04/03/2012
às 19:30 \ Política & CiaBrickmann: a genial ideia do ministro Mercadante para pagar o salário fabuloso de 1.451 reais aos professores
Como de costume no blog, aos domingos reproduzo notas da coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada em cinco jornais. Hoje, as três primeiras notas. Seu título original segue em negrito.
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Sonhar, talvez pagar
O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, do PT paulista, descobriu a solução mágica para ajudar Estados e Municípios a pagar R$ 1.451,00 mensais aos professores (como, aliás, se este salário não fosse baixíssimo para a relevância da função que deveria remunerar): usar 30% dos recursos do pré-sal na Educação.
Maravilha! Quando forem superadas as dificuldades ainda existentes para produzir petróleo no pré-sal, quando as instalações estiverem concluídas – poços, tubulações, barcos, etc. – o petróleo será vendido e com parte dos lucros haverá ajuda a Estados e municípios para que paguem os mega-salários de R$ 1.451,00 dos professores.
Demora; mas, se os professores sobreviveram até agora ganhando menos do que isso, ficarão felizes em saber que um dia talvez recebam a fortuna mensal citada.
Também, claro, entenderão que petróleo submarino, ainda mais no pré-sal, pode criar problemas, gerar atrasos, essas coisas. E explicarão tudo direitinho ao padeiro, ao açougueiro e ao cobrador de impostos.
Alô, Aloízio! Mercadante é professor e sabe que professores precisam ganhar bem, não apenas por eles, mas para que tenham condições de estudar, ensinar, educar.
Mas talvez não saiba que R$ 1.451,00 mensais estão longe de ser um bom salário (cada senador, por exemplo, custa mais de R$ 100 mil mensais, e ninguém lhes pede que aguardem o pré-sal). Talvez não saiba que falta dinheiro para professores, mas não para nomear nos municípios, Estados, União.
Enquanto a solução ficar para o futuro, o Brasil continuará sendo só o país do futuro.
Dúvida cruel 1
A Disney tem dois enormes parques nos Estados Unidos: Disneyland e Disneyworld. Há uma Disneyworld em Paris, outra em Tóquio. A Universal tem um grande parque temático em Orlando, EUA; ali por perto há o monumental Busch Gardens – que tem, também, parques de diversões espalhados pelo mundo.
Alguém já ouviu falar de um acidente como o do Hopi Hari nesses parques? Não, os gringos não são melhores do que nós: é que lá a fiscalização existe.
Dúvida cruel 2
Qual o nome dos proprietários do Hopi Hari? Fala-se ora num fundo de investimentos, ora num grupo chamado Íntegra, mas informação precisa, nada.
Quando automóveis da multinacional Mitsubishi apresentaram falhas acima do aceitável, o presidente da corporação deu entrevista assumindo a culpa.
Será o Hopi Hari mais importante que a Mitsubishi, para que seus donos sejam tão discretos?
Tags: Aloizio Mercadante, Busch Gardens, Disney, Disneyworld, educação, fiscalização, Hopi Hari, Mitsubishi, Parque temático, petróleo, recursos do pré-sal, Universal





























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