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15/07/2010

às 7:52 \ Consultório

Risco de vida ou risco de morte?

“Vejo (inclusive na revista VEJA) e ouço falar muito na seguinte expressão: ‘Ele corre risco de vida’. O certo não seria ‘Ele corre risco de morte’? Qual é o correto?” Adriano Frederico, de Congonhas (MG).

Entende-se a angústia de Adriano. A pressão social pelo uso de “risco de morte”, expressão emergente, como se houvesse algo errado no consagrado “risco de vida” que herdamos de nossos tataravós, é uma questão com que se defronta qualquer pessoa menos distraída no Brasil de hoje. É também o maior exemplo de vitória do besteirol sabichão que temos na língua.

A questão tem cerca de dez anos, talvez quinze. O certo é que quando Cazuza cantou, em 1988, “o meu prazer agora é risco de vida” (na canção Ideologia), ainda não passava pela cabeça de ninguém corrigi-lo. Mais tarde, professores de português que exerciam o cargo de consultores em redações conseguiram convencer os chefes de determinados jornais e TVs de sua tese tolinha: “Como alguém pode correr o risco de viver?”, riam eles.

Era um equívoco. Julgavam ter descoberto uma agressão à lógica embutida no idioma, mas ficaram na superfície do problema, incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada e compreender que risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida. O que, convenhamos, nem teria sido tão difícil.

Muita gente engoliu desde então o risco de morte. De tanto ser martelada em certos meios de comunicação, inclusive na TV Globo, a nova forma vai sendo adotada por multidões de falantes desavisados. O que era previsível, mas não deixa de ser meio constrangedor.

Não se trata de dizer que risco de morte seja, como alegam seus defensores a respeito de risco de vida, uma expressão “errada”. Não é. De gabinete, sim, mas não errada. Pode-se usá-la sem risco para a adequada comunicação de uma mensagem. Se seus adeptos se contentassem em fazer tal escolha de forma discreta, sem apontar agressivamente o dedo para quem não concorda com ela, a convivência das duas formas poderia ser pacífica.

Se não pode ser pacífica é porque o risco de morte, mais que um caso linguístico, apresenta-se como um problema cultural, criação artificial de gente que mal ouviu o galo cantar e saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem, mergulhado no instinto da linguagem de que fala Steven Pinker, já nasceu sabendo mais do que eles.

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296 Comentários

  1. Dativo Matques

    -

    19/06/2014 às 19:52

    Professor, concordo em gênero, número e grau.

  2. André Luiz L.

    -

    09/06/2014 às 22:16

    Risco = aquilo que “é arriscado acontecer”:
    * Risco de lesão – arriscado (probabilidade de) ocorrer uma lesão.
    * Risco de incêndio – arriscado ocorrer um incêndio.
    * Risco de explosão – ” ” explosão.

    Bom, o verbo diz tudo.
    Risco de morte – é arriscado ocorrer a morte.
    (corre risco de) = (é arriscado ..) = (tem a possibilidade de) morrer

    Ou, melhor ainda, como disse o Cláudio, “estar exposto a”
    Funciona com todas as outras expressões.

    Agora, no case de: (risco) = (risco de perder a/o) não funciona.
    Risco de incêndio = risco de perder o incêndio?????

    O outro argumento: “o quê está em risco, a vida ou a morte?” valeria no caso de “a vida está em risco” e não o contrário:

    (o que ou quem) está em risco = (a vida) está em risco

    Enfim, podemos dizer que a expressão “risco de vida” seja uma exceção. Que esteja subentendido “risco de perder a vida”. É válido. Mas a expressão “risco de morte” é a mais correta. Não precisa de outro termo.

  3. Jáder dos Reis Sampaio

    -

    04/06/2014 às 9:44

    Risco de vida é uma elisão, uma figura de linguagem na qual há uma palavra suprimida facilmente subentendida. Qualquer um que escuta sabe que se trata do risco de perder a vida… Está faltando leitura de bons autores em nossa sociedade brasileira!

  4. Henrique Pimentel

    -

    26/05/2014 às 11:07

    Fiquei muito feliz com a matéria, dói nos meus ouvidos a expressão “risco de morte” e não aceitava de forma alguma que ela estivesse correta!!! Me sinto feliz em saber que meus avós estavam corretos!!! Não sou um estudioso da língua portuguesa, muito pelo contrário, mas sempre interpretei a expressão “risco de vida” como, risco em perder a vida!!! Bom saber que estou correto!!!

  5. ADY JUNIOR BUENO

    -

    25/05/2014 às 13:31

    O CORRETO É RISCO DE VIDA,NÃO DE MORTE!SE VC TRABALHA NUMA PROFISSÃO EM QUE UMA VIGA PODE CAIR EM CIMA DE VC,O QUÊ ESTA CORRENDO RISCO?A VIDA OU A MORTE?É A VIDA NÃO É?DA MESMA MANEIRA SE UMA PESSOA ESTÁ QUASE MORRENDO O QUE ESTÁ EM RISCO É A VIDA.

  6. Itamar Castro

    -

    13/05/2014 às 0:15

    Conheço a expressão “risco de vida” desde 1973. Ela esta incrustada nas Leis estaduais que tratam do risco que correm os policiais. Ganhávamos uma gratificação pelo risco de vida, ou seja, de perdê-la num confronto. Diferentemente das profissões insalubres que certamente causam danos a saúde das pessoas. Faz muito tempo que o galo canta, pelo menos no Rio Grande do Sul. Poderia ser “risco à vida” ou “risco de morte”. Risco de vida parece um risco de viver e não de morrer.

  7. Cantarella

    -

    01/05/2014 às 23:04

    Encontrei nesse texto a paz no coração que à tempo se esvaiu com a expressão “risco de morte”. Não por ser errada, mas por ter aparecer com ares de superioridade lógica. No meu limitado conhecimento gramatical entendia perfeitamente que a quase fuzilada expressão “risco de vida” sempre foi, é, e será correta com uma simples pergunta: O quê ou quem está em risco? A resposta sempre me pareceu óbvia. Agora, sabem quem é que inventou a expressão “risco de morte”? “Bento Carnero, o vampiro brasileiro, aquele que vem do aquém do além, adonde que véve os morto.”

  8. DERLISE

    -

    10/04/2014 às 17:02

    Quando dizem o “fulano” foi encontrado morto!!! Já levo um choque prece que ele foi assassinado.
    Porque não dizem “O Sr Fulano de tal” venho a falecer
    não fica melhor a expressão???

  9. Claudio

    -

    28/03/2014 às 9:29

    Detalhe: eu também sou um asno, pois corrigindo o Roberto, que escreveu ‘dizer’ com dois ‘s’, escrevi dizer com um ‘s’ que também esta absolutamente errado, ora que dizer se escreve com ‘z’.

  10. Claudio

    -

    28/03/2014 às 9:19

    Roberto Disse, 5 comentários abaixo:
    “Cristiano Rafael, depende do seu ponto de vista e de sua análise. Se no Michaelis, define-se: “Correr risco: estar exposto a…” o que esta exposta a…”, a vida ou a morte? Não seria o mesmo que disser que a morte teria chance de correr risco?”

    Roberto, entenda; definição do Michaelis: “Correr risco = estar exposto a…” você pergunta: “o que esta exposta a…, a vida ou a morte?” Sua pergunta esta errada não é o que. É quem esta exposto a o que? Alguém esta exposto. A que? À morte. Logo o risco é de morte.

    Seu outro comentário é tão confuso que prefiro nem comentar. Isso sem falar no diser com dois ‘s’

  11. Cláudio

    -

    26/03/2014 às 21:32

    Acabei de ler a matéria, e li também alguns comentários. Na minha humilde opinião, digo humilde por não ter nenhum título em linguística, o correto é ‘risco de morrer’, ‘risco de morte’ ou ‘risco de perder a vida’. Na expressão em questão corre-se um risco. Ai eu pergunto: risco de que? De viver ou de morrer? Usando um pouco de sarcasmo, diria que só corre risco de vida quem esta morto. Gosto de substituir a palavra para ver como fica a expressão. Aqui vai um exemplo: “Não chegue na beirada: risco de queda” Viu só? O risco que se corre é que algo aconteça, e o que pode acontecer é a queda. Assim como na expressão tão discutida o risco é de morte. E claro que qualquer leitor ou interlocutor vai entender o significado de “risco de vida”, nem por isso a expressão é correta.Vejo nos diligentes comentários dos que defendem a expressão “risco de vida” uma outra coisa. Uma coisa inerente a grande maioria dos seres humanos, principalmente dos ocidentais: uma aversão exacerbada da morte. Ninguém quer falar em morte. Os mais místicos até acham que falar trás mal agouro. É curioso, pois por mais que evitemos falar, tanto eu que escrevo como você que me lê agora um dia morreremos. Pense nisso…

  12. sergiorodrigues

    -

    23/03/2014 às 14:17

    Douglas (simplifiquei seu nome, desculpe), suas mensagens são agressivas mas bem-vindas, por corporificarem uma espécie de apoteose do sabichonismo contra o qual me volto neste e em outros posts desta coluna. A surpresa que você confessa diante do meu artigo é prova eloquente de sua ignorância das questões da língua. O que sustento não é tão original, trata-se de uma análise até simples e de resto já feita por linguistas mais sofisticados do que os consultores gramaticais de ocasião que difundiram a voga do “risco de morte” (hoje em refluxo, aliás, até na TV Globo que a capitaneou: o pior parece ter passado). Como alfabetizado e até bem articulado você é – um bom começo -, recomendo-lhe mais leitura e alguma serenidade, reflexão e bom senso. Acredite: sabichonismo tem cura. Um abraço.

  13. Dowglasz

    -

    23/03/2014 às 13:21

    Forneço-lhes mais dados para estudar:

    atenção: risco de lesão grave
    circuito elétrico: risco de choque
    não expor a calor intenso: risco de expansão e vazamento
    produto tóxico: risco de contaminação
    não perfurar: risco de explosão
    manusear com cuidado: risco de queimadura
    não inalar: risco de dano cerebral

  14. Dowglasz

    -

    23/03/2014 às 13:11

    Nossa, mas o Sérgio Rodrigues ficou nervosinho! Que meda!

    Eu me lembro de, um belo dia – ainda antes de 2010, eu tenho certeza – ter entrado em contato, com uma mensagem bem sarcástica, com um jornalista ou redação de telejornal muito apreciado em Salvador. Uma pessoa havia sofrido um acidente grave e, felizmente, não corria “risco de vida”. Afinal de contas, (esse foi o meu argumento) ruim seria viver depois daquilo, com todas as sequelas. Que bom que a pessoa está morta, bem morta, e não corre esse risco.

    Eu tão ou mais exagerado que o Cazuza, mas eu só me lembrei desse episódio tempos depois (dois ou três anos), quando eu ouvi de novo um outro jornalista dizer na TV “risco de vida”. Daí eu pensei e me lembrei que nunca mais um jornalista digno teria usado essa expressão de novo. E, na visão, a mudança foi tão sutil que… sei lá, ninguém viu. Não houve revolução, revolta, tumulto. É como dizer que a cor de fonte A sobre fundo B deixa o texto ilegível, ao que o webdesigner vai lá, escolhe uma tonalidade mais densa ou mais suave para mesma cor, você dá F5 na página e nunca mais se fala sobre esse assunto de novo.

    Muito me admirou agora eu ter encontrado o seu artigo, Sérgio. Em outros tempos ele nem teria sido publicado, muito menos contendo tanta arrogância e argumentos sem fundamentos técnicos.
    Mas venhamos e convenhamos, jornalistas trabalham com evento e não com técnica.

  15. Roberto

    -

    20/03/2014 às 20:02

    Cristiano Rafael, depende do seu ponto de vista e de sua análise. Se no Michaelis, define-se: “Correr risco: estar exposto a…” o que esta exposta a…”, a vida ou a morte? Não seria o mesmo que disser que a morte teria chance de correr risco?

  16. Roberto

    -

    20/03/2014 às 19:49

    Quanta filosofia! Quantos filósofos! Sempre vou disser “risco de vida”, pois só ela, a vida, poderei colocar em risco. A morte é uma consequência. Como dizem: só se perde aquilo que se tem (não é verdade?). Se estamos vivos o que temos, a vida ou a morte? Simples não é? Lembrem-se: só perdemos o que temos. A confusão criada deve ter sido mais um teste da Rede Globo para verificar sua influencia na mentalidade do povo. E não é que ela exerce mesmo! “Tai” o resultado!

  17. Cristiano Rafael

    -

    18/03/2014 às 11:12

    No Michaelis, define-se: “Correr risco: estar exposto a…”
    Portando, corre risco de vida, seria estar exposto a vida, já corre risco de morte, seria estar exposto a morte.
    Acho que para passar a mensagem lógica, o correto seria “Corre risco de morte”, já que você que está vivo, não tem como se expor a vida.

  18. Obrigatorio

    -

    26/02/2014 às 19:46

    Discussao tao ignorante quanto querer chamar “americano” de “estadunidense”. Nao e de se assustar, considerando a degradacao da cultura e educacao desse pais nas ultimas decadas…

  19. änønīmō Gømï

    -

    18/02/2014 às 13:54

    Isto sø faz me ridicularizar…. ømg

  20. Prof. Paulo Roberto da Costa

    -

    30/01/2014 às 20:02

    Acabei de dar minha opinião através do Google+; podem ver. Em suma, eu digo: desde que nascemos, corremos risco de morte (ou seja, podemos morrer até mesmo acidentalmente como morreram as vítimas da passarela que caiu em cima de alguns carros esta semana no Rio de Janeiro.
    Por outro lado, uma pessoa que, por exemplo, está sendo operada de um coágulo no cérebro, corre risco de vida – basta uma problema qualquer que ocorra durante a cirurgia e lá se vai a vida do coitado. Durante a cirurgia, ele correu seríssimo risco de vida. Entretanto, desde que ele nasceu, ele podia morrer a qualquer momento por qualquer coisa. Ou seja, gente, basta estar vivo para correr risco de morte.

  21. Abdias Neves de Melo Filho

    -

    20/01/2014 às 16:46

    O correto, para mim, é risco de vida. No momento em que vc coloca algo em risco, esse algo é o que vc tem, ou seja a sua vida! Inclusive, a forma verbal é arriscar a vida. Vc arrisca o que vc tem (a vida). A morte vc ainda não tem.

  22. Gerson Augusto Gastaldi

    -

    15/01/2014 às 20:32

    Nesta controvérsia sobre os “Riscos ou Perigos” – é necessário contemporizar – suas aplicações quanto aos substantivos empregados: “vida ou morte”.
    O risco de vida, se enquadrado como consequência de alguém à morte e moribundo, aplica-se corretamente. Isto porque a pessoa pode perder a vida que já está por um fio – por isso ela corre o risco ou perigo de perder a vida.
    O risco de morte, se compreendido como consequência de alguém com vida e saúde, correr o perigo de morte por uma exposição ou não voluntária, visto que os perigos são previsíveis e os riscos imprevisíveis, dá-se por corretamente aceitável.
    Mas, alguém já à morte, correr o perigo de vida – destoa e não tem sentido. Da mesma forma que um indivíduo com vida, correr o perigo dela mesmo. Entende-se que a vida não seja um perigo, exceto para aqueles que a brindam com a morte. E quem nos dirá que a morte também não seja uma forma de vida?

  23. Américo Paz

    -

    13/01/2014 às 23:15

    “Risco de vida” X “risco de morte”. -Ora,homens de ciência,não existe essa bobagem. Que querem alguns, nos ridicularizar? Se quiser, leia o Texto:4221354:E Agora,Doutor,”Ele Corre Risco de Morte?” -Texto:4223727:E Você,Prefere Correr Risco de Vida? Texto:4224665:E Você,Prefere Correr Risco de Morte? No Google: Recanto das Letras. Autor:Américo Paz. (Nota: As obras de Morais,Caldas Aulete,Michaelis,Meilhoramentos[Dic.],Evaristo Leoni,Francisco Torrinha etc, foram-me indicadas pelo meu amado e saudoso professor,doutor Napoleão Mendes de Almeida.)////

    Wikipédia: “Francisco Torrinha (Joane, Famalicão, 1 de Maio de 1879–16 de Outubro de 1953) foi filólogo e professor português.Fez o curso liceal em Braga e formou-se em teologia, em Coimbra. Depois de uma passagem como professor pelo liceu de Évora de 1903 a 1913, foi colocado no liceu D. Manuel II, no Porto (atual Escola Secundária Rodrigues de Freitas). Aí exerceu o seu cargo de professor durante 36 anos.Doutorou-se na Faculdade de Letras do Porto onde ainda foi catedrático. Também dirigiu a Escola Industrial Faria Guimarães. Para além destes cargos que exerceu, dedicou a sua vida a estudar gramática, tendo publicado vários estudos.
    Recebeu um convite para professor catedrático de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra….Foi autor de dicionários Português-Latim e Latim-Português, bem como do famoso Novo Dicionário da Língua Portuguesa…, foi condecorado com a Ordem de Sant’Iago da Espada.”

    /////A expressão “risco de vida” ["perigo de vida"], “risco de morte”["perigo de morte"] não é invenção do povo brasileiro. Também não é do francês, não é do alemão etc. É da árvore do latim que colhemos tais frutos.

  24. Américo Paz

    -

    13/01/2014 às 23:13

    Bechara: “….A opção por usar vida ou morte vai depender da norma ou uso normal em cada comunidade linguística.
    Entre brasileiros aparece documentado no primeiro dicionário monolíngue da língua portuguesa, o de Morais (Antônio de Morais Silva), de 1789. O ‘Vocabulário Português e Latim’, de Bluteau, que serviu de fonte ao Morais, no volume editado em 1720, registra ‘pôr-se a perigo de vida, perder a vida’, mas faz acompanhar das equivalentes latinas vitae ou mortis periculumadire ousubire, que atribui a Cícero. A norma em alemão PREFERE ‘vida’ (Lebensgefahr), enquanto portugueses—embora estes também conheçam ‘vida’ —, espanhóis, italianos e franceses PREFEREM ‘morte’: ‘perigo de morte, peligro de muerte, pericolo di morte, danger de mort’….” (Perigo de vida ou perigo de morte? http://www.academia.org.br ).///////////

    Dic.Português Latino (Francisco Torrinha), pág.844, Editorial Domingos Barreira, Porto (Portugal): “perigo,m. periculum,n……..// perigo de morte: periculum vitae ou capilis ou mortis, Cic.// em perigo de morte: cum discrimine ultimo vitae, Liv…….// perigo de morte (falando dum doente): periculum, Cels…..”/////

    Dic.Melhoramentos,5ª ed.,vol.III,pág.834: “Morte,….. Entre a vida e a morte: em perigo [em risco] de vida….Ter visto a morte:haver escapado de grande perigo [risco] de vida…..”

    Dic.Caldas Aulete (substituto de Morais), 5ª ed.,pág.3076: “Perigo …// …Estar em perigo de vida, estar em risco de morrer…..”///////

    DOUTOR NAPOLEÃO (DQVs [=Dic.de Questões Vernáculas,pág.280] Ed.Caminho Suave, 1981): ” SE DIZEMOS ‘CORRER RISCO DE MORRER’, ACERTADO É TAMBÉM QUE DIGAMOS ‘CORRER RISCO DE MORTE’….”/////
    Outros exemplos:

    Velho Testamento (traduzida por João Ferreira de Almeida): “… beberia eu o sangue dos homens que foram com risco da sua vida? ….”

    Novo Testamento (traduzida por João Ferreira de Almeida ): “… em perigo de morte, muitas vezes….” (2 Coríntios 11:2)////

    Jusbrasil Jurisprudência http://www.jusbrasil.com.br/TJDF – RMO 374773920108070001 DF 0037477-39.2010.807.0001 (TJDF):”Iminente RISCO DE MORTE – …… pacientes com RISCO DE MORTE e a pessoa não possui…. ….. RISCO iminente DE VIDA….”

  25. Américo Paz

    -

    13/01/2014 às 23:11

    DOUTOR NAPOLEÃO MENDES DE ALMEIDA (DQVs.pág.231 -Ed. Caminho Suave, 1981):

    “Perigo de vida, Perigo de morte -’Fulano está em perigo de vida’ quer dizer ‘está em risco de morrer’. Podemos dizer também, sem receio de erro: ‘Fulano está em perigo de morte’, que o sentido será o mesmo. Podemos ainda variar essas expressões substituindo ‘perigo’ por ‘risco’ e, ainda assim, idêntico será o significado.”

  26. Estela

    -

    08/01/2014 às 21:42

    Se analisarmos bem, o único que causa dúvidas é o risco de vida, pois:
    Risco de vida – corre o risco de viver, ou corre o risco de perder a vida?
    Risco de morrer – corre o risco de morrer. ( e ponto final)
    E então?!

  27. Estela

    -

    08/01/2014 às 21:34

    Acabei de ouvir na TV GLOBO a expressão “risco de vida”, achei estranho (por existir risco de morte) então resolvi pesquisar na internet, achei a matéria porém não posso concordar com a pessoa que escreveu isso. No mini Aurélio, risco significa perigo ou possibilidade de perigo, que poderíamos traduzir para “perigo de vida” ou “perigo de morte”, portanto, seria ilógico dizer que uma pessoa corre risco de vida pois o perigo não é a vida e sim a morte. Como pode alguém ter perigo de vida? A pessoa “tem perigo de ficar viva”? O correto seria dizer que a vida ESTÁ EM perigo e não há o “perigo de existir vida” (perigo de vida). Risco de morte é o mais lógico, pois “existe perigo em (risco de) certa pessoa morrer (risco de morte – correr o risco de morrer).
    Risco de vida não tem sentido. Pode “existir” mas a lógica está errada.

  28. Flavia

    -

    04/01/2014 às 16:28

    A pessoa que escreveu essa matéria é formada em que? O Prof Pasquale diz que existem as duas expressões. Quem está certo?
    Humanitismo avançado, com doutorado em assuntos machadianos. Não há dúvida alguma de que as duas expressões “existem”. Julgue o resto por você.

  29. Flavia

    -

    04/01/2014 às 16:28

    O pessoa que escreveu essa matéria é formada em que? O Prof Pasquale diz que existem as duas expressões. QUem está certo?

  30. Joe Silva

    -

    04/01/2014 às 10:10

    A própria expressão risco de morte é ilógica. Risco é por definição a possibilidade de se PERDER algo. É uma expressão negativa, usada de forma positiva apenas na ironia.
    Ninguém diz: você corre o risco de chegar ao topo do Everest.
    Como sempre, um artigo excelente.

  31. Edinho

    -

    02/01/2014 às 17:46

    A morte é uma certeza. Virá mais cedo ou mais tarde e não há “risco” de isso não acontecer. Risco é perda. Quem morre perde a vida. Acho que essa estória de risco de morte é pura balela, mais um factoide dos “entendidos”.

  32. Dan Paiva

    -

    02/01/2014 às 17:38

    Quando ouço a expressão “não corre risco de morte”, ou “não corre risco de morrer”, nos diversos meios de comunicação, fico pensando: então vai viver eternamente? Como já dizia não sei quem: a única coisa certa neste mundo é a morte! Concordo integralmente com o texto.

  33. Carlos Villas-Bôas

    -

    02/01/2014 às 13:17

    Os defensores da expressão ‘risco de morte’, são os mesmos que dizem ‘vítima fatal’, ‘encarar de frente’, pode ‘vim’, ‘projetos futuros’ etc. É lamentável a arrogância desses desinformados incompetentes.

  34. Gabriel dos Anjos

    -

    02/01/2014 às 11:58

    Para mim neste caso a palavra risco esta diretamente relacionada com uma “perda”, ou seja, quem corre risco, corre o risco de perder algo, dai deduz-se que risco não é uma coisa boa, donde alguns acabam relacionando a palavra risco com uma outra coisa ruim que é a palavra morte. Ninguém corre risco de perder a morte e sim o contrário.

  35. Amarildo Teixeira

    -

    31/12/2013 às 9:58

    Para mim sempre foi e sempre será risco de morte. Pois a vida está sob risco de morte.
    Acho que o prof.Pasquale estava tentando propaganda pessoal com essa polêmica inútil. Ele já deve ter ganho uma boa grana com o jingle do big mac (quase inútil num país onde nem se come tanto hambúrguer assim). Por que ele não investe sua fama em corrigir outros modismos realmente errados, tais como, ensinar que o correto é: “a personagem” e “para EU fazer”?

  36. Felipe Borba

    -

    30/12/2013 às 19:07

    O Português é simplesmente fabuloso. Todos usavam a expressão “risco de vida” e um dia uma televisão (emissora de, é claro)diz que o correto é “risco de morte” porque é mais claro e faz sentido. Ao mesmo tempo esta emissora diz que os “ÚNICOS” representantes… ops para ser coerente não deveria usar o português de forma clara. Único quer dizer um só, então porque o plural? O bonito do português é o todo e não palavra por palavra. Risco de vida que dizer “risco de perder a vida” e únicos quer dizer “poucos”, mesmo que de forma fula. Assim todos nós mortais entendemos. Mudar o modo de falar do povo somente para se sentir superior? ou causar polêmica com interesse não claros.

  37. Leandro

    -

    29/12/2013 às 19:29

  38. Clayton

    -

    25/12/2013 às 19:35

    Leia-se:
    Eu levo uma vida de risco.
    Logo:
    Corro risco de vida.
    O sentido da oração quer dizer que os risco pertence a vida. Até porque, quem está morto não corre risco algum!

  39. Joao Alencar

    -

    25/12/2013 às 11:05

    Análise furada, me desculpe. TEnho 57 anos e aprendi aos 12 anos, segunda série do antigo ginásio, que “a morte é que constitui risco.” Então o risco é de morrer e não de viver. Isso hoje, apelam para uma figura de linguagem chamada “elipse”. Mas prefiro seguir ao falecido prof. Napoleão Mendes de Almeida e ao prof. Pasquale Cipriano Neto. Ah, quem anda em ponte sem corrimão, corre risco de queda é não de subida. Risco e perigo implicam, junto ao verbo correr, idéias de algo não desejado: risco de desastre, risco de tiro, risco de envenenamento, risco de morte. Li isso no “Dicionário de Questões Vernáculas” do Prof. Napoleão Mendes de Almeida.
    Comentário furado, me desculpe. A língua é sempre maior que nós. Como se infere do artigo acima, quem gosta de “risco de morte” perde esse direito ao perder a humildade.

  40. Rose

    -

    25/11/2013 às 20:23

    Perfeito. Esse tal “risco de morte” nunca me desceu direito.

  41. kk

    -

    24/11/2013 às 10:34

    Quando ouço essa expressão “risco de morte” no noticiário, sinto até calafrios. Se ao menos usassem risco de morrer ainda faria sentido a substituição para risco de vida, embora desnecessário. A comunicação falada é mais dinâmica, mas os meios de comunicação deveriam usar formas de construção gramaticalmente correta, de forma a não tornar erros em acertos. Lembram da época do gerundismo, que horror?

  42. Chico Edson

    -

    22/11/2013 às 10:00

    Ótima explicação.
    Nunca tive dúvida da expressão risco de vida, considerando a supressão de termos de uma frase (no caso, perder a) sem que ela perca o sentido original. Outro exemplo é a frase original “Você vai me ajudar, pois não é verdade?”. Com o tempo foi reduzida para “Você vai me ajudar, não é verdade?”. Depois, “Você vai me ajudar, não é?”. E a deliciosa fala matuta reduziu, sem tirar-lhe o significado, para simplesmente “Tu vai me ajudá, né?”.
    Quanto à expressão risco de vida, basta a seguinte indagação para clarear a ideia: Quem dirige embriagado ao volante põe em risco a vida ou põe em risco a morte?

  43. Mario Veloso

    -

    17/11/2013 às 18:17

    Muito bom.
    Se seguirmos o raciocínio do “risco de morte”, teríamos de dizer “casa de doença” em vez de “casa de saúde”, entre muitos outros exemplos.
    Agora, para o prezado internauta Nestor: a palavra “Presidenta” é grafada pelos principais dicionários da língua portuguesa.

  44. Levi

    -

    16/11/2013 às 15:19

    Risco de morte: risco de perder a vida.
    Risco de surdez: risco de perder a audição.
    Risco de cegueira: risco de perder a visão.

    Simples.
    O risco é de (ou para) algo ruim.

  45. Nestor Carvalho

    -

    02/11/2013 às 11:32

    Obrigado, Marcos Eliziário Santos – 03/06/2013 às 14:41.
    Foi o melhor comentário que li, não apenas neste post, mas entre todos os que já li, em qualquer blog ou noticiário.
    Seu comentário é um alento, num tempo em que as pessoas confessam candidamente que “depois de ouvir na TV passei a usar ‘risco de morte’…” e, da mesma forma, se apressaram a usar “presidenta”, em vez de presidente, mas não usam “estudanta”(que seria mais adequado,no caso), ou “pacienta”, “visitanta”, “negligenta”, “dirigenta”, e assim por diante. Será que podemos ter esperança de que as jornalistas e os “jornalistos” deste país um dia passem a ter cuidado com nosso idioma?

  46. nemo

    -

    31/10/2013 às 7:24

    … Meu Deus, é um poço de chorume humano os comentários dessa pagina…

  47. Sara

    -

    30/10/2013 às 23:00

    Parabéns pelo texto! Pena que alguns que comentaram não tenham conhecimento sobre as teorias linguísticas. Achei a referência ao Pinker um reforço à lucidez do seu texto. Embora prefira as abordagens mais comunicativas, reconheço o valor das teorias inatistas e acho que a capacidade de julgamento do falante sobre a gramaticalidade de determinadas expressões é óbvio. Um texto, portanto, muito lúcido! Não incorreu numa defesa irracional e “purista” da língua, nem descartou o valor da lógica do falante nativo. Além, é claro, da referência a fontes históricas. Quando o assunto é língua, é difícil encontrar textos que fujam aos radicalismos. Parabéns!

  48. descurpa aí

    -

    30/10/2013 às 22:50

    Descurpa aí: o tempo vai passando e as pessoa vão inventado moda. O mundo é assim mesmo. Eu gosto de dizê “risco de vida” pruque sô meio das antiga; pra mim é a mesma coisa que dizê que “a vida tá em risco”. Mas dizê “risco de morte” num acho errado já que significa risco de morrê. É igual qui nem “obrigado à você” x “obrigado eu”, onde está subentendido que “eu me sinto obrigado à você”. Assim, tanto uma forma como a otra, acho qui deve di tá certo. O que não dá pra aguentá, é o sujeito que, quando a gente diz “obrigado”, responde com aquela voz de taquara rachada: “imagina!”

  49. Fabio

    -

    30/10/2013 às 21:15

    Interessante como algumas pessoas acreditam tanto nesse “risco de morte” a ponto de ofender terceiros, lamentável.
    A matéria é muito clara, a expressão significa “risco de (perder a) vida”, um caso clássico de ELIPSE.
    Mesmo sendo de tal clareza ainda temos que ver “Vals” vociferando uma ignorância e pedantismo absurdos.

  50. maneco

    -

    30/10/2013 às 19:43

    Mary, voce está gritando ?, talvez não saiba, mas quem usa letras maiusculas do teclado , significa que está gritando; aprenda a usar letras normais.

    Abraços

  51. Alexandre

    -

    24/10/2013 às 15:47

    Machado de Assis, fundador da ABL, maior escritor brasileiro de todos os tempos, usava a forma “risco de vida”, assim como todos os escritores em língua portuguesa, dignos do nome. Talvez os sabichões de planão saibam mais do que ele.

  52. Jonny Rios

    -

    02/09/2013 às 15:31

    Sempre usei e continuarei usando RISCO DE VIDA. fazendo um paralelo, a pessoa corre RISCO DE SURDEZ, por exemplo.

  53. André

    -

    01/09/2013 às 19:37

    De qualquer forma acho a expressão risco de vida mais polida, dando a ideia de perder algo precioso. Usar a palavra morte soa desrespeitoso quando se sabe da vida de quem se trata, parece que esta falando de um bandido…

  54. Alvimar Falcão

    -

    29/08/2013 às 9:38

    Essa Val é uma jumenta! =))

  55. MARY

    -

    25/08/2013 às 18:41

    VAL, ANTES DE CHAMAR AS PESSOAS DE IMBECIS, PROCURE SE CORRIGIR, EMINENTE QUER DIZER ALTO, ELEVADO (IMINENTE)O QUE ESTÁ PRÓXIMO A ACONTECER, E BRASIL É COM B MAIÚSCULO, POIS QUANDO VC TIVER DÚVIDAS, APARECERÃO PESSOAS PARA TE DAR UMA GRANDE AJUDA, PENSE NISSO!!!

  56. Santana*100

    -

    14/08/2013 às 15:41

    Val – 09/02/2013 às 14:08
    “imbecis, certo é risco de morte, o risco é referente a ocasionar a morte e não risco de vida, não se corre o risco de viver,teria que ser risca da vida, referente a perder a vida, não risco de vida de viver, porque os termos são usados pra demonstrar um perigo eminente, que possa ocasionar a perda da vida, não se corre o risco de viver, de viver, mas da vida, como pode discutirem isto em revistas e jornais, é uma piada este brasil.”
    #######
    Caro senhor(a),
    Sempre se começa uma frase usando leta MAIÚSCULA.
    O correto é: Perigo IMINENTE, e não “eminente” como você escreveu.
    Val, Brasil se escreve com “B” MAIÚSCULO e não “minúsculo”.
    A grande maioria dos brasileiros, mesmo os letrados, não dominam com fluência o idioma português. Se nossos patrícios (os portugueses) da Academia de Letras Portuguesa dizem: “risco de vida”, não somos nós que vamos dizer “risco de morte”. Para mim o correto é, risco de vida. Ou seja, A VIDA ESTÁ EM RISCO. Foi assim que aprendi e é assim que eu vou continuar dizendo. Digo: A PRESIDENTE E NÃO, A PRESIDENTA. No meu entender é muito mais elegante. “Presidenta”, soa uma palavra PESADA, não própria para uma mulher de verdade. – Esta é a minha modéstia opinião.

  57. Tom

    -

    09/08/2013 às 12:02

    “Risco de vida” só para o Sarney, que apresenta risco ao país.

  58. Ulisses

    -

    06/08/2013 às 8:29

    As pessoas esquecem que na lingua portuguesa existe a ELIPSE (figura de estilo) que é a supressão de uma palavra que fica subentendida. Obviamente, portanto, quando se diz: “corre risco de vida” a palavra perder fica subentendida. Infelizmente, como diz a reportagem “…ficaram na superfície do problema, incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada…”

  59. Alfred

    -

    30/07/2013 às 8:28

    Define-se risco como a probabilidade de ocorrer determinado evento.
    Assim, penso que se deve dizer “risco de morte”, que no aplicável representa a probabilidade de alguem (se estivermos a falar de pessoas), morrer.
    O risco de morte é equivalente ao risco de perder a vida. Risco de vida será a probabilidade de viver, que é precisamente o inverso de risco de morte.

  60. vania lucia de almeida

    -

    28/07/2013 às 13:19

    Errar é humano,já a correção é para quem pode. E quem poderá sendo humano? Vejo as pessoas muito agressivas ao se colocarem no papel de corretoras, não deviam, pois também cometem erros. Assim por favor, atentem para o detalhe que analiSar é com S e não com Z. .

  61. Marcelo

    -

    17/07/2013 às 15:56

    Cai neste artigo porque estava estudando e pensei comigo: mas que babaquice é esta de risco de morte? Afinal, se estou em risco de vida, é porque minha vida está em risco… tão simples. Ou quem sabe é porque a minha morte está em risco?! Fala sério… ótimo artigo, achei fundamentos para debater com os desavisados que assim como a tal Val (que parece que não leu o brilhante fechamento do artigo), “saiu por aí exercitando o prazer de declarar ignorante quem, mergulhado no instinto da linguagem de que fala Steven Pinker, já nasceu sabendo mais do que eles.”

  62. MARGOT FETTER COSTA

    -

    11/07/2013 às 18:31

    Renato Martins Barcellos, concordamos de “ponto a ponto” !!! Dá uma lida nos meus “vários” comentários abaixo !!!

  63. Renato Martins Barcellos

    -

    11/07/2013 às 14:56

    Querida Val(direne?), você deveria ser mais curiosa com relação ao português (o idioma, não o dono da padaria). Se você consultar o Houaiss, vai ver que risco não é verbo, mas substantivo, e quer dizer, na sua primeira acepção, probalidade de perigo. Vai ver também que o primeiro exemplo é exatamente “risco de vida”. Portanto, consulte um dicionário e não escreva mais asneiras!

  64. Ivo

    -

    12/06/2013 às 1:53

    isso ai é semelhante ao caso da palavra Vossa Mercê, depois vira Vosmecê, até chegar em Você… e daqui uns tempos Cê…kkk, só que nesse caso não perde o sentido lógico da frase? pelo menos pra mim perde totalmente o sentido…

  65. wilson

    -

    11/06/2013 às 12:14

    Em Risco de Vida deduz-se que é de perder a vida, portando não pode estar errado depois de séculos de uso. Risco de morte acho que vai mais direto na intenção, embora eu tenha ficado surpreso ao ouvir vez primeira “risco de morte” nas mídias. Desde então uso risco de morte. Agora, pessoal, por que ANTÁRTICA virou ANTÁRTIDA? É por causa da cervejaria? E por que os portugueses agora andam escrevendo ISLÃMIZAÇÃO(com til) como derivativo de ISLÃ(O)?

  66. Marcos Eliziário Santos

    -

    03/06/2013 às 14:41

    Um dos sintomas da decadência geral da educação e do nível cultural de nossa classe média é a progressiva incapacidade de utilizar construções linguísticas mais abstratas. Cada vez mais é necessário se usar construções tediosamente concretas e diretas porque cada vez mais temos pessoas incapazes de entender que palavras podem ter mais de um significado. Como disse o professor, não é que risco de morte seja errado, mas é uma construção meio torpe porque empobrece a língua desnecessariamente. Os defensores fanáticos do Risco de Morte obviamente desconhecem que além do uso “possibilidade de algo ocorrer” para a palavra risco, existe também o “possibilidade de acontecimentos adversos relativos à…” como por exemplo, em risco de crédito. Quando um banco analisa o risco de crédito, é óbvio que o banco está analisando os elementos que oferecem risco ao crédito, e não o risco de que o cliente obtenha um crédito.
    O problema é que a expressão é mais grosseira, menos civilizada, tal como seria se um banco dissesse que iria fazer análise do seu risco de calote quando você fosse comprar uma casa. É um derrota para a civilização e um triste espelho linguístico de nosso momento político e social.

  67. Luerber

    -

    08/05/2013 às 7:54

    Quem acredita que o correto é risco de morte deve conhecer algum vampiro, zumbir ou ser do tipo para correr rsico de morte, já que os mesmos já se encontram mortos.

  68. Hudson luiz lopes

    -

    15/04/2013 às 1:37

    Quando fiz o curso ginasial e depois o classico. Aprendi que o certo e rico de vida. Epoca em que o ensino era coisa seria. Hoje em dia alguns imbecis que nao sabem nada de portugues(principalmente nos tejornais inventaram essa expressao, risco de morte e acham que estao certos . Nao vejo nenhum jornalista antigo e gabaritado usando essa expressao. Enfim coitados de nos leitores e espctadores , que temos que ouvir atualmente jornalista altamente despreparados fala inumeras besteiras. E UM A VERGONHA.

  69. Luciana

    -

    08/04/2013 às 12:54

    Nossa!
    Realmente, esta Val precisa voltar urgentemente para a escola; pois da forma que escreve, não tem instrução suficiente nem para colaborar com um comentário!

  70. Alvaro Medeiros

    -

    03/04/2013 às 7:07

    >> olá, achei interessante a página, e o assunto. Mas é incrível o tal do *ser humano*, até mesmo uma questão simples sobre um termo, uma expressão, leva algumas pessoas a agredirem especificamente uma determinada, ou o grupo num todo. Isto me faz crer que só mudou a forma e a rapidez, como uma minoria expoem sua ira, ou raiva com o mundo. Mas tudo tranquilo, os riscos de se viver, ou morrer continuarão, e que todos sejam felizes, e vivos. . . . .

  71. Sebastião Rincon da Silva

    -

    08/03/2013 às 13:17

    Não seria mais adequado, ou mais elegante, risco à vida?

  72. MARGOT FETTER COSTA

    -

    24/02/2013 às 19:56

    James Taylor, faço “minhas” as tuas palavras !

  73. James Taylor

    -

    24/02/2013 às 1:47

    Acho q voce (Val) devia primeiramente analizar o nivel da conversa. Ate o presente momento, ninguem usou de palavras torpes para defender o que pensa. Se essa duvida permeia ate mesmo entre os gramaticos voce deve ser muito melhor que eles mesmo por ter uma resposta tao “exata” e tao “coerente”. Ainda mais levando em consideracao seu rico vocabulario.

  74. MARGOT FETTER COSTA

    -

    11/02/2013 às 20:31

    A PROPÓSITO … “VAL” ! POR QUE TE ‘ESCONDES’ ATRÁS DE UM PSEUDÔNIMO ?!

  75. MARGOT FETTER COSTA

    -

    10/02/2013 às 22:52

    (ESTE COMENTÁRIO “TAMBÉM” ESTÁ ENDEREÇADO A “VAL”!)

    imbecis (POR QUE TANTA “GROSSERIA”?!), certo é risco de morte (CUIDADO COM AS CERTEZAS E COM AS “VERDADES ABSOLUTAS”!!!), o risco é referente a ocasionar a morte e não risco de vida, não se corre o risco de viver,teria que ser risca (?????) da vida, referente a perder a vida, não risco de vida de viver, porque os termos são usados pra demonstrar um perigo eminente (o correto é dizer “IMINENTE”, com “I”, não com “E”), que possa ocasionar a perda da vida, não se corre o risco de viver, de viver, mas da vida, como pode discutirem (o correto é COMO “PODEM DISCUTIR”) isto em revistas e jornais, é uma piada este brasil(Brasil … nomes próprios se escrevem com letra maiúscula!). COMO DISSE ABAIXO, “VAL”, DEVES CUIDAR MELHOR DO TEU PRÓPRIO PORTUGUÊS, AO INVÉS DE CRITICAR E “AGREDIR” AS OUTRAS PESSOAS !!!

  76. MARGOT FETTER COSTA

    -

    10/02/2013 às 22:38

    O COMENTÁRIO ABAIXO ESTÁ ‘ENDEREÇADO’ A “VAL” !

  77. MARGOT FETTER COSTA

    -

    10/02/2013 às 22:36

    cuidado (CUIDADO,(vírgula) … )vc corre o risco de viver (VIVER,(vírgula) …) se o carro bater,(BATER; (ponto e vírgula) … ) ou corre o risco de morte, depende quem esta (ESTÁ (acentuado) … ) interessado em que, mas vamos falar da vida (VIDA, (vírgula) … )palavra feminina de concordancia (CONCORDÂNCIA(acentuado) … ), o correto é risco da vida, perde-la (PERDÊ-LA (acentuado)… ), ou risco de morte, ganhar a morte, risco é verbo (“RISCO” NÃO É VERBO, É SUBSTANTIVO ) que significa causas prováveis (PROVÁVEIS(acentuado)…), o sentido é ambuguo(AMBÍGUO) e valido (VÁLIDO(acentuado) …) as escritas que são burras (… que “grosseria”)e erradas de vida não e sim da vida, cuidado vc corre o risco de viver, mas vida é da,(?????) É, PREZADO(A) “VAL”, DEVERIAS CUIDAR MELHOR DO TEU PRÓPRIO PORTUGUÊS !!!

  78. Val

    -

    09/02/2013 às 14:27

    cuidado vc corre o risco de viver se o carro bater, ou corre o risco de morte, depende quem esta interessado em que, mas vamos falar da vida palavra feminina de concordancia, o correto é risco da vida, perde-la, ou risco de morte, ganhar a morte, risco é verbo que significa causas provaveis, o sentido é ambuguo e valido as escritas que são burras e erradas de vida não e sim da vida, cuidado vc corre o risco de viver, mas vida é da,

  79. Val

    -

    09/02/2013 às 14:08

    imbecis, certo é risco de morte, o risco é referente a ocasionar a morte e não risco de vida, não se corre o risco de viver,teria que ser risca da vida, referente a perder a vida, não risco de vida de viver, porque os termos são usados pra demonstrar um perigo eminente, que possa ocasionar a perda da vida, não se corre o risco de viver, de viver, mas da vida, como pode discutirem isto em revistas e jornais, é uma piada este brasil.

  80. MARGOT FETTER COSTA

    -

    08/02/2013 às 23:34

    James Taylor … foi a explicação mais lógica e elucidativa que já li, até o momento !!!
    Jorge Nei … MORRER = a “PERDER A VIDA”; logo … “RISCO DE (PERDER A )VIDA”, o que significa MORRER !!! Afinal, acho que CONCORDAS comigo sim !

  81. James Taylor

    -

    05/02/2013 às 13:32

    Na minha opiniao, o certo seria “Risco de vida”, pois “de” é uma preposicao, logo, podemos troca-lo por “para” sem alterar o sentido da frase. Portanto: “Risco para Vida” ou “Risco para a vida”, visto que o artigo “a” nao é obrigatorio, diferente da preposicao que é.

  82. Jorge Nei Santos

    -

    24/01/2013 às 9:56

    Devemos respeitar a opinião dos outros, mas não concordar.
    Na minha opinião: nós corremos o Risco de “Morrer” e não de viver.

  83. Ozenildo

    -

    09/01/2013 às 1:36

    margot – 23/11/2012 às 20:26
    Entendo ser correta a expressão “RISCO DE VIDA”, considerando estar ‘subentendida’ a presença do verbo “PERDER”: “RISCO DE (PERDER) A VIDA”. Não há nenhum verbo, a meu ver, que possa dar sentido à expressão “risco de (… ?)morte”!
    - Há sim “risco de “receber, ganhar,” à morte. Acho que a frase já está completa, sem verbo para se subentender e mais, não conheço nada que se compare a esta frase “risco de vida”, é o mesmo que dizer que quem brinca com água “corre o risco de secar-se”.

  84. eduardo de sbc

    -

    25/11/2012 às 7:04

    Margot não há nenhum verbo a seu ver no risco de morte? Será porque é forma direta, e não o pede? Será isso que a realeza esqueceu-se de ensinar. Forma direta, mais simples, sem estar algo escondidinho, ou como bem citou “subentendido”. Necessário se interpretar e “adivinhar” o que se falava no antigo secular Bíblico e decodificado livro dos mortos egípcio “risco de vida” algo estar acontecendo. Só você insiste e não aceita-lo? Cristalizou sua ideia monoteísta que foi a Globo sua origem, e não me acredita. Esta como “Teflon” a rejeitar. Até Sergio o admite no seu texto acima. Só não entendeu que o galo de gabinete cantador o prefiro “morto” e bem cozido por civismo. A revista Veja já o incorporou totalmente, então se fosse errada ou pior forma o teriam feito? Os mestres acadêmicos já o aprovaram, o televisivo o consagrou e o popular lhe adorou meu “risco de morte”. Até Sérgio já se aquietou com Machadinho a me criticar. E você insiste em dizer não “possa dar sentido”? Devem estar falando a mesma língua da rede globo, seu novo marciano cifrado JN SPTV e novo JH da RG a prejudicar a educação escolar. E o Lulinha Teflon lhe imitar, continua a nos admirar e não se responsabilizar do caso “mensalão” afronta em só desmentir tudo em seu Fascismo novo comunismo corrupto, como bem falou nosso STF, ou para não cifra-lo no soletrando, Superior Tribunal Federal. Como prêmio lhe envia um novo artigo muito legal destas polêmicas absurdas da vida, que segue. – O branco do papel de onde veio à química de branqueamento. Quanta burrice do Mundo Velho de Guerras! As lutas fratricidas sempre a exigir sangue pelo ignorante melindre! Porque não o fazemos pela ciência, afinal ela não tem cor. Ciência hoje nos revela, esclarece que raça negra se desenvolveu por 500 mil anos, e a branca só apareceu a 6 mil. Pedro Preto nosso pai, Adão dos brancos no DNA que nos criou pela vitamina D. Deus não o fez do barro e das costelas, mas do esperma, no gozo do negro que lhe criou o homem branco. O negro gozou muito esperma 500 antes, e já velho e aquebrantado o fez um último esforço heroico, por último, “uma rapidinha” 6 e deu vida ao branco, na sua vitamina “d” que lhe diferenciou na genética. Simples, nascemos dos capetas prazeres gametas do negão de pau duro. E ainda nos achamos melhores? Absurdo da ignorância frente à ciência, ciência que não tem cor! Gene do negro KITLG e ASIP, o qual derivou a SLC45A2 TYR e SLC24A5 fração que lhes criou o aperfeiçoado, mais adaptado branqueamento também celular da pele no leste asiático. E terminando, sabe como o PT os chamam agora? Raça Afro-brasileira, significativo próprio do plágio odioso racista, estes sim norte americano (afro americano)? Não acredito em racismo brasileiro, nem as estatísticas o comprovam pela total incorporação cognitiva na miscigenação já totalmente absorvida, não só do negro, mas todas as raças que aqui se instalaram, ou ainda não perceberam? Quanta guerra se faz no cotidiano conflituoso social diretamente racista, o assistimos nas terras de Santa Cruz? Estatisticamente, ao largo de 190 milhões de cidadãos, nenhum, zero. Mas o insistem em cria-lo artificialmente, politicamente para depois virem com as falsas mensagens de “salvador da pátria negra”? Ainda bem que a ciência não tem cor, nem preconceito para o apenas “preconceituoso”, pois nem isso existe como declarou erradamente Ana Maria Braga da Globo, onde opinou sem conhecer seu significado, sua PRÉ conceituação, desprezível pela média moda ou mediana aritmética das ocorrências registradas! Existem casos isolados no mundo todo por grupos ou pessoas sociopatas. Ou acintosamente na antiga Ku Klux Klan norte americana iniciada em 1867 ainda prevalece naquelas paragens que insistem em lhe perdurar. Existe também o frutos azedos neonazistas ou outros grupos insignificantes, não representativos de grupo social, mas de ordem mundial, não exclusivo brasileiro, para o risco de morte estar sempre nos atazanar, muitos no fenômeno do fuzil covarde. Abraços de eduardo de sbc do risco de morte onde chefe bom é o morto e a ciência não tem cor na genética das raças

  85. margot

    -

    23/11/2012 às 20:26

    Entendo ser correta a expressão “RISCO DE VIDA”, considerando estar ‘subentendida’ a presença do verbo “PERDER”: “RISCO DE (PERDER) A VIDA”. Não há nenhum verbo, a meu ver, que possa dar sentido à expressão “risco de (… ?)morte”!

  86. Bener

    -

    14/11/2012 às 19:16

    Mas sd caísse em um prova qual a correta , qual seria a opção correta?

  87. eduardo de sbc

    -

    18/10/2012 às 4:24

    Obrigado pela reverencia, mas infelizmente como já citei, não o sou

    nem professor, nem ilustre e muito menos consultor televisivo. Apenas

    um ex-metalúrgico que trabalhou na mesma arena fabril do “Taturana” e

    semi analfabeto de passagem por este mundão guiado por Jesus Cristo.

    Mas lhe agradeço sua preocupação de não querer citar de Pasquale, o

    qual a dez anos mais ou menos lhe enviei esta sugestão para se

    acrescentar mais uma expressão idiomática na nossa linguagem

    universal. Foi a ele e a Rede Globo simultaneamente sugeri apenas uma

    forma mais direta de se expressar, sem precisar usar termo

    “escondido” a interpretar. Forma direta, simplesmente direta apenas

    como o necessário. Mas os créditos são todos do televisivo é claro,

    que lhe apreciaram. E hoje já se constata, que um simples obscuro

    ex-metalúrgico mudou no mundo esta forma de se expressar, que nunca

    antes existia. Não sabia mas nem no estrangeiro a existia. Mas soube

    que agora já lhe exportaram e foi um inventivo brasileirinho,

    legítimo “made in”, não é legal saber disso? Um brasileirinho

    analfabeto a criar uma maravilhosa nova forma expressiva de

    comunicação, e o importante, mais direta e fácil de entender, sem

    quase precisar interpretar sua oculta elipse para se comunicar! Mas

    há cousas mais importantes hoje na cena nacional como mensalão ou aos

    fanáticos islã, ou ambientalistas, onde em baixo de árvore só podemos

    colher macaquinho? É só macaco dá em baixo de árvore, e como não

    podemos matá-lo, teremos que virar índios para não morrer de fome.

    Como sou cretino, mas se pensar um pouco verá ser verdade, onde só

    índio pode matar macaco para comer. E mais alguém conhece a marchinha

    carnavalesca do Zezé cabeleira, será que é ou não é homofóbico? Ou a

    eleita para o carnaval de 2013 Globo, de Heraldo de Alá meu bom Alá,

    em plena guerra a defesa do Alcorão? Logo vão perceber e nos condenar

    a fogueira da ignomínia do seu fanatismo. Será a terceira guerra já

    anunciada pelos falsos profetas? Que horror os conflitos inventados

    na humanidade ignorante com certeza! Até meu próprio inventivo “Risco

    de Morte” tão criticado pela mídia nacional, que deveria ao menos

    prestigia-la por ser feito por um conterrâneo, e hoje já absorvida

    culturalmente e até exportada ao mundo, não a lhe admitem, mesmo

    sabendo que a língua é viva, e não sofre risco de morte graças a

    Deus. Então se fazem guerra até por uma nova expressão que veio para

    melhorar e realmente melhorou a comunicação mais direta, o que falar

    destes pobres fanáticos conflituosos, melindres criados só para

    justificar a prepotência egocêntrica humanas. Pelo menos agora

    poderemos falar-lhes de forma mais simples, direta e sem estar

    escondido seu entendimento em elipse, estamos em Risco de Morte pelo

    fanatismo islâmico! PS. Taturana era o apelido de Lula presidente, na

    Villares onde trabalhávamos em Santo Bernardo do Campo SP, hoje um

    mero supermercado. Taturana o foi dado pelo seu bigode e o andar

    tropicado meio tonto depois do almoço, o que sempre justificou pelo

    calor à telha tipo brasilite, cobertura fabril, com pé direito mais

    de nove metros de altura, e as suas portas rolantes, todas sempre

    abertas para os que a conheceu. Mas lhe achava sempre muito quente a

    exigir e necessitar todo dia com um pouco, doses apenas, de álcool

    refrescante, só umas goladas para refresca e lhe fazer andar tropicar

    (como taturana, característico ziguezague). Sempre bom companheiro,

    até na música a rimar à época, sempre a ouvir as queixas e

    necessidades dos colegas que mais tarde saberia chamá-los na atual

    doutrina, os proletariados do trabalho. Bons tempos, levei até uma

    pedrada na cabeça na primeira greve, pela cavalaria ditatorial. E

    graças a pedrada que temos hoje a redemocratização. História apenas e

    não falo de política. Época que se corria o risco da escondida vida,

    mas hoje a direta morte! E o que preferes a escondidinha vida ou a

    declarada límpida morte a atanazar nosso pobre Taturana (Lulinha

    hoje) daquela época a recordar! Abraços de Eduardo de SBC, onde chefe

    bom é chefe morto. Margot lhe respondi mas infelizmente não o publicaram democraticamente.

  88. Luciano M

    -

    15/10/2012 às 13:11

    Permita-me humildemente colocar minha opinião.
    Existem duas formas de se escrever essas expressões.
    1) Risco de vida
    2) Risco à vida. Acredito que a segunda forma sim seja correta.
    Assim como também se poderia escrever:
    A) Risco de Morte
    B) Risco à morte. Creio que a forma do item A) seja a correta.
    Assim, eu colocaria da seguinte forma: Risco à vida (item 2) e Risco de Morte (item A) são sinônimos e ambas as formas estão corretas.
    Veja bem, peço perdão se estiver cometendo alguma atrocidade, pois não sou professor de Língua Portuguesa, ou seja, não sou especialista.

  89. margot

    -

    12/10/2012 às 22:42

    Exatamente … é uma ‘elipse’: RISCO DE (PERDER) A VIDA; logo, “RISCO DE VIDA”!

  90. NELSON

    -

    10/10/2012 às 19:25

    Lamentávelmente fizeram uma tremenda confusão,misturando substantivo com verbo; risco de viver,está se usando o verbo “viver” e não o substantivo “vida”. O correto é: risco de vida,porque? é a vida que está em perigo, e não o viver.

  91. José Gomes de Lima

    -

    09/10/2012 às 20:26

    Partindo-se do pricípio que morte é contrario a vida, se eu digo risco de morte entende-se o ser estar morto e pode resussitar. Se digo risco de vida entendo que o ser está vivo e pode vir a morrer.

  92. margot

    -

    05/10/2012 às 23:12

    REPRODUZINDO:(vide link)

    http://renatafraia.blogspot.com.br/2010/12/risco-de-vida-ou-risco-de-morte-qual.html

    … A expressão que deu origem à frase Risco de vida, nada mais é que uma abreviação da expressão: “Risco de perder a vida”. Então;

    - Risco de perder a vida, está correto

    E simplificando…

    - Risco de perder a vida.

    Ou simplesmente…

    - Risco de vida.

    Desta forma dizer: “Corre risco de morte” não faz sentido algum. Se a pessoa disser “corre risco de morrer”, também estará correto.

    E simplificando…
    Quando for falar que alguém está prestes a perder a vida diga uma das duas expressões:
    - Risco de vida
    ou
    - Risco de morrer

    (APENAS “REPRODUZINDO” O QUE CONSTA NO LINK SUPRACITADO)

  93. Bernardo Marfanhoto

    -

    01/10/2012 às 1:01

    Qualquer falante poderá refletir:
    Eu corro o risco de tombo.
    Eu corro o risco de eletrocutação.
    Eu corro o risco de atropelamento.
    Eu corro o risco de contagiação.
    Eu corro o risco de ser visitado.
    Eu corro o risco de ser assaltado.
    Eu corro o risco de sofrimento eterno.
    Eu corro o risco de emoção.
    Eu corro o risco de fome.
    Eu corro o risco de desemprego.

    logo,

    Eu corro o risco de morte.

    Agora,

    “Eu corro o risco de vida” (só se eu estiver morto aguardando a ressurreição, pois se eu estiver vivo como posso correr o risco daquilo que já tenho, a vida. Assim, eu só corro risco de algo contrário ao meu estado, senão, é preciso acrescentar o verbo “perder”, p. ex., “Eu corro o risco de PERDER a vida”, invertendo assim a lógica, logo, só posso perder aquilo que já tenho, nesse caso a vida! Agora, explicar que “perder” está implícito em “correr o risco de (perder) a vida” é se arriscar demais na língua portuguesa.

  94. margot

    -

    17/09/2012 às 10:53

    Lamento, Eduardo de SBC, mas não sou da ‘redação’!

  95. eduardo de sbc

    -

    16/09/2012 às 16:04

    tête-à-tête, desculpe. Reduntância desnecessárias.

  96. eduardo de sbc

    -

    16/09/2012 às 15:52

    margot, foi muito rápido sua resposta. Deve ser da redação. Lhe provoquei apenas, e daqui ou a alguns anos provavelmente nos encontraremos no léu dos Deuses. Aí talvez possamos ter um tete a tete muito proveitoso. Como disse infelizmente escrevo como falo por ser bem analfabeto e luta com as palavras. Mas acho que poderia me fazer um favor e retirar estas duas últimas edições. Havia lhe solicitado substituir a penúltima pela última, mas agora lhe percebendo ser da redação, será que podia…? Em seguida mando-lhe a mesma igualzinha mas escreveria apenas reforçando e com o mesmo dizer, se possível, que concordando apenas em “a” e “daqui” com o reforço e não pleonasmo da inicial confusão (erro) que se tratou de um reforço, “Há” ou “atrás” nunca juntos, ou como reforço ma vez que o ouvido pode captar mal o som. Mas sei agora nunca juntos. Abraços de seu seguidor lhe deixando apenas minha vida ou minha morte querida margot camarot. Abraços de eduardo da eduardiano “chefe bom é chefe morto”.

  97. margot

    -

    16/09/2012 às 13:24

    Ainda p/o Eduardo de SBC: a ‘rede Globo’ criou uma expressão absurda – “FALÊNCIA MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS”?!?!? Pergunto:’quantas vezes’ um órgão pode “falir”?!?!? A expressão correta é “FALÊNCIA DE MÚLTIPLOS ÓRGÃOS”!!! Mas . . . eles nem ‘desconfiam’ disso! Isso é p/corroborar c/teus argumentos, no que se refere à ‘rede Globo’! Abraço!

  98. margot

    -

    15/09/2012 às 22:16

    Oi, Eduardo de SBC. Desculpa-me por ter te magoado!Sem a pretensão de ‘corrigir’ teu texto, visto que demonstras uma louvável disposição p/expressar o que pensas, gostaria apenas, se me permites, de dar uma singela contribuição p/teus próximos escritos!Especificamente sobre o verbo ‘haver’ (em questão), ele designa fato passado; logo, “há anos atrás” torna-se um ‘pleonasmo vicioso’, como “subir para cima” ou “descer para baixo”! Aceita minhas sinceras desculpas e segue te “expressando”! Abraço!

  99. eduardo de sbc

    -

    15/09/2012 às 14:55

    Sergio Rodrigues, chará, peço-lhe novamente, se caso tiver complacência a minhas imperfeições, letras mal escritas, houvera um pequeno erro na palavra grafado no texto “equilibra” , onde o maldito word a alijou das letras “damente”. Assim fiz a correção, se não “margot” se caso vier a lê-la, vai novamente achar “pelo de burro em casca de ovo” (fio de cabelo em ..). Por isso a reescrevi, se caso puder lhe publicar. abraços
    margot, na próxima escreveria para você querida, …há nove anos à “frente”. Mas perfeitamente entendi seu comentário abaixo datado de 09/08/2012 ás 20h37min, que com certeza, ou provavelmente fará me criticar novamente, pois não poderia jamais, onde já se “foi” ao léu só é possível no tempo passado ou talvez ao lado ou ao largo, a ré ou de ré, de atrás do monte dos ventos uivantes para as mais românticas, sei lá? E daqui a um ano, no meu futuro? Há um ano estarei mais velho para melhor lhe apreender em seus conhecimentos da ciência linguística e gramática, que demonstra possuir equilibradamente, mas nunca perfeita a lhe observar no meu cômodo observatório da imprensa, digo da palavra, mas com certeza em seu saber deixarei minha vida ou minha morte? Há um ano apenas, não atrás, mas daqui a doze meses, no meu futuro para lhe explicitar melhor, estarei preparado para sua “sapiência”? Há nove anos na retaguarda, muito estranho, um pouco militar? Mas se não adjetivar teria que interpretar-me para que lado do tempo espaço, neste universo de palavras estranhas, estivesse me dirigindo ou falando? Indefinido melhor para ti? Ao léu do vazio do cosmo? És advinha ou maga da moda? Suporia em alguma hipótese na conjectura de sua imaginária leveza do ser, o pressuposto em crer ou acreditar estar acertando meu pensamento mal exprimido, no vácuo da arte de interpretar talvez? Mas lhe responderia, não sou artista de arte pictórica, para tentar me fazer compreender por pincelada no quadro real da vida! Apenas um velho alquebrado pelo mesmo tempo que tenta adivinhar-me, ou no seu mínimo, como da antiga expressão “risco de vida”, escondidinha em sua elipse subtender? Afinal não passo de um brasileiro analfabeto na literatura e da língua culta, como já bem me julgou, que lhe sigo como ex-metalurgico, e por isso podes me ridicularizar, mas a cada dia aprendo com tua esplendida cultura, esperta, imponderável, que talvez um dia chegue a ser inventiva como o faço para dar-te motivo de viver e poderes me criticar (quanta bobagem). Hoje foi o Agá, que equivale ao N no fonético de origem latina, me parece, pois como já velho ando meio gagá sem agá né margot camarote, e por isso te agradeço querida nos meus deslizes que ando brigando sempre com a má escrita que já se apercebeu e vergonhosamente a expos no meu mais ridículo! Sinto-me agora melhor no seu contraditório, despojado, revelado ao escárnio nada piedoso de sua observação, em frangalhos na verdade, com a ferida exposta às moscas, putrefata! Tranquilidade margot para ti, afinal escrevo como falo infelizmente para seu arrazoável poder fazer. Disto tiro uma lição, pela sua mesma razão, que ninguém também conseguirá lhe tirar, motivo dos mulçumanos quererem matar a outra metade de nossa pseudo civilização, ou como Jefferson (mensalão) bem a revelou ao encarar Zé Dirceu, tenho medo de Vossa Mercê, porque me “provoca em mim os instintos mais primitivos do ser” a lhe colocar em risco de morte ensejar (de lhe matar é claro pela animosidade ao id psicológico). Desta lição de humanidade, por falta de humildade e piedade na minha comissura incorreção de vossa gramática, por apenas lhe faltar um Agá, que para meu professor escolar, mais importante que o agá, uma vírgula mal posta, ensejará uma guerra pelo melindre que poderá causar aos fracos egocêntricos do fanatismo a levar. E agora a Globo vem falando a palavra “pena” de dar dó. Já lhe escrevi, pois sei que a palavra culta seria “apenar” aos réus do mensalão. Meus galináceos até arrepiam suas penosas ao ouvir Advogados assessorando esta pauta jornalística televisiva no canal fechado, “globo notícias”, nome que lhe batizaram no estrangeirismo, mania de grandiosidade, por News. Neste programa ao vivo se autodenominam professores dos templos jurídicos do saber, críticos e senhores do conhecimento acadêmico (refiro-me exclusivamente e apenas aos meros jornalistas da Globo, que sei não me processarão por mero melindre), ao comentarem estapafúrdias de ridículas interpretações, no popular nada entender, em seu intervalo de julgamento do próprio STF. Já li em vários artigos que é chulo usar “pena” neste caso. Falam até do ridículo de Collor em várias publicações oficiais com esta palavra, o que apenas oferecia “dó” interpretativo de seu texto em Diário Oficial. Seria difícil de entender “apenamento” como forma culta de entendimento coloquial, ou mais simples na grotesca “pena” em sua dúbia, confusa e mais popularesca ou sua corruptela a lhe empregar. A confusão é oferecida porque a palavra pena é polissêmica: tanto significa compaixão como punição. Ela, entretanto (polissemia) não atinge seu verbo, onde se liga a pena com dó, mas não com punição, no rigor da norma culta. No emprego popular da língua portuguesa, temos: “Menino infrator foi penalizado até 2018”, que significa que dele sentimos penas (dó) até esse ano, e não que sofrerá pena (punição) até esta data. E isto significa que não foi essa a intenção do jornalista. Nessa situação, aplicação da pena, deve ser usada sempre o verbo apenar. “Menino infrator apenado até o ano 2018”. Soaria difícil ao telejornalismo assim falar, na sua forma correta da língua? Ou contrário, empregar o coloquial apenas, já no vício dela melhor se interpretar ou entender no televisivo? Antecipo desculpas ao alongar, mas interessante ao achar sua origem Romana, devido a sentença condenatória ser escrita pelo julgador com pena aviária do pavão. Isto mesmo, originária de uma tradição apenas, onde o Gajo ( indivíduo de baixa reputação) personagem do povo galaicos, lusitanos incorporado por romanos no seu Império, Lusitânia depois de 45 a.C., condenados na infração das normas, onde o Tribuno Romano julgador o fazia “impondo a pena do povão” (impondo a pena condenatória como hoje se expressa no popular) em sua escrita a registrar sua condenação à “penitência”(sinônimo de penar) flagelando-o, novamente, em ato escrito em pena de pavão, aplicada no início nas suas campanhas na Gália, pelas legiões de Júlio César. Pedirei por humilde e inculto saber, licença pela oportunidade ao nosso querido autor, para expor este problemão figurativo que a nós leigos temos com a língua pátria uma luta constante. Não deveríamos, mas dela sofremos para melhor tentar nos exprimir. Hoje graças ao corretor ortográfico automático do sistema de dados informatizado, nos torna mais lascivos, concupiscente, oferecendo desejo intenso e despojado em escrever, e com isso oferece enganoso senso libertino com a língua, no que já se fala pela crítica literária, motivo a qualquer um já se acha escritor de livro. Ou como nosso querido Penduricalho Carlos Alberto Sardenberg, economizar para menos errar. Salomão Schvartzman da Band ao criticar o indiscriminado uso da palavra “então”, cita inclusive “de tão maltratada devemos então voltar à língua pátria, tupi-guarani apenas dela utilizar”. Este foi um dos meus enganos, cai na mesma armadilha e inventei esta nova expressão, como bem criticada, daquele que não tinha que fazer, mas possuía este maravilhosa instrumento da modernidade chamado “Word” processador de texto de 1983 por outro inventor Richard Brodie, o qual nos penitenciou com o comodismo de aliviar nossas faltas com a língua como subterfúgio para apenas poder escrevê-la com menos erro. Abraços para Vossas Mercês, de Eduardo de SBC, que inventou as eduardiano risco de morte quando chefe bom é chefe morto. E se algo mais faltar, lhe peço ao word apenar, e para mim apenas pena terá.

  100. eduardo de sbc

    -

    15/09/2012 às 12:09

    margot, na próxima escreveria para você querida, …há nove anos à “frente”. Mas perfeitamente entendi seu comentário abaixo datado de 09/08/2012 ás 20h37min, que com certeza, ou provavelmente fará me criticar novamente, pois não poderia jamais, onde já se “foi” ao léu só é possível no tempo passado ou talvez ao lado ou ao largo, a ré ou de ré, de atrás do monte dos ventos uivantes para as mais românticas, sei lá? E daqui a um ano, no meu futuro? Há um ano estarei mais velho para melhor lhe apreender em seus conhecimentos da ciência linguística e gramática, que demonstra possuir equilibra, mas nunca perfeita a lhe observar no meu cômodo observatório da imprensa, digo da palavra, mas com certeza de seu saber entregar minha vida ou minha morte? Há um ano apenas, não atrás, mas daqui a doze meses, no meu futuro para lhe explicitar melhor, estarei preparado para sua “sapiência”? Há nove anos na retaguarda, muito estranho, um pouco militar? Mas se não adjetivar teria que interpretar-me para que lado do tempo espaço, neste universo de palavras estranhas, estivesse me dirigindo ou falando? Indefinido melhor para ti? Ao léu do vazio do cosmo? És advinha ou maga da moda? Suporia em alguma hipótese na conjectura de sua imaginária leveza do ser, o pressuposto em crer ou acreditar estar acertando meu pensamento mal exprimido, no vácuo da arte de interpretar talvez? Mas lhe responderia, não sou artista de arte pictórica, para tentar me fazer compreender por pincelada no quadro real da vida! Apenas um velho alquebrado pelo mesmo tempo que tenta adivinhar-me, ou no seu mínimo, como da antiga expressão “risco de vida”, escondidinha em sua elipse subtender? Afinal não passo de um brasileiro analfabeto na literatura e da língua culta, como já bem me julgou, que lhe sigo como ex-metalurgico, e por isso podes me ridicularizar, mas a cada dia aprendo com tua esplendida cultura, esperta, imponderável, que talvez um dia chegue a ser inventiva como o faço para dar-te motivo de viver e poderes me criticar (quanta bobagem). Hoje foi o Agá, que equivale ao N no fonético de origem latina, me parece, pois como já velho ando meio gagá sem agá né margot camarote, e por isso te agradeço querida nos meus deslizes que ando brigando sempre com a má escrita que já se apercebeu e vergonhosamente a expos no meu mais ridículo! Sinto-me agora melhor no seu contraditório, despojado, revelado ao escárnio nada piedoso de sua observação, em frangalhos na verdade, com a ferida exposta às moscas, putrefata! Tranquilidade margot para ti, afinal escrevo como falo infelizmente para seu arrazoável poder fazer. Disto tiro uma lição, pela sua mesma razão, que ninguém também conseguirá lhe tirar, motivo dos mulçumanos quererem matar a outra metade de nossa pseudo civilização, ou como Jefferson (mensalão) bem a revelou ao encarar Zé Dirceu, tenho medo de Vossa Mercê, porque me “provoca em mim os instintos mais primitivos do ser” a lhe colocar em risco de morte ensejar (de lhe matar é claro pela animosidade ao id psicológico). Desta lição de humanidade, por falta de humildade e piedade na minha comissura incorreção de vossa gramática, por apenas lhe faltar um Agá, que para meu professor escolar, mais importante que o agá, uma vírgula mal posta, ensejará uma guerra pelo melindre que poderá causar aos fracos egocêntricos do fanatismo a levar. E agora a Globo vem falando a palavra “pena” de dar dó. Já lhe escrevi, pois sei que a palavra culta seria “apenar” aos réus do mensalão. Meus galináceos até arrepiam suas penosas ao ouvir Advogados assessorando esta pauta jornalística televisiva no canal fechado, “globo notícias”, nome que lhe batizaram no estrangeirismo, mania de grandiosidade, por News. Neste programa ao vivo se autodenominam professores dos templos jurídicos do saber, críticos e senhores do conhecimento acadêmico (refiro-me exclusivamente e apenas aos meros jornalistas da Globo, que sei não me processarão por mero melindre), ao comentarem estapafúrdias de ridículas interpretações, no popular nada entender, em seu intervalo de julgamento do próprio STF. Já li em vários artigos que é chulo usar “pena” neste caso. Falam até do ridículo de Collor em várias publicações oficiais com esta palavra, o que apenas oferecia “dó” interpretativo de seu texto em Diário Oficial. Seria difícil de entender “apenamento” como forma culta de entendimento coloquial, ou mais simples na grotesca “pena” em sua dúbia, confusa e mais popularesca ou sua corruptela a lhe empregar. A confusão é oferecida porque a palavra pena é polissêmica: tanto significa compaixão como punição. Ela, entretanto (polissemia) não atinge seu verbo, onde se liga a pena com dó, mas não com punição, no rigor da norma culta. No emprego popular da língua portuguesa, temos: “Menino infrator foi penalizado até 2018”, que significa que dele sentimos penas (dó) até esse ano, e não que sofrerá pena (punição) até esta data. E isto significa que não foi essa a intenção do jornalista. Nessa situação, aplicação da pena, deve ser usada sempre o verbo apenar. “Menino infrator apenado até o ano 2018”. Soaria difícil ao telejornalismo assim falar, na sua forma correta da língua? Ou contrário, empregar o coloquial apenas, já no vício dela melhor se interpretar ou entender no televisivo? Antecipo desculpas ao alongar, mas interessante ao achar sua origem Romana, devido a sentença condenatória ser escrita pelo julgador com pena aviária do pavão. Isto mesmo, originária de uma tradição apenas, onde o Gajo ( indivíduo de baixa reputação) personagem do povo galaicos, lusitanos incorporado por romanos no seu Império, Lusitânia depois de 45 a.C., condenados na infração das normas, onde o Tribuno Romano julgador o fazia “impondo a pena do povão” (impondo a pena condenatória como hoje se expressa no popular) em sua escrita a registrar sua condenação à “penitência”(sinônimo de penar) flagelando-o, novamente, em ato escrito em pena de pavão, aplicada no início nas suas campanhas na Gália, pelas legiões de Júlio César. Pedirei por humilde e inculto saber, licença pela oportunidade ao nosso querido autor, para expor este problemão figurativo que a nós leigos temos com a língua pátria uma luta constante. Não deveríamos, mas dela sofremos para melhor tentar nos exprimir. Hoje graças ao corretor ortográfico automático do sistema de dados informatizado, nos torna mais lascivos, concupiscente, oferecendo desejo intenso e despojado em escrever, e com isso oferece enganoso senso libertino com a língua, no que já se fala pela crítica literária, motivo a qualquer um já se acha escritor de livro. Ou como nosso querido Penduricalho Carlos Alberto Sardenberg, economizar para menos errar. Salomão Schvartzman da Band ao criticar o indiscriminado uso da palavra “então”, cita inclusive “de tão maltratada devemos então voltar à língua pátria, tupi-guarani apenas dela utilizar”. Este foi um dos meus enganos, cai na mesma armadilha e inventei esta nova expressão, como bem criticada, daquele que não tinha que fazer, mas possuía este maravilhosa instrumento da modernidade chamado “Word” processador de texto de 1983 por outro inventor Richard Brodie, o qual nos penitenciou com o comodismo de aliviar nossas faltas com a língua como subterfúgio para apenas poder escrevê-la com menos erro. Abraços para Vossas Mercês, de Eduardo de SBC, que inventou as eduardiano risco de morte quando chefe bom é chefe morto. E se algo mais faltar, lhe peço ao word apenar, e para mim apenas pena terá.

  101. Raimundo Otoni

    -

    13/09/2012 às 5:49

    Não vejo razão para se discutir os dois opostos: vida e morte. Se alguem diz:risco de vida, é porque aquele está na eminencia de perde-la. Se diz: risco de morte é porque está tambem correndo perigo de perder a vida. No meu entender as duas estão corretas.Porque só morre quem esta vivo.A verdade é que já nascemos morrendo. É só perder o folego.

  102. Richard T

    -

    10/09/2012 às 16:43

    Meu entendimento é que NENHUMA DAS FORMAS ESTÁ CORRETA. E, tal qual a opinião do autor, o incorreto não deve ser utilizado.

    Risco de vida foi criado (de modo errôneo) apenas para facilitar a comunicação (dar a ideia de morte), de forma que:

    1- O principal argumento em defesa ao “risco de vida” é que “corre-se o risco de (perder) a vida”. Contudo, VIDA é o substantivo da oração. A vida está arriscada a alguma coisa. Da mesma forma que uma casa está arriscada a um incêndio ou a um desabamento. Corre-se o risco de (perder) a casa , mas não utiliza-se “risco de casa” porque é muito abrangente. Utiliza-se risco de desabamento, risco de incêndio. Deveria ocorrer o mesmo com o substantivo vida. Na vida, estamos sujeitos a vários riscos: lesões, acidentes, etc.

    2- A utilização do “risco de morte” é incorreto porque “risco” está relacionado à incerteza da ocorrência de um evento. Quão incerta é a morte? Até o momento, para qualquer ser vivo o evento “morte” é absoluto. Dessa forma, falar simplismente “risco de morte” para determinada situação não representa nada. Em toda situação, o evento morte pode ocorrer para quem está vivo.

    3- O ideal para alertar um perigo seria anunciar o evento que pode proporcionar a morte. Ex: “risco de desmoronamento”, “risco de avalanche”, “risco de queda”. Na prática, se a ideia é enfatizar o perigo, utilizaria-se: “risco de morte por desmoronamento”, “risco de morte por afogamento”, etc. Assim, participar de tal atividade incorre o risco de se afogar, podendo levar a morte. Definir o modo que a morte pode ocorrer não é absoluto, pelo contrário, bastante incerto, tornando a opção gramatical plausível.

  103. margot

    -

    09/09/2012 às 0:20

    “RISCO DE (PERDER) A VIDA”! Uma elipse !

  104. Gabriel

    -

    07/09/2012 às 14:35

    Bom, eu até entendo o estranhamento com relação a “risco de vida”, pois falamos “risco de infecção”, e não “risco de cura”. Mas ok, passa como elipse

  105. DEUSELINO MACHADO

    -

    05/09/2012 às 9:21

    O que é que corre “RISCO”, a vida ou a morte?

  106. Jordano

    -

    04/09/2012 às 21:39

    Que legal. Gostei muito. Eu, que estudo Letras, fico meio preocupado com tantas teorias linguisticas. Acredito que as duas formas possam realmente conviver em harmonia. E que não haja risco de uma delas desaparecer…rsrsrs abraços

  107. margot

    -

    30/08/2012 às 21:48

    Desculpas aceitas, Marcelo Bismark! Também espero que esse “risco de morte” fique só na Globo !!! Mas…convenhamos…o Sr”Eduardo de sbc” é um verdadeiro “assassino gramatical” (ehehehe) !!!

  108. Uzier Franco do Paraizo

    -

    30/08/2012 às 11:06

    Eu sempre achei estranho dizer “risco de morrer” porque entendo que quando eu falo que corri “risco de vida” estou dizendo que estive a ponto de perder minha vida, por isso sempre uso a expressão “risco de vida e não risco de morte”, mas partindo do princípio que risco lembra perigo e perigo é uma ameaça, entendo que falar risco de morte também não está de todo errado, porque quando digo “risco de morte” quero dizer que minha vida esteve sobre a ameaça de morte, então eu corri um perigo de morte.

  109. Marcelo Bismark

    -

    23/08/2012 às 12:11

    Desculpa, Margot! a tragedia foi o Edu que fez…
    espero que esse “risco de morte” fique só na globo
    não assisto novela mesmo.
    rico de morrer, risco de descer, risco de cair, risco de explodir, risco de ler os comentários de pessoas desocupadas que não tem o que inventar…

  110. Marcelo Bismark

    -

    23/08/2012 às 11:55

    Margot, QUE TRAGEDIA VOCÊ FEZ…

  111. Marcelo Bismark

    -

    23/08/2012 às 11:50

    UMA EXPRESSÃO QUE SE POPULARIZOU ERRADAMENTE!!!
    PORQUE QUANDO OS JORNALISTAS SE REFEREM A QUEDA, FALAM “RISCO DE CAIR”
    E QUANDO É RELATIVO A MORTE, QUEREM FUGIR DO VERBO?
    VAMOS USAR A SIMPLICIDADE E PARAR DE QUERER INVENTAR.
    RISCO DE MORRER É CORRETO E NÃO TEM COMO CAUSAR DISCUSSÃO.

  112. margot

    -

    09/08/2012 às 20:37

    Ao sr. Eduardo de sbc, de cujo texto extraí o que segue:

    eduardo de sbc
    -
    25/06/2012 às 23:05

    Tema; Expressão Risco de Morte

    A expressão “risco de morte” foi criada por mim para o tele jornalismo. À nove anos atrás a envie para a globo e cultura . . .

    -Prezado sr.Eduardo. A título de ‘colaboração’ p/seus próximos textos, gostaria de sugerir que o senhor preserve a letra “H” do verbo “HAVER” (há nove anos), lembrando ainda que, se foi “há nove anos”, seguramente foi “atrás”, não havendo necessidade dizê-lo!
    Confesso que não li seu ‘extenso’ manifesto, p/não correr o ‘risco’ de sugerir mais alguma coisa! Concordo com quem se diz ‘atropelado’ pela expressão “RISCO DE MORTE” . . . !
    Cordialmente!

  113. Bia

    -

    25/07/2012 às 17:58

    Eduardo de sbc… Você não consegue usar a vírgula que foi inventada a anos, vai me dizer que inventou uma expressão que se popularizou? Ah, faça-me o favor né!

  114. eduardo de sbc

    -

    25/06/2012 às 23:05

    Tema; Expressão Risco de Morte

    A expressão “risco de morte” foi criada por mim para o tele jornalismo. À nove anos atrás a envie para a globo e cultura, para substituir a expressão indireta “risco de vida” de forma elíptica ou de elipse (supressão de uma palavra subentendida) na figura de estilo da língua subentendida de se expressar. Era forma criada secularmente (risco de vida), seu primeiro registro bíblico, e até em nossa Constituição nacional e norte americana e assim mundialmente empregada de onde surgiu para nossa língua. Agora um simples ex-metalúrgico de Santo Bernardo do Campo, principal, brasileirinho semianalfabeto, criou esta nova expressão, nunca usada ou criada anteriormente, que criticada inicialmente, agora aderido mundialmente. Neste momento da história, tão importante do telejornalismo, onde enviamos internacionalmente nosso sinal e programação, vocês estão querendo não aderi-lo, na forma coloquial, e no telejornalismo empregando a corruptela “risco de morrer” que tem o mesmo significado do secular risco de vida. Entretanto a forma melhor, coloquial, seria “risco de morte” como expressão da língua. Risco de morrer, é uma corruptela da língua, que não se iguala a uma expressão coloquial correta como expressão de linguagem inteligente do jornalismo, informar e influenciar corretamente nosso povo no seu aculturamento, e assim fazendo para o mundo. Diferente então corruptela de uma verdadeira expressão coloquial. Vocês podem usar a forma pura, coloquial como todos estão fazendo agora, pelo mundo afora, cousa de brasileirinho, e deixar as corruptelas para quem as merece … Sei que a TV Recorde canal 7, desde quando frequentava seus estúdios a menos de 2 anos de sua inauguração em Santo Paulo, ao lado do Aeroporto de Congonhas, do circo do Sr. Waldemar Seyssel, cirquinho do Arrelia (Palhaço Arrelia 1955 a 1965), feito para família paulistana. Era de terra batida, isto mesmo, ao lado do estúdio da TV, entrada com um portão grande de madeira, e uma portinha menor para se entrar, e o circo montado ao lado de bom tamanho, maior até que os atuais, com os praticados bem espaçosos, e chão batido de terra, mas com toda infraestrutura com banheiros também para um grande público, e no final davam uma pequena caixinha de leite, a qual lembro ser deliciosa (leite natural parecendo maltado), e popular bordão “como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, muito bem…bem…bem seu refrão música de marcha cantada por ele..que fazia com tanto entusiasmo, que até machucava meu braço de criança. E outro programa diário de 1953 inicio da TV que ao vivo, chamado Pullmam Jr. Tia Cidinha, Cidinha Campos e Durval de Souza, onde me lembro ir em caravana do grupo escolar em meu aniversário (era para aniversariante apenas ), no estúdio decorado, todo colorido com balãozinho e serpentinas, sentado em mesinhas comendo bolo Pullman, e assistindo filme desenho animado Capitão América, Hulk, Namor, o Homem de Ferro e Thor. Fui, inclusive, como todos os aniversariantes, e faziam com que todos sem exceção, entrevistando um a um, o que queria ganhar, saindo com chapeuzinho colorido dobradura de papel marche com borda em moldura, e ensaiando a resposta para dizer apenas o nome e a idade. Havia dois palhaços Torresmo e Pururuca. Que saudade de infância e inocência!
    Peço a “Vossas Mercês” como a se utilizar do seu eufemismo Vosmercê ou , Vasmicê, que empreguem a expressão mais correta, sem polêmicas, quando o correto é Vossa Mercê da mesma forma risco de morte em vez de morrer. Fui informado que pensam que foi a Globo que inventou esta expressão, e por isso a utilizam no formato de corruptela. Não precisam pois não foi a Globo que a inventou. A revista “Veja” e o “Observatório da Imprensa” da Unicamp, foram as que mais criticaram minha invenção, mas até elas agora a utilizam corriqueiramente em seus artigos, praticamente não existindo mais a antiga expressão secular, que brinco em dizer, única desde os livros dos mortos egípcio, até que um brasileirinho meio burrinho veio viu e mudou !… o resto é história. Fenômeno que só o marquetismo televisivo consegue. A TV Cultura com o famosoProfessor da língua que todos conhecem único à época a defender esta nova forma de expressão. Fizeram até vários programas, e um vídeo teatro, da sua programação) para divulgá-la ao mundo. Ou programa da rádio da rede Globo. Então não tem nada a ver com a Globo diretamente. Não há necessidade desta mudança só por achar que foi a Globo. Estou a disposição de vocês para qualquer explicação, melhor, mas não alteram algo tão inusitado nas lembraças de nossa Record canal 7 de 1953, pois de um modo ou outro a história vai confirmar meu acerto e talvez seu equívoco.
    Mês passado enviei para o programa do Jô a denuncia do terremoto de Santo Paulo em 2008, onde revelo quem foi que causou. Enviei, no mesmo dia também, para vocês, mas…. não usaram. Jô usou e já revelou para o Brasil quem foi o culpado por aquele terremoto. Se quiserem posso novamente lhes informar para o telejornalismo.
    Agora por favor, se puderem humildemente, utilizem a expressão direta e de significado “Expressão coloquial” correta, evitando a perda de oportunidade para mostrar ao mundo que possuirmos também criadores da língua e de expressão como agora ocorreu. Divulguem risco de morte no telejornalismo para o mundo ver que também podemos criar e mudar a língua mais expressiva e simples para não falar inteligente.
    Não me canso de explicar, porque aprecio a curiosidade, quando já me chamaram até de alguém que não tem o que fazer para inventar esta boba jeira da língua. No falar do “conselheiro Bráz” da Tv Cultura, acima referido no endereço eletrônico do vídeo, a preposição “de” pede após a palavra “risco” o nome que corresponde ao sujeito de risco, indicando aquilo que está em risco propriamente; risco de vida, risco de saúde. A que indica o objeto do risco indicando qual é o mal que se apresenta como risco; risco de morte, risco de doença. Ou seja não é culto se falar risco em morrer ou de morrer, na forma de expressão linguística. A TV cultura faz citar essa posição na imprensa coluna publicada na Folha, A palavra “risco” sugere coisa ruim. O risco é sempre de coisa ruim, mas, quando se trata de morte paradoxal construção “risco de vida”, já imposta pelo uso, resulta do cruzamento com formas como “risco de perder a vida”, “arriscar a vida”, “pôr a vida em risco”. Em linguagem escrita formal culta, no entanto, parece mais aconselhável empregar “risco de morte”, e não em morrer ou para morrer, e pior ainda de morrer. Corro o risco de morrer ou melhor corro o risco de morte ou não?! .De vida, usa-se de morte, e no caso de viver usa-se de morrer. Então como não se trata, da troca de expressão de viver, mas de vida o modo culto é empregar risco de morte. Vida morte, e viver morrer. É isso.
    Por fim cita (TV cultura) em geral, somos tentados a aceitar esse argumento “lógicos” no momento de explicar fenômenos linguísticos. Acontece que, na dinâmica da língua viva, nem tudo é tão cartesiano assim. Uma consulta rápida ao dicionário mostra que a primeira acepção de “risco” no Houaiss é: “probabilidade de perigo, geralmente com ameaça física para o homem e/ou para o meio ambiente”.
    Abraços de Eduardo de sbc, que criou a expressão risco de morte para o telejornalismo

  115. Pedro Paulo Rael Schroeder

    -

    19/06/2012 às 11:25

    Senhores, entendo que esse pessoal tem que obedecer a Lei. Existem 3 artigos no Código Civil (Lei 10.406/2002, os quais determinam a utilização da expressão “risco de vida” (artigos 15, 1540 e 1542 § 2º). Existem, ainda, outros 3, no mesmo código, que determinam a utilização da expressão “perigo de vida” (artigos 7º, 229 III e 1541 II. No meu tempo a gente “levava castigo” dos professores para escrever e falar corretamente a língua portuguesa e éramos proibidos de criar neologismos (naquele tempo isso era chamado de corruptela de linguagem ou, simplesmente, giria e vinham sempre entre aspas). Por isso fico extremamente aborrecido quando assisto essas tentativas de inovação pretensiosas.Li um texto recente em que a autora utilizou a expressão inter-geracional. Essa expressão não está nem no Houaiss, que é um dos dicionários que mais recepcionou os neologismos da atualidade, a mim indicado pelo Prof. Carlos Moreno, que também escreveu sobre o tema. Aceitem um sincero abraço.

  116. Eduardo Ferreira

    -

    29/05/2012 às 18:10

    O caso é realmente sério, gente. Mas precisamos entender uma coisa: os consultores, professores e empenhados inquisitores da nossa língua também precisam comer, vestir e, é claro, causar polêmica.Não se espantem se começarem a questionar o uso de outras frases da língua portuguesa que também fogem à lógica dos ditadores de plantão. Podem estar contados os dias de frases como: “pois não?”, “não sou ninguém”, entre outras que, assim como “risco de vida”, também podem, causar verdadeiro espando e notória sedição na ortodoxia dos nossos distintos e fervorosos estudiosos da língua portuguesa.

  117. Leonardo Testa

    -

    17/05/2012 às 11:18

    Correr risco de vida é fazer sexo com uma garota sem camisinha.

  118. James

    -

    12/05/2012 às 3:27

    Vírgulas, Eduardo, vírgulas! Outra invenção da Globo.

  119. eduardo sbc

    -

    11/05/2012 às 5:03

    James “A análise feita pelos especialistas mostrou que a corrida reduziu em 44% o risco de morte ” citando um dos artigos da própria revista Veja. São dezenas de artigos de Saúde, que a revista Veja publicou, e vai publicar mais. Só você está rejeitando meu inventivo. Vai, adere, adere que é uma boa idéia, e de brasileiro. abraço

  120. James

    -

    29/04/2012 às 23:27

    Parei de ler no “história, (com “H” por ser verídica)”.

  121. ADÃO

    -

    29/04/2012 às 22:59

    EDU…
    NÃO DA PRA CONCORDAR COM ESSES GRAMÁTICOS
    POIS SE VIDA É UMA COISA E MORTE É OUTRA!
    SUBIR É SUBIR, DESCER É DESCER!
    GRANDE É GRANDE, PEQUENO É PEQUENO!
    FICA MEIO ESTRANHO ACEITAR ISSO, NÃO ACHA?

  122. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 18:43

    Quando envie as emissoras de TV a sugestão de se trocar esta expressão criada pelo Cazuza, segundo o autor deste artigo, que cita até meu amigo Machadinho, aquele de Assis, não poderia imaginar que causaria tanta indignação dos pseudos sábios. Mas enfim, já se criou um prescedente na linguagem coloquial, e algo que não existia, passa para a história, (com “H” por ser verídica), demonstrando o poder televisivo, que cria até Presidente de “Collor meio cinza” (desculpe a gracejo). Enfim, agora passamos pelo desconforto, no supermercado, de ter que carregar as compras na mão, porque o tal “saquinho” feito de plástico virgem, que quase nada prejudica em sua química, trocado pelo saco de lixo “preto”, plático reciclado, e que contém sim, muito metal pesado e outras coisitas quimicas que nos prejudicam diretamente. Isto acontece graças a falta de pesquisa séria, científica, destas emissoras de TV (TIRO NO PÉ), que para aparecer na mídia “ibop”, copiam tudo o que passa no estrangeiro, que aliás, o “risco de vida” é tradução literal de álém mar. Para quem gosta de estrangeirismo, americanismo, ingleirismo, ou os afrensezados, podem falar no risco de vida, pois já se consagrou, pelos gramáticos, que as duas formas são corretas, a que eu inventei, e a estrangeirada.
    abraços.

  123. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 1:18

    desculpe ! o galo corre o Risco de acabar na panela, de preferência Morto e não Vivo, e bem cozido. OK ?

  124. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 0:39

    Como diz o autor, o galo cantou, não sei aonde ? Pois é, perneteando a gramática, deixemos este assunto aos verdadeiros estudiosos do saber. A nós, pobres mortais, vamos continuar a correr o risco de morrer. Somente aos deuses gregos, mestres da origem da gramática da boa política, o risco de viver. A Zeus, o de viver, aos mortais, o de morrer. Na verdade os Deuses também correm este risco. Qual? Qual? Aonde o galo canta, segundo o autor. E este tal de “galo” corre risco de que ? Esta é facil, corre o risco de acabar na panela.

  125. eduardo de sbc

    -

    27/04/2012 às 0:11

    Quando enviei este artigo às redações jornalísticas, entrevia que a piegues dos falsos literatos, causaria polêmica. Sim, ouvimos desde criança, a expressão RISCO DE VIDA,no jornalismo da tv, mas venhamos e convenhamos, o quarto poder público, é conhecido por errar sempre, e acertar as vezes. Principalmente porque sempre emitiram a opinião e o lado que os fardados queriam para o povo. Fora política ou hoje conhecida como politicagem, é dificil alguém sofrer rico de continuar vivendo. Se existe risco, seja como elipse, pleonasmo ou outra forma gramatical, ele não pode ser de VIVER, mas o de MORRER, né mané.
    Eduardo, de onde você tirou que “risco de vida” é uma expressão televisiva, meu Deus? Espero que a notícia não o deixe muito chocado, mas Machado de Assis nunca trabalhou na Globo. Imagino que você tenha ido buscar essa “informação” no mesmo lugar onde encontrou seu estilo educado, persuasivo e culto de argumentação.

  126. James

    -

    22/04/2012 às 18:24

    A questão é tão simples que não precisa ser o Bechara para saber que “risco de vida” está correto. Basta ter o ensino fundamental.

    “Elipse: é a omissão de um termo ou oração que facilmente podemos subentender no contexto. É uma espécie de economia de palavras. São comuns as elipses dos pronomes sujeitos, dos verbos e de palavras de ligação.Pode ocorrer a elipse total ou parcial de uma oração.”

  127. Ricardo G.

    -

    22/04/2012 às 8:48

    O mestre pontificou, apontou o dedo agressivamente para quem não concorda com ele, e neste dedo está o único e simplório núcleo de sua argumentação:

    os discordantes são “incapazes de fazer uma análise linguística mais sofisticada e compreender que risco de vida é risco para a vida, ou seja, risco de (perder a) vida”.

    Falou, mas não disse, porque uma análise linguística, que nem precisa ser tão sofisticada assim, evidenciaria que a expressão

    “risco de morrer” equivale a “ter a vida em risco”, de onde veio o linguisticamente errôneo “risco de vida”.

    E Por que errôneo? Por um simples e despercebido motivo. Como os sujeitos são diferentes, a construção deve ser adequadamente regida por esta transposição – muda o sujeito, deve mudar o predicado:

    “Fulano corre o risco de morrer” (“Fulano” é o sujeito) e “A vida de Fulano está em risco” (“A vida” é o sujeito).

    Assim, haver risco de vida, quando o risco é o de [vir a haver] morte, é tão incoerente quanto – como apontou o leitor Lucas Moura – “risco de desabamento” significar “risco de [não haver] desabamento”. Esta forma de leitura apenas denota o uso casuístico da identificação(?) de uma elipse.

    E, erro consagrado por erro consagrado, idioma vivo por idioma vivo, transmissão de mensagem por transmissão de mensagem, quantos defenderiam o “agente fazemos”?

    Ou, pior ainda, porque aberração presente em bancadas e microfones, quantos defendem “A chuva, ela vai continuar” ou “O ministro, ele viajará amanhã”?

    Senhores, o fato de o idioma ser um organismo vivo é apenas um motivo a mais para que se cuide bem dele, para que evitemos seu assassinato. Porque ele está com a vida em risco, corre o risco de morrer, corre o risco de [que venha a haver sua] morte.

  128. Jaun

    -

    21/04/2012 às 22:09

    Para mim, é, e sempre vai ser CORRER RISCO DE VIDA, porque a vida é minha e ninguém tem nada a ver com isso.
    O negócio é que tem gente que não tem o que fazer, e começam a inventar coisas para justificar esse tempo inútil que estão vivendo na face da terra…
    Se eu disser que esses “zeros” a esquerda deveriam morrer primeiro antes de tentar mudando as coisas, vão querer me crucificar… e eu não quero correr risco de vida.

  129. Michele

    -

    20/04/2012 às 13:34

    Em alguns cérebros é difícil a captação de um frase que se subentende o significado!!! Parabéns Cecília; foi a melhor explicação dada em todas as que li.

  130. Cecília

    -

    14/04/2012 às 11:45

    Lucas, trata-se de um caso consagrado de ‘elipse’. É a supressão de uma palavra facilmente subentendida (tão facilmente subentendida que a expressão é utilizada há muitos e muitos anos). A elipse consiste da omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso. A busca do sentido semântico, facilmente mastigável e palatável ao público, não pode sobrepor usos já consagrados, inclusive no nosso código penal.

  131. sergiorodrigues

    -

    12/04/2012 às 22:17

    Desculpe, Lucas, mas sua análise está equivocada. A língua não funciona assim. Aliás, repare que a ofensiva emergente do “risco de morte” entrou em refluxo. Um abraço.

  132. Lucas Moura

    -

    12/04/2012 às 20:54

    Sinceramente, achei um absurdo um cara culto, blogando numa revista culta, divulgar essa ideia tão errada. (perdão pela informalidade)
    Insisto: “RISCO DE ‘ALGUMA COISA’”, significa que esta coisa ESTÁ PERTO DE ACONTECER. Exemplos: risco de desabamento, risco de queda, risco de falência.
    Se a argumentação do autor do texto estivesse correta, então também poderia ser dito “o barranco corre risco de não desabamento”, “a empresa corre risco de não falência”, o que soa completamente absurdo, já que a ideia que se pretende passar, nesses casos, é que o acontecimento é iminente (a falência, o desabamento). O mesmo, portanto, se aplica à morte. Uma pessoa que corre risco de morrer, ou “põe sua vida em risco”, de fato, corre RISCO DE MORTE.

  133. Lucas Moura

    -

    12/04/2012 às 20:44

    Discordo frontalmente. Absurda a explicação!
    Ora, se a intenção é dizer “risco para a (ou à) vida”, então deve-se dizer “risco para a (ou à) vida”. Ponto final.
    O risco com o qual uma pessoa, que está viva, sofre é o RISCO DE MORRER, e não o RISCO DE VIVER.
    Além da música do Cazuza, também em 1988 a Constituição Federal consagrou a expressão – viciada, claro – “risco de vida”. E não vale dizer que se a CF/88 escreveu, “é lei” – lembremos do caso da lei dos elevadores, que obriga a afixação daquela assustadora placa “… verifique se o MESMO encontra-se parado neste andar”.
    Desse modo, nem tudo que está na Lei é correto – ainda mais em se falando de Língua Portuguesa.
    O correto, sem dúvidas – e estou acompanhado pela doutrina majoritária -, é RISCO DE MORTE.

  134. Morgana

    -

    08/04/2012 às 23:14

    Assim como também não faz sentido o “Tweetar” ali em cima…

  135. Michele

    -

    03/04/2012 às 5:19

    QUEM SÃO ESSE TRÊS COMENTARISTAS?
    MACHADO DE ASSIS, LUÍS CAMÕES, AGOSTINHO DA SILVA?
    SE FORAM 3 COMENTARISTAS DA TV, NÃO SE PODE DAR POR ENCERRADO O ASSUNTO.
    POIS OS MESMOS CARAS QUE QUEREM ENSINAR A FALAR PORTUGUÊS USAM FRASES QUE NÃO TEM CABIMENTO!!! “EU VOU REPERCUTIR” “ELES EXPLODIRAM O CAIXA” “VAI VIM” E OUTRAS MAIS. NÃO ACEITO! E O SENHOR É MUITO MAL EDUCADO.

  136. Oliveira

    -

    22/03/2012 às 10:43

    Incrível como tem gente que paga pra falar besteira! Um assunto tão sério deste e vem um monte de energúmenos, sem-noção, cheios de gracinhas, dar pitácos infelizes, debilóides, que nada acrescentam ao assunto, que já foi devidamente encerrado por comentários lógicos, cultos, inteligentes e técnicos, por uns três comentaristas!
    Quem não diz coisa com coisa, por falta de coordenação psíco-motora, é minhocalá!!!

  137. denilson soares bernardo

    -

    21/03/2012 às 18:37

    O fato é que só se corre algum risco quando se tem vida. Implicitamente são vários os riscos de vida: o risco de uma bala perdida; o risco de dirigir opós a ingestão de bebida alcoólica: o risco de perder dinheiro nos ivestimentos, etc,etc.etc. Visto assim, o risco de morte é uma éspecis do genero risco de vida.

  138. O Velhinho in:

    -

    20/03/2012 às 10:53

    É, mais simples do que isto, por causa de uma locução incompreendida, quem joga na loteria CORRE O RISCO DE PERDER OU DE GANHAR!… De resto é aprofundar-se na nova ciência linguística ou na velha gramática e parar-se de conjecturas, aqueles que se chamam Google, porque a língua é dinâmica, mas muitos nem sabe disso, tanto que há uma “PEQUENA” diferença entre o Português quinhentista ou colonial e o atual, se assim não fosse, ainda estaríamos falando aquele. Melhor do que saber as ciências que estudam a língua é a HUMILDADE, mas isto aí fica impossível para quem acha que sabe tudo do idioma e da vida. Meu consolo é que, apesar da idade e das duas formaturas universitárias, pelo menos não morrerei tão ignorante o quanto aqui cheguei! PELO MENOS TENTEI, buscando nos livros, pesquisas, estudos e, principalmente, ouvindo aqueles que tinham muito a me ensinar!….O VELHINHO IN:

  139. Rafael

    -

    19/03/2012 às 12:56

    Amigos, e o risco de epidemia. Percebam que para todos os casos do universo, o risco é usado como antecipação de algo que vai acontecer. Está sendo avisado do risco de algo (seja bom ou ruim) acontecer. Já na vida é a única excessão. Para vida precisa estar implícito alguma coisa ou o cérebro da pessoa pode ficar confuso…
    É claro que RISCO DE VIDA virou uma expressão construída de forma equivocada e foi repetida por anos e anos. Só que isto não faz dela correta.
    Em qualquer outra língua o risco que a pessoa corre é de morrer!!! Mas basta alguém que tem espaço na Veja dizer o contrário que muitos irão atrás de cabeça baixa dizer amém… Quer dizer, amém seria se fosse uma revista da Record…

  140. Michele

    -

    17/03/2012 às 23:27

    “RISCO DE MORRER”
    “RISCO DE MORRER”
    “ARRISCAR A VIDA”
    “ARRISCAR A VIDA”
    “POR A VIDA EM RISCO”
    “POR A VIDA EM RISCO”
    TÃO SIMPLES!!!

  141. Michele

    -

    17/03/2012 às 23:24

    Depende muito do cérebro que analisa a frase!!!
    se ele não consegue assimilar uma frase subentendida
    aí ele tem que usar o “risco de morte”.
    isso pela incapacidade de compreensão.
    RISCO SIGNIFICA CORRER PERIGO!!!
    outra coisa, antigamente se falava um português clássico
    com muita educação e cultura! hoje o que se fala é bem parecido
    com dialeto indígena!

  142. Rafael

    -

    16/03/2012 às 15:42

    Queria entender como:
    - Nas placas “Risco de desabamento” o risco é do evento que será eminente;
    - No jornal, a empresa corre o “risco de falência.” O risco é de algo que está para acontecer;
    - Tratando-se de vida, a construção tem sentido completamente oposto. “Risco de vida” vira, segundo o autor do texto, “Risco de perder (implícito) a vida”.

    É claro que trata-se de “Risco de morte”. E usar como argumento que nossos tataravós é tão argumento, quando dizer que nossos bisavós usavam negros como escravos e, por isso, estavam certos.

  143. Michele

    -

    16/03/2012 às 3:41

    Bom, o “risco de morte” veio para corrigir o “risco de vida” certo???
    Mas, se a frase “risco de vida” está correta, não há necessidade de corrigi-la.
    Eu até tentei usar as outras variantes usando a “nova forma” como base
    mas não deu certo! Começou quando fui fazer um “seguro de morte”
    pois “minha morte estava correndo risco”. Aí eu pensei, se é para “arriscar a morte” desse jeito, eu prefiro ficar com o simples, para não contrariar os adeptos da nova forma, eu uso o “RISCO DE MORRER”.
    “love of my death you hurt me”…

  144. José

    -

    15/03/2012 às 13:41

    Amigo Aldo, ninguém é perfeito quando se trata da nossa gramática e idioma. O “gramaticídio” ao qual vc se refere foi apenas abonado por alguns dos experts no nosso idioma. Também discordo “dele” e de outros em muitas Coisas. Como disse abaixo, minha vida toda trabalhei [40 anos] como jornalista-revisor-copidesque, e só não me considero escritor porque não sou presunçoso, não obstante, meus textos farem relativo sucesso numa terra onde se lê muito pouco. E não sou de aceitar facilmente as coisas, por isto mesmo busco fundamentações para entendê-las, mas isto não quer dizer que as aceite. Contudo, não acho que as coisas têm que ser certo X errado. Precisei ficar 4 anos numa excelente Universidade de Letras, estudando uma disciplina que realmente detesto {teorias linguísticas, semântica e o escambau] e pesquisar muito, não há um dia que eu não estude, pesquise ou leia muito por vezes até 15 horas], e cada vez mais tenho a certeza de que sei muito pouco diante da grandeza que é a vida. Este assunto aqui está bem resolvido, mas a praga e a maldição do gerundismo e o excremento do “por conta de” que muitos fazem cara de bunda abatida, desiludida e cansada da vida, e RELINCHAM – crentes-crentes que estão abafando e descobrindo a cura da AIDS, não se discute tanto, não se mostra toda a ânsia de vômito em relação a essas escrotidões, e sabe por quê?… Porque são pessoas deslumbradas e sem-noção, ou que trocam o voto por um prato de ração, e aqueles que não sabe da estória da inglaterra {é assim mesmo, minúscula} e vão para as ruas aplaudir aquela gente de lá quando veem aqui achando que somos uma grande tribo ou próspera colônia!…

  145. Aldo

    -

    13/03/2012 às 7:27

    Amigo José
    Não estamos aqui para julgar a inteligência ou o caráter de ninguém!
    O cara que cometeu esse “homicídio” ao idioma é considerado o mestre em português. e mostrou que não era tudo aquilo que pensávamos…
    pois achávamos que ele era perfeito na sua especialidade.

    Agora aparecem um monte de seguidor desse infeliz,dizendo que morte e vida cabem na frase com o mesmo significado.
    isso é inadmissível!!! alegria é alegria, tristeza é tristeza!
    E definitivamente o que corre risco é a vida! então é risco de morrer!
    Eu não sei nada também!!! não tenho a sua sabedoria! não sou professor de nada e sou até um leigo em muitos assuntos.
    Mas consigo entender perfeitamente que risco de vida é uma frase que se subentende o sentido. Sei que não vou frear a infestação que esse “crime” causou nos jornalistas! pois eles vivem de repetir o que ouvem.
    assim como eles falam “eu vou repercutir o acidente” todos sabemos que é impossível uma pessoa repercutir, e sim acompanhar a tal repercussão;
    agora pelo que ouvimos deles a “morte está correndo o risco de viver”.
    ACHO QUE O IDIOMA PORTUGUÊS, SE CONTINUAR COM ESSA “EVOLUÇÃO REGRESSIVA” CORRE O RISCO DE MORRER.

  146. José

    -

    07/03/2012 às 18:01

    Aldo, não sei quantos anos vc tem!… Mas Burro vc não é!… E burro seria qualquer pessoa que assim taxasse a outra por não conhecer dos caminhos já pecorridos por pessoas experientes que já falaram do que aqui falei para se entender da dinâmica da nossa língua!…Tenho quase mil alunos do ensino fundamental e médio, além dos colegas da universidade com quem trocamos ideias, e todos nós temos nossas dificuldades, tenho 62 anos e, diante da grandeza da vida, só sei que não sei nada… o que mais nos ajuda na vida é sermos humildes, isto, sim, é inteligência e sabedoria!……..

  147. Aldo

    -

    06/03/2012 às 19:58

    “ZÉ”
    Não é me figurando como burro que você vai colocar na cabeça das pessoas
    que “risco de subir e risco de descer” tem o mesmo sentido!
    Você esta vivo, sua vida corre risco! você corre risco de morrer.
    Pois é a sua vida que está em risco.
    só um morto corre risco de morte. se estivesse vivo seria????
    risco de vida.
    A VIDA É QUE ESTÁ EM RISCO.
    ME DIZER QUE AS DUAS OPÇÕES SÃO ACEITAS É O CÚMULO!!!
    “CAIR” É UMA COISA, “LEVANTAR” É OUTRA!

  148. José

    -

    05/03/2012 às 11:56

    Aldo, se as coisas e a vida fossem tão simplistas assim, na base do CERTO E DO ERRADO, seria muito bom, mas se tratando do nosso riquíssimo e lindo idioma, existe uma terceira opção, que é baseada no dinamismo da língua, na Linguística e na Semântica, mas, é claro, nem todos podem saber disso, mas, se já tomarem conhecimento disto, já ficarão mais espertos. É TUDO MUITO SIMPLES: COLUNA UM, COLUNA DOIS OU COLUNA DO MEIO!…
    Se vc não teve a oportunidade de ler todos os comentários, leia pelo menos os mais elucidativos, a partir do texto do autor.

  149. Aldo

    -

    04/03/2012 às 3:49

    SE QUEREM DAR A FRASE UM SENTIDO EXATO!!!!!!
    DIGAM “RISCO DE MORRER” PORQUE, RISCO DE MORTE É HORRÍVEL.

  150. Aldo

    -

    04/03/2012 às 3:45

    OU UMA COISA OU OUTRA…
    “AS DUAS FORMAS ESTÃO CORRETAS” NÃO TEM CABIMENTO!
    SE UMA FRASE TERMINA COM COM A PALAVRA QUE TEM SENTIDO CONTRÁRIO A OUTRA!
    ATÉ UM ANALFABETO SABE QUE “RISCO DE VIDA” É RISO NA VIDA, POR A VIDA EM RISCO, ARRISCAR A VIDA, SE SUBTENDE A FRASE!
    COM A MORTE NÃO COLA! “PASCOALOWISK” PODERIA TER PASSADO A SUA VIDA
    SEM ESSA “MORTE” QUE ELE IMPINGIU AO IDIOMA”.
    QUER DIZER QUE QUE A VIDA NÃO CORRE MAIS RISCO????
    AGORA É A MORTE QUE CORRE RISCO????

  151. Edilson Rocha

    -

    29/02/2012 às 0:56

    Interessante esta discussão, porém não mais importante que começarmos a discutir também um mal chamado internetês, que vem prestando um desserviço à nossa língua portuguesa, através de erros grotescos de ortografia, com abreviaturas absurdas, nas redes sociais espalhadas na internet.

  152. José

    -

    28/02/2012 às 15:41

    Lamento que este texto abaixo não seja o revisado, pois passaram uns dois ou três erros de digitação!!!!!!!

  153. José

    -

    27/02/2012 às 18:41

    Achei maravilhoso este debate, tirando alguns infelizes que não tendo argumento comentaram com gracinhas. O autor da matéria foi muito feliz em seu texto.
    Estou preocupado com os rumos do nosso maravilhoso idioma “Brasilês”, e aos 62 anos, estou tratando disto na minha monografia do curso de Letras/Inglês, embora trabalhe há 40 anos como revisor e copidesque [como no maior dicionário da Língua Portuguesa, o Antonio Houaiss] – jornalista – tendo passado pelas maiores empresas de publicidade, grandes editoras e jornais, já ganhei alguns concursos literários e tenho textos editados em livros, revistas e na internet, bombando, “O VELHINHO IN:…” só agora pude me formar, mas tenho Registro de Jornalista – das antigas 1972 – e mais horas de leitura e escrita do que urubu de vôo [é assim mesmo, com acento, porque eu quero e tenho autoridade para isto!]
    Então vou repetir o que digo sempre: PORTUGUÊS NÃO É DIFÍCIL, DIFÍCIL O TORNAM AQUELES PREPOTENTES E ARROGANTES QUE SE ABOLETARAM NELE COMO PARASITAS E SE ACHAM DONO DO QUE SÓ PERTENCE AO POVO E AOS ESCRITORES!…Ou seja, O MUNDO ESTÁ SE ACABANDO, E NEGUINHO TÁ PERGUNTANDO SE VAI DAR PRAIA!…
    AS DUAS FORMAS ESTÃO CERTAS, E PRONTO!!!!!!!!!!!!!!!
    Copiei abaixo duas respostas que respondem a todos. Sou do tipo que acho que talento e inteligência não se presumem!… Ou se tem ou fica-se calado para não se entregar!… Ironia é sinônimo de quem tem cacife intelectual. Quem quer bancar sem ter só está apresentando o diploma de mestrado e doutorado em imbecilidade!…
    Há coisas bem piores que os bocas de caçapa vomitam nos noticiários crentes que estão descobrindo o segredo do big-bang!…
    E pela segunda vez sou obrigado a concordar com o Pasquale, a primeira foi contra a praga e a maldição do Acordo, porque quem o assinou foi quem menos entende do assunto!… tinha que ter um plebiscito, e os portugueses estão certíssimos em odiá-lo!… Mas a indústria do livro tem que sobreviver!… Sabem quantos milhões de livros serão reimpressos, e pra onde vão esses milhões de reais jogados nos esgotos?…
    Aldo Naletto – 03/04/2011 às 23:28 ……Acho que os sabichões que condenaram o “risco de vida” foram influenciados pela perseguição à expressão “correr atrás do prejuízo”. Esta última também subentende que se “corre atrás de (cobrir) o prejuízo”, e na minha opinião é tão válida quanto a primeira.
    PEDRO-06/10/2010 às 21:05…..O PROFESSOR PASQUALE DIZ QUE AS DUAS MANEIRAS SÃO CORRETAS, MAS QUE NA EXPRESSÃO RISCO DE VIDA HÁ EMBUTIDO A PALAVRA “PERDER”, ENQUANTO QUANDO SE USA RISCO DE MORTE, É SIMPLISMENTE RISCO DE MORRER, POR ISSO É MAIS FÁCIL USAR RISCO DE MORTE, MAS ELE AFIRMA QUE AS DUAS ESTÃO CORRETAS.

    Sua percepção está correta. São invenções que saíram do mesmo lugar.

  154. Toscano

    -

    27/02/2012 às 9:31

    Segundo o dicionário Houaiss, um dos significados de risco é “probabilidade de perigo”. Assim, risco de vida é perfeito, pois a vida pode correr perigo e não a morte. São “os iluminados” agindo, vindo condenar o que já se encontra estabelecido há muito, tal qual fizeram com “entrega a domicilio”, outra expressão perfeita. Cf. http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/04/27/entrega-a-domicilio/

  155. josi

    -

    04/02/2012 às 14:47

    Quando comecei a ouvir isso de risco de morte pra cá e pra lá, eu achei que tinham oficialmente mudado a expressão na língua portuguesa, mas depois vi que era somente uma adequação meio sem cabimento, que se espalhou pra todo lado, como se fosse somente o correto a se dizer no caso específico. Bom, pra mim, sempre entendi que o “risco de vida”, é que a vida corre risco, ou está por um triz, ou perigo.

  156. Adalberto

    -

    04/02/2012 às 7:35

    Bom dia a todos.
    Os comentários aqui são valiosos e conseguimos observar várias linhas de raciocínio . Uma linha voltada para a gramática e até algumas para a linha técnica ( jurídica ou prevencionista ). Bom… estamos fundamentando os comentários nas palavras Vida e Morte, ou seja Risco de Vida ou Risco de Morte… mas e a palavra Risco o que significa Risco ???Chama-se fator de risco a qualquer situação que aumente a probabilidade de ocorrência de uma doença ou agravo à saúde, a exemplo dos multiplos fatores causais das doenças cardiovasculares. (ver). O termo risco popularmente, além do sentido de possibilidade ou chance (oportunidade), tem o sentido de perigo.

    Risco, em epidemiologia é a probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado. Desta forma estima-se o risco ou probabilidade de que uma doença exista através dos coeficientes de incidência e prevalência. Para OMS (CLAP- OPS/OMS, 1988) o fator de risco de um dano são todas as características ou circunstâncias que acompanham um aumento de probabilidade de ocorrência do fato indesejado sem que o dito fator tenha intervindo necessariamente em sua causalidade. Resumindo se risco é uma probabilidade de um evento se manifestar, então para a segurança do trabalho utilizamos Risco(probabilidade ) de ocorrer a Vida ou a morte… utilizamos Risco de Morte ou Perigo “Perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de causar ou contribuir para uma lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 675).Por isso utilizamos Perigo de se potencializar a Morte = Perigo de Morte. Talvez haja uma confusão técnica e de expressão utilizada em nosso passado. Agora…minha Vida corre Risco ( probabilidade de perder a minha vida)estou em Perigo ( um potencial de degradação da minha vida )Probabilidade de morte = Risco de morte em nosso cotidiano técnico…é o nosso português que herdamos de várias fusões ao longo dos anos…abraços a todos ( trabalhe com segurança e não aumente a sua probabilidade de morrer ou o seu risco de morrer por falta de prevenção.Pois isso é um Risco à Vida rsss Colocar a vida em risco…colocar a vida perto …numa probabilidade de morte…

  157. André

    -

    30/01/2012 às 17:22

    JOÃO, QUANDO COPIARES ALGO PARA CORRIGIR ALGUÉM, CERTIFIQUE-SE DE QUE NÃO TEM NADA ERRADO PRA VOCÊ NÃO PASSAR VERGONHA! HORAS NA INTERNET É NO FORMATO DOS INGLESES! SE VOCÊ QUER CORRIGIR NO PORTUGUÊS, DEVERIA TER PRESTADO ATENÇÃO!
    OUTRA, JÁ QUE VOCÊ É FÃ DOS JORNALISTAS DESAVISADOS… O DATENA TAMBÉM SOLTA CADA MANCADA QUE CHEGA A DOER OS OUVIDOS. E É RISCO DE MORTE UM ATRÁS DO OUTRO. QUE INFELICIDADE TEVE O PASQUALE…

  158. André

    -

    30/01/2012 às 17:15

    “Jão” O tema em discussão aqui é “RISCO DE VIDA OU RISCO DE MORTE!”
    Eu fiz um comentário a respeito de uma loira da Record. que não tira o “RISCO DE MORTE” da boca! Até um ignorante como eu sabe que “RISCO DE VIDA”
    é uma frase que se subentende o significado. E que se for para usar o substantivo morte não soa bem! É melhor usar o verbo “MORRER” e a frase fica exata. A mesma loira da Record, vive dando mancada no português
    ela é jornalista! forma opinião! você não acha que isso deixa o povo mais ignorante do que já é??? Ou você é adepto das frases: “EU VOU REPERCUTIR” em vez de acompanhar a repercussão…”ELES EXPLODIRAM UM CAIXA” em vez de: detonaram um caixa? VOCÊ É QUEM ESTÁ PRECISANDO DE
    REFLEXÃO.

  159. João Kajamura

    -

    30/01/2012 às 1:04

    André, como poderá verificar, copiei o “(André-04/01/2012 às 15:32)” exclusivamente para restringir o comentário, deixar claro que o “André” era você e que o comentário a que me referia era o postado com aquelas referências. Poderá verificar também que “15:32″ foi copiado da indicação constante no site. Está escrito dessa forma no site. Mas, se acaso fosse escrever, faria assim: 15h32min. A minha intenção ao postar a mensagem não foi a de avacalhar, mas somente para fazer com que você refletisse um pouco mais antes de comentar algo; porém, a julgar pelo comentário (André-27/01/2012 às 0:05), vejo que não consegui.

  160. André

    -

    27/01/2012 às 0:05

    O “JÃO” VOCÊ ENTROU SÓ PRA ME CORRIGIR NUMA PEQUENA PALAVRA
    E NÃO COMENTOU SOBRE O “RISCO DE DE MORTE”.
    ACHO QUE VOCÊ ERROU DE BLOG, NÉ…
    EU SEI AVACALHAR COM AS PESSOAS TAMBÉM.
    “Mensagem ao André (André-04/01/2012 às 15:32)” HORAS EM PORTUGUÊS
    SE GRAFA ASSIM: “15h32″ COM DOIS PONTOS É DO INGLÊS.
    ACHO QUE VOCÊ TAMBÉM NÃO FEZ FACULDADE DE PORRA NENHUMA.

  161. André

    -

    26/01/2012 às 23:51

    ISSO É UM PEQUENO ERRO DE PORTUGUÊS
    AGORA, ESTADO DE GOIÂNIA É SÓ SE FOR NO SEU PAÍS.
    “JÃO” KKKKKKKKKKKK
    OUTRA COISA, “JÃO” EU NÃO SOU JORNALISTA; NÃO FIZ FACULDADE DE PORRA NENHUMA. POR ISSO EU TENHO O DIREITO DE ERRAR!
    QUEM ESTÁ NA POSIÇÃO DE JORNALISTA, QUANDO ERRA, TEM DE SE CORRIGIR.
    VOCÊ NÃO ACHA, “JÃO”. SE NÃO, DAQUI A POUCO O LULA E O TIRIRICA ESTARÃO APRESENTANDO O “JORNAU” “NASSIONAU”. KKKKKKKKKKKKKKKKK.

  162. João Kajamura

    -

    24/01/2012 às 2:53

    Mensagem ao André (André-04/01/2012 às 15:32)
    Usando trecho de seu comentário, “qualquer pessoa esclarecida sabe que não existe” ATARDE e SITAREI. Quando li “atarde” pensei que fosse erro de digitação.

  163. André

    -

    04/01/2012 às 15:32

    Concordo com a Daniela!!! Mas o que esperar de uma jornalista que hoje atarde disse: “ANÁPOLIS GOIÂNIA”. Qualquer pessoa esclarecida sabe que não existe o estado “Goiânia” e sim, Goiás.

    Voltando ao tema que interessa.
    Sitarei alguns, digamos “derivados” da frase risco de vida.
    RISCO DE PERDER A VIDA, POR A VIDA EM RISCO, ARRISCAR A VIDA, RISCO NA VIDA. Agora vejam como fica com “MORTE”.
    RISCO DE PERDER A MORTE, POR A MORTE EM RISCO, ARRISCAR A MORTE, RISCO NA MORTE. KKKKKKKKK É O “PIM DA FICADA”.

  164. Mauri

    -

    12/12/2011 às 14:46

    Risco de morte sempre teve aplicação, mas em casos específicos: risco de morte no primeiro ano de vida, risco de morte por – asfixia, afogamento, ataque cardíaco. Sempre com um complemento. De outra forma fico com o Machado (“Salvar uma criança com risco da própria vida…” – Quincas Borba).
    Fonte: http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/risco_vida_risco_morte.htm

  165. Mílton Lima

    -

    08/12/2011 às 12:30

    Essa torpe expressão “risco de morte”, me dói o ouvido e maltrata meus neurônios… encaixa-se perfeitamente na mente do povinho imediatista que, como o papagaio, limita-se a repetir o que a turba propaga.

  166. Daniela

    -

    26/11/2011 às 0:49

    Aquela tal de Adriana Reid me fez perder a paciência com o record notícias. De tanto ouvir ela dizer o “analfabético” RISCO DE MORTE
    parei de assistir o record notícias.

  167. André

    -

    26/11/2011 às 0:41

    O problema é que querem mudar uma coisa que existe antes de o nosso país existir! POR A VIDA EM RISCO! “por a morte em risco???”
    CORRER RISCO NA VIDA! “correr risco na morte???”
    SUA VIDA ESTÁ EM RISCO! “sua morte está em risco???”
    E o que tem de jornalista falando risco de morte não está no jibi!
    Depois querem dizer que o português é quem é burro.

  168. Carla

    -

    23/11/2011 às 12:33

    Ao ler, desconsiderando o bom esclarecimento e considerando o texto em si, senti, assim como demais leitores, uma raiva exagerada ali descrita, como se fosse proposital, se quisesse dar ênfase, foi muito provocativo. Que fique claro, não passa de uma crítica construtiva, já que não fui só eu quem achou estranho, ou apenas de uma percepção equivocada. Parabéns, continue esclarecendo, nosso país precisa disso.

  169. Max

    -

    19/11/2011 às 15:26

    A Globo descobriu a fórmula de burlar a morte, pois a vida não corre mais risco.

  170. André

    -

    19/11/2011 às 13:06

    O senhor “Francisco Carlos Lacerda”
    foi perfeito nas suas colocações.

  171. André

    -

    19/11/2011 às 13:04

    O debate que está em pauta é relacionado ao idioma português e não a eletricidade! No seu meio de trabalho, fale como quiser.
    RISCO DE PERDER A VIDAAAAAAAAAA!
    Resumido: ” RISCO DE VIDA.”

  172. Antonio Marques

    -

    18/11/2011 às 15:17

    Li, o comentário de meu amigo advogado, Ok. Mas para um engenheiro,as coisas tem que ser mais precisas. Se um pessoa disser que “Queimou um fusivel(proteção eletrica) ou um fuzil (arma). Para maioria dos leigos vai entender a mesma coisa, apesar de ser totalmente errado. Eu entendo que um vicio que vem de outrora ainda que compreendido pode estar errado e nunca é tarde para corrigir. “Risco de vida ou Perigo de Vida” eu entendo que só ocorre em um estupro. Agora, mas para sinalização eletrica deve se usar “Perigo de morte” ou “Risco de Morte”. Já que “Risco de morte não soa bem , então se deve dizer “Colocar a vida em “Risco” “Perigo”. Outra observação em “Ingles! Electric current! Danger to life! Que tal usarmos “Perigo para vida.

  173. Gustavo

    -

    13/11/2011 às 22:20

    O risco é perder a vida já que a morte tarda mas não falha. Que tal falar das “insurgências”(insurreições), dos “entornos”(periferias e derredores e circunvizinhanças), dos “enfrentamentos”(confrontos). Mas é tarefa inócua, o povo aprende com facilidade tudo que é “novidade” como declinar presidente, gerente, dirigente. Logo vão aparecer os “vítimos”.

  174. Francisco Carlos Lacerda

    -

    13/11/2011 às 16:05

    Deve ter sido um filho de algum diretor da Globo que começou tudo isso.
    Porque isso parece coisa de criança que não compreende certas construções mais elaboradas.
    Um risco que ameace as nossas finanças chamamos de risco financeiro. Temos aí um substantivo e um adjetivo inerente ele. Finança/financeiro.
    E um risco para as nossas vidas? Não quero uma saída pela tangente como esse tal risco de morrer. Quero um adjetivo que se refira ao substantivo vida como financeiro se refere a finanças. Seria risco biológico? Risco vital? Não. Nossos antepassados já resolveram o problema: risco de vida. Simples, não?

  175. Julio

    -

    13/11/2011 às 15:59

    Falou, falou e nao falou nada!!! Mais um…

  176. rafael

    -

    08/11/2011 às 15:26

    Um dos sinais de que ‘risco de morte’ está 100% errado é o fato da Luciana Gimenez meio q puxou a orelha de uma repórter q tinha acabado de entrar ao vivo e tinha dito ‘risco de vida’, maior comprovação que essa será difícil de achar…

  177. rafael

    -

    08/11/2011 às 15:17

    Foi a Globo q fez carga em seus noticiosos a favor do ‘risco de morte’ por 2 ou 3 anos mas hoje felizmente o senhor Bonner, q além de âncora e tb editor, recobrou o bom senso e já fala ‘risco de vida’ noprincipal telejornal da emissora , o Jornal N acional

  178. Angela Britto

    -

    28/10/2011 às 11:01

    Adorei! Alguns “formadores de opinião” inventam coisas e todos seguem sem questionar. De repente a Rede Globo lançou o “risco de morte”, e os repórteres da emissora saíram falando como cordeirinhos. Virou “regra” – é tão irritante!… Como diz um cinegrafista com quem trabalhei: “tem uma geração aí nos fazendo sofrer”.

  179. André

    -

    27/10/2011 às 16:45

    Eu era um expectador assíduo do Datena na Band.
    Mas de tanto ouvi-lo falar “RISCO DE MORTE” eu perdi a
    paciência e parei de assistir.

  180. Mauricio luís de Oliveira

    -

    20/10/2011 às 1:58

    Adorei, sou formado em Letras e, embora não atue na área, estou sempre me deparando com estas questões. Sempre aparece algum colega de trabalho me inquirindo sobre questões como esta,e sempre aconselho a pesquisar antes de sair repetindo tudo que se ouve.

  181. Marcos

    -

    10/10/2011 às 20:28

    Obviamente risco de vida ou para a vida tem mais sentido, é a vida que está em risco de perder-se; a morte é intrínseca à vida, corre-se “risco de morrer” desde o nascimento, ou não? A cada segundo podemos falecer por um mal súbito, atropelamento, bala perdida, tombo, assassinato e etc. Portanto, é a velha máxima “Para morrer basta estar vivo”, no entanto, quando acontece uma tragédia, ou depois de um acidente, como vemos na televisão todos os dias, é a vida que está em risco, não a morte, que é certa e virá algum dia, basta aguardarmos.

  182. Miguel Osorio

    -

    29/09/2011 às 10:17

    Risco de vida é risco de perder a vida. Será que risco de morte é risco de perder a morte?

  183. Renata Fraia

    -

    25/09/2011 às 12:02

    Brilhante! E a cada dia é um novo jornalista que lança a expressão…
    risco de morte“! É de morrer mesmo, ter de ouvir isso.

    Também já escrevi sobre isso no link: http://renatafraia.blogspot.com/2010/12/risco-de-vida-ou-risco-de-morte-qual.html

  184. Anderson

    -

    27/07/2011 às 14:33

    Meus amigos.
    O maior problema é quando uma pessoa que serve de exemplo para nossa educação(jornalista)começa a falar essas aberrações em rede nacional.
    aí,um escuta e repete,outro escuta e repete as mesmas idiotices.
    No final, acaba ensinando o povo a falar errado.
    Erros como: “EU VOU REPERCUTIR” Você pode acompanhar a repercussão de um fato; mas,repercutir,nem pensar. A notícia se repercuti por si só!
    Outro exemplo é trocar o “VIRÁ” por “VAI VIM” ou “VAI VIR” ou “IRÁ VIR”. Essas aberrações acabam ganhando adeptos que acham certo falar errado por terem aprendido com os famosos jornalistas.
    Mas existem ótimos jornalistas que não são “maria vai com as outras”.
    Ana Paula Padrão e Celso Freitas por exemplo, falam “RISCO DE MORRER”.
    William Bonner também. Outros jornalistas que eu acompanham também se recusam a dizer o famoso “RISCO DE MORTE” Parabéns a eles! pelo menos “nem todas as laranjas estão podres”.

  185. Anderson

    -

    24/07/2011 às 3:27

    Mark
    Eu entendi o seu comentário!
    Agora eu vou escrever e você completa.
    O DOENTE CORRE O “RISCO DE MORRER”.
    o doente corre o “risco de morte”.(ABERRAÇÃO)

    O CARRO SEM FREIOS CORRE O “RISCO DE ANDAR”.
    o carro sem freios corre o “risco de……”.TENTA COMPLETAR A ABERRAÇÃO COM UM SUBSTANTIVO PARECIDO COM ANDAR. “ANDAMENTO”???
    KKKKKKKK

  186. Anderson

    -

    23/07/2011 às 17:52

    MARK
    SE VOCÊ É CONTRA DIZER “RISCO DE VIDA”
    DIGA: RISCO DE MORRER, QUE NÃO SOARÁ COMO UM TAPA NO OUVIDO.
    “RISCO DE MORTE” É UMA VERDADEIRA FACADA NOS TÍMPANOS.

  187. Anderson

    -

    23/07/2011 às 17:43

    Mark
    Risco de… pede um verbo para ser uma frase exata.
    “RISCO DE MORTE” está com um substantivo no final.
    Assim,perde o sentido! A frase “RISCO DE VIDA” é uma frase abreviada.
    tipo: “RISCO NA VIDA” “RISCO DE PERDER A VIDA” isso existe antes de
    termos nascidos. Você parece se atrapalhar com os verbos.

  188. Renato

    -

    18/07/2011 às 14:31

    Gostei do artigo, mas sou da opinião que a regra se defina por uma das duas formas de expressão. Fica difícil para qualquer um entender que “risco de vida” e “risco de morte” significam a mesma coisa. A lógica se aplica à lingua, com certeza. A lingua é um ente vivo em constante mudança. Dizemos “risco de incêndio”, “risco de acidente aéreo”, “risco de roubo” e outras tantas que sempre se referem ao perigo. Caso contrário, deveríamos dizer “risco à propriedade”, “risco ao voo” etc..

  189. Mark

    -

    15/07/2011 às 15:40

    Anderson,

    Não entendi seu comentário. O sr. confundiu “Morre” com “Morte”.
    Sendo assim, segundo seus exemplos, o correto seria “Risco de vive”? [Vida - Vive - Viver / Morte - Morre - Morrer]

    Para mim, “Risco de morte”, “Risco de subida”, “Risco de parada”, entre outros, apesar de estranhos, são todos aceitáveis.

  190. Jo

    -

    12/07/2011 às 17:21

    Veja como o Desembargador Alexandre Moreira Germano do TJ de SP se refere em sua apostila Técnica de Redação Forense com relação ao assunto:
    Risco de vida:
    Inventaram um novo modismo: não se fala mais em risco de vida, mas sim em risco de morte…
    Assim: “a vítima ainda corre risco de morte” – “o menor foi hospitalizado, após o acidente, mas os médicos não ‘descartam’ o risco de morte”. E por aí vai.
    Certo? Não: errado.
    É da tradição vernácula o uso da expressão “risco de vida”. Como está no novo Código Civil: “Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade” … E assim era no antigo Código e na legislação em geral.
    Como ensina De Plácido e Silva (“Vocabulário Jurídico”), a expressão “risco de vida” exprime simplesmente “perigo iminente ou perigo de perda de vida”. Na linguagem jurídica, o vocábulo indica simplesmente o sentido de perigo ou de mal receado: é o perigo de perda ou de prejuízo, ou o receio de mal, que causa perda, dano ou prejuízo.
    Portanto, o risco de vida é o perigo de perda da vida, perigo de perda de um bem (vida). Embora se possa falar em “perigo de morte”, será muito mais elegante a expressão tradicional – risco de vida, perigo de vida, que se refere à possibilidade da perda desse bem.
    Só não entende quem não quer; só complica quem quer complicar; só inventa novidades inúteis quem não conhece a índole do idioma e parece querer corrigir um “erro” centenário, que nossos antepassados não cometeram, pois diziam (e diziam muito bem) risco de vida, perigo de vida – o que era entendido por letrados e iletrados, expressões consagradas na legislação e na tradição jurídica.

  191. Anderson

    -

    06/07/2011 às 18:49

    O amigo vem corrigir um erro de português,dando uma frase em francês como exemplo… aí fica complicado!
    estamos discutindo o nosso idioma,não é?
    Ele está defendendo a aberração “risco de morte” fico imaginando se um jornalista dissesse: “Os boeiros do Rio de Janeiro correm o risco de bomba” em vez de risco de explodir.

  192. Anderson

    -

    06/07/2011 às 0:40

    O “FALANTE” TERIA RAZÃO EM CORRIGIR,JÁ QUE ELE TEM DIFICULDADE PARA COMPREENDER QUE “RISCO DE VIDA” SE SUBENTENDE “RISCO DE PERDER A VIDA”
    MAS A “CORREÇÃO” SE TRANSFORMOU EM UM GRANDE ERRO DE PORTUGUÊS.
    POIS SE VOCÊ QUER UMA FRASE EXATA,SEM FALTAR UMA PALAVRA PARA LHE COMPLETAR O SENTIDO,NÃO PODE USAR A PALAVRA “MORTE” PARA CORRIGIR
    “RISCO DE VIDA” MORTE É SUBSTANTIVO FEMININO! E RISCO DE… PEDE UM
    VERBO PARA SER UMA FRASE EXATA. SEI QUE DEPOIS DE UM “RENOMADO INTELECTUAL”FAZER UM ESTRAGO DESSES; NÃO SEREI EU,UM SIMPLES E POBRE MORTAL QUE DESFAREI ISSO.

  193. Anderson

    -

    22/06/2011 às 0:26

    Olá.
    Gostaria de deixar um comentário que ficará bem fácil entender.
    morte-morrer “RISCO DE MORTE”. Agora vamos trocar os verbos.
    sobe-subir “RISCO DE SOBE”
    anda-andar “RISCO DE ANDA”
    para-parar “RISCO DE PARA”
    É ESSA ABERRAÇÃO QUE EU OUÇO QUANDO ALGUÉM PRONUNCIA O VERBO NO TEMPO
    INCORRETO. SE A PESSOA DISSESSE “RISCO DE MORRER” SOARIA BEM MELHOR!

    SE VOCÊ NÃO QUER DIZER “RISCO DE VIDA” que é uma forma abreviada(risco de perder a vida ou por a vida em risco).
    DIGA,RISCO DE COMER CAPIM PELA RAIZ.

  194. Rafael

    -

    19/06/2011 às 16:34

    Lendo os comentários dos internautas, pude ver o quanto as pessoas enxergam coisas que não existem. O autor, ao contrário do que disseram alguns, em nenhum momento demonstrou “raiva” ou “rancor” pelos redatores que utilizam a expressão “risco de morte”.

    O articulista limitou-se a chamar a atenção para aqueles redatores que corrigem um erro inexistente, ou seja, corrigem a expressão “risco de vida”, considerando-a errada por violar uma suposta lógica do idioma. Mas no caso ocorre uma elipse, ou seja, a supressão de um termo que, se não aparece na frase, nela está implícito.

    “Risco de vida” equivale a risco de morrer, porque está implícita a ideia de perder a vida. Ou seja, a vida está correndo risco, está sob risco. Algum redator já corrigiu a frase “arriscar a vida”? Se digo que os soldados na guerra arriscam a vida, não está óbvio que se estou dizendo implicitamente que se arriscam a perder a vida? A lógica utilizada pelos que consideram errada a expressão “risco de vida” é absurda. Imaginam que a ideia que a frase passa é risco de “ocorrer” vida(!), atacando assim uma expressão corretíssima, de ocorrência vasta na literatura brasileira.

  195. Hugo Pontes

    -

    15/06/2011 às 9:51

    Causa-nos estranheza a expressões “risco de morte” ou “perigo de morte”, comumente usadas nos meios de comunicação.
    O que vemos nas linguagens: coloquial, culta, jurídica ou médica é correr risco de vida ou perigo de vida.
    Gramaticalmente, a expressão é uma figura de construção denominada elipse que consiste na omissão de uma oração ou de um termo, subentendido no contexto da frase.
    No caso, a expressão perigo de vida subentende: perigo de perder a vida. Ocorre a elipse do verbo perder. E no conteúdo é a vida que está exposta a perigo ou risco.
    Daí não se admitir que a expressão perigo de morte seja entendida como perigo de perder a morte. Não é a morte que está em perigo ou risco.
    Exemplos:
    * O doente foi internado, às pressas, e corre perigo de vida.
    * Chegou ao hospital, foi atendido e não corre risco de vida.
    * “A lei penal, que permitia o aborto em duas hipóteses (estupro e perigo de vida para a mãe, não aparece na Constituição de 1988…).”
    Por outro lado podemos dizer, sem receio de errar:
    * Carlos corre o risco de morrer, caso não seja atendido a tempo.
    * Maria corre perigo de morrer, se cair nas mãos do sequestrador .

  196. Ale

    -

    14/06/2011 às 22:28

    Concordo plemanente com o autor! Excelente artigo. Com ênfase ao último parágrafo. Não precisou falar mais nada. NOTA 10.

  197. @serginhocrio

    -

    11/06/2011 às 18:25

    Bem, entendo perfeitamente a colocação do colunista, porém, no meu ponto de vista realmente o correto é “risco de morte”, afinal, conforme o dicionário risco ou correr o risco é igual a estar exposto a perigo. Assim, a pessoa está exposta a perigo de morrer e não de viver. Abraço e até a próxima!

  198. Alexandre Ribeiro

    -

    10/06/2011 às 11:47

    Concordo com o colunista. É a vida que está em risco. Portanto risco de vida. Já pensou, a morte correndo risco???

  199. PAULO AIRTON LOPES

    -

    17/05/2011 às 12:05

    AH1 CARA, SEM ESSA. SE O CARA ESTÁ VIVO, ELE PODE MORRER. ENTÃO É RISCO DE MORTE. SE ELE ESTÁ MORTO, NÃO TEM MAIS RISCO NENHUM. JÁ MORREU MESMO!

  200. Marcopolo

    -

    13/05/2011 às 17:19

    é só mudar um pouco a ordem
    risco de vida = vida em risco
    sacou??

    um suicida por exemplo.. esse sim corre risco de morte, ou seja, não conseguir se matar

  201. Nina Maria

    -

    13/05/2011 às 11:56

    A Globo é dona da nossa língua. Já viram como eles pronunciam Roraima? “Risco de vida” é uma expressão idiomática!

  202. linda duart

    -

    23/04/2011 às 20:31

    Muito confuso,devra ter sido mais objetivo

  203. Marivaldo Silva

    -

    21/04/2011 às 20:55

    Risco é a chance de alguém perder alguma coisa: risco de (perder a) vida, risco de (perder a) integridade, risco de salário…
    A palavra que poderia ter sido usada (para se admitir a palavra morte), e que nao está sendo, é chance: chance de morrer, chance de morte, chance de vitória…
    Existe um outro sentido que o leitor poderia preferir utilizar, no que se refere ao sentido das palavras “chance” e “risco”: como relativos a “coisa boa” e “coisa ruim”; também chegamos à mesma coisa. Chance de vitória: a pessoa pode ter a vitória. Risco de vitória: a pessoa tem chance de nao ter a vitória. Risco de vida: vai acontecer alguma coisa de ruim com a vida, portanto a pessoa vai morrer…
    Se a gente observar outros idiomas, vai notar que em outras linguas se usa risco de vida:
    - risk of life, lebensbedrohlich, la vie en danger, en peligro la vida, pericolo di vita, livshotande, hengenvaarallinen, sao os termos usados em ingles, alemao, frances, espanhol, italiano, sueco e finlandes, e todos querem dizer risco de VIDA.
    Por que só o portugues brasileiro que deveria usar a forma inversa. Ao invés de estarmos mostrando que somos mais inteligente do que todos, talvez mostraríamos o contrário: que basta alguem falar alguma coisa sem fundamento na televisao, que todos passariam a imitá-los, pois nao têm nenhum embasamento escolar.

  204. Bruno

    -

    11/04/2011 às 12:08

    Concordo com o colunista. Risco, segundo o Dicionário Aurélio, se relaciona com perigo, mais precisamente, a possibilidade ou probalidade de um evento danoso acontecer. No caso “risco de vida” quer dizer uma probalidade de perda/perigo à vida. Está certo o Sérgio Rodrigues. Parabéns!

  205. Claudio Santos

    -

    11/04/2011 às 6:42

    Parabéns pelo artigo! Agora entendo que a expressão “risco de morte” não está errada e que foi uma nova moda criada por pessoas sem profundo conhecimento histórico da língua.

  206. Ian Duplat

    -

    10/04/2011 às 1:14

    Agora.. a questão seguinte poderia ser ‘Perigo de Vida’ ou ‘Perigo de Morte’ ?

    minha opnião é ‘Perigo de morte’ que se iguala a ‘risco de morte’ !
    Pois da mesma maneira que vc corre o risco de perde a vida, vc também corre o risco de morrer. concorda?!

  207. Prof. Dr. José Luiz De Lorenzo

    -

    09/04/2011 às 23:48

    Como profissional da área de saúde e professor universitário da mesma, discordo plenamente dessa opinião. Entendo que risco é a probabilidade de que algum mal ocorra, baseado no Dicionário da Academia Brasileira de Letras segundo o qual “Risco: mal provável”. Ora, a vida é um mal provável? Não sei se a morte o é, mas pelo menos a vida não o é! Assim, não corremos o risco de ter vida ou saúde, mas de termos uma doença ou de morrermos por causa dela ou de qualquer outra causa.E isto não é “uma expressão de gabinete”!

  208. Giorgio Martinelli

    -

    09/04/2011 às 11:35

    É claro que é risco de vida.
    O que está em risco? É a morte, por acaso?
    É a vida que está em risco; portanto: RISCO DE VIDA.
    Chega de besteiras na maltratada língua portuguesa.

  209. João Gilberto De Vito

    -

    09/04/2011 às 8:59

    Veja sempre ultrapassa nossas expectativas com excelentes reportagens e
    esclarecedores artigos culturais. Sou médico e sempre utilizei o termo RISCO DE VIDA para justificar a internação de pacientes em estado grave, no que sempre recebia a “correção” zombeteira de algum sabichão. Valeu ser assinante de veja durante mais de vinte anos.

  210. Gilberto

    -

    08/04/2011 às 23:24

    Já vi “risco de morte”, em castelhano, em um aviso próximo a cabos de alta tensão, na Argentina.

  211. Denise

    -

    08/04/2011 às 13:06

    Por mais que esteja certo risco de morte ou vida, achei o texto muito agressivo, me senti mal. Muito mal escrito.

  212. RJ

    -

    07/04/2011 às 20:36

    O texto do autor me pareceu mais preocupado em julgar e agredir os que julgam os usuários de “risco de vida” do que dar uma explicação didática, imparcial e objetiva ao assunto!
    Quando alguém tropeça, corre-se o RISCO DE:
    a) Cair
    b) Ficar em pé?

    Se Risco de Vida está errado, prefiro deixar para os especialistas! Mas Risco de morte ou Risco de morrer me parece mais coerente.
    Uma coisa é falar corretamente, outra coisa é o vicio de linguagem.

  213. Telmo azambuja

    -

    07/04/2011 às 20:20

    Sergio
    Gostei da tua réplica. Vá em frente, buscando a melhoria da nossa educação, especialmente quanto ao idioma português. Os problemas reais são tantos que detalhes não merecem que percamos tempo com eles.

  214. Edson

    -

    07/04/2011 às 19:35

    Sempre tive essa opinião. Quem corre risco, corre risco de perder alguma coisa. Portanto, risco de perder a vida.
    Gostei da expressão “besteirol sabichão”. Deve ter sido ele que também implantou a praga do gerundismo. Quando alguém fala comigo usando isso, tenho vontade de tapar os ouvidos.

  215. Daniel Gonda

    -

    06/04/2011 às 23:31

    Falou, falou e não disse nada!!!!!!!!!!!!

    Pelo contrário, Daniel, disse praticamente tudo de relevante que pode ser dito sobre o tema. Talvez você não tenha lido com atenção.

  216. silvio

    -

    06/04/2011 às 16:24

    artigo confuso!!!
    poderia ser mais objetivo.

    Objetivamente, Silvio, qual foi a parte que você não entendeu?

  217. Juliana

    -

    05/04/2011 às 19:11

    Fiquei gratificada de ter lido essa matéria, pois sempre achei uma babaquice essa história de quererem mudar a expressão citada. É um modismo bobo e, como o próprio texto acima afirma, uma análise completamente superficial do significado correto da frase. Na minha compreensão, “a pessoa correr risco de vida”, sempre significou justamente que a pessoa corria risco de perder sua vida. Isso para mim sempre ficou muito claro! Mas sempre tem aqueles que querem achar pelo em ovo… chatice!!!

  218. Marcelo

    -

    05/04/2011 às 14:46

    Olha, sou professor de Português. A quem me pergunta, eu digo que “risco de morte” é criação moderna, não amparada numa base teórica.

  219. Telmo Azambuja

    -

    04/04/2011 às 23:32

    Me ajudem a descobrir o que vem a ser “semitério”, por favor !
    tério = lugar onde
    semi = metade, meio
    Seria : “metade de um lugar onde” ou “lugar onde existe a metade” ?
    Não confundam com “cemitério” que é recinto onde se enterram e guardam os mortos.

  220. thalis perez

    -

    04/04/2011 às 17:47

    Pude observar nas palavras de Sérgio Rodrigues uma dúbia e infantil “verdade absoluta”, pois o mesmo se mostra defensor da liberdade de expressão correta e ao mesmo tempo ironiza os que aceitam uma ou outra forma de falar. Sejmaos mais coerentes, isto sim, engrandece uma nação.

    Thalis, você confunde pensar criticamente com defender verdades absolutas. Quando examinamos os vários lados de um problema não cancelamos nossa opinião, pelo contrário, a valorizamos. Isso é coerente à beça.

  221. sebastião luiz gonçalves

    -

    04/04/2011 às 15:38

    Saiu digitado um “semitário” no meu comentário. Leia-se “semitério”, e perdoem-me a distração.

  222. sebastião luiz gonçalves

    -

    04/04/2011 às 15:36

    Num dos comentários abaixo encontrei um “semitério”; fiquei curioso, pois nunca entrei num “semitário”… Ah ah ah ah ah… Agora, se essa discussão chegasse a um cemitério, é bem provável que os mortos que se interessassem pela questão passassem a se perguntar: “Bom, meus compadres, e nós, que já estamos aqui, como é que ficamos? Passamos a correr risco de morte ou risco de vida”??? Fala sério!!

  223. luzia fernandes

    -

    04/04/2011 às 11:08

    Então posso falar tanto uma como a outra,risco de perder a vida ou risco de morrer?

  224. Aldo Naletto

    -

    03/04/2011 às 23:28

    Acho que os sabichões que condenaram o “risco de vida” foram influenciados pela perseguição à expressão “correr atrás do prejuízo”. Esta última também subentende que se “corre atrás de (cobrir) o prejuízo”, e na minha opinião é tão válida quanto a primeira.

    Sua percepção está correta. São invenções que saíram do mesmo lugar.

  225. Telmo Azambuja

    -

    03/04/2011 às 22:25

    Os comentários são enriquecedores e as duas expressões podem ser usadas, dependendo do contexto do seu uso. Lamento,apenas,em todo o texto do autor, como se houvesse um rancor explícito em relação aos consultores de organizações de comunicação. Isso afeta muito a credibilidade dos comentários feitos no texto. Por essa raiva do autor contra os consultores de redação e comunicação especializados em português ? Também discordo que o uso há muito tempo de expressões erradas dê a essas expressões salvo conduto na atualidade. A educação é fundamental para um país se desenvolver e nossa língua, sendo viva, deve sempre melhorar. Senão, também estaremos afirmando que é certo falar “… pedi pra tu me telefonar”; “… vou falar pra tu” … e outras tantas besteiras disseminadas nos dias atuais. Portanto, recomendo menos rancor e mais amor em busca da construção de uma educação sadia.
    Telmo

    Telmo, tenho amigos entre esses consultores. Não existe raiva nenhuma, apenas uma clara divergência de opiniões no caso do patrulhismo contra certas expressões consagradas. Como você, também acho que temos um problema educacional sério. O que é um excelente motivo para não acrescentar problemas inexistentes aos reais.

  226. CHRISTINA M FADEL

    -

    03/04/2011 às 20:03

    ACHEI QUE NAO ESCLARECEU UMA COISA E NEM OUTRA, DEVERIA SER MAIS OBJETIVO, ESTOU NA DÚVIDA AINDA… PODERIA EXPLICAR MELHOR PROFESSOR?!

  227. NELSON

    -

    03/04/2011 às 19:47

    O correto é risco de morte. Se colocarmos as palavras “morte” e “vida” no infinito, veremos que tem sentido somente “risco de morrer”.

  228. João Carlos

    -

    03/04/2011 às 16:22

    A discução é bizantina, tanto faz. Risco de morte è risco de morrer. Risco de vida é risco de perder a vida. Ou seja, dá no mesmo.

  229. Pepem

    -

    03/04/2011 às 15:43

    Infelizmente não se pune o risco de falar bobagem, nem o ímpeto das pessoas “menas avisadas” de adotar a bobagem. Como faz falta o Paulo Francis…

  230. Gislaine

    -

    03/04/2011 às 14:36

    Adorei! As pessoas inventam demais, e o povo sem pesquisa, nem questionamentos vai atrás!
    “Prá quê simplificar se se pode complicar, não é?”
    Todo mundo entende muito bem quando se ouve “risco de vida”, então ótimo. Há coisas mais importantes para pensar e fazer!

  231. Carlos

    -

    03/04/2011 às 13:05

    Entendo que ambas as expressões estejam erradas. Na verdade deve-se usar a forma completa ou “RISCO DE MORRER” ou “RISCO DE PERDER A VIDA”! Entre risco de morte ou risco de vida, escolheria a primeira, pois, por mais que eu queira não consigo ver lógica em risco de viver!!! rs

  232. Lupe

    -

    02/04/2011 às 23:10

    Muito bom e elucidativo. Espero que o pessoal da TV Globo passe a observar.

  233. Gustavo Silva

    -

    02/04/2011 às 19:24

    Obrigado pelo esclarecimeneto. Sempre usei “risco de vida”, que me parece uma expressão idiomática indicando que a vida está em risco.

    Abraaaços.

  234. galvao

    -

    02/04/2011 às 16:20

    Tire esses petralhas do entendimento…

  235. Fabio

    -

    02/04/2011 às 14:40

    Eu não sou linguista, nem professor de português e acho que a lingua deve ser dinâmica, evoluir e acompanhar os novos tempos. Mas sou pela lógica, portanto minha opinião é por Risco de Vida. Quem corre risco? A vida… A vida corre o risco de acabar e alguém corre o risco de morrer…. entao o risco é da vida acabar, risco da vida. Além do mais, expressão é uma forma consagrada da lingua, e a forma consagrada é risco de vida. Se for assim, também vamos discutir o verbo suicidar-se…. para o que o reflexivo “se” se ninguém suicida outra pessoa??? Mas esta é a forma consagrada….

  236. Sylvio Haas

    -

    02/04/2011 às 13:21

    Penso que (correr) RISCO DE = (estar) ARRISCADO A.
    Então, (correr) RISCO DE MORTE = (estar) ARRISCADO A MORRER.
    Não vejo sentido em (correr) RISCO DE VIDA = (estar) ARRISCADO A VIVER.

  237. Adriano F

    -

    01/04/2011 às 9:40

    Problema cultural é defender uma tese que está sendo superada, e como se fosse a verdade suprema. A cultura é dinâmica, assim como a linguística também é. Se jornalistas se acham mais sabichões que professores de português, os tais consultores da língua, deixem suas redações e vão para as aulas do básico e do fundamental ensinar as “distorções” da cultura popular.

  238. carlos

    -

    01/04/2011 às 8:18

    falou, falou e não disse nada.

  239. gilkid

    -

    01/04/2011 às 0:09

    Ta bom sabichão, e “achados & perdidos”? Não tem que ser perdido “antes” de ser achado? Mas é uma expressão da linguagem popular.

  240. Juarez Belém

    -

    31/03/2011 às 20:22

    Muito bem alimentada explicação, excelentes argumentos, tudo dentro da lógica, texto primoroso, parabéns!

  241. keila

    -

    31/03/2011 às 18:17

    perdão pela minha ignorancia,mas com uma linguagem meio rebuscada a explicaçaõ não ficou bem clara pra mim. afinal qual é o correto?

  242. Diogo

    -

    31/03/2011 às 14:52

    VIDA EM RISCO. Pronto. Simples
    Que discussão maniqueísta. Ambas arranham meus ouvidos, enquanto “vida em risco é até mais fácil e agradável de pronunciar. Acho risco de morte tétrico e risco de vida tão ruim quanto Chance de… ao invés de risco de morrer.

  243. José

    -

    31/03/2011 às 13:29

    Essas bobagens linguísticas (riscoo de morte) também fazem parte do ideário “esquerdopata” que assola o país!!!
    A “esquerdopatia” insiste em mudar até a história!!

  244. Paulo M

    -

    31/03/2011 às 13:15

    Entendi que ambas colocações estão corretas e fazem sentido, considerando tambem muitas outras expressões como risco de acidente, risco de afogar, risco de cair, risco de queimar, risco de sufocar, risco de bater, risco de morrer(ou de morte), risco de vida(ou para vida), etc.. Risco de viver, estaria errado.

  245. anônimo

    -

    31/03/2011 às 12:16

    Isso pra mim é o mesmo que dizer: copo meio cheio ou copo meio vazio; porta meio aberta ou porta meio fechada.

  246. Cezar

    -

    31/03/2011 às 11:32

    Muito bom o comentário acima. O Professor Evanildo Bechara, responsável brasileiro por tratar do recente acordo Brasil-Portugal,já havia dito isto.
    Outra expressão que já está enjoando, como excesso de doce de coco, é “agregando valor”. Sempre que a vejo, seja lendo ou ouvindo, tenho o pensamento de que aquela pessoa que a usa não tem o que eu chamaria de “personalidade linguistica”. Terrível!
    Preciamos ter cuidado, pois a nossa língua corre risco de vida.

  247. Liana Maria de Medeiros

    -

    28/03/2011 às 14:54

    A respeito do comentário do Igor em 08/03/2011, gostaria de fazer uma correção: a linguagem formal é que é denotativa, aquela que tem o mesmo sentido do dicionário. Grave D de denotação e D de dicionário. A linguagem conotativa é a que tem sentido figurado, usando figuras de estilo como a elipse. Ele cometeu uma inversão, mas valeu, Igor.

  248. Igor Serra

    -

    10/03/2011 às 17:37

    *********** CORREÇÃO DOS DOIS COMENTÁRIOS ANTERIORES**************

    1. Sentido Conotativo – Sentido Figurado. Utiliza-se figuras de linguagens. Ex.: Risco de vida (Risco de perder a vida) – Figura de linguagem: Elipse;

    2. Sentido Denotativo – Sentido Real, literal, conforme dicionário. Ex.: Risco de Morte (Risco de morrer);

  249. Igor Serra

    -

    08/03/2011 às 3:05

    … continuando o comentário anterior…
    A expressão “risco de vida” é uma figura de linguagem por omitir termos da expressão “risco de perder a vida”. Figura de Linguagem: Elipse.
    E lembrando novamente, figuras de linguagens não devem ser utilizadas em textos formais para não provocar um mau entendimento.

  250. Igor Serra

    -

    08/03/2011 às 2:59

    Existe um grande equívoco com tais definições! O que vai determinar a expressão que se deve utilizar é o tipo de texto que é redigido. Todos deveriam saber que existem dois tipos de linguagens, são elas: Denotativa e Conotativa. Em um texto FORMAL deve-se utilizar a linguagem conotativa. Já em um texto do tipo literário pode-se utilizar a linguagem denotativa (onde se usa Figuras de Linguagens). Partindo desse princípio, não se deve utilizar a expressão “risco de vida” em textos formais, como dissertações, reportagens, cartas, leis, etc.

  251. xandao

    -

    03/03/2011 às 23:49

    estar no semitério e gritar q exite risco para alguem,ou seja risco de morte, ninguem faz; por q ?

  252. Miro Silveira

    -

    18/02/2011 às 16:34

    Risco de vida, a vida esta em risco…a morte não pode nunca estar em risco.Os mediocres de plantão sempre inventam coisas tôscas, deselegantes e erradas.

  253. Ramon

    -

    30/01/2011 às 18:13

    Professor, adorei a sua digressão esclarecedora. Grato. Ramon

  254. Veronica

    -

    27/12/2010 às 9:37

    Se existe Risco do Negócio (que quer dizer: Risco de perder o Negócio), considero certo Risco de Vida (risco de perder a vida)…

  255. Walter

    -

    19/12/2010 às 18:35

    Por que “corre-se” um risco?
    Porque muito antes de risco significar perigo já significava traço, linha, fio e a frase “correr um risco de vida” equivalia a “estar por um fio de vida” por um traço por um sopro por um fiapo de vida ou seja levar a vida em uma condição precaria (pré= antes,próximo cario=ruína). Foi por sua carga semântica de precariedade que risco se tornou sinônimo de perigo. Trocar risco de vida por risco de morte portanto é romper com a origem da espressão.

  256. edu

    -

    24/11/2010 às 18:49

    Perfeito, é bom ver alguém desmascarar certas pessoas petulantes e arrogantes. Obrigado.

  257. PEDRO

    -

    06/10/2010 às 21:05

    O PROFESSOR PASQUALE DIZ QUE AS DUAS MANEIRAS SÃO CORRETAS, MAS QUE NA EXPRESSÃO RISCO DE VIDA HÁ EMBUTIDO A PALAVRA “PERDER”, ENQUANTO QUANDO SE USA RISCO DE MORTE, É SIMPLISMENTE RISCO DE MORRER, POR ISSO É MAIS FÁCIL USAR RISCO DE MORTE, MAS ELE AFIRMA QUE AS DUAS ESTÃO CORRETAS.

  258. Luis Paulo Fraga

    -

    28/07/2010 às 22:13

    A questão é mais simples:
    “Risco de vida” está relacionado àquela cena clássica do doente, preso na cama de um hospital, ligado a um aparelho monitor cardíaco. Quando o doente morre, o aparelho mostra apenas uma linha, um risco. “Risco de vida”. Simples, não?

  259. Josimar Pereira

    -

    26/07/2010 às 17:42

    O correto é risco de vida, seguro de vida, linha de vida (trabalho em altura).

  260. Pedro Couto

    -

    25/07/2010 às 22:44

    Caro Sérgio, relendo o texto com mais atenção consegui dirimir a duvida. Queira me desculpar, um abraço.

  261. sergiorodrigues

    -

    25/07/2010 às 16:11

    Pedro, explique melhor sua confusão, por favor. Não vejo nenhuma.

  262. Pedro Couto

    -

    25/07/2010 às 15:46

    Depois da explicação fiquei confuso. Pois as Seguradoras vendem o seu produto como sendo “Seguro de Vida”. partindo desse ponto como é que fica?

  263. Stanley

    -

    20/07/2010 às 23:54

    Essa postagem me chamou a atenção. Eu era mais um desses que deixou de usar a expressão “correr o risco de vida”. Agora, voltarei a usá-la e repassarei a informação.

  264. André P

    -

    19/07/2010 às 15:37

    Quem acha graça do ‘risco de vida’ é o mesmo quem Gasset y Ortega chama de ‘homem-massa’.

  265. Lorival

    -

    19/07/2010 às 15:23

    Desculpe, Magnólia, mas e se você mudar o ângulo de observação, isto é, em vez de focar na vida e, corretamente, como você fez, justificar o “risco de vida”, você focar no indivíduo e, neste caso, argumentar que agora é a pessoa que corre o risco de morrer, daí: “risco de morte”. O que acha? Não seria justo deixar conviver as duas formas, aliás como defendeu o articulista?

  266. aline

    -

    19/07/2010 às 15:02

    Na dúvida, diga apenas que o cidadão corre o risco de morrer. E mesmo assim, a expressão é vazia, pois todos nós “corremos o risco” de morrer desde quando nascemos.

  267. aline

    -

    19/07/2010 às 15:01

    Na dúvida, diga apenas que o cidadão corre o risco de morrer.

  268. Magnólia Reis

    -

    18/07/2010 às 19:44

    Penso, senhores, que historicamente o povo sempre usou o termo risco de vida para apresentar o fato de que alguém esteja com a “vida em risco.”
    Agora, faça a interpretação com risco de morte: será que a morte corre algum risco ?
    O português, de fato, é muito flex.

  269. Uber

    -

    17/07/2010 às 13:16

    Como já disse um Guimarães Rosa: “Viver é perigoso!”
    E também como se diz por aí, “para morrer, basta estar vivo”!
    Por isso eu prefiro “risco de vida” e não essa palhaçada politicamente correta de “risco de morte”.

  270. Emílio

    -

    16/07/2010 às 15:31

    Sempre tem umas pessoas pra dizerem: ” Ah! Finalmente encontrei alguém para me tirar essa dúvida…” A expressão continua errada, minha filha. Afinal, o senso comum já adotou “risco de morte” como sendo a forma correta segundo o padrão culto da língua. Não é porque o articulista se posicionou favoravelmente ao uso de “risco de vida” que seu uso é correto. Responda isso num concurso público para você ver.

    Um abraço.

  271. sergiorodrigues

    -

    16/07/2010 às 10:46

    Caros todos, que beleza ler um debate desses aqui, em nível tão alto. O colunista agradece todas as contribuições.
    .
    Alvacir: não diga um despropósito desse sobre os tataravós. Alguém pode acabar induzido ao erro.

  272. Alvacir

    -

    16/07/2010 às 8:33

    Intrigante o fato de pessoas que escrevem para uma multidão, “assassinarem” a língua portuguesa. Chama-nos atenção o fato de o autor, ao comentar o uso incorreto de determinado vocábulo ou expressão, usar de um outro errôneo, como no caso acima, usar o vocábulo “tataravós”. É inconteste que, tanto para avós, quanto para netos, usa-se bis, tri, tetra, penta, etc. Desta forma, seria prudente que, de forma análoga, não deveria, um escriba, usar o termo tataravós, para fomentar o uso incorreto do mesmo.

  273. Julio

    -

    16/07/2010 às 1:11

    Eu prefiro risco de vida, porque da a impressão que está arriscando a vida, já em risco de morte, parece que não tem urgência. Parece que risco de morte fica legal quando tem alguém morrendo de velho no hospital, e risco de vida combina mais quando alguém está arriscando a vida em alguma aventura.

  274. Guina Ramos

    -

    15/07/2010 às 22:01

    Que maravilha ver alguém explicitar esta obviedade!
    É que quando a TV joga um “risco de morte” na nossa cara nem dá tempo de reagir, fica no ar uma postura pretensiosa, a de que estão se dispondo a corrigir a sociedade…
    Espero que leiam seu texto e se manquem!
    (E que não venham criticar esta velha expressão popular)

  275. Maria

    -

    15/07/2010 às 21:31

    Para mim não há nada mais ingênuo do que o pensamento de Steven Pinker em articular instinto à linguagem. Tanto quanto pensar que o instinto da linguagem (sic) explicaria qualquer fenômeno de linguagem.

  276. Fernando R

    -

    15/07/2010 às 20:31

    O que está em risco é a vida, não a morte. Acho muito feia a expressão “risco de morte”.

  277. Oni Presente

    -

    15/07/2010 às 20:25

    Sua tese fugiu léguas do verdadeiro absurdo da frase “risco de morte”. Ora, você deveria usar o mesmo argumento para informar que NINGUÉM corre risco de morte. A morte não é nenhum risco. Qual o risco que tem uma pessoa que já morreu? Ao passo que “risco de vida” quer dizer A VIDA POR UM TRIZ… UM RISCO! Viver traz riscos, morrer não! O certo é RISCO DE MORRER.

  278. Renato

    -

    15/07/2010 às 19:01

    Discordo. Um erro, por mais tempo que ele seja usado e por quem seja usado, será sempre um erro. Na minha opinião, “risco de vida” agride aos ouvidos pela clareza de sentido. É um problema semântico. O que nós pudermos fazer para o melhor entendimento de uma mensagem, é bem-vindo. A matéria é um desserviço.

  279. André Conforte

    -

    15/07/2010 às 18:55

    O problema é as pessoas acharem que a língua é feita de uma lógica matemática. Não é. A lógica da língua é outra. Assim como, ao dizermos “pois não” estamos dizendo “sim”, e ao dizermos “pois sim” estamos, de certa forma, dizendo “não”, ao dizermos “risco de vida” e “correr atrás do prejuízo” estamos dizendo apenas aquilo que essas expressões sempre quiseram dizer. Deve-se ao ranço de alguns jornalistas e consultores gramaticais (O Sérgio Rodrigues é uma feliz exceção a isso, até porque NÃO é consultor gramatical) essa besteira de ficar analisando essas expressões logicamente e querer mudar a língua no cabresto. Nunca ouviram falar em idiotismos, idiomatismos ou expressões idiomáticas, que existem em português também, não só em inglês. Acontece que, em português, não precisamos estudá-los, pois os aprendemos de oitiva. Parabéns, Sérgio, que você traga alguma lucidez linguística a esse meio tão afetado pelo purismo gramatical que é o jornalismo brasileiro.

  280. luiz breyner

    -

    15/07/2010 às 18:24

    O problema de ensino no Brasil é achar que tudo e os métodos usados antes são retrógrados, ineficientes e burros. Os inteligentes nasceram todos nessa época, antes só nascia topeira. Essa mentalidade matou o ensino, a língua e encheu as escolas de intelectualóides analfabetos, mas arrogantes.

  281. Pedro Couto

    -

    15/07/2010 às 17:07

    Engraçado! As companhias de seguros, vendem o seu produto como sendo: “SEGURO DE VIDA”. Porém agora com essa explicação, fiquei em dúvida. qual seria o certo?

  282. Andre

    -

    15/07/2010 às 17:04

    Ah é? Agora “de” serve para simbolizar “para a”?

    Como diria o Doutor Plausível, o Brasil é como é por causa da língua. O falante precisa falar outra coisa que não o que a mensagem que se quer passar para que o ouvinte entenda… a mensagem que se quer passar…

  283. Fabiola

    -

    15/07/2010 às 16:45

    Dói quando escuto “risco de morte”.
    De repente uma expressão tão ususal é relegada ao ostracismo?

  284. Pablo

    -

    15/07/2010 às 16:41

    Qual o maior risco que temos em vida? Morrer. Pois então, é simples.

  285. Jose Milton

    -

    15/07/2010 às 16:34

    Achei ótimo o esclarecimento pois também a mim chamava a atenção a expressão risco de morte, embora correta.
    A propósito, uma palavra cuja pronúncia mudou nos noticiários da TV é a antiga necrópsia que agora virou “necropsía”. Qual a pronúncia correta?

  286. Alex

    -

    15/07/2010 às 15:55

    Parabéns, Sérgio Rodrigues, pela explicação. Pessoas com o raciocínio raso não conseguem entender a mensagem embutida na expressão. São capazes de levantar dúvida em torno de copo d’água. Certamente não concordam pois o copo não é feito de água…e por aí vão.

  287. luiz de luca

    -

    15/07/2010 às 15:46

    Concordo inteiramente.Machado de Assis usou a expressão- risco( de perder) a vida. O risco de morte é irmão-gêmeo do brasileiros e brasileiras do Sarney, do correr atrás do prejuízo do Galvão Cala-a-boca Bueno,do estórias de um imitador do Guimarães Rosa, entre outras, cujos autores não fariam nenhuma falta se sumissem da vida pública.

  288. Ferreira

    -

    15/07/2010 às 14:50

    Maravilhoso texto. Fiquei satisfeito ao aprender que a expressão “risco de vida” está correta. Nunca tive problema em entendê-la e sempre preferi utilizá-la, pois não achava cabível julgá-la errada depois de tanto tempo de uso na língua escrita. É lamentável que muitos se vendam a esta nova expressão, que embora não seja errada, dá a entender que a expressão “risco de vida” esteja equivocada e não deva ser utilizada.

  289. João Menezes

    -

    15/07/2010 às 14:43

    Excelente comentário. Bom mesmo seria que as redações dos meios de comunicação fossem menos boçais e procurassem transmitir cultura sem agredir nossa gramática que esquisitices como essa.

  290. Paulo César

    -

    15/07/2010 às 14:39

    Essa substituição de “risco de morte” por “risco de vida” sempre achei estranha e de mau gosto. Não é natural. Creio que faltou na matéria dizer que boa parte dos recursos de linguagem que utilizamos não é lógica, nem direta. Palavras e expressões têm história com muitas influências nas origens dispensadas, subentendidas ou esquecidas depois. Há outras forças mais poderosas e benéficas à linguagem que a que própria lógica em muitos casos. Exemplos: “calção” não é uma calça grande; o “filhinho” dito carinhosamente por uma mãe pode se referir a um rapaz de 1,90 m. Sem falar nas inúmeras metonímias: “O morro desce todo em dias de festa”, “O verde é vida”. Ah! E tentar corrir o “correr atrás do prejuízo” por “correr atrás do lucro”, poderá talvez ficar mais lógico, mas totalmente estropiado do ponto de vista do efeito comunicativo.

  291. giselle

    -

    15/07/2010 às 14:27

    Correr risco de vida quer dizer:
    estar com a vida colocada em risco; risco de perder a vida.

    Concordo e agradeço muito a explicação do professor Sérgio Rodrigues.

  292. Jose tadeu Campos Ferreira

    -

    15/07/2010 às 13:53

    De maneira que a minha Vida é quem corre risco, uma vez que morto (estado permanente), minha morte não corre risco de vida!

  293. Jose tadeu Campos Ferreira

    -

    15/07/2010 às 13:42

    Não entendi nada, de qualquer maneira, estou “vivo”, e minha vida todo dia corre risco.., de “morte”. Uma pergunta para o CONSULTÓRIO, POR QUÊ ONTEM “NÓS” PERDEMOS PARA “AGENTE”, E HOJE, “EU” ESTOU PERDENDO PARA “VOCÊ” ?

  294. Julio Silveira

    -

    15/07/2010 às 13:14

    Berloque, os franceses dizem “danger de mort” assim como dissemos “perigo de morte”, e dizem “vie risqué” assim com dissemos “risco de vida”. Jamais diriam “risque de mort” porque isso só pode significar que a morte está em risco. Em suma, “risco de vida” é “perigo de morte”.
    Sobre “correr atrás do prejuízo”, entendo-se que não se “corre atrás” (no sentido de tentar alcançar) mas apenas se corre e, como o prejuízo está a frente (ou adiantado), está-se atrás em relação a ele.

  295. Berloque Gomes

    -

    15/07/2010 às 11:29

    Em francês, por exemplo, diz-se “danger de mort”. Ou seja, a expressão “risco de morte” não tem nada de absurda nem é apenas modismo. Outro exemplo: muita gente diz “correr atrás do prejuízo”, mas obviamente a frase é bizarra. Corre-se atrás é do lucro, querendo diminuir o prejuízo. Desde criança achava a expressão “risco de vida” estranha. A razão: era estranha mesmo.

  296. Marilucia

    -

    15/07/2010 às 11:03

    Ah! Finalmente encontrei alguém para me tirar essa dúvida, eu achava que eu estava errada, me surpreendi quando comecei a ouvir o tal “risco de morte” tão falado principalmente na TV Globo. Sempre entendo o risco de vida como risco para a vida, algo que pode fazer peder a vida, e agora se voce se ousar falar risco de vida é taxado de ignorante, fala serio! Fico feliz em saber que eu não estava tão enganada assim, obrigada e muito esclarecedora a matéria.

 

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