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Arquivo de novembro de 2009

27/11/2009

às 21:44 \ Respostas aos leitores

Resposta a leitor

Tenho 30 anos, 1,61 m e 71 Kg. Faço academia três vezes por semana junto com exercícios aeróbios. Mas tenho dificuldade em perder peso, apesar de alimentação equilibrada e taxas de colesterol, triglicerídeos e glicose sempre normais. Existe um peso ideal para me enquadrar?
(Susana)

O peso ideal existe?

Gráficos e tabelas são construídos e comparam pessoas de mesma faixa etária para fornecer o suposto peso “ideal”. Esta é a melhor forma para saber se é necessário emagrecer? Porque na verdade o que todos querem saber é se estamos acumulando gordura em excesso, certo?

De acordo com trabalho de quatro grandes fisiologistas (Astrand, P-O; Rodahl, K.; Dahl, H.A.; Strome, L. The Work Physiology- physiological bases of exercise. Fourth edition, p. 391-392, 2003. Human Kinetics), o peso ideal é calculado através do Índice de Massa Corporal (IMC). E na maioria dos casos é possível saber se o indívíduo precisa se preocupar em emagrecer. O IMC é calculado através da equação: peso/altura2.
A Organização Mundial de Saúde utiliza a seguinte tabela de peso ideal pelo IMC:

tabela-peso-ideal

Há casos que fogem a esta regra, como os halterofilistas e fisiculturistas. Estes atletas podem até ser classificados como estando acima do peso ideal, sem que estejam gordos.

Há outros métodos para avaliar se é necessário queimar gorduras, como as equações de cálculo de porcentagem de gordura baseadas em medidas antropométricas (diâmetros e circunferências) ou na espessura das dobras cutâneas. Estes métodos são mais precisos que o IMC.

O IMC serve como um guia, principalmente para avaliar grupos de indivíduos. O melhor é não ficar somente restrito ao peso “ideal”.
É preciso lembrar também que a prática regular de atividade física pode elevar a quantidade de massa muscular e diminuir a de gordura, sem que seja alterado o peso.

Por Renato Dutra

25/11/2009

às 0:37 \ Saúde

Você está bem hidratado?

Getty
Com os dias cada vez quentes, aumenta o stress térmico do corpo. Assim, a produção de suor também aumenta, na tentativa de manter a temperatura corporal em um patamar saudável.

Com a temperatura externa mais elevada, como ocorre no verão, dissipar o calor torna-se um desafio térmico. De acordo com especialistas no assunto (termoregulação), os sintomas abaixo indicam a presença de stress térmico:

- aumento da freqüência cardíaca;
- sensação de maior esforço para manter a intensidade;
- diminuição da performance;
- capacidade de concentração reduzida e/ou confusão mental;
- dores de cabeça e náusea

De acordo com três pesquisadores do Reino Unido:
- é preciso tomar o cuidado de manter-se hidratado sempre, não somente durante o exercício;
- em caso de desidratação, o rendimento em geral (raciocínio, concentração) fica comprometido, não somente durante o exercício;
- a maioria das pessoas bebe menos água do que precisa, pois confia na sede, que geralmente não é um indicador do grau de hidratação;
- a temperatura ideal para se exercitar fica entre 10 e 12 graus Celsius, algo bem diferente da realidade da maior parte do Brasil, daí a necessidade de bastante cuidado durante a atividade física;
- não devemos passar mais do que 30 minutos sem tomar água durante o exercício, sendo o mínimo necessário 200 ml a cada vez.

Por Renato Dutra

23/11/2009

às 0:34 \ Respostas aos leitores

Resposta a leitor

Tenho 44 anos e pratico musculação de quatro a cinco vezes por semana e faço pouco exercício  aeróbio. Gostaria de começar a correr, mas ouvi dizer que a corrida causa perda de  massa muscular. Sou magra, tenho dificuldade para ganhar peso e não quero perder o que conquistei com a musculação.
(Eliana)

Um conceito muito propagado entre os praticantes de musculação é que, para ganhar massa muscular, não se deve exagerar nos treinos aeróbios, limitando-os a duas ou três sessões semanais em intensidade leve e com duração entre 20 e 30 minutos.

Levantei um estudo, uma revisão bibliográfica sobre o assunto, realizado em 2005, por pesquisadores brasileiros. Nesta pesquisa, os cientistas investigaram os efeitos do treinamento concomitante hipertrofia (aumento de massa muscular) e endurance (treinos aeróbios).

De  acordo com esta revisão, os maiores ganhos de massa muscular ocorrem quando o treinamento de força é realizado de forma isolada. Quando o indivíduo executa alguma sessão de treino aeróbio antes ou depois da musculação, o ganho de força e massa muscular é menor.

Os autores concluem que tanto os treinos aeróbios como os de força são importantes para a saúde e estética e deveriam ser realizados em diferentes períodos do dia, caso o objetivo seja aumentar o ganho de força e massa muscular.

Por Renato Dutra

18/11/2009

às 17:48 \ Treinamento

Faixa elástica: boa, barata e eficiente

Foto: Darcio Tutak
Com o tempo cada vez mais escasso, a faixa elástica (rubber band) pode ser uma boa alternativa para quem quer fazer exercícios com um equipamento compacto e de baixo custo. A faixa pode ser levada para qualquer lugar e permite que o praticante não interrompa seus treinamentos.

Uma recente pesquisa (J. Strength Cond. Res., vol 22, 1441-1448) aponta os efeitos do uso das faixas, numa comparação ao uso de aparelhos de musculação tradicionais. No estudo, 45 mulheres sedentárias de meia idade foram dividas em dois grupos:
- o primeiro fez musculação tradicional em aparelhos, duas vezes por semana
- o outro usou as faixas elásticas, também duas vezes por semana

Os dois grupos realizaram seis exercícios para os principais grupos musculares por sessão; em 3 séries de 8 repetições, durante 10 semanas (dois meses e meio).
 
Resultados:
- o grupo que trabalhou com as faixas elásticas teve ganho de 0,5 kg de músculos, passando de 40,8 kg de massa magra para 41,3 kg após os exercícios;
- o grupo que usou aparelhos tradicionais teve ganho de 1 kg, passando de 40,1 kg para 41,1 kg de massa magra

O estudo não pretende dizer o que é melhor ou mais eficiente, mas apenas mostrar que as faixas elásticas trazem benefícios. E podem ser uma ótima opção, no mínimo, para quem esteja iniciando na prática esportiva.

Por Renato Dutra

14/11/2009

às 1:25 \ Respostas aos leitores

Resposta ao leitor

Tenho 26 anos e estou 15 kg acima do meu peso. Gostaria de emagrecer praticando corrida, mas depois de alguns minutos meu baço começa a doer e não consigo continuar. Além disso, fico com assadura nas coxas. O que poderia fazer para conseguir correr de verdade?
(Eduardo)

O grande desafio para quem busca melhorar a condição física e emagrecer é ter paciência para não se lesionar no início do programa. Com o sobrepeso e a falta de atividade física o corpo está mal preparado para suportar os impactos da corrida.

A armadilha acontece porque o fôlego melhora logo nas primeiras duas semanas, mas o sistema músculo-esquelético leva bem mais tempo para se adaptar.

O ideal é iniciar sessões de fortalecimento e alongamento, pelo menos por três semanas, até que começar um programa de adaptação à corrida. Recomendo a supervisão direta de algum profissional da área de Educação Física.

Em relação às assaduras, geralmente a aplicação de vaselina em pasta nas regiões mais acometidas ameniza bastante o problema.

Abaixo, um programa de condicionamento gradativo:

Semanas
Sessão 01
Sessão 02
Sessão 03
Sessão 04
Sessão 05
Sessão 06
Sessão 07
40′ Andando Rápido
40′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′ Andando Rápido
Descanso Total
55′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(9′ Andando Rápido/1′ Trote)
55′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(9′ Andando Rápido/1′ Trote)
Descanso Total
65′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(8′ Andando Rápido/2′ Trote)
55′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(8′ Andando Rápido/2′ Trote)
Descanso Total
65′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(7′ Andando Rápido/3′ Trote)
60′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(7′ Andando Rápido/3′ Trote)
Descanso Total
70′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(6′ Andando Rápido/4′ Trote)
60′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(7′ Andando Rápido/3′ Trote)
Descanso Total
40′
(7′ Andando Rápido/3′ Trote)
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(5′ Andando Rápido/5′ Trote)
60′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(6′ Andando Rápido/4′ Trote)
Descanso Total
40′
(5′ Andando Rápido/5′ Trote)
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(4′ Andando Rápido/6′ Trote)
60′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(4′ Andando Rápido/6′ Trote)
Descanso Total
40′
(4′ Andando Rápido/6′ Trote)
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(3′ Andando Rápido/7′ Trote)
60′ Andando Rápido
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
40′
(3′ Andando Rápido/7′ Trote)
Descanso Total
40′
(3′ Andando Rápido/7′ Trote)
30′ Fortalecimento Geral
20′ Alongamento
Por Renato Dutra

11/11/2009

às 23:00 \ Treinamento

Não consegue treinar? Talvez falte um objetivo

Getty
“Não consigo fazer meu treino! Estou sem tempo…” Entendo que temos cada vez mais tarefas a cumprir em nosso dia a dia, mas também percebo que sempre que um corredor se inscreve para uma prova ele acaba cumprindo com boa parte dos seus treinamentos – quando não os cumpre totalmente.

Quando o corredor não tem um objetivo definido, algo concreto, é certo que sua disciplina fraqueja.

Por exemplo, havia mais de 43.000 pessoas na 40ª edição da Maratona de Nova York, dia 1º de novembro. Foi o maior número de corredores que a prova já recebeu. O que será que tanta gente tem em comum? Um objetivo, algo que as faça se sentir desafiadas, que desperte a motivação.

Seja sua primeira prova de 5 quilômetros ou a sua décima maratona, o importante é lembrar que está inscrito: o seu desafio tem local, hora e dia marcado.

Por Renato Dutra

09/11/2009

às 17:37 \ Respostas aos leitores

Resposta ao leitor

Tenho 23 anos, 1,80 m, 82 Kg e sempre fui sedentário, porém com certo equilíbrio de peso, com uma alimentação extremamente desregrada. Agora tenho tempo para caminhadas, que me fazem muito bem com relação a perda de peso e ganho de resistência, e tento manter uma alimentação livre de gorduras e doces. Mas muitas vezes deixo de caminhar por não suportar dor nos pés, provocada por bolhas que surgem quando caminho rápido. Elas aparecem no final do calcanhar e inicio da sola do pé. O que devo fazer para não parar de caminhar?
(Adriano)

Muitos leitores perguntam o que fazer a respeito de bolhas causadas pelo atrito quando caminham ou correm. O que pode aumentar este atrito:

- Pés suados ou molhados: caso o praticante sue muito nos pés, recomendo passar vaselina em pasta nas pontas dos dedos antes de iniciar a atividade. Isso vai diminuir o atrito.

- Tipo de meia: as meias ideais não devem ter costuras aparentes, principalmente na região em que ficam os dedos. Atualmente há meias específicas para corrida bem eficientes.

- Tênis: além de adequado ao tipo de pisada, é importante testar o modelo, sempre no final do dia (quando os pés estão mais inchados). Caminhe pela loja. Aliás, algumas têm esteiras para teste, vale a pena. Além de a forma do calçado ter de acomodar bem o pé, é importante comprar um número maior. O tênis deve ficar “sobrando” um centímetro na ponta. Ao andar ou correr, o pé vai inchar e essa folga acomoda o inchaço.

- Palmilha: para alguns tipos de pisada e pés é necessária uma palmilha personalizada, para alguma correção da pisada. Um médico ortopedista poderá avaliar se é o caso de confeccionar uma palmilha especial, não só pelo conforto como também para proteção do pé.

Por Renato Dutra

04/11/2009

às 5:42 \ Saúde

Exercícios leves para combater a hipertensão

GettyA hipertensão chega devagar, sem que a pessoa perceba. Na maioria dos casos não são observados sintomas, mas quando há são vagos e comuns, como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais. A hipertensão eleva os fatores de risco para doenças do coração e o acidente vascular encefálico (antigo derrame ou AVC).

É importante que seja feito um controle periódico da pressão arterial, tanto no repouso como durante o exercício. Razão mais que suficiente para realizar o Teste Ergométrico, aquele em que o paciente é submetido a um teste de esforço progressivo em esteira rolante, com o monitoramento do funcionamento do coração por eletrocardiógrafo e da pressão arterial do início ao final do teste.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores admitidos são 120 x 80 mmHg – considerada ótima – e 130 x 85 mmHg sendo considerada limítrofe. Valores superiores a 140 x 90 mmHg caracterizam hipertensão.

Prevenção e tratamento – Além do acompanhamento médico, é necessária uma orientação nutricional (moderar a ingestão de sódio, por exemplo) e a prática regular de atividade física, principalmente exercícios cardiovasculares de baixa e média intensidade (caminhar, nadar, correr devagar ou pedalar).

Estudos demonstram a redução da pressão arterial após o exercício aeróbio, com efeitos positivos por até 48 horas após a sua realização.

Além do aspecto físico, a pressão arterial está também relacionada ao nível de stress do indivíduo, podendo elevar-se em situações que pareçam ameaçadoras. A corrida ajuda a “acalmar” e atua como potente auxiliar no tratamento medicamentoso da hipertensão. Não são raros os casos em que o paciente, após iniciar sessões de caminhada e corrida, teve dosagem de medicamento diminuída como resultado do exercício aeróbio.

Por Renato Dutra


 

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