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Arquivo de fevereiro de 2010

24/02/2010

às 0:17 \ Saúde

Menos automóvel, mais saúde

Getty
Os automóveis têm sido apontados como grandes contribuintes para o efeito estufa, pois emitem gases que acabam elevando o aquecimento global. Um dos resultados da falta de preocupação com o meio ambiente tem se refletido nas constantes mudanças climáticas pelo mundo: onda de frio no hemisfério norte, excesso de  chuva em vários pontos do Brasil.

Pior é que os automóveis ainda influenciam – e muito – na atividade física…
Quem tem carro, só anda de carro. Além da emissão de gases poluentes, há estudos que mostram que o uso do carro está relacionado ao sobrepeso. Isso mesmo: quanto mais se usa o automóvel, menos se movimenta. E o resultado aparece na balança.

Em São Paulo, tenho usado mais ônibus e andando mais a pé, consequentemente meu carro fica mais parado. Percebo que gasto o mesmo tempo para chegar ao meu destino – em alguns casos, chego mais rapidamente -, e com duas vantagens:

- fico mais relaxado, conheço melhor os detalhes da cidade, observo mais a paisagem, a arquitetura, as árvores;

- estou mais ativo fisicamente, pois ao andar mais consigo queimar mais calorias, o que me dá “crédito” durante as refeições.

Acredito ser possível conciliar uma rotina que permita diminuir o uso do automóvel. Alguns poderão diminuir pela metade, outros apenas 10%. Se todos fizerem a sua parte, o resultado final trará benefícios para todos. E com ótimos resultados para a saúde, além de emagrecer. Meu próximo projeto é comprar uma bicicleta!

Por Renato Dutra

22/02/2010

às 20:25 \ Respostas aos leitores

Resposta a leitor

Tenho 56 anos e corro pelo menos 7 km diários, cinco dias por semana e faço musculação paras pernas. Meu condomínio em Belo Horizonte resolveu substituir o pavimento asfáltico por pavimento com blocos de concreto, por permitir que a água das chuvas seja absorvida pelo solo. O concreto é muito pior que o asfalto para correr?
(Luiz)

O piso de concreto elevará o impacto das corridas em suas estruturas músculo-esqueléticas. O concreto é uma superfície muito dura, aumentando o risco de aparecimento de algumas lesões típicas do impacto, como a síndrome da banda ílio-tibial, as canelites e fraturas por stress, entre outras.

Já observei um aumento significativo de lesões quando corredores passaram a utilizar um trecho de concreto em suas sessões de treino. Ao adotar novos percursos evitando este piso, a incidência de lesões voltou ao nível mínimo.

Recomendo que procure outro local para realizar suas corridas, como estradas de terra batida ou parques. Neste caso, o aumento da permeabilidade do seu condomínio sacrifica a segurança da sua corrida.

Por Renato Dutra

17/02/2010

às 21:53 \ Saúde

Os males do álcool

Getty

Como no Carnaval é comum o consumo mais elevado de bebidas alcoólicas é bom estar preparado para se recuperar. O excesso de álcool traz sérias consequências para o organismo:

Engorda Cada grama de álcool fornece 7 calorias. O álcool só fica atrás da gordura, que fornece 9 calorias por grama. Além de a bebida alcoólica ser naturalmente mais calórica, ainda prejudica o metabolismo das gorduras. Tomar todas no carnaval engorda, e muito!

Sobrecarga no fígado O álcool é metabolizado no fígado – e bebida em quantidade alta maltrata muito do órgão, responsável por dois processos importantes para o fornecimento de energia para o corpo: a neoglicogênese e a glicogênese. Por isso ocorre indisposição e seguramente haverá queda no rendimento esportivo um dia após beber. Aliás, muitas doses de álcool podem levar ao coma alcoólico, quando o indivíduo fica com hipoglicemia (baixa concentração de glicose no sangue). O remédio? Glicose na veia.

Desidratação O álcool desidrata, pois inibe o ADH, o hormônio antidiurético. Ficar desidratado deixa o sangue mais denso, o que causa maior stress circulatório e os rins também são forçados a trabalhar mais. Quem sai para correr de manhã, após ter bebido na noite anterior estará mais exposto a uma hipertermia e/ou sobrecarga renal.

Para compensar a maratona alcoólica, o melhor é voltar a adotar hábitos saudáveis, praticar exercícios regularmente e também caprichar na alimentação – saudável e balanceada. E acima de tudo ter bastante parcimônia quanto à ingestão de álcool.

Por Renato Dutra

10/02/2010

às 5:44 \ Saúde

Dançar no carnaval ajuda a queimar calorias

Divulgação
Com a chegada do carnaval, muita gente vai pular, dançar e sambar. O corpo agradece, pois dançar traz diversos benefícios, como a melhora da coordenação motora, do condicionamento muscular e cardiorrespiratório. Muitos profissionais da saúde utilizam a dança como terapia ocupacional, reabilitação em fisioterapia e também para portadores de necessidades especiais.

Sambar e pular também ajuda a queimar calorias. Danças em ritmos mais lentos queimam aproximadamente 200 calorias em uma hora de atividade, para uma pessoa de 70 quilos. Os ritmos mais rápidos chegam a queimar 350 calorias, e o gasto calórico de sambar pode ultrapassar 500 calorias para um indivíduo de 70 quilos, durante 1 hora.

Mas é importante saber do nível do seu condicionamento físico ao aventurar-se nas escolas, na avenida ou nos bailes. Os mais ativos fisicamente podem ficar mais tempo e dançar com maior intensidade.

Aproveite a época e saia um pouco da rotina dos exercícios mais estruturados. Quem pratica atividade física regularmente acaba se acostumando à rotina e o corpo passa a fazer os movimentos de forma automática. A regularidade é importante para obter resultado, mas é saudável oferecer movimentos que desafiem a coordenação motora.

Por Renato Dutra

05/02/2010

às 5:13 \ Respostas aos leitores

Resposta a leitor

Para o ano de 2010, desejo ter mais força e também mais flexibilidade. Apesar de a maioria das pessoas desejarem emagrecer, eu temo isso. Tenho 53 quilos e 1,65 metro e me considero bem magrinha. Faço caminhadas até três vezes por semana e musculação quase todos os dias. Gostaria de saber se um suplemento poderia me dar mais disposição sem me deixar emagrecer, é possível? Também queia saber se é possível “engordar” só no lugares “bons” (por exemplo, bumbum e pernas)?
(Ana)

Você tem um problema “bom”! Você deve ter um tipo físico denominado tecnicamente por ectomesomórfico – é mais longilínea e com um pouco de massa muscular. Seus ossos têm menor diâmetro, apesar de uma musculatura razoavelmente desenvolvida. Há os endomesomorfos, que têm facilidade para ganho de massa muscular, mas também facilidade para engordar.

A suplementação, no seu caso e com o acompanhamento nutricional de  um profissional, seria uma ótima opção. No entanto, você também necessita de um treinamento de força que estimule seu corpo a aumentar sua massa muscular. Não será fácil, mas os treinos de musculação deverão ser orientados com cargas elevadas e poucas repetições. Em termos práticos, isso equivale a adotar cargas que permitam realizar entre 8 e 12 repetições, no máximo. Tal regime exige muita motivação e disciplina, pois geralmente tendemos a nos acomodar na academia.

Quanto a “engordar” em determinados lugares, o ideal é enfatizar os exercícios que recrutem glúteos e pernas – mas o resultado dependerá do quanto você está motivada e disposta a se superar nos treinos, e ainda ter uma alimentação bastante criteriosa.

Por Renato Dutra

03/02/2010

às 5:38 \ Saúde

Exercício para combater hipertensão

GettyO presidente da República acusou o golpe: sem praticar exercícios físicos, com uma agenda repleta de compromissos, além de viagens, o resultado foi uma elevação expressiva dos seus níveis de pressão arterial – Lula teve uma crise de hipertensão arterial.

Já abordei este assunto, mas considero importante retomar o tema.
Isso porque estudos demonstram que no mundo um em cada cinco indivíduos com idade superior a 18 anos apresenta hipertensão arterial. No Brasil, entre 22% e 44% da população adulta é portadora dessa síndrome. As consequências da hipertensão crônica são o surgimento, muitas vezes de forma assintomática – não manifesta sintomas –, de  lesões em órgãos-alvo (angina ou infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, episódio isquêmico ou acidente vascular cerebral, complicações renais, etc.).

A hipertensão arterial chega a explicar 40% das mortes por acidente vascular e 25% das mortes por doença arterial coronariana. Além disso, tem sido estabelecida a relação da hipertensão arterial como um dos principais deflagradores para o desenvolvimento da insuficiência renal e da doença arterial periférica1.

Diversos estudos1 relatam que o efeito do exercício físico na pressão arterial é tão expressivo que uma única sessão de exercício físico aeróbio provoca reduções na pressão arterial por várias horas após sua realização. E, quando realizado cronicamente, o exercício físico aeróbio é capaz de prevenir e tratar a hipertensão arterial.

Por isso, deve-se caminhar, subir escadas, correr, pedalar, nadar. Enfim, movimentar o corpo.

1 Efeito anti-hipertensivo do exercício. Laterza, C.M.; Rondon, M.U.P.B; Negrão, C. E. Rev Bras Hipertens vol.14(2): 104-111, 2007.

Por Renato Dutra


 

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