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Twin Peaks

02/04/2013

às 19:15 \ Tema Livre

VÍDEO PARA ENCANTAR: em time-lapse, uma das cidades mais charmosas do mundo — San Francisco, na Califórnia

Imperdível o pôr do sol na Golden Gate

Imperdível o pôr do sol na Golden Gate

Em meio ao mar e ao nevoeiro, San Francisco, a charmosíssima cidade americana à beira do Pacífico, na Califórnia, enche os olhos quando as marés trazem a brisa ao cair da noite, e com elas, a névoa do oceano cobre a cidade até o nascer de uma madrugada pálida.

E quando o vermelho da ponte Golden Gate emoldura o pôr do sol, então…

Nesse vídeo dos fotógrafos e cinegrafistas californianos Patrick e Henrick Shyu, embalado pela música envolvente de Stephen Anderson, passam — voando — a famosa ponte Golden Gate, a imensa Bay Bridge, de 16 quilômetros, que liga San Francisco a Oakland, e outros cartões postais da cidade como o Fisherman’s Warf, descolado cais transformado em centro de lazer, o Palácio de Belas Artes, a famosa Market Street, a Union Square – e muitas cenas de rua, que incluem a visão dos onipresentes grafittis.

 

 

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09/06/2012

às 12:05 \ Música no Blog

O encontro Cuba x Mali, o “ianque” dos Balcãs e a princesa do jazz convertida em musa misteriosa: viva o ecletismo do Primavera Sound

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Alex Scully e Victoria Legrand, do Beach House, tocam no Primavera Sound 2012: pop atmosférico em meio a salada de estilos (Foto: Damià Bosch - Primavera Sound)

Por Daniel Setti

A 12ª Primavera Sound, festival de música presenciado no fim de semana passado por  Música no Blog e mais 117 mil pessoas no Parc del Fòrum, em Barcelona, priorizou mais uma vez consagrados ícones do rock alternativo como Cure e Wilco, que não deixaram de cumprir as expectativas quanto a seus espetáculos massivos.

Mesmo assim, como sempre ocorre, o evento, visitado por fãs de música de diversos países do mundo, abriu espaço para uma gama eclética de atrações. Entre os mais de 200 artistas que se apresentaram, era possível mudar da água para o vinho em questão de minutos. Bastava uma rápida caminhada entre os oito palcos.

Um exemplo? Na sexta-feira (1º), minutos antes dos ingleses do Cure entrar em cena – todos devidamente de preto – diante de uma multidão para desfilar três horas de hits pop-góticos, os virtuosos músicos do Afrocubism, metade malineses, metade cubanos, sacudiam a plateia de outro palco a poucos metros dali.

Transe binacional com pedigree

E não se tratavam de “quaisquer” instrumentistas: o Afrocubism é um ousado projeto formado por craques da canção cubana como o cantor e violonista Eliades Ochoa (Buena Vista Social Club) e mitos da rica música de Mali como Toumani Diabaté, mestre do incrível instrumento conhecido como kora e que recentemente gravou disco com Arnaldo Antunes e Edgard Scandurra.

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Afrocubism, com músicos de Mali e Cuba, em ação no festival: Toumani Diabaté é o segundo à esquerda, sentado, e Eliades Ochoa está em pé ao seu lado, com violão em punho (Foto: Damià Bosch - Primavera Sound)

Com irresistíveis ritmos repetitivos – mais pendentes para o son cubano do que para grooves africanos -, o combinado binacional promoveu uma espécie de transe movido a suingue e a sensibilidade (Assista aqui a um registro em baixa definição da banda em ação no PS 2012, e aqui a um documentário sobre o grupo).

Precoce e sem barreiras

O retrato da diversidade sonora, no entanto, já ilustrara a noite de quinta-feira. Horas antes da aparição da banda escocesa Franz Ferdinand, um nomão pop de grande penetração nas FMs, quem atraía as atenções em outro enorme palco era o Beirut, peculiaríssimo combo criado pelo cantor, compositor e multi-instrumentista Zach Condon.

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Zach Condon, do Beirut (Foto: divulgação)

Aos 26 anos, Condon já coleciona três belos discos e uma legião de admiradores de sua fusão de pop, folclore dos Balcãs e outros elementos pouco convencionais no meio alternativo. (Confira aqui Beirut executando “A Sunday Smile”, do segundo álbum, Flying Club Cup, de 2007, no festival catalão)

Mistério calculado e Twin Peaks

A tônica de boas surpresas persistiu na jornada de encerramento de sábado no Parc del Fòrum – no domingo ainda ocorreram outros concertos, só que no Arco do Triunfo de Barcelona -, com a performance atmosférica do Beach House, duo (convertido em trio ao vivo) encabeçado pela francesa radicada nos EUA Victoria Legrand e o guitarrista Alex Scally.

Beach House: é impossível ver com clareza o rosto da enigmática Victoria Legrand (Foto: Damià Bosch - Primavera Sound)

Sobrinha do grande compositor de jazz e trilhas sonoras Michel Legrand (colaborador de monstros como Miles Davis), Victoria traz para a atualidade a herança do que nos anos 80 foi batizado de dream pop: melodias ao mesmo tempo açucaradas e melancólicas, pilhas de reverb nas vozes e nos instrumentos e uma atitude calculadamente misteriosa (a iluminação baixa não permite que o público veja o rosto da cantora).

Soa como se Legrand e Scully compusessem sempre enquanto assistem a episódios de Twin Peaks, com a climática trilha sonora da série no último volume. (Cliquem aqui para ver e ouvir “Lazuli”, faixa de Bloom, quarto álbum do Beach House que acaba de ser lançado, ao vivo no PS 2012).

(Mais sobre música neste link)

 

26/12/2011

às 14:51 \ Tema Livre

Palpites de um entusiasta sobre o mundo das séries norte-americanas

Publicado originalmente em 3 de setembro de 2011

Por Daniel Setti

Como grande entusiasta das séries de TV norte-americanas – sobretudo as lançadas a partir do boom do formato, entre as décadas de 1990 e 2000 -, venho me perguntando há algum tempo sobre as peculiaridades deste rico universo.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

Estou longe de ser um especialista no tema, tampouco conheço a fundo seus bastidores, e evidentemente não assisti a todas as séries já lançadas (as elogiadíssimas The Wire e Mad Men, só para citar duas, estão entre as pendências).

Mas há 4 fatos que me chamam especialmente a atenção sobre o funcionamento do gênero. Abaixo palpito um pouco a respeito de cada um:

1-São relativamente poucos os atores e atrizes que conseguem triunfar no cinema após obterem sucesso nas séries

George Clooney na fase Plantão Médico, ou "ER" no original: um dos poucos a ganhar Hollywood (Foto: Divulgação)

Que exemplos podemos dar de participantes de TV shows criados nas duas últimas décadas que realmente conquistaram Hollywood, construindo uma carreira cinematográfica respeitável? George Clooney, revelado na eletrizante Plantão Médico, ou, na versão original, ER (1994-2009), é o caso mais claro. Ainda que seja um pouco canastrão, colaborou com grandes cineastas (Irmãos Coen, Steven Soderbergh) e protagonizou fitas de qualidade do porte de Boa Noite e Boa Sorte (2005). Quais outros os leitores citariam?

2-Muitos dos astros que, por fim, conseguem migrar da telinha para a telona, no final das contas acabam não atuando em filmes, digamos, memoráveis.

Grey-s-Anatomy-revelou-Katherine Heigl-Mas-ela-segura-a-peteca-na-telona

"Grey's Anatomy" revelou a bela Katherine Heigl. Mas ela segura a peteca na telona? (Foto: Divulgação)

Houve quem apostasse que Jennifer Aniston, a Rachel de Friends (1994-2004), ou mais recentemente, Katherine Heigl, a Izzie de Grey’s Anatomy, se transformariam em portentosas divas da sétima arte após suas consagrações em séries.

Sim, elas agora mudaram oficialmente de time, são consideradas atrizes de cinema. Mas que longas imperdíveis seríamos capaz de listar com estas duas no elenco? Por serem bonitas, gostosas e carismáticas, ambas acabam sendo “catalogadas” por produtores apenas para comédias românticas, a maioria consideravelmente descartável.

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As estrelas de "Sex and the City": mais do mesmo (foto: divulgação)

Outra que é sempre empurrada para este nicho é Sarah Jessica Parker, a eterna Carrie de Sex and the City (1998-2004). Tão eterna que, percebendo o fiasco de sua posterior empreitada Hollywood, correu de volta à série, transformando-a em duas películas bastante criticadas. Especula-se, inclusive, que uma nova temporada esteja em fase de planejamento.Melhor se saiu Kim Cattrall, a voluptuosa Samantha, escalada para O Escritor Fantasma (2010), de Roman Polanski.

Fato é que tanto Parker quanto Aniston sofrem de uma espécie de maldição: os telespectadores se acostumaram tanto a verem-las em seus consagrados papéis na TV que rejeitam suas aparições em outros contextos, atendendo por outros nomes e vivendo outras vidas. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

08/12/2011

às 12:03 \ Música no Blog

O cineasta David Lynch estreia oficialmente como músico, transportando a estranheza de seus filmes a um disco

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David Lynch, músico e cineasta (Foto: Larry Hirshowitz)

Desde o apavorante e cultuadíssimo Eraserhead, filme de 1977 que marcou a sua estreia como diretor, David Lynch flerta diretamente com o papel de compositor e músico.

Já na trilha sonora daquele inesquecível longa – uma das mais experimentais e desconcertantes já criadas, diga-se – se sobressaía In Heaven, bela canção coescrita pelo cineasta que, ao longo das décadas seguintes, seria reinterpretada por bandas como o Pixies.

Em Twin Peaks, a série com a qual causou uma revolução na televisão americana, Lynch também daria pitacos na parte musical, colaborando com seu fiel escudeiro Angelo Badalamenti, um dos grandes “trilheiros” dos últimos 25 anos, em baladas etéreas cantadas pela andrógina Julee Cruise.

Nos últimos anos, realizou também trabalhos multimídia envolvendo músicos conceituados, como o produtor Danger Mouse.

Não era de se estranhar, portanto, que o badalado diretor americano quisesse lançar um disco solo. E ele, do alto de seus 64 anos, acaba de fazê-lo, com Crazy Clown Time (tradução: “A Hora do Palhaço Louco”). Claro que, em se tratando de um álbum de David Lynch, há um trailer a respeito. Assistam abaixo:

Versátil também como músico

Seguindo sua própria ética de cuidar de todos os detalhes de sua obra, em Crazy Clown Time o dono dos cabelos grisalhos espetados mais conhecidos do planeta pôs a mão na massa, cantando, tocando vários instrumentos e compondo todo o material com a ajuda do multi-instrumentista Dean Hurley.

Aproveitando os limites de sua voz e o timbre agudo peculiar, Lynch utilizou uma farta dose de efeitos sonoros “espaciais”, incluindo um vocoder, que emula o gogó metálico de um robô. Também sussurra no estilo Leonard Cohen em “Stone’s Gone Up”. O resultado geral é bastante interessante, regado, como não poderia deixar de ser, a estranheza e mistério. Teria, facilmente, lugar na trilha de alguns de seus filmes

Como convidada especial figura apenas Karen O, vocalista da banda Yeah Yeah Yeahs, que canta na faixa de abertura, “Pinky’s Dream”. Mas é a atmosférica “Movin’ On”, com vocais do próprio autor, que escutamos abaixo (sobre a reprodução da capa do disco):

24/10/2011

às 10:02 \ Música no Blog

Os bastidores da clássica trilha sonora de “Twin Peaks”, a série que revolucionou a TV há 20 anos

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Lynch e Badalamenti levavam o telespectador a Twin Peaks

Por Daniel Setti

Algumas trilhas sonoras de séries de TV são tão marcantes quanto seus personagens e histórias.

Twin Peaks, produção criada pelo controverso gênio David Lynch, que revolucionou o gênero com seu estilo excêntrico e dark, é um dos melhores exemplos. Sem os temas criados pelo compositor norte-americano Angelo Badalamenti, o telespectador simplesmente não seria transportado, já na abertura de cada a episódio, ao clima frio, sombrio e estranho da série.

De fato, a introdução é clássica, combinando a melancolia das notas de Badalamenti a imagens da cidade fictícia ao norte dos EUA que dá nome ao programa:

Embora tenha feito grande sucesso mundial e seja alvo de culto até hoje, Twin Peaks só durou duas temporadas e 14 meses entre 1990 e 1991. Em junho deste ano, quando rememoraram-se os 20 anos do fim da série, “twin freaks” dos quatro cantos se reuniram em diferentes tributos.

Como música de fundo soou, com certeza, “Love Theme”, a canção dedicada à problemática jovem Laura Palmer, cujo assassinato é o epicentro da trama. No ótimo vídeo abaixo, incluído nos extras do DVD da primeira temporada – editado no Brasil em 2004 -, Badalamenti mostra como compôs o tema, com a preciosa ajuda de Lynch. As legendas estão em espanhol.

(Mais sobre música neste link)

 

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