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Ricardo Leyser

27/10/2011

às 13:40 \ Política & Cia

Augusto Nunes: O despejo do ministro não basta. É preciso desativar a Casa da Moeda do PC do B

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O despejo de Orlando Silva apenas não basta

(Publicado originalmente ontem, dia 26 de outubro de 2011)

Amigos, publicamos abaixo artigo do Augusto Nunes, sobre a iminente queda do ministro do Esporte, Orlando Silva, que deverá entregar o cargo após reunião entre PCdoB e a presidente Dilma, que ocorrerá ainda nesta tarde, em Brasília.

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O despejo do ministro não basta. É preciso desativar a Casa da Moeda do PC do B

O despejo de Orlando Silva não basta. Se o companheiro que compra até tapioca com cartão corporativo for substituído por outro comunista do Brasil, será preservado o esquema que transformou o Ministério do Esporte na Casa da Moeda do PC do B. Ele é só o rosto mais conhecido na multidão de militantes envolvidos em patifarias que começaram com Agnelo Rossi e prosseguirão, com outro formato, caso o gabinete vago tiver como inquilino outro camarada.

Os Estados Unidos não tem um Ministério do Esporte. Tornou-se a maior potência olímpica do planeta por ter uma política esportiva que se ampara na descoberta e formação de atletas pelos colégios e pelas universidades. O Brasil tem um Ministério do Esporte subordinado a um partido que sequer esboçou uma política esportiva que mereça tal nome. Trata com especial carinho o esporte de alto rendimento por atrair patrocínios mais generosos e parcerias bastante lucrativas. Coerentemente, o chefão do setor é Ricardo Leyser.

Coordenador dos Jogos Pan-Americanos de 2007, Leyser foi o principal arquiteto do monumento à gastança que resultou na conquista da medalha de ouro em salto do orçamento, superfaturamento de notas fiscais, licitações fraudulentas e convênios bandalhos. Estava em Guadalajara ao lado do ministro quando ambos souberam que a edição de VEJA reafirmaria que, para os farsantes, sábado costuma ser o mais cruel dos dias. Na segunda-feira, depois de qualificado de “bandido” por Orlando Silva, o PM João Dias Ferreira ampliou o prontuário de Leyser num trecho da nota em que devolveu o insulto.

“E se tu não deves nada”, perguntou João Dias a Orlando Silva, “por que mandou seu secretário nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?” O único erro é o i no lugar do y de Leyser, que tentou escapar do flagrante com uma réplica irônica. “Como eu o procurei se estou em Guadalajara? Por teletransporte?” A frase lhe valeu uma urgente internação no Sanatório Geral, justificada por uma curta constatação: o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento ainda espera ser apresentado ao invento batizado de telefone.

Foi a mais recente aparição da figura nesta coluna. A primeira ocorreu em outubro de 2009, a bordo do post reproduzido na seção Vale Reprise com o título “O prefeito que governa de joelhos e o ‘senhor executivo descoberto por Orlando Silva”. O “senhor executivo”, com aspas, é Ricardo Leyser. Um senhor delinquente, sem aspas.

 

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