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15/05/2012

às 12:46 \ Clássicos

Manuel Álvarez Bravo

Importantes nomes da história da fotografia moderna são conhecidos por ter publicado um grande livro, ter realizado um ensaio memorável ou por ter marcado determinada época. O mexicano Manuel Álvarez Bravo (1902-2002) é a antítese da figura do fotógrafo com uma produção pontualmente delimitada.

Autor de uma extensa obra, que perpassa mais de setenta anos dedicados a fotografia, Álvarez Bravo fotografou a paisagem, a natureza e o povo mexicano, fez retratos de amigos e desconhecidos, enveredou pela fotografia surrealista e simbólica, pelo pictórico, pelo nu e o abstrato.

Nascido na Cidade do México, Bravo viveu cercado por amigos artistas como Diego Rivera, Frida Khalo e José Clemente Orozco. Além disso, manteve contatos pessoais e artísticos com o poeta surrealista André Breton e os fotógrafos Henri Cartier-Bresson e Paul Strand, que visitaram o México na década de 1930, época de muita troca entre os artistas latino-americanos, americanos e europeus. Desses contatos resultou, em 1935, em Nova York, a exposição Documentary and Anti-Graphic Photographs, com fotografias de Cartier-Bresson, Walker Evans e Álvarez Bravo.

Já tendo passado pelo Rio de Janeiro, a exposição Manuel Álvarez Bravo: Fotopoesia está em cartaz no Instituto Moreira Salles em São Paulo até o dia 8 de julho. É uma oportunidade única de conferir 180 fotografias de Bravo. Com a exposição, o IMS lançou o livro Manuel Álvarez Bravo: Fotopoesia (IMS, 2011, 336 pg.) com 374 fotos do artista.

Alexandre Belém

1.  Sede pública, 1933-1934. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

2.  Pianola, 1932. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

3.  Figuras no castro, década de 1920. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

4.  Barbeiro, 1924. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

5.  Instrumental, 1931. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

6.  O sonhador, 1931. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

7.  Homem de Papantla, 1934-1935. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

8.  Retrato póstumo, 1934-1935. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

9.  Atrás do muro, década de 1930. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

10.  O eclipse, 1933. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

11.  Retrato do Eterno, 1935. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

12.  Filha dos dançarinos, 1933. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

13.  Trabalhador em greve, assassinado, 1934. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

14.  Lembrança de Atzompan, 1943. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

15.  Com seu filho, década de 1950. (Manuel Álvarez Bravo © Colette Urbajtel/Asociación Manuel Álvarez Bravo, a.c.)

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2 Comentários

  1. Nicholas

    -

    29/05/2012 às 12:53

    Excelente seleção de imagens! Estão aí as provas plásticas e dolorosas de um Mexico faminto e subdesenvolvido do início do século XX…

  2. Jairo Araujo

    -

    15/05/2012 às 16:06

    Mais do que célebres e traços de de um dos maiores de todos os tempos!

 

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