi aos poucos abandonando a produção de filmes, alugando seus estúdios para as novelas da Globo. Dedicando-se a partir de então unicamente à dublagem a empresa se transformou em uma das mais importantes e respeitadas desse segmento. Com 10 estúdios, a Herbert Richers é capaz de dublar cerca de 400 rolos de filme.

Em 1988 a empresa ampliou sua atuação para o mercado de Home Video, lançando vários títulos do cinema brasileiro produzidos por ela.

O velório acontece hoje, dia 20 de novembro, a partir das 14h, na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

Notas de Séries e Elenco


Judd Nelson e Nathalie Morales

24 Horas - A oitava temporada terá mais três atores em seu elenco. Rami Malek, de “War at Home”, Julian Morris e Hrach Titizian. O primeiro será Marcos, americano de descendência árabe que almeja ser um homem bomba para um grupo radical islâmico. Morris será um agente da CTU e Titizian será Nabeel, o segundo em comando na equipe de segrurança do Presidente Hassan.

Family Business – Este é o novo projeto de Sonny Lee e Patrick Walsh, de “It´s Always Sunny in Philadelphia”, para a ABC, com produção executiva de Mark Gordon, de “Grey´s Anatomy”. A trama gira em torno de uma família do meio oeste americano que tenta manter seu negócio, um mercadinho, depois que o casal se separa.

Psych - O ator Judd Nelson, de “Sunddely Susan”, estará no episódio 12 da quarta temporada da série. Não foram divulgados mais detalhes.


White Collar - Nathalie Morales, de “The Middleman”, será Lauren, uma agente do FBI nesta nova produção do canal USA Networks.

Covert Affairs - Eric Lively, visto em “The L Word”, Kari Matchett, vista em “24 Horas”, e Eion Bailey, de “Band of Brothers”, terão personagens semi-regulares na série. Eric será um agente da CIA, Kari será a nova chefa de Annie, personagem central da trama, e Eion será o ex-namorado de Annie.

Glee – O elenco da série tem viagem marcada para a Austrália para promover a série que será exibida pelo canal Network TEN. Por isso, dez dos atores/cantores do elenco farão tour pelo país: Jane Lynch, Matthew Morrison, Lea Michele, Cory Monteith, Amber Riley, Chris Colfer, Dianna Agron, Jenna Ushkowitz, Kevin McHale e Mark Salling.

Criminal Minds - O roqueiro Gavin Rossdale terá participação especial na série em um episódio a ser exibido em novembro. Ele irá interpretar Goth, um astro do rock, suspeito de ser um assassino em série.

Raising the Bar - Prevista para estrear pelo AXN hoje à noite, a série foi retirada da grade do canal que transferiu sua estréia para o mês de outubro, sem data definida ainda.

Dublagem – O Ibope divulgou um relatório que aponta os canais preferidos pelo mercado publicitário brasileiro. Segundo o levantamento, os canais com dublagem apresentam maior crescimento no faturamento, que os canais legendados. A Fox teve um aumento de 62% de lucro em 2009 em comparação a 2008. Já entre os canais Telecine, o único que teve aumento nas vendas foi o Telecine Pipoca, que exibe filmes dublados. Entre os canais legendados, a HBO, GNT, Universal e Warner, dos que exibem séries de TV, figuram entre os preferidos pelo mercado. Dos canais que perderam faturamento estão o Multishow, AXN, Sony, Discovery, Telecine Premium, SportTV e o extinto Jetix.

Estado de São Paulo,
THR, Twitter, EW

24/04/2009

às 22:29 \ Atores, Dublagem

Príncipe Bruno Campos

Bruno Campos (Nip/Tuck)
A primeira princesa negra dos estúdios Disney chega ao cinema no natal com o desenho animado The Princess and the Frog e uma polêmica: por que seu príncipe encantado não é negro?

A voz por trás do príncipe pertence a Bruno Campos, ator brasileiro conhecido por séries como Jesse (1998-2000), ao lado de Christina Applegate, e Nip/Tuck.
Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

02/03/2009

às 17:49 \ Dublagem, Falecimentos

Ida Gomes (1913-2009)

A atriz e dubladora brasileira faleceu no dia 22 de fevereiro aos 85 anos de idade vítima de uma parada cardíaca. Ida Gomes deu entrada no Hospital Samariano, em Botafogo, Rio de Janeiro, para tratar-se de uma pneumonia.

Embora tenham divulgado que a atriz nasceu no dia 23 de setembro de 1923 ou 1933, em entrevista à revista “Caras” Ida teria declarado ter completado 85 anos de idade em 2008, o que determinaria sua data de nascimento em 23 de setembro de 1913.

O certo é que ela nasceu em Krasnik, Polônia. A família judia trocou a Polônia pela França, onde Ida viveu até seus 13 anos de idade. Depois veio para o Brasil onde iniciou aos 15 anos uma carreira no rádio.

Atuou no rádio, TV, cinema, teatro e em dublagens de filmes e séries estrangeiras, geralmente dublando personagens convidados, tendo sido a voz oficial de Bette Davis e Joan Crawford. Os fãs do filme “Aeroporto 1970″, que costuma ser exibido pelo canal TCM, devem se lembrar da voz de Ida Gomes na personagem interpretada por Helen Hayes.

Cena da novela “O Bem Amado” que
posteriormente foi transformada em série de TV

Ida estreou na TV em 1951 com o “Grande Teatro Tupi”. Em 1966 foi para a Rede Globo onde permaneceu até sua morte. Atuou em mais de 30 novelas, entre elas “O Bem Amado”, de Dias Gomes, na qual interpretou uma das irmãs Cajazeiras. O sucesso da novela, originada de uma peça de teatro, fez com que a Globo a transformasse em série de TV, na qual Ida Gomes também participou.

Ida também esteve em participações nas séries “Os Normais”, “A Diarista”, “Sob Nova Geração”, e, mais recentemente, na minissérie “JK”, na qual interpretou uma freira. Este tipo de personagem, aliás, era recorrente na carreira da atriz, que interpretaria uma freira em várias novelas, como “Estúpido Cupido” e “Pé na Jaca”.

Cena da peça “Sete, o Musical”

Ida Gomes estreou no cinema em 1963, com “Bonitinha mas Ordinária”, versão do texto de Nelson Rodrigues, sendo “O Amigo Invisível”, de 2006, seu último filme. A atriz estava no elenco de “Sete, o Musical“, de Charles Möeller e Claudio Botelho, com música de Ed Motta, que foi apresentado no Rio de Janeiro nas temporadas de 2006 e 2007, com previsão de estréia para este ano em São Paulo.

Abaixo, matéria da Globo sobre a morte da atriz:

Cenas de Ida Gomes em “Estúpido Cupido”
Cenas de “Sete, o Musical”
Cenas de “O Bem Amado”
Cenas de “Os Normais”

12/12/2008

às 20:41 \ Biografias, Dublagem, Falecimentos

Falecimentos

Van Johnson (1916-2008)

Famoso dos anos 40 a 60, o ator faleceu aos 92 anos de idade em Nyack, Nova York hoje, dia 12 de dezembro vítima de causas naturais. Embora não tenha estrelado nenhuma série conhecida, o ator que esteve em várias comédias e musicais do cinema, teve participações em várias produções televisivas. Talvez a mais lembrada seja a série “Batman”, na qual interpretou o vilão Menestrel.

Afastado do cinema desde a década de 90, o ator teve participações nas séries “Ben Casey”, “Os Audaciosos”, “Nanny (e o Professor)”, “O Show de Doris Day”, “O Homem de Virgínia”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “McCloud”, “Casal McMillan”, “Quincy – Corpo de Delito”, “O Bardo co Amor”, “A Ilha da Fantasia”, “Suspense” e “Assassinato por Escrito”, entre outras. No cinema, entre seus últimos trabalhos está o filme de Woody Allen “A Rosa Púrpura do Cairo”, no qual interpreta um dos personagens no filme assistido por Cecília.

Nascido Charles Van Johnson em 25 de agosto de 1916, em Rhode Island, estreou na Broadway em 1936. Em 1942 sofreu um acidente de carro que o deixou quatro meses no hospital. Com uma placa de metal implantada na cabeça, Van iniciou sua carreira de ator nos musicais da MGM no mesmo ano graças à ajuda de sua amiga Lucille Ball que lhe conseguiu um teste. Protagonizando quase sempre o bom moço, herói de guerra, ele contracenou com várias atrizes deste período.
Casou-se em 1947 com Eve Wynn, que havia se divorciado de seu amigo, o ator Keenan Wynn, quatro horas antes. O casal teve uma filha, Schuyler, mas terminou em divórcio em 1968. Em 1963, o ator foi submetido a uma cirurgia para remoção de um câncer de pele.Além de ator, Van Johnson também era pintor.

Beverly Garland (1926-2008)
A atriz faleceu no dia 5 de dezembro aos 82 anos de idade. Beverly estrelou a primeira série policial feminina: “Decoy”, entre 1957 e 1959 com 37 episódios. Ela também era atriz semi-regular na série “Meus Três Filhos”, nos anos 60.
Teve participações em séries como “O Cavaleiro Solitário”, “Perry Mason”, “Hong Kong”, “Xeque-Mate”, “Dr. Kildare”, “Laredo”, “Laramie”, “Judd”, “James West”, “As Sogras”, “Gunsmoke”, “Lancer”, “Lucy Total”, “Mod Squad”, “Mannix”, “Planeta dos Macacos”, “Kung Fu”, “Switch”, “As Panteras”, “Casal 20″, “Magnum”, “Friends”, “Ellen”, e “7th Heaven”, entre muitas outras. Na década de 80 foi a mãe de Stephanie Zimbalist em “Jogo Duplo” e nos anos 90, a mãe de Teri Hatcher na série “As Novas Aventuras do Superman”.

Nascida Beverly Lucy Fessenden em 17 de outubro de 1926, em Santa Cruz, California, começou a atuar em rádio. Chegou ao cinema e à TV nos anos 50. Casou-se em 1945 com Robert Campbell, de quem divorciou-se no mesmo ano. Entre 1952 e 1956 foi casada com Richard Garland, de quem se divorciou mas adotou o nome artístico. Em 1960 se casou com Fillmore Crank, com quem teve uma filha, a atriz Carrington Garland. Seu último marido era corretor de imóveis e empresário. Construiu um resort e um centro de conveções que levavam o nome da esposa. Ele faleceu em 1999.

Nina Foch (1924-2008)

Atriz de teatro, cinema e televisão, Nina faleceu no dia 5 de dezembro aos 84 anos em Los Angeles vítima de complicações de mielodisplasia, uma desordem no sangue.
Nascida Nina Consuelo Maud Fock em 20 de abril de 1924 na Holanda , filha do compositor Dirk Fock e da atriz de teatro Consuelo Flowerton. Nina estudou interpretação com Lee Strasberg e Stella Adler, chegando ao cinema em 1943 com o filme “Return of the Vampire”, com Bela Lugosi. Estreou na Broaday em 1947 e na televisão em 1949, atuando em teleteatros.
Ao longo dos anos, teve participação em séries como “A Caravana”, “Xeque-Mate”, “Cidade Nua”, “O Homem de Virgínia”, “Quinta Dimensão”, “Rota 66″, “A Lei de Burke”, “Dr. Kildare”, “Os Destemidos”, “Bonanza”, “Gunsmoke”, “McCloud”, “Que Garota!”, “Mod Squad”, “Havaí 5-0″, “Kolchack”, “Salty”, “O Mágico”, “Barnaby Jones”, “Lou Grant”, “Nos Bastidores da Lei”, “Tiro Certo”, “Assassinato por Escrito”, “Dharma e Greg”, “Just Shoot Me”, “NCIS” e “The Closer”. No cinema, esteve nos filmes “Sinfonia de Paris”, “Os Dez Mandamentos” e “Spartacus”, entre outros.

Em 1954 casou-se com James Lipton, atualmente apresentador do programa de entrevistas “Inside the Actors Studio”. O casal se divorciou em 1959. Neste mesmo ano casou-se com o roteirista Dennis de Brito, com quem teve um filho, o Dr. Dirk de Brito. O casal se divorciou em 1963. Em 1966 ela se casou com o produtor de teatro Michael Dewell, de quem divorciou-se em 1993, um ano após a morte dele
Em 1959, Nina foi assistente de diretor do filme “O Diário de Anne Frank”. No últimos anos, ela mantinha sua carreira como atriz e diretora.
Robert Prosky (1930-2008)

Ator de teatro, cinema e televisão, que esteve no elenco semi-regular de “Chumbo Grosso”, faleceu no dia 8 de dezembro em Washington aos 77 anos de idade, vítima de complicações durante uma cirurgia cardíaca.
Nascido Robert Joseph Porzuczek em 13 de dezembro de 1930 na Filadélfia, Pensilvânia, Robert, descendente de poloneses, estreou no teatro após servir nas Forças Armadas. O ator manteve sua carreira no teatro durante muitos anos, chegando à televisão somente nos anos 70 e ao cinema nos anos 80. Na TV, teve participações em séries como “Lou Grant”, “Assassinato por Escrito”, “Coach”, “Cheers”, “Frasier”, “O Toque de um Anjo” e “ER/Plantão Médico”, entre outras.

Entre 1984 e 1987 esteve em 20 episódios de “Chumbo Grosso/Hill Street Blues”, na qual interpreteou o sargento Jablonski. Entre 1997 e 1998 foi o pai de Veronica em “Veronica´s Closet”, e entre 1997 e 2002 interpretou o padre Patrick, acusado de assassinato em “O Desafio/The Practice”.
No cinema, esteve nos filmes “Mrs. Doubtfire”, “Dead Man Walking” e “The Natural”, entre outros.
Em 1960 casou-se com Ida Hove, com esteve casado até a data de sua morte. O casal teve três filhos, entre eles os atores Andy e John Prosky. John interpretou Tom Van Dyke em dez episódios de “Medium”, e foi Duke Smith em dois episódios de “True Blood”.

Robert Schlitt (1933-2008)

O roteirista e produtor faleceu no dia 25 de novembro aos 75 anos de idade em Encino, Califórnia.
Schlitt iniciou carreira artística como músico de Jazz e ator. Ele integrou uma banda que se apresentava à soldados em Frankfurt e Paris durante a Guerra. Na França, foi assistente de pós produção dos filmes de Jacques Tati.
O ator voltou aos EUA na década de 60, atuando em peças da Broadway. Foi roteirista de programas de rádio e de televisão, onde foi responsável pelo roteiro do episódio piloto de “Os Monkees”, em parceria com Peter Meyerson.
Entre as outras séries em que foi roteirista estão “As Enfermeiras”, “NYPD”, “Adam-12″, “Kung Fu”, “Lou Grant”, “Mod Squad”, “Havaí 5-0″, “São Francisco Urgente”, entre outros. Também foi produtor de séries como “Chumbo Grosso”, “Jake e McCabe” e “Matlock”.
Carlos Alberto Vaccari (-2008)

Ator e dublador brasileiro, Vaccari faleceu no dia 22 de novembro. Foi um dos narradores oficiais da empresa AIC e BKS, com as quais gravou a apresentação de várias séries antigas, entre elas “Perdidos no Espaço”, “Daniel Boone”, “Terra de Gigantes”, “Lancer”, “Big Valley” e “Besouro Verde” entre outras. Vaccari também dublou alguns personagens famosos como Mingo (Ed Ames) de “Daniel Boone”, Phelps (Peter Graves), de “Missão Impossível”, Hoss (Dan Blocker), de “Bonanza”, e ainda os desenhos “Bat-Fino”, dublando o próprio herói, Dentinho, de “Recruta Zero”, e o Multi-homem do desenho “Os Impossíveis”. Fãs do dublador mantém uma Comunidade no Orkut dedicado a ele.

* Crédito das fotos: Marco Antônio Santos via site RetrôTV.

 

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