Blogs e Colunistas
Share

16/03/2011

às 14:31 \ Clássicos, Técnica

Claudio Edinger

Em anos recentes, o fotógrafo carioca Claudio Edinger, 58 anos, 13 livros publicados, tem se dedicado a uma sistemática documentação de cidades e paisagens com a câmera de grande formato, que produz fotos na dimensão 4×5 polegadas (10×12,5 cm). Além de Paris, Los Angeles, Rio de Janeiro e São Paulo, o fotógrafo já se aventurou pela Amazônia, pelo Nordeste e pelo Sul do Brasil. Este post do Sobre Imagens apresenta um ensaio sobre o sertão da Bahia realizado entre 2005 e 2010.

A câmera de grande formato usa filmes em chapas. As mais usadas são as de 4×5 e 8×10 polegadas. Extremamente simples na construção, a câmera tem a parte dianteira com a lente e a traseira com o vidro para focagem e local para o suporte da chapa. As duas partes são ligadas por um fole e toda essa estrutura é móvel e ajustável verticalmente, horizontalmente e perpendicularmente. Com isso, o foco pode ser colocado em qualquer local do espaço que se quer fotografar.

Esse efeito de “foco seletivo” é bastante explorado por Edinger em seus ensaios. “Tenho tentado aprofundar minha pesquisa com o foco seletivo, que além de ser a forma como enxergamos o mundo, cria um paradoxo e uma síntese dentro da imagem. E o que o mundo tem de mais interessante são os paradoxos e as sínteses”, diz o fotógrafo.

No Brasil, está cada vez mais difícil a produção com câmeras de grande formato. A oferta de filmes é pequena e os poucos laboratórios que antes os revelavam estão desaparecendo. Efetivamente, a tecnologia está fazendo da fotografia analógica um trabalho cada vez mais caseiro. Muitos fotógrafos estão retomando os seus laboratórios e procurando a autossuficiência.

Por outro lado, cada vez mais, Edinger tem fotografado com o seu iPhone e o resultado tem sempre as suas marcas de apuro estético e empenho documental. Prova maior de que a tecnologia é apenas uma ferramenta para o talento.

Alexandre Belém

1.  Andaraí, 2010. (Claudio Edinger)

2.  Utinga, 2010. (Claudio Edinger)

3.  Tomba Surrão, 2007. (Claudio Edinger)

4.  Povoado, 2005. (Claudio Edinger)

5.  Palmeiras, 2007. (Claudio Edinger)

6.  Bom Jesus, 2005. (Claudio Edinger)

7.  Nova Redenção, 2010. (Claudio Edinger)

8.  Milagres, 2010. (Claudio Edinger)

9.  Bom Jesus, 2005. (Claudio Edinger)

10.  Milagres, 2010. (Claudio Edinger)

11.  Itaetê, 2006. (Claudio Edinger)

12.  Itaporangaba, 2007. (Claudio Edinger)

13.  Ituaçu, 2010. (Claudio Edinger)

14.  Andaraí, 2006. (Claudio Edinger)

15.  Andaraí, 2005. (Claudio Edinger)

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

18 Comentários

  1. Teresinha

    -

    12/12/2011 às 21:26

    Com esta técnica ele deu poesia para a simplicidade humana.

  2. Alexandre Severo

    -

    26/03/2011 às 12:27

    Edinger é referência sempre.

  3. edmar melo

    -

    21/03/2011 às 6:16

    Belém mais uma vez o parabenizo por tornar fácil e comum o acesso a belos trabalhos na arte de fotografar como esta pérola do Cláudio.
    Voce tem uma missão por aqui: dividir a fotografia com o mundo.
    Vida longa a seu profissionalismo. Obrigado.
    abs
    edmar melo

  4. Rosangela Guedes

    -

    20/03/2011 às 13:00

    Alexandre Belém e Claudio Edinger, vocês são ótimos demais!!!!!!!! Ver e rever imagens tão lindas e tão inspiradoras É VIDA, É FELICIDADE!!
    Obrigada.

  5. Patricia Artico

    -

    20/03/2011 às 12:31

    sempre é uma surpresa ver as fotos do Edinger, mesmo que pela segunda ou terceira vez. sempre encontro novos detalhes para explorar…sou fã!

  6. Augusto Froehlich

    -

    20/03/2011 às 9:55

    Parabéns, Cláudio. Já conhecia essas imagens e é sempre um deslumbre e um enorme prazer visual e intelectual encontrá-las novamente. Nossa visão é seletiva, nosso olhar é seletivo, assim como nossa memória.
    Só não concordo com o “fotógrafo carioca”: para mim o texto seria “fotógrafo universal nascido no Rio”.

    Parabéns também Alexandre Belém por seu trabalho e por este blog/coluna e Veja pela iniciativa e apoio.

  7. Sonia Braga

    -

    20/03/2011 às 9:16

    É muito bom rever tão lindas imagens!

  8. Pri Vidigal

    -

    19/03/2011 às 22:52

    Claudio, gostei muito do seu colorido sensivel descontraído centrando a alma humana e alma da materia, Parabens pela arte!

  9. luciano

    -

    19/03/2011 às 9:59

    Trabalho maravilhoso, dá para afinar ainda mais a ótima edição parabéns!

  10. Bruno Figueiredo

    -

    19/03/2011 às 2:16

    Sensacional!!!

  11. Betina Samaia

    -

    18/03/2011 às 19:56

    Claudio,
    impressionante a sua capacidade de revelar o sentimento dessas pessoas dentro de um sistema tão pouco “instantâneo” como é a 4×5. são fotos lindas e dramáticas!
    não é à toa que essa série foi escolhida como uma das melhores do ano pela conceituadíssima Photo District News!.
    super merecido! parabéns.

  12. João Guilherme

    -

    17/03/2011 às 22:41

    Lino, é modo de espressar por isso tilt shift entre aspas… sei q isso é foto seletivo…

  13. Antonio Moura

    -

    17/03/2011 às 5:30

    Oi Claudio vai em frente, gostei mesmo do teu trabalho.

  14. Suelen

    -

    17/03/2011 às 2:18

    ha muito tempo nao tenho a oportunidade de ver um trabalho de tao bom gosto. É possivel captar a alma da cultura e do cotidiano em cada fotografia, de forma sensivel e esplendidamente bem captada. Parabéns.

  15. Débora Alice

    -

    16/03/2011 às 23:32

    Incríveis as fotografias!
    Muito boas mesmo, soube capturar o momento!
    É interessante esse efeito de ‘foco seletivo’ que captura bem a parte mais importante da cena.
    Adorei a imagem 11!

  16. Lino Jpx

    -

    16/03/2011 às 18:50

    João Rapaz isso não é Till Shift! rss
    Parabens Claudio, belas fotos, mostra varias nuances de cores, anatomias e formas da cultura Brasileira.

  17. Rodrigo Lobo

    -

    16/03/2011 às 18:29

    Indescritível.

  18. João Guilherme

    -

    16/03/2011 às 16:43

    As cores são incríveis. Porém, a repetição do efeito “tilt Shift” me parece um pouco repetitiva. Mesmo assim algumas imagens são impressionantes.

    Abraço Alexandre!


 

Serviços

 

Assinaturas

Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados