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Tom Zé 75 anos

10/03/2012

às 14:03 \ Tema Livre

Vídeo emocionante e fotos: DC-3, o avião amado por gerações

Pouco mais de 16 mil fabricados desde 1935, 500 deles ainda voando e prestando serviços: é o velho e bom Douglas DC-3

Gerações de passageiros de todo o mundo voaram a bordo desse velho, bom e sólido avião — o popularíssimo DC-3, que começou a ser construído pela Douglas Aircraft dos Estados Unidos em 1934, ficou pronto em 1935 e foi aprovado pelas autoridades em 1936.

Em diferentes versões e, às vezes, sob diferentes nomes, mais de 16 mil desses aviões extremamente confiáveis, movidos a motor a explosão e, naturalmente, sem cabine pressurizada, foram construídos — 10 mil deles na versão militar, o C-47, como parte do brutal, inigualável esforço industrial empreendido pelos EUA para que os Aliados vencessem a II Guerra Mundial.

Os velhos aviões, tinindo de conservados, no aeroporto de Rock Falls, Illinois, nos Estados Unidos (Foto: douglasdc3.com)

Cerca de 500 deles continuam voando pelo mundo, em muitos casos em mãos de colecionadores, mas em outros prestando bons serviços, 76 anos depois de seu voo inaugural. Num fim de semana de julho de 2010, celebrando os 75 anos da construção do primeiro DC-3, dezenas deles acorreram para festejar no aeroporto de Rock Falls, no Estado de Illinois.

O austero interior do DC-3: nada de cabine pressurizada

Como vocês verão no vídeo abaixo — uma vez mais, gentileza do amigo do blog José Carlos Bolognese –, vieram com as mais diversas pinturas, todos impecáveis. Logo no começo do vídeo, um deles realiza um pouso sensacional, com toque no solo em apenas uma roda, e a ponta da asa esquerda controlada para não bater no chão.

O vídeo começa com o start dos dois motores Pratt & Whitney R-1830, de 1.100 HP cada, de um impecável modelo de DC-3 tendo de fundo musical In the Mood, sucesso inesquecível do trombonista, maestro e arranjador Glenn Miller.

 

 

11/10/2011

às 10:05 \ Música no Blog

Tom Zé: 75 anos e uma inesgotável capacidade de surpreender

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Tom Zé se apresenta no Rock in Rio 4: o último dos vanguardistas? (Foto: Marcos Hermes)

Por Daniel Setti

Felizmente para a música brasileira, uma porção considerável de seus grandes nomes continua viva e em atividade: o mito da bossa nova João Gilberto, os ex-tropicalistas Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, o inclassificável Milton Nascimento, os campeões de audiência Roberto Carlos e Chico Buarque.

Mas destes mestres eternos, qual continua inovando ou surpreendendo em seus últimos trabalhos? Caetano talvez poderia ser citado, por ainda mostrar paciência de se reinventar (a última das suas foi gravar um disco à frente de um trio roqueiro pós-adolescente). Mas só. E nem sempre.

Mais prolífico – sete álbuns na década passada – e mais velho do que todos desta turma (fora João Gilberto), Tom Zé, que completa 75 anos hoje, se sobressai como a verdadeira e confiável exceção.

Além disso, o baiano de Irará é o único dos grandes, a esta altura da vida e da carreira, capaz de soar mais moderno do que nove entre dez vanguardistas recém-chegados, brasileiros ou “gringos”; o único, também, – verdade seja dita – que nunca desfrutou de um sucesso de público à altura de sua importância.

Provavelmente um fato esteja ligado ao outro – os experimentalismos sempre custam a agradar o mainstream -, mas uma audição cuidadosa de seus melhores álbuns – Estudando o Samba (1976) e Com Defeito de Fabricação (1998), por exemplo – ajuda a entender rapidamente porque o seu lugar destaque na herança da MPB é enorme. Foi preciso o ex-Talking Heads David Byrne “descobri-lo” no começo dos anos 1990 para que voltasse a chamar a atenção – e passasse a ser idolatrado lá fora -, mas tudo bem.

A obra de Tom Zé, espalhada por mais de vinte álbuns (entre registros ao vivo e de estúdio), diferencia-se das demais por seus estranhos arranjos. Muitas vezes parece que ele usa as combinações de notas, acordes e ritmos que todos os outros deixam de lado, e o faz de maneira com que seu som seja totalmente inimitável. Quanto às suas letras, costumam ser subestimadas pelos críticos: estão entre as melhores e mais criativas de nossa música.

No vídeo abaixo, extraído do DVD Jogos de Armar (2003), ele toca “Ogodô Ano 2000”, originalmente gravada no álbum The Hips of Tradition (1992).

(Mais sobre música neste link)

 

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