12/05/2013
às 19:00 \ Política & CiaCarlos Brickmann: Todos juntos, nas vastas tetas do governo federal — e o ex-oposicionista Afif chegou lá

Collor, Afif, Lula e Maluf, tudo junto e misturado (Fotos: Ag. Senado :: Paulo Giandalia / Estadão Conteúdo :: Ricardo Stucker :: Acervo)
Por Carlos Brickmann
TODOS JUNTOS, ELE CHEGOU LÁ
Em sua excelente propaganda eleitoral, em 1989, Guilherme Afif Domingos prometia aos eleitores: “Juntos chegaremos lá”.
Demorou, mas metade da promessa foi cumprida: ele chegou lá. Talvez a promessa inteira se tenha realizado, dependendo de como for interpretada.
Juntos, nas fartas tetas do governo federal, estão muitos dos protagonistas daquela campanha: os candidatos Collor, Afif, Lula e Maluf, o então presidente Sarney, o PDT de Brizola, o PMDB de Ulysses, parte do PFL de Aureliano, ex-adversários inconciliáveis, hoje unidos.
O poder, o poder! Como o poder transforma ódios eternos em ternura!
E como é que Guilherme Afif transformou sua opinião sobre Dilma, Lula e o PT a ponto de servi-los como ministro?
Explica o próprio Afif que é servidor de governo, não de partido. Como servidor de governo, quer ocupar o máximo de espaço. Ministro de Dilma, vice-governador de São Paulo, tudo ao mesmo tempo.
E se o governador Alckmin se licenciar, ele assume?
Depende: num dia, disse que não, que bastaria Alckmin avisá-lo antes para que saísse do país e o presidente da Assembleia ocupasse o cargo; no outro dia, disse que poderia ser exonerado do Ministério, assumir o governo e, terminada a licença do titular, voltar a Brasília e ser nomeado de novo.
Sua agenda pessoal passa a comandar o país.
Triste – porque Afif tem preparo, competência e – até agora – coerência.
Triste – porque agora diz que suas críticas a Dilma eram “retórica de campanha”.
Ou seja, o que ele diz não se escreve. Aliás, não se escreve sequer o que ele escreve.
Oi ele aí tra veiz

João Paulo Cunha, mensaleiro condenado, participa de programa de TV do PT (Foto: Antonio Cruz / ABr)
Não, caro leitor, não é nenhum engano: quem apareceu na propaganda do PT, na televisão, foi mesmo o deputado João Paulo Cunha, condenado no Mensalão.
Depois se queixam
Os irmãos Cravinhos, condenados por assassinar a pauladas o pai e a mãe de Suzanne Richtofen, foram autorizados a passar o Dia das Mães em liberdade.
Tags: "juntos chegaremos lá", "retórica de campanha", Carlos Brickmann, Dia das Mães, Dilma Rousseff, Fernando Collor, Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingos, irmãos Cravinhos, João Paulo Cunha, José Sarney, Leonel Brizola, Lula, mensalão, Paulo Maluf, PDT, PFL, PMDB, propaganda eleitoral, PT, Suzanne Richtofen, Ulysses Guimarães



















































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