04/05/2012
às 16:00 \ Tema LivrePaulo André, o zagueiro-escritor do Corinthians: “A inteligência é afrodisíaca”
PAULO ANDRÉ:: “A INTELIGÊNCIA É AFRODISÍACA”
O zagueiro do Corinthians, autor do livro O Jogo da Minha Vida, fala de seus prazeres fora de campo: literatura, aquarela e filosofia
De que trata o seu livro?
Já tenho um blog e resolvi evoluir para um livro. Nele, uso o futebol como pano de fundo para tratar de histórias de jovens que saem de casa muito cedo em busca de uma carreira. A primeira edição já foi toda vendida.
Seus companheiros de equipe leram?
Nem todos têm o hábito da leitura. Mas alguns já deram uma olhada e gostaram.
Quando começou seu interesse por artes?
Foi quando jogava na França. Depois de algumas lesões, achei que não poderia mais jogar. Então, comprei uma tela, tintas e comecei a pintar. Também passei a ler sobre psicologia, economia, filosofia e literatura. Começou com uma namorada que fazia psicologia. Descobri que a inteligência é afrodisíaca.
E o que você lê?
Recentemente, Gabriel García Márquez e Morris West. Também li o livro de crônicas do Tostão e as biografias do Nadal, Federer, Agassi e Michael Jordan. Como um pouco de filosofia não faz mal a ninguém, li ainda O Homem Medíocre, de José Ingenieros, e O Banquete, de Platão.
Platão é seu filósofo preferido?
Prefiro Sartre. “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”
O que os outros jogadores acham de seu estilo?
Tem uma certa gozação, mas não sou um cara chato. Vou ao pagode e ao samba como todo mundo.
(Publicado na seção “Panorama”, por Fabrício Lobel, na edição impressa de VEJA)
Tags: Corinthians, futebol, Gabriel García Marquez, Morris West, Paulo André


























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5 Comentários
edson sarmento
-11/03/2013 às 0:26
Em todas as profissões precisamos ser inteligentes,e no futebol não é diferente,onde é preciso ter raciocínio rápido, Vc é inteligente e craque. Edson Sarmento.
Joss
-23/06/2012 às 14:24
Além de bonito, inteligente. E eu achando que perfeição não existia. Casa comigo, Paulo André!!!
Marco
-05/05/2012 às 11:25
Dom Setti: Assisti ontem o Kajuru, com o atacante Dinei, e o Dinei, disse, q jornalista não pode ser muito erudito, pq mais da metade da torcida do Coringão,pode não entender nada. Por isso ele não gosta muito do Sportv. Ele achou o Socrátes o melhor jogador do time, mas o mais importante Marcelinho Carioca pelos títulos. Para mim o grande craque do time e tlv do Brasil foi Roberto Rivelino. Jogava o q joga o Messi hoje. Com um canhão de esquerda. E era sanguíneo.
Abs.
Cada um com sua opinião, não é, Marco? Eu, que tenho idade suficiente para ter visto jogar, por exemplo, o Luizinho — se tivesse juízo, teria sido quase um Pelé –, não sei dizer qual foi o maior jogador da história do Corinthians. Felizmente, houve muitos ótimos craques.
Entre outros, tenho saudades também do Palhinha, decisivo no fim do jejum de títulos, por exemplo. Mais recentemente, do Nilmar e sobretudo do Tevez… Que fera!
Abraços
carlos nascimento
-05/05/2012 às 7:39
Não sei explicar a razão, mas ao ler o post, me veio à lembrança do ator Jack Nicholson…. qual seria o motivo…hum…..deixa eu ver…..lembrei, UM ESTRANHO NO NINHO….tem tudo a ver.
Um intelectual no Parque S.Jorge, convenhamos é esquisito, é ou não é Ricardo, parece a imagem virtual de vermos Zeca Pagodinho num show de heavy metal, do Sepultura, ou encontrarmos a dupla famosa – Ronaldinho Gaúcho e Adriano – numa sexta-feira noturna, assistindo missa católica, é pra lá de ESQUISITO….. é nós, mano…..
No Corinthians, nada é esquisito. O Sócrates, além de médico, tinha altas preocupações intelectuais e literárias, para ficar só num exemplo. O ex-capitão e zagueiro William, entre outros, é um jogador com boa bagagem cultural.
Marco
-04/05/2012 às 16:59
Dom Setti: Tbm tem outro zagueiro, se não me engano o Wallace q tbm é intelectual e campeão de Xadrez. Cabe o nosso elogio!
Acho q seria bom para o futebol nos clubes, fazer q nem na Europa, promover campeonatos universitários ou estudantil. E tbm peneiras. Claro q só isso não resulta em talento mas pelo menos não se torna supérfluo!
Abs.