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02/03/2014

às 12:22 \ Filosofia política, Liberdade Econômica

Lepo Lepo e o grito contra o capitalismo

Não sei o que é “Lepo Lepo”, muito menos quem é Márcio Victor. Jamais escutei falar na banda baiana Psirico. Mas reconheço que é ignorância minha. Pelo que vi, fazem um sucesso danado por aí, Brasil afora. Não dá para se manter atualizado em tudo. Há que ser seletivo. Cada um com suas preferências.

Por que, então, resolvo falar de “Lepo Lepo” aqui? Porque notei que tomou as redes sociais uma declaração feita pelo cantor, de que o “Lepo Lepo” seria um “grito contra o capitalismo”. Diz a letra: ‘Eu não tenho carro, não tenho teto e se ficar comigo é porque gosta do meu lepo lepo’.

Mas o que significa o Lepo Lepo, afinal? “É o amor. É uma forma baiana de dizer do meu amor, do meu carinho”, explica o cantor à CARAS Digital. “Acho que cada um vê de um jeito, as crianças veem de um jeito inocente, a turma mais jovem leva para a azaração e tem a turma do lelelê”, diverte-se Márcio. É uma forma de gritar não ao capitalismo e sim ao amor. Acredito que mulher de verdade prefere o lepo lepo. Tem muita mulher que prefere o dinheiro, bens materiais. No meu caso não tenho nada disso. Comigo é amor, alegria e diversão”,garante o cantor de 34 anos, que está solteiro. “Mas pretendo ter uns 11 filhos”, conta rindo.

Por que gritar não ao capitalismo? Será que o cantor pensa que no capitalismo toda mulher deve ser… interesseira? Será que ele confunde capitalismo com materialismo vulgar? Será que considera capitalismo antagônico ao amor?

Nelson Rodrigues dizia que o dinheiro compra tudo, até o amor verdadeiro. Brincadeira (ou não) à parte, o capitalismo é apenas o modelo que permite ampla liberdade aos indivíduos, donos de suas propriedades, exercendo suas escolhas, suas preferências subjetivas em trocas voluntárias no livre mercado.

No capitalismo, há espaço para tudo, para o amor verdadeiro, e para a prostituição, pois o mercado, nesse aspecto, é amoral. Engana-se quem pensa que no socialismo isso não existe. A capital mundial da prostituição já é Havana, acima de Bangcoc. Os socialistas quiseram acabar com a ganância e o individualismo acabando com a liberdade, a propriedade e o mercado. Geraram apenas miséria e escravidão.

É o capitalismo que permite até mesmo um fenômeno como o “Lepo Lepo” (calma, capitalistas, não joguem pedras no sistema, esse é um preço a se pagar pela liberdade e prosperidade). No capitalismo, você pode comprar músicas de Beethoven, Mozart e Bach por menos de um dólar. E pode, também, comprar “Lepo Lepo”.

O cantor afirma que não tem carro, dinheiro, nada disso, e que espera conquistar a mulherada com seu “Lepo Lepo”, gritando contra o capitalismo. Mas é o capitalismo que vai lhe dar os recursos para que possa comprar carros e ter muito dinheiro com o sucesso da música.

Estivesse ele em Cuba ou na Coreia do Norte, ele nem poderia ter liberdade para produzir uma música dessas, e depois não poderia se apropriar dos benefícios dela se tivesse a permissão. Por essas e outras que Roberto Campos foi tão preciso em seu resumo:

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…” 

E agora, como prova de que o alienado sou eu (e você, leitor), veja que o vídeo do “Lepo Lepo” já teve quase 4,5 milhões de visualizações até agora:

Viva o capitalismo! Mesmo com “Lepo Lepo”…

Rodrigo Constantino

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108 Comentários

  • Daniel

    -

    6/8/2014 às 4:23

    Márcio Victor é exemplo típico de pessoa errada fractalmente.

    Erro Fractal: o estado de estar errado em toda escala concebível de resolução. Isto é, à distância, a visão de mundo de uma pessoa fractalmente errada parece incorreta; e se você se aproximar e aumentar qualquer parte dessa visão de mundo, ela será tão errada quanto o todo.

    Debater com uma pessoa fractalmente errada leva a um regresso infinito, já que cada refutação que se faça das opiniões de uma pessoa leva a outra falácia, cheia de meias-verdades, incoerências e simplesmente mentiras, que requerem tanta refutação quanto a inicial. É impossível convencer uma pessoa fractalmente errada de qualquer coisa, assim como é impossível caminhar pelas bordas de um conjunto de Mandelbrot em tempo finito.

    Se você se envolver em uma discussão com uma pessoa fractalmente errada, seu melhor plano de ação será declarar sua idéia uma vez e ignorar quaisquer respostas, sem desperdiçar tempo.

  • Joe Paraguaçu

    -

    15/6/2014 às 10:13

    Estes caras que se auto intitulam cantores, são uns dementes. nem sabe o que estão falando e nem o português sabem falar. Música Baiana se é que podemos chamar de música, é uma poluição sonora, uma tremenda imbeciidade. ser counsumido por grande parte da população não significa que é coisa boa, a maioria dos brasileiros não sabe o que é bom nem tampouco valorizar o que de fato merece prestígio.
    Funk e música baina é para quem não tem nenhum pouco de conhecimento de música.
    Para os críticos: Sou Baiano, engenheiro de produção, químico industrial, professsor, pós graduado em processo produtivo, música multi instrumentista por roby, 7 anos de conservatório.
    falo fluentemente além do português, inglês, alemão, espanhol, ruuso e japonês. Nasci na pequena cidade de Iaçu- Ba

  • elinaldo

    -

    24/5/2014 às 22:56

    Concordo a música’encobre sim suas intençoes ,mesmo não sendo proposital
    Embora eu saiba não cabe a mim julgar,pois são opiniões divergentes.
    Errado” sim não há moral ou senço de culpa,,em um compositor de tal,o quê me pergunto é,porque denigrir tanto assim a própria imagem a troco de intereçes próprios?
    O quê se adquire com isso são crianças e adolescentes que ingreçao mais cedo na sexualidade precoce,,’ um resumo inertil’a qualquer vínculo ético e moral.hoje eu passei e vi crianças cantando lepo lepo’fiquei estarrecido’como recuperar o quê se perdê’antes de se formar!?a vantagem e que não dura muinto’so que sempre me pego pensando’o que será que meus ouvidos ira se deparar agora e sempre piora’deploravel

  • Rafael

    -

    9/5/2014 às 23:26

    Ótimo texto, como sempre!

  • Vani

    -

    27/3/2014 às 16:38

    Eu acho divertida; existe gosto pra todo tipo de musica, mas as melhores que considero são as que mexe com o espírito de quem ouve, faz a pessoa dançar; o cantor e o ritmo é mais importante que a letra, pois contagia as pessoas que ouve transmitindo felicidade as pessoas tristes, muito gostoso dançar. Parabéns ao Lepo Lepo.

  • Daniel

    -

    25/3/2014 às 10:56

    É uma música imbecilizante como todas as músicas que são tocadas para as massas hoje em dia no Brasil. E lepo lepo não significa amor nem carinho, lepo lepo signfica sexo, logo, a música diz apenas que a mulher gosta dele porque ela a come bem, só isso. A canção nada tem de profundo tampouco merece ser observada por outro prisma que não o da sacanagem.

  • conceição

    -

    11/3/2014 às 17:12

    Rodrigo, estou postando o artigo da Prof. Malu Fontes que trata exatamente do conteúdo do LEPO LEPO.

    O sociologiquês do Lepo-Lepo
    Malu Fontes

    11/03/2014 07:29:00

    O sucesso da música Lepo Lepo, gravada pelo Psirico de Márcio Victor e composta pela dupla Felipe Escandurras e Magno Santana, foi estratosférico no Carnaval de Salvador. A música estava em todos os corpos, em todas as bocas e todas as telas de TV e manchetes relacionadas locais e até nacionais relacionadas à festa.
    Entretanto, o fato é que em todos os carnavais de Salvador sempre há uma música que marca a festa. Ou algumas, no plural, que disputam entre si o trono da que mais gruda no ouvido de quem está na rua e a que mais faz a galera tirar o pé do chão, botar a mão pra cima ou descer até o chão, como já foi o caso, literalmente.
    Sim, quem conhece o Carnaval de Salvador sabe que essas são palavras de ordem incorporadas a qualquer refrão de qualquer música entoada em cima de um trio elétrico, embora todas elas tenham, para além da obediência a esses gritos de guerra, uma coreografia própria, esquecida na quinta-feira após o arrastão das Cinzas.
    Essas músicas também têm em comum o fato de os mesmos súditos que as alçam ao posto de rainha de execuções em um ano dificilmente lembrarem no ano seguinte qual foi a vencedora do Carnaval anterior. Ganha um doce quem lembrar, sem ajuda do Google, claro, qual foi a música dona do pedaço em 2012. E poucos ainda lembrarão das de 2013.
    Assim, o que chama a atenção em Lepo Lepo, mais do que o sucesso que fez, foi a avalanche de teses sociológicas, econômicas, antropológicas e o diabo a quatro que vieram à tona na imprensa e nas redes sociais para explicar as razões pelas quais o público do Carnaval de Salvador teria se identificado tanto com ela.
    A própria expressão lepo lepo foi traduzida, aliás, por alguns veículos de imprensa, não como o que de fato é, sexo ou relação sexual prazerosa, mas como amor romântico. Que tal? Misturou-se sexo com amor romântico desinteressado de bens materiais – embora a coreografia da música desenhasse com maestria para os inocentes a coisa a que se referia -, inventou-se uma oposição entre o funk ostentação paulistano com o que seria um inaugural e novíssimo pagode miséria da Bahia, contradisseram isso tudo com uma pitada das máximas de Joãosinho Trinta sobre intelectuais versus luxo e pobreza, adicionaram um outro quê de teorias anticapitalistas para explicar o que seria a filosofia de vida de quem vive nas favelas e pronto: o Lepo Lepo recebeu no colo uma galinha pulando cheia de ovos fertilizados por um sociologiquês de meia tigela mais non sense que o texto de Morango do Nordeste. Ou alguém vai dizer que não se lembra das “batatas da terra” de Lairton & seus teclados ou que sabia o que se estava dizendo com aquilo?
    Desde quando as músicas que mais estouraram no Carnaval da Bahia precisam de tanta explicação para justificar seus índices de venda ou execução? Como já disseram por aí, a nova MPB, a Música pra Pular Brasileira, vai sempre muito bem sim senhor no seu nicho, ou seja, o Carnaval e seus filhotes, os carnavais fora de época país adentro e afora.
    E este foi o ano do Lepo Lepo, não porque a música é anticapitalista ou deixa de ser, porque representa ou não a filosofia de vida das pessoas que vivem na periferia. Se fosse assim, o próprio Psirico teria ido pro Faustão cantar Favela ou Firme e Forte ou ainda Sou Periferia há muito tempo. E chamar os compositores e o próprio Márcio Victor de hipócritas por cantarem o desinteresse financeiro e uma supremacia do Lepo Lepo (leia-se sexo) para fazer sucesso e dinheiro só pode ser ruindade da cabeça ou doença do pé.
    Melhor deixar os mortos, como Marx e Joãosinho Trinta, fora desse sociologiquês que inventa teses para explicar uma música feita apenas para divertir.

  • daniel castro

    -

    10/3/2014 às 15:19

    lixo de musica

  • Edilson

    -

    9/3/2014 às 21:04

    Tenho orgulho de dizer que até hoje continuo sem saber que droga é Lepo-Lepo, só o que sei é que é um novo câncer do Brasil que nem ai se eu te pego; tchu tcha tcha; e essas porcarias todas, e que pretendo continuar sem saber.

  • J.A.MELLOW

    -

    9/3/2014 às 14:04

    TENTE PEGAR AS MENINAS ACIMA APENAS COM SEU “LEPO LEPO”, DEPOIS QUE ACONTECER O PRIMEIRO “LEPO LEPO”, E ELA DESCOBRIR QUE VOCÊ SÓ TEM MESMO O “LEPO LEPO”!

  • Rubens

    -

    8/3/2014 às 2:31

    Enquanto isso for só um grito de alguns malucoides destrambelhados tudo bem, são dessas curiosidades que a liberdade permite nas fímbrias da sociedade organizada da qual vivem comensalmente. O problema é quando esse grito psicótico começa a tomar conta das massas e a ser incentivado e manipulado por lideranças revolucionárias que se valem da idiotia útil para alcançar seus fins espúrios. Tudo o que serve à destruição da superestrutura social é aproveitado ardilosamente. Vivemos tempos perigosos.

  • josé viana da silva filho

    -

    7/3/2014 às 23:36

    Que saudade da década de 60, Tom Jobim,Vinícios,Jõao Gilberto,Carlos Lira,João Donato.Faziam musica com poesia, jamais serão esquecidos, até porque hoje só se faz esses “lepo lepo”. E tem tudo pra piorar, tem até BBB com Pedro Bial e tudo(meus herooois!)

  • Theresa Krol

    -

    7/3/2014 às 14:37

    Moro na Bahia e só agora estou conhecendo esta música. Pois bem, aposto que agora ele tem um carro e outras coisinhas más.
    Agora essa coisa de ser contra o capitalismo, não gaste seu vernáculo com quem pensa que o lepo lepo resolve tudo.

  • Amanda

    -

    7/3/2014 às 0:31

    Nossa! Abaixo capitalismo, realmente a música e o cantor tem um posicionamento esquerdista admirável, vamos parar para escutar e aplaudir esse grande filósofo da música brasileira, mais que isso vamos segui-lo nessa linda coreografia…
    O que vejo é a prostitucionalização da mulher, uma generalização fétida, o capitalismo é o responsável pela paixão das mulheres! Os privados de recursos financeiros(e culturais, nesse caso) não tem mulher, dependeria do seu “Lepo lepo”.

  • Tome

    -

    6/3/2014 às 16:44

    Conversando com um fervoroso Vermelho sobre o Capitalismo falou que a politica atual hoje e contra o Capitalismo.Perguntei e a Copa.Ficou uma pausa.Que tem ela? Bom uma politica atual que deixa uma Empresa Privada (FIFA) ser Dona de um mês sobre comercio das cidades sede do Brasil, ditando as regras, de seus patrocinadores. O que seria então.Então. Hipocrisia Pura manipulação de ideologia….O povo acredita ainda e grita gol…

  • Themistocles

    -

    6/3/2014 às 11:58

    Disse tudo fera! Eu pensei quando li no ‘Povo on line’ que lepo lepo é um grito contra o capitalismo: uma música retrógrada dessas só poderia vir de um cantor retrógrado! Viva ao capitalismo!

  • Carlos sagaz

    -

    6/3/2014 às 0:16

    Uau! Esse cantor deveria então fazer show de graça e doar seu dinheiro para os necessitados. Quanto lixo, imbecilidade e ignorância numa frase só, esse é o exemplo dos esquerdistas que só leem um panfleto de Marx e já se acham os revolucionários.

  • ANGELO SANTOS

    -

    5/3/2014 às 15:10

    Até hoje dei sorte de não ter sido obrigado a ouvir esse lixo ( não dá para fechar os ouvidos quando quer, e nem sempre dás sair dos locais tão rapidamente como se quer) mas esses cantores poderiam me dar suas fortunas e mudarem para Havana para lá, lutarem contra o capitalismo ! Idiotas !!! ESQUERDA CAVIAR

  • JEBANIEL WOLFF

    -

    4/3/2014 às 20:24

    Esse cantorzinho Márcio Victor, de quem só vim a tomar conhecimento porque sou leitor deste blog, por enquanto é da esquerda Conhaque Dreher. Com a grana que vai ganhar, porque música imbecil rende muito, vai ascender à esquerda Johnny Walker Black Label.

  • JUSCELINO

    -

    4/3/2014 às 14:49

    a verdade seja dita, o lepo lepo não seria nada não fosse as 5 bundas dando apoio logistico.

  • Lucas

    -

    4/3/2014 às 12:23

    Bem, Rodrigo. Não sei o que é isso e nem tenho interesse em saber. Felizmente, estou em patamar de vida que me permite fazer escolhas, inclusive mudar de canal ou escolher o que ouvir.

    Sabe-se lá quanto de dinheiro “rolou” para esse troço aparecer em matérias de TV ou jogadores fazendo “dancinhas” no gramado. Não acredito que essa bandinha da Bahia teria tanta grana para isso. Provavelmente os mesmos que financiaram, também sugeriram a eles que dissessem essas bobagens.

    Mas acredito que isso seja fruto de um Capitalismo dominado pela Esquerda. Ou seja, incentiva-se o abandono de padrões estéticos: tudo é arte, tudo é belo, tudo é manifestação cultural. O povo, tampouco, tem discernimento ou inteligência suficientes para saber o que é Música ou Lixo. Simplesmente vão na “onda” da mídia e do que o Neymar está fazendo.

    Sei que nos EUA também tem lixo musical, mas lá geralmente eles sabem que estão consumindo lixo. Aqui, se alguém criticar, a Esquerda vai dizer que é preconceito, recalque ou reacionarismo.

  • HDG

    -

    4/3/2014 às 10:39

    Esse pessoalzinho, tipo o Tico & Teco, está sempre renegando o livre arbítrio em suas “análises”, daqueles que por livre e espontânea vontade se endividaram ao entrarem em financiamentos. Vejo todo mundo no feicibuqui, de cantor de música de sacanagem baiana até turma de rolezinho, mas ninguém usa a mesma internet e tempo para se instruirem sobre finanças. Tudo grátis, tudo disponível online. Mas a culpa é sempre do alheio, de acordo com o pensamento de baixo QI e da esquerdalha. Está na hora de brasileiro se tornar homem, parar de sair vestido de mulherzinha em bloco de rua, e começar a tomar responsabilidade pelas suas decisões, seja para trazer morteiros para protestos, seja por colocarem filhos no mundo, ou seja por se encralacarem de dívidas porque querem aparecer de carro novo para conseguirem mais “Lepo Lepo”. Agora mesmo estão todos torrando a grana que não têm em Carnaval, ficando 6 muambeiros em condomínio residencial de 1 quarto em Miami ou 15 em uma casa de 2 quartos em Floripa já que na Lei de Gerson “ixperto” não paga hotel como turista decente. A manada tem que viajar a todo custo para se exibirem no Instagram e no feicibuqui, com fotos tiradas com o ipédgi. Usar o ipédgi para se educarem sobre finanças, NUNCA! Para seres com o DNA Brasileiro Gentalha, a culpa de seus problemas é sempre da lua, do gramado, da chuteira, dos americanos, da mamãe e do papai, do capitalismo, etc.

  • SILVIO

    -

    4/3/2014 às 8:50

    olha, que vota no PT, é porque gosta do LEPO, LEPO….

  • CARIOCA DE OPOSIÇÃO

    -

    4/3/2014 às 1:30

    Vamos combinar, que falta um mínimo de boa formação educacional e cultural nesses compositores de axé music, né não?
    Por isso até lembre de um raro exemplo de lampejo de senso, numa música de um grupo baiano chamado Terra Samba. Chama Deus é Brasileiro. Olhaí a letra:

    Ônibus lotado, povo apertado
    Será que na vida tudo é passageiro
    Um calor danado, povo sem dinheiro
    Tenho lá minhas dúvidas se Deus é brasileiro
    Ôh, ôh, ôh

    Deus não pega ônibus, nem lotação
    Mas deve ouvir pedidos e reclamação
    Não tem cor nem sexo nem estado civil
    Coitado se ele for o gerente do Brasil

    Me disseram que ele está em todo lugar
    Nas filas, nas calçadas
    Nas antenas e no ar
    Não vou fazer pedidos nem lhe agradecer
    Se Deus está na Terra ele vai ter que responder
    Ôh, ôh, ôh

    Não leve à mal tudo bem ô rapaz
    Ei você ai em cima
    Entre outras coisas que eu quero saber
    Por favor me ensina
    Como esse povo que sofre
    Com fome, que passa mal
    Vai batucar na panela vazia
    E fazer carnaval
    Ôh, ôh, ôh

    Ai meu Deus
    Eu só quero entender

  • mar

    -

    4/3/2014 às 1:15

    ah sim, aqui na Bahia lepo lepo todos sabem que é tomar uma surra com o pênis… A Bahia só gosta de um deus: Baco

  • mar

    -

    4/3/2014 às 1:12

    O quê? Márcio Victor não gosta de LUxo e dindin?kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Vem para Bahia vê o carrinho tipo importado de Márcio. Solteiro ele está, mas aqui na Bahia dizem que ele namora a bailarina Léo Krete do Brasil. Esse cara é hipócrita até a alma

  • Jones

    -

    3/3/2014 às 22:20

    Excelente artigo

  • samuel

    -

    3/3/2014 às 21:10

    bom

  • Bruno

    -

    3/3/2014 às 20:56

    Capa do Le Monde de hoje: “O Brasil é o país mais caro e mais taxado (com o maior imposto, mais tributado) do mundo.”
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10201807328486558&set=a.1630307799224.2085395.1282489506&type=1&theater

  • Avancinni

    -

    3/3/2014 às 20:26

    Essa música não será somente o hit do carnaval. Será o Hit do Ano. Será cantada na Copa, quando nossa seleção levar uns lepos lepos. Depois será o Hit das eleições, onde mais uma vez o povão alienado vai votar pela continuidade desse desgoverno petralha, que vai continuar nos colocando nossa democracia de quatro, arriar suas calças e ha ha ha ha ha ha ha lepo lepo…

  • Leonardo

    -

    3/3/2014 às 19:45

    O mito da moça rica que se apaixona por um pobretão charmoso existe desde que o mundo é mundo, e já foi apareceu inclusive em filmes da Disney (A Dama e o Vagabundo, anyone?).
    Isso significa que a Disney é comunista?

  • Léo

    -

    3/3/2014 às 18:54

    Rodrigo eu sou baiano e posso te garantir que a expressão antiga “lepo-lepo” significa dar uns tapas. Observe que a coreografia insinua isso. Só que, no caso da música, uns tapas com um apelo sensual ou sexual. Não sei se Márcio disse isso, mas se disse é um equívoco. Muita gente conjectura e busca explicações para esse fenômeno. Sendo assim, segue a minha conjectura. Penso que as músicas de ostentações como os funks ou sertaneja com “Camaro amarelo” possibilitou fazer um contraponto do cara que não tem nada de dinheiro,mas tem um sex apeal associado com uns tapinhas, ou seja, o seu lepo-lepo.

  • Jardel Jaime Jesimel

    -

    3/3/2014 às 18:21

    Afinal,a banda está se apresentando sem cobrar o cachê ou ingressos?Ser contra o capitalismo como alguns artistas da esquerda caviar é muito fácil,dificíl é se apresentar sem cobrar ou cobrar preços baixos no shows,CDs,DVDs etc…

  • Ricardo (Maringá)

    -

    3/3/2014 às 16:12

    Brilhante artigo Rodrigo. Pô, realmente ficou genial o tema e as citações. Grande abraço.

  • Juão

    -

    3/3/2014 às 14:45

    “Pobre gosta de luxo”, já dizia Joãozinho Trinta;e o vídeo é um luxo.Viu aquela cadeira? ou divã? é design italiano?;A minimalidade nas imagens! Muito bem feito.As meias rasgadas, pura luxuria…E a mensagem!?. Perfeito: “filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-cola”…

  • Denise

    -

    3/3/2014 às 14:35

    Caro Rodrigo Constantino!

    Esta música não é contra o capitalismo! É simplesmente sobre um cara que ainda estava sem grana e provavelmente não pegava uma determinada mulher mais bonita ou mais boazuda (se pobre não conseguisse pegar mulher, a taxa de nascimentos seria bem menor, não é mesmo?) e resolveu então tirar uma onda, dizendo que dinheiro não é importante e blá blá blá! É apenas uma brincadeira!

    De qualquer modo, é sempre muito bom ler suas análises! Concordo plenamente com você: os avanços socais são todos graças ao capitalismo! É só dar uma olhadinha nos nossos vizinhos bolivarianos e ver para onde o socialismos nos leva!!

    E já tem uma resposta para este vídeo do Lepo Lepo! E de uma tal de Amanda Valverde. Olhá só:http://www.youtube.com/watch?v=9HiEhcsdx60
    Pelo menos, ela dá valor à educação formal!!!

    Um abraço

    Denise

    PS.
    1.Esta frase do Roberto Campos é boa demais!!!!
    “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…”

    2.Sem querer abusar do seu tempo, será que você poderia indicar um livro sobre a revolução de 64, que seja o mais próximo da realidade possível, ou seja, que conte a VERDADE mesmo, e não uma visão elogiosa de um lado ou de outro. Tomei a liberdade de pedir esta indicação, pois você está sempre dando dicas de bons livros! Muito obrigada desde já!

  • Toninho Malvadeza

    -

    3/3/2014 às 14:15

    Vou ter de recorrer ao OZZI OSBOURNE !
    Estamos mesmo na era da mediocridade…

  • Gabriel

    -

    3/3/2014 às 14:13

    R: Todo mundo quer as mesmas coisas? Sério? De onde vc tirou essa estupidez? Já foi em um shopping, um mercado, uma livraria, um cinema, e já viu a quantidade de produtos DIFERENTES, para todos os gostos e bolsos? Vc quer a mesma coisa? Acorda! Esse seu discurso socialista aqui não engana ninguém…

    Pode até ser que nesse comentário vc esteja certo, mas o resto comentário vc não respondeu,portanto responder apenas uma parte do que eu escrevi não significa que vc acertou todo o resto,não se iluda.E sim, o seu sistema impõe SIM!

  • johnny

    -

    3/3/2014 às 13:00

    Isso é lixo de 5 categoria,infelismente o Brasil com o passar dos anos conseguiu a proeza de se tornar um país horrível de se viver,e ainda ter que escutar essas porcarias do oiapoque ao chuí,ninguem merece.
    Quem pode vai pro aeroporto de Cumbica.

  • Kindu

    -

    3/3/2014 às 12:33

    Sr. Constantino
    Nesta era da mediocridade ou do lullllo-petismo, num país que prima pela falta de cultura, educação e um tantinho de desonestidade e desinformação, a ponto de colocar um analfabeto amoral e delinquente e uma ex-terrorista(será ex?) como chefes máximos do executivo tudo é possível. A continuar este estado de cegueira coletiva, esses gangsters do pt logo nivelarão o Brasil com a pobre e saqueada venezuela ou cuba(minúsculas mesmo). Num país onde roubar pouco faz os ldrões de galinha e roubar muito os lulllllas, fica difícil definir os limites da iniquidade e da leniência com o errado.

  • Dinorah saffioti dias

    -

    3/3/2014 às 11:40

    Saudades do tempo que a esquerda caviar era com Chico Buarque e compania bela, porque pelo menos as letras eram inteligentes.

  • Joe Silva

    -

    3/3/2014 às 11:33

    Lepo lepo é uma metáfora para Pênis. Portanto o substituto para o capitalismo é um falo.

  • marcus cezar the third

    -

    3/3/2014 às 10:46

    se eles tem lepo lepo, nós temos os ramones. parafraseando chico buarque x bruce dickinson

  • j.rogério

    -

    3/3/2014 às 10:16

    Rodrigo, a coisa é tão medíocre que não tenho comentários a fazer.No entanto, transcrevo abaixo, um trecho do artigo “O FUTURO DA BOÇALIDADE”, escrito por Olavo de Carvalho e publicado no GLOBO, em 02.12.2000:
    “…Se as pessoas soubessem a que ponto se humilham e de rebaixam no instante mesmo em que orgulhosamente creem exercer sua liberdade, não atenderiam com tanta presteza ao convite de dizer o que pensam, ou o que pensam pensar. É por amor a esse tipo de liberdade barata que os jovens, sobretudo, se dispõem a servir aos revolucionários que os lisonjeiam. Para desgraçar de vez este país, a esquerda triunfante não precisa nem instaurar aqui um regime cubano. Basta-lhe fazer o que já fez: reduzir milhões de jovens brasileiros a uma apatetada boçalidade, a um analfabetismo funcional no qual as palavras que leem repercutem em seus cérebros como estimulações pavlovianas, despertando reações emocionais à sua simples audição, de modo direto e sem passar pela referência à realidade externa.Há quatro décadas a tropa de choque acantonada nas escolas programa esses meninos para ler e raciocinar como cães que salivam ou rosnam ante meros signos, pela repercussão imediata dos sons na memória afetiva, sem a menor capacidade ou interesse de saber se correspondem a alguma coisa no mundo…”

  • pedrusko

    -

    3/3/2014 às 9:07

    Constantino, essa luta insana contra o capitalismo deve ter seus efeitos primários, secundários e colaterais.
    Você poderia mostrar como as nossas empresa, as que realmente criam capital, trabalho e pagam elevados impostos, estão se saindo nesses últimos 12 anos sob o regime PT. Se cresceram em bolsa, etc. Por que nossa segunda maior empresa vende cerveja? Acho que só você tem condições de avaliar e escrever sobre isso.
    Angústias de um pequeno empresário que tem de pagar uma tal de “Contribuição Sindical Urbana”

  • HJorge

    -

    3/3/2014 às 8:17

    Para mim esse lepo-lepo é uma onomatopéia barata e chula de quem bate fôfo! Quero ver esse babaca fazer lepo-lepo sem o dinheiro dado pela orda de oligofrênicos que conseguem apreciar sua arte porcaria.

  • Carlos Gil

    -

    3/3/2014 às 8:06

    > É a mesma mentalidade de Chico Buarque e similares.

  • Alan XY

    -

    3/3/2014 às 5:36

    O cara é um empreendedor, gente! Vislumbrou um nicho de mercado em uma galera já cansada do funk ostentação e aí criou essa bobagem e bombou. De bobo ele não tem nada, tá faturando com a bobagem feita para os outros.

  • Gil Diniz

    -

    3/3/2014 às 4:17

    Sei que já postaram aqui, mas, vale a pena lembrar a análise do “músico, ativista, escritor, blogueiro, poeteiro, e um ser humano” (Só questiono o ‘ser humano’ poderia trocar por revista em quadrinhos depois de tanta tatuagem).

    Tico Santa Cruz

    28 de fevereiro · Editado

    CARAL&ˆ%$#@@!!!!!!!!!!
    Preciso pedir mil perdões ao Psirico.
    Não havia ouvido a música mais comentada das redes sociais nestes dias. O principal assunto do Twitter e do FB.
    Esqueçam o julgamento do Mensalão e outras bobagens.
    Lepo Lepo é a música mais revolucionária de todos os carnavais.
    Vocês que estão criticando é que não entenderam NADA.
    Siga o raciocínio comigo.
    A Letra diz:
    “Eu já não sei o que fazer – Duro, pé rapado com o salário atrasado. ”
    ( ANÁLISE: Realidade social de milhares de brasileiros – fora os desempregados )
    “Já não tenho mais para onde correr – Já fui despejado e o banco levou o meu carro.”

    ( Análise: entrou em financiamentos acreditando que conseguiria melhorar a vida e infelizmente não conseguiu pagar suas contas – perdeu o pouco que tinha – Realidade social de milhares de brasileiros)

    “Agora vou conversar com ela, será que ela vai me querer?
    Agora vou se é verdade – Se é dinheiro ou e amor ou cumplicidade? ”

    ( Análise: diante do panorama atual onde as pessoas não valem o que são, mas apenas o que tem. Saber se uma mulher está com você por dinheiro ou por amor é algo muito importante. Enquanto 99% da música brasileira está em seu momento de ostentação – essa música coloca em questão os valores da sociedade. O que vale mais o amor ou os bens materiais? )

    “Não tenho carro, não tenho teto e se ficar comigo é porque gosta”
    ( Análise: Verdade total. Nos dias de hoje, quem ficaria com um sem teto? Apenas outro sem teto. Negligenciado pelo Governo. Não ter carro então… Vai usar ônibus, trem ou metrô – ou seja, apenas quem ama muito uma pessoa e capaz de encarar todos estes problemas sociais e manter o relacionamento – AMOR VERDADEIRO. )

    “RÁ LEPO LEPO LEPO LEPO” É A ÚNICA COISA QUE O CIDADÃO TEM.
    Ou seja… de tanto tomar Lepo Lepo do Governo, só restou Lepo Lepar a parceira para manter o relacionamento.

    Confessem, nós fomos preconceituosos.
    A música retrata a realidade do Povo.
    Então isso explica também uma necessidade URGENTE do Controle de Natalidade e planejamento familiar no Brasil, porque a quem nao restou nada… só o Lepo Lepo pode trazer alguma alegria e lepo lepo sem prevenção – cria mais crianças e mais crianças sem os cuidados que merecem do Governo, podem se tornar cidadãos com muitas dificuldades sociais e o ciclo não termina nunca.

    Essa e minha lepo lepo tese.

  • Mike Oliveira

    -

    3/3/2014 às 2:39

    LEPO significa “Lei de Expropriação da Propriedade Oligárquica”

 

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