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14/09/2012

às 16:39 \ Tema Livre

Vídeo: Quão assustador você fica diante de seus filhos quando está bêbado?

A infância é frágil, cuide dela

A infância é frágil, cuide dela

Rita de Sousa

Quão assustador você fica quando está bêbado?

Essa é a grande questão levantada pela organização finlandesa Infância Frágil (Lasinen Lapsuus), em uma campanha destinada a alertar pais sobre o uso responsável de álcool na presença de seus filhos.

A campanha destina-se a “ajudar os finlandeses a ser melhores pais”.

O vídeo traz essa mensagem cruamente: como seus filhos te vêem quando você está bêbado. Pode ser na forma assustadora de um assaltante mascarado, de um animal gigante ou um palhaço deformado, tudo encaixando a nova mensagem no imaginário infantil.

Dica do leitor Reynaldo-BH

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16 Comentários

  1. João Leopold

    -

    04/10/2012 às 10:59

    Excelente!

  2. Aragão

    -

    21/09/2012 às 23:56

    Por que para ser alegre, bem humorado ou feliz tenho que me entorpecer? Será que posso ser alegre, divertido sem me drogar? Posso sim, não preciso seguir os padrões que uma sociedade falida apresenta,que me levarão ao desastre ou a ruína. Posso me alegrar com as coisas simples e muito importantes, como por exemplo: minha esposa, meus filhos, meus netos, meu trabalho e principalmente meu DEUS.

  3. Victor

    -

    21/09/2012 às 21:41

    Aquele barulhinho de lata de cerveja abrindo me dá angústia até hoje, é uma reação involuntária que eu tenho mesmo quando é um refrigerante. Minha mãe foi alcóolatra, mas já não bebe há muito tempo. Quando ela não era violenta ou me envergonhava, ela me abraçava e era melosa, o que me dava nojo. O pior é que até hoje detesto que ela me abrace – e só ela.

  4. Camila

    -

    20/09/2012 às 15:29

    Uma coisa que me choca é a negligência quanto às propagandas de bebidas alcoólicas, onde tudo fica legaaaaal, todo mundo fica liiiiindo e peituda quando se bebe. Violência, acidentes, doenças, nada disso é mais relevante do que a alegria de se beber. Essas propagandas instigam as pessoas, provocam os doentes. Um amigo meu, ao meu ver dependente, disse que, embora ele tente se controlar para não beber tanto, quando vê uma propaganda a vontade bate incontrolável. E aí, é ir dormir pra ver se a vontade passa, ficar com aquilo martelando ou “acabar” com o sofrimento (o da vontade, porque o da doença ganha força). O alcoolismo é um gravíssimo problema de saúde e segurança públicas. É inadmissível o assunto não ser tratado como tal. Assim como foram proibidas as propagandas de cigarro, também deveriam ser as de bebidas alcoólicas. Não entrando na discussão do que mais faz mal pra saúde de quem consome esses produtos, mas considerando que, assim como o cigarro faz muito mal para os passivos, o álcool também faz. Não é só o alcoólatra que adoece. Além do mais, imagino eu que são muito maiores as chances de alguém que bebe pegar o carro e causar um acidente do que alguém que tenha fumado um maço de cigarro seguido, que seja. E de alguém que bebe violentar a sua família do que alguém que fuma. Eu não estou defendendo, de forma nenhuma, o cigarro, que fique claro. Apóio totalmente a proibição das propagandas. Sou ex-fumante, entendo o quanto o cigarro fez mal pra mim e faria pra minha família. E sei que não ficar vendo propaganda de pessoas descoladas e bem-sucedidas fumando me ajuda bastante nessa batalha conta a minha vontade de fumar. E penso que deveria haver uma discussão mais séria quanto a proibição das propagandas de bebidas alcoólicas.

    Concordo totalmente com você, cara Camila.

    E o fato de que, tecnicamente, pela legislação sobre publicidade, cerveja não ser tratada como as demais bebidas alcoólicas, os destilados? Quase como se fosse um refrigerante? Quer escândalo maior?

    E não é um absurdo os comerciais de cerveja estarem sempre associados à natureza, aos esportes, à boa forma física?

    Este é o velho Brasil…

    Abraço

  5. André

    -

    17/09/2012 às 5:30

    Meu pai era alcoólatra e sei bem como é,eu ficava andando pelos cantos da casa tentando me tornar invisível,se ele estava no sala eu ia para a cozinha,se ele ia para a cozinha eu ia para banheiro etc… Até hoje como muito,muito rápido,comecei a comer rápido nessa época,pois chegava da escola e queria almoçar o mais rápido possível antes que meu pai chegasse bêbado e sentasse a mesa,sempre queria comer e sair logo porque em 10,15 minutos ele chegaria

  6. Cristiani Travassos

    -

    16/09/2012 às 20:46

    No Brasil precisamos de propagandas que alertem e não que mostrem a falsa ilusão de jovens bebendo,rindo, felizes dando a impresão que o mundo é melhor quando se bebe. As campanhas deveriam mostrar a realidade ,como as bebidas alcoolicas destroem as familias de todas as formas e maneiras possiveis.

  7. túlio pereira

    -

    15/09/2012 às 22:08

    Por incrível que pareça, quando tomo umas cervejas a mais, fico até mais simpático, brincalhão e minhas filhas e esposa acham engraçado a forma que converso coisas que são, não faria apesar que, mesmo sem beber, sou bem humorado e brincalhão. Sei da importância que é ter respeito por elas e esposa. Por isso, não importam quando bebo…

  8. Tatiane

    -

    15/09/2012 às 8:17

    só quem viveu a infelicidade de um pai alcolotra em casa sabe o que é, o que sentimos, o que deixamos de viver.baseado no modelo de fracasso de meu pai, dou uma vida diferente à minha filha, para que ela,baseado neste exemplo também, seja ainda melhor com os seus filhos.
    abraços…

  9. Pablo

    -

    15/09/2012 às 3:06

    Beber e ficar alterado ou agressivo é uma coisa. Beber e ficar normal é outra. Pais e māes podem sim beber, com responsabilidade.

  10. Angelo Losguardi

    -

    15/09/2012 às 1:15

    Excelente vídeo. Esses nórdicos fazem propagandas muito legais.

  11. Marco

    -

    14/09/2012 às 18:49

    Dom Setti: Realmente assombroso e o pior q tu não tem como ficar longe e é assim mesmo q as crianças se sentem, com os balbucios, gritos e gestos q não explicam nada. E só geram receio… Não é fácil! Tb meu respeito ao Carlos Militar e o Bereta!

    Abs.

  12. Reynaldo-BH

    -

    14/09/2012 às 18:22

    Peço, desejo, luto, alerto, brigo, exponho, solicito e humildemente IMPLORO!
    Sejamos PAIS que façamos filhos melhores para o mundo! Já que não conseguimos fazer um mundo melhor para nossos filhos!
    É assim que caminha a existência humana! Na transcendência!
    Aos depoimentos de Bereta e Carlos: meu obrigado! A vocês e a seus PAIS!
    O meu, já ido antes do combinado, também era um homem digno!
    Eu tento ser. Minha filha merece!

  13. Celso

    -

    14/09/2012 às 18:00

    Bereta, sou solidário. (não vi esse vídeo. Sei o sofrimento duma criança)

  14. Carlos Militar

    -

    14/09/2012 às 17:51

    Minha infância teria sido 100% perfeita se não fosse por um detalhe chamado álcool. Meu pai era e é (deixou de berber a mais de 15 anos) um homem de caráter e ótimo marido e pai, até o momento em que bebia. A partir daí surgia uma outra pessoa: um homem violento, desleixado e que causava medo em todos nós. Felizmente esse pesadelo acabou a alguns anos e hoje somos grandes amigos sendo ele digno de admiração de toda a família. Nossa história teve um final feliz, mas em muitos lares infelizmente não termina assim.

  15. Zozó

    -

    14/09/2012 às 17:45

    Bereta. Muito bonito, muito bonito mesmo.

  16. bereta

    -

    14/09/2012 às 16:59

    Se me permitem um depoimento, falo sobre meu pai. Meu pai foi um homem duro, mas muito duro no trato com os filhos. Italiano a moda antiga, exigia mais, talvez, do que pudéssemos dar. Mas de uma coisa não posso me esquecer. Jamais vi meu pai embriagado. Tomava meia cerveja em casa, aos domingos, quando tomava. Ou um copo de vinho, quando havia vinho. Não fumava, pois dizia não o fazer pelo mau exemplo que poderia dar aos filhos. Seu temperamento sanguíneo muito nos magoava, naquela época. Hoje que já não o tenho,me lembro dele pelo caráter, pelo exemplo e pela capacidade de trabalho. Não somos perfeitos, mas certos erros são perdoáveis. Moldamos nosso caráter naqueles exemplos. Saudades, meu pai. Deus o tenha sob seu manto.

 

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