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Ronaldo

06/03/2014

às 17:35 \ Política & Cia

Dilma vai receber a taça da FIFA sem público, por medo de vaias

Com medo de vaias, Dilma receberá a taça da Copa do Mundo sem torcida (Foto: Fernando Bizerra Jr / EFE)

Com medo de vaias, Dilma receberá a taça da Copa do Mundo sem torcida (Foto: Fernando Bizerra Jr / EFE)

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

COMEMORAÇÃO SEM TORCIDA

O troféu da Copa do Mundo chegará ao Brasil na última semana de abril e será entregue a Dilma Rousseff.

Alguns assessores, como o ministro Aldo Rebelo (Esporte), sugeriram que fosse organizado um evento público para mostrar a taça à população, de preferência em algum dos estádios da Copa.

A presidente rejeitou a ideia por temer ouvir uma sonora vaia.

Para faturar com o troféu sem correr risco de protesto, Dilma quer comandar um encontro no Palácio do Planalto com jogadores das cinco seleções brasileiras que venceram Copas do Mundo, como Pelé e Ronaldo.

18/01/2014

às 18:00 \ Tema Livre

FUTEBOL – Os “Galáticos” do Real Madrid, dez anos – e alguns quilos – depois

Real-Madrid-Galáticos

As capas das edições de junho de 2003 e junho de 2013 da revista Four Four Two: Zidane, Figo, Ronaldo e Roberto Carlos; Beckham, o outro autêntico “Galático”, não aparece porque foi anunciado em julho de 2003 (Imagem: reprodução capa Four Four Two)

Texto publicado originalmente a 12 de maio de 2013

Por Daniel Setti

Depois deles, o mundo do futebol nunca mais seria o mesmo.

Sim, estamos falando dos “Galáticos” do Real Madrid, o grupo de craques de diferentes nacionalidades que vestiu a camisa do clube merengue por três temporadas na década passada.

O termo foi cunhado por jornalistas espanhóis em 2000, quando começou o primeiro mandato do presidente Florentino Pérez – atualmente no posto -, mas ganhou seu pleno significado em julho de 2003, quando foi anunciada a contratação do meio-campista David Beckham junto ao Manchester United.

Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham – e mais Roberto Carlos, Raúl, Robinho, Owen…

Ao lado do português Luís Figo (trazido do arquirrival Barcelona em 2000 em ultra-polêmica transação), o francês Zinédine Zidane (procedente da Juventus em 2001) e o brasileiro Ronaldo (Inter de Milão, 2002), Beckham comporia a espinha dorsal deste combo de jogadores “de outro planeta”, badalados e caríssimos.

Real-Madrid-2004-2005

Foto do Real Madrid durante a temporada 2004-2005: Em pé estão Casillas, Helguera, Ronaldo, Figo, Zidane e Walter Samuel; sentados vemos Michel Salgado, Roberto Carlos, Raúl, Beckham e Guti (Foto: Real Madrid)

Por seu enorme status, estrelas então já presentes no elenco do Real Madrid, como o goleiro Iker Casillas e o centroavante Raúl González, ambos espanhóis, e o nosso Roberto Carlos, também receberiam a mesma alcunha; outros talentos de renome internacional fisgados após a chegada de Beckham, como seu conterrâneo Michael Owen e o ex-santista Robinho, também.

Na oportunidade de sua vida, Vanderlei Luxemburgo comandou –  sem sucesso – esta constelação na temporada 2004-2005.

A mesma capa, uma década depois

Dez anos após publicar capa sobre os “galáticos” em sua edição de junho – com Roberto no lugar de Beckham, que só seria anunciado no mês seguinte – a revista britânica especializada em futebol Four Four Two revisitou o assunto em matéria de 20 páginas, “reunindo” os mesmos astros em fotografias atuais.

As aspas se explicam: diante de agendas tão concorridas como as de Zizou, Figo e os dois brasileiros, é bem mais prático utilizar os programas de edição de imagem para perfilá-los lado a lado do que tentar efetivamente marcar um encontro entre todos.

Mesmo assim, o resultado é bastante simpático, e denota a passagem do tempo para os quatro ex-madridistas, todos atualmente aposentados. O aumento de peso mais notável foi o de Ronaldo, como era de se esperar, mas os outros três tampouco são mais os mesmos garotos de antes.

Fracasso em campo

O futebol, como diria o velho chavão, é mesmo uma caixinha de surpresas. Em uma prova de que – novamente recorrendo a um velho clichê – dinheiro não traz necessariamente felicidade, nem a presença dos “galáticos” evitou que o período 2003-2006 coincidisse com uma seca total de títulos ao Real Madrid, chegando ao ponto final com a saída de Florentino.

O que serviu, obviamente, de inesgotável fonte de críticas e zombarias de adversários, principalmente de torcedores do Barcelona, tão orgulhoso por formar seus astros em casa (mesmo torrando anualmente quantidades faraônicas para “compor o seu elenco”).

Recordes de gastos

Florentino-Pérez

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid entre 2000 e 2006, e desde 2009 (Foto: florentinoperez.com)

Sendo assim, a existência dos “Galáticos” mudou o mundo de futebol, como digo no começo do texto, não “na bola”, como o Santos de Pelé, a Holanda de Cruyff ou o Barça de Messi, mas sim em outros âmbitos.

O estrondoso potencial midiático dos popstars dos gramados, que começara a ser explorado no decênio anterior, consolidou-se de vez (“éramos como os Beatles”, diz Figo à nova reportagem); e o mercado europeu se inflacionaria de maneira quase irreversível.

Nas duas gestões de Florentino Pérez, o Real Madrid bateria três vezes o recorde de transações mais caras do mundo: Figo (60 milhões de euros), superado por Zidane (73 milhões de euros), por fim deixado para trás por Cristiano Ronaldo (94 milhões em 2009, até hoje imbatível). Kaká, hoje praticamente insignificante no elenco, veio com o português por “apenas” 65 milhões.

 

06/11/2013

às 19:35 \ Tema Livre

VÍDEO E TEXTO: O empresário que admite gastar até 300 mil reais por mês em baladas e outros torradores de dinheiro

Alexander de Almeida: "Gasto para chamar atenção das gatas" (Foto: Fernando Moraes)

Alexander de Almeida: “Gasto para chamar atenção das gatas” (Foto: Fernando Moraes)

Reportagem de João Batista Jr., publicada em edição impressa de VEJA-SP

OS SULTÕES DOS CAMAROTES

Eles aparecem de Ferrari, são escoltados por seguranças particulares dentro das boates e chegam a torrar 50 000 reais em uma só balada

O empresário Alexander de Almeida, de 39 anos, não faz parte do time das celebridades da capital. No universo das melhores casas noturnas daqui, porém, ele recebe tratamento digno de estrela. É conhecido como um dos paulistanos que mais esbanjam dinheiro nesse circuito boêmio.

 

Costuma chegar a endereços como a boate Pink Elephant, no Itaim, acelerando sua Ferrari avaliada em 1,2 milhão de reais. Do carro de trás, um Porsche Cayenne, saem três seguranças particulares. Na volta para casa, um dos profissionais assume o volante da Ferrari.

Todos eles entram sem passar por revista e se dirigem diretamente para o principal camarote, com capacidade para vinte pessoas.

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Nome: Alexander de Almeida, 39 anos. Profissão: dono de uma empresa despachante que presta serviços a bancos. Gasto por balada: até 50 000 reais. “Saem da minha conta de 200 000 a 300 000 reais por mês apenas com as noitadas”. Bebidas: champanhe Cristal e vodca Cîroc (Foto: Mario Rodrigues)

Em uma balada recente por lá, o relógio marcava 0h30 e a pista ainda estava começando a encher quando a turma apareceu. “Hoje você vai ver o que é uma festa de verdade”, anunciou Almeida, enquanto mostrava no aplicativo Instagram algumas fotos de seu universo particular: casa de praia no Guarujá (“A Sabrina Sato gravou por lá para o programa Pânico na TV ”), viagem ao Rio em avião fretado (“Mais conforto, esquema top e sem fila”) e imagens em outras noitadas, muitas noitadas.

Ele abre os trabalhos, digamos assim, pedindo cinco garrafas de champanhe Veuve Clicquot e duas de vodca Cîroc, além de latinhas de energético. Aos poucos, algumas meninas começam a rondar. Vão se acomodando na mesa e, as mais espertas, cumprimentam o dono do pedaço como se fossem velhas amigas, mesmo sem conhecê-lo.

Um promoter chega ainda com mais moças. Como em um passe de mágica, Almeida, que tem mais pinta de personagem de comédia adolescente americana na linha American Pie do que de Cauã Reymond, parece virar um galã global, tamanho o assédio ao seu redor. “Não vou ser hipócrita, gasto dinheiro para chamar a atenção das gatas”, assume. “E tem uma coisa: eu gosto de vodca, mas elas ficam impressionadas mesmo é com champanhe.”

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Almeida e amigos (ou recém-conhecidos) no camarote (Foto: Mario Rodrigues)

Para comprovar sua tese, ele estala os dedos, chama a garçonete e encomenda de uma tacada só outras quinze garrafas de Veuve Clicquot e duas de Cristal. Todas chegam à mesa com velas acesas irradiando fogos, como ocorre sempre que alguém faz um pedido extravagante como esse na Pink Elephant. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

25/10/2013

às 16:22 \ Tema Livre

VÍDEOS SENSACIONAIS DE FUTEBOL: Neymar participa neste sábado de seu primeiro Barcelona x Real Madrid, o maior clássico do mundo, no qual outros brasileiros fizeram história. Relembrem os 5 gols mais bonitos já marcados por eles no confronto

Neymar

Alguns brasileiros fizeram bonito no maior clássico do mundo; será a vez de Neymar? (Foto: AFP)

Por Daniel Setti

Dá para se perder no verdadeiro oceano de atributos que o clássico entre Barcelona e Real Madrid, válido pelo Campeonato Espanhol e previsto para as 14 horas do horário de Brasília deste sábado, oferece.

Poderíamos citar a presença, no Camp Nou de Barcelona, dos dois jogadores mais caros da história do futebol, o galês Gareth Bale (100 milhões de euros) – em sua primeira aparição em El Clásico – e o português Cristiano Ronaldo (94 milhões), ambos do Real Madrid; ou do argentino Lionel Messi, da equipe da casa, o maior artilheiro da história do duelo juntamente com o mítico compatriota Alfredo Di Stéfano, do time merengue (ambos registram 18 gols anotados).

Poderíamos também mencionar a estreia dos técnicos das duas agremiações, o argentino Gerardo “Tata” Martino por parte dos catalães e o italiano Carlo Ancelotti representando os madrilenos; ou o fato de que a somatória dos elencos resulta na espinha dorsal da seleção espanhola, atual campeã mundial e bicampeã europeia. E muitos outros motivos.

Mas é claro que, para os brasileiros – e não apenas – o maior atrativo é o début de Neymar no histórico embate, realizado desde 13 de maio de 1902. O ex-santista, que vem atuando bem, mas ainda sem o destaque explosivo que a torcida do Barça espera, possui suficientes credenciais para continuar com uma trajetória gloriosa de astros tupiniquins que deixaram sua marca em grande estilo em edições passadas do encontro de titãs.

Abaixo, repasso os cinco gols mais bonitos de autoria de craques brasileiros em enfrentamentos entre Real Madrid e Barcelona. É imperdível:

5-Roberto Carlos, pelo Real (Real Madrid 3 x 0 Barcelona, estádio Santiago Bernabéu, 26 de fevereiro de 2000; crédito: The MrLakey)

Mais uma das indefensáveis bombas do inesquecível lateral-esquerdo.

4-Ronaldo, pelo Real (Barcelona 1 x 1 Real Madrid, estádio Camp Nou, 1º de abril de 2006; crédito: Shanecavo)

“Cavadinha” com frieza que só grandes, como o Fenômeno, conseguem dar.

3-Júlio Baptista, pelo Real (Barcelona 0 x 1 Real Madrid, estádio Camp Nou, 23 de dezembro de 2007; crédito: Mr Alberte9)

Um petardo de bate-pronto no ângulo de “La Bestia”, como era conhecido Baptista na Espanha.

2-Romário, pelo Barça (Barcelona 5 x 0 Real Madrid, 8 de janeiro de 1994; crédito: Luís Gandarez)

No auge do Baixinho, nem um zagueiro com a velocidade de Usain Bolt seria capaz de acompanhar seu característico drible, “cortando” para dentro com a bola “grudada” no pé. Hierro até hoje, como cartola do Real, procura a bola. Romário balançou as redes outras duas vezes na goleada.

1-Ronaldinho, pelo Barça (Real Madrid 0 x 3 Barcelona, 19 de novembro de 2005; créditos Antonio Morillas e FCBarca01:

Aqui vale uma exceção, e há de se mostrar os dois gols que o hoje atleta do Galo fez nesta partida: o primeiro é uma pintura,  o autêntico número 1 deste ranking: e o segundo, também bonito, provoca históricos, inéditos aplausos da torcida adversária em Madri.

 

25/09/2013

às 17:45 \ Tema Livre

Visita de Ronaldo à Espanha mostra o grande prestígio do ex-craque, sete anos depois de deixar o Real Madrid

Ronaldo com o ex-ponta Gento, um dos grandes de todos os tempos, o presidente do Real, Florentino Pérez, e o ex-atacante Butragueño, hoje diretor do clube: lembrado como um dos maiores (Foto: Real Madrid C. F.)

Ronaldo Fenômeno andou nos últimos dias pela Espanha, onde atendeu a diversos compromissos e mostrou que, afastado dos gramados, continua com o prestígio intacto no país da seleção campeã do mundo.

A começar pelo evento que o levou a Madri: o lançamento, pela Fundação do Real Madrid, do lançamento do livro Corazones Blancos (por causa da cor do uniforme, o time é chamado de “los blancos”), que traz o perfil do que o próprio clube chamou de “quatro legendas do madridismo”: o grande ponta-esquerda Gento, um dos melhores de todos os tempos, seu contemporâneo Amancio, ponteiro-direito (na época em que essas posições existiam como tais), ambos integrantes do lendário Real dos anos 60 de que faziam parte Di Stefano e Puskas, e em que o brasileiro Didi também jogou, o atacante Butragueño, goleador da seleção da Espanha e do infernal Real dos anos 90, que entre outros ganhou cinco títulos espanhóis consecutivos, e… ele próprio, Ronaldo.

No palco de honra do Estádio Santiago Bernabéu, o presidente do clube, Florentino Pérez, colocou Ronaldo nas nuvens:

– Obrigado por aquele maravilhoso futebol que vocês nos deixaram e que nunca esqueceremos. Gento, Amancio, Butragueño e Ronaldo alimentaram a legenda do clube. Eram os melhores do mundo, como Ronaldo, da Espanha, como Amancio e Gento, e das divisões inferiores do clube, como Butragueño. São o reflexo vivo do modelo Bernabéu e a confirmação de aquele título histórico de reportagem que li um dia no [respeitado jornal esportivo francês] L’Équipe: “O Real Madrid é eterno”.

Colocado pelo próprio presidente do Real acima de ídolos como os outros três homenageados, Ronaldo teria outras satisfações. Numa mesa-redonda na TV, a jornalista Cristina Cubero, espécie de oráculo do Barcelona e adoradora do craque Messi, disse com franqueza:

– Pessoalmente, no campo, foi o maior jogador que vi atuar na minha vida. Melhor do que esses todos que estão aí.

O ex-meio-campo do Real Álvaro Benito, retirado muito jovem do futebol por uma lesão grave no joelho, hoje líder de uma banda de rock, afirmou que Cristiano Ronaldo, maior ídolo e artilheiro do clube há quatro anos, está longe de ser o que Ronaldo foi.

E o ex-meio-campo Guti, com a experiência de 14 anos no clube, que deixou em 2010, e de ter atuado com Ronaldo durante seu período (2002-2006), além de cobrir o ex-craque de elogios contou uma história reveladora e, para mim, inédita:

– Ronaldo me contou que, devido a suas duas cirurgias no joelho, não podia mais disparar em ziguezague, desconcertando os defensores adversários, que era sua principal característica. Então, ele procurava correr com a bola em linha reta. Mesmo assim, com rendimento de 50%, era o melhor jogador do mundo.

14/09/2013

às 17:00 \ Tema Livre

Consultor de gestão esportiva diz, a partir do exemplo Neymar-Santos, como os clubes brasileiros poderiam explorar melhor seu potencial

Neymar-Santos

Neymar em seus tempos de Santos: R$ 100 milhões a mais nos cofres do Peixe (Foto: Santos Futebol Clube)

Por Daniel Setti

Integrante da equipe do FutebolBusiness, site fundado em 2011, o consultor de marketing e gestão esportiva paulistano Amir Somoggi, 38, especializou-se em interessantes levantamentos sobre a indústria do futebol.

O que mais chama a atenção é “O Negócio Neymar”, no qual analisa o crescimento das receitas do Santos Futebol Clube entre 2009 – um ano antes da explosão do craque – até 2012, seu último ano completo com a camisa alvinegra. Segundo o estudo, o Peixe embolsou cerca de R$ 100 milhões em patrocínio, direitos televisivos e bilheteria por causa do atleta, desde maio, como todos sabem, contratado pelo F. C. Barcelona.

Amir-Somoggi

O consultor Amir Somoggi (Foto: divulgação)

As cifras ajudam a entender as razões para o Santos ter mantido Neymar por tanto tempo, mesmo com o assédio pesado de grandes clubes europeus. E abrem também um precedente para que os clubes brasileiros por fim aprendam a explorar seu enorme potencial, e não apenas dentro de campo.

Como aumentar as receitas dos clubes? Até que ponto vale a pena investir nos novos talentos? Como internacionalizar as marcas dos nossos grandes? Em entrevista, Amir Somoggi propõe respostas para estes e outros enigmas do futebol brasileiro.

Pergunta: A que conclusões o senhor chegou com este estudo sobre o Neymar?

Resposta: Eu uso os dados para entender o crescimento e a queda de determinado clube. O Santos, por exemplo, cresceu antes do Neymar, mas o jogador acabou atraindo muita receita, porque ajudou dentro de campo, com o seu futebol, e fora de campo, gerando receita com patrocínio, transmissão de TV e bilheteria.

Agregou valor ao clube.

Houve algum outro caso parecido no Brasil?

Fiz este estudo também com o Ronaldo no Corinthians, e o resultado é idêntico, encontramos patrocínio e bilheteria.

O Corinthians se transformou no maior faturador do país assim.

Principalmente quando falamos em um ídolo, o torcedor e os patrocinadores pagam mais para vê-lo. O Corinthians deve ter gerado algo próximo de 40 milhões nos mesmos anos. Foi pioneiro.

A vinda do Ronaldo comprovou uma tese do ídolo aquecer a demanda doméstica do clube. Um retorno não apenas esportivo, mas financeiro. É a visão dos Estados Unidos e da Europa sobre o esporte.

Ronaldo-Corinthians

Ronaldo jogando pelo Corinthians: com ele no clube, o torcedor e os patrocinadores pagaram mais (Foto: Renato Pizzutto - Gazeta Press)

Que lições o futebol brasileiro pode tirar da permanência de Neymar no Santos por mais tempo que o normal, ou a vinda de Ronaldo?

Que colocar tudo na ponta do lápis vale a pena: ou vender o jogador para fazer caixa, ou mantê-lo, gerando mais receitas.

Manter o ídolo é a essência do negócio. Não adianta vender o Neymar e contratar o Robinho. Não entendo como um clube brasileiro não trouxe, por exemplo, o [veterano atacante marfinense Didier] Drogba antes dele ir jogar na China, para depois seguir para o Galatasaray, da Turquia.

Ele é midiático, vende camisas e seu salário é pagável. Os clubes devem pensar: “que jogador posso trazer?”. O Brasil está muito mais atraente, por seu ambiente de negócios, e em comparação com os campos em que se joga na China.

No caso de craques revelados pelos próprios clubes, qual a melhor forma de agir?

Vale a pena ficar pagando um jogador por 10 anos para ver o retorno. Mas não estou vendo novos exemplos parecidos com o caso Neymar no Brasil.

O que estou vendo são os mais velhinhos. Um bom exemplo é o [Clarence] Seedorf [grande volante holandês atualmente no Botafogo]. Temos que fazer um jogador por time com este potencial; os grandes em um patamar, os pequenos em outro.

Quais clubes do mundo o senhor considera bem geridos com relação à marca?

O Real Madrid. O clube ficou um período longo sem ganhar títulos, mas com times competitivos, salários altos e sem parar de gerar receita. É um efeito híbrido.

O Manchester United também, mas o que soube aproveitar melhor foi o Real Madrid. E o Barcelona, que conseguiu unir tudo, com uma estratégia global mais consistente, e que lhe permitiu manter suas raízes.

O Real, por exemplo, perdeu suas raízes. No Barça, aliás, o Ronaldinho foi muito importante naquele momento de expansão do marketing do clube.

Há também os clubes esportivos dos Estados Unidos, mas estes nem precisam do mercado global, trabalham tranquilamente no mercado americano.

Ronaldinho

Ronaldinho ajudou o Barça também fora de campo (Foto: Giuliano Bevilacqua - Placar)

Como será a presença de Neymar, um astro tão midiático, neste gigante futebolístico e de marketing chamado Barcelona?

Como todos os brasileiros, o Neymar vai se deparar com uma estrutura de marketing que nunca viu na vida. O clube com mais torcedores no mundo. [No Santos] ele era tudo, agora ele será importante, mas será uma parte.

No Barcelona os ídolos são trabalhados para agregar valor eterno ao clube. O Neymar será colocado nesse novo mundo. Ele chegou ao Barcelona em um novo patamar por sua atuação na Copa das Confederações, o mundo todo viu. O Barcelona pagou barato, pelo que recebeu em retorno.

Qual deve ser o “passo-a-passo” para um clube que vê um craque com tanto potencial surgir em suas categorias de base?

 Se há mesmo potencial, é preciso fazer um plano de marketing, e conforme o jogador for subindo na carreira, deve evoluir mercadologicamente. Como fizeram com o Neymar.

Mas não, as áreas de futebol dos nosso clubes não estão preparadas, porque não estão diretamente ligadas às de negócios.

Dentro dos departamentos de futebol teria que existir alguém com este viés, de fazer marketing. Não só vendendo camisas, mas fazendo ações de marketing.

09/07/2013

às 14:30 \ Tema Livre

POST COM 6 VÍDEOS: Neymar será o 34º jogador brasileiro da história do Barça; vejam a lista completa de seus antecessores e saibam os que foram elevados ao status de “lendas” pelo clube

Neymar-Barça

Neymar se apresenta à torcida do Barça no Camp Nou no dia 3 de junho: para continuar a tradição (Foto: Reuters)

Texto adaptado de materia publicada pela revista Fut! Lance em abril de 2009

Por Daniel Setti

Ah, os brasileiros… ainda que nos bastidores do FC Barcelona sempre haja quem torça o nariz quando a contratação de um dos nossos é anunciada – os precedentes irreverentes de Romário ou a fúria baladeira de Ronaldinho ainda fazem o Camp Nou tremer – o clube, e sobretudo sua torcida, têm uma relação de amor com os boleiros tupiniquins.

Desde que o pioneiro Fausto dos Santos aportou em solo español há 82 anos, oriundo do Vasco da Gama – sofreria preconceito por ser negro -, foram 33 os brasileiros azul-grená. A lista abaixo traz todos eles, incluindo o atletas como Henrique, atualmente no Palmeiras, que foi contratado em 2008 mas, emprestado, nunca atuou pelo clube; também marcam presença nomes que defenderam predominantemente a segunda equipe, o Barça B (exemplo: Tiago Calvo).

Em negrito estão os seis que o próprio site do clube considera como “lendas”. Abaixo de cada um, vídeo com lance inesquecível. Nomes de peso, como Roberto Dinamite e Giovanni, não entram neste seleto hall porque ficaram abaixo da expectativa, apesar de sua importância como jogadores (o hoje presidente vascaíno só durou três meses e o ex-santista até deu trabalho, mas nunca como na Vila Belmiro).

1-Fausto dos Santos (1931-1932):

2-Jaguaré Bezerra (1931-1932)

3-Lucídio Batista da Silva (1947-1949)

4-Evaristo de Macedo (1957-1962): é o goleador brasileiro definitivo entre os que jogaram no Barça. Marcou 178 gols em 226 partidas, uma média de 0,8 por partida. Títulos importantes: duas ligas e uma Copa da Espanha. Os culés relembram com carinho especial, embora mais tarde defendesse o Real Madrid. (Crédito vídeo do gol de peixinho do atacante que eliminou o Real da Copa da Europa em 1960: TVE)

5-Walter Machado da Silva (1966-1967)

6-Mário “Marinho” Perez (1974-1976)

7-William Silvio “Bio” Modesto (1978-1979)

8-Roberto “Dinamite” Oliveira (1980)

9-Cleo Inaio Hickmann (1982)

10-Aloisio Pires Alves (1988-1990)

11-Romário de Souza Farias (1993-1995): inesquecível, apesar de ter ficado pouco e ganhado apenas uma Liga. O clube viveu o auge do Baixinho (período que coincidiu com a Copa que ganhou sozinho para o Brasil) e suas polêmicas brigas com Johan Cruyff, o único técnico que ganharia seu respeito. Prevaleceu o holandês, mas ele mesmo nunca esqueceria que o centroavante marcou 53 vezes nas 82 em que esteve em campo. (Crédito vídeo, com os três gols que marcou em goleada por 5×0 ante o Real Madrid: Sports.co.ru)

12-Giovanni Silva (1996-1999)

13-Ronaldo Luis Nazário de Lima (1996-1997): ele só se transformou no fenômeno por completo jogando pelo Barça, passagem que lhe rendeu a Bola de Ouro da revista France Football em 1997. Ganhou três troféus (uma Copa do Rei, uma Recopa e uma Supercopa da Espanha) e marcou incríveis 48 gols em 51 jogos. Para muitos, foi ainda melhor que Romário, e só não se fala dele com mais carinho porque acabou jogando no Real. “Colocando os dois cara a cara, fico com aquele Ronaldo incomparável, que lamentavelmente durou pouco”, diz o jornalista Jorge Esteve e Ruiz. (Crédito vídeo, com gol de placa contra o Compostela: Canal Sur)

14-D’Marcellus Machado (1996-1997)

15-Sonny Anderson da Silva (1997-1999)

16-Rivaldo Vitor Barbosa (1997-2002): é possível que o gol de bicicleta de fora da área que fez contra o Valência em 2001, classificando o Barça à Copa dos Campeões no finalzinho, já valesse sua importância. Mas o meia-atacante Rivaldo também fez nada menos que 136 gols em 253 partidas e colecionou cinco títulos (entre eles duas Ligas e uma Supercopa da Europa), sendo justamente eleito o melhor do mundo em 1999. (Crédito vídeo, com o famoso gol de bicicleta: Canal Plus)

17-Thiago Motta (2000-2007)

18-Marcelo da Silva (2001)

19-Luciano “Triguinho” da Silva (2001)

20-Fabio Rochembak (2001-2003)

21-Geovanni Deiberson (2001-2002)

22-Ronaldo “Ronaldinho” de Assis Moreira (2003-2008): a ressaca do furacão “Ronnie” só está passando agora, mas ele já é considerado um dos maiores de todos os tempos. Foram cinco anos, sendo os três primeiros deles de pura magia, 110 gols em 250 partidas e oito canecos. Entre eles, duas Ligas e a Copa dos Campeões de 2005-2006 (Crédito vídeo, com a torcida do arquirrival Real Madrid aplaudindo golaço do craque: Canal +)

23-Tiago Calvano (2003-2005)

24-Juliano Belletti (2004-2007)

25-Silvio “Sylvinho” Mendes (desde 2004)

26-Anderson Luís “Deco” de Souza (2004-2008): o Barça de Ronaldinho teve como coadjuvantes maestros como Deco, meia estilo “motorzinho” de um time que encantou o mundo. Antes de ver seu rendimento cair, jogou muita bola e guardou 28 vezes em 188 jogos. (Crédito vídeo, com gol de voleio contra o Espanyol: Ch 3)

27-José Edilson Gomes (2004-2008)

28-Thiago Alcántara (2005-2013)

29-Rafael Alcântara (desde 2006)

30-Daniel Alves (desde 2008)

31-Henrique Adriano (2008 – foi emprestado e nunca atuou pelo clube)

32-Maxwell Andrade (2009-2011)

33-Adriano Claro (Desde 2010)

23/06/2013

às 20:01 \ Disseram

Ronaldo: “Duvido que nosso país estaria uma vírgula melhor se não tivesse sido escolhido fazer o Mundial de 2014.”

“Duvido que nosso país estaria uma vírgula melhor se não tivesse sido escolhido fazer o Mundial de 2014.”

Ronaldo, ex-jogador da Seleção

31/03/2013

às 16:00 \ Política & Cia

ROMÁRIO ATIRA DE NOVO — e bate duro: “A eleição na CBF vai ser comprada”

O deputado Romário, o "Baixinho" tetracampeão mundial em 1994, em seu gabinete na Câmara (Alan Marques / Folhapress)

Do site de VEJA

O deputado federal Romário de Souza Faria (PSB-RJ) fez duras críticas à cúpula da CBF e chamou o vice-presidente da entidade, Marco Polo del Nero, de chefe do “cartel” da entidade.

Também acusou os dirigentes da confederação de superfaturamento na compra de terreno para a nova sede da CBF e afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que a próxima eleição presidencial da CBF “vai ser comprada”.

No final do ano passado, Romário protocolou na Câmara o pedido de uma CPI da CBF. E, ao ser questionado se acredita não haver interesse do governo em investigar a entidade, ele respondeu:

– Estou aqui há pouco mais de dois anos e já pude reparar que não existe interesse do governo em abrir CPI nenhuma. Não me pergunte por quê. Com uma CPI do futebol, iniciada agora, o Brasil teria condições de chegar ao ano do Mundial limpo, de cara nova. Reina muita bagunça no nosso futebol. O estatuto da CBF, até onde eu sei, incentiva os investimentos nas bases, na formação de atletas femininas, tantas outras coisas. E não se vê isso.

O ex-jogador, campeão mundial pelo Brasil em 1994, destacou que “é tudo muito nebuloso na CBF” e, ao comentar o fato de que as eleições na entidade são marcadas por denúncias de compra de votos há décadas, soltou: “A próxima eleição (em 2014) vai ser comprada também. Torço e acredito que apareça algum candidato avulso, contrário aos métodos atuais e que possa incomodar os atuais dirigentes.”

Romário ainda apontou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-diretor de seleções da CBF, como um nome de sua preferência para assumir a CBF. Ele disse que o dirigente “tem seus defeitos e problemas, como todos nós, mas já deu provas de que é um ótimo administrador e botou o Corinthians no topo”. “Se ele se candidatasse à presidência da CBF, muito provavelmente teria meu apoio. Outro nome que também seria excelente é o Raí, um cara íntegro, inteligente, muito respeitado. O ideal seria uma chapa unindo eles dois.”

Chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira

Romário também disse que chega até “a ter saudades” de Ricardo Teixeira no comando da CBF, embora o tenha criticado muito. “É impressionante a quantidade de coisas erradas na CBF a cada dia. O Teixeira, nos últimos dez anos, foi muito prejudicial à CBF, envolvido em muitos escândalos de corrupção. Mas, por outro lado, olhou muito para o futebol da seleção. Hoje, nós somos o 18.º no ranking da Fifa. É por isso que falo de saudades dele, mas só por isso.”

Sobre a possibilidade de Del Nero assumir a CBF, na eventualidade da saída de José Maria Marin, Romário fez sérias acusações ao dirigente: “Ele (Del Nero) é o pior dos três. É o cabeça do atual cartel que virou a CBF. É quem faz os negócios, as negociatas da entidade. É ele quem manipula os presidentes de federações, de clubes. Se chegar à presidência da CBF, vamos viver um inédito período de ditadura no nosso futebol.”

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Romário disse defender o voto das federações e dos “mais de 200 clubes” filiados à CBF para eleger o presidente da entidade, e não apenas dos times que fazem parte da Série A do Brasileiro, conforme prevê o estatuto do organismo.

“Deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”

Romário admitiu estar descrente com a possibilidade de Marin ser afastado da presidência da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, após ter pedido para a Fifa tirá-lo destes cargos.

“Pedi, não obtive nenhum retorno nem vou obter. Quem dá as cartas do futebol não se interessa pelas minhas denúncias. Mas a população reconhece e cobra lisura e honestidade cada vez mais. O Marin tem de sair e deixar o Ronaldo tocar o Comitê Organizador da Copa”. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

06/02/2013

às 15:00 \ Política & Cia

‘Vão roubar. E muito’, diz Romário sobre obras da Copa

O ex-jogador e deputado federal Romário (Foto: Lula Marques / Folhapress)

O ex-jogador e deputado federal Romário (Foto: Lula Marques / Folhapress)

Entrevista concedida a Gabriel Castro, de Brasília, publicada no site de VEJA

‘VÃO ROUBAR. E MUITO.’, DIZ ROMÁRIO SOBRE OBRAS DA COPA

O Baixinho, deputado atuante, afirma que atraso em boa parte das construções é proposital e critica o governo – mas se mostra otimista com a chegada de Felipão à seleção

O deputado federal Romário (PSB-RJ) tem, aos poucos, deixado de ser reconhecido apenas como uma celebridade que chegou à Câmara. Tornou-se um crítico ferrenho da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da organização da Copa do Mundo no Brasil.

Com menos de 500 dias para o Mundial de futebol, o ex-artilheiro diz que o legado do torneio será insuficiente e afirma que a demora em algumas obras alimenta a corrupção.

Ao site de VEJA, ele também falou do retorno de Luiz Felipe Scolari à Seleção e contou o que pensa sobre o argentino Lionel Messi, eleito o melhor jogador do mundo.

 

O senhor tem feito muitas críticas ao andamento das obras da Copa. Mas, recentemente, dois estádios já foram entregues. A situação melhorou? 

Pelo que eu tenho acompanhado através da Comissão de Esporte da Câmara e da minha assessoria, as obras que já estavam avançadas deram uma acelerada. Mas as que estavam atrasadas continuam atrasadas. Algumas, inclusive, não vão poder ser entregues porque não há mais tempo suficiente – principalmente obras que se referem à mobilidade urbana, que seriam, na minha opinião, o maior legado dessa Copa do Mundo para o brasileiro. São obras de transportes, alargamento de ruas, aeroportos, acessibilidade. Infelizmente, a Copa não vai ter o legado que deveria.

 

Os governos priorizaram os estádios e se esqueceram das outras obras?

Acho que a ideia é entregar os estádios. E acredito que nem todos os doze estarão 100% na época da Copa do Mundo. Mas, em se tratando de brasileiros, a gente sempre dá aquele jeitinho. Então os doze serão entregues e, desses doze, quatro dificilmente terão vida própria – os estádios de Manaus, Cuiabá, Brasília e Natal. Vão servir para tudo, menos para jogo de futebol. Talvez, quem sabe, aproveitem em alguns dias do mês para fazer show porque vão ser arenas; mas, fora isso, esses quatro estádios para mim são micos.

 

Faltou planejamento ou execução?

Eu acho que faltaram várias coisas. Faltou principalmente o governo, lá atrás, quando aceitou a Copa do Mundo, reconhecer que o Brasil tem muitos problemas para resolver, principalmente na saúde e na educação. O governo não poderia ter aceito algumas imposições da Fifa em relação, por exemplo, aos estádios e à Lei da Copa. O Brasil estava com vontade de sediar a Copa do Mundo e, para isso, em outras palavras, abriu as pernas. E o povo brasileiro, depois de 2014, vai pagar por isso.

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O senhor acha que ainda virão à tona casos de corrupção envolvendo as obras da Copa? 

Isso aí eu não acho, eu tenho certeza. Muitas coisas erradas aparecerão. Muitas dessas obras, talvez 80% de todas que se referem à Copa do Mundo, estão atrasadas justamente para entrar naquele momento de obra de emergência, em que algumas não precisam de licitação e em outras a licitação não é como teria de ser. Esse é o momento de as pessoas roubarem. E muito.

Sendo tão crítico, o senhor pretende participar dos eventos ligados à Copa? 

Eu só vou onde me convidam. Se não me convidam, eu não vou.

E se convidarem?

Dependendo de quem convida e para onde é, vai ser um prazer poder participar.

O que o senhor achou da escolha de Luiz Felipe Scolari para dirigir a seleção? 

No momento, é a melhor escolha que o Brasil poderia ter, principalmente porque ele vai estar junto do Carlos Alberto Parreira. São os dois últimos campeões do mundo com a seleção, treinadores que convocam sempre aqueles que eles entendem que são os melhores. Com certeza, o povo brasileiro – tanto os jogadores quanto o torcedor e a imprensa – tem um grande carinho e respeito por eles dois, principalmente pelo que eles fizeram nesses dois últimos títulos para o Brasil. Tenho certeza de que agora o Brasil tem muitas chances de melhorar bastante o seu nível de jogo.

O senhor ainda tem problemas com Felipão por causa da não-convocação na Copa de 2002? 

Não. Eu já estive com o ele duas vezes depois da Copa de 2002. A última foi no ano passado, em Fortaleza, e a gente conversou. Não tenho nada contra o Felipão. É claro que gostaria muito de ter participado daquele título, mas a vida é assim: nem sempre tudo o que a gente quer a gente consegue. As coisas já foram conversadas e eu desejo a ele muito boa sorte.

A imprensa, principalmente na Europa, especula se Lionel Messi pode ser comparado a Pelé. Mas ele já superou Romário? 

Com certeza ele ainda tem que passar por mim, pelo Ronaldo, e depois ele começa a pensar em Maradona e Pelé.

Mas o senhor vê esse potencial nele? 

Ele ainda tem tempo. A partir do momento em que começar a conquistar títulos com a camisa da seleção argentina, principalmente o da Copa do Mundo, ele pode com certeza ser colocado entre os cinco maiores jogadores de todos os tempos.

Por enquanto, as comparações são um exagero? 

O que ele vem fazendo com a camisa do Barcelona está bastante acima da média. Ele está fazendo o que ninguém conseguiu fazer. Mas, na minha opinião, o jogador precisa fazer não só no seu time, mas também na seleção, para ser completo. Não que ele não faça. Mas um título mundial é muito importante para o jogador ser considerado do nível de Maradona e Pelé. Tem que ter um título mundial.

 

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