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15/07/2010

às 7:52 \ Consultório

Risco de vida ou risco de morte?

“Vejo (inclusive na revista VEJA) e ouço falar muito na seguinte expressão: ‘Ele corre risco de vida’. O certo não seria ‘Ele corre risco de morte’? Qual é o correto?” Adriano Frederico, de Congonhas (MG).

Entende-se a angústia de Adriano. A pressão social pelo uso de “risco de morte”, expressão emergente, como se houvesse algo errado no consagrado “risco de vida” que herdamos de nossos tataravós, é uma questão com que se defronta qualquer pessoa menos distraída no Brasil de hoje. É também o maior exemplo de vitória do besteirol sabichão que temos na língua.

A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazer agora é risco de vida” (na canção Ideologia), ainda não passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde, professores de português que exerciam o cargo de consultores em redações conseguiram convencer os chefes de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: “Como alguém pode correr o risco de viver?”, riam eles.

Era um equívoco. Julgavam ter descoberto uma agressão à lógica embutida no idioma, mas ficaram na superfície do problema, incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada e compreender que risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. O que, convenhamos, nem teria sido tão difícil.

Muita gente engoliu desde então o risco de morte. De tanto ser martelada em certos meios de comunicação, inclusive na TV Globo, a nova forma vai sendo adotada por multidões de falantes desavisados. O que era previsível, mas não deixa de ser meio constrangedor.

Não se trata de dizer que risco de morte seja, como alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma expressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada. Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação de uma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazer tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o dedo para quem não concorda com ela, a convivência das duas formas poderia ser pacífica.

Se não pode ser pacífica é porque o risco de morte, mais que um caso linguístico, apresenta-se como um problema cultural, criação artificial de gente que mal ouviu o galo cantar e saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem, mergulhado no instinto da linguagem de que fala Steven Pinker, já nasceu sabendo mais do que eles.

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186 Comentários

  1. Leonardo Testa

    -

    17/05/2012 às 11:18

    Correr risco de vida é fazer sexo com uma garota sem camisinha.

  2. James

    -

    12/05/2012 às 3:27

    Vírgulas, Eduardo, vírgulas! Outra invenção da Globo.

  3. eduardo sbc

    -

    11/05/2012 às 5:03

    James “A análise feita pelos especialistas mostrou que a corrida reduziu em 44% o risco de morte ” citando um dos artigos da própria revista Veja. São dezenas de artigos de Saúde, que a revista Veja publicou, e vai publicar mais. Só você está rejeitando meu inventivo. Vai, adere, adere que é uma boa idéia, e de brasileiro. abraço

  4. James

    -

    29/04/2012 às 23:27

    Parei de ler no “história, (com “H” por ser verídica)”.

  5. ADÃO

    -

    29/04/2012 às 22:59

    EDU…
    NÃO DA PRA CONCORDAR COM ESSES GRAMÁTICOS
    POIS SE VIDA É UMA COISA E MORTE É OUTRA!
    SUBIR É SUBIR, DESCER É DESCER!
    GRANDE É GRANDE, PEQUENO É PEQUENO!
    FICA MEIO ESTRANHO ACEITAR ISSO, NÃO ACHA?

  6. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 18:43

    Quando envie as emissoras de TV a sugestão de se trocar esta expressão criada pelo Cazuza, segundo o autor deste artigo, que cita até meu amigo Machadinho, aquele de Assis, não poderia imaginar que causaria tanta indignação dos pseudos sábios. Mas enfim, já se criou um prescedente na linguagem coloquial, e algo que não existia, passa para a história, (com “H” por ser verídica), demonstrando o poder televisivo, que cria até Presidente de “Collor meio cinza” (desculpe a gracejo). Enfim, agora passamos pelo desconforto, no supermercado, de ter que carregar as compras na mão, porque o tal “saquinho” feito de plástico virgem, que quase nada prejudica em sua química, trocado pelo saco de lixo “preto”, plático reciclado, e que contém sim, muito metal pesado e outras coisitas quimicas que nos prejudicam diretamente. Isto acontece graças a falta de pesquisa séria, científica, destas emissoras de TV (TIRO NO PÉ), que para aparecer na mídia “ibop”, copiam tudo o que passa no estrangeiro, que aliás, o “risco de vida” é tradução literal de álém mar. Para quem gosta de estrangeirismo, americanismo, ingleirismo, ou os afrensezados, podem falar no risco de vida, pois já se consagrou, pelos gramáticos, que as duas formas são corretas, a que eu inventei, e a estrangeirada.
    abraços.

  7. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 1:18

    desculpe ! o galo corre o Risco de acabar na panela, de preferência Morto e não Vivo, e bem cozido. OK ?

  8. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 0:39

    Como diz o autor, o galo cantou, não sei aonde ? Pois é, perneteando a gramática, deixemos este assunto aos verdadeiros estudiosos do saber. A nós, pobres mortais, vamos continuar a correr o risco de morrer. Somente aos deuses gregos, mestres da origem da gramática da boa política, o risco de viver. A Zeus, o de viver, aos mortais, o de morrer. Na verdade os Deuses também correm este risco. Qual? Qual? Aonde o galo canta, segundo o autor. E este tal de “galo” corre risco de que ? Esta é facil, corre o risco de acabar na panela.

  9. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 0:11

    Quando enviei este artigo às redações jornalísticas, entrevia que a piegues dos falsos literatos, causaria polêmica. Sim, ouvimos desde criança, a expressão RISCO DE VIDA,no jornalismo da tv, mas venhamos e convenhamos, o quarto poder público, é conhecido por errar sempre, e acertar as vezes. Principalmente porque sempre emitiram a opinião e o lado que os fardados queriam para o povo. Fora política ou hoje conhecida como politicagem, é dificil alguém sofrer rico de continuar vivendo. Se existe risco, seja como elipse, pleonasmo ou outra forma gramatical, ele não pode ser de VIVER, mas o de MORRER, né mané.
    Eduardo, de onde você tirou que “risco de vida” é uma expressão televisiva, meu Deus? Espero que a notícia não o deixe muito chocado, mas Machado de Assis nunca trabalhou na Globo. Imagino que você tenha ido buscar essa “informação” no mesmo lugar onde encontrou seu estilo educado, persuasivo e culto de argumentação.

  10. James

    -

    22/04/2012 às 18:24

    A questão é tão simples que não precisa ser o Bechara para saber que “risco de vida” está correto. Basta ter o ensino fundamental.

    “Elipse: é a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subentender no contexto. É uma espécie de economia de palavras. São comuns as elipses dos pronomes sujeitos, dos verbos e de palavras de ligação.Pode ocorrer a elipse total ou parcial de uma oração.”

  11. Ricardo G.

    -

    22/04/2012 às 8:48

    O mestre pontificou, apontou o dedo agressivamente para quem não concorda com ele, e neste dedo está o único e simplório núcleo de sua argumentação:

    os discordantes são “incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada e compreender que risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida”.

    Falou, mas não disse, porque uma análise linguística, que nem precisa ser tão sofisticada assim, evidenciaria que a expressão

    “risco de morrer” equivale a “ter a vida em risco”, de onde veio o linguisticamente errôneo “risco de vida”.

    E Por que errôneo? Por um simples e despercebido motivo. Como os sujeitos são diferentes, a construção deve ser adequadamente regida por esta transposição – muda o sujeito, deve mudar o predicado:

    “Fulano corre o risco de morrer” (“Fulano” é o sujeito) e “A vida de Fulano está em risco” (“A vida” é o sujeito).

    Assim, haver risco de vida, quando o risco é o de [vir a haver] morte, é tão incoerente quanto – como apontou o leitor Lucas Moura – “risco de desabamento” significar “risco de [não haver] desabamento”. Esta forma de leitura apenas denota o uso casuístico da identificação(?) de uma elipse.

    E, erro consagrado por erro consagrado, idioma vivo por idioma vivo, transmissão de mensagem por transmissão de mensagem, quantos defenderiam o “agente fazemos”?

    Ou, pior ainda, porque aberração presente em bancadas e microfones, quantos defendem “A chuva, ela vai continuar” ou “O ministro, ele viajará amanhã”?

    Senhores, o fato de o idioma ser um organismo vivo é apenas um motivo a mais para que se cuide bem dele, para que evitemos seu assassinato. Porque ele está com a vida em risco, corre o risco de morrer, corre o risco de [que venha a haver sua] morte.

  12. Jaun

    -

    21/04/2012 às 22:09

    Para mim, é, e sempre vai ser CORRER RISCO DE VIDA, porque a vida é minha e ninguém tem nada a ver com isso.
    O negócio é que tem gente que não tem o que fazer, e começam a inventar coisas para justificar esse tempo inútil que estão vivendo na face da terra…
    Se eu disser que esses “zeros” a esquerda deveriam morrer primeiro antes de tentar mudando as coisas, vão querer me crucificar… e eu não quero correr risco de vida.

  13. Michele

    -

    20/04/2012 às 13:34

    Em alguns cérebros é difícil a captação de um frase que se subentende o significado!!! Parabéns Cecília; foi a melhor explicação dada em todas as que li.

  14. Cecília

    -

    14/04/2012 às 11:45

    Lucas, trata-se de um caso consagrado de ‘elipse’. É a supressão de uma palavra facilmente subentendida (tão facilmente subentendida que a expressão é utilizada há muitos e muitos anos). A elipse consiste da omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso. A busca do sentido semântico, facilmente mastigável e palatável ao público, não pode sobrepor usos já consagrados, inclusive no nosso código penal.

  15. sergiorodrigues

    -

    12/04/2012 às 22:17

    Desculpe, Lucas, mas sua análise está equivocada. A língua não funciona assim. Aliás, repare que a ofensiva emergente do “risco de morte” entrou em refluxo. Um abraço.

  16. Lucas Moura

    -

    12/04/2012 às 20:54

    Sinceramente, achei um absurdo um cara culto, blogando numa revista culta, divulgar essa ideia tão errada. (perdão pela informalidade)
    Insisto: “RISCO DE ‘ALGUMA COISA’”, significa que esta coisa ESTÁ PERTO DE ACONTECER. Exemplos: risco de desabamento, risco de queda, risco de falência.
    Se a argumentação do autor do texto estivesse correta, então também poderia ser dito “o barranco corre risco de não desabamento”, “a empresa corre risco de não falência”, o que soa completamente absurdo, já que a ideia que se pretende passar, nesses casos, é que o acontecimento é iminente (a falência, o desabamento). O mesmo, portanto, se aplica à morte. Uma pessoa que corre risco de morrer, ou “põe sua vida em risco”, de fato, corre RISCO DE MORTE.

  17. Lucas Moura

    -

    12/04/2012 às 20:44

    Discordo frontalmente. Absurda a explicação!
    Ora, se a intenção é dizer “risco para a (ou à) vida”, então deve-se dizer “risco para a (ou à) vida”. Ponto final.
    O risco com o qual uma pessoa, que está viva, sofre é o RISCO DE MORRER, e não o RISCO DE VIVER.
    Além da música do Cazuza, também em 1988 a Constituição Federal consagrou a expressão – viciada, claro – “risco de vida”. E não vale dizer que se a CF/88 escreveu, “é lei” – lembremos do caso da lei dos elevadores, que obriga a afixação daquela assustadora placa “… verifique se o MESMO encontra-se parado neste andar”.
    Desse modo, nem tudo que está na Lei é correto – ainda mais em se falando de Língua Portuguesa.
    O correto, sem dúvidas – e estou acompanhado pela doutrina majoritária -, é RISCO DE MORTE.

  18. Morgana

    -

    08/04/2012 às 23:14

    Assim como também não faz sentido o “Tweetar” ali em cima…

  19. Michele

    -

    03/04/2012 às 5:19

    QUEM SÃO ESSE TRÊS COMENTARISTAS?
    MACHADO DE ASSIS, LUÍS CAMÕES, AGOSTINHO DA SILVA?
    SE FORAM 3 COMENTARISTAS DA TV, NÃO SE PODE DAR POR ENCERRADO O ASSUNTO.
    POIS OS MESMOS CARAS QUE QUEREM ENSINAR A FALAR PORTUGUÊS USAM FRASES QUE NÃO TEM CABIMENTO!!! “EU VOU REPERCUTIR” “ELES EXPLODIRAM O CAIXA” “VAI VIM” E OUTRAS MAIS. NÃO ACEITO! E O SENHOR É MUITO MAL EDUCADO.

  20. Oliveira

    -

    22/03/2012 às 10:43

    Incrível como tem gente que paga pra falar besteira! Um assunto tão sério deste e vem um monte de energúmenos, sem-noção, cheios de gracinhas, dar pitácos infelizes, debilóides, que nada acrescentam ao assunto, que já foi devidamente encerrado por comentários lógicos, cultos, inteligentes e técnicos, por uns três comentaristas!
    Quem não diz coisa com coisa, por falta de coordenação psíco-motora, é minhocalá!!!

  21. denilson soares bernardo

    -

    21/03/2012 às 18:37

    O fato é que só se corre algum risco quando se tem vida. Implicitamente são vários os riscos de vida: o risco de uma bala perdida; o risco de dirigir opós a ingestão de bebida alcoólica: o risco de perder dinheiro nos ivestimentos, etc,etc.etc. Visto assim, o risco de morte é uma éspecis do genero risco de vida.

  22. O Velhinho in:

    -

    20/03/2012 às 10:53

    É, mais simples do que isto, por causa de uma locução incompreendida, quem joga na loteria CORRE O RISCO DE PERDER OU DE GANHAR!… De resto é aprofundar-se na nova ciência linguística ou na velha gramática e parar-se de conjecturas, aqueles que se chamam Google, porque a língua é dinâmica, mas muitos nem sabe disso, tanto que há uma “PEQUENA” diferença entre o Português quinhentista ou colonial e o atual, se assim não fosse, ainda estaríamos falando aquele. Melhor do que saber as ciências que estudam a língua é a HUMILDADE, mas isto aí fica impossível para quem acha que sabe tudo do idioma e da vida. Meu consolo é que, apesar da idade e das duas formaturas universitárias, pelo menos não morrerei tão ignorante o quanto aqui cheguei! PELO MENOS TENTEI, buscando nos livros, pesquisas, estudos e, principalmente, ouvindo aqueles que tinham muito a me ensinar!….O VELHINHO IN:

  23. Rafael

    -

    19/03/2012 às 12:56

    Amigos, e o risco de epidemia. Percebam que para todos os casos do universo, o risco é usado como antecipação de algo que vai acontecer. Está sendo avisado do risco de algo (seja bom ou ruim) acontecer. Já na vida é a única excessão. Para vida precisa estar implícito alguma coisa ou o cérebro da pessoa pode ficar confuso…
    É claro que RISCO DE VIDA virou uma expressão construída de forma equivocada e foi repetida por anos e anos. Só que isto não faz dela correta.
    Em qualquer outra língua o risco que a pessoa corre é de morrer!!! Mas basta alguém que tem espaço na Veja dizer o contrário que muitos irão atrás de cabeça baixa dizer amém… Quer dizer, amém seria se fosse uma revista da Record…

  24. Michele

    -

    17/03/2012 às 23:27

    “RISCO DE MORRER”
    “RISCO DE MORRER”
    “ARRISCAR A VIDA”
    “ARRISCAR A VIDA”
    “POR A VIDA EM RISCO”
    “POR A VIDA EM RISCO”
    TÃO SIMPLES!!!

  25. Michele

    -

    17/03/2012 às 23:24

    Depende muito do cérebro que analisa a frase!!!
    se ele não consegue assimilar uma frase subentendida
    aí ele tem que usar o “risco de morte”.
    isso pela incapacidade de compreensão.
    RISCO SIGNIFICA CORRER PERIGO!!!
    outra coisa, antigamente se falava um português clássico
    com muita educação e cultura! hoje o que se fala é bem parecido
    com dialeto indígena!

  26. Rafael

    -

    16/03/2012 às 15:42

    Queria entender como:
    - Nas placas “Risco de desabamento” o risco é do evento que será eminente;
    - No jornal, a empresa corre o “risco de falência.” O risco é de algo que está para acontecer;
    - Tratando-se de vida, a construção tem sentido completamente oposto. “Risco de vida” vira, segundo o autor do texto, “Risco de perder (implícito) a vida”.

    É claro que trata-se de “Risco de morte”. E usar como argumento que nossos tataravós é tão argumento, quando dizer que nossos bisavós usavam negros como escravos e, por isso, estavam certos.

  27. Michele

    -

    16/03/2012 às 3:41

    Bom, o “risco de morte” veio para corrigir o “risco de vida” certo???
    Mas, se a frase “risco de vida” está correta, não há necessidade de corrigi-la.
    Eu até tentei usar as outras variantes usando a “nova forma” como base
    mas não deu certo! Começou quando fui fazer um “seguro de morte”
    pois “minha morte estava correndo risco”. Aí eu pensei, se é para “arriscar a morte” desse jeito, eu prefiro ficar com o simples, para não contrariar os adeptos da nova forma, eu uso o “RISCO DE MORRER”.
    “love of my death you hurt me”…

  28. José

    -

    15/03/2012 às 13:41

    Amigo Aldo, ninguém é perfeito quando se trata da nossa gramática e idioma. O “gramaticídio” ao qual vc se refere foi apenas abonado por alguns dos experts no nosso idioma. Também discordo “dele” e de outros em muitas Coisas. Como disse abaixo, minha vida toda trabalhei [40 anos] como jornalista-revisor-copidesque, e só não me considero escritor porque não sou presunçoso, não obstante, meus textos farem relativo sucesso numa terra onde se lê muito pouco. E não sou de aceitar facilmente as coisas, por isto mesmo busco fundamentações para entendê-las, mas isto não quer dizer que as aceite. Contudo, não acho que as coisas têm que ser certo X errado. Precisei ficar 4 anos numa excelente Universidade de Letras, estudando uma disciplina que realmente detesto {teorias linguísticas, semântica e o escambau] e pesquisar muito, não há um dia que eu não estude, pesquise ou leia muito por vezes até 15 horas], e cada vez mais tenho a certeza de que sei muito pouco diante da grandeza que é a vida. Este assunto aqui está bem resolvido, mas a praga e a maldição do gerundismo e o excremento do “por conta de” que muitos fazem cara de bunda abatida, desiludida e cansada da vida, e RELINCHAM – crentes-crentes que estão abafando e descobrindo a cura da AIDS, não se discute tanto, não se mostra toda a ânsia de vômito em relação a essas escrotidões, e sabe por quê?… Porque são pessoas deslumbradas e sem-noção, ou que trocam o voto por um prato de ração, e aqueles que não sabe da estória da inglaterra {é assim mesmo, minúscula} e vão para as ruas aplaudir aquela gente de lá quando veem aqui achando que somos uma grande tribo ou próspera colônia!…

  29. Aldo

    -

    13/03/2012 às 7:27

    Amigo José
    Não estamos aqui para julgar a inteligência ou o caráter de ninguém!
    O cara que cometeu esse “homicídio” ao idioma é considerado o mestre em português. e mostrou que não era tudo aquilo que pensávamos…
    pois achávamos que ele era perfeito na sua especialidade.

    Agora aparecem um monte de seguidor desse infeliz,dizendo que morte e vida cabem na frase com o mesmo significado.
    isso é inadmissível!!! alegria é alegria, tristeza é tristeza!
    E definitivamente o que corre risco é a vida! então é risco de morrer!
    Eu não sei nada também!!! não tenho a sua sabedoria! não sou professor de nada e sou até um leigo em muitos assuntos.
    Mas consigo entender perfeitamente que risco de vida é uma frase que se subentende o sentido. Sei que não vou frear a infestação que esse “crime” causou nos jornalistas! pois eles vivem de repetir o que ouvem.
    assim como eles falam “eu vou repercutir o acidente” todos sabemos que é impossível uma pessoa repercutir, e sim acompanhar a tal repercussão;
    agora pelo que ouvimos deles a “morte está correndo o risco de viver”.
    ACHO QUE O IDIOMA PORTUGUÊS, SE CONTINUAR COM ESSA “EVOLUÇÃO REGRESSIVA” CORRE O RISCO DE MORRER.

  30. José

    -

    07/03/2012 às 18:01

    Aldo, não sei quantos anos vc tem!… Mas Burro vc não é!… E burro seria qualquer pessoa que assim taxasse a outra por não conhecer dos caminhos já pecorridos por pessoas experientes que já falaram do que aqui falei para se entender da dinâmica da nossa língua!…Tenho quase mil alunos do ensino fundamental e médio, além dos colegas da universidade com quem trocamos ideias, e todos nós temos nossas dificuldades, tenho 62 anos e, diante da grandeza da vida, só sei que não sei nada… o que mais nos ajuda na vida é sermos humildes, isto, sim, é inteligência e sabedoria!……..

  31. Aldo

    -

    06/03/2012 às 19:58

    “ZÉ”
    Não é me figurando como burro que você vai colocar na cabeça das pessoas
    que “risco de subir e risco de descer” tem o mesmo sentido!
    Você esta vivo, sua vida corre risco! você corre risco de morrer.
    Pois é a sua vida que está em risco.
    só um morto corre risco de morte. se estivesse vivo seria????
    risco de vida.
    A VIDA É QUE ESTÁ EM RISCO.
    ME DIZER QUE AS DUAS OPÇÕES SÃO ACEITAS É O CÚMULO!!!
    “CAIR” É UMA COISA, “LEVANTAR” É OUTRA!

  32. José

    -

    05/03/2012 às 11:56

    Aldo, se as coisas e a vida fossem tão simplistas assim, na base do CERTO E DO ERRADO, seria muito bom, mas se tratando do nosso riquíssimo e lindo idioma, existe uma terceira opção, que é baseada no dinamismo da língua, na Linguística e na Semântica, mas, é claro, nem todos podem saber disso, mas, se já tomarem conhecimento disto, já ficarão mais espertos. É TUDO MUITO SIMPLES: COLUNA UM, COLUNA DOIS OU COLUNA DO MEIO!…
    Se vc não teve a oportunidade de ler todos os comentários, leia pelo menos os mais elucidativos, a partir do texto do autor.

  33. Aldo

    -

    04/03/2012 às 3:49

    SE QUEREM DAR A FRASE UM SENTIDO EXATO!!!!!!
    DIGAM “RISCO DE MORRER” PORQUE, RISCO DE MORTE É HORRÍVEL.

  34. Aldo

    -

    04/03/2012 às 3:45

    OU UMA COISA OU OUTRA…
    “AS DUAS FORMAS ESTÃO CORRETAS” NÃO TEM CABIMENTO!
    SE UMA FRASE TERMINA COM COM A PALAVRA QUE TEM SENTIDO CONTRÁRIO A OUTRA!
    ATÉ UM ANALFABETO SABE QUE “RISCO DE VIDA” É RISO NA VIDA, POR A VIDA EM RISCO, ARRISCAR A VIDA, SE SUBTENDE A FRASE!
    COM A MORTE NÃO COLA! “PASCOALOWISK” PODERIA TER PASSADO A SUA VIDA
    SEM ESSA “MORTE” QUE ELE IMPINGIU AO IDIOMA”.
    QUER DIZER QUE QUE A VIDA NÃO CORRE MAIS RISCO????
    AGORA É A MORTE QUE CORRE RISCO????

  35. Edilson Rocha

    -

    29/02/2012 às 0:56

    Interessante esta discussão, porém não mais importante que começarmos a discutir também um mal chamado internetês, que vem prestando um desserviço à nossa língua portuguesa, através de erros grotescos de ortografia, com abreviaturas absurdas, nas redes sociais espalhadas na internet.

  36. José

    -

    28/02/2012 às 15:41

    Lamento que este texto abaixo não seja o revisado, pois passaram uns dois ou três erros de digitação!!!!!!!

  37. José

    -

    27/02/2012 às 18:41

    Achei maravilhoso este debate, tirando alguns infelizes que não tendo argumento comentaram com gracinhas. O autor da matéria foi muito feliz em seu texto.
    Estou preocupado com os rumos do nosso maravilhoso idioma “Brasilês”, e aos 62 anos, estou tratando disto na minha monografia do curso de Letras/Inglês, embora trabalhe há 40 anos como revisor e copidesque [como no maior dicionário da Língua Portuguesa, o Antonio Houaiss] – jornalista – tendo passado pelas maiores empresas de publicidade, grandes editoras e jornais, já ganhei alguns concursos literários e tenho textos editados em livros, revistas e na internet, bombando, “O VELHINHO IN:…” só agora pude me formar, mas tenho Registro de Jornalista – das antigas 1972 – e mais horas de leitura e escrita do que urubu de vôo [é assim mesmo, com acento, porque eu quero e tenho autoridade para isto!]
    Então vou repetir o que digo sempre: PORTUGUÊS NÃO É DIFÍCIL, DIFÍCIL O TORNAM AQUELES PREPOTENTES E ARROGANTES QUE SE ABOLETARAM NELE COMO PARASITAS E SE ACHAM DONO DO QUE SÓ PERTENCE AO POVO E AOS ESCRITORES!…Ou seja, O MUNDO ESTÁ SE ACABANDO, E NEGUINHO TÁ PERGUNTANDO SE VAI DAR PRAIA!…
    AS DUAS FORMAS ESTÃO CERTAS, E PRONTO!!!!!!!!!!!!!!!
    Copiei abaixo duas respostas que respondem a todos. Sou do tipo que acho que talento e inteligência não se presumem!… Ou se tem ou fica-se calado para não se entregar!… Ironia é sinônimo de quem tem cacife intelectual. Quem quer bancar sem ter só está apresentando o diploma de mestrado e doutorado em imbecilidade!…
    Há coisas bem piores que os bocas de caçapa vomitam nos noticiários crentes que estão descobrindo o segredo do big-bang!…
    E pela segunda vez sou obrigado a concordar com o Pasquale, a primeira foi contra a praga e a maldição do Acordo, porque quem o assinou foi quem menos entende do assunto!… tinha que ter um plebiscito, e os portugueses estão certíssimos em odiá-lo!… Mas a indústria do livro tem que sobreviver!… Sabem quantos milhões de livros serão reimpressos, e pra onde vão esses milhões de reais jogados nos esgotos?…
    Aldo Naletto – 03/04/2011 às 23:28 ……Acho que os sabichões que condenaram o “risco de vida” foram influenciados pela perseguição à expressão “correr atrás do prejuízo”. Esta última também subentende que se “corre atrás de (cobrir) o prejuízo”, e na minha opinião é tão válida quanto a primeira.
    PEDRO-06/10/2010 às 21:05…..O PROFESSOR PASQUALE DIZ QUE AS DUAS MANEIRAS SÃO CORRETAS, MAS QUE NA EXPRESSÃO RISCO DE VIDA HÁ EMBUTIDO A PALAVRA “PERDER”, ENQUANTO QUANDO SE USA RISCO DE MORTE, É SIMPLISMENTE RISCO DE MORRER, POR ISSO É MAIS FÁCIL USAR RISCO DE MORTE, MAS ELE AFIRMA QUE AS DUAS ESTÃO CORRETAS.

    Sua percepção está correta. São invenções que saíram do mesmo lugar.

  38. Toscano

    -

    27/02/2012 às 9:31

    Segundo o dicionário Houaiss, um dos significados de risco é “probabilidade de perigo”. Assim, risco de vida é perfeito, pois a vida pode correr perigo e não a morte. São “os iluminados” agindo, vindo condenar o que já se encontra estabelecido há muito, tal qual fizeram com “entrega a domicilio”, outra expressão perfeita. Cf. http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/04/27/entrega-a-domicilio/

  39. josi

    -

    04/02/2012 às 14:47

    Quando comecei a ouvir isso de risco de morte pra cá e pra lá, eu achei que tinham oficialmente mudado a expressão na língua portuguesa, mas depois vi que era somente uma adequação meio sem cabimento, que se espalhou pra todo lado, como se fosse somente o correto a se dizer no caso específico. Bom, pra mim, sempre entendi que o “risco de vida”, é que a vida corre risco, ou está por um triz, ou perigo.

  40. Adalberto

    -

    04/02/2012 às 7:35

    Bom dia a todos.
    Os comentários aqui são valiosos e conseguimos observar várias linhas de raciocínio . Uma linha voltada para a gramática e até algumas para a linha técnica ( jurídica ou prevencionista ). Bom… estamos fundamentando os comentários nas palavras Vida e Morte, ou seja Risco de Vida ou Risco de Morte… mas e a palavra Risco o que significa Risco ???Chama-se fator de risco a qualquer situação que aumente a probabilidade de ocorrência de uma doença ou agravo à saúde, a exemplo dos multiplos fatores causais das doenças cardiovasculares. (ver). O termo risco popularmente, além do sentido de possibilidade ou chance (oportunidade), tem o sentido de perigo.

    Risco, em epidemiologia é a probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado. Desta forma estima-se o risco ou probabilidade de que uma doença exista através dos coeficientes de incidência e prevalência. Para OMS (CLAP- OPS/OMS, 1988) o fator de risco de um dano são todas as características ou circunstâncias que acompanham um aumento de probabilidade de ocorrência do fato indesejado sem que o dito fator tenha intervindo necessariamente em sua causalidade. Resumindo se risco é uma probabilidade de um evento se manifestar, então para a segurança do trabalho utilizamos Risco(probabilidade ) de ocorrer a Vida ou a morte… utilizamos Risco de Morte ou Perigo “Perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de causar ou contribuir para uma lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 675).Por isso utilizamos Perigo de se potencializar a Morte = Perigo de Morte. Talvez haja uma confusão técnica e de expressão utilizada em nosso passado. Agora…minha Vida corre Risco ( probabilidade de perder a minha vida)estou em Perigo ( um potencial de degradação da minha vida )Probabilidade de morte = Risco de morte em nosso cotidiano técnico…é o nosso português que herdamos de várias fusões ao longo dos anos…abraços a todos ( trabalhe com segurança e não aumente a sua probabilidade de morrer ou o seu risco de morrer por falta de prevenção.Pois isso é um Risco à Vida rsss Colocar a vida em risco…colocar a vida perto …numa probabilidade de morte…

  41. André

    -

    30/01/2012 às 17:22

    JOÃO, QUANDO COPIARES ALGO PARA CORRIGIR ALGUÉM, CERTIFIQUE-SE DE QUE NÃO TEM NADA ERRADO PRA VOCÊ NÃO PASSAR VERGONHA! HORAS NA INTERNET É NO FORMATO DOS INGLESES! SE VOCÊ QUER CORRIGIR NO PORTUGUÊS, DEVERIA TER PRESTADO ATENÇÃO!
    OUTRA, JÁ QUE VOCÊ É FÃ DOS JORNALISTAS DESAVISADOS… O DATENA TAMBÉM SOLTA CADA MANCADA QUE CHEGA A DOER OS OUVIDOS. E É RISCO DE MORTE UM ATRÁS DO OUTRO. QUE INFELICIDADE TEVE O PASQUALE…

  42. André

    -

    30/01/2012 às 17:15

    “Jão” O tema em discussão aqui é “RISCO DE VIDA OU RISCO DE MORTE!”
    Eu fiz um comentário a respeito de uma loira da Record. que não tira o “RISCO DE MORTE” da boca! Até um ignorante como eu sabe que “RISCO DE VIDA”
    é uma frase que se subentende o significado. E que se for para usar o substantivo morte não soa bem! É melhor usar o verbo “MORRER” e a frase fica exata. A mesma loira da Record, vive dando mancada no português
    ela é jornalista! forma opinião! você não acha que isso deixa o povo mais ignorante do que já é??? Ou você é adepto das frases: “EU VOU REPERCUTIR” em vez de acompanhar a repercussão…”ELES EXPLODIRAM UM CAIXA” em vez de: detonaram um caixa? VOCÊ É QUEM ESTÁ PRECISANDO DE
    REFLEXÃO.

  43. João Kajamura

    -

    30/01/2012 às 1:04

    André, como poderá verificar, copiei o “(André-04/01/2012 às 15:32)” exclusivamente para restringir o comentário, deixar claro que o “André” era você e que o comentário a que me referia era o postado com aquelas referências. Poderá verificar também que “15:32″ foi copiado da indicação constante no site. Está escrito dessa forma no site. Mas, se acaso fosse escrever, faria assim: 15h32min. A minha intenção ao postar a mensagem não foi a de avacalhar, mas somente para fazer com que você refletisse um pouco mais antes de comentar algo; porém, a julgar pelo comentário (André-27/01/2012 às 0:05), vejo que não consegui.

  44. André

    -

    27/01/2012 às 0:05

    O “JÃO” VOCÊ ENTROU SÓ PRA ME CORRIGIR NUMA PEQUENA PALAVRA
    E NÃO COMENTOU SOBRE O “RISCO DE DE MORTE”.
    ACHO QUE VOCÊ ERROU DE BLOG, NÉ…
    EU SEI AVACALHAR COM AS PESSOAS TAMBÉM.
    “Mensagem ao André (André-04/01/2012 às 15:32)” HORAS EM PORTUGUÊS
    SE GRAFA ASSIM: “15h32″ COM DOIS PONTOS É DO INGLÊS.
    ACHO QUE VOCÊ TAMBÉM NÃO FEZ FACULDADE DE PORRA NENHUMA.

  45. André

    -

    26/01/2012 às 23:51

    ISSO É UM PEQUENO ERRO DE PORTUGUÊS
    AGORA, ESTADO DE GOIÂNIA É SÓ SE FOR NO SEU PAÍS.
    “JÃO” KKKKKKKKKKKK
    OUTRA COISA, “JÃO” EU NÃO SOU JORNALISTA; NÃO FIZ FACULDADE DE PORRA NENHUMA. POR ISSO EU TENHO O DIREITO DE ERRAR!
    QUEM ESTÁ NA POSIÇÃO DE JORNALISTA, QUANDO ERRA, TEM DE SE CORRIGIR.
    VOCÊ NÃO ACHA, “JÃO”. SE NÃO, DAQUI A POUCO O LULA E O TIRIRICA ESTARÃO APRESENTANDO O “JORNAU” “NASSIONAU”. KKKKKKKKKKKKKKKKK.

  46. João Kajamura

    -

    24/01/2012 às 2:53

    Mensagem ao André (André-04/01/2012 às 15:32)
    Usando trecho de seu comentário, “qualquer pessoa esclarecida sabe que não existe” ATARDE e SITAREI. Quando li “atarde” pensei que fosse erro de digitação.

  47. André

    -

    04/01/2012 às 15:32

    Concordo com a Daniela!!! Mas o que esperar de uma jornalista que hoje atarde disse: “ANÁPOLIS GOIÂNIA”. Qualquer pessoa esclarecida sabe que não existe o estado “Goiânia” e sim, Goiás.

    Voltando ao tema que interessa.
    Sitarei alguns, digamos “derivados” da frase risco de vida.
    RISCO DE PERDER A VIDA, POR A VIDA EM RISCO, ARRISCAR A VIDA, RISCO NA VIDA. Agora vejam como fica com “MORTE”.
    RISCO DE PERDER A MORTE, POR A MORTE EM RISCO, ARRISCAR A MORTE, RISCO NA MORTE. KKKKKKKKK É O “PIM DA FICADA”.

  48. Mauri

    -

    12/12/2011 às 14:46

    Risco de morte sempre teve aplicação, mas em casos específicos: risco de morte no primeiro ano de vida, risco de morte por – asfixia, afogamento, ataque cardíaco. Sempre com um complemento. De outra forma fico com o Machado (“Salvar uma criança com risco da própria vida…” – Quincas Borba).
    Fonte: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/risco_vida_risco_morte.htm

  49. Mílton Lima

    -

    08/12/2011 às 12:30

    Essa torpe expressão “risco de morte”, me dói o ouvido e maltrata meus neurônios… encaixa-se perfeitamente na mente do povinho imediatista que, como o papagaio, limita-se a repetir o que a turba propaga.

  50. Daniela

    -

    26/11/2011 às 0:49

    Aquela tal de Adriana Reid me fez perder a paciência com o record notícias. De tanto ouvir ela dizer o “analfabético” RISCO DE MORTE
    parei de assistir o record notícias.

  51. André

    -

    26/11/2011 às 0:41

    O problema é que querem mudar uma coisa que existe antes de o nosso país existir! POR A VIDA EM RISCO! “por a morte em risco???”
    CORRER RISCO NA VIDA! “correr risco na morte???”
    SUA VIDA ESTÁ EM RISCO! “sua morte está em risco???”
    E o que tem de jornalista falando risco de morte não está no jibi!
    Depois querem dizer que o português é quem é burro.

  52. Carla

    -

    23/11/2011 às 12:33

    Ao ler, desconsiderando o bom esclarecimento e considerando o texto em si, senti, assim como demais leitores, uma raiva exagerada ali descrita, como se fosse proposital, se quisesse dar ênfase, foi muito provocativo. Que fique claro, não passa de uma crítica construtiva, já que não fui só eu quem achou estranho, ou apenas de uma percepção equivocada. Parabéns, continue esclarecendo, nosso país precisa disso.

  53. Max

    -

    19/11/2011 às 15:26

    A Globo descobriu a fórmula de burlar a morte, pois a vida não corre mais risco.

  54. André

    -

    19/11/2011 às 13:06

    O senhor “Francisco Carlos Lacerda”
    foi perfeito nas suas colocações.

  55. André

    -

    19/11/2011 às 13:04

    O debate que está em pauta é relacionado ao idioma português e não a eletricidade! No seu meio de trabalho, fale como quiser.
    RISCO DE PERDER A VIDAAAAAAAAAA!
    Resumido: ” RISCO DE VIDA.”

  56. Antonio Marques

    -

    18/11/2011 às 15:17

    Li, o comentário de meu amigo advogado, Ok. Mas para um engenheiro,as coisas tem que ser mais precisas. Se um pessoa disser que “Queimou um fusivel(proteção eletrica) ou um fuzil (arma). Para maioria dos leigos vai entender a mesma coisa, apesar de ser totalmente errado. Eu entendo que um vicio que vem de outrora ainda que compreendido pode estar errado e nunca é tarde para corrigir. “Risco de vida ou Perigo de Vida” eu entendo que só ocorre em um estupro. Agora, mas para sinalização eletrica deve se usar “Perigo de morte” ou “Risco de Morte”. Já que “Risco de morte não soa bem , então se deve dizer “Colocar a vida em “Risco” “Perigo”. Outra observação em “Ingles! Electric current! Danger to life! Que tal usarmos “Perigo para vida.

  57. Gustavo

    -

    13/11/2011 às 22:20

    O risco é perder a vida já que a morte tarda mas não falha. Que tal falar das “insurgências”(insurreições), dos “entornos”(periferias e derredores e circunvizinhanças), dos “enfrentamentos”(confrontos). Mas é tarefa inócua, o povo aprende com facilidade tudo que é “novidade” como declinar presidente, gerente, dirigente. Logo vão aparecer os “vítimos”.

  58. Francisco Carlos Lacerda

    -

    13/11/2011 às 16:05

    Deve ter sido um filho de algum diretor da Globo que começou tudo isso.
    Porque isso parece coisa de criança que não compreende certas construções mais elaboradas.
    Um risco que ameace as nossas finanças chamamos de risco financeiro. Temos aí um substantivo e um adjetivo inerente ele. Finança/financeiro.
    E um risco para as nossas vidas? Não quero uma saída pela tangente como esse tal risco de morrer. Quero um adjetivo que se refira ao substantivo vida como financeiro se refere a finanças. Seria risco biológico? Risco vital? Não. Nossos antepassados já resolveram o problema: risco de vida. Simples, não?

  59. Julio

    -

    13/11/2011 às 15:59

    Falou, falou e nao falou nada!!! Mais um…

  60. rafael

    -

    08/11/2011 às 15:26

    Um dos sinais de que ‘risco de morte’ está 100% errado é o fato da Luciana Gimenez meio q puxou a orelha de uma repórter q tinha acabado de entrar ao vivo e tinha dito ‘risco de vida’, maior comprovação que essa será difícil de achar…

  61. rafael

    -

    08/11/2011 às 15:17

    Foi a Globo q fez carga em seus noticiosos a favor do ‘risco de morte’ por 2 ou 3 anos mas hoje felizmente o senhor Bonner, q além de âncora e tb editor, recobrou o bom senso e já fala ‘risco de vida’ noprincipal telejornal da emissora , o Jornal N acional

  62. Angela Britto

    -

    28/10/2011 às 11:01

    Adorei! Alguns “formadores de opinião” inventam coisas e todos seguem sem questionar. De repente a Rede Globo lançou o “risco de morte”, e os repórteres da emissora saíram falando como cordeirinhos. Virou “regra” – é tão irritante!… Como diz um cinegrafista com quem trabalhei: “tem uma geração aí nos fazendo sofrer”.

  63. André

    -

    27/10/2011 às 16:45

    Eu era um expectador assíduo do Datena na Band.
    Mas de tanto ouvi-lo falar “RISCO DE MORTE” eu perdi a
    paciência e parei de assistir.

  64. Mauricio luís de Oliveira

    -

    20/10/2011 às 1:58

    Adorei, sou formado em Letras e, embora não atue na área, estou sempre me deparando com estas questões. Sempre aparece algum colega de trabalho me inquirindo sobre questões como esta,e sempre aconselho a pesquisar antes de sair repetindo tudo que se ouve.

  65. Marcos

    -

    10/10/2011 às 20:28

    Obviamente risco de vida ou para a vida tem mais sentido, é a vida que está em risco de perder-se; a morte é intrínseca à vida, corre-se “risco de morrer” desde o nascimento, ou não? A cada segundo podemos falecer por um mal súbito, atropelamento, bala perdida, tombo, assassinato e etc. Portanto, é a velha máxima “Para morrer basta estar vivo”, no entanto, quando acontece uma tragédia, ou depois de um acidente, como vemos na televisão todos os dias, é a vida que está em risco, não a morte, que é certa e virá algum dia, basta aguardarmos.

  66. Miguel Osorio

    -

    29/09/2011 às 10:17

    Risco de vida é risco de perder a vida. Será que risco de morte é risco de perder a morte?

  67. Renata Fraia

    -

    25/09/2011 às 12:02

    Brilhante! E a cada dia é um novo jornalista que lança a expressão…
    risco de morte“! É de morrer mesmo, ter de ouvir isso.

    Também já escrevi sobre isso no link: http://renatafraia.blogspot.com/2010/12/risco-de-vida-ou-risco-de-morte-qual.html

  68. Anderson

    -

    27/07/2011 às 14:33

    Meus amigos.
    O maior problema é quando uma pessoa que serve de exemplo para nossa educação(jornalista)começa a falar essas aberrações em rede nacional.
    aí,um escuta e repete,outro escuta e repete as mesmas idiotices.
    No final, acaba ensinando o povo a falar errado.
    Erros como: “EU VOU REPERCUTIR” Você pode acompanhar a repercussão de um fato; mas,repercutir,nem pensar. A notícia se repercuti por si só!
    Outro exemplo é trocar o “VIRÁ” por “VAI VIM” ou “VAI VIR” ou “IRÁ VIR”. Essas aberrações acabam ganhando adeptos que acham certo falar errado por terem aprendido com os famosos jornalistas.
    Mas existem ótimos jornalistas que não são “maria vai com as outras”.
    Ana Paula Padrão e Celso Freitas por exemplo, falam “RISCO DE MORRER”.
    William Bonner também. Outros jornalistas que eu acompanham também se recusam a dizer o famoso “RISCO DE MORTE” Parabéns a eles! pelo menos “nem todas as laranjas estão podres”.

  69. Anderson

    -

    24/07/2011 às 3:27

    Mark
    Eu entendi o seu comentário!
    Agora eu vou escrever e você completa.
    O DOENTE CORRE O “RISCO DE MORRER”.
    o doente corre o “risco de morte”.(ABERRAÇÃO)

    O CARRO SEM FREIOS CORRE O “RISCO DE ANDAR”.
    o carro sem freios corre o “risco de……”.TENTA COMPLETAR A ABERRAÇÃO COM UM SUBSTANTIVO PARECIDO COM ANDAR. “ANDAMENTO”???
    KKKKKKKK

  70. Anderson

    -

    23/07/2011 às 17:52

    MARK
    SE VOCÊ É CONTRA DIZER “RISCO DE VIDA”
    DIGA: RISCO DE MORRER, QUE NÃO SOARÁ COMO UM TAPA NO OUVIDO.
    “RISCO DE MORTE” É UMA VERDADEIRA FACADA NOS TÍMPANOS.

  71. Anderson

    -

    23/07/2011 às 17:43

    Mark
    Risco de… pede um verbo para ser uma frase exata.
    “RISCO DE MORTE” está com um substantivo no final.
    Assim,perde o sentido! A frase “RISCO DE VIDA” é uma frase abreviada.
    tipo: “RISCO NA VIDA” “RISCO DE PERDER A VIDA” isso existe antes de
    termos nascidos. Você parece se atrapalhar com os verbos.

  72. Renato

    -

    18/07/2011 às 14:31

    Gostei do artigo, mas sou da opinião que a regra se defina por uma das duas formas de expressão. Fica difícil para qualquer um entender que “risco de vida” e “risco de morte” significam a mesma coisa. A lógica se aplica à lingua, com certeza. A lingua é um ente vivo em constante mudança. Dizemos “risco de incêndio”, “risco de acidente aéreo”, “risco de roubo” e outras tantas que sempre se referem ao perigo. Caso contrário, deveríamos dizer “risco à propriedade”, “risco ao voo” etc..

  73. Mark

    -

    15/07/2011 às 15:40

    Anderson,

    Não entendi seu comentário. O sr. confundiu “Morre” com “Morte”.
    Sendo assim, segundo seus exemplos, o correto seria “Risco de vive”? [Vida - Vive - Viver / Morte - Morre - Morrer]

    Para mim, “Risco de morte”, “Risco de subida”, “Risco de parada”, entre outros, apesar de estranhos, são todos aceitáveis.

  74. Jo

    -

    12/07/2011 às 17:21

    Veja como o Desembargador Alexandre Moreira Germano do TJ de SP se refere em sua apostila Técnica de Redação Forense com relação ao assunto:
    Risco de vida:
    Inventaram um novo modismo: não se fala mais em risco de vida, mas sim em risco de morte…
    Assim: “a vítima ainda corre risco de morte” – “o menor foi hospitalizado, após o acidente, mas os médicos não ‘descartam’ o risco de morte”. E por aí vai.
    Certo? Não: errado.
    É da tradição vernácula o uso da expressão “risco de vida”. Como está no novo Código Civil: “Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade” … E assim era no antigo Código e na legislação em geral.
    Como ensina De Plácido e Silva (“Vocabulário Jurídico”), a expressão “risco de vida” exprime simplesmente “perigo iminente ou perigo de perda de vida”. Na linguagem jurídica, o vocábulo indica simplesmente o sentido de perigo ou de mal receado: é o perigo de perda ou de prejuízo, ou o receio de mal, que causa perda, dano ou prejuízo.
    Portanto, o risco de vida é o perigo de perda da vida, perigo de perda de um bem (vida). Embora se possa falar em “perigo de morte”, será muito mais elegante a expressão tradicional – risco de vida, perigo de vida, que se refere à possibilidade da perda desse bem.
    Só não entende quem não quer; só complica quem quer complicar; só inventa novidades inúteis quem não conhece a índole do idioma e parece querer corrigir um “erro” centenário, que nossos antepassados não cometeram, pois diziam (e diziam muito bem) risco de vida, perigo de vida – o que era entendido por letrados e iletrados, expressões consagradas na legislação e na tradição jurídica.

  75. Anderson

    -

    06/07/2011 às 18:49

    O amigo vem corrigir um erro de português,dando uma frase em francês como exemplo… aí fica complicado!
    estamos discutindo o nosso idioma,não é?
    Ele está defendendo a aberração “risco de morte” fico imaginando se um jornalista dissesse: “Os boeiros do Rio de Janeiro correm o risco de bomba” em vez de risco de explodir.

  76. Anderson

    -

    06/07/2011 às 0:40

    O “FALANTE” TERIA RAZÃO EM CORRIGIR,JÁ QUE ELE TEM DIFICULDADE PARA COMPREENDER QUE “RISCO DE VIDA” SE SUBENTENDE “RISCO DE PERDER A VIDA”
    MAS A “CORREÇÃO” SE TRANSFORMOU EM UM GRANDE ERRO DE PORTUGUÊS.
    POIS SE VOCÊ QUER UMA FRASE EXATA,SEM FALTAR UMA PALAVRA PARA LHE COMPLETAR O SENTIDO,NÃO PODE USAR A PALAVRA “MORTE” PARA CORRIGIR
    “RISCO DE VIDA” MORTE É SUBSTANTIVO FEMININO! E RISCO DE… PEDE UM
    VERBO PARA SER UMA FRASE EXATA. SEI QUE DEPOIS DE UM “RENOMADO INTELECTUAL”FAZER UM ESTRAGO DESSES; NÃO SEREI EU,UM SIMPLES E POBRE MORTAL QUE DESFAREI ISSO.

  77. Anderson

    -

    22/06/2011 às 0:26

    Olá.
    Gostaria de deixar um comentário que ficará bem fácil entender.
    morte-morrer “RISCO DE MORTE”. Agora vamos trocar os verbos.
    sobe-subir “RISCO DE SOBE”
    anda-andar “RISCO DE ANDA”
    para-parar “RISCO DE PARA”
    É ESSA ABERRAÇÃO QUE EU OUÇO QUANDO ALGUÉM PRONUNCIA O VERBO NO TEMPO
    INCORRETO. SE A PESSOA DISSESSE “RISCO DE MORRER” SOARIA BEM MELHOR!

    SE VOCÊ NÃO QUER DIZER “RISCO DE VIDA” que é uma forma abreviada(risco de perder a vida ou por a vida em risco).
    DIGA,RISCO DE COMER CAPIM PELA RAIZ.

  78. Rafael

    -

    19/06/2011 às 16:34

    Lendo os comentários dos internautas, pude ver o quanto as pessoas enxergam coisas que não existem. O autor, ao contrário do que disseram alguns, em nenhum momento demonstrou “raiva” ou “rancor” pelos redatores que utilizam a expressão “risco de morte”.

    O articulista limitou-se a chamar a atenção para aqueles redatores que corrigem um erro inexistente, ou seja, corrigem a expressão “risco de vida”, considerando-a errada por violar uma suposta lógica do idioma. Mas no caso ocorre uma elipse, ou seja, a supressão de um termo que, se não aparece na frase, nela está implícito.

    “Risco de vida” equivale a risco de morrer, porque está implícita a ideia de perder a vida. Ou seja, a vida está correndo risco, está sob risco. Algum redator já corrigiu a frase “arriscar a vida”? Se digo que os soldados na guerra arriscam a vida, não está óbvio que se estou dizendo implicitamente que se arriscam a perder a vida? A lógica utilizada pelos que consideram errada a expressão “risco de vida” é absurda. Imaginam que a ideia que a frase passa é risco de “ocorrer” vida(!), atacando assim uma expressão corretíssima, de ocorrência vasta na literatura brasileira.

  79. Hugo Pontes

    -

    15/06/2011 às 9:51

    Causa-nos estranheza a expressões “risco de morte” ou “perigo de morte”, comumente usadas nos meios de comunicação.
    O que vemos nas linguagens: coloquial, culta, jurídica ou médica é correr risco de vida ou perigo de vida.
    Gramaticalmente, a expressão é uma figura de construção denominada elipse que consiste na omissão de uma oração ou de um termo, subentendido no contexto da frase.
    No caso, a expressão perigo de vida subentende: perigo de perder a vida. Ocorre a elipse do verbo perder. E no conteúdo é a vida que está exposta a perigo ou risco.
    Daí não se admitir que a expressão perigo de morte seja entendida como perigo de perder a morte. Não é a morte que está em perigo ou risco.
    Exemplos:
    * O doente foi internado, às pressas, e corre perigo de vida.
    * Chegou ao hospital, foi atendido e não corre risco de vida.
    * “A lei penal, que permitia o aborto em duas hipóteses (estupro e perigo de vida para a mãe, não aparece na Constituição de 1988…).”
    Por outro lado podemos dizer, sem receio de errar:
    * Carlos corre o risco de morrer, caso não seja atendido a tempo.
    * Maria corre perigo de morrer, se cair nas mãos do sequestrador .

  80. Ale

    -

    14/06/2011 às 22:28

    Concordo plemanente com o autor! Excelente artigo. Com ênfase ao último parágrafo. Não precisou falar mais nada. NOTA 10.

  81. @serginhocrio

    -

    11/06/2011 às 18:25

    Bem, entendo perfeitamente a colocação do colunista, porém, no meu ponto de vista realmente o correto é “risco de morte”, afinal, conforme o dicionário risco ou correr o risco é igual a estar exposto a perigo. Assim, a pessoa está exposta a perigo de morrer e não de viver. Abraço e até a próxima!

  82. Alexandre Ribeiro

    -

    10/06/2011 às 11:47

    Concordo com o colunista. É a vida que está em risco. Portanto risco de vida. Já pensou, a morte correndo risco???

  83. PAULO AIRTON LOPES

    -

    17/05/2011 às 12:05

    AH1 CARA, SEM ESSA. SE O CARA ESTÁ VIVO, ELE PODE MORRER. ENTÃO É RISCO DE MORTE. SE ELE ESTÁ MORTO, NÃO TEM MAIS RISCO NENHUM. JÁ MORREU MESMO!

  84. Marcopolo

    -

    13/05/2011 às 17:19

    é só mudar um pouco a ordem
    risco de vida = vida em risco
    sacou??

    um suicida por exemplo.. esse sim corre risco de morte, ou seja, não conseguir se matar

  85. Nina Maria

    -

    13/05/2011 às 11:56

    A Globo é dona da nossa língua. Já viram como eles pronunciam Roraima? “Risco de vida” é uma expressão idiomática!

  86. linda duart

    -

    23/04/2011 às 20:31

    Muito confuso,devra ter sido mais objetivo

  87. Marivaldo Silva

    -

    21/04/2011 às 20:55

    Risco é a chance de alguém perder alguma coisa: risco de (perder a) vida, risco de (perder a) integridade, risco de salário…
    A palavra que poderia ter sido usada (para se admitir a palavra morte), e que nao está sendo, é chance: chance de morrer, chance de morte, chance de vitória…
    Existe um outro sentido que o leitor poderia preferir utilizar, no que se refere ao sentido das palavras “chance” e “risco”: como relativos a “coisa boa” e “coisa ruim”; também chegamos à mesma coisa. Chance de vitória: a pessoa pode ter a vitória. Risco de vitória: a pessoa tem chance de nao ter a vitória. Risco de vida: vai acontecer alguma coisa de ruim com a vida, portanto a pessoa vai morrer…
    Se a gente observar outros idiomas, vai notar que em outras linguas se usa risco de vida:
    - risk of life, lebensbedrohlich, la vie en danger, en peligro la vida, pericolo di vita, livshotande, hengenvaarallinen, sao os termos usados em ingles, alemao, frances, espanhol, italiano, sueco e finlandes, e todos querem dizer risco de VIDA.
    Por que só o portugues brasileiro que deveria usar a forma inversa. Ao invés de estarmos mostrando que somos mais inteligente do que todos, talvez mostraríamos o contrário: que basta alguem falar alguma coisa sem fundamento na televisao, que todos passariam a imitá-los, pois nao têm nenhum embasamento escolar.

  88. Bruno

    -

    11/04/2011 às 12:08

    Concordo com o colunista. Risco, segundo o Dicionário Aurélio, se relaciona com perigo, mais precisamente, a possibilidade ou probalidade de um evento danoso acontecer. No caso “risco de vida” quer dizer uma probalidade de perda/perigo à vida. Está certo o Sérgio Rodrigues. Parabéns!

  89. Claudio Santos

    -

    11/04/2011 às 6:42

    Parabéns pelo artigo! Agora entendo que a expressão “risco de morte” não está errada e que foi uma nova moda criada por pessoas sem profundo conhecimento histórico da língua.

  90. Ian Duplat

    -

    10/04/2011 às 1:14

    Agora.. a questão seguinte poderia ser ‘Perigo de Vida’ ou ‘Perigo de Morte’ ?

    minha opnião é ‘Perigo de morte’ que se iguala a ‘risco de morte’ !
    Pois da mesma maneira que vc corre o risco de perde a vida, vc também corre o risco de morrer. concorda?!

  91. Prof. Dr. José Luiz De Lorenzo

    -

    09/04/2011 às 23:48

    Como profissional da área de saúde e professor universitário da mesma, discordo plenamente dessa opinião. Entendo que risco é a probabilidade de que algum mal ocorra, baseado no Dicionário da Academia Brasileira de Letras segundo o qual “Risco: mal provável”. Ora, a vida é um mal provável? Não sei se a morte o é, mas pelo menos a vida não o é! Assim, não corremos o risco de ter vida ou saúde, mas de termos uma doença ou de morrermos por causa dela ou de qualquer outra causa.E isto não é “uma expressão de gabinete”!

  92. Giorgio Martinelli

    -

    09/04/2011 às 11:35

    É claro que é risco de vida.
    O que está em risco? É a morte, por acaso?
    É a vida que está em risco; portanto: RISCO DE VIDA.
    Chega de besteiras na maltratada língua portuguesa.

  93. João Gilberto De Vito

    -

    09/04/2011 às 8:59

    Veja sempre ultrapassa nossas expectativas com excelentes reportagens e
    esclarecedores artigos culturais. Sou médico e sempre utilizei o termo RISCO DE VIDA para justificar a internação de pacientes em estado grave, no que sempre recebia a “correção” zombeteira de algum sabichão. Valeu ser assinante de veja durante mais de vinte anos.

  94. Gilberto

    -

    08/04/2011 às 23:24

    Já vi “risco de morte”, em castelhano, em um aviso próximo a cabos de alta tensão, na Argentina.

  95. Denise

    -

    08/04/2011 às 13:06

    Por mais que esteja certo risco de morte ou vida, achei o texto muito agressivo, me senti mal. Muito mal escrito.

  96. RJ

    -

    07/04/2011 às 20:36

    O texto do autor me pareceu mais preocupado em julgar e agredir os que julgam os usuários de “risco de vida” do que dar uma explicação didática, imparcial e objetiva ao assunto!
    Quando alguém tropeça, corre-se o RISCO DE:
    a) Cair
    b) Ficar em pé?

    Se Risco de Vida está errado, prefiro deixar para os especialistas! Mas Risco de morte ou Risco de morrer me parece mais coerente.
    Uma coisa é falar corretamente, outra coisa é o vicio de linguagem.

  97. Telmo azambuja

    -

    07/04/2011 às 20:20

    Sergio
    Gostei da tua réplica. Vá em frente, buscando a melhoria da nossa educação, especialmente quanto ao idioma português. Os problemas reais são tantos que detalhes não merecem que percamos tempo com eles.

  98. Edson

    -

    07/04/2011 às 19:35

    Sempre tive essa opinião. Quem corre risco, corre risco de perder alguma coisa. Portanto, risco de perder a vida.
    Gostei da expressão “besteirol sabichão”. Deve ter sido ele que também implantou a praga do gerundismo. Quando alguém fala comigo usando isso, tenho vontade de tapar os ouvidos.

  99. Daniel Gonda

    -

    06/04/2011 às 23:31

    Falou, falou e não disse nada!!!!!!!!!!!!

    Pelo contrário, Daniel, disse praticamente tudo de relevante que pode ser dito sobre o tema. Talvez você não tenha lido com atenção.

  100. silvio

    -

    06/04/2011 às 16:24

    artigo confuso!!!
    poderia ser mais objetivo.

    Objetivamente, Silvio, qual foi a parte que você não entendeu?

  101. Juliana

    -

    05/04/2011 às 19:11

    Fiquei gratificada de ter lido essa matéria, pois sempre achei uma babaquice essa história de quererem mudar a expressão citada. É um modismo bobo e, como o próprio texto acima afirma, uma análise completamente superficial do significado correto da frase. Na minha compreensão, “a pessoa correr risco de vida”, sempre significou justamente que a pessoa corria risco de perder sua vida. Isso para mim sempre ficou muito claro! Mas sempre tem aqueles que querem achar pelo em ovo… chatice!!!

  102. Marcelo

    -

    05/04/2011 às 14:46

    Olha, sou professor de Português. A quem me pergunta, eu digo que “risco de morte” é criação moderna, não amparada numa base teórica.

  103. Telmo Azambuja

    -

    04/04/2011 às 23:32

    Me ajudem a descobrir o que vem a ser “semitério”, por favor !
    tério = lugar onde
    semi = metade, meio
    Seria : “metade de um lugar onde” ou “lugar onde existe a metade” ?
    Não confundam com “cemitério” que é recinto onde se enterram e guardam os mortos.

  104. thalis perez

    -

    04/04/2011 às 17:47

    Pude observar nas palavras de Sérgio Rodrigues uma dúbia e infantil “verdade absoluta”, pois o mesmo se mostra defensor da liberdade de expressão correta e ao mesmo tempo ironiza os que aceitam uma ou outra forma de falar. Sejmaos mais coerentes, isto sim, engrandece uma nação.

    Thalis, você confunde pensar criticamente com defender verdades absolutas. Quando examinamos os vários lados de um problema não cancelamos nossa opinião, pelo contrário, a valorizamos. Isso é coerente à beça.

  105. sebastião luiz gonçalves

    -

    04/04/2011 às 15:38

    Saiu digitado um “semitário” no meu comentário. Leia-se “semitério”, e perdoem-me a distração.

  106. sebastião luiz gonçalves

    -

    04/04/2011 às 15:36

    Num dos comentários abaixo encontrei um “semitério”; fiquei curioso, pois nunca entrei num “semitário”… Ah ah ah ah ah… Agora, se essa discussão chegasse a um cemitério, é bem provável que os mortos que se interessassem pela questão passassem a se perguntar: “Bom, meus compadres, e nós, que já estamos aqui, como é que ficamos? Passamos a correr risco de morte ou risco de vida”??? Fala sério!!

  107. luzia fernandes

    -

    04/04/2011 às 11:08

    Então posso falar tanto uma como a outra,risco de perder a vida ou risco de morrer?

  108. Aldo Naletto

    -

    03/04/2011 às 23:28

    Acho que os sabichões que condenaram o “risco de vida” foram influenciados pela perseguição à expressão “correr atrás do prejuízo”. Esta última também subentende que se “corre atrás de (cobrir) o prejuízo”, e na minha opinião é tão válida quanto a primeira.

    Sua percepção está correta. São invenções que saíram do mesmo lugar.

  109. Telmo Azambuja

    -

    03/04/2011 às 22:25

    Os comentários são enriquecedores e as duas expressões podem ser usadas, dependendo do contexto do seu uso. Lamento,apenas,em todo o texto do autor, como se houvesse um rancor explícito em relação aos consultores de organizações de comunicação. Isso afeta muito a credibilidade dos comentários feitos no texto. Por essa raiva do autor contra os consultores de redação e comunicação especializados em português ? Também discordo que o uso há muito tempo de expressões erradas dê a essas expressões salvo conduto na atualidade. A educação é fundamental para um país se desenvolver e nossa língua, sendo viva, deve sempre melhorar. Senão, também estaremos afirmando que é certo falar “… pedi pra tu me telefonar”; “… vou falar pra tu” … e outras tantas besteiras disseminadas nos dias atuais. Portanto, recomendo menos rancor e mais amor em busca da construção de uma educação sadia.
    Telmo

    Telmo, tenho amigos entre esses consultores. Não existe raiva nenhuma, apenas uma clara divergência de opiniões no caso do patrulhismo contra certas expressões consagradas. Como você, também acho que temos um problema educacional sério. O que é um excelente motivo para não acrescentar problemas inexistentes aos reais.

  110. CHRISTINA M FADEL

    -

    03/04/2011 às 20:03

    ACHEI QUE NAO ESCLARECEU UMA COISA E NEM OUTRA, DEVERIA SER MAIS OBJETIVO, ESTOU NA DÚVIDA AINDA… PODERIA EXPLICAR MELHOR PROFESSOR?!

  111. NELSON

    -

    03/04/2011 às 19:47

    O correto é risco de morte. Se colocarmos as palavras “morte” e “vida” no infinito, veremos que tem sentido somente “risco de morrer”.

  112. João Carlos

    -

    03/04/2011 às 16:22

    A discução é bizantina, tanto faz. Risco de morte è risco de morrer. Risco de vida é risco de perder a vida. Ou seja, dá no mesmo.

  113. Pepem

    -

    03/04/2011 às 15:43

    Infelizmente não se pune o risco de falar bobagem, nem o ímpeto das pessoas “menas avisadas” de adotar a bobagem. Como faz falta o Paulo Francis…

  114. Gislaine

    -

    03/04/2011 às 14:36

    Adorei! As pessoas inventam demais, e o povo sem pesquisa, nem questionamentos vai atrás!
    “Prá quê simplificar se se pode complicar, não é?”
    Todo mundo entende muito bem quando se ouve “risco de vida”, então ótimo. Há coisas mais importantes para pensar e fazer!

  115. Carlos

    -

    03/04/2011 às 13:05

    Entendo que ambas as expressões estejam erradas. Na verdade deve-se usar a forma completa ou “RISCO DE MORRER” ou “RISCO DE PERDER A VIDA”! Entre risco de morte ou risco de vida, escolheria a primeira, pois, por mais que eu queira não consigo ver lógica em risco de viver!!! rs

  116. Lupe

    -

    02/04/2011 às 23:10

    Muito bom e elucidativo. Espero que o pessoal da TV Globo passe a observar.

  117. Gustavo Silva

    -

    02/04/2011 às 19:24

    Obrigado pelo esclarecimeneto. Sempre usei “risco de vida”, que me parece uma expressão idiomática indicando que a vida está em risco.

    Abraaaços.

  118. galvao

    -

    02/04/2011 às 16:20

    Tire esses petralhas do entendimento…

  119. Fabio

    -

    02/04/2011 às 14:40

    Eu não sou linguista, nem professor de português e acho que a lingua deve ser dinâmica, evoluir e acompanhar os novos tempos. Mas sou pela lógica, portanto minha opinião é por Risco de Vida. Quem corre risco? A vida… A vida corre o risco de acabar e alguém corre o risco de morrer…. entao o risco é da vida acabar, risco da vida. Além do mais, expressão é uma forma consagrada da lingua, e a forma consagrada é risco de vida. Se for assim, também vamos discutir o verbo suicidar-se…. para o que o reflexivo “se” se ninguém suicida outra pessoa??? Mas esta é a forma consagrada….

  120. Sylvio Haas

    -

    02/04/2011 às 13:21

    Penso que (correr) RISCO DE = (estar) ARRISCADO A.
    Então, (correr) RISCO DE MORTE = (estar) ARRISCADO A MORRER.
    Não vejo sentido em (correr) RISCO DE VIDA = (estar) ARRISCADO A VIVER.

  121. Adriano F

    -

    01/04/2011 às 9:40

    Problema cultural é defender uma tese que está sendo superada, e como se fosse a verdade suprema. A cultura é dinâmica, assim como a linguística também é. Se jornalistas se acham mais sabichões que professores de português, os tais consultores da língua, deixem suas redações e vão para as aulas do básico e do fundamental ensinar as “distorções” da cultura popular.

  122. carlos

    -

    01/04/2011 às 8:18

    falou, falou e não disse nada.

  123. gilkid

    -

    01/04/2011 às 0:09

    Ta bom sabichão, e “achados & perdidos”? Não tem que ser perdido “antes” de ser achado? Mas é uma expressão da linguagem popular.

  124. Juarez Belém

    -

    31/03/2011 às 20:22

    Muito bem alimentada explicação, excelentes argumentos, tudo dentro da lógica, texto primoroso, parabéns!

  125. keila

    -

    31/03/2011 às 18:17

    perdão pela minha ignorancia,mas com uma linguagem meio rebuscada a explicaçaõ não ficou bem clara pra mim. afinal qual é o correto?

  126. Diogo

    -

    31/03/2011 às 14:52

    VIDA EM RISCO. Pronto. Simples
    Que discussão maniqueísta. Ambas arranham meus ouvidos, enquanto “vida em risco é até mais fácil e agradável de pronunciar. Acho risco de morte tétrico e risco de vida tão ruim quanto Chance de… ao invés de risco de morrer.

  127. José

    -

    31/03/2011 às 13:29

    Essas bobagens linguísticas (riscoo de morte) também fazem parte do ideário “esquerdopata” que assola o país!!!
    A “esquerdopatia” insiste em mudar até a história!!

  128. Paulo M

    -

    31/03/2011 às 13:15

    Entendi que ambas colocações estão corretas e fazem sentido, considerando tambem muitas outras expressões como risco de acidente, risco de afogar, risco de cair, risco de queimar, risco de sufocar, risco de bater, risco de morrer(ou de morte), risco de vida(ou para vida), etc.. Risco de viver, estaria errado.

  129. anônimo

    -

    31/03/2011 às 12:16

    Isso pra mim é o mesmo que dizer: copo meio cheio ou copo meio vazio; porta meio aberta ou porta meio fechada.

  130. Cezar

    -

    31/03/2011 às 11:32

    Muito bom o comentário acima. O Professor Evanildo Bechara, responsável brasileiro por tratar do recente acordo Brasil-Portugal,já havia dito isto.
    Outra expressão que já está enjoando, como excesso de doce de coco, é “agregando valor”. Sempre que a vejo, seja lendo ou ouvindo, tenho o pensamento de que aquela pessoa que a usa não tem o que eu chamaria de “personalidade linguistica”. Terrível!
    Preciamos ter cuidado, pois a nossa língua corre risco de vida.

  131. Liana Maria de Medeiros

    -

    28/03/2011 às 14:54

    A respeito do comentário do Igor em 08/03/2011, gostaria de fazer uma correção: a linguagem formal é que é denotativa, aquela que tem o mesmo sentido do dicionário. Grave D de denotação e D de dicionário. A linguagem conotativa é a que tem sentido figurado, usando figuras de estilo como a elipse. Ele cometeu uma inversão, mas valeu, Igor.

  132. Igor Serra

    -

    10/03/2011 às 17:37

    *********** CORREÇÃO DOS DOIS COMENTÁRIOS ANTERIORES**************

    1. Sentido Conotativo – Sentido Figurado. Utiliza-se figuras de linguagens. Ex.: Risco de vida (Risco de perder a vida) – Figura de linguagem: Elipse;

    2. Sentido Denotativo – Sentido Real, literal, conforme dicionário. Ex.: Risco de Morte (Risco de morrer);

  133. Igor Serra

    -

    08/03/2011 às 3:05

    … continuando o comentário anterior…
    A expressão “risco de vida” é uma figura de linguagem por omitir termos da expressão “risco de perder a vida”. Figura de Linguagem: Elipse.
    E lembrando novamente, figuras de linguagens não devem ser utilizadas em textos formais para não provocar um mau entendimento.

  134. Igor Serra

    -

    08/03/2011 às 2:59

    Existe um grande equívoco com tais definições! O que vai determinar a expressão que se deve utilizar é o tipo de texto que é redigido. Todos deveriam saber que existem dois tipos de linguagens, são elas: Denotativa e Conotativa. Em um texto FORMAL deve-se utilizar a linguagem conotativa. Já em um texto do tipo literário pode-se utilizar a linguagem denotativa (onde se usa Figuras de Linguagens). Partindo desse princípio, não se deve utilizar a expressão “risco de vida” em textos formais, como dissertações, reportagens, cartas, leis, etc.

  135. xandao

    -

    03/03/2011 às 23:49

    estar no semitério e gritar q exite risco para alguem,ou seja risco de morte, ninguem faz; por q ?

  136. Miro Silveira

    -

    18/02/2011 às 16:34

    Risco de vida, a vida esta em risco…a morte não pode nunca estar em risco.Os mediocres de plantão sempre inventam coisas tôscas, deselegantes e erradas.

  137. Ramon

    -

    30/01/2011 às 18:13

    Professor, adorei a sua digressão esclarecedora. Grato. Ramon

  138. Veronica

    -

    27/12/2010 às 9:37

    Se existe Risco do Negócio (que quer dizer: Risco de perder o Negócio), considero certo Risco de Vida (risco de perder a vida)…

  139. Walter

    -

    19/12/2010 às 18:35

    Por que “corre-se” um risco?
    Porque muito antes de risco significar perigo já significava traço, linha, fio e a frase “correr um risco de vida” equivalia a “estar por um fio de vida” por um traço por um sopro por um fiapo de vida ou seja levar a vida em uma condição precaria (pré= antes,próximo cario=ruína). Foi por sua carga semântica de precariedade que risco se tornou sinônimo de perigo. Trocar risco de vida por risco de morte portanto é romper com a origem da espressão.

  140. edu

    -

    24/11/2010 às 18:49

    Perfeito, é bom ver alguém desmascarar certas pessoas petulantes e arrogantes. Obrigado.

  141. PEDRO

    -

    06/10/2010 às 21:05

    O PROFESSOR PASQUALE DIZ QUE AS DUAS MANEIRAS SÃO CORRETAS, MAS QUE NA EXPRESSÃO RISCO DE VIDA HÁ EMBUTIDO A PALAVRA “PERDER”, ENQUANTO QUANDO SE USA RISCO DE MORTE, É SIMPLISMENTE RISCO DE MORRER, POR ISSO É MAIS FÁCIL USAR RISCO DE MORTE, MAS ELE AFIRMA QUE AS DUAS ESTÃO CORRETAS.

  142. Luis Paulo Fraga

    -

    28/07/2010 às 22:13

    A questão é mais simples:
    “Risco de vida” está relacionado àquela cena clássica do doente, preso na cama de um hospital, ligado a um aparelho monitor cardíaco. Quando o doente morre, o aparelho mostra apenas uma linha, um risco. “Risco de vida”. Simples, não?

  143. Josimar Pereira

    -

    26/07/2010 às 17:42

    O correto é risco de vida, seguro de vida, linha de vida (trabalho em altura).

  144. Pedro Couto

    -

    25/07/2010 às 22:44

    Caro Sérgio, relendo o texto com mais atenção consegui dirimir a duvida. Queira me desculpar, um abraço.

  145. sergiorodrigues

    -

    25/07/2010 às 16:11

    Pedro, explique melhor sua confusão, por favor. Não vejo nenhuma.

  146. Pedro Couto

    -

    25/07/2010 às 15:46

    Depois da explicação fiquei confuso. Pois as Seguradoras vendem o seu produto como sendo “Seguro de Vida”. partindo desse ponto como é que fica?

  147. Stanley

    -

    20/07/2010 às 23:54

    Essa postagem me chamou a atenção. Eu era mais um desses que deixou de usar a expressão “correr o risco de vida”. Agora, voltarei a usá-la e repassarei a informação.

  148. André P

    -

    19/07/2010 às 15:37

    Quem acha graça do ‘risco de vida’ é o mesmo quem Gasset y Ortega chama de ‘homem-massa’.

  149. Lorival

    -

    19/07/2010 às 15:23

    Desculpe, Magnólia, mas e se você mudar o ângulo de observação, isto é, em vez de focar na vida e, corretamente, como você fez, justificar o “risco de vida”, você focar no indivíduo e, neste caso, argumentar que agora é a pessoa que corre o risco de morrer, daí: “risco de morte”. O que acha? Não seria justo deixar conviver as duas formas, aliás como defendeu o articulista?

  150. aline

    -

    19/07/2010 às 15:02

    Na dúvida, diga apenas que o cidadão corre o risco de morrer. E mesmo assim, a expressão é vazia, pois todos nós “corremos o risco” de morrer desde quando nascemos.

  151. aline

    -

    19/07/2010 às 15:01

    Na dúvida, diga apenas que o cidadão corre o risco de morrer.

  152. Magnólia Reis

    -

    18/07/2010 às 19:44

    Penso, senhores, que historicamente o povo sempre usou o termo risco de vida para apresentar o fato de que alguém esteja com a “vida em risco.”
    Agora, faça a interpretação com risco de morte: será que a morte corre algum risco ?
    O português, de fato, é muito flex.

  153. Uber

    -

    17/07/2010 às 13:16

    Como já disse um Guimarães Rosa: “Viver é perigoso!”
    E também como se diz por aí, “para morrer, basta estar vivo”!
    Por isso eu prefiro “risco de vida” e não essa palhaçada politicamente correta de “risco de morte”.

  154. Emílio

    -

    16/07/2010 às 15:31

    Sempre tem umas pessoas pra dizerem: ” Ah! Finalmente encontrei alguém para me tirar essa dúvida…” A expressão continua errada, minha filha. Afinal, o senso comum já adotou “risco de morte” como sendo a forma correta segundo o padrão culto da língua. Não é porque o articulista se posicionou favoravelmente ao uso de “risco de vida” que seu uso é correto. Responda isso num concurso público para você ver.

    Um abraço.

  155. sergiorodrigues

    -

    16/07/2010 às 10:46

    Caros todos, que beleza ler um debate desses aqui, em nível tão alto. O colunista agradece todas as contribuições.
    .
    Alvacir: não diga um despropósito desse sobre os tataravós. Alguém pode acabar induzido ao erro.

  156. Alvacir

    -

    16/07/2010 às 8:33

    Intrigante o fato de pessoas que escrevem para uma multidão, “assassinarem” a língua portuguesa. Chama-nos atenção o fato de o autor, ao comentar o uso incorreto de determinado vocábulo ou expressão, usar de um outro errôneo, como no caso acima, usar o vocábulo “tataravós”. É inconteste que, tanto para avós, quanto para netos, usa-se bis, tri, tetra, penta, etc. Desta forma, seria prudente que, de forma análoga, não deveria, um escriba, usar o termo tataravós, para fomentar o uso incorreto do mesmo.

  157. Julio

    -

    16/07/2010 às 1:11

    Eu prefiro risco de vida, porque da a impressão que está arriscando a vida, já em risco de morte, parece que não tem urgência. Parece que risco de morte fica legal quando tem alguém morrendo de velho no hospital, e risco de vida combina mais quando alguém está arriscando a vida em alguma aventura.

  158. Guina Ramos

    -

    15/07/2010 às 22:01

    Que maravilha ver alguém explicitar esta obviedade!
    É que quando a TV joga um “risco de morte” na nossa cara nem dá tempo de reagir, fica no ar uma postura pretensiosa, a de que estão se dispondo a corrigir a sociedade…
    Espero que leiam seu texto e se manquem!
    (E que não venham criticar esta velha expressão popular)

  159. Maria

    -

    15/07/2010 às 21:31

    Para mim não há nada mais ingênuo do que o pensamento de Steven Pinker em articular instinto à linguagem. Tanto quanto pensar que o instinto da linguagem (sic) explicaria qualquer fenômeno de linguagem.

  160. Fernando R

    -

    15/07/2010 às 20:31

    O que está em risco é a vida, não a morte. Acho muito feia a expressão “risco de morte”.

  161. Oni Presente

    -

    15/07/2010 às 20:25

    Sua tese fugiu léguas do verdadeiro absurdo da frase “risco de morte”. Ora, você deveria usar o mesmo argumento para informar que NINGUÉM corre risco de morte. A morte não é nenhum risco. Qual o risco que tem uma pessoa que já morreu? Ao passo que “risco de vida” quer dizer A VIDA POR UM TRIZ… UM RISCO! Viver traz riscos, morrer não! O certo é RISCO DE MORRER.

  162. Renato

    -

    15/07/2010 às 19:01

    Discordo. Um erro, por mais tempo que ele seja usado e por quem seja usado, será sempre um erro. Na minha opinião, “risco de vida” agride aos ouvidos pela clareza de sentido. É um problema semântico. O que nós pudermos fazer para o melhor entendimento de uma mensagem, é bem-vindo. A matéria é um desserviço.

  163. André Conforte

    -

    15/07/2010 às 18:55

    O problema é as pessoas acharem que a língua é feita de uma lógica matemática. Não é. A lógica da língua é outra. Assim como, ao dizermos “pois não” estamos dizendo “sim”, e ao dizermos “pois sim” estamos, de certa forma, dizendo “não”, ao dizermos “risco de vida” e “correr atrás do prejuízo” estamos dizendo apenas aquilo que essas expressões sempre quiseram dizer. Deve-se ao ranço de alguns jornalistas e consultores gramaticais (O Sérgio Rodrigues é uma feliz exceção a isso, até porque NÃO é consultor gramatical) essa besteira de ficar analisando essas expressões logicamente e querer mudar a língua no cabresto. Nunca ouviram falar em idiotismos, idiomatismos ou expressões idiomáticas, que existem em português também, não só em inglês. Acontece que, em português, não precisamos estudá-los, pois os aprendemos de oitiva. Parabéns, Sérgio, que você traga alguma lucidez linguística a esse meio tão afetado pelo purismo gramatical que é o jornalismo brasileiro.

  164. luiz breyner

    -

    15/07/2010 às 18:24

    O problema de ensino no Brasil é achar que tudo e os métodos usados antes são retrógrados, ineficientes e burros. Os inteligentes nasceram todos nessa época, antes só nascia topeira. Essa mentalidade matou o ensino, a língua e encheu as escolas de intelectualóides analfabetos, mas arrogantes.

  165. Pedro Couto

    -

    15/07/2010 às 17:07

    Engraçado! As companhias de seguros, vendem o seu produto como sendo: “SEGURO DE VIDA”. Porém agora com essa explicação, fiquei em dúvida. qual seria o certo?

  166. Andre

    -

    15/07/2010 às 17:04

    Ah é? Agora “de” serve para simbolizar “para a”?

    Como diria o Doutor Plausível, o Brasil é como é por causa da língua. O falante precisa falar outra coisa que não o que a mensagem que se quer passar para que o ouvinte entenda… a mensagem que se quer passar…

  167. Fabiola

    -

    15/07/2010 às 16:45

    Dói quando escuto “risco de morte”.
    De repente uma expressão tão ususal é relegada ao ostracismo?

  168. Pablo

    -

    15/07/2010 às 16:41

    Qual o maior risco que temos em vida? Morrer. Pois então, é simples.

  169. Jose Milton

    -

    15/07/2010 às 16:34

    Achei ótimo o esclarecimento pois também a mim chamava a atenção a expressão risco de morte, embora correta.
    A propósito, uma palavra cuja pronúncia mudou nos noticiários da TV é a antiga necrópsia que agora virou “necropsía”. Qual a pronúncia correta?

  170. Alex

    -

    15/07/2010 às 15:55

    Parabéns, Sérgio Rodrigues, pela explicação. Pessoas com o raciocínio raso não conseguem entender a mensagem embutida na expressão. São capazes de levantar dúvida em torno de copo d’água. Certamente não concordam pois o copo não é feito de água…e por aí vão.

  171. luiz de luca

    -

    15/07/2010 às 15:46

    Concordo inteiramente.Machado de Assis usou a expressão- risco( de perder) a vida. O risco de morte é irmão-gêmeo do brasileiros e brasileiras do Sarney, do correr atrás do prejuízo do Galvão Cala-a-boca Bueno,do estórias de um imitador do Guimarães Rosa, entre outras, cujos autores não fariam nenhuma falta se sumissem da vida pública.

  172. Ferreira

    -

    15/07/2010 às 14:50

    Maravilhoso texto. Fiquei satisfeito ao aprender que a expressão “risco de vida” está correta. Nunca tive problema em entendê-la e sempre preferi utilizá-la, pois não achava cabível julgá-la errada depois de tanto tempo de uso na língua escrita. É lamentável que muitos se vendam a esta nova expressão, que embora não seja errada, dá a entender que a expressão “risco de vida” esteja equivocada e não deva ser utilizada.

  173. João Menezes

    -

    15/07/2010 às 14:43

    Excelente comentário. Bom mesmo seria que as redações dos meios de comunicação fossem menos boçais e procurassem transmitir cultura sem agredir nossa gramática que esquisitices como essa.

  174. Paulo César

    -

    15/07/2010 às 14:39

    Essa substituição de “risco de morte” por “risco de vida” sempre achei estranha e de mau gosto. Não é natural. Creio que faltou na matéria dizer que boa parte dos recursos de linguagem que utilizamos não é lógica, nem direta. Palavras e expressões têm história com muitas influências nas origens dispensadas, subentendidas ou esquecidas depois. Há outras forças mais poderosas e benéficas à linguagem que a que própria lógica em muitos casos. Exemplos: “calção” não é uma calça grande; o “filhinho” dito carinhosamente por uma mãe pode se referir a um rapaz de 1,90 m. Sem falar nas inúmeras metonímias: “O morro desce todo em dias de festa”, “O verde é vida”. Ah! E tentar corrir o “correr atrás do prejuízo” por “correr atrás do lucro”, poderá talvez ficar mais lógico, mas totalmente estropiado do ponto de vista do efeito comunicativo.

  175. giselle

    -

    15/07/2010 às 14:27

    Correr risco de vida quer dizer:
    estar com a vida colocada em risco; risco de perder a vida.

    Concordo e agradeço muito a explicação do professor Sérgio Rodrigues.

  176. Jose tadeu Campos Ferreira

    -

    15/07/2010 às 13:53

    De maneira que a minha Vida é quem corre risco, uma vez que morto (estado permanente), minha morte não corre risco de vida!

  177. Jose tadeu Campos Ferreira

    -

    15/07/2010 às 13:42

    Não entendi nada, de qualquer maneira, estou “vivo”, e minha vida todo dia corre risco.., de “morte”. Uma pergunta para o CONSULTÓRIO, POR QUÊ ONTEM “NÓS” PERDEMOS PARA “AGENTE”, E HOJE, “EU” ESTOU PERDENDO PARA “VOCÊ” ?

  178. Julio Silveira

    -

    15/07/2010 às 13:14

    Berloque, os franceses dizem “danger de mort” assim como dissemos “perigo de morte”, e dizem “vie risqué” assim com dissemos “risco de vida”. Jamais diriam “risque de mort” porque isso só pode significar que a morte está em risco. Em suma, “risco de vida” é “perigo de morte”.
    Sobre “correr atrás do prejuízo”, entendo-se que não se “corre atrás” (no sentido de tentar alcançar) mas apenas se corre e, como o prejuízo está a frente (ou adiantado), está-se atrás em relação a ele.

  179. Berloque Gomes

    -

    15/07/2010 às 11:29

    Em francês, por exemplo, diz-se “danger de mort”. Ou seja, a expressão “risco de morte” não tem nada de absurda nem é apenas modismo. Outro exemplo: muita gente diz “correr atrás do prejuízo”, mas obviamente a frase é bizarra. Corre-se atrás é do lucro, querendo diminuir o prejuízo. Desde criança achava a expressão “risco de vida” estranha. A razão: era estranha mesmo.

  180. Marilucia

    -

    15/07/2010 às 11:03

    Ah! Finalmente encontrei alguém para me tirar essa dúvida, eu achava que eu estava errada, me surpreendi quando comecei a ouvir o tal “risco de morte” tão falado principalmente na TV Globo. Sempre entendo o risco de vida como risco para a vida, algo que pode fazer peder a vida, e agora se voce se ousar falar risco de vida é taxado de ignorante, fala serio! Fico feliz em saber que eu não estava tão enganada assim, obrigada e muito esclarecedora a matéria.


 

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