Blogs e Colunistas

Arquivo de janeiro de 2012

31/01/2012

às 13:50 \ Curiosidades etimológicas

A língua, a bunda e a ‘língua bunda’ de Lobato

“A bunda, que engraçada”, já sabia Drummond. “Está sempre sorrindo, nunca é trágica.” Dividida ao meio, tem uma nádega apoiada na linguagem chula e a outra na mais cândida intimidade. Informal sempre, deve-se evitá-la em discursos educados: preferir um clínico glúteos, um anódino nádegas, um inocente traseiro, um tatibitate bumbum, um cômico fundilhos, um pândego pandeiro, um pedante derrière ou mesmo um regionalista tundá – entre outras opções disponíveis num vocabulário vasto.

Afinal, não estamos falando de um “nome feio”? O mais risonho e infantil dos palavrões, mas ainda palavrão? Bem, quase isso. Bunda é um vocábulo que ainda não entregou suas últimas reservas de crueza ao sistema – ao sistema da língua asséptica, polidinha, carimbada. A população brasileira em peso sabe que, no fundo, é bunda mesmo a palavra definitiva para aquele volume musculoadiposo que os seres humanos têm na parte de trás do quadril, em graus variados de proeminência, ao sul de quem é dono dela. Por que, então, o vocábulo conserva-se maliciosamente sorridente, como queria Drummond?

Trata-se de um brasileirismo de origem africana. Veio do quimbundo mbunda, “quadris, nádegas” (sentido que tem também em Angola), e tomou em nosso vocabulário sócio-erótico-anatômico um assento que em condições normais estaria reservado a um filho do latim culus, como ocorreu em Portugal. O pioneiro no registro do vocábulo originado no quimbundo foi o dicionário Constâncio de 1836, o que quer dizer que a bunda já devia saracotear por aí sem certidão de nascimento pelo menos desde o século 18.

Como curiosidade, registre-se o uso que o escritor Monteiro Lobato (foto) gostava de fazer da expressão pejorativa “língua bunda” para designar o português inculto falado pela maioria da população brasileira – em consonância com o sentido de “ordinário, de baixa qualidade” que a palavra conserva até hoje.

Num dos contos de “Urupês”, Lobato menciona jornais populares nos quais “se estampam em língua bunda as facadas que Pé Espalhado deu no Camisa Preta…”. A expressão volta a aparecer em sua correspondência com Godofredo Rangel, reunida em “A barca de Gleyre”, onde a escritora Ana Maria Gonçalves encontrou recentemente uma coleção de declarações abertamente racistas do criador de Narizinho – racismo que tudo indica estar também na origem da locução “língua bunda”.

29/01/2012

às 9:00 \ Crônica

Despauté-Rio

Das palavras disponíveis em nossa língua para nomear o assombro diante do que não faz sentido, de tudo aquilo que não pode – ou não deveria poder – ser, sempre tive uma quedinha especial por despautério.

É o substantivo masculino despautério, nascido no século 19, que me vem primeiro à cabeça quando três prédios inteiros – um deles de vinte andares – viram pó de um minuto para o outro numa área nobre do centro da minha cidade, ao lado do Teatro Municipal.

A palavra presta dúbia homenagem a um velho gramático flamengo, Despautère (Despauterius em latim), muito popular na Europa nos séculos 16 e 17, que no entanto passou à história com a fama de confuso e dado a espalhar asneiras.

Quando o absurdo é apenas dito, o despautério vira sinônimo de tolice, dislate, besteira, no espírito da referência original ao tal filólogo. Mas é em sua acepção figurada – quando o absurdo que nomeia é um fato, um desatino não mais de julgamento individual, mas impregnado no próprio tecido do mundo – que despautério ganha mais força expressiva.

No entanto, é recurso que se deve usar com parcimônia. Como tudo que se banaliza, o assombro invocado por despautério tende a perder potência quando muito repetido. Edifícios que esfarelam, bueiros explosivos, turistas que despencam do bondinho pelo buraco na grade sobre o abismo, ônibus que ignoram sinais vermelhos, caipirinhas a R$ 20,00 em qualquer biboca, imóveis mais caros que em Manhattan ou Paris. Despauté-Rio.

Tem horas que só partindo para a invenção.

28/01/2012

às 9:00 \ Palavra da semana

Edifício, ou o samba do etimologista doido

Marcelo Piu/Agência O Globo

O etimologista estava tomando chope no Amarelinho e pensando nas fantasias que havia de inventar para o Carnaval que se aproxima quando ouviu o estrondo e tudo tremeu.

– Caiu um edifício! – gritou alguém.

Vinha dos lados do Municipal uma nuvem de poeira fina, parecendo lunar, a cobrir carros e turvar a atmosfera. As luzes dos postes boiavam fantasmagóricas dentro dela. O etimologista ficou em pé sobre sua cadeira.

Aedificium – pontificou – é o que foi edificado. De aedificare, aedis + facio, ou seja, casa + fazer: casafazer, fazer casa!

Ninguém lhe deu bola, evidentemente. Pessoas corriam de um lado para o outro, vozes se entrecruzando confusas, abafadas. Mesmo quando perplexas ou em desespero, abafadas: até o ruído do mundo parecia embaçado pelo pó verde e frio. Aqui e ali, destacava-se um grito de dor. Ouviu-se o som aquático de uma sirene.

Com a sanidade inteiramente desmoronada, o etimologista desceu da cadeira, sentou-se e ficou resmungando sozinho, nariz quase enfiado na tulipa meio vazia:

Aedis é base, pouso, ninho, residência. Como em edícula: edícula é casinha! Junte-se a isso o facio, facere, e está feito: fazer, fabricar, executar, cumprir uma ordem, dar forma a um projeto. Facio, matriz do fato e da fazenda, do ofício, do magnífico e também do malefício.

– Caiu um edifício! – gritaram de novo.

Porque na hora pensou-se que fosse um. Quem seria doido de imaginar três, se um já era o fim da picada? Nem mesmo o etimologista.

26/01/2012

às 12:52 \ Consultório

‘Como um todo’: modismo e redundância? Sim, mas…

“Costumeiramente ouvimos uma série de expressões, construções, as quais podemos incluir em algumas categorias – umas são ‘duvidosas’, outras, apenas uma questão de gosto (ou mau gosto), e outra categoria, a das expressões mais infelizes, é a das construções automáticas e estranhas, sobre cujas estruturas e legitimidade pouca gente se questiona. Recentemente, numa entrevista na TV, ouvi um sujeito dizer ‘…no país como um todo’. Isso existe? Em ‘no país’ já não fica subentendido o país inteiro, todo o território?” (Ricardo Fellman)

Antes de mais nada, reconheça-se que a consulta de Ricardo Fellman é a de um falante preocupado com uma praga que merece mesmo preocupação: a propensão que todos temos para cair na linguagem automática, no uso irrefletido de expressões que muitas vezes nos levam a proferir palavras vazias, de sentido escasso ou até, quando as examinamos de perto, incongruente. São as muletas discursivas, os arredondamentos rítmicos etc.

Isso é pecado? Depende de diversos fatores: hora, lugar, intenção, até mesmo grau de capricho com que cada um trata – e gosta de ser visto tratando – o idioma. A margem de liberdade individual corresponde à apropriação que cada falante deve fazer dos recursos disponíveis na língua, tornando-os seus. As necessidades de comunicação nunca caberão inteiras na função denotativa da linguagem, aquela centrada na simples transmissão de uma mensagem: o jogo inclui uma série de bordões, lugares-comuns, interjeições, gírias, vocativos, marcadores de ritmo.

Se for desejo do falante – seja por necessidade ou por prazer, no plano profissional ou no pessoal – investir em elegância, apuro e precisão, livrando sua língua na medida do possível de todos os automatismos, modismos e outras sujeiras, o primeiro passo é desconfiar de tudo mesmo. Desenvolver um olhar crítico como o de Fellman dá trabalho, mas é saudável. No entanto, deve-se tomar cuidado com os exageros. A expressão que o leitor condena parece estar realmente na moda: fala-se no país como um todo, na sociedade como um todo, quando muitas vezes bastaria dizer “no país” e “na sociedade”. Mas atenção: nem sempre!

“Em ‘no país’ já não fica subentendido o país inteiro, todo o território?”, pergunta Fellman. A resposta é: não necessariamente. “O maestro italiano desembarcou no país hoje de manhã” é uma afirmação diante da qual ninguém supõe que o visitante tenha posto os pés simultaneamente em todo o território nacional. No fim das contas, trata-se de um caso muito parecido com o da expressão “eu, particularmente”, já comentada aqui. Para saber se estamos diante de uma redundância besta ou de uma expressão funcional, é preciso analisar o contexto. Como naquele caso, a funcionalidade de “como um todo” me parece inegável em frases opositivas como esta: “Há bolsões de desenvolvimento, mas o país como um todo é atrasado”.

*

Envie sua dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática etc. Toda quinta-feira o colunista responde ao leitor na seção Consultório. E-mail: sobrepalavras@todoprosa.com.br

24/01/2012

às 13:28 \ Curiosidades etimológicas

Pirata: no mar das línguas, o empreendedor sem bandeira

O debate sobre as propostas de legislação antipirataria em discussão no Congresso dos EUA (leia um apanhado geral aqui) pôs em evidência um sentido relativamente novo para uma palavra antiga: pirata. Mas como foi que o corsário, o bucaneiro, bandido temido por séculos nos oceanos do mundo e que tem sua encarnação pop mais famosa no Jack Sparrow da série cinematográfica “Piratas do Caribe” (foto), como foi que o filibusteiro se transformou no pirata da era eletrônica?

Por metáfora, claro. Ou melhor, por uma série de metáforas, uma expansão gradual de sentido que teve como motores as ideias de rapinagem, ilegalidade, ousadia e oportunismo. Antes mesmo de se estabelecer no mundo digital, o sentido hoje em evidência estava maduro: o termo pirata passou a designar em algum momento do século 20 a atividade de copiar analogicamente obras artísticas – discos, livros etc. – sem o pagamento de direitos autorais. Antes ainda, já se registravam em português as acepções de ladrão (genérico), trapaceiro, malandro, arrivista e até namorador.

Todos esses sentidos são derivados do significado original de aventureiro dos mares com o qual a palavra desembarcou em nossa língua em princípios do século 16 – e quem quiser imaginar um desembarque de espada nos dentes, pode. Após uma tabelinha com o italiano pirata, ela vinha em última análise do grego peirates, “aquele que tenta (um golpe), que se arrisca” – palavra que, assim como os vocábulos perigo, perícia e experiência, tem relações de parentesco com o grego peirá, “tentar, empreender”.

Quer dizer que bem no fundo do pirata dorme um empreendedor? É curioso que, falando de pirate, o American Heritage Dictionary destaque entre seus traços distintivos o fato de que ele matava e pilhava por conta própria, isto é, sem estar a serviço de uma “nação soberana”. Ou seja: o que fazia do pirata um bandidão não eram propriamente suas ações, mas a falta de uma bandeira que as legitimasse.

22/01/2012

às 9:30 \ Crônica

A palavra escrita

A palavra escrita foi revalorizada pela internet.

A palavra escrita foi banalizada pela internet.

A palavra escrita foi superada pela internet.

A palavra escrita abre outras palavras escritas na internet.

A palavra escrita emoldura e descortina sons e formas e cores e pequenos choques elétricos disparados diretamente em nosso sistema nervoso central pela internet.

A palavra escrita colorida ou sublinhada é um portal para fora do mundo da palavra escrita, na imensidão da internet.

A palavra escrita.

Escrita.

A palavra escrita quando entrecortada de estímulos sensoriais não induz no leitor o mesmo tipo de transe imaginativo que a palavra escrita pura provoca.

A palavra escrita, abstração máxima, mais afinado veículo de pensamento, precisa de silêncio e duração para reverberar.

A palavra escrita nunca vai morrer (embora possa ficar doente), não importa qual seja o futuro dessa tal de internet.

21/01/2012

às 9:00 \ Palavra da semana

‘Essa Sopa vai acabar?’

Superando favoritas como estupro, naufrágio e Canadá, a Palavra da Semana saiu dos vitoriosos protestos que rolaram no mundo digital na quarta-feira, com o protagonismo da Wikipedia e a participação especial de Mark Zuckerberg, do Facebook, numa nota em seu perfil na própria rede social. Os protestos tinham como alvo um inimigo chamado Sopa, que ontem acusou o golpe e, cambaleando, recuou alguns passos.

O Stop Online Piracy Act (SOPA, ou simplesmente Sopa) é um projeto de lei que estava em tramitação na Câmara dos Deputados dos EUA e que, se aprovado, imporia severas restrições à liberdade de expressão na internet. Diante da gritaria, seu proponente retirou-o para reavaliação. Outro projeto semelhante, conhecido como Pipa, ainda corre no Senado, mas teve sua votação adiada.

O objetivo dos dois projetos de lei é dizer aos “piratas”, categoria vaga que abrange do profissional do crime ao internauta comum: “Essa sopa vai acabar!”. Sopa, no caso, é a copiação desenfreada, o compartilhamento universal, a pirataria desabrida. Muita gente assina embaixo da intenção moralizadora – nem todos: Paulo Coelho protestou contra o Sopa apregoando memoravelmente em seu blog: “Piratas do mundo, uni-vos e pirateai tudo o que escrevi na vida!” Contudo, se o mundo digital precisa ou não de remédio, o que parece ter ficado claro é que a dose do remédio proposta pelo Sopa poderia aleijar a internet.

Sinônimo de alimento genérico por metonímia e de ajuda ou proteção por metáfora, nossa boa e nutritiva sopa, que em última análise vem do germânico suppa, “pão empapado em caldo”, não merecia uma xará como essa.

19/01/2012

às 11:53 \ Consultório

O cachê dos artistas nasceu com sentido escuso?

“Alguém me explicou que a palavra cachê, pagamento recebido por artistas, vem do francês ‘caché’, escondido. De onde vem essa relação? Parece que teria a ver com a informalidade da atividade artística, pagamentos feitos por baixo do pano, caixa dois. O senhor confirma isso e poderia acrescentar mais detalhes?” (Rômulo Alcântara)

Não confirmo não, Rômulo. A relação entre nosso substantivo cachê e o adjetivo francês caché (particípio de cacher, “ocultar”) é apenas imaginária. No entanto, como soa verossímil (e na verdade é de compreensão muito mais imediata do que a explicação verdadeira), esse cachê-caché vem se transformando numa daquelas lendas etimológicas resistentes, como a que enxerga na origem do vocábulo forró o fantasma da expressão inglesa for all (leia sobre esse mal-entendido clássico aqui).

Fomos buscar a palavra cachê no francês, sim, mas não no adjetivo cachê e sim no substantivo cachet, de significado idêntico: “remuneração dada a um artista por cada uma de suas apresentações”. Para que cachet viesse a ganhar tal sentido em sua língua original, foi preciso que a acepção inicial – de “sinete, carimbo” – se desdobrasse, por metonímia, na de carnê, bloquinho de folhas carimbadas que iam sendo destacadas a cada acerto de contas.

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Envie sua dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática etc. Toda quinta-feira o colunista responde ao leitor na seção Consultório. E-mail: sobrepalavras@todoprosa.com.br

17/01/2012

às 13:46 \ Curiosidades etimológicas

Wiki é um sucesso. Mas o que é wiki?

A esta altura do pagode digital, todo mundo que tenha um mínimo de experiência com a rede mundial de computadores sabe o que é a Wikipedia, e mesmo quem ainda vive num mundo exclusivamente analógico dificilmente terá conseguido escapar das polêmicas notícias recentes sobre o WikiLeaks. Nada disso, porém, torna menos enigmático para a maioria o significado daquilo que os dois sites citados acima, entre muitos outros, têm em comum: a palavra wiki.

No mundo da computação, wiki passou a ser usado como nome genérico de websites colaborativos, ou seja, aqueles cujo conteúdo pode ser modificado pelo usuário. O termo foi criado em 1994 pelo programador americano Ward Cunningham, que desenvolveu o primeiro software wiki e o batizou de WikiWikiWeb. Note-se que as iniciais dialogam com o www de world wide web (rede mundial de computadores), mas Cunningham garante que sua inspiração foi mais prosaica: limitou-se a copiar o nome dos ônibus expressos do aeroporto de Honolulu, Wiki-Wiki, uma expressão regional havaiana que significa “rapidinho”. Cunningham queria destacar a rapidez e a simplicidade de seu programa.

De interesse restrito a programadores em seus primeiros anos, o conceito e suas aplicações tiveram uma explosão de popularidade a partir de 2001, quando foi lançada a Wikipedia. Desde então, uma grande quantidade de empreendimentos digitais tem usado a palavra como elemento de composição para criar suas marcas – como, a partir de 2006, o WikiLeaks. Em 2007, o verbete wiki estreou na versão online do dicionário Oxford.

15/01/2012

às 11:54 \ Crônica

Você trouxe a senha?

Gostamos de imaginar que o princípio da linguagem é sempre positivo: informar, comunicar, dar a ver. De bom grado, fazemos vista grossa para o fato de que tal princípio é ambivalente até a medula, um jogo de sedução em que, como na sedução sexual, o que se esconde provoca até mais do que aquilo que está escancarado.

O claro-escuro da linguagem perpassa tudo – até um bom-dia despreocupado, se quisermos ser filosóficos – mas é mais evidente em fenômenos como o das gírias e jargões, códigos linguísticos que são bolados tanto para comunicar quanto para confundir, isto é, para incluir os iniciados e ao mesmo tempo excluir os “otários” do círculo de sentido que instaura. Os adolescentes adoram o truque e julgam tê-lo inventado há dez minutos. Os primeiros registros históricos de gírias datam da Idade Média, mas é provável que elas já existissem antes disso.

No caso das escritas secretas, em geral de uso militar, o lado escuro da linguagem fica ainda mais evidenciado. Essa modalidade específica de mensagem cifrada tem uma história mais antiga que a das gírias: foi mencionada pela primeira vez pelo grego Heródoto, o chamado “pai da História”. Desde então, incontáveis batalhas (literais) foram ganhas e perdidas pelos criadores e decifradores de códigos, militares e membros de serviços secretos, com destaque para seu papel fascinante na Segunda Guerra Mundial.

Hoje a guerra é diferente: com o desenvolvimento do comércio eletrônico, a criptografia transformou-se em ferramenta de uso civil e corriqueiro, o que torna o cidadão mediano do século 21 um exímio memorizador – e, infelizmente, também um esquecedor – de senhas. Toda essa história épica está contada com abundância de detalhes numa obra do inglês Simon Singh, físico e jornalista, chamada “O livro dos códigos” (Editora Record, 1999). Singh tem um talento notável para transformar em explicações saborosas os raciocínios científicos mais herméticos, o que o torna uma espécie de decifrador de códigos ele mesmo.


 

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