25/04/2012
às 13:03 \ SaúdeExercício como antidepressivo também tem limite
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 15% das pessoas no mundo sofrem de depressão. Além disso, há projeções indicando que este mal será o segundo colocado no ranking de doenças e ficará atrás apenas de enfermidades do coração. A boa notícia é que praticar atividade física comprovadamente ajuda a atenuar este quadro. Mas há um detalhe importante a se observar nesse caso: tanto a falta como o excesso de exercícios podem contribuir para o aparecimento da depressão.
Um estudo recente, conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, realizou uma bateria de exames laboratoriais e avaliações em mais de 9.000 homens, com idades entre 20 e 87 anos e constatou algo impressionante: a pontuação para sintomas de depressão foi bem próxima, comparando pessoas “viciadas” em atividade física (acima de 440 minutos por semana ou mais do que uma hora por dia) a indivíduos sedentários. Isso quer dizer que o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta de atividade física, pelo menos no que diz respeito ao uso do esporte para auxílio no tratamento da depressão.
Este mesmo estudo mostrou que aqueles que se exercitaram com moderação (150 minutos por semana ou 21 minutos por dia) apresentaram os menores níveis de sintomas depressivos. Em resumo, a regra da moderação também se aplica para auxílio no tratamento da depressão. São apenas 21 minutos por dia para obter os melhores resultados.
Para saber mais: Sieverdes, J. C.; et all. Association between Leisure Time Physical Activity and Depressive Symptons in Men. Medicine and Science in Sports & Exercise, v.44, n.2, p. 260-265, 2012.
Tags: depressão



Oposição anuncia morte de 45 milicianos do Hezbollah em Al Qusair
Félix, de 'Amor à Vida': a perfeita fusão de Carminha e Crô
Cannes: Roman Polanski e Jim Jarmusch encerram competição com bom humor








