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17/11/2013

às 14:00 \ Vasto Mundo

Fotos espetaculares, informações de dar inveja: os bons metrôs pelo mundo — beleza e eficiência

São Paulo (Brasil) -- Estação da Sé :: Início da operação: 1974 :: Extensão:  65,3 km :: Número de estações: 58 ::  Passageiros por ano: 877 milhões

São Paulo (Brasil) — Estação da Sé :: Início da operação: 1974 :: Extensão: 65,3 km :: Número de estações: 58 :: Passageiros por ano: 877 milhões (Foto: Gov. do Estado de São Paulo)

Ensaio de Ana Paula Ribeiro, publicada em edição impressa da revista Anuário Exame 20013-2014

BELEZA COM EFICIÊNCIA

Por sua beleza, capilaridade, conforto e qualidade operacional, as redes de metrô a seguir se destacam entre as melhores alternativas de transporte de massa do mundo – e têm lições preciosas para o Brasil

Seul (Coreia do Sul)

Seul (Coreia do Sul) (Foto: EschCollection / Getty Images)

Seul (Coreia do Sul) (Foto: EschCollection / Getty Images)

Expansão quatro vezes mais rápida do que a do metrô de São Paulo

Início da operação: 1974
Extensão: 327 km
Número de estações: 302
Passageiros por ano: 2,6 bilhões

O metrô da capital sul-coreana e o de São Paulo entraram em operação no mesmo ano, o que torna a diferença ainda mais gritante: em quatro décadas, a malha de Seul cresceu quatro vezes mais do que a paulistana e transporta o triplo de pessoas.

A rede de Seul é formada por nove linhas, administradas por diferentes empresas.

Nos trens, os passageiros contam com comodidades como TV digital, rede de telefonia 4G e assentos aquecidos no inverno.

 

Kaohsiung (Taiwan)

Kaohsiung (Taiwan) (Foto: Craig Ferguson / Getty Images)

Kaohsiung (Taiwan) (Foto: Craig Ferguson / Getty Images)

Estações que valem uma visita só para tirar fotos

Início da operação: 2008
Extensão: 39 km
Número de estações: 37
Passageiros por ano: 64 milhões

Em um ranking elaborado por um portal internacional de turismo em 2012, o metrô de Kaohsiung, a segunda maior cidade de Taiwan, emplacou duas estações entre as cinco mais bonitas do mundo: a Formosa Boulevard (da foto) e a Central Park.

Mas o metrô local não se destaca apenas pela beleza.

As duas linhas da cidade têm alto índice de automação e dispensam o uso de condutores. Toda a operação é controlada remotamente.

 

Dubai (Emirados Árabes Unidos)

Dubai (Emirados Árabes Unidos) (Foto: Nikada / Getty Images)

Dubai (Emirados Árabes Unidos) (Foto: Nikada / Getty Images)

Construído em tempo recorde, sem abrir mão de segurança e conforto

Início da operação: 2009
Extensão: 75 km
Número de estações: 46
Passageiros por ano: 67 milhões

O metrô de Dubai é um exemplo de que, muitas vezes, vale a pena gastar o tempo que for preciso para elaborar um bom projeto.

Os estudos técnicos do metrô local consumiram quase nove anos. Mas, iniciada a obra, a cidade precisou de apenas quatro anos para implantar uma malha equivalente à de São Paulo.

Com um sistema de detecção de objetos para evitar colisões, é considerado um dos metrôs mais seguros e confortáveis do mundo.

 

Paris (França)

Paris (França) (Foto: Bruce Bi / Keystone)

Paris (França) (Foto: Bruce Bi / Keystone)

Uma estação no raio de 500 metros de cada morador
Início da operação: 1900
Extensão: 213 km
Número de estações: 300
Passageiros por ano: 1,4 bilhão

No Rio de Janeiro, o excesso de automóveis faz com que, no horário de pico, a velocidade dos veículos não passe de 27 quilômetros por hora. Mas, para convencer a população a trocar o carro pelo transporte público, é preciso oferecer condições para isso: estações próximas da residência e do trabalho das pessoas.

O Rio de Janeiro tem apenas 46 quilômetros de metrô, ante 213 quilômetros em Paris.

Na capital francesa, nenhum morador anda mais de 500 metros para chegar a uma estação de metrô.

 

Londres (Inglaterra)

Londres (Inglaterra) (Foto: Gary Shore / Corbis / Latinstock)

Londres (Inglaterra) (Foto: Gary Shore / Corbis / Latinstock)

O metrô mais antigo do mundo continua em boa forma aos 150 anos

Início da operação: 1863
Extensão: 408 km
Número de estações: 275
Passageiros por ano: 1,2 bilhão

Londres construiu boa parte de sua malha de metrô numa época em que a cidade era menos adensada, o que reduziu os gastos com desapropriações – construir túneis em cidades já prontas, como o caso brasileiro, torna a obra até 30% mais cara.

O metrô mais antigo do mundo é famoso por sua pontualidade, segurança e eficiência. Os trens não desenvolvem alta velocidade (a média é de 33 quilômetros por hora, incluindo as paradas nas plataformas), por causa da proximidade entre as estações, mas chegam a quase todos os bairros.

 

Nápoles (Itália)

Nápoles (Itália) (Foto: Eric Vandeville / Newscom / Glow Images)

Nápoles (Itália) (Foto: Eric Vandeville / Newscom / Glow Images)

Com um metrô assim, quem precisa de museu?

Início da operação: 1993
Extensão: 18 km
Número de estações: 20
Passageiros por ano: 139 milhões

Um dos berços do Renascimento italiano, a cidade de Nápoles se orgulha de ter o “metrô das artes”. Em 13 das 20 estações que compõem o sistema há esculturas, pinturas e mosaicos.  A ideia é tornar a arte contemporânea parte do ambiente dos usuários.

A estação de Toledo (foto), projetada pelo arquiteto catalão Oscar Tusquet Blanca, é um exemplo. O percurso entre a rua e a plataforma é repleto de obras que têm como tema a luz e a água.

 

Estocolmo (Suécia)

Estocolmo (Suécia) (Foto: Jonathan Nackstrand / AFP Photo)

Estocolmo (Suécia) (Foto: Jonathan Nackstrand / AFP Photo)

Aposta em tecnologia ambientalmente correta

Início da operação: 1950
Extensão: 108 km
Número de estações: 100
Passageiros por ano: 320 milhões

O metrô de Estocolmo se destaca por ser ecologicamente correto. Para reduzir o impacto ambiental, várias estações foram construídas com o aproveitamento das rochas em seu estado bruto na estrutura de sustentação. Todos os trens operam com energia elétrica de fontes renováveis.

No Brasil, o metrô de São Paulo tem um projeto para avançar no uso de energia limpa: a ideia é instalar painéis em algumas estações para captar energia solar.

 

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Ótimas rodovias: por que, afinal, no Brasil todo não é assim?

Os 10 países com a melhor qualidade de ar e água. Dos 10, 8 são europeus

20/10/2013

às 10:25 \ Tema Livre

Tinder, em busca do aplicativo de paquera perfeito

Com o Tinder, a busca por um novo amor está a um deslize do dedo no smartphone (Foto: Divulgação)

Com o Tinder, a busca por um novo amor — ou um par sexual — está a um deslizar do dedo no smartphone (Foto: Divulgação)

Reportagem de Rafael Sbarai, publicada no site de VEJA

TINDER, EM BUSCA DO APLICATIVO DE PAQUERA PERFEITO

Programa avança rapidamente no Brasil reunindo, de forma inédita, recursos de serviços rivais. Mas seu mérito é desestimular o uso de perfis falsos

Há um cupido digital em ascensão. O aplicativo Tinder ganha mercado ao reunir, de forma inédita, os pontos-fortes de serviços rivais. Nele é possível encontrar um novo amor (ou apenas sexo casual) cruzando dados do Facebook ou identificando alvos geograficamente próximos.

Os números impressionam. Os usuários acessam o serviço onze vezes por dia e fazem mais de 3 bilhões de avaliações de parceiros por mês. Os brasileiros invadiram a plataforma: aqui, ela cresce com o triplo da velocidade do mercado americano, onde nasceu.

O grande avanço do app é eliminar uma deficiência comum nos concorrentes, a proliferação de perfis falsos, que desestimula usuários de serviços como ParPerfeito e Ashley Madison — que juntos têm mais de 30 milhões de cadastrados no Brasil.

Para afugentar as contas falsas, a dupla de americanos Justin Mateen e Sean Rad, criadores do Tinder, teve uma ideia simples: em vez de exigir o preenchimento de um cadastro de adesão, os interessados em usar a plataforma devem ter um perfil do Facebook e baixar o aplicativo do Tinder, disponível para iOS e Android.

O mecanismo funciona porque o próprio Facebook mantém uma varredura em seu ambiente para eliminar contas falsas e vem exigindo mais informações para o cadastro do usuário, caso do número de celular, o que desestimula os piratas.

Zelar pela veracidade dos perfis não é uma preocupação acessória. Fantasmas afugentam usuários de verdade. E há um grande mercado por trás disso. Em julho, o órgão de vigilância da privacidade da Grã-Bretanha (Information Commissioner’s Office) revelou uma investigação a dois populares sites dedicados a encontros amorosos daquele país, que abasteciam seus registros de usuários com dados de pessoas que jamais tinham cogitado o uso das plataformas.

O objetivo das empresas era mostrar ao mercado que havia uma multidão lá dentro em busca de companhia. Não era verdade. Hoje, há pelo menos três companhias notórias por ajudar esses sites de encontros a inflar suas bases de dados. Uma delas, a americana US Date, vende pacotes com informações separadas por regiões geográficas do mundo.

Um pacote com pouco mais de 100.000 perfis — falsos, evidentemente —, contendo 347.000 imagens de homens que vivem na América Latina sai por 140 dólares. “Acompanhar o crescimento de um site de namoro é como esperar ver uma árvore crescer. Compre perfis de maneira rápida, a baixo custo, e popularize seu serviço”, diz texto no site do grupo.

Não é possível apurar o tamanho do contingente de usuários reais de cada site ou aplicativo de namoro digital. Nos Estados Unidos, uma das poucas indicações de que se trata de um setor promissor é a receita das empresas locais: 1,05 bilhão de dólares, dinheiro proveniente de publicidade e de clientes que pagam para ter acesso a recursos especiais.

Em média, um americano que deseja encontrar sua alma gêmea no universo digital gasta, por ano, 239 dólares com esses sites. A clientela é divida quase igualmente entre homens e mulheres. O Facebook do setor é o Match.com, com 96 milhões de cadastrados, segundo informações da própria companhia. No Brasil, o site é representado pelo ParPerfeito, com 30 milhões de perfis.

Lançado há cerca de dois anos, o Tinder experimentou uma aceleração recente. Desde a criação, seus usuários já fizeram mais de 13 bilhões de avaliações de potenciais parceiros. Três bilhões, contudo, foram feitas só em agosto, último dado disponível. O Brasil, onde tradicionalmente usuários adotam novos serviços rapidamente, é destaque. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

08/10/2013

às 18:45 \ Tema Livre

VÍDEOS DE ARRASAR: a tecnologia 3D faz até tanques de guerra “entrar” no estúdio de TV, como se fossem esmagar o apresentador

Tanques invadem a bancada onde o âncora apresenta as notícias, explosões longínguas chegam, retumbando em bolas de fogo e entrando estúdio adentro…

Atentados terroristas? Jornalistas trabalhando no meio do campo de batalha?

Nada disso. A tecnologia 3D está invadindo estrepitosamente as redações dos telejornais de vários países, tirando os noticiários da mesmice (o que é bom)– e mostrando fatos da realidade como nos jogos de videogame (o que leva ao perigo da ênfase no jornalismo como espetáculo, deixando em segundo plano a nobreza da função vital de informar).

Mas julguem vocês mesmo, vendo até partidas de futebol em que a bola “cai” no estúdio, voos rasantes de aviões que parecem querer entrar na casa dos telespectadores e outras maluquices que vêm servindo para ilustrar as informações.

RT – Russian Today, sobre o conflito na Síria

 

Iraqiya

 

TV Árabe

03/10/2013

às 9:00 \ Tema Livre

FOTOS DE COISAS GENIAIS — OU SÓ DIVERTIDAS. O futuro já chegou? Algumas invenções já existentes que podem mudar a nossa vida – ou não

Bicicleta-tranca

Cadeado? Corrente? Coisas do passado…

Sempre ligado no que de melhor é divulgado diariamente na internet, o grande amigo Fernando Portela foi quem deu a dica para este post.

Trata-se de uma seleção de fotografias que traz invenções modernas já tiradas do papel, ainda que em alguns casos estejam em fase de teste ou sejam apenas protótipos.

Algumas parecem realmente solucionar problemas cuja complexidade sempre nos intrigou; outras funcionam como caprichos brincalhões, ainda que de clara utilidade; uma terceira categoria engloba os que nos fazem perguntar “mas será que isso serve mesmo para alguma coisa?”.

Ou seja, no mínimo a compilação arrancará boas risadas.

Infelizmente as fotos vêm sem crédito, da mesma forma que as próprias marcas – quando há – dos “utensílios”.

tênis-compacto

Tênis-bolsa

 

Cadeira de balanço a energia solar

Cadeira de balanço a energia solar

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Estação de regarga de eletricidade para carros alimentada por energia solar

Guarda-chuva

Outro patamar de guarda-chuva

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Portas-copos portáteis

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Mesa de ping-pong disfarçada de porta

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Extensão embutida na parede

Espelho-ponto-cego

Espelho retrovisor de automóvel sem ponto cego

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Descascador de frutas semi-automático

FEchadura-bêbados

Fechadura para ajudar bêbados

café-com-biscoito

Xícara de café com lugar para o biscoito

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Capuz-mochila

Bicicleta-mochila

Bicicleta-mochila

Estacionamento-de-bicicletas

Estacionamento de bicicletas

Luva-mouse

Luva-mouse

17/09/2013

às 19:00 \ Tema Livre

VÍDEO DE TECNOLOGIA ES-PE-TA-CU-LAR: a pessoa está numa entrevista de emprego — e de repente o mundo começa a acabar

24/07/2013

às 18:30 \ Tema Livre

TECNOLOGIA — Este escâner promete acabar com as filas nos supermercados: “lê” os códigos de barras da compra inteira de uma só vez

Rapid-Scan-Till

O Rapid Scan Till: é vapt e vupt (Foto: Asda)

Já imaginou agilizar em até 300% sua compra no supermercado?

Pois na filial da cidade de York da cadeia britânica de supermercados Asda isso já é possível. O “milagre” em questão é operado por um escâner batizado Rapid Scan Till que está em atividade na loja.

Rapid-Scan-Till

Escâner a laser com 360 graus de alcance

Funciona assim: diferentemente das máquinas de caixa convencionais, com as quais se registra um produto por vez, este dispositivo lê sozinho, e rapidamente, os códigos de barra de TODOS os itens depositados na esteira à frente do caixa. Conforme as mercadorias passam por esta espécie de cabine, o escâner a laser com alcance de 360 graus envia a informação digital contendo os preços à funcionária responsável.

Um porta-voz da Asda, que reivindica o pioneirismo do sistema, afirmou que o Rapid Scan Till é uma resposta aos anseios dos clientes – que ele, estranhamente, resumiu à categoria “mamães” – em relação a um problema comum e muito chato em supermercados: a demora na fila do caixa.

O aparelho está sendo testado e muito provavelmente será espalhado por toda a rede Asda e, eventualmente, para a imensa rede da companhia-mãe, a americana Wal-Mart.

28/06/2013

às 15:00 \ Vasto Mundo

EUA: aumenta a discussão sobre os “drones”, aviões sem piloto que cumprem objetivos militares — mas também matam civis e crianças

 

NADA CIRÚRGICO -- Um drone em pleno ataque (Foto: Divulgação)

NADA CIRÚRGICO -- Um drone em pleno ataque (Foto: Divulgação)

Reportagem de André Petry, de Nova Iorque, publicada em edição impressa de VEJA

ESSE AVIÃO TEM RUMO?

Os drones – como os americanos chamam as aeronaves pilotadas por controle remoto – são um show como arma de guerra, mas apresentam um enorme desafio à ética

Há mais de um século os militares procuram um avião que, controlado remotamente, possa espionar as fileiras inimigas e, de preferência, atacá-las. A busca começou na I Guerra Mundial, chegou aos campos de batalha na II Guerra Mundial, tomou impulso durante a Guerra Fria e atingiu um certo apogeu quando Israel inventou uma versão moderna de aviões não tripulados durante os conflitos com o Líbano na década de 80.

Até então os aviões eram usados em missões de reconhecimento. Os americanos, com seu olho de águia para a tecnologia, inspiraram-se no sucesso israelense e criaram seu próprio avião de controle remoto – o Predator, que entrou em operação em 1995. Era um avião humilde, que os militares americanos tratavam como mero “planador com motor de snowmobile”.

A história começou a mudar em 12 de setembro de 2001, dia seguinte aos devastadores atentados a Nova York e Washington. Naquele dia, os Estados Unidos despacharam três aviões controlados remotamente para o Afeganistão. A novidade é que as aeronaves já não eram apenas espiãs, não serviam somente para missões de reconhecimento.

Além de reunirem tudo o que a tecnologia moderna permitia – de sensores miniaturizados a câmeras de alta definição -, eles carregavam armas: explosivos, bombas, mísseis. O drone (zangão, em inglês), como os americanos chamam o avião pela semelhança, no barulho e na forma, com um zangão, começou a mudar o curso dos conflitos militares.

Em 2009, ao falar da eficácia dos drones, Leon Panetta, então diretor da CIA, afirmou: “Falando francamente, não tem nada igual”.

Os drones americanos, em geral, são pilotados por dois militares, que ficam numa base em território americano. Um pilota o avião. O outro comanda sensores e câmeras. Versões mais modernas dispensam até o controle remoto. Os drones voam autonomamente, seguindo um plano previamente estabelecido.

São máquinas maravilhosas. Filmam tudo, em imagens de alta definição, não oferecem risco à vida de nenhum piloto, podem voar a mais de 20000 metros de altura, carregam toneladas de explosivos, fazem voos transoceânicos e podem permanecer no ar por horas, dias, semanas – já há projetos de drones que ficam anos sem precisar aterrissar.

Protesto contra o uso da arma no Paquistão: na lista dos mortos, até 900 civis e 200 crianças (Foto: Corbis / Latinstock)

Protesto contra o uso da arma no Paquistão: na lista dos mortos, até 900 civis e 200 crianças (Foto: Corbis / Latinstock)

São o sonho de qualquer militar. São precisos e rápidos. Foram a principal arma americana para localizar e matar cinquenta líderes da Al Qaeda, virtualmente destruindo a organização terrorista. Os militares saúdam os drones como a chegada da guerra cirúrgica e asséptica como um videogame.

Por trás das maravilhas divulgadas sobre os drones, no entanto, há um universo controverso, incômodo e desconcertante. Mesmo que a disparidade na capacidade militar entre inimigos exista desde que alguém jogou a primeira pedra na savana africana, é perturbador que um militar, sentado numa poltrona, numa sala com ar condicionado, possa matar alguém do outro lado do planeta.

Os ataques de drones começaram no Afeganistão, durante o governo de George W. Bush, em resposta aos atentados de 2001. Mas, usando a autorização dada pelo Congresso ainda no governo anterior para enfrentar os terroristas, o governo de Barack Obama alçou os drones à sua era de ouro.

Os ataques se espalharam para o Paquistão, o Iêmem, a Somália. Já houve até operações nas Filipinas. Em qualquer país, os alvos são sempre terroristas, ou militantes, ou suspeitos – mas, por suspeitos, entenda-se qualquer pessoa que age como se fosse terrorista. Há drones sob o controle da Força Aérea, mas outros são comandados pela CIA, a agência de serviço secreto.

Embora a frequência dos ataques venha caindo nos últimos meses, estima-se que, só no Paquistão, o total de mortos oscile entre 2500 e 3500. Entidades internacionais calculam que, entre os mortos, pode haver até 900 civis e 200 crianças.

Há dúvidas sobre a legalidade, a moralidade e até a eficácia dos ataques. A Casa Branca alega que as operações estão respaldadas pela autorização do Congresso concedida ainda no governo Bush, e os ataques dos drones têm sido singularmente precisos e eficazes, como mostra o desmonte da Al Qaeda.

Os críticos dizem que a Casa Branca extrapola abusivamente o alcance da autorização do Congresso ao alvejar suspeitos cuja identidade nem sequer conhece, e não se pode falar em precisão quando, numa lista de até 3500 mortos, apenas cinquenta são líderes da Al Qaeda, o alvo principal.

Em discurso recente, o presidente Barack Obama admitiu o uso abusivo de drones ao dizer que, de agora em diante, eles só serão usados como última opção e só quando houver “quase certeza” de que o alvo está no local sob mira e não há risco para civis. Mas nada disse sobre a CIA, que, aparentemente, continua comandando drones, apesar de ser uma agência secreta.

Sob as leis internacionais, a questão é ainda mais complexa. Um relatório das Nações Unidas, que abriu uma investigação especial sobre as vítimas civis dos drones, afirma que, se outros países alegassem a mesma autoridade dos Estados Unidos para “matar pessoas em qualquer lugar e a qualquer hora, o resultado seria o caos”. A ambiguidade moral da atitude americana é evidente.

Em artigo publicado no New York Review of Books, o diretor da Human Rights Watch, Kenneth Roth, questionou: “Será que o governo realmente tem o direito de atacar qualquer um que entenda ser um combatente contra os EUA? E se essa pessoa estiver caminhando nas ruas de Londres ou Paris?”.

Os drones acabaram transformados em estrelas da guerra sem que ninguém antevisse o fenômeno. Assim, a arma começou a ser empregada sem limites éticos, sem objetivos estratégicos, sem uma doutrina. O desafio é adaptar os códigos militares do século XX a uma arma do século XXI. Nas décadas de 40 e 50, os presidentes Harry Truman e Dwight Eisenhower tiveram de enfrentar o desafio de definir uma doutrina para disciplinar o uso de uma nova tecnologia militar – a nuclear. Houve abusos, que os vencedores deixaram esquecidos nas cinzas.

MORTE A DISTÂNCIA -- Operadores de drones numa base da Força Aérea, no estado do Novo México: nas telas, imagens do Afeganistão (Foto: Reuters)

MORTE A DISTÂNCIA -- Operadores de drones numa base da Força Aérea, no estado do Novo México: nas telas, imagens do Afeganistão (Foto: Reuters)

Na II Guerra, depois da explosão das bombas sobre Hiroshima e Nagasaki, houve militares americanos de alta patente confessando o temor de que poderiam acabar sendo processados como criminosos de guerra, caso o Japão tivesse saído vitorioso.

Mas a política americana, com a definição de limites e objetivos, ajudou a evitar uma hecatombe nuclear. Obama precisa alçar-se ao desafio de disciplinar a nova tecnologia, enquanto há tempo – em vez de estabelecer um padrão de uso que, como diz a ONU, levaria ao caos.

No mundo civil, as regras estão começando a aparecer, pois é inevitável que drones sigam o mesmo caminho de outras inovações tecnológicas, como a internet e o GPS, que foram criadas no meio militar e acabaram virando objetos de uso comercial. Nos próximos cinco anos, a Federal Aviation Administration (FAA), órgão responsável pela aviação americana, estima que haverá cerca de 7 500 drones voando no país em atividades civis: monitorando o clima, fertilizando plantações, ajudando em operações de resgate, patrulhando fronteiras.

Já há empresas de energia elétrica que usam drones para inspecionar o estado das linhas de transmissão. Os estados americanos já disputam entre si para ser sede da nova indústria, as universidades já estão criando as primeiras faculdades de drones.

Num sinal de que o futuro é vasto, na semana passada a Domino’s, cadeia de lojas de pizza, postou um vídeo no YouTube mostrando, na Inglaterra, um drone voando sobre árvores e rios para entregar duas pizzas a um cliente – aqui, sim, rápido, cirúrgico e eficaz. E sem dúvidas éticas.

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08/06/2013

às 16:00 \ Vasto Mundo

FOTOS E VÍDEO — Incrível: com tecnologias “verdes”, a China planeja erguer o prédio mais alto do mundo em 90 dias

Torre na China (Foto: YouTube / Reprodução)

Torre do Sky City, na China (Foto: YouTube / Reprodução)

Reportagem de Vanessa Daraya, publicada no site da revista Info

A China pode conseguir construir o prédio mais alto do mundo em 90 dias. Pelo menos é o que afirma a empresa Broad Sustainable Building Corporation, liderada por Zhang Yue.

O Sky City será construído em Changsha, terá 220 andares e 838 metros de altura. Com isso, ultrapassará o Burj Khalifa de Dubai, que tem oito andares a menos e é considerado atualmente o maior do mundo.

Peças pré-fabricadas permitem a construção de cerca de 5 andares por dia (Imagem: Wired)

Peças pré-fabricadas permitem a construção de cerca de 5 andares por dia (Imagem: Wired)

Serão 19 mil trabalhadores na construção com peças pré-fabricadas. Os grandes blocos serão entregues aos construtores já prontos. Tudo isso para que a montagem seja concluída em apenas três meses. Portanto, o prédio seria levantado em uma taxa de cinco andares por dia.

A obra está prevista para começar em setembro. Estima-se que até o final do ano a construção já esteja pronta para receber moradores, trabalhadores e ambientes profissionais. Segundo a empresa, a estratégia pode ajudar a reduzir o consumo de espaço na China, que sofre com problemas de superpopulação.

Prédio poderá ser replicado em outras cidades

Prédio poderá ser replicado em outras cidades (Foto: YouTube / Reprodução)

A empresa pretende ainda replicar o projeto em várias outras localidades. Porém, ainda não há previsão para o início de outras construções parecidas.

 

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31/03/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS PARA RIR: a pré-história dos radares e as máquinas estapafúrdias para “ouvir” aviões inimigos

Radares, satélites, GPS, wi-fi, fibra ótica…

Hoje em dia há toda uma parafernália tecnológica capaz de localizar objetos, veículos e ruídos nos mais longínquos pontos. Mas, claro, nem sempre foi assim.

O radar, Radio Detection And Ranging (Detecção e Telemetria pelo Rádio, na sigla em inglês), essa maravilha criada em 1904 pelo alemão Christian Hülsmeyer, só foi mesmo viabilizado em 1935, quatro anos antes do início da II Guerra Mundial, mas não tinha, evidentemente, a enorme sofisticação tecnológica que ostenta hoje — e nem todos os países tinham acesso à tecnologia.

Como faziam no passado, então, exércitos e soldados para prever a aproximação de aeronaves inimigas na I Guerra Mundial (1914-1918) e, dependendo do caso, também na II Guerra (1939-1945)? Usando enormes aparelhos auditivos, oras bolas!

O acervo fotográfico abaixo é um registro histórico dos tataravô dos radares de hoje:

ORELHAS ACÚSTICAS AMERICANAS

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ORELHAS ACÚSTICAS ALEMÃS

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ORELHAS ACÚSTICAS INGLESAS

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25/03/2013

às 19:16 \ Tema Livre

VÍDEO DE FAZER INVEJA: O Audi que procura vaga e estaciona sozinho — sim, sozinho, sem motorista!

Audi, inovando, cria carro que estaciona sozinho

Na foto (e no vídeo) um Audi A7 dotado do experimental Pilot Parking procura vaga e estaciona sem motorista (Foto: audi.com)

E não é só que ele estaciona sozinho — ele procura a vaga, e se arruma direitinho nela, sozinho da Silva, sem ninguém dentro do carro!

Não nos admira que a Audi tenha recebido prêmios  – pelas revistas norte-americanas Popular Science e The Verge  –pela tecnologia, que foi apresentada durante a Consumer Eletronic Show 2013 (CES), maior evento de tecnologia do mundo, nos EUA.

A empresa alemã está começando a equipar seu parque industrial em Ingolstadt, na Alemanha, com todos os recursos necessários para os testes finais desta tecnologia, que permite que os carros façam manobras de forma autônoma dentro e fora de estacionamentos, o chamado Pilot Parking. (Não se fala, ainda, na situação extremamente mais complicada que seria procurar vaga e estacionar nas ruas.)

Para que o dispositivo entre em uso, será preciso que as garagens instalem um sistema relativamente simples, o WLAN (Wireless Local Area Network). A empresa confia em que, em prazo médio, grande número de garagens da Alemanha, país-sede da fábrica, terão o WLAN assim que os carros com o esquema sejam colocados à venda.

O motorista só precisa usar seu smartphone para acionar a função, e o computador central, da própria garagem, irá guiar o veículo por meio do WLAN para o espaço mais próximo disponível.

É aí que os sensores a laser captam o movimento do automóvel, para processar a informação e determinar o exato deslocamento, monitorando também obstáculos e outros percalços para que a manobra se concretize.

 

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