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Arquivo da categoria Treinamento

16/11/2011

às 19:36 \ Treinamento

Maratona não é saudável

Ultimamente meus alunos e outros amigos corredores têm falado por aí: “O Renato é contra maratona!”. É verdade: tenho insistido que correr faz muito bem para a saúde, desde que com moderação. Muitos argumentam que não conseguem se motivar treinando para provas “curtas”, como a meia-maratona. Dez quilômetros então, nem pensar! Imagine se fizéssemos um paralelo com a  comida, o estrago seria grande. Imagine alguém que não consegue comer apenas uma  fatia de bolo de chocolate. Precisa comer o bolo inteiro… Já sabemos qual é o resultado nesse caso.  Será que precisa ter uma relação compulsiva também com a corrida?

Há diversos estudos sobre os efeitos da maratona no organismo. Encontrei um bem interessante — ou  bem assustador. Um estudo de 2006, conduzido por um grupo de médicos norte-americanos, analisou o exame de sangue feito 30 minutos antes e 30 minutos após o término da maratona de Boston de 2005. Ao todo, 24 maratonistas participaram da pesquisa, eles tinham 49 anos em média. Todos concluíram a maratona. Os resultados?

A mieloperoxidase (MPO), um marcador de inflamação e que tem sido associado a doenças coronarianas aumentou, em média, 222%  após a maratona! Novamente, este não é o único estudo a apontar que a maratona provoca inflamação em vários tecidos, inclusive no músculo cardíaco. Os próprios autores desta pesquisa concluem que estes maratonistas impuseram grande stress ao corpo, inclusive correndo o risco de sofrer um enfarto.

Assim como as maratonas, há muitas provas interessantes de 5 e 10 quilômetros espalhadas pelo nosso Brasil e pelo mundo. E até uma meia maratona, de vez em quando, também pode ser uma experiência muito agradável. Meu apelo é para que pensemos em praticar a corrida com moderação, como um caminho para a boa saúde – e não o contrário.

1-2006. Melanson, S. E. F.; et all. Elevation of Myeloperoxidase in Conjunction With Cardiac-Specific Markers After Marathon Running. Am J Clin Pathol 126:888-893.

Por Renato Dutra

09/11/2011

às 19:16 \ Saúde, Treinamento

Plataformas vibratórias. Entendendo melhor o conceito

O uso daquelas plataformas que produzem vibrações tem se popularizado. Tanto em clínicas de estética, como em centros de reabilitação de pessoas lesionadas e  academias. O conceito desse equipamento é a estimulação neuromuscular mecânica, isto é, as vibrações estimulam o sistema nervoso central e periférico e também os músculos. Apesar de parecer algo bem moderno e inovador, há relatos do uso de sistemas semelhantes desde 1940, através do Dr. Nasarov.

Existem diversos estudos sobre este conceito e parece que as estimulações vibratórias realmente oferecem benefícios. Por exemplo, algumas pesquisas indicam ganhos em força e potência muscular, talvez por conta das vibrações auxiliarem no recrutamento mais eficiente dos músculos, enquanto outras apontam para aumento da concentração de testosterona e o hormônio do crescimento (GH) juntamente com uma diminuição do cortisol. Aliás, já escrevei sobre o papel positivo dos exercícios de alta intensidade e curta duração para obtenção de um estado hormonal mais saudável,  nos textos “O papel da testosterona para a saúde” e “Malhar demais não emagrece”. Se de fato as plataformas vibratórias contribuírem para aumentar a produção de GH e testosterona e diminuir a de cortisol, então realmente o seu uso se torna bem interessante para todos nós. E há também indícios de que as vibrações são úteis para atenuar a osteoporose (doença que provoca a fragilização dos ossos), o que com certeza é um benefício e tanto.

Por outro lado, eu não consegui encontrar pesquisas que relacionem a plataforma vibratória a resultados estéticos. Ainda são necessários mais estudos sobre os efeitos a longo prazo e vale a pena manter os exercícios tradicionais como a base para outros programas. Até o momento a recomendação é de que se busque os estímulos vibratórios para:

- contribuir no ganho de força e potência muscular para atletas de explosão

- potencializar programas de musculação

- reabilitação de lesões

Para saber mais:

Martinez, I. G. & Cabezuelo, P. J. M. Aplicaciones de las plataformas vibratórias.

Por Renato Dutra

21/09/2011

às 16:33 \ Treinamento

O ‘RG’ do atleta

(Foto: Thinkstock)

Treinar ao ar livre é um dos ideais mais comuns entre quem pratica atividades físicas. E é bom que seja assim. Afinal, cumprir seu treino cercado por árvores e belas paisagens é muito melhor do que numa esteira. Existe um cuidado, no entanto, que poucos esportistas têm tomado quando saem de casa: carregar uma pulseira de identificação.

Portar uma identificação deveria ser regra entre aqueles que se aventuram pelas ruas, praças, trilhas e parques. Infelizmente, porém, acaba sendo exceção, o que mostra que não nos preparamos para imprevistos, como um desmaio, por exemplo.

Imagine a seguinte situação: você está correndo sozinho em um parque, sente-se mal e perde a consciência. Sem uma identificação, sua família não será avisada para qual hospital você foi encaminhado. Os médicos não saberão se você é alérgico a algum medicamento ou se possui alguma particularidade em seu estado de saúde – se é diabético, toma algum remédio que não possa ter interação com outros, etc.

Não se trata de alarmismo, eu mesmo já testemunhei pessoas entrando em colapso. E algumas não possuíam nenhuma de identificação. Um amigo meu que passou por isso ficou desaparecido por três dias. O paradeiro dele só foi descoberto quando acordou e pôde informar seu nome e indicar parentes que deveriam ser avisados.

Acho que você já entendeu o recado. Se já utiliza alguma identificação quando treina sozinho, parabéns! Para quem nunca tinha pensado nisso antes, saiba que há no mercado pulseiras, tornozeleiras, colares, etc. Todas bem compactas.

Anote as informações mais importantes para casos de emergência, e que devem constar do seu RG do atleta:

Nome completo

Telefone de contato de um ou mais familiares

Alergia a medicamentos

Doenças pré-existentes

Plano de saúde

Hospital de preferência

Por Renato Dutra

17/08/2011

às 7:00 \ Treinamento

Como explorar o GH, a ‘fonte da juventude’

GH é a sigla que denomina o hormônio do crescimento (do inglês Growth Hormone).  Ele exerce papel fundamental na síntese de proteínas, o que é importantíssimo para o nosso organismo. Em outras palavras, é absolutamente indispensável para a recuperação dos treinos, o aumento de massa muscular e para retardar o processo de envelhecimento.

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Por Renato Dutra

27/07/2011

às 8:00 \ Treinamento

Quando menos pode ser mais

Corredores adoram correr em uma intensidade intermediária, que fica entre o leve e o desconfortável (entre 80 e 85% da frequência cardíaca máxima). Essa intensidade, apesar de muito agradável, pode ser uma grande armadilha. O renomado pesquisador Stephen Seiler, da Universidade de Agder, na Noruega, a definiu como “buraco negro” e defende que a intensidade moderada, embora seja eficaz para os novatos, não é indicada para quem já está condicionado e quer continuar melhorando suas marcas pessoais. “Para ficar melhor, você tem que treinar muito duro e realmente fácil, mas não entre essas duas intensidades”, defende Seiler.

A teoria do buraco negro vem sendo discutida no meio acadêmico há anos, mas Seiler foi o primeiro a apoiá-la com base em dados científicos. Depois de alguns tempo observando os planos de treinamento de centenas de atletas, ele percebeu um padrão entre aqueles que obtinham maior sucesso: um contraste de intensidades muito altas e baixas. Além disso, eles gastavam pouco tempo na zona intermediária.

A explicação para esse fenômeno é de que, se um corredor treinar bem acima da zona intermediária, ele estressará o corpo, que vai se adaptar a essa condição e se tornará mais competitivo. O treinamento na zona do buraco negro, por sua vez, não causará tanto estímulo como o treinamento intervalado, ao mesmo tempo em que deixa o corredor cansado. Treinando na zona intermediária num dia em que seria de recuperação, o corredor não obtém a recarga de energia que necessita e, consequentemente, não terá força total para o próximo treino duro. Seiler sustenta que é precisa respeitar a proporção 80:20, ou seja, 80% de treino em baixa (<80% FC máxima) e até 20% em alta intensidade (>90% FC máxima).

Confesso que ao ler o artigo fiquei surpreso, pois muito se defende o treino de “ritmo”, isto é, bem na zona intermediária. Como este estudo é a visão de um pesquisador, talvez seja cedo para afirmar que o treinamento de longa distância deve ser repensado. Mas já serve para um alerta: tome mais cuidado com a intensidade quando estiver realizando uma corrida leve. No seu dia de recarga de energias, é melhor errar para menos.

Stephen Seiler and Espen Tønnessen.Intervals, Thresholds, and Long Slow Distance:  the Role of Intensity and Duration in Endurance Training. Sportscience 13, 32-53, 2009

Por Renato Dutra

14/07/2011

às 14:55 \ Treinamento

O que vale nos aparelhos para abdominais

Frequentemente somos bombardeados com diversas propagandas sobre aparelhos para fazer exercício abdominal. Todos os fabricantes, claro, prometem maravilhas sobre seus produtos, que em regra oferecem maior ganho de força e estética, em comparação aos exercícios tradicionais. Além disso, alguns anunciantes relatam que seus produtos são superiores também em termos de segurança, com menor risco de aparecimento de lesões na coluna. Será?

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Por Renato Dutra

06/07/2011

às 20:59 \ Treinamento

O que fazer para ter um bumbum igual ao da Pippa Middleton?

Li na internet que há uma nova motivação nas academias de Londres: aulas com treinamento específico para quem deseja ter um bumbum parecido com o de Pippa Middleton, irmã da princesa Kate. Pippa, que desde o casamento real transformou-se em uma espécie de sonho encantado dos marmanjos ingleses (não só ingleses), tem corpo proporcional e musculatura definida, resultados de algumas horas de pilates por semana. Segundo ela mesma disse em entrevistas, os exercícios a ajudam não somente na aparência, mas principalmente no relaxamento das tensões diárias.

Mas vamos ao que nos interessa nesse espaço: é possível ficar com um bumbum tão tonificado como o de Pippa? Tenho certeza que a maioria das mulheres deseja ter um corpo tonificado e com curvas, mas isso está ao alcance de todas?

Claro que uma boa parte cabe à genética, no entanto o nosso corpo responde e melhora diante de estímulos (exercícios físicos) e de uma alimentação balanceada e saudável. Nas academias, basta descobrir as práticas que levam aos melhores resultados. A maioria das mulheres dá muita importância aos exercícios localizados para trabalhar a região do bumbum, em especial aqueles que utilizam caneleiras.

Há estudos, porém, que mostram a eficiência maior dos exercícios de avanço e o agachamento livre. Esses recrutam muito mais músculos e de forma mais intensa nos glúteos. Outro importante benefício de se utilizar exercícios que ativam uma grande quantidade de músculos é o aumento da massa muscular, que eleva o gasto calórico em repouso. Em outras palavras, além de ganhos superiores no tônus, a praticante terá um metabolismo mais acelerado e isso a ajudará a emagrecer.

Portanto, é possível sim, melhorar a aparência do corpo, através de exercícios eficazes e realizados de forma regular. Os nutricionistas também são extremamente importantes para ajudar no ganho de massa muscular e emagrecimento, dois efeitos que, quando combinados, deixam a mulher com um corpo bem mais curvilíneo. Tudo bem que nem todo mundo ficará com o bumbum da Pippa, nem é preciso, afinal a diversidade é parte da beleza.  Acreditem.

Por Renato Dutra

08/06/2011

às 21:08 \ Treinamento, Treinamento

Tênis ajuda no repertório de movimentos

Tenho falado muito sobre a corrida, atividade prática e barata. Um esporte ao alcance de todos, por isso tão popular nos últimos anos. Mas o tênis também é uma excelente alternativa para quem busca saúde física e mental. Trata-se de uma modalidade esportiva incrivelmente complexa, cheia de detalhes técnicos, táticos e que exige também preparo emocional.

E o tênis, além de divertido, pode ser uma excelente opção de treino a corredores. É preciso lembrar que o corpo humano dispõe de um vasto arsenal de movimentos e possibilidades. Isso significa que praticar atividades físicas, principalmente aquelas que contemplam os aspectos mais negligenciados pela corrida: deslocamentos para os lados, para trás e movimentos explosivos.

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Por Renato Dutra

 

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