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gordura

07/12/2011

às 20:58 \ Emagrecimento

Lições do homem das cavernas sobre a gordura

(Foto: Stockbyte/Thinkstock)

Todos sabemos da dificuldade que é emagrecer. Isso não se discute. Temos que contar as calorias que ingerimos em nossa alimentação e também tratar de gastar mais calorias em nossas atividades. Simples assim. Mas então, por que é tão difícil queimar gordura e, ao mesmo tempo, tão fácil engordar?

Nosso corpo ainda carrega uma adaptação que, nos dias de hoje, não seria mais necessária: a capacidade de armazenar gordura. Calorias em excesso são estocadas como depósitos de gordura. Na época das cavernas, não se sabia quando haveria alimento disponível, então fazia sentido ter estoque de energia (gordura) no corpo. Naquela época os homens andavam mais, muito mais, para qualquer tarefa básica de sobrevivência: locomoção, caça, busca por abrigo, etc.

Infelizmente nosso DNA mantém essa adaptação, apesar de hoje haver abundância de comida à nossa volta. E o resultado da combinação entre mexer-se menos e comer mais, nós já sabemos. Basta olhar ao seu redor e contar a quantidade de pessoas que são bem magras. A cada década que se passa, esse número tende a diminuir.

Agora resta entender outro aspecto que explica por que é difícil queimar gordura. A estrutura molecular da gordura é cheia de átomos de carbono. Por isso, sua queima rende mais calorias. Isso quer dizer que é uma fonte de energia que rende muito. Por exemplo, mesmo estando bem magro, ainda assim há energia suficiente para percorrer mais de cem quilômetros! Se a gordura fosse um combustível pouco eficiente, seria possível emagrecer com menos esforço.

Os tempos mudaram, mas nosso corpo não: ainda se encontra “no período das cavernas”.

Andando menos, comendo mais e estocando energia da mesma forma que os homens primitivos fica difícil queimar gordura. Difícil, mas não impossível. Temos que manter o corpo em movimento e desenvolver o hábito da frugalidade em nossa alimentação. Hábitos primitivos e que paradoxalmente devem ser cultivados no mundo moderno.

Por Renato Dutra

23/12/2009

às 16:46 \ Emagrecimento

Alegria à mesa, tristeza na balança

Getty
Fim de ano, tempo de comilança e celebração com os amigos e a família em mesa farta. Infelizmente, as consequências são desanimadoras, pois não há como não ganhar peso. Nem como fugir também de algumas dúvidas que nos atormentam assim que as festas terminam: em quanto tempo conseguiremos eliminar os quilos em excesso?; qual a quantidade necessária de exercício para obter resultados efetivos?; existe alguma “dose” de exercício que proteja dos deslizes gastronômicos?

Em estudo realizado na Universidade de Berkeley (EUA) - Williams, P. T. Asymmetric Weight Gain and Loss from Increasing and Decreasing Exercise. Med. Sci. Sports Exercise, vol. 40, No 2, p. 296-302, 2008 -, em que mais de 50.000 participaram dos levantamentos – corredores com variados níveis de quilometragem semanal e performance, de ambos os sexos e com faixa etária entre 20 a 70 anos, há algumas conclusões sobre o assunto:

1) Se o objetivo é emagrecer, seja caminhando ou correndo, isso só começa a ocorrer a partir de uma quilometragem semanal de 32 quilômetros para homens e 16 quilômetros para mulheres;

2) As pessoas que andam ou correm mais de 48 quilômetros semanais têm mais dificuldade para engordar. E, mesmo quando a gordura corporal aumenta, este aumento ocorre em graus consideravelmente inferiores em comparação a indivíduos que se exercitam menos;

3) A velocidade de emagrecimento é muito mais lenta que a de engorda. O estudo demonstra que é necessário se exercitar muito mais do que o nível habitual para se livrar do excesso de gordura acumulado. E, em muitos casos, os quilinhos a mais tendem a fixar residência permanente no indivíduo.

O estudo não aborda a questão alimentar, mas a qualquer tempo o que deve ser levado em conta é que as pessoas tenham pelo menos moderação durante suas refeições.

Um feliz Natal e um ano novo com muita saúde!

Por Renato Dutra

24/07/2009

às 7:00 \ Respostas aos leitores

Respostas a leitores

Tenho escoliose e hérnia de disco, sinto muita dor na coluna e no quadril. Gostaria de conhecer exercícios que ajudassem a aliviar a dor. Já tomei remédios, nada resolve.
(Patrícia)

O quadro de escoliose e hérnia de disco exige a supervisão de um profissional especializado em programas posturais, pois cada caso deve ser avaliado e acompanhado de perto.

Instalei uma barra fixa no batente de uma porta, mas não consigo subir com pegada supinada (palma da mão voltada para o rosto), para alcançar o queixo (chin up). Tenho 71 anos, treino com pesos, mas tenho barriga, e meu peso é de 94 kg, daí a dificuldade.
(Ary Previato)
 
Aos 71 anos e com 94 kg, fazer barras torna-se um grande desafio. Desaconselho que insista neste exercício e procure adotar a musculação realizada com aparelhos para poder graduar melhor as cargas de treino e assim obter resultados melhores e com muito mais segurança.

Tenho 36 anos, peso 46,5 kg e minha altura é 1,56 m. Meu percentual de gordura, mais ou menos 15%, está abaixo do normal,  segundo minha nutricionista. Ela aumentou a quantidade de calorias em minha dieta. Acontece que mesmo com o percentual de gordura baixo, tenho uma barriga grande. Qual o melhor treinamento no meu caso?
(Luiza)

Você menciona que sua barriga é grande, mas esta informação é muito subjetiva. Qual a circunfrência de seu abdome ou espessura de dobra cutânea do seu abdome? Procure obter estas referências para que possa avaliar se deve buscar emagrecer ou não. Em mulheres com percentual de gordura abaixo de 15%, há a possibilidade de ocorrência de distúrbios hormonais, interferindo inclusive na menstruação.  De qualquer modo, você pode realizar exercícios de fortalecimento da parede abdominal em casa e assim proporcionar maior tônus para a região. Em muitos casos, o abdome flácido cria uma imagem como a que você descreve, a famosa barriga.

Por Renato Dutra

22/07/2009

às 7:00 \ Emagrecimento

Quer queimar mais gordura? Invista na criação de mitocôndrias!

renato-esteira-veja-com
Recebo muitos e-mails perguntando sobre como emagrecer ou, o mais importante, como se livrar das gorduras indesejadas. Só que o nosso organismo tem muito mais facilidade de ARMAZENAR do que QUEIMAR gordura. Afinal, esta capacidade era fundamental para o homem primitivo, que não sabia quando teria alimento disponível. Entretanto, nos dias de hoje, esta adaptação nos causa problemas estéticos e de saúde, e toda e qualquer abordagem que nos ajude a queimar os estoques em excesso da famigerada gordura são bem-vindos. A boa notícia é que há um caminho para maximizar a queima de gordura, ainda que exija organização pessoal e muita disciplina.

Além da regra básica de investir em uma alimentação balanceada e de preferência orientada por profissionais da área de nutrição, para queimar bastante gordura é essencial aumentar o número e o tamanho das mitocôndrias, que são organelas responsáveis pelo processo de queima das gorduras. No entanto, para multiplicá-las e aumentá-las é necessário fazer exercícios prolongados (acima de 40 minutos) e com frequência praticamente diária. É por esta razão que as pessoas comentam que aulas de spinning ou treinos de corrida fazem o indivíduo “secar”.

Sim, ao realizar treinos aeróbios frequentes e prolongados, o corpo acaba se adaptando a esta demanda energética aumentada. Uma forma de gerar mais energia é queimar os estoques de gordura que ficam armazenados na cintura, abdome, coxas e outras regiões.  De fato, a queima das gorduras gera muito mais energia do que queimar carboidratos. Só que, para “ensinar” o corpo a queimar mais gordura, é preciso realizar estímulos (sessões de exercícios aeróbios – contínuos ou intervalados) prolongados e com frequência semanal alta. Assim, além do elevado gasto calórico semanal, o indivíduo passa a queimar mais gordura durante o exercício, mas também em repouso, facilitando ainda mais o processo de emagrecimento. Portanto, mais uma razão para seguir programas de caminhada, bike, natação e corrida. Até porque ainda não foi inventado nenhum remédio ou suplemento que provoque algum efeito nas preciosas mitocôndrias. O exercício continua sendo o melhor remédio neste caso.

Por Renato Dutra


 

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