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tecnologia

23/08/2014

às 18:30 \ Tema Livre

VÍDEO INCRÍVEL: Usando computação gráfica, artista faz rostos se transformarem em objetos e animais

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 Ao fazer uso de ferramentas simples da computação gráfica, um artista holandês chamado Jaq Verstappen faz com que imagens de rostos, animais e objetos se transfigurem até constituírem novas cenas.

Em sua página no Facebook, Verstappen explica que morphing, como se chama essa evolução entre imagens, é apenas um “efeito especial em figuras em movimento e animações que transforma uma imagem em outra por meio de uma transição sem emendas”.

A premissa é simples, mas o resultado é surpreendente. Confiram o vídeo:

22/08/2014

às 17:34 \ Política & Cia

Os bandidos andam cada vez mais criativos (e tecnológicos): agora usam drones para entregar celulares em presídios

(Foto: Secretaria da Administração Penitenciária)

Vejam o drone — esse objeto em “X”, com quatro hélices brancas e corpo preto – e os objetos que bandidos pretendiam contrabandear para dentro da prisão: 18 celulares, carregadores e fones de ouvido (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária de SP)

Os criminosos estão cada vez mais criativos, a o contrabando para dentro das cadeias nunca foi tão tecnológico. Para transportar objetos proibidos para dentro de presídios, tudo vale: na madrugada de ontem, um drone — pequena aeronave sem piloto – tentou entrar na Penitenciária II de Guarulhos, na Grande São Paulo, carregando celulares e outros itens.

Agentes da Guarulhos II suspeitaram de dois carros parados em frente a um dos pavilhões e acionaram a Polícia Federal. Policiais então deram voz de prisão a três pessoas que levavam um drone abastecido com dezoito celulares, nove carregadores e quatro fones de ouvido.

Os serviços de informação da Secretaria de Segurança Públicade São Paulo já haviam detectado planos para a entrada dos equipamentos desde terça-feira. Os responsáveis pela Guarulhos II, então, articularam um plano em conjunto com a PF.

18/08/2014

às 6:00 \ Disseram

Os líderes podem ser ultrapassados

“Levamos quarenta anos para desenvolver a tecnologia do etanol e ser líderes, mas agora corremos o risco de ficar para trás.”

Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, ao falar sobre o perigo do controle do preço dos combustíveis, em entrevista às Páginas Amarelas de VEJA

12/08/2014

às 17:30 \ Tema Livre

FOTOS SENSACIONAIS: A nova sede do Twitter em San Francisco é o local de trabalho dos sonhos

(Foto: Robert Johnson/Business Insider)

A princípio, parece um escritório comum, mas a sede do Twitter em San Francisco é um espaço único (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

O Twitter, um dos atuais gigantes da tecnologia — ao lado de nomes como Google e Facebook –, inaugurou recentemente sua nova sede em San Francisco, na Califórnia. Como de praxe para empresas nesse ramo, o local foi construído tendo em foco o conceito de qualidade de vida — com o tradicional tiquinho de exibicionismo também –, e o resultado é de despertar inveja em qualquer um.

Localizado em uma das partes mais abandonadas da cidade, o prédio escolhido pelo Twitter data de 1937 e ficou vago por cerca de 50 anos antes de ser selecionado para o empreendimento.

Após uma reforma, o lugar foi transformado para simultaneamente manter seu estilo clássico mas abrigar a área de tecnologia da empresa.

A revista Business Insider fez um tour do espaço e apresentou aos leitores o que viu. Abaixo, algumas das fotos feitas no dia (o resto pode ser visto clicando aqui).

(Foto:)

Localizado em uma parte de San Francisco conhecida como Tenderloin, o prédio do Twitter é um foco de atenção em meio à pobreza e à violência (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

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O hall de entrada do edifício mostra que pertence a uma companhia bilionária (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

A entrada do escritório do Twitter introduz um tema "natural" (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

A entrada do escritório do Twitter introduz um tema “natural” (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

O mesmo tema colore as paredes das salas de reunião (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

O mesmo tema colore as paredes das salas de reunião (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Os visitantes são recepcionados com diversas opções de comes e bebes (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Os visitantes são recepcionados com diversas opções de comes e bebes (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Os funcionários, no entanto, têm uma infinidade de opções de alimentação (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Os funcionários, no entanto, têm uma infinidade de opções de alimentação (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

As áreas externas também foram alvo de investimentos por parte do Twitter. Há recursos tanto para trabalho quanto para festas, que acontecem periodicamente (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

As áreas externas também foram alvo de investimentos por parte do Twitter. Há recursos tanto para trabalho quanto para festas, que acontecem periodicamente (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Até churrasco os funcionários do Twitter podem fazer (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Até churrasco os funcionários do Twitter podem fazer (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

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Em vários ambientes, as famosas hashtags marcam presença (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Parece uma loja de doces, mas é uma das opções de lanches da sede do Twitter -- e vários desses itens são saudáveis (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

Parece uma loja de doces, mas é uma das opções de lanches da sede do Twitter — e vários desses itens são saudáveis (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

O Twitter montou uma cápsula do tempo a ser aberta em 2026 (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

O Twitter montou uma cápsula do tempo a ser aberta em 2026 (Foto: Robert Johnson/Business Insider)

09/08/2014

às 19:30 \ Política & Cia

ATENÇÃO, ISTO É MUITO IMPORTANTE: Entre todos os países que adotaram o voto eletrônico, o Brasil é o único que ainda utiliza urnas que podem ser manipuladas

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Urnas eletrônicas com tecnologia ultrapassada são utilizadas apenas no Brasil (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Publicado originalmente a 15 de julho de 2014

AS URNAS BRASILEIRAS ESTÃO ULTRAPASSADAS

Texto de Walter Del Picchia, professor aposentado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e participante do Fórum do Voto Eletrônico

Um estudo publicado no site do voto eletrônico pelo engenheiro Amilcar Brunazo Filho, coordenador do Fórum do voto eletrônico e um dos maiores especialistas em segurança de dados, demonstra cabalmente que nossas urnas eletrônicas, endeusadas como a oitava maravilha do mundo, na realidade estão tecnicamente ultrapassadas pelas utilizadas nos dez países onde se realizam eleições informatizadas (Modelos e Gerações das máquinas de votar – Janeiro/2014).

Ele descreve os três modelos conhecidos (DRE, VVPAT e E2E), denominando-os como de Primeira, Segunda e Terceira gerações. Estas denominações traduzem o fato de que os três modelos surgiram como evolução, um após o outro, para resolver algum problema do modelo anterior.

Em todo o mundo onde se usa voto eletrônico, excluindo-se o Brasil, modelos de 1ª geração já foram abandonados, devido à sua inerente falta de confiabilidade e absoluta dependência do software (ou seja, modificações intencionais ou erros não detectados no software poderiam causar erros não detectados nos resultados da votação).

A 1ª Geração – DRE

Nas urnas de 1ª geração, conhecidas por DRE (Direct Recording Electronic voting machine — máquina de gravação eletrônica direta do voto), os votos são gravados apenas eletronicamente, não oferecendo possibilidade de auditoria por outros meios. Deste modo, a confiabilidade do resultado publicado fica totalmente dependente da confiabilidade do software instalado no equipamento.

Máquinas DRE foram usadas em eleições oficiais em 1991 na Holanda, em 1992 na Índia e desde 1996 no Brasil. O modelo brasileiro chegou também a ser usado em alguns países latino americanos entre 2002 a 2006.

A falta de confiabilidade do modelo DRE (utilizado no Brasil) fez com que, a partir de 2004, este modelo fosse substituído por outros mais evoluídos e confiáveis. De 2004 a 2012, a Venezuela, a Holanda, a Alemanha, os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia, a Bélgica, a Argentina, o México e o Paraguai abandonaram o modelo DRE de 1ª Geração.

Em 2014, a Índia e o Equador adotarem modelos mais avançados, de maneira que restou apenas o Brasil ainda usando o modelo DRE de 1ª Geração em todo o mundo.

A 2ª Geração – IVVR ou VVPAT

A 2ª Geração foi proposta formalmente em 2000 (tese de doutorado da Ph.D Rebecca Mercury, disponível na internet). Na tese, foi proposta a possibilidade de auditoria contábil da apuração por meio de uma segunda via de registro do voto, além do registro eletrônico usual.

Este novo registro deveria ser gravado em meio independente que não pudesse ser modificado pelo equipamento de votação e deveria poder ser visto e conferido pelo eleitor antes de completar sua votação. Ela propôs o nome “Voter Verifiable Paper Audit Trail” (Documento de Auditoria em Papel Conferível pelo Eleitor), ou VVPAT.

Urna VVPAT brunazo.eng.br

Uma urna VVPAT — que produz “voto impresso conferível pelo eleitor” — fabricada na Espanha desde 2006 (Foto: brunazo.eng.br)

Posteriormente, a literatura técnica adotou também o nome “Independent Voter Verifiable Record” (Registro Independente Conferível pelo Eleitor), ou IVVR. No Brasil é comum ser chamado de “Voto Impresso Conferível pelo Eleitor”, ou VICE. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

02/08/2014

às 17:00 \ Tema Livre

SENSACIONAL: Na China, engenheiros utilizam técnica que permite construir viaduto e só depois transportá-lo para o local definitivo

(Fotos: Imagechina/REX)

Para evitar interromper o serviço dos trens, o viaduto foi construído paralelamente aos trilhos e depois girado (Fotos: Imaginechina/REX)

Por Tamara Fisch

Uma tecnologia usada na China deixou obras urbanas do resto do mundo no chinelo. Para construir um segmento de viaduto que passaria por cima de linhas de trem movimentadas, engenheiros utilizaram uma técnica para realizar o trabalho paralelamente aos trilhos e, posteriormente, girar as pistas para encaixá-las na posição certa.

A obra foi realizada na cidade de Wuhan, na região central do país — uma daquelas cidades de que pouquíssima gente ouviu falar no Ocidente, mas que se estende por 8.500 km² e abriga 10 milhões de habitantes –, ao lado de um ponto onde passam trens de alta velocidade.

A ideia era que a construção não atrapalhasse o serviço ferroviário extremamente movimentado.

O pedaço de rodovia elevada que foi feito com a técnica inovadora pesa 17.000 toneladas. Quando o segmento estava pronto para ser transportado, os engenheiros responsáveis o giraram 106º a uma altura de 15 metros. O processo levou em torno de uma hora e meia.

As linhas férreas que passam debaixo do viaduto foram consideradas importantes demais para serem interditadas durante uma obra desse tamanho. Um dos trajetos que sofreriam é o de Pequim a Guangzhou, um dos mais requisitados.

A China, não custa lembrar, dispõe da maior malha ferroviária de alta velocidade do mundo, com mais de 10 mil quilômetros de extensão. (Por comparação, a Espanha, com a mais extensa rede de alta velocidade da Europa, tem pouco mais de 3,1 mil quilômetros.)

Vejam as fotos do processo:

(Foto: Imaginechina/REX)

Parte do viaduto foi construída paralelamente aos trilhos sobre os quais passaria (Foto: Imaginechina/REX)

(Foto: Imaginechina/REX)

Quando a estrutura ficou pronta, começou o processo de movê-la para a posição certa (Foto: Imaginechina/REX)

(Foto: Imaginechina/REX)

Durante cerca de 1h30, engenheiros fizeram a rotação de 106º a 15 metros de altura (Foto: Imaginechina/REX)

(Foto: Imaginechina/REX)

O resultado final: como se tivesse sido construído assim (Foto: Imaginechina/REX)

30/07/2014

às 19:30 \ Tema Livre

HERALDO PALMEIRA: “O cangaceiro manso”, o guerrilheiro cultural, o malabarista da palavra — o imortal de verdade, Ariano Suassuna

(Foto: Tuca Vieira/Folhapress)

Ariano Suassuna, segundo ele mesmo: “um cangaceiro manso, um palhaço frustrado, um frade sem burel, um mentiroso, um professor, um cantador sem repente, um profeta”. Para nós, outros, um colosso, imortal de verdade (Foto: Tuca Vieira/Folhapress)

MARACATU ATÔMICO

Por Heraldo Palmeira*

Eu era muito jovem quando ouvi um professor dizer que um homem é tanto mais universal quanto mais original se mantém ao representar as riquezas da sua aldeia.

Muito tempo depois eu estava numa grande universidade carioca, envolvido com a produção de um evento dedicado à literatura musical. Naquela semana repleta de nomes conhecidos, o público mal passou de meia casa no enorme teatro.

Até que, numa tarde, foi preciso fechar as portas porque não cabia mais ninguém. Na hora marcada, o homem esguio, lépido e fagueiro entrou. Pelo meio dos comuns, como entram os comuns.

Ao tempo em que ia caminhando em direção ao palco e sendo notado, foi levando a plateia à loucura. Antes mesmo de abrir a boca, provocou uma espécie de convulsão coletiva. Todos estavam ali para viver duas horas de pura felicidade.

O homem subiu ao palco. E ninguém me contou, eu vi com meus próprios olhos: quase dez minutos de aclamação apaixonada, sem que lhe permitissem abrir a boca para uma única palavra de saudação.

O homem começou a andar de um lado para o outro, parando no centro e em cada um dos extremos do palco. A cada parada um assobio forte, com os dedos indicadores enfiados nos cantos da boca no melhor estilo moleque, espalhando seu combustível para ampliar aquele incêndio emocional.

Ali estava o homem que alguns acusaram de burguês que apropriou-se da arte popular do povo simples. Ali estava o nacionalista que reagiu mal à bossa nova, por considerá-la filha da influência do jazz. Que abominou o tropicalismo estrangeirado pelas guitarras dos baianos fantasiados de mutantes.

Ali estava quem chamou o maioral do mangue beat às falas, bradando seu nome com sotaque sertanejo: “Chico Ciência”. E que caiu em prantos na alça do caixão em sua morte prematura. Ali estava quem descia o pau em Michael Jackson, Madonna e John Lennon com astúcia de matuto. Sem machucar. Alguém que relativizava os Beatles com um displicente e gracioso “é claro que já ouvi falar deles, mas…”.

Ali estava o imortal que pouco aparecia na Academia Brasileira de Letras. Ali estava o homem acusado de muita coisa, vítima de muitas invejas e maledicências apenas por ser ele mesmo, daquele jeito. Ali estava um homem com coragem para ser original.

Ali estava um guerrilheiro cultural que fez global a arte popular que lhe acusaram de pegar emprestada do povo simples. Que trouxe o mundo para sua aldeia. Ali estava o malabarista da palavra que nos encheu de felicidade por duas horas. Simples, complexo, interativo, dengoso, matreiro, maroto, certeiro, acolhedor, tonitruante, intransigente, delicado, sedutor, sagrado, profano. Engraçado até o talo.

Ali estava, como ele dizia de si mesmo, “um cangaceiro manso, um palhaço frustrado, um frade sem burel, um mentiroso, um professor, um cantador sem repente, um profeta”.

Ali estava uma obra de arte ambulante, um maracatu atômico construído por pitadas populares e eruditas como ninguém jamais misturou. O artesão de um reino cujo mapa seguirá secreto.

Ali estava uma personalidade múltipla, o inigualável Ariano Suassuna. A quem não pude negar, num cantinho escuro daquele palco inesquecível, nenhuma das minhas lágrimas de embevecimento por ver de tão perto tamanha força da natureza.

Um Quixote solitário e genial. Um visionário com seus cata-ventos armoriais soprando brasões inimitáveis sobre a terra brasileira. Um cabra arretado capaz de contrariar o sopro comum ao afirmar que “globalização é o nome novo do velho colonialismo”. Um resistente que jamais cedeu ao computador, preferindo desenhar suas letras maiúsculas com caneta sobre papel antes de convocar a velha máquina de escrever para dar curso ao veio precioso.

Um bicho do mato multimídia manual que destroçou com gaiatice a tecnologia que tentavam lhe apresentar, e que corrigia automaticamente seu nome digitado Ariano Villar Suassuna: “Como vou escrever numa coisa que me chama Ariano Vilão Assassino?”.

Um homem que, no mundo real, me deixa de luto para o resto da vida – como um Chicó ou um João Grilo sem pai, a quem resta se agarrar à proteção de Nossa Senhora Compadecida dessa orfandade cultural.

Um homem que, nas terras da Pedra do Reino, seguirá imperador rindo da morte Caetana para todo o sempre. Como cabe aos colossos imortais.

Veja aqui o relato do dia em que um papangu de vazante tentou converter um maracatu atômico:

*Heraldo Palmeira é documentarista e produtor musical.

27/07/2014

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS: Mais uma amostra de que as imagens feitas por satélite também produzem arte

Veneza, a cidade mais bonita do mundo, também vista de cima (Fotos: Global Digital)

Veneza, a cidade mais bonita do mundo, também vista de cima (Fotos: Global Digital)

Às vezes, o avanço tecnológico traz entre os seus benefícios a rara capacidade de produzir arte. Mesmo que involuntária.

Aqui neste blog já vimos isso neste post e também neste outro.

Fundada em 1992, a empresa Digital Globe, radicada no estado americano de Nevada, é referência em matéria de satélites, tendo entre seus clientes empresas e instituições, militares ou civis, relacionadas a setores como Indústria, Mineração e Arquitetura.

A companhia fornece, diariamente, uma foto captada por seus satélites para o site Daily Overview, que tem como missão mostrar as particularidades, incluindo a beleza, de lugares moldados pela ação humana. De ângulos nunca vistos.

Os resultados são espetaculares:

Vinhedos em Huelva, na Espanha

Vinhedos em Huelva, na Espanha

Venture Out RV Resort, Mesa, Arizona

O “resort” turístico Venture Out RV em Mesa, Arizona, EUA

Desert Shores, em Las Vegas, Nevada, EUA

Desert Shores, em Las Vegas, Nevada, EUA

Reserva New Bullards, Yuba County, Califórnia

A reserva New Bullards, em Yuba County, Califórnia, EUA

Puente de Vallecas, distrito de Madri, Espanha

Puente de Vallecas, distrito de Madri, Espanha

Bairros insulares de Palm Island e Hibiscus Island, em Miami Beach, Flórida, EUA

Bairros insulares de Palm Island e Hibiscus Island, em Miami Beach, Flórida, EUA

O desmatamento da Floresta Amazônica, Pará

O desmatamento da Floresta Amazônica, no Pará

Muralha da China

A Muralha da China

Floresta Nacional Eldorado, Georgetown, Califórnia

Floresta Nacional Eldorado, Georgetown, Califórnia, EUA

Durrat Al Bahrain, Bahrain

A ilha artificial Durrat Al Bahrain, no Bahrein

Central de irrigação, Ha'il, Arábia Saudita

Central de irrigação, em Ha’il, Arábia Saudita

Cemintério de la Almudena, Madri

Cemintério de la Almudena, em Madri, Espanha

A cidade de Boca Raton, Flórida, EUA

A cidade de Boca Raton, Flórida, EUA

Arrozais, Yuanyang County, Yunnan

Arrozais na província de Yunnan, China

309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group, Arizona

O conjuntos de instalações da Força Aérea dos EUA conhecido com 309th Aerospace Maintenance and Regeneration Group, no estado de Arizona

Central Park

O Central Park, em Nova York, EUA

26/07/2014

às 15:00 \ Tema Livre

O novo Dreamliner, da Boeing, promete ser o primeiro avião realmente inovador do século XXI. Vejam um vídeo de testes

O novo Dreamliner já vem superando expectativas (Foto: Boeing)

O novo Dreamliner já vem superando expectativas (Foto: Boeing)

O 787-9 Dreamliner, novo avião da Boeing, passou recentemente por testes e demonstrações de voo em ensaio para a feira de Farnborough, no Reino Unido, uma das maiores exposições aéreas do mundo, ocorrida entre os dias 14 e 20.

Entre outras melhorias, o 787 promete reduzir em 20% a queima de combustível comparado a modelos anteriores, melhorar a qualidade do ar e a diminuir a pressurização dentro da cabine para o equivalente a cerca de 1 800 metros (em torno de 600 metros a menos do que em outros aviões, de forma a evitar tontura e dores de cabeça), investir no visual (janelas maiores, arquitetura moderna, iluminação de LED para maior conforto, entre outros), menos vibrações causadas por turbulências e uma viagem mais silenciosa.

A aeronave já foi vendida para 64 companhias aéreas, inclusive a Air France, a Air Canada e as americanas American Airlines e United.

Assistam ao vídeo gravado durante a preparação para Farnborough:

LEIAM TAMBÉM:

Vídeos: a impressionante diferença de ruído entre os Boeing-707 e os novíssimos 787, que começaram a voar hoje

13/07/2014

às 18:40 \ Política & Cia

AMARELAS: O Brasil deve esquecer o Mercosul, deixar a Argentina de lado e fazer, sozinho, um acordo de livre comércio com a União Europeia

(Foto: Lailson Santos)

(Foto: Lailson Santos)

O BRASIL DEVE SEGUIR SOZINHO

O economista e ex-diretor da área internacional da Fiesp diz que é hora de deixar a enrolada e endividada Argentina de lado e fazer um acordo de livre-comércio com a União Europeia

Entrevista a Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

Por nove anos, o economista Roberto Giannetti da Fonseca foi diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidade que representa 41% do setor industrial nacional. Até o ano passado, quando deixou o cargo, trabalhou dentro dessa instituição para que o Brasil se abrisse para o mercado internacional.

Aos 64 anos, ele agora se dedica a sua consultoria econômica, a Kaduna. “Por causa da decisão de priorizar o Mercosul, o Brasil ficou muito dependente das exportações para a Argentina”, diz o economista. Para Giannetti, com o país vizinho à beira de um novo calote na dívida externa, fica claro quanto o Brasil se arrisca em não reduzir essa dependência.

A Argentina tem até o fim deste mês para pagar uma dívida com credores estrangeiros. Qual é o risco de o país dar o calote?

É bastante alto. A Argentina caiu em uma armadilha jurídica. No contrato de reestruturação da dívida, feito alguns anos atrás, há uma cláusula muito importante. Ela determina que os credores que aceitaram receber o valor da dívida com desconto devem ter um tratamento igual ao dos demais credores.

A questão é que uma parte menor dos credores, que ficou com 8% do montante, obteve na Justiça americana o direito de receber os títulos pelo seu valor de face, ou seja, 100%. Se os outros, que aceitaram receber menos, agora também entrarem na Justiça, a Argentina terá de pagar o valor integral. Isso representaria uma dívida total de 100 bilhões de dólares, muito mais do que os 28 bilhões de dólares de reserva internacional que o país tem.

O que pode ser feito, então?

A única saída é negociar com aqueles que aceitaram o desconto e tentar retirar a cláusula. Ao mesmo tempo, é necessário convencer os outros fundos, chamados de abutres, a aceitar o valor de face, mas em um prazo mais longo.

O que aconteceria se a Argentina desse o calote?

Se o calote for inevitável, os argentinos estarão diante de uma crise da maior gravidade. Eles ficarão isolados do resto do mundo. Será uma situação caótica. Qualquer propriedade do Estado argentino no exterior – imóveis, navios e contas bancárias – poderá ser penhorada para pagar aos fundos abutres.

A comunidade internacional, porém, se esforçará para evitar esse cenário. Deve haver uma nova renegociação, com a ajuda do FMI (Fundo Monetário Internacional) e de outras instituições. Para isso, a Argentina tem de se sentar à mesa sem arrogância, com humildade.

A palavra “abutre” não é exagerada?

Pode ser, mas a analogia não deixa de fazer sentido. Esses fundos compram títulos de dívida de países ou empresas em dificuldades por uma fração da cifra original. Depois, entram na Justiça e tentam ganhar o valor integral do devedor, arrancando o seu fígado. Pode-se não gostar deles, mas a realidade é que não há nada de novo nisso. Fundos mais agressivos existem em qualquer mercado.

O erro por parte da gestão dos presidentes Néstor e Cristina Kirch­ner foi acreditar que eles não seriam um problema no futuro. Houve um certo descaso. O governo argentino deveria ter negociado antes com os administradores desses fundos e minimizado as dificuldades. Era algo que podia ter sido evitado.

Qual seria a consequência, para o Brasil, de um calote argentino?

As consequências não seriam financeiras, já que os investidores sabem muito bem diferenciar um país do outro. Os efeitos negativos ocorreriam mais no âmbito comercial. O mercado interno argentino está em franco declínio e é o destino de mais de 20% das nossas exportações de manufaturados, como peças de automóveis, sapatos e eletrodomésticos.

Sem reservas em dólar, ou seja, se der o calote, a Argentina não terá como pagar esses bens. O volume do nosso comércio com a Argentina então cairia bastante. A perda em exportação de manufaturados pode chegar a 5 bilhões de dólares por ano.

No mês passado, o Brasil alterou o acordo automotivo com a Argentina. Antes, podíamos exportar sem imposto 1,95 dólar em carros e peças para cada dólar importado. Agora, ficou em 1,5 dólar para cada dólar importado. Ou seja, ficou mais caro exportar. Foi uma decisão acertada?

Qualquer acordo é melhor do que nada. Mas, se a crise chegar, nem essa ajuda terá efeito. Eles não terão como pagar o que importam de qualquer jeito.

Dar ênfase demais ao comércio com a Argentina foi um erro?

Certamente. Preso ao Mercosul, o Brasil deixou de assinar acordos de livre-comércio com outros países. Exportar 20% dos manufaturados para um país instável como o dos nossos vizinhos é muito arriscado. Se nossa economia fosse mais aberta, estaríamos exportando esse valor para países como Japão, Estados Unidos, Canadá ou para a Europa.

O Mercosul negocia um tratado de livre-comércio com a União Europeia há catorze anos, mas a Argentina sempre atrapalha as conversas. Qual é a probabilidade de esse país embolar o jogo novamente?

Os argentinos sempre surpreendem na última hora. Deixam a negociação seguir para avaliar até onde o Brasil é capaz de chegar. Então, quando tudo está bem adiantado, dizem que não aceitam o que foi colocado na mesa. Em 2004, o Brasil chegou muito perto de fechar com a União Europeia, mas aí houve o boicote da indústria argentina, que reclamou do risco de ter tarifas reduzidas em relação aos concorrentes europeus. Houve uma sabotagem em um momento decisivo.

Foi uma pena porque, enquanto o Mercosul fracassou, o México já havia feito um acordo com a União Europeia quatro anos antes. O Chile concluiu o seu em 2003. O tratado com a Colômbia e o Peru entrou em vigor no ano passado. O elevado desempenho da economia desses países atualmente é resultado direto desses tratados. O Mercosul, contudo, foi na contramão e preferiu ficar isolado.

Pelas regras do Mercosul, o bloco só pode decidir por consenso. O Brasil está de mãos amarradas, ou há alternativas?

Os negociadores brasileiros deveriam ter assinado o acordo com a União Europeia sem a Argentina, dando cinco anos para os nossos vizinhos se adaptarem à nova situação.

Para fazer isso, há uma saída técnica. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

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