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Thomaz Alckmin

09/04/2015

às 11:08 \ Política & Cia

Alckmin fala sobre a morte do filho: ‘É uma dor sem limite’

Geraldo Alckmin e Lu Alckmin com os filhos Thomaz, Sophia e Geraldinho, durante comemoração do 54º aniversário do ex-governador, ocorrida no restaurante Chácara Santa Cecilia (Foto: Pablo de Sousa/VEJA)

O governador Geraldo Alckmin e a primeira-dama Lu Alckmin receberam amigos e autoridades na missa de sétimo dia de Thomaz (à esq.) (Foto: Pablo de Sousa/VEJA)

Governador agradeceu as mensagens de apoio e solidariedade que a família tem recebido. Thomaz Alckmin morreu em um acidente de helicóptero na última quinta-feira

De VEJA.com

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin se manifestou pela primeira vez nesta quarta-feira sobre a morte do filho caçula Thomaz, em um acidente de helicóptero na semana passada. Após a missa de sétimo dia, realizada na igreja Nossa Senhora do Brasil, na capital paulista, Alckmin escreveu sobre a perda em sua página no Facebook.

“Perder um filho é uma dor sem limite. Só a fé e a solidariedade dos amigos nos ajudam a suportá-la neste momento”, diz a mensagem. O texto, acompanhado de uma foto de Alckmin ao lado do filho, agradece as manifestações de “apoio, solidariedade e carinho”. “Elas estão sendo muito importantes para nossa família neste momento.”

Missa - A missa de sétimo dia de Thomaz, celebrada pelo bispo Dom Fernando Figueiredo, durou cerca de uma hora e contou com a presença de amigos, familiares e políticos. A igreja ficou lotada e a maioria das pessoas teve de assistir à cerimônia em pé. Após a missa, o governador, a primeira-dama Lu Alckmin, o filho Geraldo Alckmin Neto e a filha Sophia receberam os condolências dos presentes.

Lideranças do PSDB, incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aloysio Nunes, compareceram. Também estiveram presentes os senadores José Agripino (DEM-RN) e Marta Suplicy (PT-SP), além do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e do vice-governador Marcio França (PSB).

Depois da missa, Alckmin falou sobre o filho caçula. “Thomaz teve uma vida iluminada, um filho carinhoso, pai amoroso, jovem batalhador, trabalhador, amigo fiel”, afirmou o governador. “Em nome da nossa família nós queremos agradecer toda a solidariedade, todas as orações nesse momento tão difícil.”

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08/04/2015

às 16:04 \ Política & Cia

Lu Alckmin fala pela primeira vez sobre a morte do filho

Lu Alckmin expressou dor pela morte do filho caçula em rede social (Foto: VEJA.com/Folhapress)

Lu Alckmin expressou dor pela morte do filho caçula em rede social (Foto: VEJA.com/Folhapress)

A primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin, recorreu a Santo Agostinho para externar publicamente pela primeira vez a dor pela perda do filho caçula, Thomaz Alckmin, morto em um acidente de helicóptero na última quinta-feira em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Em sua página no Facebook, Lu publicou uma reflexão do santo filósofo segundo a qual a morte é interpretada como uma passagem.

“Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador”, diz um trecho.

O texto é seguido por uma foto de Thomaz sorridente com o uniforme de piloto e suas datas de nascimento e morte. Ao final, a primeira-dama agradece “as mensagens de apoio e solidariedade que muito nos têm confortado nestes dias tão difíceis”.

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03/04/2015

às 20:49 \ Política & Cia

Corpo de Thomaz Alckmin é sepultado em Pindamonhangaba (SP)

O governador Geraldo Alckmin (paletó escuro) ajuda a levar o caixão com o corpo do filho, tendo ao lado

O governador Geraldo Alckmin (paletó escuro) ajuda a levar o caixão com o corpo do filho, tendo ao lado a mulher, Lu (óculos escuros) e o filho mais velho, Geraldo Neto (camisa branca, no meio da foto) (Foto: Twitter)

Por Daniel Haidar, de Pindamonhangaba (SP), para VEJA.com

O corpo de Thomaz Rodrigues Alckmin, filho caçula do governador Geraldo Alckmin morto nesta quinta-feira na queda de um helicóptero na Grande São Paulo, foi enterrado por volta de 19h10 desta sexta-feira no cemitério municipal de Pindamonhangaba, a 140 quilômetros de São Paulo, terra natal do governador, da qual já foi prefeito, e dos três filhos.

O corpo chegou às 17h05 ao velório municipal da cidade, que fica a 500 metros do cemitério, depois de ter sido velado durante o dia no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com acesso restrito a familiares e convidados.

Mas uma nova cerimônia, aberta ao público, foi realizada em Pindamonhangaba. O governador chegou acompanhado da mulher, Lu, e dos filhos Sophia e Geraldo. Abatidos, eles cumprimentaram familiares, amigos e políticos no velório.

Bastante emocionado, Alckmin chegou a chorar quando abraçava uma irmã. Ao fim da cerimônia, o caixão foi carregado ao cemitério pelo governador e a primeira-dama, acompanhados dos filhos e da viúva de Thomaz, Tais.

Thomaz tinha 31 anos, era o filho mais novo do governador e trabalhava como piloto profissional. Ainda não foram esclarecidas as causas do acidente de helicóptero ocorrido nesta quinta-feira em uma área residencial de Carapicuíba, município da Grande São Paulo, que resultou ainda na morte de outras quatro pessoas – o piloto da aeronave e três mecânicos.

São Paulo - A presidente da República, Dilma Rousseff, esteve no final da manhã em São Paulo, e foi ao velório de Thomaz. Dilma estava acompanhada dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Joaquim Levy (Fazenda) e Edinho Silva (Comunicação), que também vieram dar os pêsames ao governador de São Paulo. O vice-presidente da República, Michel Temer, também esteve no hospital onde a família do governador recebeu amigos, políticos e parentes.

A presidente emitiu uma nota oficial lamentando a morte de Thomaz Rodrigues Alckmin. “Presto, neste momento de dor e consternação, minha solidariedade e sentidos pêsames aos pais, familiares e amigos das vítimas”, disse Dilma no texto. Após permanecer cerca de 25 minutos no local, Dilma se retirou para retornar a Brasília.

Cerca de 10 minutos antes da chegada da presidente, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, chegou ao velório. “É algo extremamente triste e devastador. Alckmin é um amigo que hoje vive certamente o momento mais difícil de sua vida. Que a sua fé sempre presente nos momentos difíceis possa confortar ele e sua família”, disse Aécio.

No velório, que aconteceu no Einstein, próximo ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, foi celebrada um missa de corpo presente rezada pelo bispo de Santo Amaro, Dom Fernando Figueiredo. Além das cerimônias católicas, estiveram presentes representantes da Federação Israelita e o bispo Edir Macedo, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus.

O senador José Serra (PSDB) esteve entre os amigos e políticos que passaram pelo local para prestar condolências à família Alckmin. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Mathias Coltro, também visitaram o local.

Entre os políticos, estiveram presentes o ex-governador paulista Claudio Lembo (DEM), o deputado federal Ivan Valente (Psol), o secretário municipal de Direitos Humanos, Eduardo Suplicy (PT), além de deputados estaduais e secretários estaduais.

Mais cedo, o vice-governador, Marcio França, afirmou que “o governador Geraldo Alckmin e dona Lu também são muito religiosos e isso tem ajudado bastante. Ele está firme, dentro do que é possível nessas circunstâncias. Ele tem muita fé é muito cristão. Nesse momento não tem muitas palavras que possam confortar, mas espero que eles possam suportar essa dor”.

França relatou que o governo ainda não recebeu informações sobre possíveis causas para o acidente aéreo. “O Thomaz era uma pessoa muito especial. Não é normal nessas circunstâncias as pessoas terem de enterrar o filho, uma pessoa tão jovem, com tanta coisa na vida”. Segundo França, a primeira-dama já não estava na sala de velório quando ele deixou o hospital.

Chegaram por volta das 8 horas o secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita (PMDB), amigo da família Alckmin, acompanhado do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini. Eles vieram no mesmo carro.

Dom Odilo Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, rezou uma prece com os familiares do governador. Também estiveram presentes o diretor-presidente do Hospital Albert Einstein, Claudio Lottenberg, e os ex-deputados Fábio Feldmann e Walter Feldman, que foram colaboradores de gestões tucanas. Segundo Walter Feldman, os familiares relataram que Thomaz era um piloto cauteloso. “Ele tinha receios e cuidados, se recusava a voar se sentisse riscos e fazia parada. Ele quis ir nesse voo de teste porque era amigo do piloto [Carlos Isquerdo]“. Feldman disse que esteve com o empresário José Seripieri Júnior, dono do helicóptero, mas que ele ainda apura a causa do acidente. Há suspeita, não confirmada, de que uma das hélices tenha se soltado.

O empresário e apresentador de TV João Dória Jr. relatou que ficou consternado porque já havia realizado voos ao lado de Thomaz Alckmin, além de ter também usado o helicóptero acidentado. “Era uma aeronave moderna e muito segura. Já voei nela com o piloto que estava no comando e também já voei com o Thomaz”.

“O governador está muito abatido, mas firme, assim como a dona Lu. Mas há que se ter força e altivez. O cardeal ajudou bastante a confortar. A oração foi um momento para estabilizar, de paz e serenidade”. Segundo ele, a filha mais velha de Thomaz, Isabela, chega ao país com a mãe por volta das 17 horas, em voo vindo da Noruega. Elas vão do Aeroporto de Guarulhos (SP) direto para o enterro em Pindamonhangaba.

Políticos como o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) foram apenas ao enterro, no cemitério municipal de Pindamonhangaba. “Como pai de quatro filhos, o normal é o filho enterrar o pai. O contrário é muito triste. Avalio a sua profunda tristeza”, afirmou Maluf.

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03/04/2015

às 17:21 \ Política & Cia

Primeira reação do governador Alckmin foi negar a morte do filho caçula

Depois de confirmar a morte do filho com vários telefonemas, quando estava em trânsito pelo interior paulista, Alckmin procurou se recompor, lavou o rosto no aeroporto de Catanduva, recebeu o abraço de funcionários e de outras pessoas e tomou um café enquanto aguardava a partida do avião que o levaria à capital (Foto: Reprodução Facebook)

Depois de confirmar a morte do filho com vários telefonemas, quando viajava de automóvel pelo interior paulista, e chorado, o governador Alckmin dirigiu-se ao aeroporto de Catanduva, procurou se recompor, lavou o rosto, recebeu o abraço de funcionários e de outras pessoas e tomou um café enquanto aguardava a partida do avião que o levaria à capital (Foto: Reprodução Facebook)

O governador paulista recebeu notícia de acidente envolvendo o piloto profissional Thomaz Alckmin quando estava na estrada e prestes a decolar para São Paulo

Por Felipe Frazão, para VEJA.com

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), estava na estrada nesta quinta-feira por volta das 19h30 quando recebeu a notícia de que seu filho caçula, Thomaz Alckmin, de 31 anos, era uma das cinco vítimas da queda de um helicóptero em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo.

Alckmin voltava de uma série de agendas públicas em cidades da região de Catanduva (Pirangi, Paraíso, Cândido Rodrigues e Araraquara) e mandou os quatro carros de sua comitiva pararem no acostamento da Rodovia Washington Luis, ao receber uma ligação de sua assessoria militar.

Segundo um dos integrantes da comitiva, que estava no carro com Alckmin, a primeira reação do governador foi negar a morte de Thomaz quando um ajudante de ordens telefonou com a trágica notícia. “Não é ele, não é o helicóptero dele”, disse o governador.

Mas Alckmin marejou os olhos. Em seguida, telefonou para o hangar de onde o helicóptero havia decolado para checar quem estava a bordo da aeronave modelo EC 155, prefixo PPLLS, foi fabricada pela Eurocopter. Naquele momento o governador recebeu a confirmação da lista.

Um integrante da assessoria militar de Alckmin chegou a ir ao Instituto Médico Legal, reconheceu tatuagens de Thomaz no corpo e voltou a avisar ao governador – mais tarde Alckmin iria até o lML fazer o reconhecimento oficial do corpo.

As causas do acidente ainda estão sendo apuradas, mas desde a manhã desta sexta-feira os donos da aeronave suspeitam que uma pá das hélices tenha se desprendido e desestabilizado o helicóptero. A peça foi encontrada por peritos distante do local da queda.

Alckmin, pai, chorouO prefeito de Catanduva, Geraldo Vinholi (PSDB), publicou um relato semelhante em sua rede social.

“No carro estávamos ele, eu e o ajudante-de-ordens, quando este pediu para que o motorista parasse o carro, pois o coronel José Roberto, da Casa Militar, que estava no carro de trás precisava falar. O coronel entrou no carro e disse ‘sinto informar, senhor governador, que um helicóptero caiu em Alphaville e temos imagens de que o Thomaz embarcou nesse voo’”, escreveu o prefeito.

“O governador discretamente chorou. A partir dai, muito equilibrado como sempre, tentando confirmar a notícia, ligou para várias pessoas, inclusive para o responsável pelo heliporto e começou a ligar para os familiares pedindo para virem a São Paulo.”

Ainda no carro, Alckmin estava abatido e chorava. “Ele se desesperou”, disse um de seus acompanhantes. Depois de estar ciente do acidente aéreo com Thomaz, Alckmin foi ao Aeroporto de Catanduva, de onde decolaria com assessores para São Paulo no avião do governo do Estado. Ele foi ao banheiro lavar o rosto e cumprimentou funcionários do aeroclube local. Ele também tomou café, “falou com orgulho” sobre o Thomaz e foi olhar um mural no aeroporto, segundo relato do prefeito da cidade. O voo saiu às 20h18.

O Palácio dos Bandeirantes demorou a confirmar a morte de Thomaz para evitar que a primeira-dama, dona Lu Alckmin, soubesse do acidente pela imprensa. Alckmin queria dar a notícia à mulher pessoalmente e ela voltava de Campos do Jordão (SP). A informação já circulava entre jornalistas e havia sido confirmada por assessores de Alckmin ao site de VEJA. O Palácio dos Bandeirantes só emitiu nota oficial por volta das 23h20.

No velório, Alckmin voltou a chorar durante a missa de corpo presente rezada pelo bispo Dom Fernando Figueiredo, de Santo Amaro. Ele permaneceu na sala reservada para a família com a mulher e filho mais velho, Geraldo Alckmin Neto. “Ele está firme”, disse o vice-governador Márcio França (PSB). Outros políticos relataram que o governador estava “abatido e sentido”, assim como a primeira-dama, que conseguiu ficar o tempo todo no local.

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03/04/2015

às 16:00 \ Política & Cia

Velório do filho do governador Geraldo Alckmin teve a presença de Dilma e de Aécio

Uma das únicas imagens do governador Geraldo Alckmin após a morte do filho caçula: abatido, depois de ter chorado muito, Alckmin deixa o Instituto Médico Legal após reconhecer o corpo (Foto: Leo Franco/AgNews)

Uma das únicas imagens do governador Geraldo Alckmin após a morte do filho caçula: abatido, depois de ter chorado muito, ele deixa o Instituto Médico Legal após reconhecer o corpo (Foto: Leo Franco/AgNews)

De VEJA.com

A presidente da República, Dilma Rousseff, esteve em São Paulo no velório do filho do governador Geraldo Alckmin, Thomaz Rodrigues Alckmin, morto ontem em acidente de helicóptero. Dilma estava acompanhada dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Joaquim Levy (Fazenda) e Edinho Silva (Comunicação), que também vieram dar os pêsames ao governador de São Paulo.

O vice-presidente da República, Michel Temer, também esteve no Hospital Israelita Albert Einstein, onde a família do governador recebeu amigos, políticos e parentes. Mais cedo, a presidente tinha emitido uma nota oficial lamentando a morte de Thomaz. “Presto, neste momento de dor e consternação, minha solidariedade e sentidos pêsames aos pais, familiares e amigos das vítimas”, disse Dilma no texto. Após permanecer cerca de 25 minutos no local, a presidente se retirou e deve voltar ainda hoje à Brasília.

O momento em que o corpo de Thomaz Alckmin chegou ao Hospital Israelita Albert Einstein para o velório (Foto: Estadão Conteúdo)

O momento em que o corpo de Thomaz Alckmin chegou ao Hospital Israelita Albert Einstein para o velório (Foto: Estadão Conteúdo)

Após o velório, que não foi aberto ao público, o corpo seguiu para o enterro em cemitério na cidade de Pindamonhagaba, a 140 quilômetros de São Paulo, terra natal do governador.

Cerca de 10 minutos antes da chegada da presidente, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, chegou ao velório.

– É algo extremamente triste e devastador. Alckmin é um amigo que hoje vive certamente o momento mais difícil de sua vida. Que a sua fé sempre presente nos momentos difíceis possa confortar ele e sua família”, disse Aécio.

No velório no Hospital Israelita Albert Einstein, que fica próximo ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, foi celebrada um missa de corpo presente rezada pelo bispo de Santo Amaro, Dom Fernando Figueiredo. Além das cerimônias católicas, estiveram presentes representantes da Federação Israelita e o bispo Edir Macedo, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus.

Leia tambémCorpo do filho caçula de Alckmin é velado em hospital de SPPresidente Dilma e outros políticos lamentam morte de Thomaz Alckmin

O senador José Serra (PSDB) esteve entre os amigos e políticos que passaram pelo local para prestar condolências à família Alckmin. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Elias Rosa, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Mathias Coltro, igualmente visitaram o local.

Entre os políticos, estiveram presentes o ex-governador paulista Claudio Lembo (DEM), o deputado federal Ivan Valente (Psol), o secretário municipal de Direitos Humanos da capital, Eduardo Suplicy (PT), além de deputados estaduais e secretários estaduais.

O irmão mais velho de Thomaz, Geraldo Rodrigues Alckmin Neto, chega para as despedidas (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press)

O irmão mais velho de Thomaz, Geraldo Rodrigues Alckmin Neto, chega para as despedidas (Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press)

Mais cedo, o vice-governador Marcio França (PSB) afirmou que “o governador Geraldo Alckmin e dona Lu também são muito religiosos e isso tem ajudado bastante. Ele está firme, dentro do que é possível nessas circunstâncias. Ele tem muita fé é muito cristão. Nesse momento não tem muitas palavras que possam confortar, mas espero que eles possam suportar essa dor”.

França relatou que o governo ainda não recebeu informações sobre possíveis causas para o acidente aéreo. “O Thomaz era uma pessoa muito especial. Não é normal nessas circunstâncias as pessoas terem de enterrar o filho, uma pessoa tão jovem, com tanta coisa na vida”. Segundo França, a primeira-dama já não estava na sala de velório quando ele deixou o hospital.

Dom Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo, rezou uma prece com os familiares do governador. Também prestou sua solidariedade à família Alckmin o diretor-presidente do hospital, Claudio Lottemberg.

Passaram na madrugada os ex-deutados Fábio Feldmann e Walter Feldman, que foram colaboradores de gestões tucanas. Segundo Walter Feldman, os familiares relataram que Thomaz era um piloto cauteloso. “Ele tinha receios e cuidados, se recusava a voar se sentisse riscos e fazia parada. Ele quis ir nesse voo de teste porque era amigo do piloto [Carlos Isquerdo]“.

Feldman disse que esteve com o empresário José Serepieri Júnior, dono do helicóptero, mas que ele ainda apura a causa do acidente. Há suspeita, não confirmada, de que uma das hélices tenha se soltado.

O empresário e apresentador de TV João Dória Jr. se disse surpreso com o acidente. Ele relatou que ficou consternado porque já havia realizado voos ao lado de Thomaz Alckmin, além de ter também usado o helicóptero acidentado. “Era uma aeronave moderna e muito segura. Já voei nela com o piloto que estava no comando e também já voei com o Thomaz”.

“O governador está muito abatido, mas firme, assim como a dona Lu. Mas há que se ter força e altivez. O cardeal ajudou bastante a confortar. A oração foi um momento para estabilizar, de paz e serenidade”.

Segundo ele, a filha mais velha de Thomaz, Isabela, chega ao país com a mãe por volta das 17 horas, em voo vindo da Noruega. Elas vão do Aeroporto de Guarulhos (SP) direto para o enterro em Pindamonhangaba.

Chegaram por volta das 8 horas o secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita (PMDB), amigo da família Alckmin, acompanhado do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini. Eles vieram no mesmo carro.

Thomaz Rodrigues Alckmin tinha 31 anos, era o filho mais novo do governador, e trabalhava como piloto profissional. As causas do acidente de helicóptero que matou nesta quinta-feira cinco pessoas ainda não foram esclarecidas.

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03/04/2015

às 0:16 \ Política & Cia

Filho caçula do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, morre em desastre aéreo

TRAGÉDIA – Thomaz Alckmin em foto com a mãe, a primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin (Foto: VEJA.com/Folhapress)

TRAGÉDIA – Thomaz Alckmin em foto com a mãe, a primeira-dama de São Paulo, Lu Alckmin (Foto: VEJA.com/Folhapress)

De VEJA.com

Thomaz Rodrigues Alckmin, de 31 anos, piloto profissional de aeronaves e filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, era um dos ocupantes do helicóptero que caiu nesta quinta-feira no centro de Carapicuíba, na Grande São Paulo — todos morreram no acidente. Os corpos das cinco vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo.

Coube a um assessor próximo de Alckmin dar a ele a notícia. O governador retornou de Catanduva, no interior do Estado, e seguiu para Instituto Médico Legal, onde reconheceu o corpo do filho. A primeira-dama do estado, Lu Alckmin, estava em Campos do Jordão, na região da Serra da Mantiqueira. Ela retornou para a capital paulista por volta das 21h30 e recebeu a notícia do próprio governador.

Os Alckmin têm outros dois filhos, Geraldo Alckmin Neto e Sophia. Thomaz era o caçula da famíla e deixa duas filhas, Isabela e Julia, e a esposa Tais.

Região do acidente
A queda do helicóptero sobre uma casa ocorreu por volta das 17 horas desta quinta-feira. Além de Thomaz, estão entre as vítimas o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53 anos, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34, que realizavam um voo teste na hora do acidente. A casa onde o helicóptero caiu estava vazia e fechada para reforma. Bombeiros ainda trabalham no local dos escombros.

A aeronave modelo EC 155, prefixo PPLLS, foi fabricada pela Eurocopter e pertencia ao grupo Seripatri Participações, do empresário José Seripieri. A companhia informou que o helicóptero tinha apenas quatro anos de uso e estava com a documentação e manutenção “rigorosamente em ordem”. O filho do governador tinha habilitação para pilotar helicóptero, mas não estava conduzindo a aeronave no momento do acidente.

Em nota, a Seripatri informou que “está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas, bem como já destacou profissionais para acompanhar junto às autoridades as investigações das causas do acidente”.

Nota do Palácio: família inconsolável

O Palácio dos Bandeirantes também divulgou nota oficial em que afirma que a família Alckmin está “inconsolável”, “agradece as manifestações de pesar e carinho” e que “seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas”. Confira a seguir a íntegra do comunicado:

O governo de São Paulo informa com imenso pesar que Thomaz Rodrigues Alckmin, o caçula dos três filhos do governador Geraldo Alckmin e de dona Lu Alckmin, é uma das cinco vítimas da queda do helicóptero EC-155 ocorrida na Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira. Thomaz tinha 31 anos e era piloto profissional de aeronave. Ele deixa esposa, Tais, duas filhas, Isabela e Julia, e os irmãos Sophia e Geraldo Alckmin Neto. Sob o impacto dessa tragédia, a família Alckmin, inconsolável, agradece as manifestações de pesar e carinho e busca conforto na fé que sempre a alimentou. Seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas.

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05/02/2014

às 19:10 \ Política & Cia

Alckmin rejeita carro blindado após filho sofrer tentativa de assalto

Governador Geraldo Alckmin durante entrevista coletiva com jornalistas (Foto: Gabriela Batista)

Governador Geraldo Alckmin durante entrevista coletiva com jornalistas (Foto: Gabriela Batista)

Publicado no site de VEJA

ALCKMIN REJEITA CARRO BLINDADO APÓS FILHO SOFRER TENTATIVA DE ASSALTO

Governador de São Paulo descarta reforço na segurança pessoal e uso de veículo mais seguros; tentativa de assalto ao filho de Alckmin aconteceu no domingo

A Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes pediu mais rigor com o protocolo de segurança da família do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O pedido aconteceu depois que Thomaz Alckmin, de 30 anos, foi abordado por criminosos na noite do último domingo.

Uso de carros blindados foi a principal solicitação dos agentes de segurança ao governador e a família, conforme informou o jornal o Estado de S. Paulo nesta quarta-feira.

A intensificação no esquema de segurança e o uso de carros blindados pelo governador e pela família não foram aceitos por Alckmin, segundo testemunhas. Após assumir o cargo no início de 2011, Alckmin substituiu os veículos blindados por modelos normais como forma de demonstrar “austeridade” – decisão que, na época, desagradou o núcleo militar do Palácio.

No último domingo, Thomaz Alckmin, filho do governador, estava com a filha de 9 anos dentro do carro no momento em que foi abordado por quatro criminosos no bairro do Morumbi, Zona Sul da cidade. Dois agentes responsáveis pela escolta do carro de Thomaz conseguiram impedir que ele e a filha se ferissem.

Os protocolos de segurança seguidos pela família do governador enfrentam a “rebeldia” de Thomaz, que falha no cumprimento das determinações. Em 2004, ele driblou a segurança e saiu de moto pela cidade, mas a escapada resultou no roubo do veículo na Marginal Pinheiros. Dois anos antes, dois PMs que faziam a segurança do filho do governador foram baleados em um assalto na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

O Palácio dos Bandeirantes continua tratando o ataque de domingo com sigilo. Somente Alckmin e Fernando Grella, secretário de Segurança Pública, tratam do andamento das investigações. Quanto a isso, a única afirmação feita pelo governo foi que “nenhuma hipótese foi descartada”, incluindo o envolvimento de facções criminosas ou mesmo uma abordagem aleatória.

O governador afirmou estar preocupado, mas diz que não se sente intimidado. “Nós confiamos no trabalho da polícia. Esta é uma guerra que devemos vencer todo dia e o governo não se intimida por ação criminosa”.

Por questão de segurança, a assessoria de imprensa do governo decidiu não comentar sobre o caso dos carros blindados.

Outros governadores

“Eu também achava que era desnecessário ter carro blindado, mas depois da tentativa de assalto contra minha filha, reconsiderei minha opinião”, relatou o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD). O caso ocorreu em 2013, quando o carro onde estava a filha e o neto de Afif foi alvo de tiros durante uma tentativa de assalto. Após o susto, Afif comprou um veículo blindado.

O ex-governador Alberto Goldman (PSDB) disse que não se sentia confortável em veículos blindados, pois não podia abaixar o vidro. Mesmo assim, não deixava de seguir a recomendação da Casa Militar. “Acho que todos os governadores devem usar carros blindados. O nível de enfrentamento contra o crime é muito pesado”.

A Casa Militar tem responsabilidade pela segurança de governadores por até quatro anos após o término do mandato. Assim que deixam o cargo, os governadores têm direito a um agente de segurança e um carro sem blindagem com motorista.

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