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16/05/2012

às 19:30 \ Vasto Mundo

Militares da reserva lançam contraofensiva diante da Comissão da Verdade

Amigos, este texto é do jornal Correio Braziliense, cuja leitura sempre costumo recomendar.

No final, depois da linha pontilhada, faço um acréscimo. O título original do texto vem abaixo:

Militares lançam contraofensiva

Almirante Veiga Cabral, presidente do Clube Naval (de terno): comissão própria para monitorar ações da Comissão da Verdade

Com a composição da Comissão da Verdade anunciada [e instalada oficialmente hoje no Palácio do Planalto], os militares da reserva — segmento na caserna que tem permissão para se manifestar politicamente — preparam ações para contrapor os trabalhos do grupo. No Rio de Janeiro, os três clubes militares estão trabalhando na criação de comissões paralelas, para acompanhar os movimentos do colegiado nomeado pela presidente Dilma Rousseff e produzir relatórios próprios. O

Clube Naval formou, há cerca de 15 dias, sua própria comissão. Em reunião na sexta-feira passada, ficou acertado que os clubes do Exército e da Aeronáutica também irão constituir grupos internos.

Os moldes e a forma de trabalho são inspirados na Comissão da Verdade: sete membros que irão monitorar as ações da comissão de Dilma Rousseff, produzindo relatórios e mantendo a caserna informada sobre as investigações. A intenção, segundo o almirante Veiga Cabral, presidente do Clube Naval, é contrapor as investigações sobre violações de direitos humanos ocorridas contra militantes, levantando informações sobre crimes ocorridos contra militares e seus familiares durante a ditadura.

“Para reconstituir a história, que é o que a lei diz ser o objetivo, é preciso ter as duas versões sobre os fatos. A maioria dos nomes escolhidos pela presidente têm uma ligação extrema com a esquerda e isso pode desequilibrar os resultados”, afirma o almirante.

Em Brasília, militares da reserva que coordenaram a reação à formação da Comissão da Verdade tentarão assegurar, por meios judiciais, que os convocados a depor no colegiado não tenham que se manifestar. O temor do grupo se deve à previsão, na lei, de que militares serão obrigados a colaborar com os trabalhos. “Queremos que o Supremo Tribunal Federal determine ao Legislativo que aperfeiçoe a lei para que diga as salvaguardas que teremos. Vamos usar nosso direito constitucional de permanecermos calados. Se depender da gente, essa comissão vai dar em nada”, afirma o coronel da reserva Pedro Ivo Moézia de Lima, um dos autores do manifesto “Alerta à Nação”.

O coronel Moézia de Lima, que participou "com orgulho" do Doi-Codi durante a ditadura e é advogado, quer revogar a lei que criou a Comissão (Foto oglobo.globo.com)

O oficial da reserva prepara um mandado de injunção para assegurar que não haverá punições futuras resultantes dos fatos apurados pela comissão. “Como vamos acreditar que não haverá punição se a própria ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) diz que daquilo poderão sair processos criminais?”, questiona, em referência a declarações da ministra ao Correio Braziliense, em fevereiro deste ano.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Agora, sou eu de novo, o colunista, escrevendo.

O coronel Moézia — para refrescar a memória dos leitores — é o mesmo que declarou ao jornal O Globo que participou com “muito orgulho do Doi-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna)”, notório centro de torturas, durante o regime militar. E que admitiu, “sem sentir culpa”, a possibilidade de ter matado “alguns guerrilheiros” em supostas trocas de tiro.

Leia a reportagem de O Globo neste link.

O coronel, que também é advogado, impetrou ação popular para declarar inconstitucional a lei que criou a Comissão da Verdade (lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011). Leia no site Consultor Jurídico.

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73 Comentários

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    23/5/2012 às 21:36

    Kucinski: ‘Jorrou dinheiro empresarial à repressão política’

    O depoimento de Claudio Guerra, em “Memórias de uma guerra suja”, detalha o envolvimento de empresários com a ditadura. Esse é o aspecto que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Campos, foram sequestrados em 1974 e integram a lista dos desaparecidos. Bernardo atesta: “Está tudo lá: empresas como Gasbras, White Martins, Itapemirim, grupo Folha e o banco Sudameris; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar bandidos com bonificações generosas”.
    Saul Leblon
    São Paulo – O livro ‘Memórias de uma guerra suja’, depoimento do ex-delegado do DOPS, Claudio Guerra, a Marcelo Netto e Rogério Medeiros, foi recebido inicialmente com certa incredulidade até por setores progressistas. Há revelações ali que causam uma rejeição visceral de auto-defesa. Repugna imaginar que em troca de créditos e facilidades junto à ditadura, uma usina de açúcar do Rio de Janeiro tenha cedido seu forno para incinerar cadáveres de presos políticos mortos nas mãos do aparato repressivo.

    O acordo que teria sido feito no final de 1973, se comprovado, pode se tornar o símbolo mais abjeto de uma faceta sempre omitida nas investigações sobre a ditadura: a colaboração funcional, direta, não apenas cumplicidade ideológica e política, mas operacional, entre corporações privadas, empresários e a repressão política. Um caso conhecido é o da ‘Folha da Tarde’, jornal da família Frias, que cedeu viaturas ao aparato repressivo para camuflar operações policiais.

    Todavia, o depoimento de Guerra mostra que nem o caso da usina dantesca, nem o repasse de viaturas da Folha foram exceção. Esse é o aspecto do relato que mais impressionou ao escritor e jornalista Bernardo Kucinski, que acaba de ler o livro. Sua irmã, Ana Rosa Kucinski, e o cunhado, Wilson Campos, foram sequestrados em 1974 e desde então integram a lista dos desaparecidos políticos brasileiros. Bernardo atesta:’ Esta tudo lá: empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; o dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas’.

    No livro, Claudio Guerra afirma que Ana Rosa e Wilson Campos – a exemplo do que teria ocorrido com mais outros oito ou nove presos políticos -tiveram seus corpos incinerados no imenso forno da Usina Cambahyba, localizada no município fluminense de Campos.

    A incredulidade inicial começa a cair por terra. Familiares de desaparecidos políticos tem feito algumas checagens de dados e descrições contidas no livro. Batem com informações e pistas anteriores. Consta ainda que o próprio governo teve acesso antecipado aos relatos e teria conferido algumas versões, confirmando-as. Tampouco o livro seria propriamente uma novidade para militantes dos direitos humanos que trabalham junto ao governo.

    O depoimento de Guerra, de acordo com alguns desses militantes, teria sido negociado há mais de dois anos, com a participação direta de ativistas no Espírito Santo. A escolha dos jornalistas que assinam o trabalho – um progressista e Marcelo Netto, ex-Globo simpático ao golpe de 64 – teria sido deliberada para afastar suspeitas de manipulação. Um pedido de proteção para Claudio Guerra já teria sido encaminhado ao governo. Sem dúvida, o teor de suas revelações, e a lista de envolvimentos importantes, recomenda que o ex-delegado seja ouvido o mais rapidamente possível pela Comissão da Verdade.

    Bernardo Kucinski, autor de um romance, ‘K’, – na segunda edição – que narra a angustiante procura de um pai pela filha engolida no sumidouro do aparato de repressão, respondeu a quatro perguntas de Carta Maior sobre as “Memórias de uma Guerra Suja”:

    Carta Maior – Depois de ler a obra na íntegra, qual é a sua avaliação sobre a veracidade dos relatos?

    Kucinski – As confissões são congruentes e não contradizem informações isoladas que já possuíamos. Considero o relato basicamente veraz, embora claramente incompleto e talvez prejudicado pelos mecanismos da rememoração, já que se trata da confissão de uma pessoa diretamente envolvida nas atrocidades que relata.

    CM – Por que um depoimento com tal gravidade continua a receber uma cobertura tão rala da mídia? Por exemplo, não mereceu capa em nenhuma revista semanal ‘investigativa’.

    Kucinski – Pelo mesmo motivo de não termos até hoje um Museu da Escravatura , não termos um memorial nacional aos mortos e desaparecidos da ditadura militar, e ainda ensinarmos nas escolas que os bandeirantes foram heróis; uma questão de hegemonia de uma elite de formação escravocrata.

    CM – Do conjunto dos relatos contidos no livro, quais lhe chamaram mais a atenção?

    Kucinski – O episódio específico que mais me chamou a atenção foi a participação direta do mesmo grupo de extermínio no golpe organizado pela CIA para derrubar o governo do MPLA em Angola, com viagem secreta em avião da FAB.

    CM – O que mais ele revela de novo sobre a natureza da estrutura repressiva montada no país, depois de 64?

    Kucinski – Fica claro que as Forças Armadas montaram grupos de captura e extermínio reunindo matadores de aluguel, chefes de esquadrões da morte, banqueiros do jogo do bicho, contrabandistas e narcotraficantes. Chamaram esses bandidos e seus métodos para dentro de si. Esses criminosos, muitos já condenados pela justiça, dirigidos e controlados por oficiais das Forças Armadas, a partir de uma estratégia traçada em nível de Estado Maior, executavam operações de liquidação e desaparecimento dos presos políticos, o que talvez explique o barbarismo das ações. Também me chamou a atenção a participação ampla de empresários no financiamento dessa repressão, empresas importantes como a Gasbras, a White Martins, a Itapemirim, o grupo Folha – que emprestou suas peruas de entrega para seqüestro de ativistas políticos -, e o banco Sudameris, que era o banco da repressão; dinheiro dos empresários jorrava para custear as operações clandestinas e premiar os bandidos com bonificações generosas . Está tudo lá no livro.
    Fonte: Carta Maior
    Postado por SOA BRASIL às 12:43 Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut
    Marcadores: Brasil, Comissão da Verdade, Dilma, Ditadura, Golpe 64, Golpe empresarial, PT

  • Corinthians

    -

    22/5/2012 às 18:28

    O documentário “Reparação” está disponível no YouTube, com o depoimento completo de Lovecchio e claro, informações de historiadores sérios, que não ganharam dinheiro do estado para criar uma verdade.
    Vale a pena ver (1h26m):
    http://www.youtube.com/watch?v=1OLG9NtXSAY&feature=player_embedded

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    22/5/2012 às 14:29

    Corinthinas:
    Celso Lungaretti para mim tem total credibilidade – por mim encerrado o assunto.
    Abraços
    Pedro Luiz

  • Corinthians

    -

    22/5/2012 às 1:17

    Pedro Luiz Moreira Lima – 20/05/2012 às 23:41
    “Realmente, por aqui poucos sabem que, através dos tempos, TODAS as vezes em que cidadãos comuns pegaram em armas contra tiranias registraram-se erros e acasos infelizes, sem que isto descaracterizasse o fundamental: o fato de uns estarem utilizando a violência DESMEDIDAMENTE para manter o despotismo e outros SELETIVAMENTE para o combater.”
    Nojento, afinal dizer que uns usavam a viol6encia de maneira desmedida, esquecendo dos justiçamentos dentre os próprios grupos terroristas e a também desmedida força em atentados, chega a ser no mínimo doentio em minha opinião.
    “MAS O PRÓPRIO HORÁRIO ESCOLHIDO ATESTA QUE HAVIA A INTENÇÃO DE NÃO FERIR NINGUÉM.”
    O que vale é a intenção, e não a irresponsabilidade. Quase deu vontade de inocentar quem colocou a bomba lá.
    Pelo menos o tal jornalista não desceu ao nível de dizer que eles lutavam por democracia e teve a coragem de fazer o que a maioria não faz – dar legitimidade a algumas vítimas, enquanto outras são chamadas de casualidades, erros, acasos…
    Mas também é só neste caso – afinal a credibilidade cai quando vemos o depoimento da boca da própria vítima http://www.youtube.com/watch?v=LgdeqcmAYNk – vale lembrar que por ser um erro, um acaso circunstancial, é claro que esta vítima não recebe Bolsa Ditadura, mas é claro também que quem colocou a bomba lá, o autor do atentado, recebe.
    E quando, claro, o tal jornalista não deixa de atacar a imprensa que não é sustentada pelo dinheiro estatal…

  • Razumikhin

    -

    21/5/2012 às 9:23

    REPÚBLICA POPULAR DO BRASIL
    Àquela época – 1960,70 – o mundo vivia a guerra fria. Havia o medo, na maior parte da população brasileira, e o desejo, em uma outra pequena parte, que a revolução comunista chegasse até aqui. Se os vários movimentos revolucionários tivessem tido êxito, os comunistas teriam, talvez, conseguido arrancar à força uma parte da nação brasileira do “domínio imperialista” dos EUA. Eles teriam implantado, felicíssimos, a sua versão da “ditadura do proletariado” em nome da liberdade, é claro. Expurgos, guerra civil, pelotões de fuzilamento, fome, milhares de brasileiros mortos. No mapa do mundo se veria: Brasil do Norte e Brasil do Sul. Quem vivesse na parte Sul, estaria morando em alguma coisa semelhante à South Korea, com um IDH equivalente; e quem, por desgraça, estivesse morando na parte norte estaria chorando a morte de um Kim II-Sung tupiniquim.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    20/5/2012 às 23:41

    JORNAL DA DITABRANDA VENDE
    O MESMO PEIXE PODRE PELA 2ª VEZ!!!
    Celso Lungaretti (*)

    Sempre que estão em evidência no noticiário as atrocidades e execuções perpetradas pelo regime militar, as viúvas da ditadura requentam os mesmíssimos episódios de vítimas dos grupos armados, apostando na desinformação dos brasileiros.

    Realmente, por aqui poucos sabem que, através dos tempos, TODAS as vezes em que cidadãos comuns pegaram em armas contra tiranias registraram-se erros e acasos infelizes, sem que isto descaracterizasse o fundamental: o fato de uns estarem utilizando a violência DESMEDIDAMENTE para manter o despotismo e outros SELETIVAMENTE para o combater. E a indústria cultural tudo faz para que tal conhecimento continue restrito a minorias.

    No Brasil, para contrapor às muitas dezenas de episódios chocantes protagonizados pelas bestas-feras da ditadura, a extrema-direita utiliza invariavelmente os casos de Mario Kozel Filho e Alberto Mendes Júnior –lamentáveis, sem dúvida, mas CIRCUNSTANCIAIS, enquanto os carrascos abrigados no aparelho de estado implementaram uma política DELIBERADA de extermínio dos guerrilheiros, repetindo em menor escala a solução final dos nazistas para os judeus.

    Em março/2008, o jornalista Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo e em outros jornais nos quais sua coluna é publicada, colocou em evidência um terceiro episódio: o do jovem Orlando Lovecchio Filho, que teve a perna amputada depois de atingido pela explosão de uma bomba que a ALN deixou em março/1968 no estacionamento do Conjunto Nacional (av. Paulista), diante do consulado estadunidense em São Paulo.

    Na ocasião, ficou esclarecido que Gaspari não só atribuíra o atentado à organização errada (culpava a VPR) e às pessoas erradas (nomeou quatro mas duas eram inocentes, tendo uma delas, Dulce Maia, sido vitoriosa na ação que moveu contra o acusador leviano), mas também que Lovecchio PERDEU A PERNA PORQUE A REPRESSÃO DA DITADURA, SUSPEITANDO QUE ELE PUDESSE SER TAMBÉM UM PARTICIPANTE DO ATENTADO, INTERROMPEU O SOCORRO MÉDICO PARA INTERROGÁ-LO E, QUANDO O LIBEROU, HORAS MAIS TARDE, A GANGRENA JÁ SE ESTABELECERA.

    Lovecchio levou à Justiça um dos verdadeiros autores da ação, Sérgio Ferro, e PERDEU!

    A derrota judicial se deveu aos relatórios médicos que Ferro apresentou em sua defesa: o primeiro informando que o ferimento de Lovecchio era grave, mas existia possibilidade de recuperação. O segundo, que quando o atendimento foi retomado, horas mais tarde, sua perna já havia gangrenado, o que tornou obrigatória a amputação.

    Inacreditavelmente, quatro anos mais tarde o jornal da ditabranda, neste domingo (20), bate novamente na mesma tecla e esquece o que ficou evidenciado em 2008: A CRIMINOSA INTERRUPÇÃO DOS CUIDADOS MÉDICOS A UM FERIDO QUE, AINDA QUE FOSSE UM GUERRILHEIRO ATINGIDO PELA PRÓPRIA BOMBA, DEVERIA TER SIDO SOCORRIDO ANTES DE INTERROGADO.

    A nova manipulação jornalística tem o título de Vítima de bomba também espera receber reparação. E gasta muitas palavras para recapitular a explosão, menos o detalhe fundamental que levou a Justiça a rechaçar a acusação de Lovecchio contra Ferro. Constatem:

    “…Era 1h30 do dia 19, avenida vazia, lojas fechadas, consulado idem, quando o DKW desceu a rampa do estacionamento. Lovecchio estava com um primo e um amigo de Santos, que o visitavam. Lovecchio estava com um primo e um amigo de Santos, que o visitavam.

    Um cano tampado com papel kraft. Saída do prédio. Fumacinha. Acabam aí as lembranças. Lovecchio não ouviu nada, não viu clarão.

    Quando acordou, estava deitado no chão, cercado por pessoas perguntando-lhe isso e aquilo. Achou estranho que a sola do sapato estivesse ‘olhando’ para ele.

    Os jovens foram os primeiros suspeitos do atentado. Nos jornais dos dias seguintes, a polícia avisava: a explosão podia ser um ‘acidente de trabalho’. Os três do DKW entraram na mira da Polícia do Exército e do Dops.

    Internado no Hospital das Clínicas, Lovecchio lutou para controlar a infecção na perna dilacerada. Os pais dele recusavam-se a aceitar a hipótese de amputação. ‘Mas já estava gangrenando’”.

    Para quem quiser recapitular a polêmica de 2008, eis os artigos que então lancei, aqui, aqui e aqui.

    A narrativa folhetinesca e choramingas, calibrada para indispor os leitores com os antigos resistentes, admite que Lovecchio foi inicialmente tido como suspeito, omite o restante e ainda registra sem comentar que o atentado se deu em plena madrugada, num estacionamento quase vazio.

    Ou seja, tanto quanto o carro-bomba lançado contra o QG do II Exército, FOI UMA DESNECESSÁRIA E CONDENÁVEL DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA, MAS O PRÓPRIO HORÁRIO ESCOLHIDO ATESTA QUE HAVIA A INTENÇÃO DE NÃO FERIR NINGUÉM.

    Ignoro se a ALN reconsiderou a conveniência de tais ações, mas a VPR o fez, no Congresso de Mongaguá, em abril de 1969, do qual participei. E dou meu testemunho: a morte do recruta Kozel era bastante lamentada pelos companheiros de origem militar, que estimavam –e muito!– os subalternos. Até por quase todos serem antigos sargentos e cabos, acostumados a ZELAR pelos recrutas, um ano depois continuavam cheios de remorsos.

    Sentimento de pesar compartilhado pelo próprio Lamarca, que ainda não ingressara na VPR quando o atentado ocorreu: embora tivesse chegado a capitão, ele identificava-se mesmo é com a soldadesca, afirmando amiúde que se diferenciava dos outros oficiais por ser filho de sapateiro, e não de famílias burguesas ou de classe média.
    * jornalista, escritor e ex-preso político. http://naufrago-da-utopia.blogspot.com

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    20/5/2012 às 21:45

    Impressionante:
    Enquanto falamos de Direitos Humanos – os que vivem na escuridão unica oportunidade de se esconderem da verdade – continuam a falar as mesmas palavras do ódio.
    Que pessoas infelizes,que pessoas isoladas.Não lhes presto solidariedades e pelas atitudes e palavras – o absoluto Desprezo pelas Covardias que praticaram no passado e ainda insistem tomar no presente.
    O chargista da Folha de S.Paulo merecia um premio por sua charge de Quinta ou Sexta:
    Os 3 Ministros Militares comentando entre si a instalação da Comissão da Verdade:
    Aeronautica – “Detesto solenidas”
    Marinha – “Sim,é muito chato!”
    Exercito – “Para mim,Uma Tortura!”
    Fantástico!
    Pedro Luiz

  • Tico Tico

    -

    20/5/2012 às 20:23

    Enquanto tivermos militares de direita, as coisa estarão mais ou menos bem. Se houver a implantação de hegemonia esquerdista pelo método gramsciano nos quartéis, a médio prazo teremos uma geração de tenentes vermelhinhos. Aí então, poderemos enfiar a viola no saco.

  • wilson

    -

    19/5/2012 às 11:36

    Só resta ao SA e Balilas “indignados” molestar as
    famílias e os adversários.
    Maria do Rosário Taurus não é boba, e quer sangue
    muito sangue, pois será certo que alguém não vai ter paciência e pronto a tragédia e ainda vão dizer que só estavam protestando.
    Esta gente parece o Cavaleiro em armas que vai libertar a donzela sabendo que ela e o dragão dormem em cavernas separadas.
    Não é só aqui o Baltazar Carzon o justiceiro enquanto perseguia ditadores dieitistas era só
    aplausos, mas eis que na Espanha as famílias de
    espanhóis desaparecidos,mortos pelo Fidel foram
    cobrar a mesma justiça e aí a defensor dos frascos
    e comprimidos de um lado só falou – não brinco mais!
    Para mim Ustra e Lamarca são meliantes.

  • carlos mattos

    -

    18/5/2012 às 22:40

    Nao deve ser dificil, encontrar os crimes da **** e so jogar para fora, dai ela demite a comessao da verdade, que ela formatou

  • carlos mattos

    -

    18/5/2012 às 22:30

    Digamos que os bombeiros, se afastem do local depois de apagar um incendio, mas, por descaso com uma pequena brasa, o fogo se aviva e se transforma em um grande, maior incendio e o fogo acaba destruindo tudo de novo, isto e o que a anta esta querendo fazer, e ate esta assoprando a brasa, esta mui e porralouca, ja disse isto uma porcao de vezes, porra louca

  • Luiz

    -

    18/5/2012 às 14:15

    Caro Sr. Pedro Luiz Moreira Lima espero que seu pai, o grande brigadeiro Rui Moreira Lima, seja ouvido na comissão e relate a traição que foi o golpe de 1964. Caso não consiga deve tentar duas alternativas. Falar na comissão da verdade dos deputados federais, que tem como membros os deputados domingos dutra e luiza erundina entre ou na comissões estaduais que estão se formando.

  • Mari Labbate *44 Milhões*

    -

    18/5/2012 às 8:31

    Querido José Vicente Filho: sugiro-lhe que crie um Blog e, através de argumentações lógicas, defenda as Forças Armadas, porque sem elas nenhum País sobrevive. Avise-nos, nesse lindo espaço que o Setti reserva-nos, para exercitarmos a nossa Liberdade, quando realizar esse ATO DE AMOR À PÁTRIA. Permite-nos, amado democrata? Tranquilize-se, pois não haverá mais conflitos armados: O NOSSO PODER É A BOA-PALAVRA e o veículo ideal é a INTERNET-LIVRE. O Exército-dos-Justos já convocou-nos: vamos participar! Atenção: quem atira ovos e tomates em irmãos, passará por graves dificuldades financeiras, visto que os alimentos são benditos e nada fica impune, no Universo. Abbraccio!

  • Marcelo

    -

    18/5/2012 às 3:49

    Retribuo em dobro as palavras que me dirigiu em seu comentário sórdido, cafajeste e mentiroso. Suma deste blog.

  • Marcelo

    -

    18/5/2012 às 3:46

    Duvido que essa comissão da meia verdade vá falar sobre os assassinatos cometidos pelos terroristas. Mais de 120 pessoas mortas e sabe-se lá quantos torturados pelos comunas que queriam transformar o Brasil numa ditadura comunista.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    18/5/2012 às 2:43

    João Vicente Filho:
    “O povo desarmado merece o respeito das forças armadas.”
    “O soldado não conspira contra as Instituições pelas quais jurou fidelidade, se o fizer trai seus companheiros e pode desgraçar a nação.”
    Não é o Exército que o convocará – estamos dentro de um Estado Democratico de Direito, a Constituição diz que o COMANDANTE EM CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS É O PRESIDENTE DA REPUBLICA e as FOrças Armadas devem a Presidencia da Republica por juramento: lealdade e subordinação.
    Acabou-se o tempo de golpes,quarteladas pricipalmente ameaças – não existe ninguém,fora e mesmo dentro do país a embarcar em novas ditaduras.
    As Forças Armadas nada mais têm haver com seus ex chefes que não honraram suas fardas e juramentos,cometendo todos os crimes contra a DIGNIDADE HUMANA.É a eles que está disposto a proteger ou a uma Força Armada apesar de todas as dificuldades que protegem nossa Amazonia pelos rios,terra e ar,MAR TERRITORIAL…Não apenas proteção armada mas levando saude,infraestrura e integrando o país.
    É essa Força Armada que o Povo Brasileiro ama e admira – MILITAR,LEGALIDADE e DIREITOS HUMANOS ANDAM JUNTOS E NUNCA SEPARADOS.
    Não existe o ódio existe apenas o Direito Sagrado, esse sim um Direito Sagrado, de saber como e onde estão os corpos de pessoas torturada,mortas e desaparecidas, de saber os locais de torturas, de saber quais os crimes e acusações que geraram tantas perseguições e finalmente resposaveis diretos e indiretos de tais atos contra a DIGNIDADE HUMANA.
    Não informar,negar informação aí sim é ódio e unilateral – esta apenas o lado de voces.
    A Nação Brasileira esta apenas a procura da Verdade e História e as Forças Armadas são também POVO e em sua maioria atrás também da Verdade , História e a Legalidade.
    Faça uma visita ao Mausoléo do Monumento aos Pracinhas: verá nas paredes nomes de tripulantes,passageiros e os primeiros soldados mortos do exército enterrados no mar – sem declaração de guerra 32 navios brasileiros afundados pelo Nazifascismo.Por volta de 500 sepulturas de jovens que deram suas vidas pela Liberdade e Soberania do Brasil.
    Caso seja convocado que seja pela defesa da Pátria contra um Inimigo Externo – o Povo Brasileiro jamais voltará a ser considerado novamente em nome de uma Imoral e Moribunda “Lei de Segurança Nacional” como Inimigo Interno,ESSE TEMPO PASSOU!
    Pedro Luiz

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 21:37

    Viu ReynaldoBH,SergioD – não existe como parar numa democracia a busca pela VERDADE especialmente quando a juventude assume esse compromisso,estou com eles.

    Jovens mobilizam-se contra Lei da Anistia

    Por Cristiane Agostine

    Em frente à empresa de segurança privada Dacala, na zona sul da capital paulista, dezenas de militantes do Levante Popular da Juventude protestam contra o proprietário, David dos Santos Araújo, ex-agente de repressão do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi). Com o microfone em mãos, a estudante Lira Alli ataca Araújo, o capitão Lisboa. “O dono desta empresa é um torturador. É importante que todas as pessoas que moram aqui perto saibam. Ele assassinou, estuprou, prendeu e torturou pessoas que lutavam contra a ditadura”. O protesto, realizado em 26 de março, destinou-se a marcar os 48 anos do golpe militar.

    Quase dois meses depois, às vésperas da instalação da Comissão da Verdade, em Brasília, o jovem Edison Rocha Junior é um dos que protestam no Guarujá (SP) em frente ao prédio onde mora o tenente coronel reformado Maurício Lopes Lima, apontado como torturador na Operação Bandeirante da presidente Dilma Rousseff e de Frei Tito. “Estamos aqui para denunciar à vizinhança e à sociedade que neste endereço, no apartamento 23, mora um torturador”, diz Junior. As palavras foram repetidas por dezenas de manifestantes. No protesto, na segunda-feira, jovens pixaram “Aqui mora um torturador no apartamento 23 A” e colocaram faixa no edifício com a mesma inscrição.

    Lira Alli, de 23 anos, e Edison Rocha Junior, de 26 anos, são dois dos articuladores do Levante Popular da Juventude, que promove atos conhecidos como “esculachos” contra torturadores e agentes de repressão da ditadura. O grupo realizou dois grandes protestos nacionais. No primeiro, em março, fizeram ações em dez Estados. No segundo, nesta semana, em onze Estados. Em ambos, reuniram centenas de jovens. Em março, participaram também de protesto organizado pelo cineasta Silvio Tendler no Clube Militar, no Rio de Janeiro.

    O movimento divulga na internet a foto, o endereço e a acusação contra agentes da repressão militar e cobra punição. “Não queremos fazer justiça com as próprias mãos”, diz Lira. “Não é uma ameaça direta aos torturadores. Mas não quero morar ao lado de um torturador, estuprador”, afirma Junior.

    O grupo de jovens, ligado à Via Campesina, começou a se organizar no Rio Grande do Sul em 2006 e ganhou força em 2011, com a participação de estudantes secundaristas, universitários e jovens da periferia. Muitos já participavam de outros movimentos sociais, como Junior e Lira, que se conhecem há dez anos. No início do ano, um acampamento do Levante Popular da Juventude reuniu no Rio Grande do Sul mais de 1,2 mil pessoas.

    Com a instalação da Comissão da Verdade, as manifestações devem se intensificar. Para integrantes do Levante Popular da Juventude, se não houver pressão popular a comissão corre o risco de ser esvaziada. “Quando os crimes forem se revelando, vai ficar cada vez mais clara a necessidade de Justiça. A verdade pede a justiça. A Comissão da Verdade foi criada só para esclarecer o que aconteceu. Por isso é preciso pressão popular para cobrar a punição”, analisa Junior.

    Os protestos são organizados na surdina, para que militares, os “alvos” dos jovens, não desarticulem as manifestações. “Garantir o sigilo é fundamental. Se as informações vazarem, isso pode nos prejudicar”, explica Junior. “Protestamos contra militares aposentados, figuras perigosas”, afirma. Um grupo pequeno, de três a sete pessoas, fica responsável por descobrir o endereço dos agentes que atuaram na repressão na ditadura e por mobilizar os jovens em todo o país. Um dia antes – ou mesmo horas antes- do protesto, esse grupo se reúne com os manifestantes, diz quem será o alvo da vez e dá instruções. As redes sociais são usadas com moderação. “As conversas têm de ser olho no olho, à moda antiga”, diz Junior. Os gastos com os protestos são poucos, com a compra de tinta para as pixações e faixas. Os recursos são arrecadados com a venda de camisetas e uma “vaquinha” entre os participantes.

    Diferente de outros movimentos que lutam pela punição dos torturadores, formado por familiares de ativistas mortos pelo regime militar e desaparecidos políticos, grande parte dos integrantes do Levante Popular da Juventude não teve parentes mortos ou torturados. A maioria também não é vinculada a partido. “Temos outras bandeiras de mobilização. Nossa pauta é a memória e a justiça, mas foi a defesa da punição dos torturadores que nos tornou mais conhecidos”, explica Junior. “Acho que esse protesto [de expor os agentes da repressão] é algo novo”. Analista de suporte de informática, o jovem afirma ter participado de protestos contra o genocídio da juventude negra, luta por cotas nas universidades e por melhores condições de vida na zona leste de São Paulo, onde vive, entre outros.

    Junior, no entanto, lembra que seu pai, morto em 2002, foi preso pelo regime militar quando trabalhava como metalúrgico no ABC paulista. “Ele era da comissão de fábrica da Ford e foi preso sob acusação de dano ao patrimônio. Os operários sofriam uma repressão diferente. Eram acusados de crimes comuns, não de subversão. Não eram considerados presos políticos”. Lira diz ter convivido com amigos de seu pai, militante do movimento estudantil, que foram perseguidos e torturados.

    “Mas a nossa luta não é por um sentimento pessoal. É uma questão política”, diz Junior. Os dois jovens, tidos como os porta-vozes do movimento, veem reflexos na sociedade da falta de punição aos torturadores. “A polícia continua a militar. Essa é uma das principais causas da violência contra a juventude pobre e negra da periferia”, analisa Lira. Junior reforça: ” Isso abre espaço para que a Polícia Militar, para que e grupos especiais da PM se tornem máquinas de matar. A não investigação de grupos de extermínio da polícia é fruto da ditadura. Ninguém faz nada contra quem tortura e mata”.

    Na luta pela punição dos torturadores, Lira diz que a pergunta mais frequente que ouve é: “Por que você não vai combater a corrupção?”. “Digo para essas pessoas que se organizem e lutem contra a corrupção se é isso que lhes importa. Cada um elege sua prioridade. Para nós agora é o momento oportuno para se reescrever a história do Brasil”.
    Pedro Luiz

  • José Vicente Filho

    -

    17/5/2012 às 21:27

    Sou militar da reserva e acho que essas atitudes revanchistas dessa “presidenta” vai terminar em ódio. Já tem gente se achando no direito de jogar ovos em generais aposentados, profissionais que merecem respeito por passar suas vidas defendendo a pátria. Já registro aqui que os comunas vão perder mais uma vez. Se o exército me convocar serei voluntário.

  • SCF

    -

    17/5/2012 às 21:24

    Prezado SergioD, entendo sua posição, mas o caso do Brasil não é comparável com Ale/Ita. As realidades geo-socio-politica-economicas eram diferentes, a maturidade da democracia e suas instituições eram MUITO diferentes, e a escala do terrorismo lá era muito menor que no Brasil. E, para finalizar, a Europa estava CHEIA DE AMERICANOS, que não iam deixar a coisa degringolar de jeito nenhum. Conclusão: a ditadura militar foi um mal necessário para evitar a inevitável ditadura comunista. Abs,

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 21:17

    AGRADECO A TODOS QUE COMBATERAM A DITADURA CIVIL MILITAR _ CORRECAO!
    Pedro Luiz

  • Corinthians

    -

    17/5/2012 às 20:54

    SergioD – 17/05/2012 às 18:52
    Apesar de nossas disias devo seguir o Setti e elogiar este comentário. É a mais pura realidade – e coloca de forma sucinta o que acontecia tanto aqui quanto lá.

    P.S. Fiquei meio receoso de colocar, mas acho válido lembrar meu pesar de que Battisti foi “anistiado” aqui no Brasil….

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 19:00

    Amigo SergioD:
    Entendi seu reparo mas fico como meu – não acredito na “boa formação” dessas pessoas,considero-as de Péssima Formação e Informação.
    Fico com as opiniões de Mirian Leitão e Paulo Moreira Leite – não separo BONS COMBATENTES de MAUS COMBATENTES – todos lutaram contra uma Ditadura Cruel e Assassina.
    Agradeço a todos os combatentes da Ditadura Civil Militar pela DEMOCRACIA que vivemos hoje.
    A todos perseguidos,torturados,mortos e desaparecidos – a História contará suas Lutas e seus nomes como Heróis da Pátria.
    Os da Ditadura – tantos os civis e militares no lixo da história.
    Meu abraço de amigo a voce SergioD.
    Pedro Luiz

  • Tuco

    -

    17/5/2012 às 18:56

    .

    Essa tal Comissão da Verdade chega em boa
    hora… Boa hora para tirar um pouco de foco
    dos escândalos que incendeiam este País. Só
    se presta a esse mister!
    “Verdade” de interesses, no Brasil cola.


    .

  • SergioD

    -

    17/5/2012 às 18:52

    José Louis, os governos democráticos da Alemanha e da Itália, durante a década de setenta, souberam lutar contra grupos terroristas muito mais violentos que os grupos de esquerda daqui sem abrir mão do direito e das liberdades democráticas. A luta contra os grupos que pegaram em armas contra o regime militar não era justificativa para punir todo um povo com a falta de liberdade.
    Abraços

    SENSACIONAL seu comentário, caríssimo SergioD. É isso aí!

    É uma triste herança autoritária a nossa, no Brasil, de achar que uma série de coisas só podem ser resolvidas por regimes autocráticos ou ditadoriais. Ditaduras não resolvem nada — além de roubarem direitos dos cidadãos, seus efeitos deletérios duram por vezes décadas depois que elas se vão.

    Um abraço e parabéns pela observação.

  • SergioD

    -

    17/5/2012 às 18:44

    Ricardo, quando entro pelo navegador não há nenhum problema em ver os vídeos. Quando entro pelo aplicativo da Veja é que não consigo ver os vídeos. O problema do comentário anterior é a dificuldade de rever os textos. Por isso acabam passando erros imperdoáveis, o que já não acontece num computador comum.
    Mais uma vez obrigado e abraços.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 18:05

    Setti,SergioD,ReynaldoBH,Luiz;
    Estão assim com a Comissão da Verdade se iniciando e imaginem em ação – os crimes,perseguições do Estado e seus agentes terão nome e sobrenome e não mais apelidos,não é Verdade,Dr.Tibiriça na realidade Ustra.Aí o panico será geral.
    Respeito sua posição Setti,SergioD e ReynaldoBH mas a Lei da Anistia de 1979 pode ser mudada sim – basta pressão popular e deputados\senadores a mudarem constitucionalmente.
    A tortura ainda pratica comum em delegacias,presidios e até estabelecimentos comerciais, só terá fim quando seu agentes de todos os níveis souberem que ao serem descobertos terão PUNIÇÃO,coisa até hoje IMPUNE.
    Abraços do amigo
    Pedro Luiz

  • José Louis

    -

    17/5/2012 às 17:42

    Primeiro quero dizer que não aprovo ditadura nenhuma e acho que os direitos humanos devem ser respeitados sempre.Mas os militares tem que se defender, mostrar que lutaram para impedir que aqui fosse instalada uma ditadura de esquerda.E o jeito, naquele momento histórico, foi com outra ditadura, de direita.Naquele período, o mundo estava sofrendo o assédio dos comunistas que queriam espalhar sua ideologia e para isso, treinavam os jovens idealistas para se tornarem guerrilheiros e fazer terrorismo, visando desestabilizar os governos democráticos afim de tomar o poder,com isto, os militares tinham que permanecer no poder até passar essa onda,que foi o que aconteceu, então eles passaram novamente o poder aos civis, de forma pacifica e civilizada.Os meios que foram usados são realmente condenáveis,mas foram os meios usados pelo aparelho do estado, não acho que se possa condenar pessoas por obedecer ordens do estado.
    Mas, como são falsos esses esquerdas,lutaram para implantar uma ditadura e agora dizem que era por democracia.
    Porque não lutaram pelos meios legais?
    Porque foram treinar guerrilha bem antes dos militares tomarem o poder?
    Porque mataram pessoas inocentes?
    Como meia duzia de “gatos pingados” poderia impor sua ditadura aos outros brasileiros? Só pela força bruta e pelo terrorismo mesmo.
    Porque eles sempre querem impor seus pontos de vista?
    Porque eles é que tem que decidir o que é bom para o povo e não o próprio povo? O povo não é burro e eles não são os iluminados,se assim fosse a antiga URSS não teria se desintegrado e Cuba e Coréia do Norte seriam paraísos terrenos e não estados miseráveis, que não conseguem produzir nem o alimento suficiente para seu próprio povo.
    Porque, se eles queriam um país melhor, com melhor distribuição de renda,agora se atiram com voracidade sobre as indenizações que o estado lhes dá e que são tiradas dos impostos que todos,até o mais pobre dos brasileiros, pagam?Porque não renunciam a isso e vamos aplicar esse dinheiro em melhores hospitais e escolas para nosso povo?
    E se eles ja processaram o estado porque agora querem processar individuos que só estavam cumprindo ordens?
    Porque a sociedade tem que ser progressista?Moralmente eu acho que estávamos bem, antes dos esquerdas subirem ao poder, agora ja descemos muito na escala moral. Nunca antes nesse país houve tanta roubalheira,a corrupção está generalizada
    , institucionalizada, hoje nossa sociedade está “regressista”. Temos que ser progressistas no sentido de gerar mais riquezas e de melhor aplicar o dinheiro dos impostos em favor desse povo e não que esse dinheiro vá parar no bolso dos corruptos.
    E só mais uma coisa, você disse que te roubaram parte da tua vida,mas o povo não está sendo roubado continuamente quando lhe falta escola,saúde,segurança, etc? E ainda, uma minoria influente e barulhenta, quer lhe impor,na base do grito, leis e ideologias que são contra os principios que esse povo preza.

  • SergioD

    -

    17/5/2012 às 17:41

    Ricardo,continuo apanhando do meu tablet. Por favor, não publique o meu comentário dasn17:31.
    Obrigado

    Suprimi, a seu pedido, o comentário mencionado. Você está tendo dificuldade de ver vídeos do blog em seu tablet? Um outro leitor me avisou hoje desse problema.

    Abraços

  • SergioD

    -

    17/5/2012 às 17:23

    Pedro, eu quiz dizer boa formação educacional, o que não tem nada haver com formação cultural, espiritual e cívica. Que fique bem entendido. Boa formaçãomno sentido de terem a capacidade de discernir o que é certo e o que é errado.
    Angelo, se você já leu algum comentário meu sobre a luta armada aqui no blog poderia ter visto que fui e sou contra a ação dos grupos que pegaram em armas contramo governo militar. Em minha opinião, e discordo do Pedro sobre isso, eles acabaram justificando o aperto da repressão e o consequente retardo no retorno à democracia. Portanto não posso viver do sangue alheio. Também não sou revanchista pois sou a favor que se mantenha a lei da anistia, principalmente porque não haveria como punir todos aqueles que torturaram e mataram em nome do regime militar. Muitos deles, inclusive seus mandantes maiores,,já morreram.
    Mantenho o que disse. A grande maioria dos que partiram para a luta armada foram investigados, processados, presos, torturados ou mortos, o que ocorreu também com gente que se criticava o regime se pegar em armas para isso. Isso não aconteceu e, em nome da lei da anistia, não deve ocorrer. Mas é necessário que suas ações venham a público, uma vez que as ações da esquerda naqueles tempos é mais do que conhecida.
    Abraços a ambos.

  • Corinthians

    -

    17/5/2012 às 16:37

    Dada as declarações e entrevistas estapafúrdias de vários membros da comissão, ridicularizando a própria lei que criou a comissão, o que mais esperar ?
    Só não acho que devamos desconsiderar a argumentação por que o autor não é uma boa pessoa. Por incrível que pareça, esta pessoa que tem orgulho de ter participado de um instrumento de tortura e prisões políticas está certo.
    Ou alguém aí consegue responder a pergunta dele ?

  • SCF

    -

    17/5/2012 às 16:33

    Prezado Setti, essa reação dos Clubes Militares era prevista, visto que a vontade dessa gentinha que está em Brasília há 10 anos é uma só: vingança! O discurso melífluo da presidente, de reconciliação e outros blábláblás, é uma mentira da primeira à última palavra, pois eles vão fazer de tudo para caluniar, difamar, e se possível punir aqueles que defenderam o Brasil do comunismo internacional. Abs,

  • Esron Vieira

    -

    17/5/2012 às 16:30

    Não sou à favor desta comissão da verdade. Ela apenas convalida uma lei absurda criada pelos covardes, a fim de sairem incolumes dos crimes cometidos contra os direitos humanos.
    Nenhum pais decente do planeta daria perdão e aposentadoria a um cidadão como este da foto. Só aquí.
    Não vejo nenhuma diferença entre os torturadores brasileiros e os oficiais da “SS”. Todos se consideravam a nata, limpando o lixo e cumprindo ordens.
    Como já foram cochorros do Tio Sam,(vide Pinochet), existem prerrogativas e artificios que alivian-nos.
    Caso fossem criminosos contra a humanidade, não alinhados às vontades da agiotagem internacional, caberiam-lhes o tribunal da Holanda. Aí não seria revanchismo.

  • LÉO MEDEIROS

    -

    17/5/2012 às 16:04

    “Na frente dos pais, fatiaram o corpo do rapaz em partes e concluíram por facadas no coração. Deixaram claro que era uma represália para servir de escarmento a quem auxiliasse a tropa que os perseguiam.”

    Os autores da ‘façanha’ foram os terroristas da APML/PC do B, durante a Guerrilha do Araguaia, instaurada para implantar uma ditadura comunista no Brasil
    Quem conta é Jarbas Passarinho, ex-coronel, ex-ministro da Educação, ex-governador do Pará e ex-senador.

    SERÁ QUE A TAL COMISSÃO DE VERDADE DA PETRALHADA SABE DISTO?

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 15:57

    ZULEIKA CELESTINO – PRESENTE!
    De O Popular

    Comissão

    A morte veio antes da verdade
    Zuleika Celestino, ícone da luta para esclarecer crimes, morre no dia da posse de comissão

    Maria José Silva 17 de maio de 2012 (quinta-feira)

    Era por volta das 10h30 de ontem quando a presidente Dilma Rousseff instalou a Comissão da Verdade, responsável por apurar as violações aos direitos humanos ocorridos entre os 1946 e 1988, período que inclui os anos sombrios da ditadura militar. Numa infeliz coincidência, duas horas antes morria em Goiânia, aos 97 anos, a professora aposentada e bacharel em Direito Zuleika Borges Pereira Celestino, mãe de Paulo de Tarso Celestino, advogado desaparecido em 1971 e nunca encontrado.

    A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e foi marcada por muita emoção. Presa política e torturada durante o regime militar, Dilma Rousseff, mesmo emocionada a ponto de apertar a boca para conter o choro que olhos marejados revelaram, repudiou o revanchismo nas investigações. Escudada por quatro ex-presidentes (Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula), Dilma defendeu o direito de os familiares enterrarem os mortos durante o regime militar.

    Visto com vida pela última vez em uma casa em Petrópolis (RJ), Paulo de Tarso integra a lista dos 15 mortos e desaparecidos em Goiás, nos porões da repressão. Durante os últimos 41 anos, Zuleika Celestino chorou a morte violenta e misteriosa do filho, sem sepultá-lo.

    A falta de respostas nos primeiros anos após o desaparecimento e a certeza da execução após sessões exaustivas de tortura conferiu à mãe do jovem militante uma tristeza profunda, nunca superada. Ontem, enquanto velava o corpo de Zuleika Celestino no Cemitério Jardim das Palmeiras, a nora dela, a professora Célia Maria Tavares Celestino, de 61, disse que o desaparecimento trágico alterou de forma significativa o comportamento da sogra. “Ela nunca mais foi a mesma. Viveu sem cultivar um mínimo de esperança.”

    Enquanto Zuleika Celestino recolhia-se em casa, o marido dela, Pedro Celestino da Silva Filho, na companhia do filho, Pedro Celestino da Silva Neto, percorreu várias instituições em diferentes Estados na busca incessante de pistas que levem aos restos mortais do jovem militante. Todas as procuras, conforme Célia Tavares Celestino, foram em vão. Como Zuleika Celestino, pai e filho morreram sem conseguir da União a confirmação concreta da execução e sem localizar os restos mortais da vítima.

    Dramas como o de Zuleika Celestino foram vividos por familiares de outros desaparecidos políticos. Em fevereiro de 2006, uma fatalidade ocorrida na BR-060, pôs ponto final na obstinação cultivada ao longo de 36 anos pela assistente social Maria de Campos Baptista, mãe de Marcos Antônio Dias Batista, desaparecido em 1970, quando tinha apenas 15 anos.

    Aluno do Colégio Lyceu de Goiânia, Marcos Antonio Dias Batista começou a participar de manifestações contra o regime militar em 1968. Logo em seguida, ingressou-se no Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, movimento conhecido como Var Palmares, , da qual fez parte a presidente Dilma Rousseff. No final de 1968 e meados de 1969, após a promulgação do Ato Institucional número 5, Marcos Antonio passou a viver na clandestinidade.

    O irmão dele, o jornalista e bacharel em Sociologia Renato Dias Batista, conta que Marcos Antonio refugiou-se no Norte de Goiás, hoje Tocantins, até ser preso, torturado e considerado desaparecido. Ele foi visto com vida pela última vez em maio de 1970, em Goiânia.

    Mulher de temperamento forte, Maria de Campos Baptista, fez “o possível e o impossível” para que o governo federal lhe desse respostas sobre o paradeiro do filho desaparecido. “Ela dedicou-se de corpo e alma à causa, visitou presídios e exigiu que as autoridades lhes fornecessem informações”, lembra o jornalista, destacando que a mãe integrou o Comitê da Anistia, entre 1979 e 1980, e participou ativamente do processo de abertura dos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social, em 1995.

    A saga da assistente social chegou ao fim logo depois de uma audiência com o então vice-presidente da República e ministro da Defesa, José de Alencar, determinada pela Justiça. Quando retornava para Goiânia com a perspectiva de que a família fosse agraciada com o completo desvendamento do caso, Maria de Campos Baptista morreu em um acidente automobilístico. “Temos o direito à verdade e à memória”, sublinhou.

    Os integrantes da Comissão da Verdade têm dois anos para apurar devidamente os casos de repressão e dar respostas aos familiares das vítimas. Mas nem todos acreditam que terão acesso ás informações precisas sobre as execuções e aos restos mortais das vítimas. “Não creio que a equipe trará à tona essa parte sombria da história”, disse em tom de cansaço, a aposentada Terezinha Souza Amorim, de 64 anos, irmã de Divino Ferreira de Souza, estudante secundarista desaparecido em 1966, com 22 anos.

    Ao lado da mãe, Terezinha Amorim não mediu esforços ao longo dos anos para descobrir as circunstâncias da execução do irmão. As duas chegaram a recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os outros desaparecidos são: Marcos Antonio Dias Batista, Honestino Monteiro Guimarães, Divino Ferreira de Souza, Durvalino de Souza, Ismael Silva de Jesus, Ornalino Cândido da Silva, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Ruy Carlos Vieira Berbert, Boanerges de Souza Massa e Arno Preis.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 15:51

    Setti para seu conheciemto e de todos.
    Da Carta Maior

    Governo quer incluir 370 camponeses na lista de vítimas da ditadura
    Do período pré-golpe ao da redemocratização, 858 camponeses foram mortos no campo brasileiro. Do total, 370 são sindicalistas e lideranças de lutas coletivas. Mas a Comissão de Mortos e Desaparecidos reconhece apenas 17 trabalhadores rurais entre as 457 vítimas oficiais da ditadura. “Esses camponeses são os desaparecidos dos desaparecidos”, diz coordenador do Projeto Memória e Verdade, Gilney Viana.

    Najla Passos

    Brasília – O governo quer incluir pelo menos 370 camponeses, assassinados entre 1961 e 1988, na lista oficial de mortos e desaparecidos da ditadura militar. São, principalmente, sindicalistas e lideranças de lutas coletivas que tombaram em decorrência da política repressora dos militares. Segundo o coordenador do Projeto Memória e Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Gilney Viana, a invisibilidade dos trabalhadores rurais é tão grande que eles foram alijados, até mesmo, das leis da Anistia, de 1979, e da Comissão de Mortos e Desaparecidos, de 1995, criadas para reparar a violência cometida pelos agentes de estado, durante o regime. “Esses camponeses são os desaparecidos dos desaparecidos”, afirma.
    Autor do estudo que levantou nomes e biografias dos trabalhadores rurais mortos e desaparecidos, Gilney atesta que, de 1961, o chamado período pré-ditadura, até 1988, o da redemocratização, 858 camponeses foram, comprovadamente, assassinados no campo brasileiro. Além dos já 370 já catalogados pela pesquisa como vítimas do regime, há outros 488 casos em que não há informações suficientes para que seja feita a caracterização como tal.

    O curioso, segundo ele, é que apenas 15% deles foram assassinados diretamente pelos agentes de estado. A maioria foi morta por jagunços e milícias a serviço dos latifundiários. “Mesmo no auge da ditadura, a repressão no campo foi praticamente majoritariamente pelos agentes privados. Os militares terceirizaram a repressão aos camponeses. Por isso, é tão difícil para os familiares dessas vítimas comprovarem a responsabilidade do Estado sobre os assassinatos”, acrescentou.

    Nas palavras da deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão convocada pela Comissão Parlamentar da Verdade para discutir o tema, “o estado alimentava a mão armada do latifúndio para substituí-lo na execução dos crimes”. Segundo ela, esses crimes precisam ser reconhecidos e punidos, para que a cultura da violência não perpetue no país. “A democratização não significou o arrefecimento da repressão no campo. A terra e seus trabalhadores continuam sendo tratados como pertences de uma pequena elite”, denunciou.

    Giley Viana atestou que, de fato, o número de camponeses assassinados após a Lei da Anistia e no chamado período de redemocratização foi maior do que o registrado durante a ditadura. Entre 1964 e 1979, o período mais duro do regime, há registros de 246 mortos e desaparecidos. Entre 1979 e 1885, ou seja, da edição da Lei da Anistia à redemocratização, de 379. “Os militares, primeiro, acabaram com a resistência ao regime nas cidades para depois se dedicarem ao campo”.

    O coordenador do Projeto Memória e Verdade ressaltou, ainda, que a
    Comissão de Mortos e Desaparecidos, desde que foi criada, apreciou mais de 800 requerimentos de familiares de vítimas, reconhecendo um total de 457 vítimas da ditadura. Destas, apenas 17 eram camponeses. “Especialmente aqueles que tinham uma militância partidária pública. Os camponeses comuns, que não pertenciam à partidos políticos ou escondiam sua militância, não foram beneficiados pela lei”, contabiliza. Ele estima que a Lei da Anistia também não beneficiou os camponeses na proporção necessária. Dos 70 mil pedidos recebidos pela Comissão, menos de mil se referem ao seguimento.

    O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do livro “Retrato da repressão política no campo – Brasil 1962-1985: camponeses torturados, mortos e desaparecidos”, Moacir Gracindo Soares Palmeira reiterou que, quando se fala em ditadura, se pensa quase que automaticamente em repressão a estudantes, jornalistas e militantes de esquerda. “Apesar da chamada agitação no campo ter sido apontada como uma das causas do golpe militar, muito pouco se falava sobre a repressão no campo, principalmente em função da censura”, observou.

    Símbolo da resistência camponesa ao regime, o eterno militante maranhense, Manoel da Conceição, concorda que os trabalhadores rurais merecem o reconhecimento da história. Ele mesmo, que foi preso nove meses, sofreu toda sorte de torturas, perdeu uma perna e testemunhou execuções e chacinas, não sabe contabilizar o número de companheiros perdidos durante a luta pela terra e contra a repressão. E é exemplo vivo da inoperância do Estado em reparar as famílias dos camponeses vítimas do regime. Há seis anos processa o estado brasileiro, sem sucesso.

  • Luiz

    -

    17/5/2012 às 15:29

    Abaixo coloco um trecho do Documentário ”Marcos Freire Sem Ódio e Sem Medo”. Marcos Freire foi um dos principais líderes do PMDB pernambucano ao lado de Miguel Arraes. Em Brasília vinculou-se ao chamado grupo autêntico do MDB, que era a corrente do partido que fazia uma oposição mais acentuada ao regime militar.
    http://www.youtube.com/watch?v=UAtH6dFmgO4
    Recomendo que assistam o documentário.

  • Ismael

    -

    17/5/2012 às 14:58

    Essa reação dos milicos era mais que esperada. Uma ova o discurso da Dilma de reconciliação e reconstituição da verdade. Na prática um escopo de investigação apenas dos crimes cometidos por agentes do Estado está justificando a lógica da esquerda de que é justo matar por um ideal. Aliás, essa idéias está aqui defendida por vários comentaristas. Igualam-se assim moralmente aos torturadores que condenam.
    Os familiares das vítimas do Estado tem tanto direito a saberem do que realemtne aconteceu com seus familiares, quanto a nação tem direito de saber que os que lutaram contra a ditadura também queriam implantar a “sua” ditadura.
    Essa falta de honestidade moral de todos que defendem essa parcialidade faz com que o Brasil do Lulopetismo seja esse mar de lama. É uma verdade com dois lados.

  • Pedro Luiz Moreira Lima

    -

    17/5/2012 às 13:57

    Amigo SERGIOD:
    Discordo quando diz -”Ricardo, impressiona que pessoas de boa formação se deixem dominar um anti-esquerdismo irracional e vive a defender o regime militar e tudo aquilo de nefasto que ele produziu.”
    Não são de “BOA FORMAÇÂO” e sim de PÉSSIMA FORMAÇÃO,não conseguem viver na pluralidade de opiniões e onde LIBERDADE e DEMOCRACIA devem ser esmagadas sempre.
    Faça um visita ao Blogue da Mirian Leitão e ao do Paulo Moreira Leite – verá ali ÓDIOS de opiniões inacreditaveis.
    Imagino quantos aqui no Setti que não tomamos conhecimento.
    SergioD felizmente é uma minoria,uma minoria que se acha ativa e no entanto a cada dia mais isolada e restritas a pequenos espaços de CLUBES,BLOGUES… ridicularizados a cada momento que resolvem aparecer.
    Aos Settis,as Mirians,aos Paulos e a todos jornalitas na defesa RADICAL(profunda defesa) da LIBERDADE e DEMOCRACIA a homenagem de todo o POVO BRASILEIRO.
    Pedro Luiz Moreira Lima

  • Angelo Losguardi

    -

    17/5/2012 às 11:30

    “SergioD – 17/05/2012 às 0:48
    Ricardo, impressiona que pessoas de boa formação se deixem dominar um anti-esquerdismo irracional e vive a defender o regime militar e tudo aquilo de nefasto que ele produziu.
    Vive de falar que os crimes cometidos pelos supostos terroristas devem ser investigados sem ter a mínima noção que a maioria dos que lutavam e apenas criticavam o regime militar foram processados, presos, torturados ou mortos por um sistema repressivo tremendamente eficiente, mantido pelos impostos pagos por todos os cidadãos.”
    .
    .
    Desculpe, mas fica realmente difícil não ser antiesquerdista com uma argumentação tão falaciosa em apenas um parágrafo.
    Primeiro faz a mistificação: “a maioria foi (…) processados, presos, torturados ou mortos”. Não é verdade. Ainda que fosse, qual o problema de botar luzes nisso? Por que varrer pra debaixo do tapete? Essa argumentação tosca na verdade trai duas intenções: esconder os crimes dos terroristas psicopatas (SUPOSTOS UMA OVA !!!) e fazer o mais puro revanchismo REVENDO A LEI DA ANISTIA PRA UM LADO SÓ. Sim, por que falar em maioria já punida se o objetivo da tal comissão não é por princípio punir ninguém? É impressionante… vocês são movidos a sangue (alheio!!!).

  • roberto stone

    -

    17/5/2012 às 11:26

    Em vez de acompanhar os trabalhos da comissão não seria o caso de os militares se anteciparem e apresentar logo toda a verdade?

  • Luiz Pereira

    -

    17/5/2012 às 11:19

    Setti,
    Sobre esse coronel, torturador confesso, é mais um daqueles que devem ser colocados no anti-panteão da Pátria.
    Gente assim tem de ter o nome perpetuado.
    abs

  • Luiz Pereira

    -

    17/5/2012 às 11:16

    Setti, bom diam
    Talvez vc não goste – e se for o caso, por favor, exclua meu post, mas o Prof.Marco Antonio Villa republicou em seu blog o texto de 2008, que se segue abaixo. Não sei se vc já o leu, mas me parece lúcido e oportuno.
    abs.,

    Falácias sobre a luta armada na ditaduraMARCO ANTONIO VILLA

    Militantes de grupos de luta armada criaram um discurso eficaz. Quem questiona “vira” adepto da ditadura. Assim, evitam o debate
    A LUTA armada, de tempos em tempos, reaparece no noticiário. Nos últimos anos, foi se consolidando uma versão da história de que os guerrilheiros combateram a ditadura em defesa da liberdade. Os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heróicas ações. Em um país sem memória, é muito fácil reescrever a história. É urgente enfrentarmos essa falácia. A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, seqüestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. O regime militar acabou por outras razões.
    Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.
    O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou usado pela extrema-direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
    Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à “fase burguesa da revolução”. Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.
    Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
    Quem contribuiu mais para a restauração da democracia: o articulador de um ato terrorista ou o deputado federal emedebista Lisâneas Maciel, defensor dos direitos humanos, que acabou sendo cassado pelo regime militar em 1976? A ação do MDB, especialmente dos parlamentares da “ala autêntica”, precisa ser relembrada. Não foi nada fácil ser oposição nas eleições na década de 1970.
    Os militantes dos grupos de luta armada construíram um discurso eficaz. Quem questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desconsideração dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado.
    Precisamos romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos inimigos da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o adversário, em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
    Um bom caminho para o país seria a abertura dos arquivos do regime militar. Dessa forma, tanto a ação contrária ao regime como a dos “defensores da ordem” poderiam ser estudadas, debatidas e analisadas. Parece, porém, que o governo não quer. Optou por uma espécie de “cala-boca” financeiro. Rentável, é verdade.
    Injusto, também é verdade. Tanto pelo pagamento de indenizações milionárias a privilegiados como pelo abandono de centenas de perseguidos que até hoje não receberam nenhuma compensação. É fundamental não só rever as indenizações já aprovadas como estabelecer critérios rigorosos para os próximos processos. Enfim, precisamos romper os tabus construídos nas últimas quatro décadas: criticar a luta armada não é apoiar a tortura, assim como atacar a selvagem repressão do regime militar não é defender o terrorismo.
    O pagamento das indenizações não pode servir como cortina de fumaça para encobrir a história do Brasil. Por que o governo teme a abertura dos arquivos? Abrir os arquivos não significa revanchismo ou coisa que o valha.
    O desinteresse do governo pelo tema é tão grande que nem sequer sabe onde estão os arquivos das Forças Armadas e dos órgãos civis de repressão.
    Mantê-los fechados só aumenta os boatos e as versões fantasiosas.

  • nei Brasil

    -

    17/5/2012 às 10:21

    Enquanto isso, no Brasil atual, o governo federal não consegue manter uma estat´stica atualizada de quase 50 mil homic´dios /ano!
    Como ferramenta para avaliar a probidade e eficiência de investimentos, estabelecer prioridades etc.
    Maceió com a indecente taxa de 100mortes/100milhab/ano!!!!!
    Há tortura contra pobres, inocentes, suspeitos ou criminosos diariamente pela pol´cia!!!, execuções arbitrárias por agentes do EStado!!!
    ESSA É A PRIRIDADE!
    Quanto vai custar esse comissão? VAmos acompanhar.
    Solicito ao seus integrantes, divulgarem no seu endereço, um link para….CUSTOS, CUSTOS, CUSTOS, CUSTOS…diárias etc!!!

  • José de Araújo Madeiro

    -

    17/5/2012 às 10:16

    Amigos,

    Que teatro mais mambembe e que espetáculo mais ridículo durante à instalação da Comissão da Verdade.

    A dandoca Dilminha chorando copiosamente e eu fiquei com muita peninha dessa dandoca, transformada em President¨A¨, a boneca-de-ventríloquo do Jacu-Rei PTralha.

    Ainda bem que eu não tenho nenhum filho na idade de servir às FFAA. Caso tivesse faria de tudo possível para dissaudí-lo e até impedí-lo. E porque não desertar? Mas jamais ser um Soldado Serviçal dessa Caterva PTralha.

    A situação das FFAA está ser tornando vexatória e onde estão os comandantes militares? Putz!

    Madeiro.

  • Fernando

    -

    17/5/2012 às 10:10

    Tem que deixar claro que essa cambada queria implantar um Ditadura Comunista no Brasil!

    Não são esses anjinhos que querem parecer.

  • marco

    -

    17/5/2012 às 9:46

    Concordo,temos direiro a toda verdade. De minha parte tenho interesse, inicialmente, nos seguintes temas:
    1- Onde foi parar o $ do cofre do Ademar?
    2-Quem foram os responsáveis pela explosão que matou o Kozel?
    3-Quem foram os responsáveis pela explosão que arrancou a perna do Lovecchio?
    Solicito q vc, Setti, divulgue o endereço eletrônico da Comissão para que possamos levar a tão destacado grupo nossas dúvidas. Assim que tivermos respostas para as perguntas acima, farei outras, que, tenho certeza, também serão
    respondidas.

    Prezado Marco,

    Tão logo tenha o endereço eletrônico da Comissão, vou divulgá-lo, sim.

    Abraços

  • Claudio

    -

    17/5/2012 às 9:27

    Setti, vc realmente é tendencioso. Eu duvido que venham à tona os crimes que também foram cometidos pelos “guerrilheiros”. Esta comissão só irá apurar a versão de um lado, por sinal aquele que foi vencido, mas hj está no poder enriquecendo. Voc~e realmente acha que Dilma e Cia lutavam pela democracia? já foi mais que provado que o objetivo deles era somente trocar uma ditadura militar por outra nos moldes cubanos, que cá pra nós era muito pior. Gostaria que vc citasse também este fato nas suas colunas, e não somente criticasse os militares.

    Eu não acho que seja “realmente” tendencioso, de forma alguma.

    Você provavelmente é leitor recente da coluna — se for, acho muito bom que tenha vindo conhecer meu trabalho.

    Os leitores há mais algum tempo conhecem de sobra meu pensamento: fui e sou crítico severo da ditadura militar, mas 1) SEMPRE DEFENDI que a Comissão da Verdade ouvisse os dois lados: 2) SEMPRE DEFENDI a manutenção da atual Lei de Anistia.

    Deus do céu, ainda há poucos dias publiquei um enorme post mostrando que o governo mentiu quando citou a África do Sul como um dos exemplos em que se inspirou para criar a Comissão da Verdade, porque, lá, a Comissão da Verdade e Reconciliação ouviu gente de todos os lados do conflito ocorrido durante a ditadura da minoria branca do apartheid. (Já vi que você não leu mesmo).

    Não, eu NÃO acho que Dilma, na época, e os integrantes da luta armada lutassem pela democracia. Acho que eles defendiam um regime totalitário.

    Então, está-se vendo que você me faz acusações injustas, e mais injustas ainda por não conhecer meu trabalho e já ir opinando.

  • Luiz

    -

    17/5/2012 às 9:05

    Este militares não são nem metade do homem que foi o Marechal Lott. Militar legalista, que por ser tão odiado pelos golpista, não teve honras militares em seu enterro. Leonel Brizola, na época governador do Rio de Janeiro deu luto oficial de três dias e disse que quando voltou do exilio a primeira pessoa que visitou foi o marechal. Cerca de trezentas pessoas compareceram ao seu enterro.

    No enterro seu grande amigo Sobral Pinto disse “… se tivesse ido para a presidência do Brasil, teria instaurado um governo de legabilidade e de respeito à pessoa humana, e uma vinculação com partidos políticos, porque era um democrata sincero, inteligente e honrado. Com Lott na presidência, não teríamos ditadura militar durante vinte anos, não teríamos a falência nacional. Nada disso teria acontecido.”
    Lott tentou ser presidente mas perdeu para o maluco do Jânio Quadros. Perdeu pois foi sempre honesto em suas declarações já Jânio ganhou por sua demagogia.

  • Nando

    -

    17/5/2012 às 8:30

    Bm dia Setti. Queria comentar sobre sua resposta:Os militares golpistas em 1964 rasgaram a Constituição! Imagine achar que tortura, matar, sumir com pessoas — como vários militares fizeram, como se sabe — é algo que estaria na Constituição!
    Resposta:
    Por acaso dos corruPTos que estão no poder estão respeitando a constituição? Que dizer do mensalão do Dirceu e do Lula? Será que nossa constituição permite que uma quadrilha denunciada pelo PGR posso comprar os parlamentares corruPTos, com dinheiro do orçamento e das estatais, para garrotear nossa liberdade?
    “O conceito de que estão fazendo isso pela nossa liberdade também pode ser a justificativa para o golpe de 64!”
    Não passarão!

  • Rosa do Luxembourg (o jardim)

    -

    17/5/2012 às 1:43

    Setti voce fala lá em baixo de meia duzia de gatos pingados? Eram os que voce achava que estavam lutando para implantar uma ditadura soviética aqui em nosso país? Meia dúzia?
    E por que pagamos horrores de aposentadorias a centenas, milhares de órfaos da ditadura?
    Cadê os gatos pingados?

    Gatos pingados em comparação com a imensidão dos brasileiros que não os apoiavam, e à enormidade dos recursos com que — em geral ilegalmente — a ditadura os combatia.

 

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