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World Base Race

25/04/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Fotos e vídeo de adrenalina pura: os loucos homens voadores que, num segundo, podem despedaçar-se num penhasco

Vejam que loucura essa modalidade de esporte radical: o base jumping. Aqui, os participantes saltam de penhascos altíssimos, próximos a paredões de rocha pura, apenas com uma vestimenta especial, larga, que lhes confere o formato de objeto — ou ser — voador.

Trata-se da dificílima World Base Race, que desde 2008 se realiza próximo à cidadezinha de Innfjorden, no oeste da Noruega.

A disputa mostrada neste post foi narrada pelo site Environmental Graffiti, e as fotos são de Ivar Brennhovd.

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Dois participantes, lado a lado, esperam o sinal para começar a  corrida. A dose cavalar de adrenalina nesta competição é muito mais alta do que a da maioria dos outros esportes, já que a turma despenca 750 metros (2.500 pés) precipício abaixo, e um movimento errado pode significar despedaçar-se implacavalmente nas pedras do paredão.

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Na World Base Race disputa-se o título de “O ser humano voador mais rápido do mundo”.

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Base jumpers, os praticantes desse esporte radicalíssimo, acorrem do mundo todo a Innfjorden para competir: alguns são sérios concorrentes, enquanto outros participam apenas para se divertir. Muitos vêm apenas para assistir ao espetáculo emocionante, num cenário estupendo.

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Base jumping (base é um acrônimo do inglês das palavras edifícios, antenas, vãos e terra) nasceu oficialmente quando dois jumpers norte-americanos, Phil Smith e Phil Mayfield, saltaram de um arranha-céu em Houston, no Texas, em 1981.

A dupla já havia realizado saltos bem-sucedidos de antenas, vãos (pontes) e terra (falésias), e ao voar saindo do topo de um prédio foram os primeiros fazê-lo a partir de quatro tipos de plataformas diferentes. Desde então, o esporte evoluiu para incorporar equipamentos especializados, tais como wingsuits, esses trajes tipo Batman.

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Na foto acima, os dois concorrentes se prepararam para o longo voo livre.

Apesar das muitas melhorias nos padrões de segurança dos equipamentos, o base jump continua a ser uma atividade de alto risco e é significativamente mais perigoso do que o paraquedismo: mesmo levando paraquedas de segurança, a altitude muito menor percorrida pelos jumpers nos saltos significa a existência de uma margem de erro muito menor.

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O alto risco pode ser medido pela estatítstica da Noruega: um morto para cada 2.317 saltos entre 1995 e 2005. A partir da disputa da World Base Race, porém, nenhum acidente foi registrado em quatro anos e sete disputas.

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O lançamento inicial da plataforma é um momento crucial para os jumpers. Uma saída em falso ou sem o necessário impulso pode não propiciar tempo para corrigir o erro, diminuindo as chances de os paraquedas funcionarem adequadamente.

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Uma queda no início de um salto representa riscos adicionais. Skydivers têm muito mais tempo para construir a sua velocidade e trajetória, o que lhes permite controlar a descida. Base jumpers podem ter apenas alguns poucos segundos preciosos para acessar seus paraquedas, além de saltarem quase sempre próximos a uma parede sólida (pedra, aço ou concreto).

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O início da competição é a fase de qualificação, na qual os saltos de todos os participantes são cronometrados.

Seus tempos são usados ​​para selecioná-los e emparelhá-los com seus concorrentes para a eliminação. As duplas, em seguida, disputam uma chance nas próximas rodadas. A cada dupla que salta, o perdedor é eliminado, até que o campeão geral é coroado.

Não há categoria separada para homens e mulheres, e no final só pode haver um “Ser humano voador mais rápido do mundo”.

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Na World Base Race o vencedor não é pontuado por suas habilidades, mas puramente pela velocidade. Certamente é a única competição no mundo cujo objetivo é acelerar o máximo possível em direção ao chão – partindo de uma grande altura!

Desde o lançamento a partir das rampas de saída, os competidores devem fazer um caminho na vertical e, mais adiante, horizontalmente, sobre uma linha de chegada esticada entre duas árvores.

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No local onde estas fotos foram feitas, a distância horizontal até a linha é quase a mesmo que a da queda, ou drop – 800 metros (cerca de 2.600 pés). As duas distâncias são percorridas em cerca de 30 segundos, dependendo do atleta.

Para alcançar a linha de chegada, os competidores devem seguir um caminho mais ou menos mapeado, e acessar seu paraquedas no final para garantir uma aterrissagem segura. Cem metros depois da linha de chegada há um fiorde, proporcionando a segurança extra de um pouso na água para aqueles que abrem seus paraquedas a pouca altitude.

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Os organizadores do concurso salientam a importância da segurança no evento. Jumpers que, durante a queda livre, acessam seus paraquedas muito próximo ao fim do trajeto ou perdem o controle do dossel são imediatamente desqualificados.

A World Base Race certamente não é para todos. Antes de tentar isso, os concorrentes são aconselhados a ter completado mais de 100 saltos de base e pelo menos 50 saltos com wingsuit feitos de um avião. O slogan da competição diz tudo: ”Conheça os seus limites”.

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Veja agora o vídeo do World Base Race 2011:

 

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