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Arquivo de 1 de junho de 2012

01/06/2012

às 19:08 \ Minisséries, Séries Anos 2010-2019

Vanessa Redgrave em ‘Political Animals’

Vanessa Redgrave

Quando estrear no dia 15 de julho Political Animals levará o USA para um terreno pouco explorado pelo canal.  Voltado para produções leves e de entretenimento, o canal americano investe pouco em uma abordagem mais dramática. Em 2004 ele exibiu a minissérie Traffic, sobre o tráfico de drogas, e agora, oito anos depois, investe nos bastidores da política.

Originalmente divulgada como uma série com temporadas curtas, a produção é agora anunciada como minissérie em seis episódios. Podemos dizer que Political Animals é uma experiência do USA. Só o tempo dirá se o público que acompanha a programação do canal aceitará algo (aparentemente) completamente diferente daquilo que ele vinha oferecendo para eles até agora.

Seja como for, não resta dúvidas de que o canal está apostando alto. Além do tema, Political Animals é estrelada por Sigourney Weaver, que faz sua estreia no formato seriado. Até então a atriz teve apenas uma participação especial em um episódio de Eli Stone. Além de Weaver, a produção também terá a presença de Ellen Burstyn, Carla Gugino, Ciarán Hinds e Vanessa Redgrave, que teve sua participação divulgada esta tarde pelo site Deadline.

Vanessa interpretará Diane Nash, membro da Suprema Corte de Justiça, que assumiu publicamente ser gay. Diane é amiga de Elaine, personagem de Weaver, ex-Primeira Dama que agora ocupa o cargo de Secretária de Estado.

Ao contrário de Weaver, Vanessa já fez alguns trabalhos em séries/minisséries de TV, especialmente na Inglaterra, onde nasceu e iniciou sua carreira. As mais recentes são Nip/Tuck, produção americana de 2004-2009, e Call the Midwife, série britânica que foi renovada para sua segunda temporada, na qual Vanessa faz a narração.

Produzida pela Warner Horizon Television, Political Animals ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

01/06/2012

às 17:06 \ Minisséries, Opinião

‘Hatfields & McCoys’, a produção de maior audiência da TV a cabo

Os Hatfields

Ninguém acreditava que uma minissérie sobre o famoso duelo entre duas famílias sulistas americanas do século XIX pudesse interessar o público da TV a cabo de hoje, pelo menos é o que diz o co-produtor Leslie Greif (Walker Texas Ranger) em entrevista ao New York Post.

Originalmente criada há 30 anos, época em que Shogun, Pássaros Feridos e Raízes faziam grande sucesso na TV aberta, a minissérie Hatfields & McCoys foi oferecida a diversos canais da rede aberta ao longo da década de 1980.

Na década seguinte, quando a produção original da TV a cabo ainda estava engatinhando, Greif, que nunca desistiu do projeto, incluiu em sua peregrinação alguns canais como a HBO, o Showtime, a TNT, o Starz, o FX, o USA e até mesmo o TBS, que só produz comédia. Todos eles rejeitaram a proposta de produzir a minissérie, mesmo tendo, no início, Burt Lancaster no elenco. O ator, que faleceu em 1994, interpretaria o personagem que ficou com Kevin Costner.

Entre as respostas que Greif ouvia estavam desculpas como ‘ninguém mais quer ver um faroeste’, ‘nunca fará carreira no exterior para compensar os gastos’, ‘os personagens são muito velhos e a história é muito voltada para o público masculino’, ‘não existe um modelo financeiro para isso’, e até mesmo ‘as minisséries não tem mais espaço na TV’.  Esta última desculpa ele deve ter ouvido muito na década de 1990, visto que, com a chegada da TV a cabo que explorou mais as séries com histórias contínuas, as minisséries desapareceram da rede aberta.

Agora, com Hatfields & McCoys dando para o canal History o recorde de maior audiência americana de uma produção ficcional da TV a cabo dos últimos anos, esses canais devem estar ‘batendo com a cabeça na parede’ pela decisão que tomaram.

Seis episódios foram produzidos e exibidos ao longo de três noites consecutivas. Em sua primeira noite, Hatfields & McCoys registrou a audiência recorde de 13.9 milhões de telespectadores ao vivo, com 4.8 milhões entre o público alvo (18-49 anos). Com as reprises na mesma noite, a audiência chegou a 17 milhões.

Os McCoys

Mas quem pensou que a audiência despencaria na segunda noite, se enganou. A minissérie sustentou seu público, registrando a média de 13.1 milhões, com 4.7 milhões entre o público alvo.

A surpresa não termina por aí. Em sua última noite a produção bateu seu próprio recorde, registrando a média de 14.29 milhões de telespectadores e 4% do público alvo em sua primeira exibição (o canal não divulgou os números conquistados com a reprise na mesma noite).

O resultado pode ter sido recompensador para os produtores, mas para os telespectadores que buscam uma produção de qualidade, a minissérie deixa a desejar.

Com base em história real, Hatfields & McCoys apresenta a disputa sangrenta que existiu entre duas famílias durante o período pós-guerra civil.

Hatfield (Costner) e McCoy (Bill Paxton) são amigos e companheiros que lutaram juntos na Guerra. Mais tarde, quando cada um retornou aos seus respectivos lares e famílias – Hatfield na Virgínia e McCoy no Kentucky – tem início uma rivalidade que custará a vida de vários membros das duas famílias ao longo de anos.

Tudo começa quando o ex-soldado da União, Harmon McCoy, primo de Randall, é assassinado. As suspeitas recaem sobre os membros da família Hatfield. A partir deste evento, surgem ao longo dos anos diversos conflitos que levarão as duas famílias a uma nova ‘guerra civil’.

Os personagens não são a razão pela qual a minissérie foi produzida, já que ela se restringe a mostrar o conflito, apresentando sucessivas cenas de brigas, lutas, emboscadas e mortes que exemplificam a rivalidade. Com isso, a minissérie não estabelece seus personagens ou motivações, o que impede o público de se envolver. O telespectador observa um lado destruir o outro.

Por não fazer um estudo de personagens, as motivações e as consequências emocionais e psicológicas que o conflito traz para cada um são apresentadas apenas como um registro ao fato ocorrido. Sem uma construção emocional e psicológica dos personagens, não se estabelece a evolução do ódio, da revolta, da dor, da decepção, do remorso e das contradições que surgem ao longo dos 28 anos em que as duas famílias se enfrentaram.

O que é apresentado é a ideia desses sentimentos e das perturbações pelas quais os personagens passam, para que o público compreenda a gravidade das ações. Assim, espremidos entre as cenas de ação, os atores não conseguem convencer o telespectador de que eles são as pessoas que interpretam.

Kevin Costner como o patriarca da família Hatfield

Além das cenas de rivalidade, a minissérie também dá excessiva atenção ao casal Johnse Hatfield (Matt Barr, de Hellcats) e Roseanne McCoy (Lindsay Pulsipher, de True Blood), que formam a relação Romeu e Julieta da história, deixando os protagonistas (Costner e Bill Paxton), considerados velhos, em segundo plano.

Filmada na Romênia, a produção conta com figurantes que comprometem o realismo das cenas em que aparecem e com alguns atores que não conseguem se desassociar do Século XXI para encarnar personagens que vivem no interior do sul dos EUA no Século XIX (a exemplo dos atores que interpretam o casal ‘romeu e julieta’ da história).

O resultado é uma minissérie que está muito perto de uma produção de Hollywood e quilômetros de distância das montanhas do Kentucky e da Virgínia.

Quem se destaca é o ator Noel Fisher (Shameless) que interpreta Ellison, um sobrinho de Anderson Hatfield (Costner), deficiente mental que se envolve na disputa quase que por acidente.

O que sustenta seis horas de minissérie é a riqueza cultural que existe por trás dos personagens que, mesmo mal construídos, conseguem atrair e manter o interesse do telespectador em sua história. Pena que, ao terminar, a produção deixe uma sensação de desperdício.

Para o canal History, a produção de Hatfields & McCoys foi encomendada para marcar o 150º aniversário do início da luta entre as duas famílias. Mas, para os fãs do gênero, o sucesso da minissérie pode promover o ressurgimento do faroeste televisivo.

Apesar da boa receptividade crítica de Deadwood em 2004, a série da HBO não conseguiu promover a volta do gênero. No máximo influenciou o canal AMC a produzir a minissérie Broken Tail, em 2006, que também registrou uma audiência elevada (9.8 milhões de telespectadores).

O que se tem até o momento é o desenvolvimento de diversos projetos situando as histórias no Velho Oeste. Mas, na hora de escolher qual deles será transformado em séries, as produções  estreladas por ‘cowboys no asfalto’ ganham a disputa, como é o caso de Justified, Vegas e Longmire.

Fernanda Furquim: @Fer_Furquim

Cliquem nas imagens para ampliar. 

(E-D) Andy Gathergood, Sam Reid, Tyler Jackson, Greg Patmore e Michael Jibson

01/06/2012

às 16:22 \ Séries Anos 2010-2019, Trailers

Assistam aos dez primeiros minutos de ‘Pretty Little Liars’ – 3ª temporada

A temporada estreia nos EUA no dia 5 de junho pelo canal ABC Family.

01/06/2012

às 12:57 \ Cartazes, Séries Anos 2010-2019

Cartazes de ‘Louie’, ‘Revolution’, ’666 Park Avenue’ e ‘Burn Notice’

Cliquem nas fotos para ampliar.

 

Fotos e cartaz de ‘Covert Affairs’ – 3ª temporada

A temporada estreia nos EUA no dia 10 de julho. Cliquem nas imagens para ampliar. 

01/06/2012

às 12:33 \ Pilotos de Séries, Versão Televisiva

Novos projetos e pilotos – Junho 2012 – Parte 1

HBO

Projeto de Polone e Nathanson – Criada por Gavin Polone (Curb Your Enthusiasm) e Jeff Nathanson, a dramédia acompanha a rotina de uma equipe de basquete profissional. A intenção é mostrar como o sucesso, o dinheiro e o poder manipulam as vidas e carreiras de jogadores, bem como retratar a relação entre eles e os proprietários de clubes.

Lifetime

Clarice – Projeto da MGM em parceria com o canal Lifetime, que ainda não tem roteiristas envolvidos. A intenção é produzir uma série estrelada pela personagem Clarice Starling, vista na obra de Thomas Harris. No cinema, a personagem foi interpretada por Jodie Foster e Julianne Moore. Na TV, a personagem já inspirou a produção de uma série que aproveitou o sucesso do filme O Silêncio dos Inocentes. Entre 1996 e 2000 a NBC exibiu Profiler, que acompanhava os trabalhos da agente Samantha Waters (Ally Walker), uma agente do FBI especializada em penetrar na mente de criminosos. Na obra de Harris, Clarice é uma jovem que cresceu na Virgínia. Aos dez anos de idade, seu pai, um oficial da polícia, foi morto em ação, razão pela qual ela se muda para a fazenda do tio, em Montana. Mais tarde ela foge de casa e acaba em um orfanato. Adulta, após sua formatura, ela entra para o FBI. A obra de Harris já tem garantida uma adaptação televisiva com a série da NBC Hannibal, na qual a personagem de Clarice não será incluída.

TV Land

I’m Not Dead Yet – O projeto de Ben Silverman, através de sua empresa, a Electus, é uma adaptação da série israelense Zanzuri, divulgado em fevereiro. Agora o canal encomendou a produção do episódio piloto para avaliação. Com roteiro de Jon Sherman (Frasier), a sitcom gira em torno de um  homem que, após sofrer um ataque cardíaco aos 40 anos de idade, descobre que todos os homens de sua família morreram desse mal e na mesma idade. Assim, ele decide aproveitar a vida da melhor forma possível.

Brothers-in-Law – Projeto de sitcom tradicional (gravada com a presença de um público) criado por Bill Martin e Mike Schiff (3rd Rock From The Sun), que ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. A história gira em torno da relação entre um homem sua esposa, a irmã gêmea dela e o noivo desta, os quais não têm nada em comum.

Sem canal definido

Lionsgate – A produtora, que recentemente adquiriu a Summit Entertainment, começou a desenvolver alguns projetos de séries que adaptam para a TV alguns filmes da empresa. Entre eles, Os Mercenários/The Expendables, Red – Aposentados e Perigosos e Ela Dança, Eu Danço/Step Up.

 

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