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Letícia Spiller

25/05/2014

às 9:37 \ Cultura

De Carlos Lacerda para Letícia Spiller

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A atriz Letícia Spiller já é velha conhecida dos leitores deste blog. Afinal, foi uma carta a ela a publicação recordista de audiência por aqui, com mais de um milhão de visualizações e quase 300 mil curtidas. Falei para a atriz, que chegou a dizer que foi idiota no passado ao usar camisa com a bandeira americana em vez de Che Guevara, usar o recente assalto que sofreu para refletir sobre as ideias equivocadas que disseminava.

A notícia publicada ontem no Ego, portanto, de que a atriz resolveu passar as férias com os filhos na… Disney, não irá surpreender tantos assim. Por que Disney? Por que não Cuba? Esse pessoal adora adorar Cuba de longe, e odiar o “imperialismo ianque” bem de perto, divertindo-se com aquilo que só os americanos capitalistas sabem oferecer bem.

Incoerência. Hipocrisia. Essas são as palavras que definem a atitude desses artistas. Letícia elogia Cuba e vai para os Estados Unidos, onde pode usar a sua camisa do Che Guevera em paz, ao lado do Mickey e do Pateta (quem é o pateta nessa história?). Se fosse o contrário, se elogiasse os Estados Unidos e fosse para Cuba com a camisa do Tio Sam, seria expulsa, presa ou fuzilada. Isso prova o abismo intransponível entre ambos os regimes, e também nos fala muito sobre a hipocrisia da esquerda caviar.

Nada disso é novo. Nelson Rodrigues já pegava no pé da “festiva” na década de 1960. Roberto Campos já havia resumido bem o fenômeno quando disse: “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte, ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…”

Outro que percebeu a hipocrisia dos nossos artistas engajados de esquerda, usando como exemplo o maior ícone deles, foi Carlos Lacerda, não por acaso odiado pelos socialistas tupiniquins. Eis o que ele escreveu no livro Depoimento, no ano em que nasci, 1976:

“Eu nunca fui, em outras palavras, da esquerda festiva. Essa glória eu tenho, nunca pertenci à esquerda festiva, que inclusive é um fenômeno relativamente novo. Eu nunca seria capaz de fazer o papel do Chico Buarque de Holanda, cuja música eu aprecio muito e cujo caráter não aprecio nada. Estou falando dele, mas não especialmente dele. Só citando um exemplo. Digo isso porque é uma esquerda festiva, que é contra um regime do qual ele vive, no qual se instala, do qual participa lindamente, maravilhosamente, etc. Eu não conheço nenhum sacrifício que ele tenha feito senão a censura em suas músicas por suas ideias. Agora, acho que se ele tem essas ideias, então seja coerente, viva essas ideias, viva de acordo com elas. Isso não é nenhum caso particular com Chico… Estou apenas dando um exemplo. Enfim, tenho horror à esquerda festiva, porque acho que é uma forma parasitária de declarar guerra a uma sociedade da qual se beneficia e participa integralmente.”

Nada mudou. Ou uma coisa ao menos mudou: hoje em dia eles continuam esfregando toda essa hipocrisia em nossas caras, mas há forte reação! Como a esquerda vem finalmente perdendo a hegemonia cultural no país, agora já temos sites, blogs, jornalistas e milhares de indivíduos nas redes sociais se manifestando, condenando, criticando e cobrando um mínimo de coerência dessa turma.

Não são mais uns poucos corajosos isolados em uma coluna de jornal, mas um monte de gente que contesta a falta de coerência dos artistas que cospem no capitalismo somente da boca para fora. O preço da hipocrisia será cada vez mais alto para eles, o que pode representar um freio em tanta cara de pau…

PS: Assim como a esquerda caviar, eu também vou à Disney, mas ao contrário dela, eu elogio suas qualidades e até chego a afirmar que ela é muito melhor do que Foucault!

Rodrigo Constantino

14/03/2014

às 20:57 \ Cultura

Resposta ao encantador de cavalos

O autor de autoajuda Eduardo Moreira tomou as dores da atriz Letícia Spiller e partiu para um ataque gratuito a mim, sendo que sequer compreendo porque Letícia precisaria de defesa, uma vez que minha carta foi realmente bem-intencionada.

Vamos responder aos ataques, ele em vermelho e eu em azul, pois creio que expressam bem um modus operandi lamentável em nosso país, e isso vindo da elite financeira (Moreira, além de autor de best-seller de autoajuda, é sócio de um banco de investimentos):

Carta Aberta a Rodrigo Constantino, em razão de sua Carta Aberta escrita à Leticia Spiller

Caro Rodrigo,

Li hoje a carta aberta escrita por você para Leticia Spiller, referente ao assalto sofrido recentemente pela atriz. Em verdade, confesso que li apenas parte da carta. Não consegui chegar até o final do texto.

Então confessa na largada que “não leu e não gostou”, mas mesmo assim vai rebater minha carta? Isso não é muito legal, Eduardo…

Pelo pouco que conheço a seu respeito, me parece uma pessoa com várias qualidades. Parece ter a capacidade, por exemplo, de estruturar bem seus textos. Tem também uma cultura acima da média e, pelo que sei, tem a experiêcia de já ter trabalhado em algumas empresas de grande porte. Somos inclusives colegas de trabalho, afinal sou também autor da Editora Record, por onde você publica seus livros. 

Obrigado pelos elogios. Só não me sinto à vontade para retribui-los pois não o conheço direito, e confesso que livro de autoajuda não é minha praia (acho que tende a ajudar mais o autor do que o leitor, como o nome já diz).

Entre suas qualidades, porém, não parece estar a hombridade. A atitude covarde que teve aproveitando-se de um momento de fragilidade de uma figura pública, para se promover e promover sua obra, é digna das mais deploráveis figuras de direita que você tanto parece cultuar. Curiosamente, logo no começo de seu texto, você destaca ser autor do livro “A Esquerda Caviar”, destacando-o inclusive em outra cor (talvez inclusive, eu ajude-o a promove-lo com esta citação). O que, para mim, diminui seu texto a um mero panfleto publicitário sem valor.

Eduardo, sua acusação é muito grave. Você, pelo visto, não me conhece nada (e como temos amigos em comum, bastaria você consultá-los). Não sou desse tipo, não preciso disso. Meu livro já é um sucesso de vendas, como você sabe, e eu sequer vivo dessa renda. Aproveitei o momento de trauma não para me promover, mas para que a própria Letícia pudesse refletir melhor sobre tudo isso. Momentos assim podem mudar nossas vidas, como você sabe.

Quanto à cor diferente, é o padrão quando colocamos um link no blog. E coloquei o link do meu livro porque, convenhamos, tinha tudo a ver com o tema. Eu realmente acho que a Letícia – e tantos outros – poderiam sair desse esquerdismo hipócrita lendo minha obra (por isso a escrevi). Não poderia ter ideia de que a carta ficaria tão “viral”, e já fiz isso várias outras vezes, sem ser acusado de autopromoção. Ou seja, é uma acusação ex post facto só porque a carta foi um fenômeno de público, o que eu não tinha como adivinhar antes (ainda não tenho o poder de vidente).

É interessante essa sua fixação pela classe intelectual e artística. Talvez algum desejo reprimido de criança, tolido pela educação rigida que parece ter recebido. Adler, contemporaneo de Freud e um dos mais celebres membros da Sociedade Psicanalitica de Vienna, dizia que o que nos motiva normalmente é o que nos foi tirado quando ainda crianças. 

Aqui você “começa” a descer o nível, não é mesmo? Eu poderia usar a psicologia também e acusá-lo de projeção quando você fala de autopromoção, mas não farei isso. Minha “fixação” é nada mais do que o cansaço com tanta hipocrisia, algo que deixo bem claro no livro. Essa turma, apesar de ignorante em política e economia, repete muita besteira sensacionalista e acaba sendo (de)formadora de opinião, devido à fama. É um perigo!

Nada porém tenho contra sua postura crítica, sou a favor de que todos possam livremente expor suas opiniões. Nunca fui militante de esquerda. Sou inclusive criticado por alguns queridos amigos que militam na esquerda, pelas idéias pró-mercado que defendo. O que não entendo é a forma como você escolheu para criticar a esquerda, através dos artistas. 

Eu explico: eles são ícones da esquerda caviar, têm poder de repercussão grande, e quando abraçam as ideias erradas, como o socialismo, o estrago pode ser grande. Obama, como você sabe, usou e abusou desse poder da classe artística para ser eleito. Lênin levava muito a sério essa gente pelo mesmo motivo. Explico tudo isso no livro.

Dizer que artistas usam drogas é, antes de tudo, preconceituoso e infantil. Todos usam drogas. Por sinal, é nas altas rodas da sociedade, nas coberturas das avenidas praianas de empresarios bem sucedidos, onde as drogas mais caras encontram seus melhores (e maiores) consumidores. São quase todos militantes da direita.

Não sei de onde você tirou que eu disse isso! Ah, lembrei que você não leu a carta. Bem, eu não disse isso. A classe artística consome drogas mais do que a média, mas claro que não são todos. E esses ricos empresários, caso não saiba, são muitas vezes da mesma esquerda caviar. No “nosso” mercado financeiro tem bastante gente que curte drogas também…

Artistas admiram Fidel e Cheguevara (sic)? Que bom! Isso mostra que são inconformados com a sociedade concentradora de renda e desigual em que vivemos. Mais do que defender suas idéias (afinal os tempos são outros e os países tambem), admirar estas figuras históricas significa gritar em protesto. Artistas precisam da mesma coragem que estes lideres tiveram para jogar contra as probabilidades de um país que trata tão mal a cultura.

Aqui a coisa ficou feia demais para seu lado. Protesto? Então se alguém defender Hitler tudo bem, pois é fruto da indignação com o status quo? Se defender Stalin, Mao, Pol-Pot, tudo bem? Você, que é um sujeito culto, não tem ideia de quem foi Che e quem é Fidel? Dois psicopatas assassinos, frios, cruéis, capazes de fuzilar até mulheres grávidas! Carregam nas costas milhares de mortes inocentes. Protesto?

Sociedade desigual? Concentradora de renda? Aqui pareceu um deputado do PSOL falando, e vindo de um sócio de banco de investimentos fica muito estranho. Você não sabe que quem concentra renda é justamente o estado inchado que a esquerda caviar aplaude? Você enxerga problema na riqueza se for legítima, honesta? Você não é muito mais rico do que a imensa maioria dos brasileiros? E se considera um explorador por isso?

Talvez artistas tenham a fama de serem usuários de drogas e defensores destes regimes exatamente pelo motivo contrario do que você acusa Leticia. Artistas não são hipócritas. Tem a coragem de abrir suas vidas. Abraçam com orgulho sua opção sexual, seus gostos e não engolem seus gritos. Artistas criam. Criar depende de coragem e de liberdade. Os poucos textos que li escritos por você são repletos de citações e carentes de criações. Você não cria, vive apoiado nos outros. Sejam eles pensadores, escritores, ou… os artistas que você tanto critica.

Não são hipócritas? Então você realmente não enxerga hipocrisia alguma em defender o socialismo cubano e morar numa mansão de R$ 3 milhões? Ou em apoiar a igualdade de resultados de um apartamento em Paris? Ou em condenar a ganância dos empresários e o lucro das empresas enquanto negocia com intransigência um cachê milionário com uma multinacional para o próximo comercial? Ou em mamar nas tetas do estado e depois defender mais estado?

Se você tivesse lido meu livro, saberia que, logo no começo, em letras garrafais, digo que devemos separar o artista do “militante” engajado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Posso admirar a criação artística e condenar a hipocrisia ideológica. E posso não ter criado nada demais ainda (não sei de onde tirou que sou artista), mas quem sabe chego lá um dia? Talvez se eu ler seu livro de autoajuda e aprender a encantar cavalos…

Seu único acerto foi colocar a foto da atriz no começo de seu texto. A atriz é tão bela e possui um sorriso tão encantador, que rapidamente o leitor desiste de ler o texto e volta-se novamente para a foto. Respeite o momento dificil que a atriz esta vivendo, e tente colher resultados em cima dos méritos de sua obra. O Brasil está cheio de consumidores da “Direita Caviar”. Não lhe faltará público para trabalhar com hombridade e coragem.

Pela quantidade incrível de curtidas que o texto recebeu (quase 200 mil até agora), sua premissa parece bem equivocada. Muita gente não só leu, como adorou. E eu respeito a atriz, por isso mesmo tenho esperança de que ela possa mudar sua visão ideológica, totalmente absurda e alienada. No mais, concordo que não falta público para quem tem coragem, e meu blog comprova isso.

Atenciosamente

Eduardo Moreira – Autor tambem de livros. Se tiver interesse em conhece-los, pesquise

Ficou estranho e contraditório você me acusar de autopromoção o tempo todo e terminar pedindo que pesquisem mais sobre seus livros, não acha? Fiquei até com a impressão de que um texto meio “fanfarra” desses, sem pé bem cabeça, foi escrito apenas para agradar a esposa, que também é atriz, ou para conseguir um destaque na Veja.com. Mas deve ter sido apenas impressão, e não é do meu feitio fazer acusações levianas.

Rodrigo Constantino

13/03/2014

às 23:20 \ Cultura, Lei e ordem

Um post scriptum na carta para Letícia Spiller

Fonte: QUEM

A carta aberta que escrevi para a atriz Letícia Spiller, assaltada em sua própria residência ontem, causou enorme celeuma e já foi, em poucas horas, lida por mais de 250 mil pessoas. A grande maioria tem elogiado, o que nos enche de esperança com o país, pois muitos estão cansados do sentimento de impunidade que reina por aqui.

Mas várias críticas têm surgido sobre o momento inoportuno, a falta de respeito por “usar” o sofrimento dela para promover meu livro, ou um suposto tom de “bem feito”. Nada mais falso. A carta não contém ironia, tampouco eu desejaria que algo tão terrível, como ter bandidos armados em sua própria casa, acontecesse com ela (não desejo isso nem ao Sakamoto!). Eu realmente lamento o ocorrido.

Também não preciso promover meu livro, pois ele já é um best-seller, com mais de 20 mil exemplares vendidos, e eu sequer dependo desta renda para viver (o que não quer dizer que seja ruim ganhar um extra com meu trabalho, viu, Record?). Portanto, essa crítica de oportunismo não se sustenta e mais parece projeção da própria esquerda materialista, que só pensa em dinheiro, por mais que sempre diga o contrário.

O momento foi inoportuno devido ao sofrimento da atriz? Não creio! Afinal, ela está bem, nada de pior aconteceu (felizmente), está em segurança, com a família, apesar de provavelmente ainda sentir angústia com a noite assustadora que passou. Mas isso quer dizer que o momento é justamente oportuno! Explico.

Alguns perguntam se já tive arma apontada na cabeça, como se com tal pergunta pudessem me desmoralizar como alguém insensível diante da dor alheia. Respondo: já, sim. E foi muito desagradável. Não foi em casa, e sim no carro. Uma arma prateada que bateu no meu vidro, com o marginal demandando meu relógio, que fora presente de casamento dos meus pais (valor emocional, se é que alguns esquerdistas compreendem isso).

Eu até já contei esse caso aqui em outra ocasião. O fato é que tinha minha filha com apenas um aninho em casa me esperando, e mantive a maior calma do mundo, entregando o relógio sem gestos bruscos. Quando me vi em segurança, longe do vagabundo, a perna tremeu um pouco. Não é uma sensação boa estar entre a vida e a morte sob a mira de uma arma.

Mas aqui vem a parte importante: esse momento tenso ajudou a mudar, em parte, minha vida, quem eu sou, e para melhor. Eu era muito jovem, e mais ligado a bens materiais. Na verdade, tinha coleção de relógios, pois os adorava. Tudo isso pareceu pouco importante perto de continuar vivo e poder chegar em casa e ver o sorriso de minha filha.

Experiências traumáticas podem, sim, mudar a gente. E foi exatamente com isso em mente que escrevi a carta para a atriz, aproveitando este momento delicado que ela enfrenta. Oportunismo sim, mas no bom sentido. Como eu acredito no livre-arbítrio, tanto dos bandidos como dos artistas, acho que a Letícia Spiller pode mudar, usar essa experiência para se dar conta de que vem defendendo bandeiras muito erradas, que apenas incitam a criminalidade ao tratar bandidos como vítimas da “sociedade”.

Infelizmente, a reação de muita gente diz mais sobre eles mesmos do que sobre mim. Felizmente, foi uma minoria perto da imensa maioria que compreendeu o espírito da coisa. Há luz no fim do túnel…

Rodrigo Constantino

13/03/2014

às 15:39 \ Comunismo, Cultura, Lei e ordem, Socialismo

Carta aberta a Letícia Spiller

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Prezada Letícia,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que admiro seu talento como atriz e também te considero muito bonita. Infelizmente, você tem endossado certas ideias um tanto estapafúrdias, aplaudido regimes nefastos como o cubano, e alegado que se arrepende de ter usado uma camisa com a bandeira americana no passado, chegando a afirmar que se fosse hoje usaria uma com o Che Guevara.

Ontem, sua casa no Itanhangá foi assaltada por bandidos armados, que lhe fizeram de refém enquanto sua filha dormia logo ao lado. Lamento o que você passou, pois deve ser, sem dúvida, uma experiência traumática. Nossa casa é nosso castelo, e se sentir inseguro nela é terrível, especialmente quando temos filhos menores morando com a gente. A sensação de impotência é avassaladora, e muitos chegam a decidir se mudar do país após experiências deste tipo.

O que eu gostaria, entretanto, é que você fosse capaz de fazer uma limonada desse limão, ou seja, que pudesse extrair lições importantes desse trauma que ajudassem a transformá-la em uma pessoa melhor, mais consciente dos reais problemas que nosso país enfrenta. Se isso acontecesse, então aquelas horas de profunda angústia não seriam em vão.

Como você talvez saiba, sou o autor do livro Esquerda Caviar, que fala exatamente de pessoas com seu perfil (aproveito para lhe oferecer um exemplar autografado, se assim desejar). Artistas e “intelectuais” ricos, que vivem no conforto que só o capitalismo pode oferecer, protegidos pela polícia “fascista”, mas que adoram pregar o socialismo, a tirania cubana ou tratar bandidos como vítimas da sociedade: eis o alvo da obra.

Essa campanha ideológica feita por esses artistas famosos acaba tendo influência em nossa cultura, pois, para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), atores e atrizes são formadores de opinião por aqui. Quando um Sean Penn, por exemplo, abraça o tiranete Maduro na Venezuela, ele empresta sua fama a um regime nefasto, ignorando todo o sofrimento do povo venezuelano. Isso é algo abjeto.

No Brasil, vários artistas de esquerda têm elogiado ditaduras socialistas, atacado a polícia, o capitalismo, as empresas que buscam lucrar mais de forma totalmente legítima, etc. Muitos chegaram a enaltecer os vagabundos mascarados dos black blocs, cuja ação já resultou na morte de um cinegrafista.

Pois bem: a impunidade é o maior convite ao crime que existe. Quando vocês tratam bandidos como vítimas da sociedade, como se fossem autômatos incapazes de escolher entre o certo e o errado, como se pobreza por si só levasse alguém a praticar uma invasão dessas que você sofreu, vocês incentivam o crime!

Pense nisso, Letícia. Gostaria de perguntar uma coisa: quando você se viu ali, impotente, com sua propriedade privada invadida, com armas apontadas para a sua cabeça, você realmente acreditou que estava diante de pobres vítimas da “sociedade”, coitadinhos sem oportunidade diferente na vida? Ou você torceu para que fossem presos e punidos por escolherem agir de forma tão covarde contra uma mãe e uma filha em sua própria casa?

Che Guevara, que você parece idolatrar por falta de conhecimento, achava que era absolutamente justo invadir propriedades como a sua. Afinal, o socialismo é isso: tirar dos que têm mais para dar aos que têm menos, como se riqueza fosse jogo de soma zero e fruto da exploração dos mais pobres. Você se enxerga como uma exploradora? Ou acha que sua bela casa é uma conquista legítima por ter trabalhado em várias novelas e levado diversão voluntária aos consumidores?

Nunca é tarde para aprender, para tomar a decisão correta. Por isso, Letícia, faço votos para que esse desespero que você deve ter sentido ontem se transforme em um chamado para uma mudança. Abandone a esquerda caviar, pois ela não presta, é hipócrita, e chega a ser cúmplice desse tipo de crime que você foi vítima. Saia das sombras do socialismo e passe a defender a propriedade privada, o império das leis, o fim da impunidade e o combate ao crime, nobre missão da polícia tão demonizada por seus colegas.

Te espero do lado de cá, o lado daqueles que não desejam apenas posar como “altruístas” com base em discurso hipócrita e sensacionalista, daqueles que focam mais nos resultados concretos das ideias do que no regozijo pessoal com as aparências de revolucionário engajado. Será bem-vinda, como tantos outros que já acordaram e tiveram a coragem de reconhecer o enorme equívoco das lutas passadas em prol do socialismo.

Um abraço,

Rodrigo Constantino

Obs: um PS foi escrito após tanta repercussão.

15/01/2014

às 18:37 \ Comunismo, Cultura

Ainda bem que Letícia Spiller não é mais alienada. Hoje defende Cuba, não os EUA!

Fonte: GLOBO

A esquerda caviar, sempre ela. A atriz Letícia Spiller fez falta no meu livro. Merecia um lugar, se não de destaque, ao menos alguma menção. Peço desculpas pela falha. A bela loira defende várias bandeiras politicamente corretas, e de vez em quando gosta de se engajar na “causa”.

No Vídeo Show, o apresentador Zeca Camargo usou o túnel do tempo para mostrar o vídeo de quando Letícia se tornou paquita do Xou da Xuxa. Quando a imagem volta para o presente, eis o que ela diz, sem mais nem menos:

Muito menina, completamente alienada, com a bandeira dos Estados Unidos estampada na camiseta. Se fosse hoje eu “tava” com Che Guevara, sabe? Absurdo isso!

Zeca Camargo concordou e elogiou o “fato” de que a atriz se informou. Mesmo? Que tipo de informação leva alguém a concluir que defender os Estados Unidos é alienação, mas enaltecer o guerrilheiro comunista é louvável?

A atriz, não custa lembrar, foi até visitar o ditador Fidel Castro em Cuba, na ocasião de seu aniversário. Se ela fosse alienada como era quando mais jovem, teria ido para Miami ou Califórnia. Mais “informada”, ela prefere a ilha caribenha.

A esquerda caviar chama de alienação defender a mais sólida e próspera democracia do planeta, cuja Constituição tem mais de dois séculos com poucas emendas. Ser bem informado, para ela, é defender a ditadura comunista de meio século que só trouxe escravidão e miséria ao povo.

Claro, no dia a dia, tenho certeza de que a atriz acumula um bom capital com seu ótimo salário da TV Globo, vista como ícone do capitalismo malvado por seus camaradas defensores de Cuba. Também tenho certeza de que ela compra bons produtos que só o capitalismo pode oferecer, de preferência americanos. Afinal, se tiver que viver com o que Cuba produz, terá de ir para alguma aldeia indígena, não é mesmo?

Assim é nossa esquerda caviar. Alienada e hipócrita, xingando os outros de alienados. Eu preferia a paquita. Definitivamente, a idade nem sempre traz mais sabedoria para todos…

PS: Letícia, de presente para você, de um admirador de seu talento artístico, segue um rápido vídeo meu sobre esta figura asquerosa e assassina que você defende, para você realmente se informar um pouco mais e evitar tanto constrangimento diante dos seres pensantes desse país:

 

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