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16/02/2014

às 12:56 \ Cultura

Reflexões sobre a cultura do hedonismo e da promiscuidade

Fonte: Veja

Bacanal, orgia, troca-troca, vulgaridade, nada disso é novo. O que talvez seja novidade é a banalização destas práticas. Aquilo que existia no submundo ou fora dos holofotes, protegido pela hipocrisia moralista (que fosse), hoje virou motivo de orgulho, ou de autenticidade, de expressão legítima de nossos desejos.

Esta reflexão veio à mente quando vi a notícia no site da Veja sobre cena do BBB (o décimo-quarto, só no Brasil mesmo!). Trata-se de um “beijo triplo” entre os participantes. Não uso este caso isolado para tais reflexões, e sim como sintoma de uma tendência cada vez mais evidente, que denota o zeitgeist de nossos tempos hedonistas e promíscuos.

Sou jovem ainda (37), não sou religioso, e condeno o puritanismo autoritário ou o moralismo hipócrita de muitos. Dito isso, não posso ignorar os alertas feitos principalmente por pensadores conservadores acerca da degradação de valores morais em nossa sociedade. Como preservar certos valores e tradições morais, como a família, sem ser moralista? Eis o desafio homérico que se apresenta.

Mario Vargas Llosa, em seu livro A Civilização do Espetáculo, fala do assunto. Para o escritor peruano, pornografia é uma coisa, erotismo é outra, mais reservada, sutil, individual. Vivemos na era da pornografia escancarada, não do erotismo. As pessoas, um tanto mimadas e narcisistas, não aceitam mais que nada fique entre seus desejos mais primitivos e suas ações. Ética seria o freio entre uma coisa e outra. Hoje, isso está démodé, fora de moda.

Casas de swing lotadas, velhinhas simpáticas ensinando como usar direito vibradores na televisão, bailes funks com “trenzinhos” de sexo vistos como a coisa mais normal do mundo, paradas gays repletas de baixaria, enfim, vale tudo em nome da diversão, do aqui e agora, do carpe diem. Careta é aquele que encontra forças em algum lugar para barrar tais impulsos. Alguém fica surpreso com o consumo de drogas em alta acelerada?

A promiscuidade deixou de ser vulgar e passou a ser um estilo de vida amplamente aceito, ao menos nas rodas dos “formadores de opinião” da esquerda caviar – que, infelizmente, influenciam muita gente. Vejam a Preta Gil, por exemplo, que em entrevista recente disse ser muito “espontânea”, e isso é que teria despertado preconceito nas pessoas caretas e moralistas. Cantar “Dako é bom” na frente do próprio pai, então ministro do governo, é apenas ser “espontânea”, e não vulgar, desrespeitosa.

Disse há pouco que a promiscuidade deixou de ser vulgar. Minto. A vulgaridade é que passou a se impor como modismo, pois os vulgares chegaram ao poder. Quem ousa buscar valores morais nas tradições só pode ser um “reacionário”, um conservador, uma peça de museu, um chato de galochas que insiste em se meter na “busca da felicidade” dos demais.

Pergunto: encontram? Encontram a felicidade com tal estilo hedonista de vida? Então por que cada vez mais remédios antidepressivos sendo vendidos nas farmácias? Por que mais e mais drogas para atender à “pulsão de morte” dessas pessoas? Vejam o filme “Shame” e entendam o resultado prático de quem coloca no sexo voraz e irrestrito sua fonte de “felicidade”: a extrema infelicidade.

Em uma vida sem sentido, sem propósito decente e criativo, ou sem Deus (como diria Dostoiévski e muitos conservadores religiosos), cada um vai buscar uma “rota de fuga”. O hedonismo talvez seja a mais comum atualmente. Fulano está com uma hoje, amanhã com outra, depois com outro, aí com outros juntos em um tremendo bacanal, e haja promiscuidade para dar conta de tanto vazio espiritual!

O leitor acha que exagero, que pego um caso isolado e transformo em regra, extrapolando? Nem tanto, nem tanto. Basta ter olhos para enxergar que esta tem sido cada vez mais a norma. Talvez seja indesejável e impossível regressar aos anos “dourados” da era vitoriana. Talvez a repressão excessiva tenha ajudado a produzir este quadro, como em uma panela de pressão. Mas quem poderia negar que o pêndulo exagerou para o outro lado?

Rodrigo Constantino

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109 Comentários

  • Edison

    -

    16/11/2014 às 7:29

    Ola,vi este enredo e fiquei um tanto triste porque me comove ver não somente a juventude mais também adultos maduros ou mesmo na terceira idade em ausencia de tao importantes valores.O que fazer para mudar isso quando a midia influencia tanto a promiscuidade,a traição,o swing, as orgias entre homens ou o bissexualismo e tantas outras praticas…. Fica difícil saber onde buscar forcas para mudar tudo isso,não vou ser hipócrita e passar ser alguém perfeito,eu fui outro jovem promiscuo a algum tempo,sofri muito,perdi anos de estudos atras de sexo fácil,orgia, álcool e mais…, enfim, o sofrimento me fez amadurecer e não quero ser publicista mas foi em DEUS que eu pude ir conhecendo o homem que existia em mim,não digo que foi ou esta sendo fácil , mas tive que enfrentar esse mal e optar por uma vida equilibrada e não somente vazia de sexo ,amigos e um comportamento um tanto vulgar.Hoje estou bem mais disciplinado,controlo meu vocabulário e procuro usar melhor as palavras,procurei amigos que pensassem como eu,me afastei de tudo aquilo que pudesse implicar em uma caída moral,aos poucos fui me envolvendo com praticas saudáveis e deixando de lado o tempo livre que antes era gasto em diversos atos que mais tarde me davam vergonha. Nao sou um homem perfeito mais sinto orgulho de ter sede de buscar a perfeição de caráter e a ética. Acho que devemos lutar contra esses impulsos tão mesquinhos e ajudar aos mais fracos sejam jovens ou maiores de idade porque no fundo se trata de um imenso vazio e entrega total aos nossos fracos impulsos. Poderia agradecer aos meios ou a psicologia moderna mais foi sem duvida nenhuma em DEUS e no entorno moral bíblico que eu pude ir escalando degraus para o sucesso,acredito que a psicologia bíblica e a melhor para a mudança de certos hábitos. Por que a televisão se tornou um lixo incentivador de comportamentos errados e destruindo famílias inteiras. E seria bom repensar em um novo estilo de vida e tentar ser alguém melhor todos os dias,por que não se trata somente dos jovens do nosso futuro social e sim de você,da sua família,pai,mãe,avos, irmão,irmã,esposa,marido,filho ou folha e amigos,se trata de mim….então,vamos lutar contra a imoralidade social e não vamos ser fracos de cair na tentação de experimenta la ,mas vamos ajudar em vez de criticar …Sejamos amigos e suporte para com os mais fracos e DEUS na Sua Santa sabedoria nos ajudara e nos dará meios para concluir esses fatos e, as vezes vamos pensar que, não estamos fazendo nada,mais olhe para trás e veja, se você ou eu conseguimos levantar ainda que uns poucos no caminho algo ja teremos feito,e isso se torna não somente um motivo de orgulho mais também de superação . Muita forca a todos e um forte abraso.

  • samuel

    -

    7/11/2014 às 0:47

    Caro amigo, tenho a mesma visão nao conservador mais um espectador de uma sociedade podre e sem limites para satisfazerem seu ego, em busca de uma felicidade utopica. Em meu olhar de mundo estamos entrando em um colapso total, pois tudo e controlado por humanos e eles viraram selvagens, primatas que não conseguem controlar seu próprios impulsos. O governo representativo mostra se a favor e vemos que não há mais compromissos com trabalho, saúde, educação. O mundo virou um parque de diversões.

  • Angelo

    -

    9/5/2014 às 4:27

    No fundo o povo tem o que merece, assistem bbbesteira, andam de ônibus lotado, ouvem fuck ostentação, votam em ladrões, comem feijão arroz e ovo, tem vento na cabeça e calor na vagina.

  • sergio

    -

    8/5/2014 às 20:35

    O que só se via somente nos puteiros,hoje se ver em tv aberta. Para quem acredita em Deus é o livre arbítrio. E quase todo mundo acredita em Deus.E esse mesmo Deus que eles creem por causa da bíblia diz que ele é amor mas também justiça.Segundo a mesma bíblia vingança pertence somente à ele.

  • Eugenio

    -

    20/2/2014 às 18:49

    Mas hoje em dia, essa exposição nas mídias ocorre porque da dinheiro. Gera público, visualizações e receita. Ou seja é o mercado cumprindo seu papel claro que pautado no público…

  • Fábio Rocha

    -

    18/2/2014 às 12:39

    “Como preservar certos valores e tradições morais, como a família”.
    Queria entender pq os conservadores (desculpe, você é conservador no quesito “prazer”) enfiam a palavra “família” em tudo, para tentar amolecer as pessoas.
    Me diz onde que o fato de eu fazer orgias e ser promíscuo vai afetar o fato de ter uma família? É só saber administrar, como tudo na vida.
    Da mesma forma que quem sai transando com tudo mundo pode ser depressivo, uma pessoa com um casamento tradicional e aparentemente “perfeito” para a sociedade, pode ser igualmente infeliz. Não tem como padronizar isso.

  • HDG

    -

    18/2/2014 às 6:27

    “Rodrigo, você pode obviamente discordar do estilo de vida das pessoas “promíscuas” mas é preciso reconhecer que elas estão apenas exercendo suas liberdades individuais.” Olha, já não tenho mais paciência para instruir gente preguiçosa em buscar conhecimento grátis online. Exercer liberdade individual se a mídia, a educação e a indústria de entretenimento está mentendo goela abaixo das crianças tudo que é baixaria? Não é mais uma questão de desligar tevê, como vários bobinhos alegam, pois a promiscuidade está por todo o lado, inclusive na publicidade das ruas. Ai que preguiça, por exemplo, você leva seus filhos para assistir a uma final de futebol americano e nas “festividades” do meio tempo entra uma Madonna fazendo todo tipo de ritual satânico regado com promiscuidade. Vai desligar a tevê, vai? Nem vou mencionar o currículo de educação sexual que alguns satânicos estão tentando meter nas escolas para ciranças de até, pasmem, 6 ANOS! FATO! Por favor, parem de ser ovelhas, saiam desse estado de inércia, de gente tola. Viver de regorgitar manchetada controlada por pilantras, sem investigar, não é ser moderninho. Como dizia o grande Ronald Reagan: “Trust, but verify”. Acordem!

  • Ricardo

    -

    18/2/2014 às 6:22

    Ao ler esta postagem do Constantino, lembrei-me de algumas palavras de im historiador brasileiro já falecido:

    “A mentalidade relativista, consumista, cheia de egoísmo, faz da vida um ‘curtir’ de toda ação humana, qualquer que ela seja, só para desfrutamento pessoal, graças à negação de toda hierarquia de fins nas ações humanas. Vive-se, hoje, apenas para viver, para buscar apenas o que é ‘bem-para-mim’, e nunca para o Bem em si mesmo. Cada ação é fechada nela mesma, e não ligada a um fim superior, ao Bem infinito transcendente. ‘Curte-se’ um som, um passeio, um namoro, uma esposa… E troca-se o bem relativo por outro, também ele relativo e passageiro. Tudo flui. Nada fica. Nada permanece.”

  • HDG

    -

    18/2/2014 às 6:15

    A pergunta que não quer calar é quando a Sininho sairá na Playboy. Eu compro; chatinha mas mó gostosa.

  • Lordlula

    -

    18/2/2014 às 1:09

    Tem a dona Marisa, tem a rosemary noronha e sabe-se la mais quem.A cracolandia so cresce. Corrupcao e estilo de governo. O exemplo vem de cima portanto sai de baixo porque vem baixaria da grossa.

  • Lord keynes do séc xxi

    -

    17/2/2014 às 23:38

    Acrescento ainda q em nome da audiência é necessário transgredir em relacão aos limites da movela ou reality show anterior,provavelmente teremos cenas de zoofilia no bbb15

  • Gustavo

    -

    17/2/2014 às 23:29

    A família não é obrigatoriamente algo bom. Trata-se apenas de uma instituição, um coletivo. Um indivíduo por si só pode ser muito melhor para ele mesmo e para as pessoas com quem convive do que uma família.
    Estamos condenados a liberdade individual; nosso maior juiz, é nossa própria consciência, pois somos um fim em nós mesmos. Qualquer um pode escolher / expressar ser o que quiser; nossa maior glória e maior castigo é ser quem nós somos e suportar o que fazemos. Não vejo isso como relativismo, vejo isso como liberdade. Lidem com isso.

  • Jorge S

    -

    17/2/2014 às 21:18

    Mas… todo mundo EXIGE respeito. Paradoxal.

  • Rodrigo Rios

    -

    17/2/2014 às 20:50

    O maior objeto de consumo dos tempos atuais é o corpo humano. Não sei se sempre foi assim. O fato é que nossa sociedade foi levada a acreditar que o sucesso e a felicidade de uma pessoa se mede pela quantidade de suas experiências sexuais. Nossos jovens não têm a mais mínima dúvida disso. Por fim… o homem ou a mulher com uma extensa ficha corrida, desejando gritar que é a pessoa mais feliz do mundo, se depara com uma realidade bem diferente da que lhe foi prometida. Não era bem assim.
    Por onde quer que olhemos, encontramos uma overdose de sexo. Se o horário ainda não permite, exibem apenas os atos preparatórios e assim em diante, vai baixando o nível. A sociedade é submetida a estímulos sexuais ininterruptamente e nossos instintos mais primitivos só colaboram para o êxito desses “senhores anônimos”, que, manipulando e estimulando ao máximo esse impulso natural das pessoas, conduzem a humanidade para onde querem, tal qual se conduz um cão com um punhado de lingüiças.

  • Daniel Duque

    -

    17/2/2014 às 20:38

    Rodrigo, será que você teria guardado o comentário que eu escrevi e você apagou? Queria usá-lo para escrever um texto e não o salvei previamente.

    Desde já agradecido
    Daniel Duque

  • Patrick

    -

    17/2/2014 às 20:31

    “Como preservar certos valores e tradições morais, como a família, sem ser moralista?”
    Em primeiro lugar família não se baseia em tradições morais,família se baseia em amor,respeito,apoio mutuo e dialogo.
    Quanto a era vitoria,ela não tinha nada de dourada,era uma época orenda,em que a Inglaterra era controlada por aristocratas hipócritas,que se esbaldavam em bordeis a noite durante o dia ficam pregando moral que eles não tinham.

  • Andrea

    -

    17/2/2014 às 20:00

    Concordo totalmente com o seu texto! É impressionante como hoje a sexualidade e o sexo continuam a ser tabu, agora já não pela proibição ou negação, mas pelo abuso e banalização e o abuso indiscriminado da sexualidade como produto vendável – BBB, apenas acumulou outras situações já gravadas na nossa memória coletiva!

    E para quem gosta de assuntos relacionados à ESPIRITUALIDADE, eis: Kali Yuga”Idade do Demônio Kali” ou “Idade do Vício”) é um período que aparece nas escrituras hindus. É a última das quatro etapas que o mundo atravessa; sendo as demais: Satya Yuga, Treta Yuga e Dwapara Yuga. Seu ponto de início e sua duração têm dado origem a diferentes avaliações e interpretações. De acordo com a mais conhecida, o Siddhanta Surya, Kali Yuga começou à meia-noite em 18 de fevereiro de 3102 a.C., no calendário juliano, ou 23 de janeiro de 3102 a.C. no calendário gregoriano, considerada a data em que Krishna deixou a Terra para retornar a Goloka Vrindavana, sua morada espiritual. Kali Yuga é associada com o apocalíptico demônio Kali, não devendo ser confundido com a deusaKali. É dito no Bhagavata Purana que Kali recebeu permissão para viver onde quer que houvesse matança de vacas, jogatina, prostituição e embriaguez, sendo estas características proeminentes da Era de Ferro.

    O Vishnu Purana destina o Livro IV, cap. XXIV, e o livro VI, cap. I, a profecias para este período de Kali yuga. No primeiro lê-se: “Restabelecerá (a Divindade) a justiça sobre a terra, e os espíritos daqueles que vivem no fim da idade Kali serão despertados e por tal maneira se tornarão transparentes como o cristal”. As previsões do Budismo encontram-se nas Profecias dos Cinco Desaparecimentos, correspondendo a época atual ao quinto Desaparecimento, ocorrendo, no porvir, padecimentos, aflições, penúrias.

    A Era de Kali-yuga segundo o Linga Purana – No Linga Purana descreve: ….” os homens de Kali yuga como atormentados pela inveja, irritáveis, sectários, indiferentes ás consequências de seus atos. São ameaçados pela doença, pela fome, pelo medo e terríveis calamidades naturais. Seus desejos são mal orientados, seu saber utilizados para fins maléficos, são desonestos, muitos perecerão. A casta dos nobres e dos agricultores declinam, a classe operária durante a era de Kali pretende governar e dividir com os letrados o saber, as refeicões, as cadeiras e as camas. Os chefes de estado são em sua maioria de origem inferior, são ditadores e tiranos.

    Matam os fetos e os heróis, os trabalhadores querem assumir papeis intelectuais, os intelectuais o papel dos trabalhadores,, os ladrões tornam-se reis e os reis ladrões, as mulheres virtuosa são raras, a promiscuidade propaga-se , a estabilidade e o equilíbrio das castas e das idades desaparecem, a terra não produz quase nada em certos lugares e muito em outros, os poderosos se apropriam- se dos bens públicos e deixam de proteger o povo, cientistas de origem inferior serão honrados como brâmanes( sábios ) e entregam a pessoas que não são dignas os segredos perigosos das ciências, os mestres aviltam-se vendendo o saber, muitos refugiam- se numa vida errante, por volta do fim da kali yuga o numero de mulheres aumenta e dos homens diminui.

    Na Kali yuga os animais se tornam violentos, o numero de vacas diminui muito, os homens de bem retiram- se da vida publica, haverá comida já cozida sendo vendida em praça publica, os sacramentos e a religião também estará a venda .”

    A Era de Kali-yuga segundo o Linga Purana. — comShovan Chakraborty.
    Extraído de: http://templodeshiva.blogspot.com/2012/10/no-linga-purana-descreve.html

  • Luciano

    -

    17/2/2014 às 18:10

    Vem à mente o ótimo trabalho de Huxley: admirável mundo novo. Relembro o livro observando nossa realidade com um calafrio na espinha.

  • Luiz Felipe

    -

    17/2/2014 às 18:06

    “Sergio Almeida – 16/02/2014 às 15:03
    Rodrigo, você pode obviamente discordar do estilo de vida das pessoas “promíscuas” mas é preciso reconhecer que elas estão apenas exercendo suas liberdades individuais. Afinal, tendo elas a propriedade sobre seus corpos, porque nos caberia dizer como e com quem elas devem usá-los? Sobretudo quando isso se passa na esfera privada, sem coerção das partes envolvidas e, mais importantemente, sem ônus pecuniário a outrem. Na cartilha de qulaquer liberal que se preze, consta a defesa das liberdades individuais. De modo que é meio enigmático ao mesmo tempo que decepcionante que alguém que se coloca como propagandista dos princípios liberais agora escreva para vilipendiar o que é essencialmente um exercício de liberdade.
    R: Sergio, decepcionante, então, seria um liberal vir patrulhar a OPINIÃO de um blogueiro, não é mesmo?”
    Você não respondeu a pergunta coerente de Sérgio e ainda usou um malabarismo retórico bem raso para fugir dela. Não, ele não patrulhou a sua opinião, apenas apontou algumas incongruências de valores de sua parte com as quais concordo. Não entendi o porquê do caixa alta na palavra “opinião”. Isso por acaso relativiza o conteúdo do que foi dito? Criticar alguém não é um atentado contra o direito de opinar, muito menos uma espécie de patrulha. É apenas diálogo.
    R: Mas então, eu mostrei justamente que estava opinando para um diálogo, logo, não faz sentido algum ser acusado de antiliberal por isso.

  • Nino

    -

    17/2/2014 às 17:45

    Tomo conhecimento desse lixo através de noticiários e comerciais.Ainda bem que na minha casa ninguém assiste essa podridão,onde os participantes parecem terem saídos de algum presídio.A globo adora encher a casa de tatuados e excêntricos.

  • Modesto Fortuna

    -

    17/2/2014 às 16:55

    “denota o zeitgeist de nossos tempos hedonistas e promíscuos.”

    O “tempos” nessa frase fica redundante com o Zeit de Zeitgeist.

  • EDson

    -

    17/2/2014 às 16:39

    Se entendi bem, o que está sendo criticado não é a opção de cada um, mas o desejo de impor aos outros a sua própria moral. Concordo com Rodrigo. Que cada um faça da sua vida o que quiser, mas vender o peixe podre em cadeia nacional, está muito errado.

  • Daniel Duque

    -

    17/2/2014 às 16:31

    Afinal, toda essa “inversão” dos valores seria a destruição da moral ou apenas a sua transformação? A questão que eu vejo é que os conservadores creem que qualquer ameaça à moral estabelecida tem caráter destrutivo e desestabilizador, quando, de fato, pode ser efetivamente apenas metamórfico, se não mesmo construtivo.

    Tendo a acreditar também que o excesso de promiscuidade parte de um vazio espiritual crescente, devido a um excesso de individualismo massificado, no qual o indivíduo é cada vez mais egocentrado, ao mesmo tempo em que a individualidade – no conceito de auto entendimento individual – é progressivamente desvalorizado. Com isso, o ego é inflado, com seus desejos e anseios, sem prospecção interna, fazendo-o perder valores e ideais próprios, levando-o à adesão imediata ao imediatismo e à massificação de sua individualidade.

    Mesmo assim, creio essa ser uma tendência transitória, que mudará conforme o autoconhecimento volte à agenda do individualismo. Aliás, creio haver também um fator econômico nesse panorama, já explicitado por John Neschling, que afirmou que “o ganho econômico-financeiro das famílias em geral antecede muito o ganho cultural”. A ascensão das classes baixas ao consumo, sem respectivos ganhos culturais, tende a criar um efeito tsunami da indústria cultural de massa sobre as mídias tradicionais, levando a uma proliferação da banalidade. Como disse antes, acredito que esse fato seja conjuntural e em breve dará lugar a uma intensa culturalização desses emergentes, levando a um ganho cultural enorme no país.

  • Luiz Felipe

    -

    17/2/2014 às 14:04

    Discordo que a promiscuidade (nas suas palavras) seja necessariamente fruto de um vazio espiritual. Isso, evidentemente, é tomar como regra casos específicos, que necessitariam de uma análise psicológica mais aprofundada para uma conclusão. Também não vejo na vulgaridade da libertinagem (novamente pelas suas palavras) um desrespeito. A menos que a pessoa tome isso como bandeira e busque “doutrinar” outros indivíduos com seu estilo de vida, isso diz respeito somente a ela. Se você acredita que o mercado – que é fruto das ações do homem – se regula pela livre circulação, deveria acreditar que os valores sociais também devem fazer o mesmo, e se contentar com a liberdade de uma pessoa adotar para si o estilo de vida que bem entender – evidentemente, de modo que não atende contra o direito de outrem.

  • Antônio Carlos Martins Bastos

    -

    17/2/2014 às 14:02

    A depravação moral, já existe a muito tempo, mais nunca foi norma de conduta para o ser humano; ao contrário: Trata-se de um desvio da natureza cri acional.

    .

  • Rafael M

    -

    17/2/2014 às 13:52

    É uma hipocrisia descabida. Censurar o beijo triplo das mulheres enquanto o desejo é fosse um beijo quádruplo com você no meio das 3 beldades. Talvez o número crescente de anti depressivos seja justamente para essas pessoas que reprimem suas vontades e seus desejos em nome de uma moral e bons costumes. E só um adendo, o filme Shame trata de um viciado em sexo, nenhum vício é saudável. Não tem como comparar um viciado em sexo com uma pessoa com uma vida sexual saudável e com vários parceiros(as)
    R: Deve ter menos de 20 aninhos…

  • Angela

    -

    17/2/2014 às 14:48

    Rodrigo, eu pensava que nossa sociedade, quando digo nossa entenda brasileira, era que tinha distorcido muito as coisas. BBB? Novela das 21h? Nossa, todo mundo pega todo mundo.
    Domingo desses, assistindo Perfect Match na MTV (é… estava faltando o que fazer), um programa americano, fiquei chocada. Aquilo é feito para jovens, acredito que entre 15 e 20 anos, era uma bagunça. Uma promiscuidade absurda. Acreditava que os Americanos eram mais puritanos. Acho que nasci na época errada.

  • Philipe Ferreira

    -

    17/2/2014 às 14:22

    Rodrigo, concordo com o artigo. Apenas uma colocação: Acredita em um valor moral absoluto? Em moral intrinseca ao ser humano, independente de tempo e cultura? Se sim, acredita que ha alguma ligacao com a existencia de Deus?
    Apenas uma reflexao que acho pertinente…

  • velho rojas

    -

    17/2/2014 às 14:16

    O ato sexual é praticado pelo irracional sempre da mesma maneira, tudo normal. O ser humano, porém, tem duas opções: pode torná-lo sublime ou pode aviltá-lo.
    Temos, então, que o ser humano pode tornar-se superior ao irracional, ou, inferior.
    Quem assiste ao BBB eu vejo como abaixo de qualquer crítica. Será que não cabe à Globo (meu canal preferido) repensar-se? Ou,então, entregar-se, de vez, às correntes imorais do nível da estirpe de mensaleiros et caterva…

  • Maria

    -

    17/2/2014 às 14:15

    Gente não está cruzando com rato porque não consegue distinguir os machos das fêmeas. Enquanto assim for, sorte ds ratos.

  • antipetista

    -

    17/2/2014 às 13:35

    é … só não ver. tem outros programas. eu vejo sportv e espn 99% do tempo que a tv esta ligada. ou entao nem liga a tv que é melhor ainda.

  • Sandro Moreno

    -

    17/2/2014 às 12:43

    Viver significa tomar partido. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e ter sua opinião. Isso, sim, é democrático. Rodrigo, nem tudo que você escreve eu apoio, mas agora concordo tim, tim, por tim, sem medo de errar. Estamos perdendo nossos valores morais mesmo. Podem até me chamarem de careta. Temos que manifestar nossa contrariedade com o que vem acontecendo. Indiferença é covardia, abulia. Não é viver. Por isso, odeio os que fingem que está tudo bem, são novos tempos. A indiferença se torna o peso morto de nossa história. A inercia em que se afogam frequentemente os entusiasmos mais esplendorosos. Gostei muito da sua opinião.

  • Mariene V. Wasa Rodig

    -

    17/2/2014 às 12:34

    Senhor Constantino,
    Excelente artigo. Corajoso. Concordo plenamente com o senhor.

    Toda sociedade, quando está à beira do abismo, primeiro aparece a decadência moral. A História nos prova isto.
    É o que acontece hoje, a sociedade está desmoronando.
    Parabéns.

  • Cau Marques

    -

    17/2/2014 às 12:11

    Concordo com o que disse um leitor abaixo: a condição humana hoje se resume ao estômago e à genitália.

  • Wombatmucholoco

    -

    17/2/2014 às 12:04

    Caro Rodrigo,
    entendo que este trabalho precisa ser feito por alguém mas confesso que sinto pena de você e de vários outros que com frequência abordam o tema do hedonismo e a busca desenfreada pela felicidade em coisas materiais ou emoções passageiras. Trabalho inglório nos dias atuais.
    Atualmente uma grande maioria acredita que só porque podem fazer de tudo então tudo deve ser feito, esquecendo que nem tudo que pode ser feito, deve ser feito por uma questão de conveniência.
    Citando Reinaldo Azevedo que por sua vez ciatava São Paulo na 1ª Epístola aos Coríntios:“Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Tudo me é permitido, mas eu de nada (nem de ninguém) serei escravo”.
    Penso que, hoje em dia, boa parte da população toma suas vidas modernas por garantida. Tudo que elas têm, dos avanços da medicina até seus belos telefones celulares e carrões (embora existam hedonistas de baixa renda também), existe pela conquista de outros, pelo “sangue, suor e lágrimas” de pessoas que lutaram para se ter um mundo mais livre e bens de valor sem sacrificar os melhores ideais da humanidade, ou até mesmo sacrificando suas vidas exatamente por estes ideais.
    Sempre me lembro de uma citação de Oscar Wilde que reflete bem o pensamento hedonista: “hoje em dia o homem sabe o preço de tudo e o valor de nada”. E isso ainda no final do século 19.

  • megaron

    -

    17/2/2014 às 12:03

    Dostoiévski acertou em cheio, Deus, mesmo que seja uma criação do homem (dúvida insanável) é quem nos confere a humanidade, sem Ele não passamos apenas de mais uma raça animal nesse grande jardim zoológico que é o planeta terra. Estamos decaindo e só podemos ser salvos por uma intervenção divina de um Ser por nós esquecido ou o que é pior que se esqueceu de nós, o horror!, o horror!

  • Bruno

    -

    17/2/2014 às 10:38

    Não vejo esse tal de BBB mas não poderia sair de outro lugar o tal do Jean Willys um gayzista que se acha o defensor da moral e dos bons costumes que vive com uma boina igual o Che Guevara e adora atacar a todos que não concordam com ele. Estamos seguindo a passos largos o decálogo de Lenin que falava para destruir a moral das famílias.

  • Helder

    -

    17/2/2014 às 9:34

    Sinceramente, não vejo contradição alguma em ser moral, moralista ou o que o valha e desfrutar de um sexo saudável, sadio e agradável, sem bandalheira, marketagem e depravação. Por que pautar o conceito de moralismo com repressão e recalque como desejam os ativistas vários? É bem o contrário, quem se pauta por valores morais, sabe perfeitamente porque o faz e o que está preservando da degradação e do desperdício típico de uma era em rápida polarização moral.
    É preciso falar abertamente, e não tenho problema nenhum em fazê-lo, ainda que ‘incorreto’, sou moralista sim.

  • Gomes

    -

    17/2/2014 às 8:31

    Promiscuidade, gayzismo, vagabundagem, libertinagem, é tudo coisa de ateus, estão destruindo todos os valores morais cristãos e preparando assim o reino do Anticristo, sob o apoio da ciência moderna e da nova ordem mundial.

  • Reginaldo Junior

    -

    17/2/2014 às 3:11

    Os psiquiatras dizem que desde a década de 60 os males emocionais vem aumentando exponencialmente. Engraçado, a revolução sexual foi em qual década mesmo? Pois é…

    Estamos colhendo o resultado.

  • sodoma e gomorra

    -

    17/2/2014 às 2:10

    Eu não assisto TV.
    Somos obrigados a conviver com o submundo mesmo involuntariamente.
    Restarão dez JustOs e dez JustAs?
    Alguém ainda tem dúvidas que o Brasil é um bacanal a céu aberto?
    Nossa arma de destruição em massa é nossa degradação moral em estado avançado de putrefação.
    Nossa ‘solução final’ é a destruição dos nossos cérebros. Estamos reduzidos a sexo e estômago.
    Nosso DNA não deu certo. Nosso QI é muito baixo.
    Triste constatação.

  • wal

    -

    17/2/2014 às 0:22

    Haja paciência Rodrigo! De acordo com comentarios abaixo, liberal NÃO pode ter opiniões CONSERVADORAS…sou ateia,já fui bem promiscua,não abro mão da liberdade de viver da forma q quiser,mas tenho notado q pessoas q levam a vida de uma forma + tradicional ou conservadoras são + equilibradas em TUDO na vida e desde qdo ter OPINIÃO é INTROMISSÃO na vida do outro? Isso é RIDICULO, LIBERAL RESPEITA opinião contraria mas NÃO fica em cima do muro,gosto de vc por isto, TEM OPINIÃO e não tem medo de expor.

  • HDG

    -

    17/2/2014 às 0:18

    Esse tipo de influência na cultura, que é totalmente dominada pela elite global, só pode ser culto…e satânico. Não, eu não sou evangélico e muito menos fanático religioso, mas não sou otário. Quando você assiste um desses vídeos da Rihanna (pode ver no Youtube) o tema é cheio de simbologia satânica e vulgaridade. Quando você assiste uma apresentação da Milei Cyrus, idem. Milei Cyrus é pior ainda porque une a promiscuidade com ursinhos e outros símbolos infatis, tipo pra fazer lobotomia mesmo na criançada. Tudo bem pensado e articulado por executivos. Por que tanto interesse em divulgar temas satânicos, pelos altos executivos da indústria de entretenimento? Isso é ordem que vem de cima. Isso é parte de agenda programada e pensada, decidida em reuniões de figurões. Você assiste uma apresentação da Madonna no Superbowl 2013 e é uma tremenda orgia satânica (vejam no Youtube). Num jogo de futebol americano, gente fazendo ritual satânico? Cheio de crianças lá no estádio. Pra quê?

  • Eduardo Uchoa

    -

    17/2/2014 às 0:02

    Porque será que a maioria das pessoas que questionam o excesso do estado na economia também tem que se incomodar tanto com os gostos artísticos e sexuais dos outros? Não existe nenhuma conexão lógica. Acredito que deve haver um único gene que puxa para as duas tendências.
    Enfim, eu não estou nessa. Eu tenho horror ao populismo de esquerda que assola a América Latina, mas não estou nem aí pro beijo triplo no BBB. Só não assisto.

  • César Carriço Júnior

    -

    16/2/2014 às 23:48

    É Rodrigo. Vejo como grande parte das pessoas ainda não sabem o que é ser liberal. Acham que o termo “liberal” se refere a costumes sociais e imoralidade.
    É como se pensassem ” sou liberal então sou a favor da putaria liberada”. Ser liberal é justamente a pessoa ter a liberdade de dizer NÃO a todas essas coisas que a mídia nos empurra goela abaixo. Uma pessoa que é escrava de seus desejos carnais, do vício das drogas, pode se considerar um sujeito “livre”? Uma sociedade sem valores morais a serem observados, se torna uma sociedade caótica, e logo, interfere no direito daqueles que prezam pelos valores tradicionais e de viverem conforme seus princípios.

  • ANTIPETRALHA

    -

    16/2/2014 às 23:47

    Pra quem gosta de pinto balançando, Shame deve ser um ótimo filme mesmo…
    Eu já odiava esse filme antes mesmo de descobrir que o diretor Steve McQueen é o novo candidato a Spike Lee, só que ainda mais cretino: já deu várias entrevistas de que “a América precisa aprender uma lição sobre raça”, de que “Hollywood não gosta de filmes sobre escravidão” etc.

    http://www.theguardian.com/film/2014/jan/03/steve-mcqueen-slavery-12-years-a-slave

    Ou seja, eu sempre estive certo sobre ele.

    Mas já que ele quer mais “filmes sobre escravidão”, bem que poderia fazer um sobre a escravidão africana… ambientado em 2014!

  • Rodrigo Garcia Wettstein

    -

    16/2/2014 às 23:35

    Não sei se alguém irá ler mas vale postar pelo menos 2 citações em inglês aqui para entender como a percepção subjetiva do moralismo pode mudar. Não é provocação. Quem quiser as outras citações, acesse aqui: http://www.techdirt.com/articles/20090612/1530595217.shtml

    The effect of rock and roll on young people, is to turn them into devil worshippers; to stimulate self-expression through sex; to provoke lawlessness; impair nervous stability and destroy the sanctity of marriage. It is an evil influence on the youth of our country.

    Minister Albert Carter, 1956

    The free access which many young people have to romances, novels, and plays has poisoned the mind and corrupted the morals of many a promising youth; and prevented others from improving their minds in useful knowledge. Parents take care to feed their children with wholesome diet; and yet how unconcerned about the provision for the mind, whether they are furnished with salutary food, or with trash, chaff, or poison?

    Reverend Enos Hitchcock, Memoirs of the Bloomsgrove Family, 1790

  • João Márcio

    -

    16/2/2014 às 23:26

    Rodrigo, se você se incomoda em ser taxado de conservador, por que você não passa a dizer as diferenças entre você e um conservador? Acho que é mais fácil ir pela via da eliminação, porque tenho visto mais semelhanças do que diferenças…

  • Michelle Silva

    -

    16/2/2014 às 23:23

    Anos dourados da Era Vitoriana, em que masturbação era considerada doença? Espero que não.

  • Iane Kestelman

    -

    16/2/2014 às 23:10

    Excelente artigo, Rodrigo!
    É sempre bom lembrar que,muitas vezes,a libido escoa do erotismo para a perversidade. Aí, no meio de tanta promiscuidade só nos resta torcer para que o homem seja capaz de suportar tanta Pulsão de Morte sem destruir a si mesmo. E haja depressão, porque a despeito de tanto ” sexo”, a ausência de sentido torna o vazio existencial cada vez maior.

 

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