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Ronaldo

22/07/2014

às 19:39 \ Tema Livre

FUTEBOL: Com a confirmação hoje de James Rodríguez e a recente chegada de Toni Kroos, Real Madrid mantém a tradição de contratar astros recém-consagrados em Copas do Mundo

James Rodríguez, artilheiro da Copa de 2014 com seis gols, em ação pela Colômbia durante o torneio: mantendo uma tradição merengue (Foto: Luiz Maximiano)

James Rodríguez, artilheiro da Copa de 2014 com seis gols, em ação pela Colômbia durante o torneio: mantendo uma tradição merengue (Foto: Luiz Maximiano)

Já virou tradição: assim que uma Copa do Mundo termina, pelo menos um de seus principais destaques vai parar no Real Madrid.

Com a oficialização, nesta terça-feira (22 de julho) da contratação do colombiano James Rodríguez, o clube merengue repete a prática que vem exercendo consecutivamente há quatro edições do torneio.

Rodríguez, como sabe qualquer um que tenha acompanhado o Mundial do Brasil, foi o artilheiro da competição com seis gols – um dos quais anotado contra os anfitriões na derrota por 2 a 1 nas quartas-de-final – e um dos jogadores que encantou o público.

Toni Kroos, um dos carrascos do Brasil nos humilhantes 7 a 1, celebra um de seus dois gols naquele jogo (Foto: Leonhard Foeger - Reuters)

Outra nova estrela do Real Madrid, o alemão Toni Kroos também foi um dos destaques do último Mundial (Foto: Leonhard Foeger – Reuters)

E embora seja o mais notável entre os novos integrantes do elenco blanco, o meia-atacante oriundo do Monaco não é a primeira figurinha carimbada da “Copa de Todas as Copas” a se mudar para o gigante espanhol às custas de seu desempenho em terras brasileiras: o meio-campista Toni Kroos, um dos alicerces do excelente equipe alemã que se sagrou tetracampeã, autor de dois gols no massacre por 7 a 1 contra a Seleção Brasileira, já se convertera em um madridista antes mesmo do fim do campeonato.

Inflacionando o mercado

Os críticos do Real Madrid dirão que a entidade, no afã por manter sua hegemonia e exibir poderio econômico, acaba sempre escolhendo os atletas apenas pelo critério de serem os mais cobiçados do momento, consequentemente inflacionando o mercado.

O jovem Rodríguez, que completou 23 anos no último dia 12, por exemplo, acaba de se tornar a quinta contratação mais cara da história do futebol.

Custou 80 milhões de euros, cifra apenas superada pelo uruguaio Luis Suárez (cuja recente saída do Liverpool custou 81 milhões ao Barcelona), Gareth Bale (91 milhões em 2013, quando saiu do Tottenham para o Real), Cristiano Ronaldo (96 milhões, do Manchester United aos merengues em 2009) e Neymar (cuja soma final gasta – e dissimulada – pelo Barça em 2013 chegou a 111 milhões, incluindo uma parcela paga ao Santos).

Se contarmos Zinedine Zidane (73.5 milhões em 2001, vindo da Juventus) e Kaká (65 milhões em 2009, oriundo do Milan), o Real Madrid tem agora em seu currículo cinco das dez transações de valor mais alto já feitas no esporte mais popular do mundo.

Os craques das Copas anteriores

A seguir, a lista de craques consagrados nas três Copas anteriores à de 2014 e que, ao longo ou depois dos respectivos certames, fecharam com o Real Madrid:

Temporada 2010-2011 (logo após Copa da África do Sul)

Mesut Özil: revelação em 2010 (Foto: Real Madrid)

Mesut Özil: revelação em 2010 (Foto: Real Madrid)

Mesut Özil: uma das revelações do torneio e um dos símbolos da geração comandada por Joachim Löw, grande surpresa daquele ano. Time anterior: Werder Bremen.

Sami Khedira: volante de marcação que também surgiu naquela Copa. Time anterior: VfB Sttutgart.

Ángel Di María: a Argentina do técnico Maradona caiu nas quartas justamente contra os alemães, mas Di Maria já fora titular em quatro das cinco partidas disputadas pela alviceleste. Time anterior: Benfica.

Temporada 2006-2007 (logo após Copa da Alemanha)

Fabio Cannavaro, capitão da Itália teatracampeã em 2006 (Foto: Real Madrid)

Fabio Cannavaro, capitão da Itália teatracampeã em 2006 (Foto: Real Madrid)

Fabio Cannavaro: o zagueirão, hoje aposentado, fora o capitão da Itália, ganhadora do título. Ao final do ano, seria eleito o melhor jogador do mundo. Time anterior: Juventus.

Rudd Van Nilsterooy: a Holanda avançou apenas até as oitavas, mas seu astro supremo era o atacante grandalhão. Time anterior: Manchester United.

Temporada 2002-2003 (logo após Copa da Coreia do Sul e do Japão)

Ronaldo detonou em 2002, pouco antes sde vestir a camisa "blanca" pela primeira vez (Foto: Real Madrid)

Ronaldo detonou em 2002, pouco antes sde vestir a camisa “blanca” pela primeira vez (Foto: Real Madrid)

Ronaldo: a sensacional recuperação de Ronaldo – artilheiro com 8 gols, melhor jogador da final e segundo melhor da Copa – coincidiu com sua ida a Madrid. Time anterior: Internazionale.

 

22/06/2014

às 18:00 \ Tema Livre

VÍDEO IMPERDÍVEL, UM PRESENTE PARA OS AMIGOS DO BLOG: Todos os 78 gols marcados pelo Brasil nas cinco Copas que venceu: 58, 62, 70, 94 e 2002

O capitão do Tri, Carlos Alberto Torres, comemora seu espetacular gol na final da Copa de 1970, no México (Foto: Reuters)

O Capitão do Tri, Carlos Alberto Torres, comemora seu espetacular gol na final da Copa de 1970, no México (Foto: Reuters)

Enquanto torço para que o time de Felipão finalmente deslanche nesta Copa, não acho que seja má ideia postar aqui os 78 gols marcados pela Seleção Brasileira nas cinco Copas que venceu: os 16 de 1958 na Suécia, os 14 de 1962 no Chile, os 19 de 1970 no México, os 11 de 1994 nos Estados Unidos e os 18 de 2002 na Coreia do Sul e no Japão.

Editado pelo usuário do You Tube identificado como Luvarte Canal, o vídeo utiliza matérias e imagens de arquivo de emissoras como a Globo e TV Cultura.

Até o mundial de 1962, podemos ver também os gols dos adversários e os melhores momentos de partidas terminadas em zero a zero, como o confronto contra a Inglaterra em 1958, além de breves crônicas sobre o contexto de cada mundial, e cada jogo. A partir de 1970, temos a narração dos folclóricos Geraldo José de Almeida, Walter Abrahão e Galvão Bueno.

Tomei a liberdade de eleger os mais bonitos de cada edição. Escolham os seus!

-1958: Pelé na final contra a Suécia (tempo 6’10” do clipe). É difícil superar o terceiro gol do Brasil contra os donos da casa justamente na decisão, quando Pelé aplicou lençol em zagueiro e bateu de primeira. Santo Deus, ele tinha 17 anos… a  metade da idade de um grande como Xavi, por exemplo. Placar final: 5 x 2.

-1962: Zito na final contra a Checoslováquia (11’53”). Mais pela linda jogada que resultou no cruzamento feita por Amarildo, do que pela conclusão de cabeça. Placar final: 3 x 1.

-1970: Carlos Alberto Torres na final contra a Itália (16”26). Aquele Brasil era tão espetacular e marcou tantos gols bonitos que chega a ser cruel ficar apenas com um. É toque de Tosão de calcanhar para um lado, petardos de Rivellino e Gérson de outro, Jairzinho chapelando goleiro, Pelé fazendo chover… mas o de Carlos Alberto, que encerrou o baile ante os italianos na partida derradeira, foi como um resumo de tudo o que faziam aqueles craques, com quase todo mundo participando.

Clodoaldo dribla meia equipe rival, toca para Rivellino, que lança Jairzinho.

O ponta aciona Pelé que, com calma diabólica, enxerga o que ninguém mais parece ver: o lateral-direito despontando como um foguete. Poucas vezes uma rede estufou com tanto gosto. Placar final: 4 x 1.

-1994: Branco nas quartas-de-final contra a Holanda (19”45). Não só o mais bonito, pela potência do chute e a curva que a bola faz antes de entrar no gol (acompanhada pelo genial movimento de coluna de Romário, atrapalhando o goleiro); é também o mais sofrido.

Afinal, após abrir um 2 a 0 – com outros golaços, do Baixinho e de Bebeto, respectivamente -, os holandeses haviam buscado o empate. Placar final: 3 x 2.

-2002: Edmílson na terceira partida contra a Costa Rica (23’11”). Sim, tínhamos três craques históricos no time, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Eles, sobretudo os dois primeiros, pintaram e bordaram no torneio e anotaram tentos memoráveis (a falta que Ronaldinho cobrou contra a Inglaterra, matando o goleiraço Seaman, o corta-luz de Rivaldo para Ronaldo na decisão ante a Alemanha).

Mas foi um atleta bem menos badalado, o zagueiro-volante Edmilson, que levou o caneco: meia-bicicleta no ângulo no terceiro gol do Brasil contra a Costa Rica na fase classificatória. Placar final: 5 x 2.

16/06/2014

às 11:00 \ Tema Livre

COPA 2014: Alemanha estreia hoje, e seu atacante Klose ameaça Ronaldo como o maior artilheiro da história dos Mundiais

Klose ao marcar seu 68º gol pela seleção alemã, contra a Áustria, em .... (Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images)

Klose ao marcar seu 68º gol pela seleção alemã, contra a Áustria, em Munique, em setembro passado, em partida pelas eliminatórias da Copa de 2014 (Foto: Thomas Niedermueller/Bongarts/Getty Images)

O atacante grandão é um perigo: aos 36 anos e ainda aterrorizando defesas, o polonês naturalizado alemão Miroslav Klose é o maior artilheiro da história a seleção tricampeã do mundo, com 69 gols, tendo superado o mítico goleador Gerd Müller, o infernal baixinho que fez história na Copa de 1974.

Mais do que isso, Klose tem 14 gols marcados nas Copas de 2002, 2006 e 2010, e está a apenas um de distância do maior goleador da história do certame, Ronaldo Fenômeno, que fez 15 nas Copas de 1998, 2002 e 2006.

A Alemanha estreia nesta segunda, 16, às 13 horas, em Salvador, contra a sempre perigosa seleção de Portugal. Um golzinho só que faça Klose, e o recorde do Fenômeno estará igualado.

Ronaldo celebra o primeiro de seus 2 gols contra a Alemanha, na final da Copa de 2002: recorde ameaçado -- por um alemão (Foto: FIFA)

Ronaldo celebra o primeiro de seus 2 gols contra a Alemanha, na final da Copa de 2002: recorde ameaçado — por um alemão (Foto: FIFA)

Se o atacante alemão não se contundir ou for afastado por razões técnicas da equipe, terá pelo menos mais duas partidas pelo grupo da Alemanha para ultrapassar Ronaldo — sem contar, é claro, que a Alemanha dificilmente deixará de estar nas oitavas e mesmo nas quartas de final.

Por uma injustiça ou ironia da história, o maior craque de todos os tempos, Pelé — que foi o maior artilheiro de praticamente tudo o que disputou –, é apenas o quinto maior goleador das Copas, com 12 gols.

Um recorde próximo de impossível de se bater é do centroavante francês Just Fontaine, artilheiro da Copa de 1958, na Suécia, com 13 gols: ele marcou a espantosa média de 2,17 por partida.

Para que se tenha uma ideia do que isso representa, a média de Ronaldo foi de 0,79, a de Klose, 0,74, e a de Pelé, 0,86.

LEIAM TAMBÉM:

COPA 2014: A Argentina estreia daqui a pouco, como se sabe — mas o estoque de doce de leite que trouxe não revela otimismo. Confiram!

COPA 2014: O grande goleiro Buffon, capitão da Itália — cujo time estreia hoje –, está se tornando o 3º atleta a atuar em cinco Mundiais

COPA 2014: A campeã do mundo Espanha, que estreia hoje, é uma das favoritas e será a mais bem-paga caso repita a dose; jogadores e federação, porém, acham a façanha “pouco provável”. Incrível, não? Confiram

COPA 2014: 3 a 1 foi placar largo demais para um Brasil ajudado pelo juiz e que jogou muito aquém do que sabe

06/03/2014

às 17:35 \ Política & Cia

Dilma vai receber a taça da FIFA sem público, por medo de vaias

Com medo de vaias, Dilma receberá a taça da Copa do Mundo sem torcida (Foto: Fernando Bizerra Jr / EFE)

Com medo de vaias, Dilma receberá a taça da Copa do Mundo sem torcida (Foto: Fernando Bizerra Jr / EFE)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

COMEMORAÇÃO SEM TORCIDA

O troféu da Copa do Mundo chegará ao Brasil na última semana de abril e será entregue a Dilma Rousseff.

Alguns assessores, como o ministro Aldo Rebelo (Esporte), sugeriram que fosse organizado um evento público para mostrar a taça à população, de preferência em algum dos estádios da Copa.

A presidente rejeitou a ideia por temer ouvir uma sonora vaia.

Para faturar com o troféu sem correr risco de protesto, Dilma quer comandar um encontro no Palácio do Planalto com jogadores das cinco seleções brasileiras que venceram Copas do Mundo, como Pelé e Ronaldo.

18/01/2014

às 18:00 \ Tema Livre

FUTEBOL – Os “Galáticos” do Real Madrid, dez anos – e alguns quilos – depois

Real-Madrid-Galáticos

As capas das edições de junho de 2003 e junho de 2013 da revista Four Four Two: Zidane, Figo, Ronaldo e Roberto Carlos; Beckham, o outro autêntico “Galático”, não aparece porque foi anunciado em julho de 2003 (Imagem: reprodução capa Four Four Two)

Texto publicado originalmente a 12 de maio de 2013

Por Daniel Setti

Depois deles, o mundo do futebol nunca mais seria o mesmo.

Sim, estamos falando dos “Galáticos” do Real Madrid, o grupo de craques de diferentes nacionalidades que vestiu a camisa do clube merengue por três temporadas na década passada.

O termo foi cunhado por jornalistas espanhóis em 2000, quando começou o primeiro mandato do presidente Florentino Pérez – atualmente no posto -, mas ganhou seu pleno significado em julho de 2003, quando foi anunciada a contratação do meio-campista David Beckham junto ao Manchester United.

Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham – e mais Roberto Carlos, Raúl, Robinho, Owen…

Ao lado do português Luís Figo (trazido do arquirrival Barcelona em 2000 em ultra-polêmica transação), o francês Zinédine Zidane (procedente da Juventus em 2001) e o brasileiro Ronaldo (Inter de Milão, 2002), Beckham comporia a espinha dorsal deste combo de jogadores “de outro planeta”, badalados e caríssimos.

Real-Madrid-2004-2005

Foto do Real Madrid durante a temporada 2004-2005: Em pé estão Casillas, Helguera, Ronaldo, Figo, Zidane e Walter Samuel; sentados vemos Michel Salgado, Roberto Carlos, Raúl, Beckham e Guti (Foto: Real Madrid)

Por seu enorme status, estrelas então já presentes no elenco do Real Madrid, como o goleiro Iker Casillas e o centroavante Raúl González, ambos espanhóis, e o nosso Roberto Carlos, também receberiam a mesma alcunha; outros talentos de renome internacional fisgados após a chegada de Beckham, como seu conterrâneo Michael Owen e o ex-santista Robinho, também.

Na oportunidade de sua vida, Vanderlei Luxemburgo comandou –  sem sucesso – esta constelação na temporada 2004-2005.

A mesma capa, uma década depois

Dez anos após publicar capa sobre os “galáticos” em sua edição de junho – com Roberto no lugar de Beckham, que só seria anunciado no mês seguinte – a revista britânica especializada em futebol Four Four Two revisitou o assunto em matéria de 20 páginas, “reunindo” os mesmos astros em fotografias atuais.

As aspas se explicam: diante de agendas tão concorridas como as de Zizou, Figo e os dois brasileiros, é bem mais prático utilizar os programas de edição de imagem para perfilá-los lado a lado do que tentar efetivamente marcar um encontro entre todos.

Mesmo assim, o resultado é bastante simpático, e denota a passagem do tempo para os quatro ex-madridistas, todos atualmente aposentados. O aumento de peso mais notável foi o de Ronaldo, como era de se esperar, mas os outros três tampouco são mais os mesmos garotos de antes.

Fracasso em campo

O futebol, como diria o velho chavão, é mesmo uma caixinha de surpresas. Em uma prova de que – novamente recorrendo a um velho clichê – dinheiro não traz necessariamente felicidade, nem a presença dos “galáticos” evitou que o período 2003-2006 coincidisse com uma seca total de títulos ao Real Madrid, chegando ao ponto final com a saída de Florentino.

O que serviu, obviamente, de inesgotável fonte de críticas e zombarias de adversários, principalmente de torcedores do Barcelona, tão orgulhoso por formar seus astros em casa (mesmo torrando anualmente quantidades faraônicas para “compor o seu elenco”).

Recordes de gastos

Florentino-Pérez

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid entre 2000 e 2006, e desde 2009 (Foto: florentinoperez.com)

Sendo assim, a existência dos “Galáticos” mudou o mundo de futebol, como digo no começo do texto, não “na bola”, como o Santos de Pelé, a Holanda de Cruyff ou o Barça de Messi, mas sim em outros âmbitos.

O estrondoso potencial midiático dos popstars dos gramados, que começara a ser explorado no decênio anterior, consolidou-se de vez (“éramos como os Beatles”, diz Figo à nova reportagem); e o mercado europeu se inflacionaria de maneira quase irreversível.

Nas duas gestões de Florentino Pérez, o Real Madrid bateria três vezes o recorde de transações mais caras do mundo: Figo (60 milhões de euros), superado por Zidane (73 milhões de euros), por fim deixado para trás por Cristiano Ronaldo (94 milhões em 2009, até hoje imbatível). Kaká, hoje praticamente insignificante no elenco, veio com o português por “apenas” 65 milhões.

 

06/11/2013

às 19:35 \ Tema Livre

VÍDEO E TEXTO: O empresário que admite gastar até 300 mil reais por mês em baladas e outros torradores de dinheiro

Alexander de Almeida: "Gasto para chamar atenção das gatas" (Foto: Fernando Moraes)

Alexander de Almeida: “Gasto para chamar atenção das gatas” (Foto: Fernando Moraes)

Reportagem de João Batista Jr., publicada em edição impressa de VEJA-SP

OS SULTÕES DOS CAMAROTES

Eles aparecem de Ferrari, são escoltados por seguranças particulares dentro das boates e chegam a torrar 50 000 reais em uma só balada

O empresário Alexander de Almeida, de 39 anos, não faz parte do time das celebridades da capital. No universo das melhores casas noturnas daqui, porém, ele recebe tratamento digno de estrela. É conhecido como um dos paulistanos que mais esbanjam dinheiro nesse circuito boêmio.

 

Costuma chegar a endereços como a boate Pink Elephant, no Itaim, acelerando sua Ferrari avaliada em 1,2 milhão de reais. Do carro de trás, um Porsche Cayenne, saem três seguranças particulares. Na volta para casa, um dos profissionais assume o volante da Ferrari.

Todos eles entram sem passar por revista e se dirigem diretamente para o principal camarote, com capacidade para vinte pessoas.

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Em uma balada recente por lá, o relógio marcava 0h30 e a pista ainda estava começando a encher quando a turma apareceu. “Hoje você vai ver o que é uma festa de verdade”, anunciou Almeida, enquanto mostrava no aplicativo Instagram algumas fotos de seu universo particular: casa de praia no Guarujá (“A Sabrina Sato gravou por lá para o programa Pânico na TV ”), viagem ao Rio em avião fretado (“Mais conforto, esquema top e sem fila”) e imagens em outras noitadas, muitas noitadas.

Ele abre os trabalhos, digamos assim, pedindo cinco garrafas de champanhe Veuve Clicquot e duas de vodca Cîroc, além de latinhas de energético. Aos poucos, algumas meninas começam a rondar. Vão se acomodando na mesa e, as mais espertas, cumprimentam o dono do pedaço como se fossem velhas amigas, mesmo sem conhecê-lo.

Um promoter chega ainda com mais moças. Como em um passe de mágica, Almeida, que tem mais pinta de personagem de comédia adolescente americana na linha American Pie do que de Cauã Reymond, parece virar um galã global, tamanho o assédio ao seu redor. “Não vou ser hipócrita, gasto dinheiro para chamar a atenção das gatas”, assume. “E tem uma coisa: eu gosto de vodca, mas elas ficam impressionadas mesmo é com champanhe.”

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Para comprovar sua tese, ele estala os dedos, chama a garçonete e encomenda de uma tacada só outras quinze garrafas de Veuve Clicquot e duas de Cristal. Todas chegam à mesa com velas acesas irradiando fogos, como ocorre sempre que alguém faz um pedido extravagante como esse na Pink Elephant. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

25/10/2013

às 16:22 \ Tema Livre

VÍDEOS SENSACIONAIS DE FUTEBOL: Neymar participa neste sábado de seu primeiro Barcelona x Real Madrid, o maior clássico do mundo, no qual outros brasileiros fizeram história. Relembrem os 5 gols mais bonitos já marcados por eles no confronto

Neymar

Alguns brasileiros fizeram bonito no maior clássico do mundo; será a vez de Neymar? (Foto: AFP)

Por Daniel Setti

Dá para se perder no verdadeiro oceano de atributos que o clássico entre Barcelona e Real Madrid, válido pelo Campeonato Espanhol e previsto para as 14 horas do horário de Brasília deste sábado, oferece.

Poderíamos citar a presença, no Camp Nou de Barcelona, dos dois jogadores mais caros da história do futebol, o galês Gareth Bale (100 milhões de euros) – em sua primeira aparição em El Clásico – e o português Cristiano Ronaldo (94 milhões), ambos do Real Madrid; ou do argentino Lionel Messi, da equipe da casa, o maior artilheiro da história do duelo juntamente com o mítico compatriota Alfredo Di Stéfano, do time merengue (ambos registram 18 gols anotados).

Poderíamos também mencionar a estreia dos técnicos das duas agremiações, o argentino Gerardo “Tata” Martino por parte dos catalães e o italiano Carlo Ancelotti representando os madrilenos; ou o fato de que a somatória dos elencos resulta na espinha dorsal da seleção espanhola, atual campeã mundial e bicampeã europeia. E muitos outros motivos.

Mas é claro que, para os brasileiros – e não apenas – o maior atrativo é o début de Neymar no histórico embate, realizado desde 13 de maio de 1902. O ex-santista, que vem atuando bem, mas ainda sem o destaque explosivo que a torcida do Barça espera, possui suficientes credenciais para continuar com uma trajetória gloriosa de astros tupiniquins que deixaram sua marca em grande estilo em edições passadas do encontro de titãs.

Abaixo, repasso os cinco gols mais bonitos de autoria de craques brasileiros em enfrentamentos entre Real Madrid e Barcelona. É imperdível:

5-Roberto Carlos, pelo Real (Real Madrid 3 x 0 Barcelona, estádio Santiago Bernabéu, 26 de fevereiro de 2000; crédito: The MrLakey)

Mais uma das indefensáveis bombas do inesquecível lateral-esquerdo.

4-Ronaldo, pelo Real (Barcelona 1 x 1 Real Madrid, estádio Camp Nou, 1º de abril de 2006; crédito: Shanecavo)

“Cavadinha” com frieza que só grandes, como o Fenômeno, conseguem dar.

3-Júlio Baptista, pelo Real (Barcelona 0 x 1 Real Madrid, estádio Camp Nou, 23 de dezembro de 2007; crédito: Mr Alberte9)

Um petardo de bate-pronto no ângulo de “La Bestia”, como era conhecido Baptista na Espanha.

2-Romário, pelo Barça (Barcelona 5 x 0 Real Madrid, 8 de janeiro de 1994; crédito: Luís Gandarez)

No auge do Baixinho, nem um zagueiro com a velocidade de Usain Bolt seria capaz de acompanhar seu característico drible, “cortando” para dentro com a bola “grudada” no pé. Hierro até hoje, como cartola do Real, procura a bola. Romário balançou as redes outras duas vezes na goleada.

1-Ronaldinho, pelo Barça (Real Madrid 0 x 3 Barcelona, 19 de novembro de 2005; créditos Antonio Morillas e FCBarca01:

Aqui vale uma exceção, e há de se mostrar os dois gols que o hoje atleta do Galo fez nesta partida: o primeiro é uma pintura,  o autêntico número 1 deste ranking: e o segundo, também bonito, provoca históricos, inéditos aplausos da torcida adversária em Madri.

 

25/09/2013

às 17:45 \ Tema Livre

Visita de Ronaldo à Espanha mostra o grande prestígio do ex-craque, sete anos depois de deixar o Real Madrid

Ronaldo com o ex-ponta Gento, um dos grandes de todos os tempos, o presidente do Real, Florentino Pérez, e o ex-atacante Butragueño, hoje diretor do clube: lembrado como um dos maiores (Foto: Real Madrid C. F.)

Ronaldo Fenômeno andou nos últimos dias pela Espanha, onde atendeu a diversos compromissos e mostrou que, afastado dos gramados, continua com o prestígio intacto no país da seleção campeã do mundo.

A começar pelo evento que o levou a Madri: o lançamento, pela Fundação do Real Madrid, do lançamento do livro Corazones Blancos (por causa da cor do uniforme, o time é chamado de “los blancos”), que traz o perfil do que o próprio clube chamou de “quatro legendas do madridismo”: o grande ponta-esquerda Gento, um dos melhores de todos os tempos, seu contemporâneo Amancio, ponteiro-direito (na época em que essas posições existiam como tais), ambos integrantes do lendário Real dos anos 60 de que faziam parte Di Stefano e Puskas, e em que o brasileiro Didi também jogou, o atacante Butragueño, goleador da seleção da Espanha e do infernal Real dos anos 90, que entre outros ganhou cinco títulos espanhóis consecutivos, e… ele próprio, Ronaldo.

No palco de honra do Estádio Santiago Bernabéu, o presidente do clube, Florentino Pérez, colocou Ronaldo nas nuvens:

– Obrigado por aquele maravilhoso futebol que vocês nos deixaram e que nunca esqueceremos. Gento, Amancio, Butragueño e Ronaldo alimentaram a legenda do clube. Eram os melhores do mundo, como Ronaldo, da Espanha, como Amancio e Gento, e das divisões inferiores do clube, como Butragueño. São o reflexo vivo do modelo Bernabéu e a confirmação de aquele título histórico de reportagem que li um dia no [respeitado jornal esportivo francês] L’Équipe: “O Real Madrid é eterno”.

Colocado pelo próprio presidente do Real acima de ídolos como os outros três homenageados, Ronaldo teria outras satisfações. Numa mesa-redonda na TV, a jornalista Cristina Cubero, espécie de oráculo do Barcelona e adoradora do craque Messi, disse com franqueza:

– Pessoalmente, no campo, foi o maior jogador que vi atuar na minha vida. Melhor do que esses todos que estão aí.

O ex-meio-campo do Real Álvaro Benito, retirado muito jovem do futebol por uma lesão grave no joelho, hoje líder de uma banda de rock, afirmou que Cristiano Ronaldo, maior ídolo e artilheiro do clube há quatro anos, está longe de ser o que Ronaldo foi.

E o ex-meio-campo Guti, com a experiência de 14 anos no clube, que deixou em 2010, e de ter atuado com Ronaldo durante seu período (2002-2006), além de cobrir o ex-craque de elogios contou uma história reveladora e, para mim, inédita:

– Ronaldo me contou que, devido a suas duas cirurgias no joelho, não podia mais disparar em ziguezague, desconcertando os defensores adversários, que era sua principal característica. Então, ele procurava correr com a bola em linha reta. Mesmo assim, com rendimento de 50%, era o melhor jogador do mundo.

14/09/2013

às 17:00 \ Tema Livre

Consultor de gestão esportiva diz, a partir do exemplo Neymar-Santos, como os clubes brasileiros poderiam explorar melhor seu potencial

Neymar-Santos

Neymar em seus tempos de Santos: R$ 100 milhões a mais nos cofres do Peixe (Foto: Santos Futebol Clube)

Por Daniel Setti

Integrante da equipe do FutebolBusiness, site fundado em 2011, o consultor de marketing e gestão esportiva paulistano Amir Somoggi, 38, especializou-se em interessantes levantamentos sobre a indústria do futebol.

O que mais chama a atenção é “O Negócio Neymar”, no qual analisa o crescimento das receitas do Santos Futebol Clube entre 2009 – um ano antes da explosão do craque – até 2012, seu último ano completo com a camisa alvinegra. Segundo o estudo, o Peixe embolsou cerca de R$ 100 milhões em patrocínio, direitos televisivos e bilheteria por causa do atleta, desde maio, como todos sabem, contratado pelo F. C. Barcelona.

Amir-Somoggi

O consultor Amir Somoggi (Foto: divulgação)

As cifras ajudam a entender as razões para o Santos ter mantido Neymar por tanto tempo, mesmo com o assédio pesado de grandes clubes europeus. E abrem também um precedente para que os clubes brasileiros por fim aprendam a explorar seu enorme potencial, e não apenas dentro de campo.

Como aumentar as receitas dos clubes? Até que ponto vale a pena investir nos novos talentos? Como internacionalizar as marcas dos nossos grandes? Em entrevista, Amir Somoggi propõe respostas para estes e outros enigmas do futebol brasileiro.

Pergunta: A que conclusões o senhor chegou com este estudo sobre o Neymar?

Resposta: Eu uso os dados para entender o crescimento e a queda de determinado clube. O Santos, por exemplo, cresceu antes do Neymar, mas o jogador acabou atraindo muita receita, porque ajudou dentro de campo, com o seu futebol, e fora de campo, gerando receita com patrocínio, transmissão de TV e bilheteria.

Agregou valor ao clube.

Houve algum outro caso parecido no Brasil?

Fiz este estudo também com o Ronaldo no Corinthians, e o resultado é idêntico, encontramos patrocínio e bilheteria.

O Corinthians se transformou no maior faturador do país assim.

Principalmente quando falamos em um ídolo, o torcedor e os patrocinadores pagam mais para vê-lo. O Corinthians deve ter gerado algo próximo de 40 milhões nos mesmos anos. Foi pioneiro.

A vinda do Ronaldo comprovou uma tese do ídolo aquecer a demanda doméstica do clube. Um retorno não apenas esportivo, mas financeiro. É a visão dos Estados Unidos e da Europa sobre o esporte.

Ronaldo-Corinthians

Ronaldo jogando pelo Corinthians: com ele no clube, o torcedor e os patrocinadores pagaram mais (Foto: Renato Pizzutto - Gazeta Press)

Que lições o futebol brasileiro pode tirar da permanência de Neymar no Santos por mais tempo que o normal, ou a vinda de Ronaldo?

Que colocar tudo na ponta do lápis vale a pena: ou vender o jogador para fazer caixa, ou mantê-lo, gerando mais receitas.

Manter o ídolo é a essência do negócio. Não adianta vender o Neymar e contratar o Robinho. Não entendo como um clube brasileiro não trouxe, por exemplo, o [veterano atacante marfinense Didier] Drogba antes dele ir jogar na China, para depois seguir para o Galatasaray, da Turquia.

Ele é midiático, vende camisas e seu salário é pagável. Os clubes devem pensar: “que jogador posso trazer?”. O Brasil está muito mais atraente, por seu ambiente de negócios, e em comparação com os campos em que se joga na China.

No caso de craques revelados pelos próprios clubes, qual a melhor forma de agir?

Vale a pena ficar pagando um jogador por 10 anos para ver o retorno. Mas não estou vendo novos exemplos parecidos com o caso Neymar no Brasil.

O que estou vendo são os mais velhinhos. Um bom exemplo é o [Clarence] Seedorf [grande volante holandês atualmente no Botafogo]. Temos que fazer um jogador por time com este potencial; os grandes em um patamar, os pequenos em outro.

Quais clubes do mundo o senhor considera bem geridos com relação à marca?

O Real Madrid. O clube ficou um período longo sem ganhar títulos, mas com times competitivos, salários altos e sem parar de gerar receita. É um efeito híbrido.

O Manchester United também, mas o que soube aproveitar melhor foi o Real Madrid. E o Barcelona, que conseguiu unir tudo, com uma estratégia global mais consistente, e que lhe permitiu manter suas raízes.

O Real, por exemplo, perdeu suas raízes. No Barça, aliás, o Ronaldinho foi muito importante naquele momento de expansão do marketing do clube.

Há também os clubes esportivos dos Estados Unidos, mas estes nem precisam do mercado global, trabalham tranquilamente no mercado americano.

Ronaldinho

Ronaldinho ajudou o Barça também fora de campo (Foto: Giuliano Bevilacqua - Placar)

Como será a presença de Neymar, um astro tão midiático, neste gigante futebolístico e de marketing chamado Barcelona?

Como todos os brasileiros, o Neymar vai se deparar com uma estrutura de marketing que nunca viu na vida. O clube com mais torcedores no mundo. [No Santos] ele era tudo, agora ele será importante, mas será uma parte.

No Barcelona os ídolos são trabalhados para agregar valor eterno ao clube. O Neymar será colocado nesse novo mundo. Ele chegou ao Barcelona em um novo patamar por sua atuação na Copa das Confederações, o mundo todo viu. O Barcelona pagou barato, pelo que recebeu em retorno.

Qual deve ser o “passo-a-passo” para um clube que vê um craque com tanto potencial surgir em suas categorias de base?

 Se há mesmo potencial, é preciso fazer um plano de marketing, e conforme o jogador for subindo na carreira, deve evoluir mercadologicamente. Como fizeram com o Neymar.

Mas não, as áreas de futebol dos nosso clubes não estão preparadas, porque não estão diretamente ligadas às de negócios.

Dentro dos departamentos de futebol teria que existir alguém com este viés, de fazer marketing. Não só vendendo camisas, mas fazendo ações de marketing.

09/07/2013

às 14:30 \ Tema Livre

POST COM 6 VÍDEOS: Neymar será o 34º jogador brasileiro da história do Barça; vejam a lista completa de seus antecessores e saibam os que foram elevados ao status de “lendas” pelo clube

Neymar-Barça

Neymar se apresenta à torcida do Barça no Camp Nou no dia 3 de junho: para continuar a tradição (Foto: Reuters)

Texto adaptado de materia publicada pela revista Fut! Lance em abril de 2009

Por Daniel Setti

Ah, os brasileiros… ainda que nos bastidores do FC Barcelona sempre haja quem torça o nariz quando a contratação de um dos nossos é anunciada – os precedentes irreverentes de Romário ou a fúria baladeira de Ronaldinho ainda fazem o Camp Nou tremer – o clube, e sobretudo sua torcida, têm uma relação de amor com os boleiros tupiniquins.

Desde que o pioneiro Fausto dos Santos aportou em solo español há 82 anos, oriundo do Vasco da Gama – sofreria preconceito por ser negro -, foram 33 os brasileiros azul-grená. A lista abaixo traz todos eles, incluindo o atletas como Henrique, atualmente no Palmeiras, que foi contratado em 2008 mas, emprestado, nunca atuou pelo clube; também marcam presença nomes que defenderam predominantemente a segunda equipe, o Barça B (exemplo: Tiago Calvo).

Em negrito estão os seis que o próprio site do clube considera como “lendas”. Abaixo de cada um, vídeo com lance inesquecível. Nomes de peso, como Roberto Dinamite e Giovanni, não entram neste seleto hall porque ficaram abaixo da expectativa, apesar de sua importância como jogadores (o hoje presidente vascaíno só durou três meses e o ex-santista até deu trabalho, mas nunca como na Vila Belmiro).

1-Fausto dos Santos (1931-1932):

2-Jaguaré Bezerra (1931-1932)

3-Lucídio Batista da Silva (1947-1949)

4-Evaristo de Macedo (1957-1962): é o goleador brasileiro definitivo entre os que jogaram no Barça. Marcou 178 gols em 226 partidas, uma média de 0,8 por partida. Títulos importantes: duas ligas e uma Copa da Espanha. Os culés relembram com carinho especial, embora mais tarde defendesse o Real Madrid. (Crédito vídeo do gol de peixinho do atacante que eliminou o Real da Copa da Europa em 1960: TVE)

5-Walter Machado da Silva (1966-1967)

6-Mário “Marinho” Perez (1974-1976)

7-William Silvio “Bio” Modesto (1978-1979)

8-Roberto “Dinamite” Oliveira (1980)

9-Cleo Inaio Hickmann (1982)

10-Aloisio Pires Alves (1988-1990)

11-Romário de Souza Farias (1993-1995): inesquecível, apesar de ter ficado pouco e ganhado apenas uma Liga. O clube viveu o auge do Baixinho (período que coincidiu com a Copa que ganhou sozinho para o Brasil) e suas polêmicas brigas com Johan Cruyff, o único técnico que ganharia seu respeito. Prevaleceu o holandês, mas ele mesmo nunca esqueceria que o centroavante marcou 53 vezes nas 82 em que esteve em campo. (Crédito vídeo, com os três gols que marcou em goleada por 5×0 ante o Real Madrid: Sports.co.ru)

12-Giovanni Silva (1996-1999)

13-Ronaldo Luis Nazário de Lima (1996-1997): ele só se transformou no fenômeno por completo jogando pelo Barça, passagem que lhe rendeu a Bola de Ouro da revista France Football em 1997. Ganhou três troféus (uma Copa do Rei, uma Recopa e uma Supercopa da Espanha) e marcou incríveis 48 gols em 51 jogos. Para muitos, foi ainda melhor que Romário, e só não se fala dele com mais carinho porque acabou jogando no Real. “Colocando os dois cara a cara, fico com aquele Ronaldo incomparável, que lamentavelmente durou pouco”, diz o jornalista Jorge Esteve e Ruiz. (Crédito vídeo, com gol de placa contra o Compostela: Canal Sur)

14-D’Marcellus Machado (1996-1997)

15-Sonny Anderson da Silva (1997-1999)

16-Rivaldo Vitor Barbosa (1997-2002): é possível que o gol de bicicleta de fora da área que fez contra o Valência em 2001, classificando o Barça à Copa dos Campeões no finalzinho, já valesse sua importância. Mas o meia-atacante Rivaldo também fez nada menos que 136 gols em 253 partidas e colecionou cinco títulos (entre eles duas Ligas e uma Supercopa da Europa), sendo justamente eleito o melhor do mundo em 1999. (Crédito vídeo, com o famoso gol de bicicleta: Canal Plus)

17-Thiago Motta (2000-2007)

18-Marcelo da Silva (2001)

19-Luciano “Triguinho” da Silva (2001)

20-Fabio Rochembak (2001-2003)

21-Geovanni Deiberson (2001-2002)

22-Ronaldo “Ronaldinho” de Assis Moreira (2003-2008): a ressaca do furacão “Ronnie” só está passando agora, mas ele já é considerado um dos maiores de todos os tempos. Foram cinco anos, sendo os três primeiros deles de pura magia, 110 gols em 250 partidas e oito canecos. Entre eles, duas Ligas e a Copa dos Campeões de 2005-2006 (Crédito vídeo, com a torcida do arquirrival Real Madrid aplaudindo golaço do craque: Canal +)

23-Tiago Calvano (2003-2005)

24-Juliano Belletti (2004-2007)

25-Silvio “Sylvinho” Mendes (desde 2004)

26-Anderson Luís “Deco” de Souza (2004-2008): o Barça de Ronaldinho teve como coadjuvantes maestros como Deco, meia estilo “motorzinho” de um time que encantou o mundo. Antes de ver seu rendimento cair, jogou muita bola e guardou 28 vezes em 188 jogos. (Crédito vídeo, com gol de voleio contra o Espanyol: Ch 3)

27-José Edilson Gomes (2004-2008)

28-Thiago Alcántara (2005-2013)

29-Rafael Alcântara (desde 2006)

30-Daniel Alves (desde 2008)

31-Henrique Adriano (2008 – foi emprestado e nunca atuou pelo clube)

32-Maxwell Andrade (2009-2011)

33-Adriano Claro (Desde 2010)

 

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