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Santiago Andrade

25/07/2014

às 12:00 \ Política & Cia

Defender a Polícia e a Justiça no combate à baderna e ao vandalismo é, agora, “criminalizar os movimentos sociais”. Inventaram até que há “presos políticos” no Brasil!

(Foto: Fernando Cavalcanti)

O vandalismo tenta se esconder por trás do direito de manifestação que a democracia garante (Foto: Fernando Cavalcanti)

OS NOSSOS “PRESOS POLÍTICOS”

Editorial publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 23 de julho

O fenômeno do “ativismo” ora em curso no país atingiu de vez o nível do delírio.

Convictos de que estão acima das leis e de que o Estado é, por definição, um ente inimigo, os chamados ativistas, também conhecidos como militantes, se dedicam dia após dia a atormentar os cidadãos comuns nas grandes cidades, sob o argumento de que a democracia lhes faculta o direito de bloquear avenidas, de depredar a propriedade alheia e de praticar outros delitos.

Quem disso discorda e defende a necessária ação da polícia e da Justiça contra a baderna e o vandalismo é logo acusado, por uma barulhenta rede de simpatizantes espalhados pelas universidades e pela internet, de advogar a “criminalização das lutas sociais”. Quando finalmente o estado decidiu agir, encarcerando vândalos que se dizem “ativistas”, essa rede imediatamente reagiu, dizendo que os detidos e os indiciados são “perseguidos políticos” – uma farsa que expõe seja a má-fé, seja a confusão moral dessa turma.

O caso mais recente, envolvendo uma advogada que diz prestar assistência jurídica a manifestantes, dá a exata medida dessa tentativa cínica de desmoralização do Estado Democrático de Direito no Brasil. A advogada Eloísa Samy, acompanhada de dois adeptos da violenta tática Black Bloc, foi ao Consulado do Uruguai no Rio de Janeiro para – pasmem – pedir asilo político.

Eloísa, de 45 anos, é considerada foragida da Justiça, porque foi denunciada pelo Ministério Público do Rio por associação criminosa. Ela e outros 22 “ativistas” tiveram a prisão decretada pela 27.ª Vara Criminal do Rio. O inquérito da Polícia Civil que baseou a denúncia concluiu, conforme revelou o jornal O Globo, que os acusados planejavam atacar seus alvos com explosivos no dia 13 de julho, quando foi disputada a final da Copa do Mundo.

Em vídeo que gravou para expor sua versão, Eloísa afirma que está sendo perseguida em razão de sua “atuação na defesa do direito de manifestação”. O promotor Luís Otávio Figueira Lopes afirma, no entanto, que a advogada, “escudando-se em um suposto exercício da atividade profissional”, prestou “apoio logístico” aos delinquentes, “cedendo sua residência para reuniões” de preparação de atos violentos.

É bem possível que Eloísa e seus colegas acreditassem que o Uruguai fosse mesmo lhes dar asilo. Afinal, o país é governado por José Mujica, aquele presidente simpático e modernoso que defende a liberação da maconha. Ele receberia, pois, os “perseguidos políticos” de braços abertos.

A reação da diplomacia uruguaia, porém, escancarou o ridículo da situação. A cônsul-geral Myriam Fraschini Chalar informou aos solicitantes que o Brasil “é um autêntico Estado Democrático de Direito”, razão pela qual não há perseguidos políticos no país nem motivo para conceder asilo.

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05/03/2014

às 20:00 \ Política & Cia

J.R. GUZZO: Chegamos a um tão espantoso patamar de tolerância com a baderna que a culpa da morte do repórter cinematográfico acaba sendo dele mesmo

Santiago Andrade é culpado pelo seu assassinato, afinal, não fosse vítima, não teria crime (Foto: AFP)

Santiago Andrade, assassinado por um vândalo criminoso, no país que temos hoje acaba sendo  culpado pelo seu próprio assassinato. Afinal, se ele não fosse vítima, não teria havido crime (Foto: AFP)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

ISSO É LINDO

J. R. GuzzoA tolerância é sem dúvida uma das mais belas virtudes do ser humano e, também, uma das mais úteis — sua aplicação já salvou este mundo de uma infinidade de sofrimento, guerras e toda a coleção de misérias que só o homem tem talento suficiente para inventar.

Seu problema, como ocorre com tantas outras virtudes, é que está disponível ao público em duas versões, a legítima e a falsa. A tolerância, quando falsificada, pode passar muito rapidamente de coisa do bem a coisa do mal, ao se transformar em covardia, apatia moral e cumplicidade com o erro.

Nesses casos, em vez de agir em favor da paz, apenas serve de estímulo a quem age em favor da guerra. Poucas vezes o Brasil teve a oportunidade de viver com tanta clareza esse tipo de situação como nos dias de hoje, quando muita gente capaz dos melhores sentimentos permitiu que uma atitude legítima — a de aceitar tumultos de rua em nome do direito de expressão — degenerasse na aprovação geral de condutas doentias.

Da “compreensão” passaram para a simpatia, da simpatia para o apoio e do apoio para o incentivo aberto a ações descritas como criminosas pelo Código Penal — incluindo, ao fim da linha, o homicídio.

Os responsáveis são os de sempre — intelectuais, cidadãos apresentados como pensadores, essa nebulosa chamada “esquerda”, artistas, funcionários da área de telenovelas da Rede Globo etc. Embora a baderna só lhe cause prejuízo, o governo também fica a favor dos “manifestantes”, por oportunismo compulsivo.

A imprensa, rádio e televisão, em grande parte, se aliaram à manada: há oito meses, desde que a violência explodiu nas ruas, repetem que a grande culpada por tudo é a “brutalidade policial”, e que os atos de destruição durante as arruaças são “episódios isolados”.

Até o recente assassinato de um colega no Rio de Janeiro, o cinegrafista Santiago Andrade, a maioria dos jornalistas tinha o cuidado de chamar os agressores de “ativistas”, “militantes” etc. e nunca daquilo que realmente são.

O assassinato de Andrade, cometido por dois marginais a serviço da “nossa luta”, desarrumou a cabeça de quem tinha optado pela complacência diante da atividade criminosa praticada nas ruas contra a democracia. O que vão dizer agora?

O que já disseram é bem sabido. “O anarquismo é lindo”, opinou o compositor Caetano Veloso. A ministra Luiza Bairros, titular da área de Igualdade Racial da Presidência, falou em “agenda libertadora”.

O senador Eduardo Suplicy, do PT, disse que a violência cometida por bandos de delinquentes era “quase romântica” e motivada por “boas intenções”. O que poderia haver de romântico no assassinato de um cinegrafista?

A atriz Camila Pitanga, num desses vídeos da internet que anunciam o fim do mundo, não deu sorte: revelou seus temores de que “alguém” viesse a morrer uma hora dessas, mas quem matou foi a turma que ela julgava estar em perigo de vida.

Uma colega, no mesmo vídeo, disse que a destruição era justa porque visava a “alvos simbólicos”. Em Brasília, diante de uma tentativa do MST de invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, foi à rua “negociar” com os chefes desse desatino.

Negociar o quê? Se poderiam, por gentileza, fazer o obséquio de não invadir o Supremo? Carvalho deu sua bênção à baderna. “Tem de pressionar mesmo”, disse ele. De que lado o homem está?

A OAB do Rio já deixou clara sua opção, ao anunciar a prodigiosa doutrina segundo a qual os “manifestantes” têm todo o direito de levar armas às ruas, para “defender-se da violência” policial.

O horizonte não parece promissor. Na arruaça de Brasília, houve 42 feridos; trinta eram da polícia. O marginal flagrado atacando um PM com um estilete, em São Paulo, está solto. Na verdade, após oito meses de agressão à ordem, há apenas um preso ó além dos dois assassinos de Andrade.

Mas a simpatia com a “nossa luta” continua de pé, como mostra o tratamento de celebridade dado à “ativista” Elisa Quadros, que frequenta a obscura fronteira entre o crime, a polícia e os arrabaldes de partidos nanicos da extrema esquerda. Ela exerce algum tipo de comando nos “black blocs”; também é chamada de Sininho e tida como “cineasta”, além de exercer as funções de “musa”.

A moça, entre outras coisas, sustenta que a culpa pela morte do cinegrafista foi, no fundo, dele mesmo, por não ter usado um capacete de proteção durante o quebra-quebra em que foi assassinado. Essa alucinação, acredite quem quiser, é levada a sério por muita gente — a começar pela OAB.

Lindo, não?

21/02/2014

às 18:30 \ Política & Cia

ROBERTO POMPEU DE TOLEDO: Perguntas black bloc

Caio Silva de Souza é um coitadinho? Fábio Raposo Barbosa merece o apelido The Fox? Que sino toca a Sininho? O advogado Jonas Tadeu Nunes veio para esclarecer ou para confundir? (Fotos: Ale Silva / Futura Press :: Simone Marinho / Ag. O Globo :: Fernando Frazão / ABr :: Marcos Tristão / O Globo)

Caio Silva de Souza é um coitadinho? Fábio Raposo Barbosa merece o apelido The Fox? Que sino toca a Sininho? O advogado Jonas Tadeu Nunes veio para esclarecer ou para confundir? (Fotos: Ale Silva / Futura Press :: Simone Marinho / Ag. O Globo :: Fernando Frazão / ABr :: Marcos Tristão / O Globo)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

PERGUNTAS BLACK BLOC

Roberto Pompeu de ToledoO advogado Jonas Tadeu Nunes veio para esclarecer ou para confundir? Ele disse que o jovem Caio Silva de Souza, um dos disparadores do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade, recebeu 150 reais para participar da manifestação, no centro do Rio de Janeiro, e que a prática de pagar valentões para engrossar as arruaças black bloc é corriqueira.

Jonas Tadeu Nunes tem seu escritório numa pequena sala no 2º andar de um centro comercial no Recreio dos Bandeirantes. Ao lado fica um cabeleireiro. Os preciosos detalhes levantados pela reportagem de O Globo ajudam a compor o personagem.

Ele diz ter entre a clientela atrizes e jogadores de futebol, mas não declina seus nomes. Certo é que já defendeu o ex-deputado estadual Natalino Guimarães, condenado por chefiar uma das milícias que infestam os subúrbios cariocas.

Se o advogado diz a verdade, joga a questão black bloc para o alto. Se é apenas uma tática de defesa, pode um
advogado vir deliberadamente para confundir?

Caio Silva de Souza é um coitadinho? Olhos baixos, palavras sofridamente balbuciadas, rosto de menino, ele era o retrato do desamparo, ao aparecer na GloboNews, entrevistado pela repórter Bette Lucchese. “Você acendeu o rojão?” “Acendi, sim”, diz, baixinho. “Depois você colocou o rojão perto da árvore?” “Eu nem sei, senhora.” O reverente “senhora” dirigido à repórter é um momento alto.

O meninão se desfaz em humildade. Ou estaria desempenhando um papel, sob a direção do advogado? Cenas da manifestação mostram-no desenvolto no enfrentamento com a polícia. Tem 22 anos, é muito pobre, mora em Nilópolis e trabalha como auxiliar de serviços gerais num hospital (leia-se: na limpeza). Parece aparvalhado. Dá dó.

Fábio Raposo Barbosa merece o apelido The Fox? Pela primeira vez nomes, sobrenomes e até apelidos surgem por trás das máscaras do Black Bloc. Fábio foi o primeiro a ser identificado como suspeito. Alegou que apenas passou o rojão a Caio, mas a perícia afirma que os dois o dispararam.

Tem os mesmos 22 anos, e está alguns degraus acima na escala social. Mora num apartamento de propriedade do pai, no Méier, e antes de ser preso se refugiu na casa da mãe, no Recreio dos Bandeirantes. Chegou a começar um curso de ciências contábeis. Hoje é tatuador (ou talvez não seja nada, segundo outra versão).

A raposa (The Fox) é um bicho astuto. Não está claro se Fábio é astuto. É também um bicho rápido. Ele foi rápido em entregar o companheiro.

Que sino toca a Sininho? Continuamos a subir na escala social. Elisa Quadros, de 28 anos, magrinha, cabelo
curtinho e bonitinha, fez curso de cinema e já trabalhou em produtora de vídeo. De junho para cá tornou-se “ativista”, e basta. Esteve em todas. Chegou a ser detida quando os black blocs deram uma mão aos professores em greve.

Exerce liderança entre os manifestantes. Segundo o advogado Jonas Tadeu Nunes, ela teria procurado o deputado Marcelo Freixo para ajudar na defesa de seu amigo The Fox. Ela e Freixo negam.

Num vídeo no YouTube, Sininho culpa a Bandeirantes, assim como as demais emissoras, por lançar seus jornalistas no fogo das manifestações. “E aí, como fica nossa luta?” Que luta, Sininho? Pelo amor de Deus,
que luta?

A namorada que largou o Caio largou também o Black Bloc? Caio ligou para a namorada, assustado, quando soube que tinha sido identificado. Segundo a polícia, ela teve papel, importante, ao fazê-lo desistir da planejada – fuga e entregar-se à polícia.

A namorada não quer identificar-se. Os amigos, segundo a Folha de S.Paulo, dizem que ela é patricinha e mora na Zona Sul. Conheceu Caio em manifestações e já trabalhou na página do Black Bloc no Facebook. Eis-nos, ao que parece, mais um degrau social acima.

A namorada agora  diz que é “ex”. Seu encolhimento sugere uma batida em retirada também do blackbloquismo. Filósofos aloprados classificaram o Black Bloc de “uma estética”. Na atual versão assassina, revela-se um novelo de almas perdidas, confusão mental, desamparo, covardia, deserção, e talvez venda de mão de obra para arruaças.

A última coluna afirmou que o aluguel da residência do embaixador Guilherme Patriota em Nova York custava
54000 dólares mensais. Estava errado. São 54000 reais, não dólares. O colunista já subiu de joelhos escadaria equivalente à rampa do Itamaraty, em penitência. Mas continua achando que o aluguel está caro, e que o Itamaraty também deve penitenciar-se.

13/02/2014

às 19:07 \ Política & Cia

Vereadores, delegado de polícia e até um juiz de Direito aparecem em lista de doadores dos vândalos e baderneiros Black Blocs

CONTADORA – Ativista Sininho na porta do 17ª DP, no Rio. Planilhas mostram que ela era uma das responsáveis pela contabilidade dos Black Blocs (Foto: Gabriel de Paiva / Ag. O Globo)

CONTADORA – A autoproclamada “ativista” Sininho na porta do 17º Distrito Policial, no Rio. Planilhas mostram que ela era uma das responsáveis pela contabilidade dos vândalos baderneiros black blocs (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)

Reportagem de Gabriel Castro, de Brasília, e Pâmela Oliveira, do Rio, publicado no site de VEJA

VEREADORES E DELEGADO APARECEM EM LISTA DE DOADORES DOS BLACK BLOCS

Autoridades são citadas em contabilidade de ato organizado pelo grupo da militante Elisa Quadros, a Sininho, ligada aos black blocs do Rio de Janeiro

Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz de Direito.

O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

A contabilidade da planilha a que o site de VEJA teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”. A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes.

A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook.

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Para ver a lista completa, clique aqui

Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais.

Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia.

Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções a duas colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites.

Quando as menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. “Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado”, escreveu ela no Facebook. “Eles doaram como civis e não políticos.”

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Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de “Censura Negada”. Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

Respostas

A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar. Mas afirmou que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Porém, disse que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.

O delegado Zaccone confirmou ter doado 200 reais, mas disse que o dinheiro não era destinado aos Black Blocs. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado.

Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse.

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“Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. No Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?”, disse.

O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”.

A assessoria do vereador Renato Cinco informou que está fora do Rio e não foi localizado.

11/02/2014

às 16:00 \ Política & Cia

ASSASSINATO DO REPÓRTER: Chega de governadores pusilânimes e bananas! Tropa de Choque e cadeia para os baderneiros mascarados!

"Manifestantes" mascarados: alguém acredita que quem oculta sua identidade numa demonstração pacífica tem alguma boa intenção? São, por definição, cidadãos suspeitos, que como tal devem ser presos e investigados! (Foto: Agência Estado)

“Manifestantes” mascarados: alguém acredita que quem oculta sua identidade numa demonstração pacífica tem alguma boa intenção? Mascarados são, por definição, cidadãos suspeitos, que como tal devem ser presos e investigados! (Foto: Agência Estado)

Diante do ato criminoso de barbárie que resultou na morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade, deveria ficar estabelecido pelas autoridades em todo o país que, em princípio, todo mascarado presente em manifestação pública é um suspeito – que, como tal, deve ser imediatamente preso.

Sei que é difícil uma ação desse tipo em manifestações maciças. Logisticamente é complicado se houver muita gente se escondendo atrás de máscaras e gorros.

É difícil, mas não impossível. Que a polícia agarre uma minoria deles, no começo. Não faz mal.

Tenho absoluta certeza de que, quando os governadores de Estado voltarem a ter sangue nas veias e ordenarem a seus secretários de Segurança Pública e suas polícias que agarrem sem hesitação esses bandidos e baderneiros, enfiando-os em camburões e levando-os a distritos policiais para serem fichados, a coisa vai começar a arrefecer.

Qual seria o fundamento para essa atitude politicamente incorretíssima, mas juridicamente certa?

Quem oculta a identidade para ir a uma manifestação pública está com péssimas intenções.

Alguém favorável a esses baderneiros me responda aí: por que o sujeito iria se esconder?

Se for manifestação pacífica, ninguém tem nada a temer. O Brasil é uma bagunça infernal, mas vive uma democracia. O camarada filmado ou fotografado numa manifestação pela polícia não tem nada a temer se não for violento, se não atirar pedras, se não depredar vitrines, se não roubar, se não arremessar um explosivo em policiais, outros manifestantes ou jornalistas.

Ademais, no MUNDO INTEIRO a polícia costuma deter, revistar e interrogar indivíduos considerados suspeitos.

ATENÇÃO: não é à toa que na França e em outros países civilizados e democráticos a proibição da burka — o ignóbil traje que muçulmanos radicais impõem às mulheres para saírem de casa, uma verdadeira e sufocante prisão ambulante, que mal permite à pessoa enxergar a própria calçada em que caminha — se baseou, entre outros argumentos, no fato de não ser admissível a cidadãos impossibilitarem sua identificação quando em espaço público.

O que poderia ser mais suspeito do que pessoas que vão a manifestações pacíficas mascarados?

Tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo em ação: que eles também prendam os mascarados, coloquem em camburões e levem para os distritos policiais (Foto: Ivan Pacheco)

Tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo em ação: que, durante seu trabalho, eles também possam prender os mascarados, colocá-los em camburões e levá-los para os distritos policiais (Foto: Ivan Pacheco)

Essa gente deve ser presa, sem contemplações, pelos batalhões de choque da Polícia Militar ou concomitantemente à ação deles. Se resistirem à prisão, devem apanhar – como manda a lei, submetidos à força. Em qualquer hipótese, devem ser conduzidos à força, se for o caso algemados com as mãos às costas, para camburões e daí para o acerto de contas com a lei.

Excessos policiais? Claro que sou contra. Se ocorrerem — se a polícia violar efetivamente a lei –, que se investiguem os casos e se aja em consequência. Mas chega de omissão!!!

Os serviços de inteligência das polícias deve dar prioridade aos mais violentos, os vândalos black blocs, identificá-los, acompanhar seus passos e levá-los às barras dos tribunais.

O Ministério Público deve enquadrá-los por formarem organização criminosa ou, se o Congresso ajudar, em breve por TERRORISMO, pois é disso que se trata.

Chega de baderna! Chega de fingir que arruaceiros violentos são “manifestantes”, e não criminosos em potencial! Chega de governadores bananas e pusilânimes!

Se os governadores temem ser enérgicos em “ano eleitoral”, é porque vivem no mundo da Lua. Em outubro próximo, vai GANHAR, e não perder votos quem mostrar coragem e destemor no cumprimento da lei.

A população está descontente e quer se manifestar, mas não aguenta mais a desordem travestida de democracia.

Cadeia nesses canalhas mascarados!

11/02/2014

às 14:00 \ Política & Cia

POST DO LEITOR: De quem é a culpa pela morte estúpida do repórter Santiago?

Atingido por um foguete disparado por um criminoso, o repórter Santiago larga a câmera e começa a curvar o corpo antes de desabar no chão, mortalmente ferido (Foto: Agência O Globo)

Atingido por um foguete disparado por um criminoso, o repórter cinematográfico Santiago Andrade, da Rede Bandeirantes, larga a câmera e começa a curvar o corpo antes de desabar no chão, mortalmente ferido (Foto: Agência O Globo)

Post do leitor e amigo do blog Corinthians

Post do LeitorA morte do repórter cinematográfico Santiago Andrade  é resultado do que vem sendo plantado há tempos. Essa morte não é só culpa de dois moleques mimados irresponsáveis.

É culpa de todos aqueles que criminalizam a polícia, sempre favorecendo os bandidos.

É culpa daqueles que acreditam que a culpa é da “classe média fascista”, da “elite burguesa”, da “sociedade”.

É culpa daqueles que defendem que as “comunidades” devem ser intocáveis.

É culpa daqueles que acreditam que combate ao crime se dá pelo simples fato de se colocar um contâiner e um par de policiais estagiários em um terreno.

É culpa daqueles que acham que criminosos não devem ser presos.

Daqueles que acreditam que assassinos frios, estupradores, devam ser liberados somente por que são menores de idade.

Daqueles que acreditam que as coisas só vão mudar quando tudo é quebrado.

De todos que acham que as leis, por serem ruins em seu ponto de vista, devem ser desrespeitadas e quebradas.

Daqueles que acham que todo protesto deve obrigatoriamente prejudicar a já complicada vida dos outros brasileiros.

Daqueles que concordam que bancos e lojas devem ser quebrados, por serem empresas rentáveis.

Dos admiradores de terroristas.

Enfim, de todos que sempre fizeram questão de achar uma justificativa para o crime, e sempre fizeram questão de achar uma acusação para quando se tentou manter a lei e a ordem.

Está aí. Um pai de família, trabalhador, pagador de impostos, morto.

Por um artefato caseiro, de um blac block imbecil, que aparece na TV para dizer que “não teve intenção”.

Não teve intenção ? Por que então carregava um artefato destes ? Para sentar em cima ?

Está aí. Agora foi feito uma viúva, e uma órfã. Não vai haver campanha de desarmamento contra coquetéis molotov, nem bombas caseiras. Não haverá direitos humanos nem OAB a acusar os manifestantes – pelo contrário, é provável que vão até lá defendê-los.

A culpa é do Brasil – da maioria. Do jeitinho brasileiro. Da esperteza. Da corrupção. Do voto vendido. Do voto esmola. Da camaradagem. Do monopólio. Da falta de mérito. Do quociente eleitoral.

O Brasil que está sendo feito.

O Brasil não está explodindo em manifestações.

O Brasil está implodindo em violência, em descaso, em corrupção, em inanição.

A história está se repetindo… aos poucos, demonstra-se que nada foi aprendido, nem perdoado.

Mais uma vítima. Dentre as mais de 50 mil que temos anuais. Dentre as 200 milhões que não sabem o que é viver em sociedade, com civilidade.

Isso é resultado do que plantamos há tempos.

 

11/02/2014

às 0:45 \ Política & Cia

REYNALDO-BH: Se queriam um cadáver, os defensores de criminosos em nome de uma suposta liberdade de expressão já têm um

Cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, que foi atingido na cabeça por um morteiro durante protesto no Rio de Janeiro, tem morte cerebral (Foto: Ag. O Globo)

O cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade, atingido na cabeça por um morteiro durante “protesto” no Rio de Janeiro, tem morte cerebral (Foto: Ag. O Globo)

Post do Leitor e amigo do blog, Reynaldo-BH, publicado originalmente às 16h12 de 10 de fevereiro de 2014

Post do LeitorE agora, senhores defensores de criminosos em nome de uma suposta liberdade de expressão?

Queriam um cadáver? Já têm um.

Um jornalista que teve a cabeça explodida. Por “manifestantes” que transformam o direito de expor ideias e exigir direitos em crimes.

O cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade morreu no exercício de nosso direito à informação. Da liberdade de sabermos os fatos e a partir destes, avalia-los.

O nome disto é jornalismo.

Uma morte sem sentido. Sem razão. Um homicídio banal em nome de grupelhos que se intitulam vanguarda.

Que roubaram a indignação presente nas ruas em junho e julho de 2013.

Que instrumentalizaram a revolta pacífica em nome de um Estado ditatorial onde tudo é permitido.

Embora chocante e dolorosa, esta morte não é surpresa. Estava anunciada.

Os “partidecos” de esquerda radical, apoiados por novos nomes aliados a movimentos financiados por verbas públicas, estavam em busca de uma morte.

Desejada. Talvez a fórmula oficial de impedir manifestações na Copa. O receio de ter a cabeça estourada por militantes assassinos de movimentos que representam as trevas.

Quem sabe a morte de Santiago não esteja sendo comemorada pelos que temem o fim da ilusão de dominar as ruas?

Quem pode afirmar que o assassinato de um jornalista não sirva para interromper a revolta (pacífica e popular) contra superfaturamentos, falta de educação, saúde e segurança?

Quem está feliz com a morte do repórter?

A liberdade de imprensa precisa ser mais intensamente atingida para ser valorizada?

Os freixos, fábios e sininhos deste país estão contentes? Há um cadáver.

Não era o que se antevia? Não era o resultado esperado?

Onde está a OAB para defender criminosos que aterrorizam as ruas tomadas de indignação?

Onde os advogados sempre prontos a apelar ao direito de manifestação que não dão uma palavra? Nem pêsames à família ou ao Brasil decente.

Onde os ideólogos do liberalidade sem limites que cultuam black blocs, militontos e criminosos?

Este é o país que nasce de seus (deles) sonhos?

Juto com Santiago, com o crânio despedaçado, vai junto uma parte pensante do Brasil. Que defende a liberdade de expressão. Da manifestação legítima. Da imprensa sem controles sociais ou intimidações de rojões.

Não se trata de usar um morto. Antes da revolta por haver um morto!

Previsível. Dolorosamente previsível.

Como acontece nas nações onde a justiça, cidadania, democracia e ÉTICA são meros conceitos. Dos reacionários e conservadores.

Sou, orgulhosamente, um deles.

Nos meus valores, não se matam jornalistas!

 

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