13/03/2012
às 13:30 \ Curiosidades etimológicasDo subsolo de Roma para o mundo, uma ascensão grotesca
As velhas pinturas encontradas no subsolo de Roma acabaram por impulsionar o surgimento de um novo estilo que se espalharia pelo restante da Europa, levando com ele a palavra, que penetrou no francês (na época com a grafia crotesque) em 1526 e, por meio deste, no inglês (grotesque) por volta de 1560. A data para o primeiro registro em português é 1548, segundo o Houaiss. Já então o espírito do grotesco era menos renascentista e mais maneirista, no entendimento da maioria dos modernos historiadores da arte, com sua representação de visões fantásticas em que se misturavam formas humanas e animais em cenários de flora extravagante.
Os sentidos expandidos de grotesco, que levaram o termo para passear fora do terreno da arte, surgiram nos séculos imediatamente posteriores. Para Douglas Harper, o termo só ganharia valor pejorativo em inglês ali por meados do século 18, sendo até então empregado apenas como sinônimo de “fantasioso, imaginativo”. Em francês, porém, é certo que a palavra já fosse usada um século antes disso com o sentido pouco lisonjeiro de “que faz rir pela extravagância”, ou seja, ridículo, segundo o Trésor de la Langue Française.
Tags: história da arte, italiano, Maneirismo, Renascimento, Roma








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