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obesidade

06/04/2011

às 8:00 \ Saúde

No Dia Mundial da Saúde, temos o que comemorar?

Pouca gente sabe que nesta quinta, 7 de abril, se “comemora” o Dia Mundial da Saúde. Será que temos realmente o que festejar? Vamos analisar alguns os dados abaixo:

De acordo com estatísticas do IBGE de 2009, a saúde do brasileiro vai mal. Como mostra o gráfico acima, metade da população brasileira – tanto entre os homens quanto entre as mulheres – apresenta sobrepeso.

Aliado ao sobrepeso, vem o crescimento de mortes causadas por doenças cardiovasculares – uma tendência detectada por três pesquisadores brasileiros num estudo publicado em 1987 e que, desde então não teve reversão. Confira o gráfico abaixo:

Felizmente, os cuidados que podem evitar esses dois riscos à saúde estão completamente ao nosso alcance. Só precisamos nos movimentar. Isso mesmo: subir escadas, andar, usar a bicicleta. Até fazer faxina pode ser uma atividade interessante para combater doenças causadas pelo sedentarismo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um conceito muito mais amplo do que a simples ausência de doenças. O desafio é vencer a preguiça e achar o tempo para se exercitar, hoje e sempre.

Por Renato Dutra

21/10/2009

às 5:12 \ Treinamento

As vantagens da musculação: força e saúde

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Nem sempre os exercícios aeróbios – nadar, caminhar, pedalar, correr – são os únicos responsáveis pela boa saúde. De acordo com uma recente revisão bibliográfica realizada por dois cientistas da universidade de Gainsville, Florida (EUA), o treinamento resistido (TR) – nome mais tecnicamente correto para a musculação -, traz muitos benefícios. Fiquei surpreso ao encontrar tantas descobertas que mostram que “puxar ferro” é uma atividade bastante importante para a saúde. Veja a seguir:

TR e longevidade: praticantes de corrida e outras modalidades que desenvolvem o condicionamento cardiorrespiratório vivem mais. A boa notícia é que o TR também oferece este ganho, sendo que a maioria dos estudos sobre TR encontraram que a força muscular é inversamente proporcional ao risco de desenvolver diversas doenças, inclusive a síndrome metabólica. (Saiba mais sobre a síndrome)

TR e massa muscular: há uma boa quantidade de pesquisas indicando que o TR diminui ou impede a perda de massa muscular provocada pelo envelhecimento. Adultos perdem cerca de 0,46 kg de músculo por ano, a partir dos 50 anos. Isso sem mencionar os ganhos funcionais trazidos pelo TR, diminuindo ou prevenindo a incidência de osteoporose e as quedas, que resultam em fraturas, nos mais idosos.

TR e depressão: a literatura aponta que o TR alivia a ansiedade e a insônia em casos diagnosticados de depressão clínica. Isso acontece porque a musculação estimula a produção de testosterona e o GH (hormônio do crescimento) e inibe a síntese do cortisol, um hormônio que, em quantidades elevadas (situações de ansiedade, por exemplo). aumenta o stress, diminui as defesas do sistema imunológico e acentua o acúmulo de gordura no corpo.

TR e obesidade: as recomendações para prevenir ou tratar o sobrepeso e a obesidade enfatizam a adoção do exercício aeróbio. No entanto, muitos estudos apontam que o TR é bastante eficaz para elevar a taxa de metabolismo em repouso (o quanto de calorias o indivíduo queima sem fazer exercício), que diminui com a idade e está relacionado à perda de massa muscular. O TR diminui e interrompe esta perda e ainda promove o aumento da massa muscular, elevando o metabolismo em repouso. Ao acelerar o metabolismo, o processo de emagrecimento se torna mais rápido e facilitado. É comum pessoas que iniciaram um TR manterem o peso corporal, mas a maioria dos treinamentos resultam em redução da gordura corporal. O que parece fazer com que o peso permaneça inalterado é justamente o aumento da massa muscular. Em contrapartida, os programas que se baseiam somente em atividades cardiovasculares para emagrecimento causam diminuição da gordura corporal e do peso, sem exercer efeito significativo na massa muscular.

Por Renato Dutra

03/06/2009

às 14:29 \ Saúde

Obesidade: escolha ou genética?

A incidência de sobrepeso e de obesidade cresce no Brasil e em diversos outros países de forma perigosa. Todos sabemos que o sedentarismo e o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e açúcares têm grande responsabilidade no excesso de peso. No entanto, há um fato que chama a atenção e deixa muita gente indignada: por que, afinal de contas, algumas pessoas engordam mais – ou mais facilmente – do que outras? Por que alguns indivíduos permanecem magros, apesar de consumir grandes quantidades de alimento, enquanto outros engordam, mesmo sem grandes exageros à mesa. Isso sem contar aquelas pessoas com sobrepeso que controlam a alimentação e jamais conseguem ficar magras.

Claro que com um bom programa de exercícios e uma alimentação controlada e saudável todos conseguem obter melhorias, mas ainda assim há muita diferença no processo de emagrecimento das pessoas – fácil para umas, extremamente difícil para outras. Em busca de alguma pista para explicar o porquê dessas discrepâncias no controle de peso, encontrei um artigo científico que fez uma revisão das pesquisas mais importantes e recentes sobre o tema. A hereditariedade, de acordo com os estudos, dá uma grande contribuição no peso corporal – 40 a 70%.

Sei que meu colega de site – o endocrinologista doutor Geraldo Medeiros – é o especialista no assunto, mas resolvi trazer o tema para este espaço porque não há quem pratique exercícios físicos e ignore a balança. Aliás, controle de peso e atividade física quase sempre andam de mãos dadas na rotina de quem se preocupa com a própria saúde.

Assim, voltando aos estudos que consultei, descobri que a deficiência de uma substância chamada Leptina favorece o acúmulo de gordura. Indivíduos com deficiência dessa substância ou dos receptores dela apresentam comportamento de buscar muita comida para saciar a fome. Acabam engordando.

Com isso, sem me aprofundar na explicação técnica que não é da minha área, quero levantar a questão de que a obesidade pode depender de fatores que extrapolam uma alimentação adequada e prática de exercícios físicos. Há a genética a favor de uns e contra outros. Mas atenção: a cartilha ‘exercícios + alimentação’ continua valendo para cuidar da saúde.

Por Renato Dutra


 

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