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16/05/2012

às 19:30 \ Vasto Mundo

Militares da reserva lançam contraofensiva diante da Comissão da Verdade

Amigos, este texto é do jornal Correio Braziliense, cuja leitura sempre costumo recomendar.

No final, depois da linha pontilhada, faço um acréscimo. O título original do texto vem abaixo:

Militares lançam contraofensiva

Almirante Veiga Cabral, presidente do Clube Naval (de terno): comissão própria para monitorar ações da Comissão da Verdade

Com a composição da Comissão da Verdade anunciada [e instalada oficialmente hoje no Palácio do Planalto], os militares da reserva — segmento na caserna que tem permissão para se manifestar politicamente — preparam ações para contrapor os trabalhos do grupo. No Rio de Janeiro, os três clubes militares estão trabalhando na criação de comissões paralelas, para acompanhar os movimentos do colegiado nomeado pela presidente Dilma Rousseff e produzir relatórios próprios. O

Clube Naval formou, há cerca de 15 dias, sua própria comissão. Em reunião na sexta-feira passada, ficou acertado que os clubes do Exército e da Aeronáutica também irão constituir grupos internos.

Os moldes e a forma de trabalho são inspirados na Comissão da Verdade: sete membros que irão monitorar as ações da comissão de Dilma Rousseff, produzindo relatórios e mantendo a caserna informada sobre as investigações. A intenção, segundo o almirante Veiga Cabral, presidente do Clube Naval, é contrapor as investigações sobre violações de direitos humanos ocorridas contra militantes, levantando informações sobre crimes ocorridos contra militares e seus familiares durante a ditadura.

“Para reconstituir a história, que é o que a lei diz ser o objetivo, é preciso ter as duas versões sobre os fatos. A maioria dos nomes escolhidos pela presidente têm uma ligação extrema com a esquerda e isso pode desequilibrar os resultados”, afirma o almirante.

Em Brasília, militares da reserva que coordenaram a reação à formação da Comissão da Verdade tentarão assegurar, por meios judiciais, que os convocados a depor no colegiado não tenham que se manifestar. O temor do grupo se deve à previsão, na lei, de que militares serão obrigados a colaborar com os trabalhos. “Queremos que o Supremo Tribunal Federal determine ao Legislativo que aperfeiçoe a lei para que diga as salvaguardas que teremos. Vamos usar nosso direito constitucional de permanecermos calados. Se depender da gente, essa comissão vai dar em nada”, afirma o coronel da reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, um dos autores do manifesto “Alerta à Nação”.

O coronel Moézia de Lima, que participou "com orgulho" do Doi-Codi durante a ditadura e é advogado, quer revogar a lei que criou a Comissão (Foto oglobo.globo.com)

O oficial da reserva prepara um mandado de injunção para assegurar que não haverá punições futuras resultantes dos fatos apurados pela comissão. “Como vamos acreditar que não haverá punição se a própria ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) diz que daquilo poderão sair processos criminais?”, questiona, em referência a declarações da ministra ao Correio Braziliense, em fevereiro deste ano.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Agora, sou eu de novo, o colunista, escrevendo.

O coronel Moézia — para refrescar a memória dos leitores — é o mesmo que declarou ao jornal O Globo que participou com “muito orgulho do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna)”, notório centro de torturas, durante o regime militar. E que admitiu, “sem sentir culpa”, a possibilidade de ter matado “alguns guerrilheiros” em supostas trocas de tiro.

Leia a reportagem de O Globo neste link.

O coronel, que também é advogado, impetrou ação popular para declarar inconstitucional a lei que criou a Comissão da Verdade (lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011). Leia no site Consultor Jurídico.

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73 Comentários

  1. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    23/05/2012 às 21:36

    Kucinski: ‘Jorrou dinheiro empresarial à repressão política’

    O depoimento de Claudio Guerra, em “Memórias de uma guerra suja”, detalha o envolvimento de empresários com a ditadura. Esse é o aspecto que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Campos, foram sequestrados em 1974 e integram a lista dos desaparecidos. Bernardo atesta: “Está tudo lá: empresas como Gasbras, White Martins, Itapemirim, grupo Folha e o banco Sudameris; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar bandidos com bonificações generosas”.
    Saul Leblon
    São Paulo – O livro ‘Memórias de uma guerra suja’, depoimento do ex-delegado do DOPS, Claudio Guerra, a Marcelo Netto e Rogério Medeiros, foi recebido inicialmente com certa incredulidade até por setores progressistas. Há revelações ali que causam uma rejeição visceral de auto-defesa. Repugna imaginar que em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro tenha cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo.

    O acordo que teria sido feito no final de 1973, se comprovado, pode se tornar o símbolo mais abjeto de uma faceta sempre omitida nas investigações sobre a ditadura: a colaboração funcional, direta, não apenas cumplicidade ideológica e política, mas operacional, entre corporações privadas, empresários e a repressão política. Um caso conhecido é o da ‘Folha da Tarde’, jornal da família Frias, que cedeu viaturas ao aparato repressivo para camuflar operações policiais.

    Todavia, o depoimento de Guerra mostra que nem o caso da usina dantesca, nem o repasse de viaturas da Folha foram exceção. Esse é o aspecto do relato que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski, que acaba de ler o livro. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Campos, foram sequestrados em 1974 e desde então integram a lista dos desaparecidos políticos brasileiros. Bernardo atesta:’ Esta tudo lá: empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas’.

    No livro, Claudio Guerra afirma que Ana Rosa e Wilson Campos – a exemplo do que teria ocorrido com mais outros oito ou nove presos políticos -tiveram seus corpos incinerados no imenso forno da Usina Cambahyba, localizada no município fluminense de Campos.

    A incredulidade inicial começa a cair por terra. Familiares de desaparecidos políticos tem feito algumas checagens de dados e descrições contidas no livro. Batem com informações e pistas anteriores. Consta ainda que o próprio governo teve acesso antecipado aos relatos e teria conferido algumas versões, confirmando-as. Tampouco o livro seria propriamente uma novidade para militantes dos direitos humanos que trabalham junto ao governo.

    O depoimento de Guerra, de acordo com alguns desses militantes, teria sido negociado há mais de dois anos, com a participação direta de ativistas no Espírito Santo. A escolha dos jornalistas que assinam o trabalho – um progressista e Marcelo Netto, ex-Globo simpático ao golpe de 64 – teria sido deliberada para afastar suspeitas de manipulação. Um pedido de proteção para Claudio Guerra já teria sido encaminhado ao governo. Sem dúvida, o teor de suas revelações, e a lista de envolvimentos importantes, recomenda que o ex-delegado seja ouvido o mais rapidamente possível pela Comissão da Verdade.

    Bernardo Kucinski, autor de um romance, ‘K’, – na segunda edição – que narra a angustiante procura de um pai pela filha engolida no sumidouro do aparato de repressão, respondeu a quatro perguntas de Carta Maior sobre as “Memórias de uma Guerra Suja”:

    Carta Maior – Depois de ler a obra na íntegra, qual é a sua avaliação sobre a veracidade dos relatos?

    Kucinski – As confissões são congruentes e não contradizem informações isoladas que já possuíamos. Considero o relato basicamente veraz, embora claramente incompleto e talvez prejudicado pelos mecanismos da rememoração, já que se trata da confissão de uma pessoa diretamente envolvida nas atrocidades que relata.

    CM – Por que um depoimento com tal gravidade continua a receber uma cobertura tão rala da mídia? Por exemplo, não mereceu capa em nenhuma revista semanal ‘investigativa’.

    Kucinski – Pelo mesmo motivo de não termos até hoje um Museu da Escravatura , não termos um memorial nacional aos mortos e desaparecidos da ditadura militar, e ainda ensinarmos nas escolas que os bandeirantes foram heróis; uma questão de hegemonia de uma elite de formação escravocrata.

    CM – Do conjunto dos relatos contidos no livro, quais lhe chamaram mais a atenção?

    Kucinski – O episódio específico que mais me chamou a atenção foi a participação direta do mesmo grupo de extermínio no golpe organizado pela CIA para derrubar o governo do MPLA em Angola, com viagem secreta em avião da FAB.

    CM – O que mais ele revela de novo sobre a natureza da estrutura repressiva montada no país, depois de 64?

    Kucinski – Fica claro que as Forças Armadas montaram grupos de captura e extermínio reunindo matadores de aluguel, chefes de esquadrões da morte, banqueiros do jogo do bicho, contrabandistas e narcotraficantes. Chamaram esses bandidos e seus métodos para dentro de si. Esses criminosos, muitos já condenados pela justiça, dirigidos e controlados por oficiais das Forças Armadas, a partir de uma estratégia traçada em nível de Estado Maior, executavam operações de liquidação e desaparecimento dos presos políticos, o que talvez explique o barbarismo das ações. Também me chamou a atenção a participação ampla de empresários no financiamento dessa repressão, empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha – que emprestou suas peruas de entrega para seqüestro de ativistas políticos -, e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas . Está tudo lá no livro.
    Fonte: Carta Maior
    Postado por SOA BRASIL às 12:43 Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut
    Marcadores: Brasil, Comissão da Verdade, Dilma, Ditadura, Golpe 64, Golpe empresarial, PT

  2. Corinthians

    -

    22/05/2012 às 18:28

    O documentário “Reparação” está disponível no YouTube, com o depoimento completo de Lovecchio e claro, informações de historiadores sérios, que não ganharam dinheiro do estado para criar uma verdade.
    Vale a pena ver (1h26m):
    http://www.youtube.com/watch?v=1OLG9NtXSAY&feature=player_embedded

  3. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    22/05/2012 às 14:29

    Corinthinas:
    Celso Lungaretti para mim tem total credibilidade – por mim encerrado o assunto.
    Abraços
    Pedro Luiz

  4. Corinthians

    -

    22/05/2012 às 1:17

    Pedro Luiz Moreira Lima – 20/05/2012 às 23:41
    “Realmente, por aqui poucos sabem que, através dos tempos, TODAS as vezes em que cidadãos comuns pegaram em armas contra tiranias registraram-se erros e acasos infelizes, sem que isto descaracterizasse o fundamental: o fato de uns estarem utilizando a violência DESMEDIDAMENTE para manter o despotismo e outros SELETIVAMENTE para o combater.”
    Nojento, afinal dizer que uns usavam a viol6encia de maneira desmedida, esquecendo dos justiçamentos dentre os próprios grupos terroristas e a também desmedida força em atentados, chega a ser no mínimo doentio em minha opinião.
    “MAS O PRÓPRIO HORÁRIO ESCOLHIDO ATESTA QUE HAVIA A INTENÇÃO DE NÃO FERIR NINGUÉM.”
    O que vale é a intenção, e não a irresponsabilidade. Quase deu vontade de inocentar quem colocou a bomba lá.
    Pelo menos o tal jornalista não desceu ao nível de dizer que eles lutavam por democracia e teve a coragem de fazer o que a maioria não faz – dar legitimidade a algumas vítimas, enquanto outras são chamadas de casualidades, erros, acasos…
    Mas também é só neste caso – afinal a credibilidade cai quando vemos o depoimento da boca da própria vítima http://www.youtube.com/watch?v=LgdeqcmAYNk – vale lembrar que por ser um erro, um acaso circunstancial, é claro que esta vítima não recebe Bolsa Ditadura, mas é claro também que quem colocou a bomba lá, o autor do atentado, recebe.
    E quando, claro, o tal jornalista não deixa de atacar a imprensa que não é sustentada pelo dinheiro estatal…

  5. Razumikhin

    -

    21/05/2012 às 9:23

    REPÚBLICA POPULAR DO BRASIL
    Àquela época – 1960,70 – o mundo vivia a guerra fria. Havia o medo, na maior parte da população brasileira, e o desejo, em uma outra pequena parte, que a revolução comunista chegasse até aqui. Se os vários movimentos revolucionários tivessem tido êxito, os comunistas teriam, talvez, conseguido arrancar à força uma parte da nação brasileira do “domínio imperialista” dos EUA. Eles teriam implantado, felicíssimos, a sua versão da “ditadura do proletariado” em nome da liberdade, é claro. Expurgos, guerra civil, pelotões de fuzilamento, fome, milhares de brasileiros mortos. No mapa do mundo se veria: Brasil do Norte e Brasil do Sul. Quem vivesse na parte Sul, estaria morando em alguma coisa semelhante à South Korea, com um IDH equivalente; e quem, por desgraça, estivesse morando na parte norte estaria chorando a morte de um Kim II-Sung tupiniquim.

  6. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    20/05/2012 às 23:41

    JORNAL DA DITABRANDA VENDE
    O MESMO PEIXE PODRE PELA 2ª VEZ!!!
    Celso Lungaretti (*)

    Sempre que estão em evidência no noticiário as atrocidades e execuções perpetradas pelo regime militar, as viúvas da ditadura requentam os mesmíssimos episódios de vítimas dos grupos armados, apostando na desinformação dos brasileiros.

    Realmente, por aqui poucos sabem que, através dos tempos, TODAS as vezes em que cidadãos comuns pegaram em armas contra tiranias registraram-se erros e acasos infelizes, sem que isto descaracterizasse o fundamental: o fato de uns estarem utilizando a violência DESMEDIDAMENTE para manter o despotismo e outros SELETIVAMENTE para o combater. E a indústria cultural tudo faz para que tal conhecimento continue restrito a minorias.

    No Brasil, para contrapor às muitas dezenas de episódios chocantes protagonizados pelas bestas-feras da ditadura, a extrema-direita utiliza invariavelmente os casos de Mario Kozel Filho e Alberto Mendes Júnior –lamentáveis, sem dúvida, mas CIRCUNSTANCIAIS, enquanto os carrascos abrigados no aparelho de estado implementaram uma política DELIBERADA de extermínio dos guerrilheiros, repetindo em menor escala a solução final dos nazistas para os judeus.

    Em março/2008, o jornalista Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo e em outros jornais nos quais sua coluna é publicada, colocou em evidência um terceiro episódio: o do jovem Orlando Lovecchio Filho, que teve a perna amputada depois de atingido pela explosão de uma bomba que a ALN deixou em março/1968 no estacionamento do Conjunto Nacional (av. Paulista), diante do consulado estadunidense em São Paulo.

    Na ocasião, ficou esclarecido que Gaspari não só atribuíra o atentado à organização errada (culpava a VPR) e às pessoas erradas (nomeou quatro mas duas eram inocentes, tendo uma delas, Dulce Maia, sido vitoriosa na ação que moveu contra o acusador leviano), mas também que Lovecchio PERDEU A PERNA PORQUE A REPRESSÃO DA DITADURA, SUSPEITANDO QUE ELE PUDESSE SER TAMBÉM UM PARTICIPANTE DO ATENTADO, INTERROMPEU O SOCORRO MÉDICO PARA INTERROGÁ-LO E, QUANDO O LIBEROU, HORAS MAIS TARDE, A GANGRENA JÁ SE ESTABELECERA.

    Lovecchio levou à Justiça um dos verdadeiros autores da ação, Sérgio Ferro, e PERDEU!

    A derrota judicial se deveu aos relatórios médicos que Ferro apresentou em sua defesa: o primeiro informando que o ferimento de Lovecchio era grave, mas existia possibilidade de recuperação. O segundo, que quando o atendimento foi retomado, horas mais tarde, sua perna já havia gangrenado, o que tornou obrigatória a amputação.

    Inacreditavelmente, quatro anos mais tarde o jornal da ditabranda, neste domingo (20), bate novamente na mesma tecla e esquece o que ficou evidenciado em 2008: A CRIMINOSA INTERRUPÇÃO DOS CUIDADOS MÉDICOS A UM FERIDO QUE, AINDA QUE FOSSE UM GUERRILHEIRO ATINGIDO PELA PRÓPRIA BOMBA, DEVERIA TER SIDO SOCORRIDO ANTES DE INTERROGADO.

    A nova manipulação jornalística tem o título de Vítima de bomba também espera receber reparação. E gasta muitas palavras para recapitular a explosão, menos o detalhe fundamental que levou a Justiça a rechaçar a acusação de Lovecchio contra Ferro. Constatem:

    “…Era 1h30 do dia 19, avenida vazia, lojas fechadas, consulado idem, quando o DKW desceu a rampa do estacionamento. Lovecchio estava com um primo e um amigo de Santos, que o visitavam. Lovecchio estava com um primo e um amigo de Santos, que o visitavam.

    Um cano tampado com papel kraft. Saída do prédio. Fumacinha. Acabam aí as lembranças. Lovecchio não ouviu nada, não viu clarão.

    Quando acordou, estava deitado no chão, cercado por pessoas perguntando-lhe isso e aquilo. Achou estranho que a sola do sapato estivesse ‘olhando’ para ele.

    Os jovens foram os primeiros suspeitos do atentado. Nos jornais dos dias seguintes, a polícia avisava: a explosão podia ser um ‘acidente de trabalho’. Os três do DKW entraram na mira da Polícia do Exército e do Dops.

    Internado no Hospital das Clínicas, Lovecchio lutou para controlar a infecção na perna dilacerada. Os pais dele recusavam-se a aceitar a hipótese de amputação. ‘Mas já estava gangrenando’”.

    Para quem quiser recapitular a polêmica de 2008, eis os artigos que então lancei, aqui, aqui e aqui.

    A narrativa folhetinesca e choramingas, calibrada para indispor os leitores com os antigos resistentes, admite que Lovecchio foi inicialmente tido como suspeito, omite o restante e ainda registra sem comentar que o atentado se deu em plena madrugada, num estacionamento quase vazio.

    Ou seja, tanto quanto o carro-bomba lançado contra o QG do II Exército, FOI UMA DESNECESSÁRIA E CONDENÁVEL DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA, MAS O PRÓPRIO HORÁRIO ESCOLHIDO ATESTA QUE HAVIA A INTENÇÃO DE NÃO FERIR NINGUÉM.

    Ignoro se a ALN reconsiderou a conveniência de tais ações, mas a VPR o fez, no Congresso de Mongaguá, em abril de 1969, do qual participei. E dou meu testemunho: a morte do recruta Kozel era bastante lamentada pelos companheiros de origem militar, que estimavam –e muito!– os subalternos. Até por quase todos serem antigos sargentos e cabos, acostumados a ZELAR pelos recrutas, um ano depois continuavam cheios de remorsos.

    Sentimento de pesar compartilhado pelo próprio Lamarca, que ainda não ingressara na VPR quando o atentado ocorreu: embora tivesse chegado a capitão, ele identificava-se mesmo é com a soldadesca, afirmando amiúde que se diferenciava dos outros oficiais por ser filho de sapateiro, e não de famílias burguesas ou de classe média.
    * jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

  7. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    20/05/2012 às 21:45

    Impressionante:
    Enquanto falamos de Direitos Humanos – os que vivem na escuridão unica oportunidade de se esconderem da verdade – continuam a falar as mesmas palavras do ódio.
    Que pessoas infelizes,que pessoas isoladas.Não lhes presto solidariedades e pelas atitudes e palavras – o absoluto Desprezo pelas Covardias que praticaram no passado e ainda insistem tomar no presente.
    O chargista da Folha de S.Paulo merecia um premio por sua charge de Quinta ou Sexta:
    Os 3 Ministros Militares comentando entre si a instalação da Comissão da Verdade:
    Aeronautica – “Detesto solenidas”
    Marinha – “Sim,é muito chato!”
    Exercito – “Para mim,Uma Tortura!”
    Fantástico!
    Pedro Luiz

  8. Tico Tico

    -

    20/05/2012 às 20:23

    Enquanto tivermos militares de direita, as coisa estarão mais ou menos bem. Se houver a implantação de hegemonia esquerdista pelo método gramsciano nos quartéis, a médio prazo teremos uma geração de tenentes vermelhinhos. Aí então, poderemos enfiar a viola no saco.

  9. wilson

    -

    19/05/2012 às 11:36

    Só resta ao SA e Balilas “indignados” molestar as
    famílias e os adversários.
    Maria do Rosário Taurus não é boba, e quer sangue
    muito sangue, pois será certo que alguém não vai ter paciência e pronto a tragédia e ainda vão dizer que só estavam protestando.
    Esta gente parece o Cavaleiro em armas que vai libertar a donzela sabendo que ela e o dragão dormem em cavernas separadas.
    Não é só aqui o Baltazar Carzon o justiceiro enquanto perseguia ditadores dieitistas era só
    aplausos, mas eis que na Espanha as famílias de
    espanhóis desaparecidos,mortos pelo Fidel foram
    cobrar a mesma justiça e aí a defensor dos frascos
    e comprimidos de um lado só falou – não brinco mais!
    Para mim Ustra e Lamarca são meliantes.

  10. carlos mattos

    -

    18/05/2012 às 22:40

    Nao deve ser dificil, encontrar os crimes da **** e so jogar para fora, dai ela demite a comessao da verdade, que ela formatou

  11. carlos mattos

    -

    18/05/2012 às 22:30

    Digamos que os bombeiros, se afastem do local depois de apagar um incendio, mas, por descaso com uma pequena brasa, o fogo se aviva e se transforma em um grande, maior incendio e o fogo acaba destruindo tudo de novo, isto e o que a anta esta querendo fazer, e ate esta assoprando a brasa, esta mui e porralouca, ja disse isto uma porcao de vezes, porra louca

  12. Luiz

    -

    18/05/2012 às 14:15

    Caro Sr. Pedro Luiz Moreira Lima espero que seu pai, o grande brigadeiro Rui Moreira Lima, seja ouvido na comissão e relate a traição que foi o golpe de 1964. Caso não consiga deve tentar duas alternativas. Falar na comissão da verdade dos deputados federais, que tem como membros os deputados domingos dutra e luiza erundina entre ou na comissões estaduais que estão se formando.

  13. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    18/05/2012 às 8:31

    Querido José Vicente Filho: sugiro-lhe que crie um Blog e, através de argumentações lógicas, defenda as Forças Armadas, porque sem elas nenhum País sobrevive. Avise-nos, nesse lindo espaço que o Setti reserva-nos, para exercitarmos a nossa Liberdade, quando realizar esse ATO DE AMOR À PÁTRIA. Permite-nos, amado democrata? Tranquilize-se, pois não haverá mais conflitos armados: O NOSSO PODER É A BOA-PALAVRA e o veículo ideal é a INTERNET-LIVRE. O Exército-dos-Justos já convocou-nos: vamos participar! Atenção: quem atira ovos e tomates em irmãos, passará por graves dificuldades financeiras, visto que os alimentos são benditos e nada fica impune, no Universo. Abbraccio!

  14. Marcelo

    -

    18/05/2012 às 3:49

    Retribuo em dobro as palavras que me dirigiu em seu comentário sórdido, cafajeste e mentiroso. Suma deste blog.

  15. Marcelo

    -

    18/05/2012 às 3:46

    Duvido que essa comissão da meia verdade vá falar sobre os assassinatos cometidos pelos terroristas. Mais de 120 pessoas mortas e sabe-se lá quantos torturados pelos comunas que queriam transformar o Brasil numa ditadura comunista.

  16. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    18/05/2012 às 2:43

    João Vicente Filho:
    “O povo desarmado merece o respeito das forças armadas.”
    “O soldado não conspira contra as Instituições pelas quais jurou fidelidade, se o fizer trai seus companheiros e pode desgraçar a nação.”
    Não é o Exército que o convocará – estamos dentro de um Estado Democratico de Direito, a Constituição diz que o COMANDANTE EM CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS É O PRESIDENTE DA REPUBLICA e as FOrças Armadas devem a Presidencia da Republica por juramento: lealdade e subordinação.
    Acabou-se o tempo de golpes,quarteladas pricipalmente ameaças – não existe ninguém,fora e mesmo dentro do país a embarcar em novas ditaduras.
    As Forças Armadas nada mais têm haver com seus ex chefes que não honraram suas fardas e juramentos,cometendo todos os crimes contra a DIGNIDADE HUMANA.É a eles que está disposto a proteger ou a uma Força Armada apesar de todas as dificuldades que protegem nossa Amazonia pelos rios,terra e ar,MAR TERRITORIAL…Não apenas proteção armada mas levando saude,infraestrura e integrando o país.
    É essa Força Armada que o Povo Brasileiro ama e admira – MILITAR,LEGALIDADE e DIREITOS HUMANOS ANDAM JUNTOS E NUNCA SEPARADOS.
    Não existe o ódio existe apenas o Direito Sagrado, esse sim um Direito Sagrado, de saber como e onde estão os corpos de pessoas torturada,mortas e desaparecidas, de saber os locais de torturas, de saber quais os crimes e acusações que geraram tantas perseguições e finalmente resposaveis diretos e indiretos de tais atos contra a DIGNIDADE HUMANA.
    Não informar,negar informação aí sim é ódio e unilateral – esta apenas o lado de voces.
    A Nação Brasileira esta apenas a procura da Verdade e História e as Forças Armadas são também POVO e em sua maioria atrás também da Verdade , História e a Legalidade.
    Faça uma visita ao Mausoléo do Monumento aos Pracinhas: verá nas paredes nomes de tripulantes,passageiros e os primeiros soldados mortos do exército enterrados no mar – sem declaração de guerra 32 navios brasileiros afundados pelo Nazifascismo.Por volta de 500 sepulturas de jovens que deram suas vidas pela Liberdade e Soberania do Brasil.
    Caso seja convocado que seja pela defesa da Pátria contra um Inimigo Externo – o Povo Brasileiro jamais voltará a ser considerado novamente em nome de uma Imoral e Moribunda “Lei de Segurança Nacional” como Inimigo Interno,ESSE TEMPO PASSOU!
    Pedro Luiz

  17. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 21:37

    Viu ReynaldoBH,SergioD – não existe como parar numa democracia a busca pela VERDADE especialmente quando a juventude assume esse compromisso,estou com eles.

    Jovens mobilizam-se contra Lei da Anistia

    Por Cristiane Agostine

    Em frente à empresa de segurança privada Dacala, na zona sul da capital paulista, dezenas de militantes do Levante Popular da Juventude protestam contra o proprietário, David dos Santos Araújo, ex-agente de repressão do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi). Com o microfone em mãos, a estudante Lira Alli ataca Araújo, o capitão Lisboa. “O dono desta empresa é um torturador. É importante que todas as pessoas que moram aqui perto saibam. Ele assassinou, estuprou, prendeu e torturou pessoas que lutavam contra a ditadura”. O protesto, realizado em 26 de março, destinou-se a marcar os 48 anos do golpe militar.

    Quase dois meses depois, às vésperas da instalação da Comissão da Verdade, em Brasília, o jovem Edison Rocha Junior é um dos que protestam no Guarujá (SP) em frente ao prédio onde mora o tenente coronel reformado Maurício Lopes Lima, apontado como torturador na Operação Bandeirante da presidente Dilma Rousseff e de Frei Tito. “Estamos aqui para denunciar à vizinhança e à sociedade que neste endereço, no apartamento 23, mora um torturador”, diz Junior. As palavras foram repetidas por dezenas de manifestantes. No protesto, na segunda-feira, jovens pixaram “Aqui mora um torturador no apartamento 23 A” e colocaram faixa no edifício com a mesma inscrição.

    Lira Alli, de 23 anos, e Edison Rocha Junior, de 26 anos, são dois dos articuladores do Levante Popular da Juventude, que promove atos conhecidos como “esculachos” contra torturadores e agentes de repressão da ditadura. O grupo realizou dois grandes protestos nacionais. No primeiro, em março, fizeram ações em dez Estados. No segundo, nesta semana, em onze Estados. Em ambos, reuniram centenas de jovens. Em março, participaram também de protesto organizado pelo cineasta Silvio Tendler no Clube Militar, no Rio de Janeiro.

    O movimento divulga na internet a foto, o endereço e a acusação contra agentes da repressão militar e cobra punição. “Não queremos fazer justiça com as próprias mãos”, diz Lira. “Não é uma ameaça direta aos torturadores. Mas não quero morar ao lado de um torturador, estuprador”, afirma Junior.

    O grupo de jovens, ligado à Via Campesina, começou a se organizar no Rio Grande do Sul em 2006 e ganhou força em 2011, com a participação de estudantes secundaristas, universitários e jovens da periferia. Muitos já participavam de outros movimentos sociais, como Junior e Lira, que se conhecem há dez anos. No início do ano, um acampamento do Levante Popular da Juventude reuniu no Rio Grande do Sul mais de 1,2 mil pessoas.

    Com a instalação da Comissão da Verdade, as manifestações devem se intensificar. Para integrantes do Levante Popular da Juventude, se não houver pressão popular a comissão corre o risco de ser esvaziada. “Quando os crimes forem se revelando, vai ficar cada vez mais clara a necessidade de Justiça. A verdade pede a justiça. A Comissão da Verdade foi criada só para esclarecer o que aconteceu. Por isso é preciso pressão popular para cobrar a punição”, analisa Junior.

    Os protestos são organizados na surdina, para que militares, os “alvos” dos jovens, não desarticulem as manifestações. “Garantir o sigilo é fundamental. Se as informações vazarem, isso pode nos prejudicar”, explica Junior. “Protestamos contra militares aposentados, figuras perigosas”, afirma. Um grupo pequeno, de três a sete pessoas, fica responsável por descobrir o endereço dos agentes que atuaram na repressão na ditadura e por mobilizar os jovens em todo o país. Um dia antes – ou mesmo horas antes- do protesto, esse grupo se reúne com os manifestantes, diz quem será o alvo da vez e dá instruções. As redes sociais são usadas com moderação. “As conversas têm de ser olho no olho, à moda antiga”, diz Junior. Os gastos com os protestos são poucos, com a compra de tinta para as pixações e faixas. Os recursos são arrecadados com a venda de camisetas e uma “vaquinha” entre os participantes.

    Diferente de outros movimentos que lutam pela punição dos torturadores, formado por familiares de ativistas mortos pelo regime militar e desaparecidos políticos, grande parte dos integrantes do Levante Popular da Juventude não teve parentes mortos ou torturados. A maioria também não é vinculada a partido. “Temos outras bandeiras de mobilização. Nossa pauta é a memória e a justiça, mas foi a defesa da punição dos torturadores que nos tornou mais conhecidos”, explica Junior. “Acho que esse protesto [de expor os agentes da repressão] é algo novo”. Analista de suporte de informática, o jovem afirma ter participado de protestos contra o genocídio da juventude negra, luta por cotas nas universidades e por melhores condições de vida na zona leste de São Paulo, onde vive, entre outros.

    Junior, no entanto, lembra que seu pai, morto em 2002, foi preso pelo regime militar quando trabalhava como metalúrgico no ABC paulista. “Ele era da comissão de fábrica da Ford e foi preso sob acusação de dano ao patrimônio. Os operários sofriam uma repressão diferente. Eram acusados de crimes comuns, não de subversão. Não eram considerados presos políticos”. Lira diz ter convivido com amigos de seu pai, militante do movimento estudantil, que foram perseguidos e torturados.

    “Mas a nossa luta não é por um sentimento pessoal. É uma questão política”, diz Junior. Os dois jovens, tidos como os porta-vozes do movimento, veem reflexos na sociedade da falta de punição aos torturadores. “A polícia continua a militar. Essa é uma das principais causas da violência contra a juventude pobre e negra da periferia”, analisa Lira. Junior reforça: ” Isso abre espaço para que a Polícia Militar, para que e grupos especiais da PM se tornem máquinas de matar. A não investigação de grupos de extermínio da polícia é fruto da ditadura. Ninguém faz nada contra quem tortura e mata”.

    Na luta pela punição dos torturadores, Lira diz que a pergunta mais frequente que ouve é: “Por que você não vai combater a corrupção?”. “Digo para essas pessoas que se organizem e lutem contra a corrupção se é isso que lhes importa. Cada um elege sua prioridade. Para nós agora é o momento oportuno para se reescrever a história do Brasil”.
    Pedro Luiz

  18. José Vicente Filho

    -

    17/05/2012 às 21:27

    Sou militar da reserva e acho que essas atitudes revanchistas dessa “presidenta” vai terminar em ódio. Já tem gente se achando no direito de jogar ovos em generais aposentados, profissionais que merecem respeito por passar suas vidas defendendo a pátria. Já registro aqui que os comunas vão perder mais uma vez. Se o exército me convocar serei voluntário.

  19. SCF

    -

    17/05/2012 às 21:24

    Prezado SergioD, entendo sua posição, mas o caso do Brasil não é comparável com Ale/Ita. As realidades geo-socio-politica-economicas eram diferentes, a maturidade da democracia e suas instituições eram MUITO diferentes, e a escala do terrorismo lá era muito menor que no Brasil. E, para finalizar, a Europa estava CHEIA DE AMERICANOS, que não iam deixar a coisa degringolar de jeito nenhum. Conclusão: a ditadura militar foi um mal necessário para evitar a inevitável ditadura comunista. Abs,

  20. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 21:17

    AGRADECO A TODOS QUE COMBATERAM A DITADURA CIVIL MILITAR _ CORRECAO!
    Pedro Luiz

  21. Corinthians

    -

    17/05/2012 às 20:54

    SergioD – 17/05/2012 às 18:52
    Apesar de nossas disias devo seguir o Setti e elogiar este comentário. É a mais pura realidade – e coloca de forma sucinta o que acontecia tanto aqui quanto lá.

    P.S. Fiquei meio receoso de colocar, mas acho válido lembrar meu pesar de que Battisti foi “anistiado” aqui no Brasil….

  22. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 19:00

    Amigo SergioD:
    Entendi seu reparo mas fico como meu – não acredito na “boa formação” dessas pessoas,considero-as de Péssima Formação e Informação.
    Fico com as opiniões de Mirian Leitão e Paulo Moreira Leite – não separo BONS COMBATENTES de MAUS COMBATENTES – todos lutaram contra uma Ditadura Cruel e Assassina.
    Agradeço a todos os combatentes da Ditadura Civil Militar pela DEMOCRACIA que vivemos hoje.
    A todos perseguidos,torturados,mortos e desaparecidos – a História contará suas Lutas e seus nomes como Heróis da Pátria.
    Os da Ditadura – tantos os civis e militares no lixo da história.
    Meu abraço de amigo a voce SergioD.
    Pedro Luiz

  23. Tuco

    -

    17/05/2012 às 18:56

    .

    Essa tal Comissão da Verdade chega em boa
    hora… Boa hora para tirar um pouco de foco
    dos escândalos que incendeiam este País. Só
    se presta a esse mister!
    “Verdade” de interesses, no Brasil cola.


    .

  24. SergioD

    -

    17/05/2012 às 18:52

    José Louis, os governos democráticos da Alemanha e da Itália, durante a década de setenta, souberam lutar contra grupos terroristas muito mais violentos que os grupos de esquerda daqui sem abrir mão do direito e das liberdades democráticas. A luta contra os grupos que pegaram em armas contra o regime militar não era justificativa para punir todo um povo com a falta de liberdade.
    Abraços

    SENSACIONAL seu comentário, caríssimo SergioD. É isso aí!

    É uma triste herança autoritária a nossa, no Brasil, de achar que uma série de coisas só podem ser resolvidas por regimes autocráticos ou ditadoriais. Ditaduras não resolvem nada — além de roubarem direitos dos cidadãos, seus efeitos deletérios duram por vezes décadas depois que elas se vão.

    Um abraço e parabéns pela observação.

  25. SergioD

    -

    17/05/2012 às 18:44

    Ricardo, quando entro pelo navegador não há nenhum problema em ver os vídeos. Quando entro pelo aplicativo da Veja é que não consigo ver os vídeos. O problema do comentário anterior é a dificuldade de rever os textos. Por isso acabam passando erros imperdoáveis, o que já não acontece num computador comum.
    Mais uma vez obrigado e abraços.

  26. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 18:05

    Setti,SergioD,ReynaldoBH,Luiz;
    Estão assim com a Comissão da Verdade se iniciando e imaginem em ação – os crimes,perseguições do Estado e seus agentes terão nome e sobrenome e não mais apelidos,não é Verdade,Dr.Tibiriça na realidade Ustra.Aí o panico será geral.
    Respeito sua posição Setti,SergioD e ReynaldoBH mas a Lei da Anistia de 1979 pode ser mudada sim – basta pressão popular e deputados\senadores a mudarem constitucionalmente.
    A tortura ainda pratica comum em delegacias,presidios e até estabelecimentos comerciais, só terá fim quando seu agentes de todos os níveis souberem que ao serem descobertos terão PUNIÇÃO,coisa até hoje IMPUNE.
    Abraços do amigo
    Pedro Luiz

  27. José Louis

    -

    17/05/2012 às 17:42

    Primeiro quero dizer que não aprovo ditadura nenhuma e acho que os direitos humanos devem ser respeitados sempre.Mas os militares tem que se defender, mostrar que lutaram para impedir que aqui fosse instalada uma ditadura de esquerda.E o jeito, naquele momento histórico, foi com outra ditadura, de direita.Naquele período, o mundo estava sofrendo o assédio dos comunistas que queriam espalhar sua ideologia e para isso, treinavam os jovens idealistas para se tornarem guerrilheiros e fazer terrorismo, visando desestabilizar os governos democráticos afim de tomar o poder,com isto, os militares tinham que permanecer no poder até passar essa onda,que foi o que aconteceu, então eles passaram novamente o poder aos civis, de forma pacifica e civilizada.Os meios que foram usados são realmente condenáveis,mas foram os meios usados pelo aparelho do estado, não acho que se possa condenar pessoas por obedecer ordens do estado.
    Mas, como são falsos esses esquerdas,lutaram para implantar uma ditadura e agora dizem que era por democracia.
    Porque não lutaram pelos meios legais?
    Porque foram treinar guerrilha bem antes dos militares tomarem o poder?
    Porque mataram pessoas inocentes?
    Como meia duzia de “gatos pingados” poderia impor sua ditadura aos outros brasileiros? Só pela força bruta e pelo terrorismo mesmo.
    Porque eles sempre querem impor seus pontos de vista?
    Porque eles é que tem que decidir o que é bom para o povo e não o próprio povo? O povo não é burro e eles não são os iluminados,se assim fosse a antiga URSS não teria se desintegrado e Cuba e Coréia do Norte seriam paraísos terrenos e não estados miseráveis, que não conseguem produzir nem o alimento suficiente para seu próprio povo.
    Porque, se eles queriam um país melhor, com melhor distribuição de renda,agora se atiram com voracidade sobre as indenizações que o estado lhes dá e que são tiradas dos impostos que todos,até o mais pobre dos brasileiros, pagam?Porque não renunciam a isso e vamos aplicar esse dinheiro em melhores hospitais e escolas para nosso povo?
    E se eles ja processaram o estado porque agora querem processar individuos que só estavam cumprindo ordens?
    Porque a sociedade tem que ser progressista?Moralmente eu acho que estávamos bem, antes dos esquerdas subirem ao poder, agora ja descemos muito na escala moral. Nunca antes nesse país houve tanta roubalheira,a corrupção está generalizada
    , institucionalizada, hoje nossa sociedade está “regressista”. Temos que ser progressistas no sentido de gerar mais riquezas e de melhor aplicar o dinheiro dos impostos em favor desse povo e não que esse dinheiro vá parar no bolso dos corruptos.
    E só mais uma coisa, você disse que te roubaram parte da tua vida,mas o povo não está sendo roubado continuamente quando lhe falta escola,saúde,segurança, etc? E ainda, uma minoria influente e barulhenta, quer lhe impor,na base do grito, leis e ideologias que são contra os principios que esse povo preza.

  28. SergioD

    -

    17/05/2012 às 17:41

    Ricardo,continuo apanhando do meu tablet. Por favor, não publique o meu comentário dasn17:31.
    Obrigado

    Suprimi, a seu pedido, o comentário mencionado. Você está tendo dificuldade de ver vídeos do blog em seu tablet? Um outro leitor me avisou hoje desse problema.

    Abraços

  29. SergioD

    -

    17/05/2012 às 17:23

    Pedro, eu quiz dizer boa formação educacional, o que não tem nada haver com formação cultural, espiritual e cívica. Que fique bem entendido. Boa formaçãomno sentido de terem a capacidade de discernir o que é certo e o que é errado.
    Angelo, se você já leu algum comentário meu sobre a luta armada aqui no blog poderia ter visto que fui e sou contra a ação dos grupos que pegaram em armas contramo governo militar. Em minha opinião, e discordo do Pedro sobre isso, eles acabaram justificando o aperto da repressão e o consequente retardo no retorno à democracia. Portanto não posso viver do sangue alheio. Também não sou revanchista pois sou a favor que se mantenha a lei da anistia, principalmente porque não haveria como punir todos aqueles que torturaram e mataram em nome do regime militar. Muitos deles, inclusive seus mandantes maiores,,já morreram.
    Mantenho o que disse. A grande maioria dos que partiram para a luta armada foram investigados, processados, presos, torturados ou mortos, o que ocorreu também com gente que se criticava o regime se pegar em armas para isso. Isso não aconteceu e, em nome da lei da anistia, não deve ocorrer. Mas é necessário que suas ações venham a público, uma vez que as ações da esquerda naqueles tempos é mais do que conhecida.
    Abraços a ambos.

  30. Corinthians

    -

    17/05/2012 às 16:37

    Dada as declarações e entrevistas estapafúrdias de vários membros da comissão, ridicularizando a própria lei que criou a comissão, o que mais esperar ?
    Só não acho que devamos desconsiderar a argumentação por que o autor não é uma boa pessoa. Por incrível que pareça, esta pessoa que tem orgulho de ter participado de um instrumento de tortura e prisões políticas está certo.
    Ou alguém aí consegue responder a pergunta dele ?

  31. SCF

    -

    17/05/2012 às 16:33

    Prezado Setti, essa reação dos Clubes Militares era prevista, visto que a vontade dessa gentinha que está em Brasília há 10 anos é uma só: vingança! O discurso melífluo da presidente, de reconciliação e outros blábláblás, é uma mentira da primeira à última palavra, pois eles vão fazer de tudo para caluniar, difamar, e se possível punir aqueles que defenderam o Brasil do comunismo internacional. Abs,

  32. Esron Vieira

    -

    17/05/2012 às 16:30

    Não sou à favor desta comissão da verdade. Ela apenas convalida uma lei absurda criada pelos covardes, a fim de sairem incolumes dos crimes cometidos contra os direitos humanos.
    Nenhum pais decente do planeta daria perdão e aposentadoria a um cidadão como este da foto. Só aquí.
    Não vejo nenhuma diferença entre os torturadores brasileiros e os oficiais da “SS”. Todos se consideravam a nata, limpando o lixo e cumprindo ordens.
    Como já foram cochorros do Tio Sam,(vide Pinochet), existem prerrogativas e artificios que alivian-nos.
    Caso fossem criminosos contra a humanidade, não alinhados às vontades da agiotagem internacional, caberiam-lhes o tribunal da Holanda. Aí não seria revanchismo.

  33. LÉO MEDEIROS

    -

    17/05/2012 às 16:04

    “Na frente dos pais, fatiaram o corpo do rapaz em partes e concluíram por facadas no coração. Deixaram claro que era uma represália para servir de escarmento a quem auxiliasse a tropa que os perseguiam.”

    Os autores da ‘façanha’ foram os terroristas da APML/PC do B, durante a Guerrilha do Araguaia, instaurada para implantar uma ditadura comunista no Brasil
    Quem conta é Jarbas Passarinho, ex-coronel, ex-ministro da Educação, ex-governador do Pará e ex-senador.

    SERÁ QUE A TAL COMISSÃO DE VERDADE DA PETRALHADA SABE DISTO?

  34. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 15:57

    ZULEIKA CELESTINO – PRESENTE!
    De O Popular

    Comissão

    A morte veio antes da verdade
    Zuleika Celestino, ícone da luta para esclarecer crimes, morre no dia da posse de comissão

    Maria José Silva 17 de maio de 2012 (quinta-feira)

    Era por volta das 10h30 de ontem quando a presidente Dilma Rousseff instalou a Comissão da Verdade, responsável por apurar as violações aos direitos humanos ocorridos entre os 1946 e 1988, período que inclui os anos sombrios da ditadura militar. Numa infeliz coincidência, duas horas antes morria em Goiânia, aos 97 anos, a professora aposentada e bacharel em Direito Zuleika Borges Pereira Celestino, mãe de Paulo de Tarso Celestino, advogado desaparecido em 1971 e nunca encontrado.

    A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e foi marcada por muita emoção. Presa política e torturada durante o regime militar, Dilma Rousseff, mesmo emocionada a ponto de apertar a boca para conter o choro que olhos marejados revelaram, repudiou o revanchismo nas investigações. Escudada por quatro ex-presidentes (Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula), Dilma defendeu o direito de os familiares enterrarem os mortos durante o regime militar.

    Visto com vida pela última vez em uma casa em Petrópolis (RJ), Paulo de Tarso integra a lista dos 15 mortos e desaparecidos em Goiás, nos porões da repressão. Durante os últimos 41 anos, Zuleika Celestino chorou a morte violenta e misteriosa do filho, sem sepultá-lo.

    A falta de respostas nos primeiros anos após o desaparecimento e a certeza da execução após sessões exaustivas de tortura conferiu à mãe do jovem militante uma tristeza profunda, nunca superada. Ontem, enquanto velava o corpo de Zuleika Celestino no Cemitério Jardim das Palmeiras, a nora dela, a professora Célia Maria Tavares Celestino, de 61, disse que o desaparecimento trágico alterou de forma significativa o comportamento da sogra. “Ela nunca mais foi a mesma. Viveu sem cultivar um mínimo de esperança.”

    Enquanto Zuleika Celestino recolhia-se em casa, o marido dela, Pedro Celestino da Silva Filho, na companhia do filho, Pedro Celestino da Silva Neto, percorreu várias instituições em diferentes Estados na busca incessante de pistas que levem aos restos mortais do jovem militante. Todas as procuras, conforme Célia Tavares Celestino, foram em vão. Como Zuleika Celestino, pai e filho morreram sem conseguir da União a confirmação concreta da execução e sem localizar os restos mortais da vítima.

    Dramas como o de Zuleika Celestino foram vividos por familiares de outros desaparecidos políticos. Em fevereiro de 2006, uma fatalidade ocorrida na BR-060, pôs ponto final na obstinação cultivada ao longo de 36 anos pela assistente social Maria de Campos Baptista, mãe de Marcos Antônio Dias Batista, desaparecido em 1970, quando tinha apenas 15 anos.

    Aluno do Colégio Lyceu de Goiânia, Marcos Antonio Dias Batista começou a participar de manifestações contra o regime militar em 1968. Logo em seguida, ingressou-se no Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, movimento conhecido como Var Palmares, , da qual fez parte a presidente Dilma Rousseff. No final de 1968 e meados de 1969, após a promulgação do Ato Institucional número 5, Marcos Antonio passou a viver na clandestinidade.

    O irmão dele, o jornalista e bacharel em Sociologia Renato Dias Batista, conta que Marcos Antonio refugiou-se no Norte de Goiás, hoje Tocantins, até ser preso, torturado e considerado desaparecido. Ele foi visto com vida pela última vez em maio de 1970, em Goiânia.

    Mulher de temperamento forte, Maria de Campos Baptista, fez “o possível e o impossível” para que o governo federal lhe desse respostas sobre o paradeiro do filho desaparecido. “Ela dedicou-se de corpo e alma à causa, visitou presídios e exigiu que as autoridades lhes fornecessem informações”, lembra o jornalista, destacando que a mãe integrou o Comitê da Anistia, entre 1979 e 1980, e participou ativamente do processo de abertura dos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social, em 1995.

    A saga da assistente social chegou ao fim logo depois de uma audiência com o então vice-presidente da República e ministro da Defesa, José de Alencar, determinada pela Justiça. Quando retornava para Goiânia com a perspectiva de que a família fosse agraciada com o completo desvendamento do caso, Maria de Campos Baptista morreu em um acidente automobilístico. “Temos o direito à verdade e à memória”, sublinhou.

    Os integrantes da Comissão da Verdade têm dois anos para apurar devidamente os casos de repressão e dar respostas aos familiares das vítimas. Mas nem todos acreditam que terão acesso ás informações precisas sobre as execuções e aos restos mortais das vítimas. “Não creio que a equipe trará à tona essa parte sombria da história”, disse em tom de cansaço, a aposentada Terezinha Souza Amorim, de 64 anos, irmã de Divino Ferreira de Souza, estudante secundarista desaparecido em 1966, com 22 anos.

    Ao lado da mãe, Terezinha Amorim não mediu esforços ao longo dos anos para descobrir as circunstâncias da execução do irmão. As duas chegaram a recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os outros desaparecidos são: Marcos Antonio Dias Batista, Honestino Monteiro Guimarães, Divino Ferreira de Souza, Durvalino de Souza, Ismael Silva de Jesus, Ornalino Cândido da Silva, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Ruy Carlos Vieira Berbert, Boanerges de Souza Massa e Arno Preis.

  35. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 15:51

    Setti para seu conheciemto e de todos.
    Da Carta Maior

    Governo quer incluir 370 camponeses na lista de vítimas da ditadura
    Do período pré-golpe ao da redemocratização, 858 camponeses foram mortos no campo brasileiro. Do total, 370 são sindicalistas e lideranças de lutas coletivas. Mas a Comissão de Mortos e Desaparecidos reconhece apenas 17 trabalhadores rurais entre as 457 vítimas oficiais da ditadura. “Esses camponeses são os desaparecidos dos desaparecidos”, diz coordenador do Projeto Memória e Verdade, Gilney Viana.

    Najla Passos

    Brasília – O governo quer incluir pelo menos 370 camponeses, assassinados entre 1961 e 1988, na lista oficial de mortos e desaparecidos da ditadura militar. São, principalmente, sindicalistas e lideranças de lutas coletivas que tombaram em decorrência da política repressora dos militares. Segundo o coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Gilney Viana, a invisibilidade dos trabalhadores rurais é tão grande que eles foram alijados, até mesmo, das leis da Anistia, de 1979, e da Comissão de Mortos e Desaparecidos, de 1995, criadas para reparar a violência cometida pelos agentes de estado, durante o regime. “Esses camponeses são os desaparecidos dos desaparecidos”, afirma.
    Autor do estudo que levantou nomes e biografias dos trabalhadores rurais mortos e desaparecidos, Gilney atesta que, de 1961, o chamado período pré-ditadura, até 1988, o da redemocratização, 858 camponeses foram, comprovadamente, assassinados no campo brasileiro. Além dos já 370 já catalogados pela pesquisa como vítimas do regime, há outros 488 casos em que não há informações suficientes para que seja feita a caracterização como tal.

    O curioso, segundo ele, é que apenas 15% deles foram assassinados diretamente pelos agentes de estado. A maioria foi morta por jagunços e milícias a serviço dos latifundiários. “Mesmo no auge da ditadura, a repressão no campo foi praticamente majoritariamente pelos agentes privados. Os militares terceirizaram a repressão aos camponeses. Por isso, é tão difícil para os familiares dessas vítimas comprovarem a responsabilidade do Estado sobre os assassinatos”, acrescentou.

    Nas palavras da deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão convocada pela Comissão Parlamentar da Verdade para discutir o tema, “o estado alimentava a mão armada do latifúndio para substituí-lo na execução dos crimes”. Segundo ela, esses crimes precisam ser reconhecidos e punidos, para que a cultura da violência não perpetue no país. “A democratização não significou o arrefecimento da repressão no campo. A terra e seus trabalhadores continuam sendo tratados como pertences de uma pequena elite”, denunciou.

    Giley Viana atestou que, de fato, o número de camponeses assassinados após a Lei da Anistia e no chamado período de redemocratização foi maior do que o registrado durante a ditadura. Entre 1964 e 1979, o período mais duro do regime, há registros de 246 mortos e desaparecidos. Entre 1979 e 1885, ou seja, da edição da Lei da Anistia à redemocratização, de 379. “Os militares, primeiro, acabaram com a resistência ao regime nas cidades para depois se dedicarem ao campo”.

    O coordenador do Projeto Memória e Verdade ressaltou, ainda, que a
    Comissão de Mortos e Desaparecidos, desde que foi criada, apreciou mais de 800 requerimentos de familiares de vítimas, reconhecendo um total de 457 vítimas da ditadura. Destas, apenas 17 eram camponeses. “Especialmente aqueles que tinham uma militância partidária pública. Os camponeses comuns, que não pertenciam à partidos políticos ou escondiam sua militância, não foram beneficiados pela lei”, contabiliza. Ele estima que a Lei da Anistia também não beneficiou os camponeses na proporção necessária. Dos 70 mil pedidos recebidos pela Comissão, menos de mil se referem ao seguimento.

    O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do livro “Retrato da repressão política no campo – Brasil 1962-1985: camponeses torturados, mortos e desaparecidos”, Moacir Gracindo Soares Palmeira reiterou que, quando se fala em ditadura, se pensa quase que automaticamente em repressão a estudantes, jornalistas e militantes de esquerda. “Apesar da chamada agitação no campo ter sido apontada como uma das causas do golpe militar, muito pouco se falava sobre a repressão no campo, principalmente em função da censura”, observou.

    Símbolo da resistência camponesa ao regime, o eterno militante maranhense, Manoel da Conceição, concorda que os trabalhadores rurais merecem o reconhecimento da história. Ele mesmo, que foi preso nove meses, sofreu toda sorte de torturas, perdeu uma perna e testemunhou execuções e chacinas, não sabe contabilizar o número de companheiros perdidos durante a luta pela terra e contra a repressão. E é exemplo vivo da inoperância do Estado em reparar as famílias dos camponeses vítimas do regime. Há seis anos processa o estado brasileiro, sem sucesso.

  36. Luiz

    -

    17/05/2012 às 15:29

    Abaixo coloco um trecho do Documentário ”Marcos Freire Sem Ódio e Sem Medo”. Marcos Freire foi um dos principais líderes do PMDB pernambucano ao lado de Miguel Arraes. Em Brasília vinculou-se ao chamado grupo autêntico do MDB, que era a corrente do partido que fazia uma oposição mais acentuada ao regime militar.
    http://www.youtube.com/watch?v=UAtH6dFmgO4
    Recomendo que assistam o documentário.

  37. Ismael

    -

    17/05/2012 às 14:58

    Essa reação dos milicos era mais que esperada. Uma ova o discurso da Dilma de reconciliação e reconstituição da verdade. Na prática um escopo de investigação apenas dos crimes cometidos por agentes do Estado está justificando a lógica da esquerda de que é justo matar por um ideal. Aliás, essa idéias está aqui defendida por vários comentaristas. Igualam-se assim moralmente aos torturadores que condenam.
    Os familiares das vítimas do Estado tem tanto direito a saberem do que realemtne aconteceu com seus familiares, quanto a nação tem direito de saber que os que lutaram contra a ditadura também queriam implantar a “sua” ditadura.
    Essa falta de honestidade moral de todos que defendem essa parcialidade faz com que o Brasil do Lulopetismo seja esse mar de lama. É uma verdade com dois lados.

  38. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 13:57

    Amigo SERGIOD:
    Discordo quando diz -”Ricardo, impressiona que pessoas de boa formação se deixem dominar um anti-esquerdismo irracional e vive a defender o regime militar e tudo aquilo de nefasto que ele produziu.”
    Não são de “BOA FORMAÇÂO” e sim de PÉSSIMA FORMAÇÃO,não conseguem viver na pluralidade de opiniões e onde LIBERDADE e DEMOCRACIA devem ser esmagadas sempre.
    Faça um visita ao Blogue da Mirian Leitão e ao do Paulo Moreira Leite – verá ali ÓDIOS de opiniões inacreditaveis.
    Imagino quantos aqui no Setti que não tomamos conhecimento.
    SergioD felizmente é uma minoria,uma minoria que se acha ativa e no entanto a cada dia mais isolada e restritas a pequenos espaços de CLUBES,BLOGUES… ridicularizados a cada momento que resolvem aparecer.
    Aos Settis,as Mirians,aos Paulos e a todos jornalitas na defesa RADICAL(profunda defesa) da LIBERDADE e DEMOCRACIA a homenagem de todo o POVO BRASILEIRO.
    Pedro Luiz Moreira Lima

  39. Angelo Losguardi

    -

    17/05/2012 às 11:30

    “SergioD – 17/05/2012 às 0:48
    Ricardo, impressiona que pessoas de boa formação se deixem dominar um anti-esquerdismo irracional e vive a defender o regime militar e tudo aquilo de nefasto que ele produziu.
    Vive de falar que os crimes cometidos pelos supostos terroristas devem ser investigados sem ter a mínima noção que a maioria dos que lutavam e apenas criticavam o regime militar foram processados, presos, torturados ou mortos por um sistema repressivo tremendamente eficiente, mantido pelos impostos pagos por todos os cidadãos.”
    .
    .
    Desculpe, mas fica realmente difícil não ser antiesquerdista com uma argumentação tão falaciosa em apenas um parágrafo.
    Primeiro faz a mistificação: “a maioria foi (…) processados, presos, torturados ou mortos”. Não é verdade. Ainda que fosse, qual o problema de botar luzes nisso? Por que varrer pra debaixo do tapete? Essa argumentação tosca na verdade trai duas intenções: esconder os crimes dos terroristas psicopatas (SUPOSTOS UMA OVA !!!) e fazer o mais puro revanchismo REVENDO A LEI DA ANISTIA PRA UM LADO SÓ. Sim, por que falar em maioria já punida se o objetivo da tal comissão não é por princípio punir ninguém? É impressionante… vocês são movidos a sangue (alheio!!!).

  40. roberto stone

    -

    17/05/2012 às 11:26

    Em vez de acompanhar os trabalhos da comissão não seria o caso de os militares se anteciparem e apresentar logo toda a verdade?

  41. Luiz Pereira

    -

    17/05/2012 às 11:19

    Setti,
    Sobre esse coronel, torturador confesso, é mais um daqueles que devem ser colocados no anti-panteão da Pátria.
    Gente assim tem de ter o nome perpetuado.
    abs

  42. Luiz Pereira

    -

    17/05/2012 às 11:16

    Setti, bom diam
    Talvez vc não goste – e se for o caso, por favor, exclua meu post, mas o Prof.Marco Antonio Villa republicou em seu blog o texto de 2008, que se segue abaixo. Não sei se vc já o leu, mas me parece lúcido e oportuno.
    abs.,

    Falácias sobre a luta armada na ditaduraMARCO ANTONIO VILLA

    Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona “vira” adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
    A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
    Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
    O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
    Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à “fase burguesa da revolução”. Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
    Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
    Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da “ala autêntica”, precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.
    Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
    Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
    Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos “defensores da ordem” poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de “cala-boca” financeiro. Rentável, é verdade.
    Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
    O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.
    O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão.
    Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.

  43. nei Brasil

    -

    17/05/2012 às 10:21

    Enquanto isso, no Brasil atual, o governo federal não consegue manter uma estat´stica atualizada de quase 50 mil homic´dios /ano!
    Como ferramenta para avaliar a probidade e eficiência de investimentos, estabelecer prioridades etc.
    Maceió com a indecente taxa de 100mortes/100milhab/ano!!!!!
    Há tortura contra pobres, inocentes, suspeitos ou criminosos diariamente pela pol´cia!!!, execuções arbitrárias por agentes do EStado!!!
    ESSA É A PRIRIDADE!
    Quanto vai custar esse comissão? VAmos acompanhar.
    Solicito ao seus integrantes, divulgarem no seu endereço, um link para….CUSTOS, CUSTOS, CUSTOS, CUSTOS…diárias etc!!!

  44. José de Araújo Madeiro

    -

    17/05/2012 às 10:16

    Amigos,

    Que teatro mais mambembe e que espetáculo mais ridículo durante à instalação da Comissão da Verdade.

    A dandoca Dilminha chorando copiosamente e eu fiquei com muita peninha dessa dandoca, transformada em President¨A¨, a boneca-de-ventríloquo do Jacu-Rei PTralha.

    Ainda bem que eu não tenho nenhum filho na idade de servir às FFAA. Caso tivesse faria de tudo possível para dissaudí-lo e até impedí-lo. E porque não desertar? Mas jamais ser um Soldado Serviçal dessa Caterva PTralha.

    A situação das FFAA está ser tornando vexatória e onde estão os comandantes militares? Putz!

    Madeiro.

  45. Fernando

    -

    17/05/2012 às 10:10

    Tem que deixar claro que essa cambada queria implantar um Ditadura Comunista no Brasil!

    Não são esses anjinhos que querem parecer.

  46. marco

    -

    17/05/2012 às 9:46

    Concordo,temos direiro a toda verdade. De minha parte tenho interesse, inicialmente, nos seguintes temas:
    1- Onde foi parar o $ do cofre do Ademar?
    2-Quem foram os responsáveis pela explosão que matou o Kozel?
    3-Quem foram os responsáveis pela explosão que arrancou a perna do Lovecchio?
    Solicito q vc, Setti, divulgue o endereço eletrônico da Comissão para que possamos levar a tão destacado grupo nossas dúvidas. Assim que tivermos respostas para as perguntas acima, farei outras, que, tenho certeza, também serão
    respondidas.

    Prezado Marco,

    Tão logo tenha o endereço eletrônico da Comissão, vou divulgá-lo, sim.

    Abraços

  47. Claudio

    -

    17/05/2012 às 9:27

    Setti, vc realmente é tendencioso. Eu duvido que venham à tona os crimes que também foram cometidos pelos “guerrilheiros”. Esta comissão só irá apurar a versão de um lado, por sinal aquele que foi vencido, mas hj está no poder enriquecendo. Voc~e realmente acha que Dilma e Cia lutavam pela democracia? já foi mais que provado que o objetivo deles era somente trocar uma ditadura militar por outra nos moldes cubanos, que cá pra nós era muito pior. Gostaria que vc citasse também este fato nas suas colunas, e não somente criticasse os militares.

    Eu não acho que seja “realmente” tendencioso, de forma alguma.

    Você provavelmente é leitor recente da coluna — se for, acho muito bom que tenha vindo conhecer meu trabalho.

    Os leitores há mais algum tempo conhecem de sobra meu pensamento: fui e sou crítico severo da ditadura militar, mas 1) SEMPRE DEFENDI que a Comissão da Verdade ouvisse os dois lados: 2) SEMPRE DEFENDI a manutenção da atual Lei de Anistia.

    Deus do céu, ainda há poucos dias publiquei um enorme post mostrando que o governo mentiu quando citou a África do Sul como um dos exemplos em que se inspirou para criar a Comissão da Verdade, porque, lá, a Comissão da Verdade e Reconciliação ouviu gente de todos os lados do conflito ocorrido durante a ditadura da minoria branca do apartheid. (Já vi que você não leu mesmo).

    Não, eu NÃO acho que Dilma, na época, e os integrantes da luta armada lutassem pela democracia. Acho que eles defendiam um regime totalitário.

    Então, está-se vendo que você me faz acusações injustas, e mais injustas ainda por não conhecer meu trabalho e já ir opinando.

  48. Luiz

    -

    17/05/2012 às 9:05

    Este militares não são nem metade do homem que foi o Marechal Lott. Militar legalista, que por ser tão odiado pelos golpista, não teve honras militares em seu enterro. Leonel Brizola, na época governador do Rio de Janeiro deu luto oficial de três dias e disse que quando voltou do exilio a primeira pessoa que visitou foi o marechal. Cerca de trezentas pessoas compareceram ao seu enterro.

    No enterro seu grande amigo Sobral Pinto disse “… se tivesse ido para a presidência do Brasil, teria instaurado um governo de legabilidade e de respeito à pessoa humana, e uma vinculação com partidos políticos, porque era um democrata sincero, inteligente e honrado. Com Lott na presidência, não teríamos ditadura militar durante vinte anos, não teríamos a falência nacional. Nada disso teria acontecido.”
    Lott tentou ser presidente mas perdeu para o maluco do Jânio Quadros. Perdeu pois foi sempre honesto em suas declarações já Jânio ganhou por sua demagogia.

  49. Nando

    -

    17/05/2012 às 8:30

    Bm dia Setti. Queria comentar sobre sua resposta:Os militares golpistas em 1964 rasgaram a Constituição! Imagine achar que tortura, matar, sumir com pessoas — como vários militares fizeram, como se sabe — é algo que estaria na Constituição!
    Resposta:
    Por acaso dos corruPTos que estão no poder estão respeitando a constituição? Que dizer do mensalão do Dirceu e do Lula? Será que nossa constituição permite que uma quadrilha denunciada pelo PGR posso comprar os parlamentares corruPTos, com dinheiro do orçamento e das estatais, para garrotear nossa liberdade?
    “O conceito de que estão fazendo isso pela nossa liberdade também pode ser a justificativa para o golpe de 64!”
    Não passarão!

  50. Rosa do Luxembourg (o jardim)

    -

    17/05/2012 às 1:43

    Setti voce fala lá em baixo de meia duzia de gatos pingados? Eram os que voce achava que estavam lutando para implantar uma ditadura soviética aqui em nosso país? Meia dúzia?
    E por que pagamos horrores de aposentadorias a centenas, milhares de órfaos da ditadura?
    Cadê os gatos pingados?

    Gatos pingados em comparação com a imensidão dos brasileiros que não os apoiavam, e à enormidade dos recursos com que — em geral ilegalmente — a ditadura os combatia.

  51. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/05/2012 às 1:26

    Amigo ReynaldoBH:
    Respeito suas opiniões,não concordo.Não considero o jorn.Paulo Moreira Leite como radical mas caso seja – seu radicalimo é LINDO e concordo com cada palavra,virgula e ponto.
    Meu grande abrço
    Pedro Luiz
    PS- Perdoa Setti,a Mirian Leitão e os artigos do Paulo Moreira Leite – lavaram minha alma.
    Um grande abraço para você também,terminando a voce,ReynaldoBh,Paulo Moreira Leite,Luiz Claudio Cunha,Mirian Leitão, a todos os democratas e a democracia,verdade e liberdade – um grito de jovens que lutaram contra NAZIFASCISMO pela LIBERDADE na Europa,especificamente Italia davam:
    SENTA A PUA,BRASIL!

  52. SergioD

    -

    17/05/2012 às 0:55

    Ricardo, por favor, no meu texto abaixo o início correto seria:
    …. Impressiona que uma pessoa de boa formação se deixe…..
    Pensei no singular e acabou saindo no plural, sem combinar com o resto do texto. Mil perdões.
    Abraços.

  53. SergioD

    -

    17/05/2012 às 0:48

    Ricardo, impressiona que pessoas de boa formação se deixem dominar um anti-esquerdismo irracional e vive a defender o regime militar e tudo aquilo de nefasto que ele produziu.

    Vive de falar que os crimes cometidos pelos supostos terroristas devem ser investigados sem ter a mínima noção que a maioria dos que lutavam e apenas criticavam o regime militar foram processados, presos, torturados ou mortos por um sistema repressivo tremendamente eficiente, mantido pelos impostos pagos por todos os cidadãos.

    Vive de achar que o regime surgiu para defender a democracia quando na verdade ele rasgou a Constituição e mandou as liberdades às favas na suposição de que João Goulart queria implantar um regime soviético no país. Se tinham a pretensão de preservar a democracia por que não mantiveram as eleições de 1965?

    É impressionante que haja, fora dos meios militares, quem ainda defenda um regime que causou o atraso político que ainda vivenciamos hoje no país.

    Sou a favor da manutemsão da lei da anistia, mas totalmente a favor que torturadores e assassinos a soldo do odioso regime militar sejam desmascarados. Sou a favor que a sociedade reconheça os algozes de Rubens Paiva, Vladmir Herzog, Manuel Fiel Filho e Zuzu Angel. Sou a favor que conheçamos os assassínos daqueles que se renderam na malfadada aventura do Araguaia.

    Não lhes quero mal, apenas que seus crimes sejam de conhecimento da sociedade. Crimes que segundo eles foram cometidos para defender essa mesma sociedadee os valores democráticos, por mais absurdo que isso possa parecer.
    Abraços

  54. miriam

    -

    17/05/2012 às 0:47

    Não generalizei. Cite um desses que dizem ter lutado pela democracia, que hoje sejam contra ao regime de Fidel, por exemplo. Eles estão no poder e, roubando do povo. E sempre que tem oportunidade falam contra à imprensa e, por vezes já tentaram criar leis para cercear a imprensa, Os Ptistas são os que mais gritam contra a imprensa : ora como podem dizer que na época da ditadura eles lutaram contra a ditadura, e pela liberdade de livre expressão, se são os primeiro a falar contra a imprensa? Setti , só a sociedade que não se armou, não matou, não sequestrou, não justiçou, não assaltou, não explodiu bombas, não matou inocentes, essa sim, lutou contra a ditadura, mas esses que, muito antes dos militares tomarem o poder, já conviviam com os comunistas e recebiam dinheiro dos países comunistas, não lutaram contra a ditadura. Não mesmo. Pois comunista nenhum é democrata. Pois, se eles se armaram, com certeza não eram e não são inocentes, ou quem vai imaginar, que alguém que seja tão inocente, possa matar tão friamente como aconteceu com as vítimas que foram mortas por esses seres inocentes? Os militares se excederam? Sim. Mas foram só os militares cometeram excessos ?
    Quem conhece o manual de guerrilha do famoso Mariguela , sabe que nenhum deles era a favor da tão falada democracia.
    O Gabeira é odiado por esses “amante “ da democracia. Pois o Gabeira (não só ele) diz que nenhum deles queriam a democracia.
    “Aos 85 anos e ainda lúcida — apesar de um acidente vascular cerebral recente —, Alexina teve uma adolescência igual às das meninas burguesas de sua geração. Foi criada para casar, estudou em colégio religioso, e o pai não era ligado em política. Mas a avó e a mãe eram fãs do líder comunista Luiz Carlos Prestes. Em 1943, casou-se com o advogado Francisco Julião, que seria o fundador das Ligas Camponesas e um dos homens mais temidos pelas forças conservadoras de então. Tido como um demônio pelo regime militar implantado no Brasil em 1964, o ex-deputado estava à direita de Alexina.”
    Será que Alexina é única? Claro que não.
    Por que a dita Comissão Da Verdade não vai investigar os dois lados? Crime não é crime, independente de quem os pratique? E por que o Brasil tem que pagar indenizações milionárias para quem livremente decidiu se armar? Se armar, sim, mas não por amor a democracia. Sabe o comunista Chico Buarque? Quantas vezes ele falou em defesa dos cubanos?

    Niemeyer, em resposta a genetom:” Depois da queda do Muro de Berlim, o senhor continua comunista. Mas o chamado “socialismo real”,feito à base se partido único e economia centralizada,ruiu. O senhor não teme ser considerado um dinossauro?
    Niemeyer: “Não.Nunca passou por minha cabeça a idéia de que o que houve na União Soviética tenha sido uma coisa definitiva. Aquilo foi um acidente de percurso muito natural. Foram setenta anos de luta e glória. Os soviéticos viajaram para o espaço. Marx inventou uma história fantástica. Criou uma esperança nos homens. Por que pensar que tudo acabou? Quem leu os clássicos soviéticos sabe que eles são patriotas demais para aceitar essa humilhação”.

  55. myrian elizabeth

    -

    17/05/2012 às 0:31

    Eu acho que a comissão deve investigar os dois lados. Se a anistia foi concedida aos dois lados, é só uma questão de coerência.
    Se é que houve julgamento e sentenças foram cumpridas, bem… o povo não sabe e quer saber, tem o direito de saber!
    Se os terroristas choram seus mortos e querem saber seus destinos e a causa de suas mortes, os do outro lado também querem saber a causa da morte dos seus.
    Revanchismo não será suportado e porá a perder a comissão da verdade e os anseios que levaram à sua criação.
    Que a verdade seja desvendada, tanto os motivos do governo da época, como os dos terroristas. Espalha-se por ai, hoje em dia, que o terror lutava pela democracia, o que nós, os que se informam e estudam a história, sabemos que não é verdade; lutavam pela implantação de uma ditadura nos moldes da existente, mas de ideologia comunista.
    Essa é a verdade, e ela precisa ser contada.
    Para que todos possamos dormir em paz. Para que o Brasil se livre dessa sombra e jamais outra vez, uma ditadura possa se instalar por aqui.
    Democracia, paz e liberdade é o mínimo que o povo brasileiro merece.
    Isso virá com a verdade, só ela e toda ela.

  56. Reynaldo-BH

    -

    16/05/2012 às 23:53

    Pedro Luis, como diz você, para debate.
    Sem radicalismos.
    Eu creio que precise, por mim mesmo, tentar explicar a minha obsessão em relação ao respeito à história. Que me leva a ter uma visão distinta da Comissão da Verdade.
    Assim como em diversos aspectos da existência humana, não consigo acreditar – até por falta de exemplos – em uma visão única da vida ou fatos que decorram somente de uma causa. Seja em aspectos naturais (enchentes, secas, tempestades), da ciência (acidentes aéreos, avanços tecnológicos, etc.), biológicas (doenças, epidemias) ou sociais. De pouco ou nada vale saber-se uma das dezenas de causas que contribuem para a queda de um avião. Quanto maior o domínio sobre a verdade que se extrai de investigações desta natureza, mais se tem uma garantia (nunca completa) de evitar a repetição do desastre.
    Idem quanto ao processo de diagnose de alguma moléstia. Quantas doenças são causadas por estilos de vida do doente, sem que este deseje (em nenhum momento) sofrer estas consequências?
    Algumas perguntas nunca me abandonaram no que tange à ditadura militar.
    Por maior apoio externo que os golpistas tiveram (e assim foi) o que fez com que a quartelada tivesse êxito? Por que o apoio popular, mesmo daquela parcela que então se manifestava? Onde os militares legalistas que mudaram de posição no dia Primeiro de Abril de 1964 tem a dizer?
    Antes desta quartelada, as FFAA já eram respeitadas. Ao contrário de Cuba de Fulgêncio (cito só como exemplo, mesmo) as FFAA tinham um carinho imenso por parte da população. Até pela participação heroica na Segunda Guerra. Eram vistas como reserva moral do país, que não participava dos arranjos políticos e desvios éticos de então.
    As mesmas FFAA que receberam apoio popular no Brasil (isto é inegável) tiveram, nas suas congêneres em Portugal salazarista, o mesmo tratamento. A popularidade das FFAA portuguesas (e da oficialidade jovem) derivava de um respeito pelos exércitos de além-mar, mesmo que colonialistas e base de apoio do próprio Salazar.
    Quem estaria apto a propor (e conseguir) uma quebra institucional no Brasil de 1964 sem que fossem as FFAA? Qual grupo de pressão poderia ter sucesso (para eles)?
    E a pergunta: o que leva uma sociedade a apoiar um levante, corrompendo (e sendo “corrompida” por) uma instituição até então digna do respeito e até carinho do povo?
    Quais as causas? Não creio que fosse fruto somente de um desejo matinal de um dos tantos “generalecos” que infestavam a América Latina ou mesmo, de caudilhos. Foi um golpe sem caudilhos. Sem rosto personificado. O rosto estava – e é mais grave – nas corporações militares.
    Até onde o encaminhamento das demandas populares (justas e algumas ainda hoje não atendidas) estava errado? Até onde a avaliação foi absurdamente equivocada?
    Esta avaliação ajudou a montar a gestação do monstro? (E não desculpo a “mãe do monstro” por pari-lo. Que fique claro.).
    Outra questão que, sinceramente, sempre me assombrou. Qual era a exigência dos grupos de resistência? Eleições? Uma nova Constituição? A saída negociada dos militares do poder que usurparam?
    Não se deixa em qualquer negociação, paredes ao invés de portas. É o caso do Hamas (e do Irã) com Israel. Como negociar com a outra parte se o que se exige é o fim desta parte? A rendição incondicional só existe em uma guerra.
    Não houve (mais um) erro de avaliação imaginar que as FFAA brasileiras, profissionais e com vivência em uma guerra real, com apoio declarado em estratégias e armamentos da maior potência mundial de então, seriam derrotadas por grupos esparsos e dispersos em um país com a dimensão do Brasil?
    Nenhum líder destes grupos fez esta avaliação? Qual seria – efetivamente – o resultado esperado? Acreditavam – de modo honesto – que a população brasileira participaria deste levante armado? A que custo? De vidas.
    Os grupos de esquerda não propunham nada além da renúncia pura e simples dos ditadores. Não desenhavam outra sociedade que ganhasse corações e mentes do povo. Palavras de ordem se ouviam nas Universidades e nas ruas, pelos que não participavam das lutas armadas.
    A palavra de ordem dos grupos de esquerda se resumia no modelo de outra ditadura, a do proletariado. (Veja bem, isto é história e não ilação. Faz parte do acervo documental dos grupos de resistência).
    A avaliação que esta proposta teria apelo popular não foi exagerada e desfocada da realidade?
    Até onde o erro histórico de propor ao Brasil uma solução que tinha como inspiração uma revolução em uma ilha menor que o estado da Guanabara? Ou de uma outra revolução em um país de cultura milenar (a China) em que grupos (ou dinastias) se sucediam no poder, por milhares de anos?
    Algum líder que conheceu (e foi treinado em) Cuba conseguiu imaginar um regime parecido no Brasil? Com as diferenças históricas, territoriais e culturais? Qual seria o custo efetivo (em recursos) de ter-se a então URSS como ponto de apoio ao Brasil, como fez com Cuba por décadas? Alguém, em são consciência, poderia imaginar uma margem ínfima de sucesso nesta aventura (mesmo que meritória na motivação dos participantes) , mantendo-se um país de dimensões continentais – em plena América – sob a órbita de influência política e diplomática com clara oposição a um vizinho? Cuba é uma ilha. Brasil é um continente.
    Nem estas claras (e até absurdas) comparações foram feitas e levadas em consideração na proposta política e social de um novo modelo.
    E o Brasil vivia o milagre econômico. A classe média, como hoje, consumindo o que nunca imaginou poder consumir. “Este é o país que vai prá frente!”. Se hoje há o Minha Casa Minha Vida (só como exemplo de popularidade) lá havia o SFH, Sistema Financeiro de Habitação. Se hoje os bancos lucram como nunca, naquela época os que apostavam nas bolsas eram os novos milionários. Se hoje é possível comprar um carro japonês (assim diz a propaganda), na década de 70 era o Corcel cor de mel.
    Hoje o governo é extremamente popular. O problema é que a ditadura também foi. E se não podemos negar que este apoio hoje existente legitima um governo eleito democraticamente, de outro lado este mesmo apoio senão legitimou o poder na ditadura ao menos anestesiou uma nação.
    A Itália de Mussolini teve imenso apoio popular. Hitler foi considerado a salvação do orgulho germânico destruído após a Primeira Guerra. E as oposições nestes países não desenhavam nenhum cenário realista, exceto o de mais uma revolução, desta feita a bolchevique. Em um país que destituiu um tzar.
    Estas respostas justificam a covardia infame cometida pela ditadura militar brasileira? Certamente, para qualquer um que seja honesto intelectualmente, que não. Ajudam sim a entender a história. Não como romance ou mero conteúdo educacional. Mas como antídoto para os mesmos males.
    Como as investigações de acidentes aéreos. Para que não se repitam.
    Este é o meu ponto. Desejo uma Comissão da Verdade que permita responder a todas estas questões. Que não são menores que quaisquer outras. Muito menos, maiores. Só precisam ser admitidas não como expiação de pecados, mas como aula de cidadania.
    A exposição destes fatos já históricos será pedagógica. Mais que punitiva.
    E esta será a minha maior “vingança”. Poder dizer: “soubemos o que fizemos! Não daremos mais chances a que vocês – ditadores ou projetos de ditadores – repitam a bestialidade. VOCÊS PERDERAM!”
    Enquanto não houver esta minha “revanche”, fico pensando no desabafo de Desmond Tutu, bispo sul-africano e da Comissão de Reconciliação no governo Mandela, sem assumir culpas indevidas, mas com muita humildade: “Como NÓS permitimos que ELES fizessem isto?”
    Um abraço.

  57. Angelo Losguardi

    -

    16/05/2012 às 23:37

    Correção ao erro do post anterior: NÃO é algo tão simples (post scriptum – nada simples, vale registrar).

  58. Angelo Losguardi

    -

    16/05/2012 às 23:33

    Setti, não entendi o seu destaque: “E que admitiu, sem sentir culpa, a possibilidade de ter matado ‘alguns guerrilheiros’ em supostas trocas de tiro.”
    .
    Se são as próprias palavras dele de que se tratavam de trocas de tiro, por que ele deveria sentir OBRIGATORIAMENTE culpa? Até entendo que muitos sentiriam, aliás tirar a vida de seres humanos igual a insetos e nada sentir é algo tão simples (e nem dá pra afirmar que isso realmente no fundo não o perturbe). Posto isto, não é nada errado. Se alguém está tomando tiros de um terrorista comunista (psicopata e assassino) vai fazer o quê? Baixar as armas e dizer: “vamos bater um papinho” ?

    Eu me referi a “supostas” trocas de tiros. Não sei o que esse homem fez, ninguém sabe — só ele.

    Abraços

  59. Luiz Neto

    -

    16/05/2012 às 23:22

    Sr. Pedro Luiz Moreira Lima, quando dizes que “Não deixaram o outro lado vivo para contar a história” penso na guerrilha do Araguaia e nas FARC, da Colômbia. Os colombianos vacilaram e deixaram os guerrilheiros comunistas vivos na mesma época em que os brasileiros militares de 40 anos atrás agiram rápido e com determinação e em prol de nossas liberdades e da democracia evitaram que se formasse as FARC brasileiras – seriam as FARB? – do contrário estaríamos convivendo com esse câncer subversivo comunista e terrorista até hoje.

    Ainda que mal lhe pergunte, caro Luiz, quantos anos você tinha quando a ditadura realmente endureceu, a partir de 1968?

    Porque parece que você viveu em outro país que não aquele em que eu vivi.

  60. Luiz Neto

    -

    16/05/2012 às 23:06

    Ricardo Setti, você nunca ouviu falar em legítima defesa?
    Isso vale tanto individualmente quanto para a nação como um todo.

    Eu já era um jovem adulto quando do golpe. Golpe militar, Constituição rasgada, violações dos direitos humanos, fim das liberdades públicas, anulação de direitos fundamentais, eliminação das eleições diretas para os principais cargos executivos, emasculação do Congresso e do Judiciário.

    Você chama esse massacre à democracia de “legítima defesa”? Contra meia dúzia de gatos pingados?

    Que “legítima” defesa, que nada! Ainda bem que hoje vivemos numa democracia. Defendo a manutenção da Lei da Anistia e o esquecimento que ela propôs em termos de punição, mas abomino cada dia do período da ditadura. Me roubaram a liberdade durante parte fundamental da minha vida.

    Eu sei porque estava lá, ninguém me contou, não. Entre conhecidos e amigos meus que foram presos injustamente, torturados ou mortos, há pelo menos duas dezenas — e eu não militava em nenhuma organização de esquerda, não.

    Abomino cada dia da ditadura militar. Com as imperfeições que temos, um milhão de vezes a democracia de hoje.

  61. Nando

    -

    16/05/2012 às 22:56

    O Brasil devia defender aqueles que apenas fizeram aquilo que a constituição lhes obrigava!..Os militares só defenderam muito bem a Pátria contra um grupo que decidiu, por nós, que o marxismo era melhor para nós. Quem lhes deu esse direito? O tempo acabou por provar que eles estavam certos e os errados são esses marginais corruPTos que ameaçam a nossa liberdade!

    Calma aí, Nando. Os militares golpistas em 1964 rasgaram a Constituição! Imagine achar que tortura, matar, sumir com pessoas — como vários militares fizeram, como se sabe — é algo que estaria na Constituição!

    Vamos com calma.

  62. Reynaldo-BH

    -

    16/05/2012 às 22:20

    Pedro, não sei se o termo adequado seja revanchismo. Talvez esteja simplificando. Mas há um sentimento de cobrança para que se tenha, como resultado, a mesma dor que sofremos. E esta é impossível que eles sintam, exceto se usarmos dos mesmos meios que eles usaram. Sei que estamos – eu e você- fora desta.
    Sim, não houve uma guerra civil. Mas – em discordância ao Paulo Moreira Leite – nem só nelas existem vítimas. Elas existem em qualquer movimento popular (sem nenhum julgamento de valor).
    E existem sim em um “outro lado” quem está vivo, Graças a Deus. Mas que até por estar vivo, insiste em reescrever uma história acentuando acertos e sumindo com os erros. Quantos foram os jovens influenciados por uma doutrinação que vendia como único caminho o da luta armada? Quantos ainda estão, hoje, insistindo nesta tese de que os crimes de sangue cometidos eram legitimados pela resistência? (Lembro-me do Franklin Martins, em uma entrevista, rindo ao afirmar que mataria sim o embaixador suiço se não houvesse uma troca de prisioneiros. Ainda hoje ele pensa assim! E não desejo cadeia nem punção para quem pensava assim. Somente que esta faceta real seja exposta. Até para que nossos filhos e netos entendam que existe uma resistência não armada.)
    Eram agentes do Estado e este fato é – concordo – o de maior peso. De maior intensidade na revisão da história. Afinal – e eu me bato por isso hoje, na oposição ao que esta aí – é o cidadão que sempre precisa se defender do Estado. Nunca o oposto.
    O que insisto é que para além desta necessidade, há que se ter uma visão histórica (não para “contrabalançar” crimes ou “justificar” a ditadura) para que tenhamos a certeza de não mais errarmos onde erramos. Por que eu creio que erramos, mesmo NUNCA justificando o erro maior (crime!) da implantação de uma ditadura.
    Cadeias de comando existiam e tem que ser expostas. Como existiam nos grupos de resistência, aliás (e infelizmente) montados nos moldes militares e com regras quase de caserna. Em nome da sobrevivência, as ordens eram repassadas e cumpridas. Como nos exércitos e grupos paramilitares. Isto desonra a história destes jovens? Não enxergo assim.
    A história – mesmo esta – deve ser contada.
    E com respeito. À verdade.
    Abraços

  63. wilson

    -

    16/05/2012 às 22:11

    as 120vítimas desta guerrilha metida a guevaras
    de meia tigela são LIXO?????????
    Mataram, torturaram,sim !
    O STF já acabou com a idiotice 7×2, nenhuma alteração nisto terá alcance ou regresso.
    Lei da ONU? OEA? se assim fosse cuba, tava ferrada.

  64. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/05/2012 às 22:08

    Vontade de embelezar ditadura explica medo à verdade

    09:18, 13/05/2012 PAULO MOREIRA LEITE JUSTIÇA, POLÍTICA TAGS: HISTÓRIA, MEMÓRIA, TORTURA
    A formação da Comissão da Verdade representa um passo importante na consolidação da democracia brasileira.

    Não é o passo definitivo, que irá ocorrer quando o país não tiver medo de sua história e for possível encará-la com serenidade, aceitar suas conseqüências, examinar os fatos passados e narrá-los às futuras gerações.

    Mas é um passo importante. Com a Comissão o país terá meios legais para conhecer o que aconteceu com brasileiros que foram seqüestrados, torturados e mortos durante o regime militar.

    A lei que constituiu a Comissão fala de um período mais longo, entre 1946 e 1985, e isso pode um inconveniente.

    O debate atual envolve informações a respeito de cidadãos que foram vítimas da violência do Estado e por isso deve concentrar-se no período da ditadura. A ampliação de seus horizontes pode oportunidade para que se desvie a discussão do foco real.

    Alguém pretende investigar o levante militar contra JK em Jacareacanga? O atentado da rua Toneleiros contra Carlos Lacerda?

    O debate político irá dizer até onde a Comissão poderá ir em seus trabalhos.

    No momento, é errado querer definir um limite para a investigação, com o argumento de que ela não pode colocar em questão a Lei de Anistia, que deve ser mantida em situação imutável, caso contrário pode-se ameaçar as conquistas e liberdades em vigor no país.

    Francamente: alguém está nos ameaçando com um golpe de Estado? Vamos agora falar em “chamar o Pires,” como dizia o último ditador, João Figueiredo, referindo-se a seu ministro do Exército?

    Quem acredita que a Lei de Anistia é imutável deveria se informar melhor e descobrir que isso não é verdade.

    Na versão original, a lei era formada por 15 artigos. Descontando os três últimos, destinados a registrar formalidades como “revogam-se as disposições em contrário,” a lei pode ser sintetizada em 12. Desses, apenas 6 permanecem na forma original. Os outros foram modificados ou suprimidos.

    Na conclusão de uma dissertação que se transformou no livro “Um acerto de contas com o futuro: a lei da anistia e suas conseqüências,” a cientista política Glenda Mezzarobba recorda mudanças fundamentais que ocorreram depois de 1979.

    A Lei original proibia explicitamente que a anistia pudesse se transformar em reparação financeira. Se isso fosse verdade, as vítimas e suas famílias não poderiam receber pensões nem reparações, como acontece há anos.

    Isso é possível porque, graças a uma nova lei, 10.559, explica ela, revogou-se o artigo dois, o parágrafo cinco do artigo três e os artigos quatro e cinco da Lei de Anistia.

    Outra mudança refere-se ao desaparecimento de adversários do regime. A lei de Anistia só admitia a possibilidade de concessão de uma declaração de ausência. Com a aprovação da Lei dos Desaparecidos, escreve Glenda, “as vítimas do regime militar passaram a ter direito a atestados de óbito e seus familiares puderam receber indenizações de um Estado que admitiu não apenas sua responsabilidade pelas mortes, mas, em um visível movimento de expansão das fronteiras legais originais, reconheceu o aspecto civil de sua obrigação jurídica decorrente dos excessos.”

    Não custa lembrar que, como todo fato político, inclusive a formação da Comissão da Verdade, a Lei de Anistia 1979 reflete os conflitos, interesses e convicções de um determinado período da história.

    A Lei d 1979 não foi aprovada por consenso nenhum. Foi uma negociação pelo alto, em condições definidas pela ditadura.

    Os próprios presos políticos, que deveriam ser os principais interessados, fizeram greve de fome em protesto. Em vários pontos do país, ocorreram atos públicos para condenar a idéia de anistia recíproca.

    O país que aprovou a lei de 1979 era outro. O governo, então…

    Do ponto de vista da representatividade popular, que, aparentemente, é o critério universal de legitimidade dos governantes, o governo reunia uma turma tão grotesca que hoje pode ser vista como piada.

    O principal partido, Arena ou PDS, não lembro se já havia ocorrido a mudança de nome, nem existe mais.

    O outro, PFL, transformou-se no DEM, aquele arauto da moralidade que meses atrás pretendia lançar o senador Demóstenes Torres à presidência da República. A incapacidade de ter apoio da população era tão evidente que rapidamente o primeiro presidente da ditadura encarregou-se de proibir eleições diretas para presidente da República e para governadores de Estado.

    A Lei da Anistia é produto dessa turma e seus sobreviventes.

    Será razoável dizer que tinham legitimidade para falar em nome da nação? É decente cobrar compromissos arrancados nesta situação?

    Todos deveriam ficar espantados e até ofendidos quando se fala que a anistia valeu para os dois lados. Não é verdade. Foi a anistia de um lado só.

    Com base em dados da Justiça Militar o livro “Brasil Nunca Mais” informa que entre 1964 e 1979 um total de 7.367 adversários do regime sentaram-se no banco dos réus. Outros 10.034 chegaram a ser indiciados nas fases iniciais do processo, sendo excluídos na fase da denúncia. Cerca de 500 brasileiros foram executados sem julgamento e milhares se exilaram, mesmo sem enfrentar processos formais. Isso quer dizer que os chefes do Estado brasileiro, naquele momento, usaram todos os meios – inclusive criminosos – para combater a oposição.

    A mesma Justiça Militar deixou o registro de 1918 denúncias de tortura. Nenhuma foi apurada, na época.

    Não adianta querer embelezar o regime militar, nem em seus anos finais. O preço é comprometer nossa memória, reescrever os fatos para distorcê-los.

    Não houve negociação nem concessões. Depois de anos de luta das famílias, de entidades da sociedade civil e do movimento popular, o governo militar abriu as portas das prisões e permitiu o retorno dos exilados. É preciso não desconhecer as mudanças da situação política, produzidas pelo acúmulo de forças da oposição e pelo desgaste do regime, para apresentar essa medida como um gesto de boa vontade.

    Ocorreu um avanço para a democracia, conquistado, sim, com sangue, suor e lágrimas. Só quem pretende enfeitar o passado – talvez porque não queira encarar o que pode aparecer dentro dele — pode achar que essa medida deu legitimidade ao regime e lhe dá direito a impor a violência de seus segredos e às vitimas e suas famílias. Agir assim, de certa forma, é concordar com um prolongamento da própria ditadura.

    Tivemos uma anistia prévia, sem que se pudesse julgar os fatos, conhecer os responsáveis.

    A anistia foi uma negociação em bases autoritárias, num país em que não havia liberdade para a formação de partidos políticos, os sindicatos eram mantidos sob tutela – o próprio Lula, presidente da República por dois mandatos, seria preso por 40 dias dois anos depois.

    A Comissão da Verdade irá avançar sobre isso. Não pode embelezar o passado, como pretendem aqueles que irão tentar, desde o início, travar e emperrar seus trabalhos. Mas pode abrir um novo futuro, ajudando o povo brasileiro a construir sua própria história.

    Ô, Pedro Luiz, vamos maneirar em tantas transcrições do meu amigo Paulo Moreira Leite. Ele deixou a VEJA, onde passou muitos anos e foi redator-chefe por um longo perído, há tempos…

    Abraço

  65. miriam

    -

    16/05/2012 às 22:04

    Perguntas: o que faziam o pessoal de esquerda, quando bem antes do golpe militar, recebiam ajuda financeira, da China de Mao,e, de Cuba de Fidel? Se eles “lutaram” contra a ditadura, como explicar: que bem antes do regime militar, eles estivessem envolvidos com pessoas desse naipe? Por que pessoas que dizem ter lutado por uma democracia são aliadas de comunistas?
    E como explicar que pessoas que dizem terem sofrido nas mãos de militares, hoje não fazem uma critica aos regimes ditatoriais? E se aliam a eles, pois são amigos de todos os que não respeitam os direitos humanos? Isto eu, como pessoa comum, não consigo entender.

    Você generaliza em seu comentário, Miriam. Há todo tipo de pessoas na situação que você descreve. Muitos dos que lutaram à sua maneira contra a ditadura estão hoje militando democraticamente, e criticam, sim, os regimes ditadoriais.

    Não se pode generalizar. É caminho certo para cometer injustiças.

  66. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/05/2012 às 22:02

    Desculpa a insistencia com o Paulo Moreira Leite,junto com a Mirian Leitao – lavam a nossa alma.
    A falácia dos dois lados

    06:14, 14/05/2012 PAULO MOREIRA LEITE JUSTIÇA, POLÍTICA TAGS: COMISSÃO DA VERDADE, DIREITOS HUMANOS, TORTURA
    Leio na Folha que, conforme José Carlos Dias, um dos mais conhecidos integrantes da Comissão da Verdade formada para investigar crimes de direitos humanos, ela deverá focalizar as responsabilidades dos “dois lados”.

    José Carlos Dias foi advogado de presos políticos durante a ditadura. Também foi ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso.

    Este ponto de vista é preocupante.

    A Comissão não foi criada como um seminário genérico sobre desrespeito aos direitos humanos – onde caberia avaliar erros e desvios de conduta de qualquer pessoa, autoridade ou não, de direita ou de esquerda, em qualquer tempo e espaço do território brasileiro. Caberia, nessa situação, discutir o papel dos “dois lados”. Ou três “lados,” quatro, ou cinco…

    Criou-se a Comissão da Verdade com uma finalidade específica, que é examinar os crimes da ditadura, porque esta foi a lacuna deixada pela história. Estamos falando de crimes cometidos por representantes do Estado, em nome dele, e não por qualquer pessoa.

    E queremos a verdade – não uma guerra de versões nem uma história declaratória.

    Ou será que vamos julgar o “lado bom” e o “lado ruim” da da ditadura, ou lado “bom” e o lado “ruim” de quem lhe fazia oposição?

    A idéia é mostrar que “os dois lados” cometeram erros e devem ser igualmente perdoados?

    Ninguém percebeu que toda ditadura é, por definição, um regime de “um lado só”?

    Os atos – violentos ou não, legítimos ou não — cometidos pelos adversários do regime militar foram apurados, avaliados e punidos em seu devido tempo, como demonstram as 7.367 denuncias apresentadas à Justiça Militar entre 1964 e 1979.

    No esforço para punir brasileiros que não aceitavam submeter-se a um regime de força, criado a partir de um golpe que derrubou um governo constitucional, o Estado brasileiro cometeu crimes inaceitáveis e vergonhosos. Executou pessoas indefesas, não informou seu paradeiro às famílias nem deu esclarecimentos fidedignos sobre os acontecimentos envolvidos em suas mortes. São estes fatos que a Comissão deve apurar.

    O esforço para olhar os “dois lados” do período só faria sentido se naquele período estivéssemos diante de um Poder legítimo, que teria cometido excessos e abusos em nome de seu direito de exercer a violência para garantir o respeito à lei e à ordem.

    Mas não é disso que se trata. Estamos falando do massacre da Lapa, ocorrido em 1976, quando três militantes foram executados sem que pudessem representar perigo algum, ameaça alguma. Ou sobre Rubens Paiva, empresário que compareceu em seu carro para prestar um depoimento ao Exército e nunca mais foi visto.

    A maioria dos atos de violência cometidos pelos adversários do regime foram julgados e esclarecidos, com emprego de tortura e violência nos interrogatórios, inclusive contra menores, às vezes na presença de crianças.

    Quando isso não ocorreu, é porque os acusados não tiveram direito de defesa. Foram executados de modo sumário e covarde em vez de serem levados aos tribunais. Eliminá-los tinha prioridade sobre garantir o respeito à Lei – mesmo a lei do regime militar.

    Não por acaso, todo esforço de esclarecer mesmo crimes atribuídos a oposição se volta contra a ditadura e seus responsáveis — mais uma vez, é o regime de um lado só.

    Por exemplo: quem gosta de lembrar que o capitão Carlos Lamarca foi um dos responsáveis pelo julgamento e execução do tenente PM Alberto Mendes, no Vale da Ribeira, deveria perguntar a quem perseguiu e fuzilou o próprio Lamarca, faminto e doente, no interior da Bahia, por que não se quis levar um dos chefes da guerrilha ao banco dos réus. Ali Lamarca poderia esclarecer as circunstâncias e motivações daquela decisão trágica.

    Outro exemplo: quem gostaria de apurar assaltos e atos de violência cometidos pelos Grupos Táticos Armados da ALN poderia conseguir um depoimento dos policiais ainda vivos da equipe do delegado Fleury. Eles poderiam explicar por que se preferiu executar Carlos Marighella numa rua dos Jardins, em São Paulo, em vez de lhe dar uma chance de explicar-se num tribunal civilizado.

    Isso aconteceu porque, entre 1964 e 1985 o Brasil foi governado por um regime que usurpou o Estado brasileiro ao impedir que a população escolhesse seus governantes por métodos democráticos.

    A longa noite da ditadura foi uma sucessão de atos anti democráticos e ilegais, que tiveram início com um golpe de Estado e prosseguiram em medidas autoritárias contra a Justiça e os direitos do cidadão.

    Por isso seus atos não podem ser nivelados à resistência de quem teve disposição e capacidade de sacrifício para enfrentar um regime de força.

    Fazer isso implica em embelezar a ditadura, dar-lhe uma estatura moral que ela não possuía e nunca pretendeu possuir, pois governava essencialmente a partir da força bruta.

    Guardando todas as diferenças entre os dois casos, alguém acharia razoável que, para se investigar Klaus Barbie, o carrasco nazista de Lyon, se apurasse a violência organizada pela Resistência Francesa de Jean Moulin?

    Ou que as investigações sobre o ditador Rafael Vidella, chefe de uma ditadura que matou milhares de argentinos, só pudessem ser iniciadas depois que se esclarecesse o papel de Mário Santucho, um dos líderes da luta armada, em atos de violência?

  67. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/05/2012 às 21:46

    Nao e revanchismo amigo ReynaldoBH e sim o que o final do artigo do Paulo Moreira Leite – e sempre defendi o mesmo tema.
    ~Não é revanchismo. Não tivemos uma guerra civil. Tivemos um massacre. Não deixaram o outro lado vivo para contar a história.
    Não estamos falando de cidadãos que agiram por sua conta e arcaram com o peso de suas opções políticas. Estamos falando de agentes do Estado, que fizeram carreira no serviço público, obedeciam a uma cadeia de comando, davam e cumpriam ordens.
    É por isso que essa história deve ser contada. É uma questão de respeito.~
    Paulo Moreira Leite

  68. Reynaldo-BH

    -

    16/05/2012 às 21:28

    Enquanto a preocupação de uns for a revanche (de lado a lado, pois que os militares também querem a revisão dos atos da guerrilha somente para contrapor às barbáries cometidas) e a preocupação com a defesa e a postura de se calarem, a verdade nunca será o objeto desta Comissão.
    Sou contra a revisão da lei da Anistia, até para que não haja punições e que TODOS possam expor o que sabem, fizeram ou mesmo, esconderam.
    Veremos coronéis e outros militares procurando justificar o injustificável. Defender o indefensável.
    Não será com argumentos brandidos como justificativa e/ou oposição a atos praticados pelos grupos de esquerda que faremos uma revisão que nos indique um caminho.
    Quando se busca a verdade, é como um paciente em confronto com um diagnóstico: ela (a verdade) não pertence a ninguém. Nem é submetida a qualquer desejo. Existe ou não.
    Não defendo a investigação de todos os fatos daquele período negro como um habeas corpus para a barbárie ou uma reescrita da história vivida.
    O fato de haver tortura abjeta nunca será menor se de outro lado houve justiçamentos infames.
    Desaparecidos não serão resgatados para suas famílias se a auto-crítica da esquerda passar por não mais se tentar um regime totalitário, seja este qual for, motivado por qualquer motivo. Por mais nobre que seja.
    Um cel. Mozéia jamais terá o respeito meu ou de qualquer brasileiro mesmo que conheçamos, em detalhes, as cartilhas e manifestos dos grupos de resistência. O crime deste coronel nunca será perdoado.
    O Brasil precisa, em nome do passado e do futuro, não mais correr o risco de ter-se “mozéias e ustras”, de direita ou de esquerda. De ter-se quarteladas ou movimentos maoistas. De ter pais da pátria que se transformam em salvadores de ocasião, criando castas ditatoriais.
    Mais do que prisões, hoje, o julgamento histórico – livre, abrangente, completo e sem vendas – será a garantia de que valeu a pena resistir.
    Neste confronto entre “revisionistas” x “justiceiros” certamente haverá uma nova vítima: a Verdade.
    E a Verdade é a única razão para que as dores sejam novamente sentidas e revividas.
    Que em nome de quem já não pode mais estar aqui ou que já não pode mais analisar o passado, honremos a todos com a Verdade.
    Sem vinganças mas com uma profunda, intensa e sofrida dor. Que nos baste, se for a última.
    Que a Comissão analise todos os fatos. Venham estes de onde vierem. E que escreva uma página de orgulho para que nunca mais tenhamos que chorar por mortos de uma guerra sem vencedores.
    E que se encerre uma dor que resiste em ser sentida, como em um membro amputado.
    E que a vida nos indique um caminho.
    ………………..
    “Caminhante, são teus rastos
    o caminho, e nada mais;
    caminhante, não há caminho,
    faz-se caminho ao andar.
    Ao andar faz-se o caminho,
    e ao olhar-se para trás
    vê-se a senda que jamais
    se há-de voltar a pisar.
    Caminhante, não há caminho,
    somente sulcos no mar.”
    António Machado – Poeta espanhol.

  69. Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    16/05/2012 às 21:13

    COMISSÃO DA VERDADE-PARCIAL = DESMORALIZAÇÃO DOS MILITARES = DITADURA COMUNISTA. Almirante Cabral: realmente é necessário contar a História dos DOIS LADOS! As Forças Armadas defenderam a Nação contra a instalação desse mofado comunismo. Reflete exatamente o mesmo Movimento que nós, cidadãos-conscientes, estamos desenvolvendo: a LUTA PELA LIBERDADE! PELA VERDADEIRA-DEMOCRACIA!

  70. nei Brasil

    -

    16/05/2012 às 21:06

    Nenhum desses grupos representam a verdadeira democracia.

  71. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/05/2012 às 20:39

    Além da propaganda dominante

    07:50, PAULO MOREIRA LEITE JUSTIÇA, POLÍTICA TAGS: COMISSÃO DA VERDADE, TORTURA
    Não gosto de chavões mas às vezes não dá para escapar. Há momentos em que a mentira dominante é a ideologia da propaganda dominante. É assim quando falamos sobre a Comissão da Verdade.

    O país passou a ditadura sob censura, contando histórias, mentiras e falsidades que o regime militar deixava publicar. O resultado está aí, décadas depois.

    As pessoas – aquelas de boa fé – que falam que também deveríamos esclarecer a violência de quem fazia oposição ao regime querem mostrar-se como cidadãos de boa vontade, cordatos, preocupados com o futuro.

    Não são pessoas com ideias extremadas e estão convencidas de que numa sociedade democrática deve haver lugar para conservadores e progressistas, para direita e esquerda e assim por diante. Concordo com isso.

    Mas é preciso ver a realidade. Não pode haver luta ideológica em relação ao passado.

    Basta entrar nos arquivos do Supremo Tribunal Militar para verificar que nenhum caso de ação violenta da oposição deixou de ser apurado e investigado na época. Nada escapou a um regime de força, que mantinha um aparato imenso, treinado com especialistas internacionais e equipado para perseguir seus inimigos de forma implacável, com violência e sem restrições para usar métodos ilegais de captura e interrogatório de presos.

    Quem for atrás, por exemplo, do seqüestro do embaixador Charles Elbrick, o primeiro caso no gênero, irá descobrir o seguinte.

    O chefe da operação, que era o operário Virgílio Gomes da Silva, foi morto pela tortura no DOI CODI de São Paulo. Joaquim Câmara Ferreira, que era o principal dirigente da operação, também foi morto em circunstâncias idênticas. Manoel Cyrilo, que participou diretamente da captura do embaixador, foi preso, torturado e, passou anos na prisão. Só foi solto depois da anistia, quando conseguiu provar que era capaz de ter um emprego.

    Carlos Marighella, que era o principal dirigente da ALN, mas nem participou pessoalmente da operação e há dúvidas até de que a tenha apoiado, foi executado meses depois.

    Fernando Gabeira, que esqueceu um paletó no cativeiro que serviu de primeira pista para se chegar ao grupo de seqüestradores, foi preso e torturado.

    O empresário Rubens Paiva foi preso, torturado e morto porque que recebeu uma carta de uma pessoa que vivia no Chile e tinha uma ligação com um dos participantes do seqüestro. Imaginaram que ele pudesse estar envolvido e foi assassinado. Rubens Paiva era deputado pelo PTB, foi cassado em 64. Formado em engenharia pelo Mackenzie, era pai de cinco filhos.

    O seqüestro do embaixador virou livro de memórias e filme, O que é Isso companheiro? O massacre de Rubens Paiva inspirou um belo livro, Segredo de Estado.

    Mas até hoje não sabemos sequer o que aconteceu com Rubens Paiva. Numa ação vergonhosa, para enganar a opinião pública, o regime chegou a informar oficialmente aos jornais que ele havia sido resgatado por uma organização de esquerda e fugido. A mentira foi manchete.

    Também não sabemos quem assassinou Virgílio, nem Joaquim Câmara Ferreira.

    Ao contrário dos militantes de oposição, que foram presos e não tiveram direito a um julgamento de nenhum tipo, e podiam considerar-se felizes quando eram encaminhados com vida a um tribunal, para uma sentença de cartas marcadas, os responsáveis por suas mortes não foram incomodados desde então. Seguiram na carreira profissional e até foram promovidos.

    Diante de tudo isso, eu acho que é o caso de fazer algumas perguntas simples: o que aconteceu? Quem deu as ordens? Quem achou que deveria cumpri-las? Por que? Quem escondeu os corpos dos desaparecidos? Quando? De que forma?

    Não é revanchismo. Não tivemos uma guerra civil. Tivemos um massacre. Não deixaram o outro lado vivo para contar a história.

    Não estamos falando de cidadãos que agiram por sua conta e arcaram com o peso de suas opções políticas. Estamos falando de agentes do Estado, que fizeram carreira no serviço público, obedeciam a uma cadeia de comando, davam e cumpriam ordens.

    É por isso que essa história deve ser contada. É uma questão de respeito.
    EM DEFESA DA TORTURA E TORTURADOES!

  72. José Carlos Pereira

    -

    16/05/2012 às 20:15

    O exército deve entrar com uma ação para desfazer muita picaretagem nas indenizações de pseudos perseguidos como Ziraldo e outros!

  73. Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    16/05/2012 às 19:47

    EM DEFESA DA TORTURA E TORTURADORES!

 

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