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06/03/2012

às 11:36 \ Remakes, Séries China

‘Gossip Girl’ terá versão chinesa

A Warner Brothers International Television Production, em parceria com a Metan Development Group, associou-se à Mei Tian e H& R Century TV, ambas da China, para produzir uma versão local da série Gossip Girl. Foram encomendados 30 episódios para a primeira temporada de China Girl (título provisório), que iniciará a produção em junho, com previsão de estreia para o mês de novembro.

Segundo nota divulgada pela Metan à imprensa, os episódios de Gossip Girl serão adaptados por roteiristas chineses, em parceria com a equipe que trabalha com a série americana. O objetivo dos produtores envolvidos é o de modernizar a produção televisiva da China.

A versão local, falada em mandarim, apresentará as vidas de adolescentes que estudam na prestigiada Shanghai International University, onde, em meio aos estudos, os jovens criam ao seu redor diferentes grupos sociais. A cada semana serão apresentados os problemas que esses jovens vivem em seus relacionamentos pessoais, familiares e de amizades, que misteriosamente começam a ser divulgados em um blog. A versão local deverá ter seu desenvolvimento supervisionado pelo governo, visando um controle maior dos elementos da série considerados polêmicos.

Yang Mi

Os produtores realizarão testes para a contratação do elenco principal. Até o momento, apenas a atriz Yang Mi foi selecionada para participações recorrentes. Os produtores não divulgaram que personagem ela interpretará.

Segundo o China Real Time Report, do Wall Street Journal, Gossip Girl é uma série muito popular entre os adolescentes na China, embora não seja exibida em nenhum dos canais locais. O público a conhece através de downloads piratas e em sites de streamings. Essa repercussão teria motivado os produtores chineses a produzirem a versão local.

No vídeo abaixo, o programa Thoughtful China conversa com executivos de televisão que fazem uma análise dos motivos pelos quais séries como Gossip Girl são tão populares na China. Além do debate, o vídeo também apresenta uma entrevista com Larry Namer, presidente da Metan Group, e dicas de um colunista a produtores que pretendem investir no mercado televisivo chinês.

Segundo o comentarista, o público gosta de dramalhões, protagonizados por pessoas oprimidas, interpretados por atores que transmitem suas emoções com o mínimo de expressões faciais possíveis. Ainda segundo o comentarista, o governo chinês não aprecia a vulgaridade, sendo que as histórias precisam mostrar que o mal não compensa.

Cliquem na primeira foto para ampliar.

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1 Comentário

  1. Thais

    -

    06/03/2012 às 11:43

    Bem, nem a versão americana está boa, e nem coerente. Agora aqui provavelmente não vai passar.


 

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