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vítimas

29/01/2013

às 19:28 \ Política & Cia

Santa Maria: mais imagens da imensa dor causada pela tragédia

Mulher chora diante das ruínas da boate incendiada em Santa Maria (RS), onde as pessoas estão depositando buquês de flores (Foto: Felipe Dana / AP)

 

Homem reza no Centro Desportivo Municipal de Santa Maria, onde se realizaram muitos dos velórios das vítimas do incêndio (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

 

Panorama do velório coletivo, no Centro Desportivo (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

 

10 mil pessoas vestidas de branco se reúnem na praça Saldanha Marinho, em Santa Maria, em lembrança das vítimas (Felipe Dana / AP)

 

Pais e filho exibem foto de uma vítima (Felipe Dana / AP)

 

Música em homenagem às vítimas na manifestação de rua em Santa Maria (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

 

Na manifestação em Santa Maria, mensagens de paz e exigência de justiça (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

 

 

23/10/2012

às 20:00 \ Política & Cia

Colômbia: vejam o enorme desprezo do dirigente das Farc pelo sofrimento causado pelos terroristas

Jesús Santich (óculos escuros), ao lado do "comandante Ivan Marques", na reunião com o representantes do governo colombiano na Noruega: cinismo, riso e cantoria diante do sofrimento brutal imposto ao povo (Foto: abc.es)

Não são precisos, mas são espantosos e assustadores, os números de vítimas de diversos tipos decorrentes da guerra travada entre os narcoterroristas das chamadas “Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia” e as forças do Estado colombiano desde que os terroristas, unidos a outros grupos, iniciaram as hostilidades, nos anos 60.

A guerra obrigou ao desalojamento de nada menos do que 4 milhões de colombianos de suas terras e de seus lares, numa hecatombe social de proporções gigantescas. Pelo menos 80 mil civis morreram ou estão desaparecidos.

Entre as forças da ordem, até 2008 — imagine-se a quanto montará o número, hoje –, nada menos do que 9.222 militares e 3.615 policiais haviam sido mortos, e mais de 30 mil feridos.

Tragédia humana gigantesca em nome de uma “luta” sem sentido — e mentirosa

As Farc sequestraram perto de 1.500 pessoas para obter resgates em dinheiro ou outro tipo de vantagem — e centenas deles foram simplesmente assassinados. Outro grande número permanece em cativeiro na selva, em condições sub-humanas.

Sim, evidentemente os terroristas sofreram enormes baixas, que se calculam próximas das 30 mil, sem contar os 40 mil capturados (a maioria hoje em liberdade, muitos sem cuprir penas por se constatar que foram recrutados à força) e os dezenas de milhares que foram desmobilizados e, de alguma fora, se reintegraram à vida em sociedade. O mesmo aconteceu com grupos paramilitares, que terão perdido algo como 3 mil homens e, por meio de várias ações de diferentes governos, acabaram desmobilizando outros 40 mil.

Esses números, imprecisos e parciais, dão uma ideia do tamanho da tragédia humana que assola a Colômbia e causada por uma “luta” que há muito perdeu qualquer razão de ser — para aqueles que justificam o recurso à violência — num país democrático, hoje travada por criminosos cúmplices de traficantes de drogas, com cujo comércio financiam suas operações.

Os narcoterroristas mentem de forma descarada, ao fingir que defendem “mudanças” na sociedade colombiana. Tornaram-se criminosos comuns e cruéis, que movimentam centenas de milhões de dólares oriundos da droga, matam, sequestram, praticam atentados a bomba.

Sorridente, o dirigente das Farc protagoniza episódio asqueroso

Pois bem, toda essa exposição para lhes contar o episódio asqueroso que presenciei hoje, na TV Euronews  — rede de TV de propriedade de um consórcio de emissoras públicas e privadas de uma dezena de países europeus e também do Egito que transmite em diferentes idiomas. Tratava-se de reportagem sobre a reunião patrocinada na quinta, 18, pela Noruega, entre representantes do governo da Colômbia e das Farc para iniciar conversações de paz.

Entre outras entrevistas, lá pelas tantas o repórter pergunta a Jesús Santich, um dos dirigentes das Farc, se os terroristas estavam dispostos a, no curso do processo, pedir desculpas às milhares de vítimas que causaram na Colômbia.

Todo elegante, de óculos escuros, paletó de corte finíssimo e um foulard ao pescoço, Santich zombou da seriedade da pergunta — e, naturalmente, das vítimas – e, sorridente, respondeu cantando. No caso, o comecinho do conhecido bolero composto em 1947 pelo cubano Osvaldo Farrés:

– “Quizás, quizás, quizás…” (“Talvez, talvez, talvez”).

Como jornalista, minha expectativa em relação a esse processo de paz de iniciativa do presidente Juan Manuel Santos é próxima a zero — pela atitude arrogante dos terroristas, como se pode verificar por esse episódio, e pela pilha de exigências absurdas que estão colocando sobre a mesa.

31/05/2012

às 19:37 \ Política & Cia

O jornalista Luiz Cláudio Cunha responde aos leitores que duvidaram dos números de vítimas da ditadura apresentados em seu texto

Recebeu muitos comentários reparadores o post que publiquei anteontem, 29, com texto do jornalista Luiz Cláudio Cunha e sob o título “Comissão da Verdade: ex-ministro do Exército zomba da democracia e insinua ameaça de golpe militar”. Além de críticas, os reparos vieram sobretudo de leitores que argumentaram não ter sido em hipótese alguma de “milhares” o número de pessoas mortas ou desaparecidas durante a ditadura (1964-1985).

A resposta de Luiz Cláudio Cunha:

Sinceramente, e com o respeito que de uma forma geral leitores merecem, me espanta o analfabetismo com que alguns receberam o que escrevi.

Tentam me pegar pela mentira, já que estaria falando em “milhares” de mortos num país onde as vítimas fatais não passam realmente de 400, aí incluídos os 138 desaparecidos da lista oficial.

Como veterano militante em prol dos direitos humanos, obviamente estou ciente desses números.

O meu trecho, para quem não tem o viés ideológico ou a carência de letramento que prejudica o raciocínio, diz o seguinte: “Fechou o Congresso três vezes, prendeu, torturou, sequestrou e matou milhares de opositores…”

A frase é integra e clara para quem leu com um mínimo de atenção o texto e entende corretamente o idioma: os milhares de opositores afetados pela treva de duas décadas são contadas em quatro, cinco ou seis dígitos — ou seja, sempre milhares, dezenas, centenas deles.

Detalhando.

São as centenas de milhares de brasileiros que, ao longo de duas décadas, foram espionados, fichados, investigados, detidos para interrrogatórios ou processados.

São as dezenas de milhares presos e torturados.

São as milhares de pessoas sequestradas, junto com as centenas de pessoas mortas e desaparecidas.

Total: MILHARES de vítimas da ditadura entre 1964 e 1985.

E sangrenta, sim, porque muito sangue correu nesses 21 anos. Dos presos e dos torturados que sobreviveram, dos mortos e desaparecidos que sangraram até morrer.

Milhares deles, no total.

Portanto, as pessoas de má-fé ou cegueira ideológica que aprendam português antes de tentar negar a história e a verdade.

13/09/2011

às 13:25 \ Tema Livre

Relatório da Igreja dos Estados Unidos sobre pedofilia coloca a culpa na revolução sexual

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Casos de pedofilia na igreja católica, como ocorre nos Estados Unidos, acabaram com a acusação ao papa. Mas bispos dos EUA culpam a revolução sexual

Agora que um grupo de vítimas de pedofilia por parte de sacerdotes católicos acusa o papa Bento XVI e vários bispos por crimes contra a Humanidade perante o Tribunal Penal Internacional, talvez haja mais discussão sobre um informe encomendado pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos e divulgado há poucas semanas, mas a respeito do qual, estranhamente, pouco se falou na ocasião.

O centro esdrúxulo do informe é a tese segundo a qual a verdadeira culpa dos abusos e violações sofridas por meninos em colégios e paróquias católicas foi – vejam vocês – a revolução sexual.

Em resumo, as mudanças no comportamento sexual ocorridas na sociedade a partir dos anos 60 e 70, por supostamente terem sido “abruptas”, produziram um “estado de confusão” em padres e outros religiosos, de tal forma que não puderam fugir a tentações. É quase como se os religiosos tivessem sido eles as vítimas, e não as crianças e jovens de quem abusaram criminosamente.

O documento foi produzido pelo John Jay College of Criminal Justice, braço da City University de Nova York, e custou perto de 2 milhões de dólares. A Conferência Episcopal dos EUA encomendou o estudo em 2006 – há 5 anos, portanto –, não se sabe exatamente quando foi concluído e nem porque sua divulgação tardou tanto.

Nenhum responsável por abuso foi ouvido

Vítimas de abusos se queixaram a veículos da mídia de que, para chegar a essa conclusão espantosa, os pesquisadores só trabalharam com dados fornecidos por bispos. E, inacreditavelmente, não foram autorizados a ouvir nem a avistar-se pessoalmente com qualquer dos responsáveis pelos abusos.

De todo modo, o John Jay College levantou dados impressionantes, que falam por si. No período de 1950 a 2002 ocorreram 10.667 denúncias de abusos sexuais contra integrantes da igreja católica. O estudo avalia que perto de 7 mil deles eram verossímeis, e, desse total, padres seriam responsáveis por 4.392.

Durante esse período, não se detectou qualquer medida mais drástica por parte da hierarquia católica americana contra os religiosos criminosos, exceto a tradicional providência de transferi-los de um a outro lugar.

Não é por acaso que, mais recentemente, a hierarquia católica americana acabou fazendo acordos em processos por danos morais que superam a casa do bilhão de dólares.

Nâo foram divulgados números relativos ao período que vai de 2002 até este ano.

17/08/2011

às 17:45 \ Vasto Mundo

Comissão da Verdade no Chile pode fazer elevar a 60 mil o número de vítimas da ditadura de Pinochet. Lá, a Comissão funciona sem problemas. Já aqui…

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Vítimas da ditadura chilena podem passar de 60 mil

A Comissão da Verdade do Chile, que investiga os crimes ocorridos durante a sangrenta ditadura militar do general Augusto Pinochet,  entre 1973 e 1990, entregará ao presidente Sebastián Piñera até amanhã, quinta-feira, 18, um relatório que pode duplicar o número oficial de vítimas do regime. O total oficialmente reconhecido de casos de violações de direitos humanos que incluem detenção ilegal, tortura, execuções e desaparecimentos é de 28.459.

Mas a Comissão, criada em 2003 quando era presidente o socialista Ricardo Lagos, recebeu 32 mil novas denúncias de violação de direitos humanos cometidas durante a ditadura. Se reconhecidos como procedentes esses casos, o total de vítimas da ditadura passará um pouco de 60 mil.

A Comissão da Verdade não condena os responsáveis pela barbárie, mas a declaração de que as violações de direitos humanos efetivamente ocorreram é tida pelas famílias das vítimas como reparação moral, à qual se soma uma pensão mensal em dinheiro de valor modesto.

Durante as discussões sobre a criação da Comissão, não ocorreu no Chile nada parecido ao debate radicalizado que vemos em curso no Brasil, em que opositores da medida consideram-na revanchista.

Leia mais sobre o tema na Agência Brasil.

 

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