Blogs e Colunistas

16/02/2014

às 12:56 \ Cultura

Reflexões sobre a cultura do hedonismo e da promiscuidade

Fonte: Veja

Bacanal, orgia, troca-troca, vulgaridade, nada disso é novo. O que talvez seja novidade é a banalização destas práticas. Aquilo que existia no submundo ou fora dos holofotes, protegido pela hipocrisia moralista (que fosse), hoje virou motivo de orgulho, ou de autenticidade, de expressão legítima de nossos desejos.

Esta reflexão veio à mente quando vi a notícia no site da Veja sobre cena do BBB (o décimo-quarto, só no Brasil mesmo!). Trata-se de um “beijo triplo” entre os participantes. Não uso este caso isolado para tais reflexões, e sim como sintoma de uma tendência cada vez mais evidente, que denota o zeitgeist de nossos tempos hedonistas e promíscuos.

Sou jovem ainda (37), não sou religioso, e condeno o puritanismo autoritário ou o moralismo hipócrita de muitos. Dito isso, não posso ignorar os alertas feitos principalmente por pensadores conservadores acerca da degradação de valores morais em nossa sociedade. Como preservar certos valores e tradições morais, como a família, sem ser moralista? Eis o desafio homérico que se apresenta.

Mario Vargas Llosa, em seu livro A Civilização do Espetáculo, fala do assunto. Para o escritor peruano, pornografia é uma coisa, erotismo é outra, mais reservada, sutil, individual. Vivemos na era da pornografia escancarada, não do erotismo. As pessoas, um tanto mimadas e narcisistas, não aceitam mais que nada fique entre seus desejos mais primitivos e suas ações. Ética seria o freio entre uma coisa e outra. Hoje, isso está démodé, fora de moda.

Casas de swing lotadas, velhinhas simpáticas ensinando como usar direito vibradores na televisão, bailes funks com “trenzinhos” de sexo vistos como a coisa mais normal do mundo, paradas gays repletas de baixaria, enfim, vale tudo em nome da diversão, do aqui e agora, do carpe diem. Careta é aquele que encontra forças em algum lugar para barrar tais impulsos. Alguém fica surpreso com o consumo de drogas em alta acelerada?

A promiscuidade deixou de ser vulgar e passou a ser um estilo de vida amplamente aceito, ao menos nas rodas dos “formadores de opinião” da esquerda caviar – que, infelizmente, influenciam muita gente. Vejam a Preta Gil, por exemplo, que em entrevista recente disse ser muito “espontânea”, e isso é que teria despertado preconceito nas pessoas caretas e moralistas. Cantar “Dako é bom” na frente do próprio pai, então ministro do governo, é apenas ser “espontânea”, e não vulgar, desrespeitosa.

Disse há pouco que a promiscuidade deixou de ser vulgar. Minto. A vulgaridade é que passou a se impor como modismo, pois os vulgares chegaram ao poder. Quem ousa buscar valores morais nas tradições só pode ser um “reacionário”, um conservador, uma peça de museu, um chato de galochas que insiste em se meter na “busca da felicidade” dos demais.

Pergunto: encontram? Encontram a felicidade com tal estilo hedonista de vida? Então por que cada vez mais remédios antidepressivos sendo vendidos nas farmácias? Por que mais e mais drogas para atender à “pulsão de morte” dessas pessoas? Vejam o filme “Shame” e entendam o resultado prático de quem coloca no sexo voraz e irrestrito sua fonte de “felicidade”: a extrema infelicidade.

Em uma vida sem sentido, sem propósito decente e criativo, ou sem Deus (como diria Dostoiévski e muitos conservadores religiosos), cada um vai buscar uma “rota de fuga”. O hedonismo talvez seja a mais comum atualmente. Fulano está com uma hoje, amanhã com outra, depois com outro, aí com outros juntos em um tremendo bacanal, e haja promiscuidade para dar conta de tanto vazio espiritual!

O leitor acha que exagero, que pego um caso isolado e transformo em regra, extrapolando? Nem tanto, nem tanto. Basta ter olhos para enxergar que esta tem sido cada vez mais a norma. Talvez seja indesejável e impossível regressar aos anos “dourados” da era vitoriana. Talvez a repressão excessiva tenha ajudado a produzir este quadro, como em uma panela de pressão. Mas quem poderia negar que o pêndulo exagerou para o outro lado?

Rodrigo Constantino

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

107 Comentários

  1. Angelo

    -

    09/05/2014 às 4:27

    No fundo o povo tem o que merece, assistem bbbesteira, andam de ônibus lotado, ouvem fuck ostentação, votam em ladrões, comem feijão arroz e ovo, tem vento na cabeça e calor na vagina.

  2. sergio

    -

    08/05/2014 às 20:35

    O que só se via somente nos puteiros,hoje se ver em tv aberta. Para quem acredita em Deus é o livre arbítrio. E quase todo mundo acredita em Deus.E esse mesmo Deus que eles creem por causa da bíblia diz que ele é amor mas também justiça.Segundo a mesma bíblia vingança pertence somente à ele.

  3. Eugenio

    -

    20/02/2014 às 18:49

    Mas hoje em dia, essa exposição nas mídias ocorre porque da dinheiro. Gera público, visualizações e receita. Ou seja é o mercado cumprindo seu papel claro que pautado no público…

  4. Fábio Rocha

    -

    18/02/2014 às 12:39

    “Como preservar certos valores e tradições morais, como a família”.
    Queria entender pq os conservadores (desculpe, você é conservador no quesito “prazer”) enfiam a palavra “família” em tudo, para tentar amolecer as pessoas.
    Me diz onde que o fato de eu fazer orgias e ser promíscuo vai afetar o fato de ter uma família? É só saber administrar, como tudo na vida.
    Da mesma forma que quem sai transando com tudo mundo pode ser depressivo, uma pessoa com um casamento tradicional e aparentemente “perfeito” para a sociedade, pode ser igualmente infeliz. Não tem como padronizar isso.

  5. HDG

    -

    18/02/2014 às 6:27

    “Rodrigo, você pode obviamente discordar do estilo de vida das pessoas “promíscuas” mas é preciso reconhecer que elas estão apenas exercendo suas liberdades individuais.” Olha, já não tenho mais paciência para instruir gente preguiçosa em buscar conhecimento grátis online. Exercer liberdade individual se a mídia, a educação e a indústria de entretenimento está mentendo goela abaixo das crianças tudo que é baixaria? Não é mais uma questão de desligar tevê, como vários bobinhos alegam, pois a promiscuidade está por todo o lado, inclusive na publicidade das ruas. Ai que preguiça, por exemplo, você leva seus filhos para assistir a uma final de futebol americano e nas “festividades” do meio tempo entra uma Madonna fazendo todo tipo de ritual satânico regado com promiscuidade. Vai desligar a tevê, vai? Nem vou mencionar o currículo de educação sexual que alguns satânicos estão tentando meter nas escolas para ciranças de até, pasmem, 6 ANOS! FATO! Por favor, parem de ser ovelhas, saiam desse estado de inércia, de gente tola. Viver de regorgitar manchetada controlada por pilantras, sem investigar, não é ser moderninho. Como dizia o grande Ronald Reagan: “Trust, but verify”. Acordem!

  6. Ricardo

    -

    18/02/2014 às 6:22

    Ao ler esta postagem do Constantino, lembrei-me de algumas palavras de im historiador brasileiro já falecido:

    “A mentalidade relativista, consumista, cheia de egoísmo, faz da vida um ‘curtir’ de toda ação humana, qualquer que ela seja, só para desfrutamento pessoal, graças à negação de toda hierarquia de fins nas ações humanas. Vive-se, hoje, apenas para viver, para buscar apenas o que é ‘bem-para-mim’, e nunca para o Bem em si mesmo. Cada ação é fechada nela mesma, e não ligada a um fim superior, ao Bem infinito transcendente. ‘Curte-se’ um som, um passeio, um namoro, uma esposa… E troca-se o bem relativo por outro, também ele relativo e passageiro. Tudo flui. Nada fica. Nada permanece.”

  7. HDG

    -

    18/02/2014 às 6:15

    A pergunta que não quer calar é quando a Sininho sairá na Playboy. Eu compro; chatinha mas mó gostosa.

  8. Lordlula

    -

    18/02/2014 às 1:09

    Tem a dona Marisa, tem a rosemary noronha e sabe-se la mais quem.A cracolandia so cresce. Corrupcao e estilo de governo. O exemplo vem de cima portanto sai de baixo porque vem baixaria da grossa.

  9. Lord keynes do séc xxi

    -

    17/02/2014 às 23:38

    Acrescento ainda q em nome da audiência é necessário transgredir em relacão aos limites da movela ou reality show anterior,provavelmente teremos cenas de zoofilia no bbb15

  10. Gustavo

    -

    17/02/2014 às 23:29

    A família não é obrigatoriamente algo bom. Trata-se apenas de uma instituição, um coletivo. Um indivíduo por si só pode ser muito melhor para ele mesmo e para as pessoas com quem convive do que uma família.
    Estamos condenados a liberdade individual; nosso maior juiz, é nossa própria consciência, pois somos um fim em nós mesmos. Qualquer um pode escolher / expressar ser o que quiser; nossa maior glória e maior castigo é ser quem nós somos e suportar o que fazemos. Não vejo isso como relativismo, vejo isso como liberdade. Lidem com isso.

  11. Jorge S

    -

    17/02/2014 às 21:18

    Mas… todo mundo EXIGE respeito. Paradoxal.

  12. Rodrigo Rios

    -

    17/02/2014 às 20:50

    O maior objeto de consumo dos tempos atuais é o corpo humano. Não sei se sempre foi assim. O fato é que nossa sociedade foi levada a acreditar que o sucesso e a felicidade de uma pessoa se mede pela quantidade de suas experiências sexuais. Nossos jovens não têm a mais mínima dúvida disso. Por fim… o homem ou a mulher com uma extensa ficha corrida, desejando gritar que é a pessoa mais feliz do mundo, se depara com uma realidade bem diferente da que lhe foi prometida. Não era bem assim.
    Por onde quer que olhemos, encontramos uma overdose de sexo. Se o horário ainda não permite, exibem apenas os atos preparatórios e assim em diante, vai baixando o nível. A sociedade é submetida a estímulos sexuais ininterruptamente e nossos instintos mais primitivos só colaboram para o êxito desses “senhores anônimos”, que, manipulando e estimulando ao máximo esse impulso natural das pessoas, conduzem a humanidade para onde querem, tal qual se conduz um cão com um punhado de lingüiças.

  13. Daniel Duque

    -

    17/02/2014 às 20:38

    Rodrigo, será que você teria guardado o comentário que eu escrevi e você apagou? Queria usá-lo para escrever um texto e não o salvei previamente.

    Desde já agradecido
    Daniel Duque

  14. Patrick

    -

    17/02/2014 às 20:31

    “Como preservar certos valores e tradições morais, como a família, sem ser moralista?”
    Em primeiro lugar família não se baseia em tradições morais,família se baseia em amor,respeito,apoio mutuo e dialogo.
    Quanto a era vitoria,ela não tinha nada de dourada,era uma época orenda,em que a Inglaterra era controlada por aristocratas hipócritas,que se esbaldavam em bordeis a noite durante o dia ficam pregando moral que eles não tinham.

  15. Andrea

    -

    17/02/2014 às 20:00

    Concordo totalmente com o seu texto! É impressionante como hoje a sexualidade e o sexo continuam a ser tabu, agora já não pela proibição ou negação, mas pelo abuso e banalização e o abuso indiscriminado da sexualidade como produto vendável – BBB, apenas acumulou outras situações já gravadas na nossa memória coletiva!

    E para quem gosta de assuntos relacionados à ESPIRITUALIDADE, eis: Kali Yuga”Idade do Demônio Kali” ou “Idade do Vício”) é um período que aparece nas escrituras hindus. É a última das quatro etapas que o mundo atravessa; sendo as demais: Satya Yuga, Treta Yuga e Dwapara Yuga. Seu ponto de início e sua duração têm dado origem a diferentes avaliações e interpretações. De acordo com a mais conhecida, o Siddhanta Surya, Kali Yuga começou à meia-noite em 18 de fevereiro de 3102 a.C., no calendário juliano, ou 23 de janeiro de 3102 a.C. no calendário gregoriano, considerada a data em que Krishna deixou a Terra para retornar a Goloka Vrindavana, sua morada espiritual. Kali Yuga é associada com o apocalíptico demônio Kali, não devendo ser confundido com a deusaKali. É dito no Bhagavata Purana que Kali recebeu permissão para viver onde quer que houvesse matança de vacas, jogatina, prostituição e embriaguez, sendo estas características proeminentes da Era de Ferro.

    O Vishnu Purana destina o Livro IV, cap. XXIV, e o livro VI, cap. I, a profecias para este período de Kali yuga. No primeiro lê-se: “Restabelecerá (a Divindade) a justiça sobre a terra, e os espíritos daqueles que vivem no fim da idade Kali serão despertados e por tal maneira se tornarão transparentes como o cristal”. As previsões do Budismo encontram-se nas Profecias dos Cinco Desaparecimentos, correspondendo a época atual ao quinto Desaparecimento, ocorrendo, no porvir, padecimentos, aflições, penúrias.

    A Era de Kali-yuga segundo o Linga Purana – No Linga Purana descreve: ….” os homens de Kali yuga como atormentados pela inveja, irritáveis, sectários, indiferentes ás consequências de seus atos. São ameaçados pela doença, pela fome, pelo medo e terríveis calamidades naturais. Seus desejos são mal orientados, seu saber utilizados para fins maléficos, são desonestos, muitos perecerão. A casta dos nobres e dos agricultores declinam, a classe operária durante a era de Kali pretende governar e dividir com os letrados o saber, as refeicões, as cadeiras e as camas. Os chefes de estado são em sua maioria de origem inferior, são ditadores e tiranos.

    Matam os fetos e os heróis, os trabalhadores querem assumir papeis intelectuais, os intelectuais o papel dos trabalhadores,, os ladrões tornam-se reis e os reis ladrões, as mulheres virtuosa são raras, a promiscuidade propaga-se , a estabilidade e o equilíbrio das castas e das idades desaparecem, a terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros, os poderosos se apropriam- se dos bens públicos e deixam de proteger o povo, cientistas de origem inferior serão honrados como brâmanes( sábios ) e entregam a pessoas que não são dignas os segredos perigosos das ciências, os mestres aviltam-se vendendo o saber, muitos refugiam- se numa vida errante, por volta do fim da kali yuga o numero de mulheres aumenta e dos homens diminui.

    Na Kali yuga os animais se tornam violentos, o numero de vacas diminui muito, os homens de bem retiram- se da vida publica, haverá comida já cozida sendo vendida em praça publica, os sacramentos e a religião também estará a venda .”

    A Era de Kali-yuga segundo o Linga Purana. — comShovan Chakraborty.
    Extraído de: http://templodeshiva.blogspot.com/2012/10/no-linga-purana-descreve.html

  16. Luciano

    -

    17/02/2014 às 18:10

    Vem à mente o ótimo trabalho de Huxley: admirável mundo novo. Relembro o livro observando nossa realidade com um calafrio na espinha.

  17. Luiz Felipe

    -

    17/02/2014 às 18:06

    “Sergio Almeida – 16/02/2014 às 15:03
    Rodrigo, você pode obviamente discordar do estilo de vida das pessoas “promíscuas” mas é preciso reconhecer que elas estão apenas exercendo suas liberdades individuais. Afinal, tendo elas a propriedade sobre seus corpos, porque nos caberia dizer como e com quem elas devem usá-los? Sobretudo quando isso se passa na esfera privada, sem coerção das partes envolvidas e, mais importantemente, sem ônus pecuniário a outrem. Na cartilha de qulaquer liberal que se preze, consta a defesa das liberdades individuais. De modo que é meio enigmático ao mesmo tempo que decepcionante que alguém que se coloca como propagandista dos princípios liberais agora escreva para vilipendiar o que é essencialmente um exercício de liberdade.
    R: Sergio, decepcionante, então, seria um liberal vir patrulhar a OPINIÃO de um blogueiro, não é mesmo?”
    Você não respondeu a pergunta coerente de Sérgio e ainda usou um malabarismo retórico bem raso para fugir dela. Não, ele não patrulhou a sua opinião, apenas apontou algumas incongruências de valores de sua parte com as quais concordo. Não entendi o porquê do caixa alta na palavra “opinião”. Isso por acaso relativiza o conteúdo do que foi dito? Criticar alguém não é um atentado contra o direito de opinar, muito menos uma espécie de patrulha. É apenas diálogo.
    R: Mas então, eu mostrei justamente que estava opinando para um diálogo, logo, não faz sentido algum ser acusado de antiliberal por isso.

  18. Nino

    -

    17/02/2014 às 17:45

    Tomo conhecimento desse lixo através de noticiários e comerciais.Ainda bem que na minha casa ninguém assiste essa podridão,onde os participantes parecem terem saídos de algum presídio.A globo adora encher a casa de tatuados e excêntricos.

  19. Modesto Fortuna

    -

    17/02/2014 às 16:55

    “denota o zeitgeist de nossos tempos hedonistas e promíscuos.”

    O “tempos” nessa frase fica redundante com o Zeit de Zeitgeist.

  20. EDson

    -

    17/02/2014 às 16:39

    Se entendi bem, o que está sendo criticado não é a opção de cada um, mas o desejo de impor aos outros a sua própria moral. Concordo com Rodrigo. Que cada um faça da sua vida o que quiser, mas vender o peixe podre em cadeia nacional, está muito errado.

  21. Daniel Duque

    -

    17/02/2014 às 16:31

    Afinal, toda essa “inversão” dos valores seria a destruição da moral ou apenas a sua transformação? A questão que eu vejo é que os conservadores creem que qualquer ameaça à moral estabelecida tem caráter destrutivo e desestabilizador, quando, de fato, pode ser efetivamente apenas metamórfico, se não mesmo construtivo.

    Tendo a acreditar também que o excesso de promiscuidade parte de um vazio espiritual crescente, devido a um excesso de individualismo massificado, no qual o indivíduo é cada vez mais egocentrado, ao mesmo tempo em que a individualidade – no conceito de auto entendimento individual – é progressivamente desvalorizado. Com isso, o ego é inflado, com seus desejos e anseios, sem prospecção interna, fazendo-o perder valores e ideais próprios, levando-o à adesão imediata ao imediatismo e à massificação de sua individualidade.

    Mesmo assim, creio essa ser uma tendência transitória, que mudará conforme o autoconhecimento volte à agenda do individualismo. Aliás, creio haver também um fator econômico nesse panorama, já explicitado por John Neschling, que afirmou que “o ganho econômico-financeiro das famílias em geral antecede muito o ganho cultural”. A ascensão das classes baixas ao consumo, sem respectivos ganhos culturais, tende a criar um efeito tsunami da indústria cultural de massa sobre as mídias tradicionais, levando a uma proliferação da banalidade. Como disse antes, acredito que esse fato seja conjuntural e em breve dará lugar a uma intensa culturalização desses emergentes, levando a um ganho cultural enorme no país.

  22. Luiz Felipe

    -

    17/02/2014 às 14:04

    Discordo que a promiscuidade (nas suas palavras) seja necessariamente fruto de um vazio espiritual. Isso, evidentemente, é tomar como regra casos específicos, que necessitariam de uma análise psicológica mais aprofundada para uma conclusão. Também não vejo na vulgaridade da libertinagem (novamente pelas suas palavras) um desrespeito. A menos que a pessoa tome isso como bandeira e busque “doutrinar” outros indivíduos com seu estilo de vida, isso diz respeito somente a ela. Se você acredita que o mercado – que é fruto das ações do homem – se regula pela livre circulação, deveria acreditar que os valores sociais também devem fazer o mesmo, e se contentar com a liberdade de uma pessoa adotar para si o estilo de vida que bem entender – evidentemente, de modo que não atende contra o direito de outrem.

  23. Antônio Carlos Martins Bastos

    -

    17/02/2014 às 14:02

    A depravação moral, já existe a muito tempo, mais nunca foi norma de conduta para o ser humano; ao contrário: Trata-se de um desvio da natureza cri acional.

    .

  24. Rafael M

    -

    17/02/2014 às 13:52

    É uma hipocrisia descabida. Censurar o beijo triplo das mulheres enquanto o desejo é fosse um beijo quádruplo com você no meio das 3 beldades. Talvez o número crescente de anti depressivos seja justamente para essas pessoas que reprimem suas vontades e seus desejos em nome de uma moral e bons costumes. E só um adendo, o filme Shame trata de um viciado em sexo, nenhum vício é saudável. Não tem como comparar um viciado em sexo com uma pessoa com uma vida sexual saudável e com vários parceiros(as)
    R: Deve ter menos de 20 aninhos…

  25. Angela

    -

    17/02/2014 às 14:48

    Rodrigo, eu pensava que nossa sociedade, quando digo nossa entenda brasileira, era que tinha distorcido muito as coisas. BBB? Novela das 21h? Nossa, todo mundo pega todo mundo.
    Domingo desses, assistindo Perfect Match na MTV (é… estava faltando o que fazer), um programa americano, fiquei chocada. Aquilo é feito para jovens, acredito que entre 15 e 20 anos, era uma bagunça. Uma promiscuidade absurda. Acreditava que os Americanos eram mais puritanos. Acho que nasci na época errada.

  26. Philipe Ferreira

    -

    17/02/2014 às 14:22

    Rodrigo, concordo com o artigo. Apenas uma colocação: Acredita em um valor moral absoluto? Em moral intrinseca ao ser humano, independente de tempo e cultura? Se sim, acredita que ha alguma ligacao com a existencia de Deus?
    Apenas uma reflexao que acho pertinente…

  27. velho rojas

    -

    17/02/2014 às 14:16

    O ato sexual é praticado pelo irracional sempre da mesma maneira, tudo normal. O ser humano, porém, tem duas opções: pode torná-lo sublime ou pode aviltá-lo.
    Temos, então, que o ser humano pode tornar-se superior ao irracional, ou, inferior.
    Quem assiste ao BBB eu vejo como abaixo de qualquer crítica. Será que não cabe à Globo (meu canal preferido) repensar-se? Ou,então, entregar-se, de vez, às correntes imorais do nível da estirpe de mensaleiros et caterva…

  28. Maria

    -

    17/02/2014 às 14:15

    Gente não está cruzando com rato porque não consegue distinguir os machos das fêmeas. Enquanto assim for, sorte ds ratos.

  29. antipetista

    -

    17/02/2014 às 13:35

    é … só não ver. tem outros programas. eu vejo sportv e espn 99% do tempo que a tv esta ligada. ou entao nem liga a tv que é melhor ainda.

  30. Sandro Moreno

    -

    17/02/2014 às 12:43

    Viver significa tomar partido. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e ter sua opinião. Isso, sim, é democrático. Rodrigo, nem tudo que você escreve eu apoio, mas agora concordo tim, tim, por tim, sem medo de errar. Estamos perdendo nossos valores morais mesmo. Podem até me chamarem de careta. Temos que manifestar nossa contrariedade com o que vem acontecendo. Indiferença é covardia, abulia. Não é viver. Por isso, odeio os que fingem que está tudo bem, são novos tempos. A indiferença se torna o peso morto de nossa história. A inercia em que se afogam frequentemente os entusiasmos mais esplendorosos. Gostei muito da sua opinião.

  31. Mariene V. Wasa Rodig

    -

    17/02/2014 às 12:34

    Senhor Constantino,
    Excelente artigo. Corajoso. Concordo plenamente com o senhor.

    Toda sociedade, quando está à beira do abismo, primeiro aparece a decadência moral. A História nos prova isto.
    É o que acontece hoje, a sociedade está desmoronando.
    Parabéns.

  32. Cau Marques

    -

    17/02/2014 às 12:11

    Concordo com o que disse um leitor abaixo: a condição humana hoje se resume ao estômago e à genitália.

  33. Wombatmucholoco

    -

    17/02/2014 às 12:04

    Caro Rodrigo,
    entendo que este trabalho precisa ser feito por alguém mas confesso que sinto pena de você e de vários outros que com frequência abordam o tema do hedonismo e a busca desenfreada pela felicidade em coisas materiais ou emoções passageiras. Trabalho inglório nos dias atuais.
    Atualmente uma grande maioria acredita que só porque podem fazer de tudo então tudo deve ser feito, esquecendo que nem tudo que pode ser feito, deve ser feito por uma questão de conveniência.
    Citando Reinaldo Azevedo que por sua vez ciatava São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios:“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem de ninguém) serei escravo”.
    Penso que, hoje em dia, boa parte da população toma suas vidas modernas por garantida. Tudo que elas têm, dos avanços da medicina até seus belos telefones celulares e carrões (embora existam hedonistas de baixa renda também), existe pela conquista de outros, pelo “sangue, suor e lágrimas” de pessoas que lutaram para se ter um mundo mais livre e bens de valor sem sacrificar os melhores ideais da humanidade, ou até mesmo sacrificando suas vidas exatamente por estes ideais.
    Sempre me lembro de uma citação de Oscar Wilde que reflete bem o pensamento hedonista: “hoje em dia o homem sabe o preço de tudo e o valor de nada”. E isso ainda no final do século 19.

  34. megaron

    -

    17/02/2014 às 12:03

    Dostoiévski acertou em cheio, Deus, mesmo que seja uma criação do homem (dúvida insanável) é quem nos confere a humanidade, sem Ele não passamos apenas de mais uma raça animal nesse grande jardim zoológico que é o planeta terra. Estamos decaindo e só podemos ser salvos por uma intervenção divina de um Ser por nós esquecido ou o que é pior que se esqueceu de nós, o horror!, o horror!

  35. Bruno

    -

    17/02/2014 às 10:38

    Não vejo esse tal de BBB mas não poderia sair de outro lugar o tal do Jean Willys um gayzista que se acha o defensor da moral e dos bons costumes que vive com uma boina igual o Che Guevara e adora atacar a todos que não concordam com ele. Estamos seguindo a passos largos o decálogo de Lenin que falava para destruir a moral das famílias.

  36. Helder

    -

    17/02/2014 às 9:34

    Sinceramente, não vejo contradição alguma em ser moral, moralista ou o que o valha e desfrutar de um sexo saudável, sadio e agradável, sem bandalheira, marketagem e depravação. Por que pautar o conceito de moralismo com repressão e recalque como desejam os ativistas vários? É bem o contrário, quem se pauta por valores morais, sabe perfeitamente porque o faz e o que está preservando da degradação e do desperdício típico de uma era em rápida polarização moral.
    É preciso falar abertamente, e não tenho problema nenhum em fazê-lo, ainda que ‘incorreto’, sou moralista sim.

  37. Gomes

    -

    17/02/2014 às 8:31

    Promiscuidade, gayzismo, vagabundagem, libertinagem, é tudo coisa de ateus, estão destruindo todos os valores morais cristãos e preparando assim o reino do Anticristo, sob o apoio da ciência moderna e da nova ordem mundial.

  38. Reginaldo Junior

    -

    17/02/2014 às 3:11

    Os psiquiatras dizem que desde a década de 60 os males emocionais vem aumentando exponencialmente. Engraçado, a revolução sexual foi em qual década mesmo? Pois é…

    Estamos colhendo o resultado.

  39. sodoma e gomorra

    -

    17/02/2014 às 2:10

    Eu não assisto TV.
    Somos obrigados a conviver com o submundo mesmo involuntariamente.
    Restarão dez JustOs e dez JustAs?
    Alguém ainda tem dúvidas que o Brasil é um bacanal a céu aberto?
    Nossa arma de destruição em massa é nossa degradação moral em estado avançado de putrefação.
    Nossa ‘solução final’ é a destruição dos nossos cérebros. Estamos reduzidos a sexo e estômago.
    Nosso DNA não deu certo. Nosso QI é muito baixo.
    Triste constatação.

  40. wal

    -

    17/02/2014 às 0:22

    Haja paciência Rodrigo! De acordo com comentarios abaixo, liberal NÃO pode ter opiniões CONSERVADORAS…sou ateia,já fui bem promiscua,não abro mão da liberdade de viver da forma q quiser,mas tenho notado q pessoas q levam a vida de uma forma + tradicional ou conservadoras são + equilibradas em TUDO na vida e desde qdo ter OPINIÃO é INTROMISSÃO na vida do outro? Isso é RIDICULO, LIBERAL RESPEITA opinião contraria mas NÃO fica em cima do muro,gosto de vc por isto, TEM OPINIÃO e não tem medo de expor.

  41. HDG

    -

    17/02/2014 às 0:18

    Esse tipo de influência na cultura, que é totalmente dominada pela elite global, só pode ser culto…e satânico. Não, eu não sou evangélico e muito menos fanático religioso, mas não sou otário. Quando você assiste um desses vídeos da Rihanna (pode ver no Youtube) o tema é cheio de simbologia satânica e vulgaridade. Quando você assiste uma apresentação da Milei Cyrus, idem. Milei Cyrus é pior ainda porque une a promiscuidade com ursinhos e outros símbolos infatis, tipo pra fazer lobotomia mesmo na criançada. Tudo bem pensado e articulado por executivos. Por que tanto interesse em divulgar temas satânicos, pelos altos executivos da indústria de entretenimento? Isso é ordem que vem de cima. Isso é parte de agenda programada e pensada, decidida em reuniões de figurões. Você assiste uma apresentação da Madonna no Superbowl 2013 e é uma tremenda orgia satânica (vejam no Youtube). Num jogo de futebol americano, gente fazendo ritual satânico? Cheio de crianças lá no estádio. Pra quê?

  42. Eduardo Uchoa

    -

    17/02/2014 às 0:02

    Porque será que a maioria das pessoas que questionam o excesso do estado na economia também tem que se incomodar tanto com os gostos artísticos e sexuais dos outros? Não existe nenhuma conexão lógica. Acredito que deve haver um único gene que puxa para as duas tendências.
    Enfim, eu não estou nessa. Eu tenho horror ao populismo de esquerda que assola a América Latina, mas não estou nem aí pro beijo triplo no BBB. Só não assisto.

  43. César Carriço Júnior

    -

    16/02/2014 às 23:48

    É Rodrigo. Vejo como grande parte das pessoas ainda não sabem o que é ser liberal. Acham que o termo “liberal” se refere a costumes sociais e imoralidade.
    É como se pensassem ” sou liberal então sou a favor da putaria liberada”. Ser liberal é justamente a pessoa ter a liberdade de dizer NÃO a todas essas coisas que a mídia nos empurra goela abaixo. Uma pessoa que é escrava de seus desejos carnais, do vício das drogas, pode se considerar um sujeito “livre”? Uma sociedade sem valores morais a serem observados, se torna uma sociedade caótica, e logo, interfere no direito daqueles que prezam pelos valores tradicionais e de viverem conforme seus princípios.

  44. ANTIPETRALHA

    -

    16/02/2014 às 23:47

    Pra quem gosta de pinto balançando, Shame deve ser um ótimo filme mesmo…
    Eu já odiava esse filme antes mesmo de descobrir que o diretor Steve McQueen é o novo candidato a Spike Lee, só que ainda mais cretino: já deu várias entrevistas de que “a América precisa aprender uma lição sobre raça”, de que “Hollywood não gosta de filmes sobre escravidão” etc.

    http://www.theguardian.com/film/2014/jan/03/steve-mcqueen-slavery-12-years-a-slave

    Ou seja, eu sempre estive certo sobre ele.

    Mas já que ele quer mais “filmes sobre escravidão”, bem que poderia fazer um sobre a escravidão africana… ambientado em 2014!

  45. Rodrigo Garcia Wettstein

    -

    16/02/2014 às 23:35

    Não sei se alguém irá ler mas vale postar pelo menos 2 citações em inglês aqui para entender como a percepção subjetiva do moralismo pode mudar. Não é provocação. Quem quiser as outras citações, acesse aqui: http://www.techdirt.com/articles/20090612/1530595217.shtml

    The effect of rock and roll on young people, is to turn them into devil worshippers; to stimulate self-expression through sex; to provoke lawlessness; impair nervous stability and destroy the sanctity of marriage. It is an evil influence on the youth of our country.

    Minister Albert Carter, 1956

    The free access which many young people have to romances, novels, and plays has poisoned the mind and corrupted the morals of many a promising youth; and prevented others from improving their minds in useful knowledge. Parents take care to feed their children with wholesome diet; and yet how unconcerned about the provision for the mind, whether they are furnished with salutary food, or with trash, chaff, or poison?

    Reverend Enos Hitchcock, Memoirs of the Bloomsgrove Family, 1790

  46. João Márcio

    -

    16/02/2014 às 23:26

    Rodrigo, se você se incomoda em ser taxado de conservador, por que você não passa a dizer as diferenças entre você e um conservador? Acho que é mais fácil ir pela via da eliminação, porque tenho visto mais semelhanças do que diferenças…

  47. Michelle Silva

    -

    16/02/2014 às 23:23

    Anos dourados da Era Vitoriana, em que masturbação era considerada doença? Espero que não.

  48. Iane Kestelman

    -

    16/02/2014 às 23:10

    Excelente artigo, Rodrigo!
    É sempre bom lembrar que,muitas vezes,a libido escoa do erotismo para a perversidade. Aí, no meio de tanta promiscuidade só nos resta torcer para que o homem seja capaz de suportar tanta Pulsão de Morte sem destruir a si mesmo. E haja depressão, porque a despeito de tanto ” sexo”, a ausência de sentido torna o vazio existencial cada vez maior.

  49. Trindade

    -

    16/02/2014 às 22:47

    Rodrigo Constantino te acompanho desde suas “desavenças ” com o Professor Olavo de Carvalho, cito o Professor para você ver que sei das coisas, pois passei a conhecer o Professor Olavo por meio do True outspeak e logo me identifiquei com as idéias ali apresentadas, que eram sempre confrontantes com o politicamente correto, que desde sempre combati.
    Dito isso gostaria de colocar no meu comentário o seguinte:
    A) Para quem sabe o que é e como funciona o Marxismo Cultural, adianta constatação moral?
    B) No Marxismo Cultural a Moral é algo tipo geléia que os “pensadores” manipulam de forma a lhes servir.
    C) A Tv Globo sabendo disso sempre usou e abusou dessa “desinformação” do Marxismo Cultural para colocar-se na vanguarda e portadora última desse movimento no Brasil.
    Portanto nobre Rodrigo Constantino, ao saber que você tem 37 anos, me atrevo a aconselhá-lo, (tenho 52, a idade da razão, pois o Reinaldo Azevedo tem razão, Kkkk) eu assisti o Faustão dos anos de 1970, que era o Chacrinha (Abelardo Barbosa) e vi “nossos intelectuais” que sabiam “tudo” e opinavam sobre tudo, e eles eram: Tony Ramos, Eva Vilma, Antonio Fagundes, Elizabete Savalla, Francisco Cuoco, e até Grande Otelo(?), enfim, sua geração não deve ter sido cooptada por tais “gênios” do humanismo, da sociologia e da antropologia, mas seus pais sim, portanto você não entende do porque do BBB chegou à edição 14, mas eu entendo e não só entendo como sabia que chegaríamos a isso e certamente chegaremos à edição 20 e 30, se vocês fracassarem.
    Parabéns pela sua inteligência e senso de sobrevivência, pois ela e ele salvaram vocês: Lobão, Moura Brasil, Danilo Gentilli e outros jovens da burrice eterna do socialismo, pois por socialismo eu entendo não ser só de socialistas (PT, PSOL, PSTU,PSDB e outros), mas os verdadeiros socialistas são os cooptados intelectuais, formados nas universidades por pensadores do Marxismo Cultural, ou seja, os da Esquerda Caviar que você muito bem os deixou nus.
    PS, meu filho tem 22 anos e é teu fã.

  50. Eliana

    -

    16/02/2014 às 22:35

    Terreno arenoso esse.
    O patrocínio deste programa é graúdo. Mesmo quem não assiste, acaba circundado pelos “grandes acontecimento da Casa”. É um espaço enorme.
    Mas ai de quem ousa se indignar. É duro

  51. Francisco Barollo

    -

    16/02/2014 às 21:31

    Rodrigo, eu estou pouco me lixando para os seus “valores morais”
    Sou bissexual, promíscuo, dono de meus próprios membros e de minha liberdade.

    Desde a mais tenra data, há meninos que sentem essa bizarra inclinação e que nunca se corrigirão.

    As vezes é fruto da sociedade, mas mesmo nesse caso pertence à natureza; sob todos os aspectos, é obra da natureza e em qualquer caso o que ela inspira deve ser respeitado pelos
    homens.

    Plutarco nos fala com entusiasmo do batalhão dos amantes e dos bem amados.
    Só eles defenderam com coragem a liberdade da Grécia: a pederastia cimentou a associação dos
    irmãos de armas. Os maiores homens eram propensos a ela.
    R: Em primeiro lugar, não parece que vc está se lixando, para vir aqui escrever isso. Não é mesmo? Pense! Em segundo lugar, um cão segue seus impulsos todos, faz cocô na rua, cruza com a mãe etc. Natureza? Sorry. É falta de limite mesmo.

  52. Luis A. Neto

    -

    16/02/2014 às 21:40

    Ficar com vários parceiros por pouco tempo é a coisa mais fácil do mundo, qualquer animal é capaz disso, inclusive o homem. Quero ver é o sujeito ficar com sua mulherzinha (ou a gostosona ficar com seu maridão) por 15, 25 ou 50 anos, formar família estável, servir de exemplo para seus filhos e netos, serem motivo de orgulho para a família que, mesmo aos trancos e barrancos, conseguiram manter em torno de si. Respeito, renúncia, flexibilidade, bom-senso, bom humor, paciência, ternura, firmeza, coragem para seguir em frente mesmo nos piores momentos e depois de tudo, tomando uma bela taça de um belo vinho, lembrar-se de tudo e ter a certeza de que faria o mesmo novamente.
    Acredito que por sermos humanos temos a obrigação de sermos mais, muito mais que meros animais postos neste planeta por vontade divina ou como frutos do processo evolutivo.
    Saudações ao homem melhor!

  53. Tatiana

    -

    16/02/2014 às 20:11

    *Mais um que acha que (sendo liberal ou não) pode julgar condutas alheias baseado somente nas próprias vivências, opiniões e sentimentos pessoais (convenientemente nomeados de valores morais), usando nomes de pensadores para dar aquela cara de embasamento científico e portanto, convencer aos outros e (o mais perigoso) a si mesmo, de que o que se escreve é uma grande verdade.
    R: Presumo que vc, sem ler nada, não julga conduta alheia alguma, certo? Então se um sujeito come a mãe e a irmã, tudo bem por vc? Se ele transa com o próprio cachorro, tudo bem? Se ele faz sexo com cadáver, melhor ainda? E por aí vamos, já que a relativista de plantão, superior e tolerante, não julga nada nem ninguém… que lindo! E que linda a hipocrisia dos covardes!

  54. Ney S. Monteiro

    -

    16/02/2014 às 21:11

    Pelos comentários acho que estão discutindo algo diferente do que está na coluna.

    A promiscuidade, a licenciosidade são direitos individuais.
    Você tem direito até de de se envenenar com cocaína, êxtase, metanfetamina.

    Você tem direito até de por sua mulher na roda.

    O que você NÃO TEM DIREITO é de proibir que eu seja contra tudo isso e de que possa externar minha opinião.

  55. roberto claudio

    -

    16/02/2014 às 20:34

    Acho o fim do mundo querer impor o estilo gay aos outros.
    Para ser gay não é preciso sair do armário, mas se saiu, aguente as opiniões alheias que ao opinarem, tb saíram do armário

  56. Rafael

    -

    16/02/2014 às 20:30

    Um dos seus melhores textos até agora sobre o assunto.

  57. Luiz Alberto

    -

    16/02/2014 às 20:13

    A promiscuidade e a família falida (caráter e moralidade) são interessantes para os partidos totalitários, pois a falta de base e preparo moral/espiritual nos núcleos familiares forçarão o indivíduo a buscar amparo noutro lugar. O partido, aí, pode “ser interessante” para acolher o cidadão, sendo ele fisgado em nome do coletivo.
    O Brasil está a beira do abismo!

  58. Cau Marques

    -

    16/02/2014 às 19:51

    É assustador ver tanta gente achando que existem dois mundos distintos e independentes nas nossas vidas: de 2ª a 6ª-feira, o mundo da ordem, da organização, do trabalho, do respeito às leis, da civilidade no trânsito, no escritório. O mundo da educação, da formalidade. Do respeito ao próximo. Da honestidade. Já no sabadão e no domingo, zôrra total! Não percebem A CONEXÃO ENTRE TODAS AS ATITUDES e atos de todos os membros de uma sociedade. Pobrezinhos.

  59. B

    -

    16/02/2014 às 19:34

    Sou um grande fã de seus textos, sou casado e fiel a minha esposa, portanto não me identifico com os promíscuos tampouco me ofendi com seus comentários. Porém, acredito que desde que não esteja prejudicando outras pessoas, cada um deve ser livre para fazer o que quiser. Moralismo não combina com liberalismo..

  60. Rêmulo

    -

    16/02/2014 às 19:34

    Todo ser humano tem um vazio do tamanho de Deus. Quem não acredita vai continuar procurando. À toa.

  61. Ex-marxista

    -

    16/02/2014 às 19:02

    Alguns que criticaram o artigo não entenderam o ponto. Estão, assim, paranoicos e defensivos, sem necessidade. A crítica a um comportamento não significa proibição desse comportamento, porra!! Cada um é soberano para transar com quem quiser do modo que for, se não for pedofilia ou sexo forçado. Mas isso não significa que esse comportamento não possa ser objeto de crítica moral, como também pode ser objeto de crítica moral o puritanismo ascético. Vale dizer: o libertino e o puritano podem se criticar livremente. Isto é liberalismo.

  62. Marco Antônio - Curitiba (PR)

    -

    16/02/2014 às 18:45

    “Quem ousa buscar valores morais nas tradições só pode ser um “reacionário”, um conservador, uma peça de museu, um chato de galochas que insiste em se meter na “busca da felicidade” dos demais.”

    Mas se não existe moral objetiva, que diz o que é certo ou errado, por que condenar o que está aí?

  63. Rodrigo Garcia Wettstein

    -

    16/02/2014 às 18:16

    Um porém quanto a essência da libertinagem (não em relação a sua opinião sobre), com todo o respeito. Aceito existir a libertinagem, desde que sob a responsabilidade das leis. É uma evolução ou involução natural do ser humano.

    O que falta na libertinagem, e critico veementemente, são homens e mulheres de verdade, que assumam os riscos e as consequências de seus atos. Que não venham pedindo perdão a seus parceiros, famílias ou a um confessionário de uma igreja.

    O moralismo me deixa em dúvidas, não certezas. Martinho Lutero, defensor da usura, da Reforma; liberal ou libertino? Brigite Bardot, dando voz às mulheres poderem ter outros parceiros na vida, mesmo solteiras ou divorciadas, liberal ou libertina? Não se comparam, eu sei, com beijinhos triplos na TV ou “Vou atochar…”. Mas é na essência o direito de ser diferente, não libertino. Eu pessoalmente não acho legal na TV ou rádio. Mas não se tire do ar a transmissão. Não gostou, não ligue mais naquele canal. É a liberdade de escolha. Um canal não sobrevive se muitos desligarem. É o liberalismo econômico em sua plenitude. Mas não ocorre porque a maioria continua lá. Por complacência ou… porque adoram.

    Termino aqui, sabendo que fui infeliz em perfeitamente esclarecer meu ponto de vista. O tema é muito difícil e envolve percepções subjetivas, mas espero ter contribuído e não ter confundido os demais.

  64. Mr R

    -

    16/02/2014 às 18:14

    Um dos maiores problemas hoje é as pessoas se incomodarem com o que os outros fazem, mesmo que isso não lhe afete em nada. Pouco deveria importar se a pessoa quer ir a casa de Swing ou se uma velhinha quer usar um vibrador. Se a pessoa possuir respeito pelos outros, ela será um ser humano de maior valor do que um escritor que quer dizer o que os outros podem ou não fazer para ter prazer na vida e se divertir. Começar a delimitar o que é moralmente permitido ou não é o inicio do fanatismo.
    Fico com o comentário do amigo de baixo:
    “Sobre si mesmo, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano” John Stuart Mill, A Liberdade.
    R: Vc se importa com o que EU PENSO, a ponto de vir aqui opinar, e eu não posso me importar com o ambiente moral do país? Estranho…

  65. Marco Antônio - Curitiba (PR)

    -

    16/02/2014 às 18:07

    Muitas vezes o moralista é apenas alguém com moral superior à nossa.

  66. Renata

    -

    16/02/2014 às 18:03

    Isso não é coisa de hoje. Na antiga Roma não era assim? Nos anos 60-70 não foi assim? Essas coisas vêm e vão, como o pêndulo de que vc falou. Infelizmente, ainda não se chegou ao equilíbrio. O pêndulo continua oscilando seja prum lado, seja pro outro…

  67. André Meira

    -

    16/02/2014 às 17:48

    Excelente texto, muito pertinente. Parabéns Rodrigo!

  68. Ombudsman

    -

    16/02/2014 às 17:13

    Vão te chamar de bacanalofóbico kkkkkkkkkk

  69. Bruno Sampaio

    -

    16/02/2014 às 17:05

    Me lembrei de uma parte de um livro de muito sucesso no começo dos anos 80,”Porcos com asas”.
    O narrado, a certa altura comenta que fulano de tal, terapeuta, achava tudo muito “normal”. Mas aí quando você conta a ele que teve uma noite de sexo ardente com uma manada de rinocerontes, você começa a duvidar do seu conceito de “normalidade”.
    Era mais ou menos assim o trecho.

  70. Jonas

    -

    16/02/2014 às 17:03

    Mais um que acha que pode dar lições de moral à Sociedade. Justamente um sujeito que vive defendendo a “livre iniciativa” e o “livre mercado”. O irônico é que os BBB’s da vida existem exatamente porque o povo quer ver isso, ou seja, são a materialização da liberdade de escolha, da concorrência entre as emissoras e da luta pela audiência. São, portanto, expressões do capitalismo na sua plenitude. Não é isso o que você defende amiguinho?
    R: Mais um que acha que pode dar lições de moral ao blogueiro. Não, não é o que eu defendo. A liberdade de escolha sim! A neutralidade quanto a tais escolhas, não. Justamente por ser liberal me vejo no direito de expressar minha opinião sobre tais escolhas.

  71. Marcos Ataíde

    -

    16/02/2014 às 16:59

    “Tratar a informação, tanto em nível comercial quanto como um fator de divulgação social, para ser competente em posicionar-se de um ponto de vista ético sobre o poder da comunicação e os constrangimentos a que ela pode submeter, além das repercussões sociais que enseja em relação a este profissional.” (diretrizes da Comunicação Social) … Alguém está esquecendo seu papel na sociedade…triste.
    R: É mesmo? Quem?

  72. Marta

    -

    16/02/2014 às 16:48

    Há muito mais pessoas descontentes com essa situação do que se imagina. Não ousam falar porque se sentem acuadas. Tem medo de serem classificadas como reacionárias , conservadoras, moralistas ou até mesmo portadoras de algum desequilíbrio psicológico que necessita ser tratado ( até isso!). Chegamos a um ponto em que as pessoas tem medo de expressar as suas próprias opiniões, crenças e valores. Quanto mais pessoas ousarem falar, como você está fazendo, menos força essa ditadura do pensamento terá.

  73. Cau Marques

    -

    16/02/2014 às 16:42

    A quantidade de leitores “libertarians” nesta página é muito maior do que eu pensava. É gente que não vê problema que alguém, depois de passar um fim-de-semana cheirando coca (sinto muito, não conheço as drogas “modernas”), fazendo sexo com o próprio cachorro, ou sexo “consentido” com a filha de 13 anos da empregada, levanta às 7:00 na segunda feira, toma café, escova os dentes, e vai gerenciar o próprio negócio, baseado nos fundamentos da livre-iniciativa, e da meritocracia. Infelizmente é gente que não tem cultura histórica. Gente que não sabe que se negarmos determinados fundamentos morais, voltaremos à época dos bacanais romanos. Em uma versão modernizada.
    PS: assistam “La Dolce Vita” de Frederico Fellini.

  74. Ex-marxista

    -

    16/02/2014 às 16:35

    Se suruba conduzisse à felicidade, atores pornôs seriam os sujeitos mais felizes do mundo. Hehe

  75. Augusto

    -

    16/02/2014 às 16:30

    A melhor maneira de encontrar a felicidade num mundo caótico e injusto é não nutrir muitas expectativas e tentar viver a vida naturalmente.

  76. Cruela Cruel

    -

    16/02/2014 às 16:22

    Constantino, por exemplo, pense que hoje é o seu último dia de vida: o que vc faria? esperaria a morte chegar? e se tivesse a disposição de duas belas mulheres? oq vc sinceramente faria? dispensaria?
    tem pessoas que vivem o hoje como se fosse o ultimo dia! e tem pessoas que vivem o hoje pensando no amanha e nunca vive!!!
    No final, meu amigo, estamos tudo no mesmo barco!!! tem coisas na nossa vida que não podemos controlar!
    R: Ambos os extremos são opções estúpidas. Há que se buscar um equilíbrio.

  77. André Lyra

    -

    16/02/2014 às 16:22

    Rodrigo a liberdade está transformada em licenciosidade e a sociedade certamente será uma sociedade degradada. A virtude é essencial para um bom convívio em sociedade. Cada um tem que dominar seus impulsos.

  78. Armando Aguiar

    -

    16/02/2014 às 15:34

    Não tenho tanta certeza em relação ao hedonismo. Pode estar aumentado, mas a maioria das pessoas ainda são moralistas. Apenas é que isso está mais vivo na TV (ou as pessoas escapam isso ao público, ao invés de esconder no privado). Em tempos como esses, as pessoas acabam se voltando à moralidade. O mundo é assim mesmo, vai e volta. Só não sei quanto tempo vai durar o ciclo.

  79. Cris Azevedo

    -

    16/02/2014 às 15:21

    Rodrigo

    Essa foi uma cena “leve” perto da que TWitaram ouro dia. Tratava-se , digamos, de um… como dizer? Tá. Um “rala e rola” sem nenhuma censura entre 2 mulheres no banheiro da “casa”. Um programa que escala uma STRIPPER queria que, me diga? Pois é. TEVE.
    Fico pasma. Fico pasma também com os “valores”que as novelas transmitem. Ali, pode tudo. Mulher que corneia marido não é vagabunda.Nem a que “dá” para cinco caras ao mesmo tempo! Bom, na minha terra, é vagabunda, sim! Uma coisa que acho cômica e trágica é que aqui cismam com propaganda da Devassa estrelada pela Paris Hilton, com propaganda de calcinha estrelada por Gisele Bundshen, mas não dão um ‘A” quando a mulher BRASILEIRA é “vendida” pela Globo como uma devassa vagabunda promiscua.
    Quem assiste as novelas globais lá fora deve pensar que as mulheres brasileira SÃO AQUILO QUE SE VÊ ALI. Já pensou?
    O ministério do turismo (minúsculo) vende o Brasil com um poster BUNDA, BANDEIRA. Pois é.
    Enfim. Há muito já se perdeu qualquer senso de AUTORESPEITO. As pessoas se tratam como coisas, como carne em açougue. A mim, só causa desprezo.

  80. Samuel

    -

    16/02/2014 às 15:20

    Constantino, posso estar enganado, mas percebo você constantemente flertando com a religiosidade. É possível ser ateu e conservador sim. A única coisa que ateus tem efetivamente em comum é a descrença em uma divindade. Ainda que a maioria dos ateus sejam liberais em termos de costumes, acho que o fazem simplesmente para seguir a corrente.
    Divagando, a ideia de que “ateus” mataram zilhões de pessoas em países comunistas é uma tremenda bobagem. Havia sim uma religião nos países comunistas: o próprio comunismo. Afinal, o culto a um ser maior e “superior” (Estado), com suas liturgias e rituais, que não permite questionamento (e frequentemente mata quem questiona) é o que se não religião? Alguém realmente acredita que entravam nas casas fuzilando dissidentes “em nome” do ateísmo?
    Finalmente, você leu mesmo Irmãos Karamozov? Pois quem disse aquela famosa frase do “tudo é permitido” foi Sartre, e não Dostoievski.

  81. Sergio Almeida

    -

    16/02/2014 às 15:03

    Rodrigo, você pode obviamente discordar do estilo de vida das pessoas “promíscuas” mas é preciso reconhecer que elas estão apenas exercendo suas liberdades individuais. Afinal, tendo elas a propriedade sobre seus corpos, porque nos caberia dizer como e com quem elas devem usá-los? Sobretudo quando isso se passa na esfera privada, sem coerção das partes envolvidas e, mais importantemente, sem ônus pecuniário a outrem. Na cartilha de qulaquer liberal que se preze, consta a defesa das liberdades individuais. De modo que é meio enigmático ao mesmo tempo que decepcionante que alguém que se coloca como propagandista dos princípios liberais agora escreva para vilipendiar o que é essencialmente um exercício de liberdade.
    R: Sergio, decepcionante, então, seria um liberal vir patrulhar a OPINIÃO de um blogueiro, não é mesmo?

  82. Branda

    -

    16/02/2014 às 14:59

    É Rodrigo, também me enoja a vulgaridade e a promiscuidade atual que nos leva à animalização do sexo, transformado em ginástica carnal, frio, banal, meramente quantitativo, sem sentimento, sem amor, monótono e desumanizador, rebaixado a uma atividade orgânica primária. Não é a toa que a violência contra a mulher aumenta, apesar de leis mais rígidas, pois não é mais vista como companheira, mãe, esposa e a outra metade do coração da família. Desse jeito, o comportamento vulgar dos jovens com estas práticas hedonistas, estão nos levando a uma sociedade de excessos grotescos, perniciosos e, acima de tudo, desumano. Estamos virando bichos!

  83. Gabriel

    -

    16/02/2014 às 14:49

    É um tema complicado, sou conservador em questões sociais e liberal na economia, então como ir contra essa promiscuidade e desculpe a palavra – putaria-, sem intervir no direito das pessoas? Bons costumes, caráter, honra, respeito são coisas cada vez mais raras, e apesar de saber que a falta desses valores é péssima para a sociedade, como combater a libertinagem sem tirar a liberdade?

  84. Valéria

    -

    16/02/2014 às 14:48

    Rodrigão,
    Esse circo todo é apenas para tornar a imoralidade uma coisa natural nessa sociedade hedonista e plástica, e há “liberais” que consideram imoralidade um direito da liberdade, ser livre é sair por aí fazendo o que se quer? Só um louco pensa que sim. Mania que alguns tem, de confundir ser liberal com ser imoral.

  85. Tiago Soares de Souza

    -

    16/02/2014 às 14:44

    Brilhante!!! Ateus, homossexuais e religiosos precisam se unir para evitar a destruição da civilização ocidental como nós a conhecemos, senão não haverá mais liberdade para ser ateus, homossexual ou religioso em nosso mundo.

  86. CARIOCA DE OPOSIÇÃO

    -

    16/02/2014 às 14:27

    vc tá coberto de razão. vergonha alheia aos criadores e propagadores dessa ‘nova cultura’.

  87. João Neto

    -

    16/02/2014 às 14:24

    Rodrigo. Parabéns pelo texto. Excelente. Crio minha família dentro dos mesmos ideais descritos por vc. Até agora o resultado está sendo 100% satisfatório. Meus filhos estão crescendo enxergando com naturalidade que levar uma vida sadia sem promiscuidade e excesso só traz benefícios. Uma das coisas fundamentais é passar longe de BBBs e novelas. Já possuem consciência de que não assistirem estas porcarias não faz nenhuma falta. O foco tem de ser na aquisição de conhecimento e na obtenção de uma excelente formação profissional para se realizarem mesmo sabendo que a tendencia é cada vez mais dikinuir a concorrência profissional tendo em conta que as massas estão cada vez ficando mais alienadas preocupando se somente com os prazes imediatos.

  88. Lamon

    -

    16/02/2014 às 14:22

    “Para conviver com os outros é preciso muito mais do que fidelidade aos nossos objetivos concretos. É necessário um comprometimento intelectual com um tipo de ordem em que, até nas questões que um indivíduo considera fundamentais, os demais têm o direito de buscar objetivos diferentes.” Friedrich Hayek

  89. Castelo

    -

    16/02/2014 às 14:19

    os comunistas como é do seu feitio desvirtuaram o significado do que é ser liberal e o que vejo por essas plagas são muitos socialistas/comunistas se dizendo liberais. Não podemos deixar que eles nos roubem mais esse termo. ser liberal não significa ser amoral.

  90. J. Freire

    -

    16/02/2014 às 14:15

    Constantino,
    a busca pelo prazer carnal, como se somente isto fosse o único objetivo do ser humano, passou a ser disseminado pela mídia como verdade. O sexo e as drogas se completam, principalmente nas orgias. O respeito e a vergonha deixaram de existir. Quanta saudade da célebre frase dita pelos agentes da lei quando na minha infância e juventude: recolha aos costumes.

  91. Leitor Fiel

    -

    16/02/2014 às 14:03

    Rodrigo,

    VOCÊ ESTÁ COBERTO DE RAZÃO.

    Recomendo a ti os Excelentes Debates filosóficos de Gilbert Keith Chesterton, aqui caberia um artigo sobre ele tranquilamente,

    Vivemos tempos SOMBRIOS DE UMA RE-ENGENHARIA SOCIAL.

    Em Tempo: A MÁQUINA GRANSCIANA ESTÁ A TODO VAPOR, CUIDEM DE SEUS FAMILIARES E ENTES MAIS QUERIDOS, FILHOS, SOBRINHOS, ETC…

  92. Rafael

    -

    16/02/2014 às 14:01

    Rodrigo, se você quiser aprofundar o assunto, leia Viktor Frankl, o psiquiatra sobrevivente de campos de concentração e criador da logoterapia. Frankl mostra como o consumo de drogas e a busca sem freios pelo prazer sexual são apenas uma tentativa de preencher o vazio existencial. Não é difícil entender por que drogas e sexo se prestam tão bem ao papel de “remédio” para o vazio: ambos apresentam resultado sensorial imediato, ocupando toda a atenção da pessoa. E por serem basicamente prazeres sensoriais, exigem renovação ad infinitum, assim ocupando parte significativa dos esforços da pessoa que busca o prazer como fuga. Frankl demonstrou em sua clínica, com rigorosa metodologia, que as compulsões por comida, sexo e drogas são formas de tentar preencher a sensação de vazio e de falta de sentido para a vida.
    R: Já li, e achei interessante.

  93. Nuno

    -

    16/02/2014 às 13:57

    Parabéns Rodrigo. Cada vez gosto de ler seus artigos, ir ver a sua coluna aqui na VEJA é uma das primeiras coisas que eu faço quando chego na internet.

  94. Jair

    -

    16/02/2014 às 13:56

    Em 11 capitais a ABGLT pesquisou, com apoio do MEC, e chegou a conclusão que existem, nas escolas públicas, mais meninos gays que meninas lésbicas. Jair Bolsonaro, odiado pelos ativistas homossexuais, perguntou qual foi a metodologia aplicada e espera até hoje a resposta. Será que seu filho fez parte desta pesquisa? O que perguntaram para ele ou o que de prático fizeram com o menino de 6, 7 ou 8 anos para chegarem a esta conclusão?

  95. Alberto

    -

    16/02/2014 às 13:54

    Semana passada eu e alguns amigos estivemos falando sobre isso principalmente sobre a destruição da família, e eu mencionei sobre um período na História que houve um período de trevas e que depois houve o Iluminismo, e que infelizmente estamos neste período de trevas, mas como tenho fé no ser humano, espero que as pessoas comecem logo a acordar e que venha o logo Iluminismo.

  96. Desindexando o mínimo

    -

    16/02/2014 às 13:53

    Rodrigo acabei de ler no Globo que os bonzinhos do governo do Rio vão pedir explicações dos preços dos produtos na praia,é o fim da picada…Compra quem quer,simples assim..Aliás na matéria fala que o coco custava no lançamento do real 1 URV ou R$1 real ,hoje R$5 ou R$7..E o salário R$65 hoje R$748,00,temos que diminuir este mínimo também,está comprando mais coco que em 1994 hahahaha.

  97. anon

    -

    16/02/2014 às 13:46

    No geral concordo contigo. Mas um ponto em especial me chamou atenção:
    “Encontram a felicidade com tal estilo hedonista de vida? Então por que cada vez mais remédios antidepressivos sendo vendidos nas farmácias?”
    Está certo que montaste um argumento hipotético (várias questões).
    Mas acho que essas duas coisas não seguem na minha opinião (Non sequitur).
    Pode ser que promiscuidade esteja até inversamente correlacionada com a depressão (conheço alguns casos, mas não quero afirmar nada no âmbito geral).
    Seria interessante ter algum dado para dar suporte aqui ou então evitar compor tantas hipóteses. Em ambos casos, tua argumentação ficará mais robusta e menos abstrata.

  98. Antonio Augusto da Costa Carvalho

    -

    16/02/2014 às 13:42

    Parabéns pelo comentário. Sou a favor da liberdade, mas não em público.
    Bem disse o Lobão, + ou – isso: anúncios de prostituição falam claramente: não beijo! Enquanto isso pessoas se vangloriam de ter beijado 16 pessoas que nunca viram e nunca mais verão.
    O beijo deve ser um momento de intensa emoção e para que ela possa se expressar melhor deve ser feita fora das vistas dos outros.
    Não gostaria que as crianças vissem beijos homoafetivos, lésbicos ou heteroafetivos, mas isso hoje é impossível pela própria existência da TV.

  99. rodrigo

    -

    16/02/2014 às 13:41

    off-topic

    xará, poderia comentar algo nessa linha?

    http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/12/sobre-real-taxa-de-desemprego-no-brasil.html

    ps: com relação aos caras ali embaixo, o marcelo e o vitor, parece que existe no país uma grande confusão entre relativismo e liberalismo. anos de esquerdismo na veia produz isso.

  100. Nico

    -

    16/02/2014 às 13:39

    Rodrigo, não somente o aumento catastrófico do consumo de drogas está associado a degradação moral, mas também o da violência. Quando é que algum “especialista” progressista da TV vai aventar a possibilidade da desestruturação familiar ser a causa principal dos nossos 50 mil assassinatos anuais. Agora, é muita idiotice, ou doutrinação mesmo, achar que ser liberal implica em não ter opinião sobre os costumes morais – o que torna a vida em sociedade possível. Continuem assim libertários, sempre de mãos dadas com os esquerdistas…

  101. Si

    -

    16/02/2014 às 13:39

    “Vejam o filme “Shame” e entendam o resultado prático de quem coloca no sexo voraz e irrestrito sua fonte de “felicidade”: a extrema infelicidade”. Concordo. O sujeito de Shame era muito infeliz e atormentado. É um filme com erotismo 0, dá pena do cara. Às vezes a busca pelo erótico e pelo prazer o tempo todo dá o resultado oposto. Eu não vejo o BBB mas leio em portais notícias sobre essas moças todos os dias. Não dá pra fugir de notícias sobre o BBB. Não me incomodo com a conduta delas, se elas querem se beijar, ficar, namorar, por mim tudo bem. Não vejo como problema. Mas acho que o erotismo passou longe dali. Tudo o que é fácil e em demasia perde o componente de sedução.

  102. Felipe Bastos G Silva

    -

    16/02/2014 às 13:37

    Rodrigo, entendi seu texto e a ideia do mesmo. Tambem sou contra o relativismo moral (pois o mesmo em absolute significa inclusive o relativismo de obrigacoes, como, seguir a lei) e entendo que voce nao eh um puritano, mas acho que voce esta com um drift, embora nao exarcerbado, para uma linha de socially conservative. E nisso realmente o debate se torna useless porque entra ate o relativismo temporal, esse sim bem explicavel (150 anos atras ser “ultra-progressista” significava ser abolicionista). Sei que voce estah anos-luz de se tornar isso, mas nao da para qualquer pessoa com QI acima de 100 (no seu caso BEM acima disso) ser simpatico ao extreme conservatism (por exemplo, quem acha que ensinar criacionismo nas escolas eh correto). Mas enfim, eh mais uma reflexao, nao uma critica. Abracos

  103. R. Costa

    -

    16/02/2014 às 13:32

    Rodrigo, as suas observações estão ficando cada vez melhores talvez seja pelo toque “Pondeliano” que você tem aplicado em alguns dos seus textos, realmente não da para negar que o Pondé é uma grande influencia, por sinal uma ótima influência!!

  104. Elias

    -

    16/02/2014 às 13:20

    Brilhante reflexão. Parabéns!!

  105. Vitor

    -

    16/02/2014 às 13:16

    Só te digo uma coisa, Ex. Sr.
    “Sobre si mesmo, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano” John Stuart Mill, A Liberdade.

  106. marcelo

    -

    16/02/2014 às 13:06

    Cara, tu tinha q se assumir logo conservador,pq de ideias liberais vc pode ter somente na visao econômica, masna social nao. Se a pessoa tem uma vida sexual promíscua, se tem paz interior, se é feliz assim… isso nao cabe a vc julgar..por n motivos q vc sabe de cor e salteado.
    R: Mais um que acha que liberal não pode julgar nada e deve ser neutro em relação a valores morais. Como isso cansa…

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados