Blogs e Colunistas

Real Madrid

12/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FUTEBOL – Os “Galáticos” do Real Madrid, dez anos – e alguns quilos – depois

Real-Madrid-Galáticos

As capas das edições de junho de 2003 e junho de 2013 da revista Four Four Two: Zidane, Figo, Ronaldo e Roberto Carlos; Beckham, o outro autêntico "Galático", não aparece porque foi anunciado em julho de 2003 (Imagem: reprodução capa Four Four Two)

Depois deles, o mundo do futebol nunca mais seria o mesmo.

Sim, estamos falando dos “Galáticos” do Real Madrid, o grupo de craques de diferentes nacionalidades que vestiu a camisa do clube merengue por três temporadas na década passada.

O termo foi cunhado por jornalistas espanhóis em 2000, quando começou o primeiro mandato do presidente Florentino Pérez – atualmente no posto -, mas ganhou seu pleno significado em julho de 2003, quando foi anunciada a contratação do meio-campista David Beckham junto ao Manchester United.

Figo, Zidane, Ronaldo, Beckham – e mais Roberto Carlos, Raúl, Robinho, Owen…

Ao lado do português Luís Figo (trazido do arquirrival Barcelona em 2000 em ultra-polêmica transação), o francês Zinédine Zidane (procedente da Juventus em 2001) e o brasileiro Ronaldo (Inter de Milão, 2002), Beckham comporia a espinha dorsal deste combo de jogadores “de outro planeta”, badalados e caríssimos.

Real-Madrid-2004-2005

Foto do Real Madrid durante a temporada 2004-2005: Em pé estão Casillas, Helguera, Ronaldo, Figo, Zidane e Walter Samuel; sentados vemos Michel Salgado, Roberto Carlos, Raúl, Beckham e Guti (Foto: Real Madrid)

Por seu enorme status, estrelas então já presentes no elenco do Real Madrid, como o goleiro Iker Casillas e o centroavante Raúl González, ambos espanhóis, e o nosso Roberto Carlos, também receberiam a mesma alcunha; outros talentos de renome internacional fisgados após a chegada de Beckham, como seu conterrâneo Michael Owen e o ex-santista Robinho, também.

Na oportunidade de sua vida, Vanderlei Luxemburgo comandou –  sem sucesso – esta constelação na temporada 2004-2005.

A mesma capa, uma década depois

Dez anos após publicar capa sobre os “galáticos” em sua edição de junho – com Roberto no lugar de Beckham, que só seria anunciado no mês seguinte – a revista britânica especializada em futebol Four Four Two revisitou o assunto em matéria de 20 páginas, “reunindo” os mesmos astros em fotografias atuais.

As aspas se explicam: diante de agendas tão concorridas como as de Zizou, Figo e os dois brasileiros, é bem mais prático utilizar os programas de edição de imagem para perfilá-los lado a lado do que tentar efetivamente marcar um encontro entre todos.

Mesmo assim, o resultado é bastante simpático, e denota a passagem do tempo para os quatro ex-madridistas, todos atualmente aposentados. O aumento de peso mais notável foi o de Ronaldo, como era de se esperar, mas os outros três tampouco são mais os mesmos garotos de antes.

Fracasso em campo

O futebol, como diria o velho chavão, é mesmo uma caixinha de surpresas. Em uma prova de que – novamente recorrendo a um velho clichê – dinheiro não traz necessariamente felicidade, nem a presença dos “galáticos” evitou que o período 2003-2006 coincidisse com uma seca total de títulos ao Real Madrid, chegando ao ponto final com a saída de Florentino.

O que serviu, obviamente, de inesgotável fonte de críticas e zombarias de adversários, principalmente de torcedores do Barcelona, tão orgulhoso por formar seus astros em casa (mesmo torrando anualmente quantidades faraônicas para “compor o seu elenco”).

Recordes de gastos

Florentino-Pérez

Florentino Pérez, presidente do Real Madrid entre 2000 e 2006, e desde 2009 (Foto: florentinoperez.com)

Sendo assim, a existência dos “Galáticos” mudou o mundo de futebol, como digo no começo do texto, não “na bola”, como o Santos de Pelé, a Holanda de Cruyff ou o Barça de Messi, mas sim em outros âmbitos.

O estrondoso potencial midiático dos popstars dos gramados, que começara a ser explorado no decênio anterior, consolidou-se de vez (“éramos como os Beatles”, diz Figo à nova reportagem); e o mercado europeu se inflacionaria de maneira quase irreversível.

Nas duas gestões de Florentino Pérez, o Real Madrid bateria três vezes o recorde de transações mais caras do mundo: Figo (60 milhões de euros), superado por Zidane (73 milhões de euros), por fim deixado para trás por Cristiano Ronaldo (94 milhões em 2009, até hoje imbatível). Kaká, hoje praticamente insignificante no elenco, veio com o português por “apenas” 65 milhões.

 

01/05/2013

às 19:24 \ Tema Livre

COPA DOS CAMPEÕES: final só de alemães pode ser início de nova era no futebol

O timaço do Bayern de Munique comemora o primeiro gol, de Robben, nos 3 x 0 de hoje contra o Barça: novos horizontes para o futebol alemão (Foto: Mike Hewitt / Getty Images)

Foi surpreendente e espetacular a massacrante derrota de 7 x 0 imposta pelo Bayern de Munique contra o Barcelona — até agora o melhor time do mundo, disparado — nas duas partidas pela semifinais da Liga dos Campeões da Europa, o mais importante campeonato de times que existe.

Hoje, como se sabe, foi 3 x 0, com direito a olé, na própria casa sagrada do adversário, o Camp Nou, com um Barça atarantado em campo e os alemães jogando com rapidez, força, inteligência e habilidade.

Houve também as esplêndidas atuações do Borussia Dortmund contra o timaço do Real Madrid na mesma etapa da competição provoca — de modo que, pela primeira vez na história, haverá uma finalíssima só com clubes alemães o próximo dia 25, em Londres.

O campeonato alemão pode ser a nova referência

Mas há algo de maior importância em questão: pelo que se viu em campo, nas quatro partidas entre alemães e espanhóis, não é arriscado nem maluco prever que está chegando a vez de, mais que o futebol, o campeonato alemão passar a perna nos demais grandes certames europeus — como os da Premier League, da Inglaterra, os da Espanha e da Itália — e tornar-se a referência mundial.

Se ocorrer, como parece, já era hora: como seleção, os alemães sempre foram, e sempre são, uma sombra ameaçadora sobre os adversários. Tricampeões do mundo em 1954, 1974 e 1990, els chegaram nada menos do que outras quatro vezes à final, em 19 Copas.

O surpreendente (e forte) time do Borussia comemora sua passagem para a final da Liga dos Campeões, após eliminar o Real Madrid (Foto: Ira Fassbender / Reuters)

Por alguma razão, porém, o campeonato da Bundesliga, a Federação alemã, não provoca o mesmo interesse nem movimenta o número de jogadores famosos e a dinheirama de outros certames.

As coisas parecem estar mudando, e foi o grande Paul Breitner quem, há poucos dias, informou ao público brasileiro disso, em entrevista aos colegas jornalistas da ESPN Brasil comandada por João Palomino.

Times alemãs não estão endividados — e não precisam de xeques árabes

Legendário craque, que foi lateral-esquerdo e depois meio-campo da seleção alemã e figura entre os grandes jogadores da história do futebol, Breitner previu que a Bundesliga chegará ao topo por várias razões.

Em primeiro lugar, disse Breitner, os times alemães, diferentemente do que ocorre com gigantes de outros países, como o Manchester United britânico, os principais da Itália, o Real Madrid e o próprio Barça, não estão pesadamente endividados. Pelo contrário, com estádios sempre lotados, gordos elencos de sócios, patrocinadores de peso para clubes, arenas e jogadores, vários deles nadam em dinheiro, como é o caso do Bayern.

“Nós não dependemos de xeques árabes”, proclamou também o craque, hoje ele próprio dirigente do Bayern e consultor da Bundesliga.

O grande Breitner em sua entrevista à ESPN Brasil: "Não precisamos de xeques árabes" (Foto: ESPN Brasil)

A isso, acrescentou o crescente número de grandes jogadores de outros países que já estão na Bundesliga ou prestes a integrá-la, por sua organização, capacidade financeira e o extraordinário apoio da torcida alemã, que não apenas lota os estádios das várias divisões do campeonato como é uma das mais entusiásticas e participantes do mundo.

Só o Bayern e o Borussia dão duas boas seleções

Entre outros exemplos, citou o caso do meio-campo Javi Martínez, ex-Athletic de Bilbao, cobiçado por clubes ingleses, sondado pelos dois maiores espanhóis, com possibilidades na Itália e na Holanda mas que preferiu a Alemanha — e foi o atleta mais caro da história do Bayern: por sua multa rescisória o clube pagou 40 milhões de euros (algo como 105 milhões de reais) e mais salários e outros benefícios cujos detalhes não foram divulgados.

E é verdade: se pegarmos apenas o Bayern e o Borussia, seria possível formar não somente uma excelente seleção da Alemanha, como também um fortíssimo time exclusivamente com jogadores estrangeiros, como o próprio Martínez, o atacante francês Ribéry, o lateral austríaco de origem africana Alaba, o atacante polonês Lewandowski, o meia-atacante holandês Robben, o zagueiro sérvio Subotic, quem sabe até os brasileiros Felipe Santana e Rafinha.

Guardiola, a nova e grande atração

Breitner lembrou igualmente que a contratação pelo Bayern do mais badalado técnico do momento, Pep Guardiola, o maior vencedor de títulos no Barça desde a fundação do clube, em 1899, com certeza levará outros craques a interessar-se pelo campeão alemão e por outras equipes da Bundesliga. A própria presença de Guardiola já será, enfatizou, uma grande atração em si.

Além do mais, como os torcedores brasileiros puderam apreciar nas quatro partidas semifinais — bem como nas etapas anteriores –, o jogo alemão não é mais apenas de força, velocidade, passes longos e bolas altas. Tal como começa a ocorrer com a seleção da Itália, o jogo de passes de pé para pé, dribles, jogadas de qualidade técnica, tabelinhas e outras formas de jogar futebol que encantam as plateias são cada vez mais comuns no futebol alemão.

A autoimolação que a grande maioria da imprensa esportiva da Espanha está agora fazendo em relação ao Barcelona e ao Real Madrid — como se nada do que existisse nas duas grandes equipes valesse coisa alguma –, embora exagerada e passional como sempre, é um forte indicador de que haverá turbulência nos dois gigantes.

E que a preeminência do Barcelona, além de ameaçada exteriormente — vejam o Bayern, que timaço –, está sendo posta em xeque também dentro de suas próprias hostes: críticas ao técnico Tito Vilanova, pedidos exaltados de corte de cabeças, dirigentes estremecidos entre si, jogadores desmotivados pela campanha deste ano…

Por tudo isso, parece-me que Paul Breitner tem boa chance de haver previsto corretamente o futuro.

01/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEO DE FUTEBOL – Conheçam a “Bombonera alemã”, o incrível estádio do Borussia Dortmund, desde ontem finalista da Liga dos Campeões da Europa. Lá, o Brasil é freguês

Signal-Iduna-Park

Jogadores do Borussia Dortmund agradecem apoio da torcida após jogo: não é qualquer um que encara o Signal-Iduna Park lotado (Foto: EFE)

Apesar da derrota de ontem para o Real Madrid por 2 x 0, no fervilhante Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, que timaço, o do Borussia Dortmund, não? Aqueles 4 x 1 sobre o Real na semana passada foram espantosos. E, com uma defesa de ferro, em que se sobressai o zagueirão Hummels, cobiçado pelo Barcelona, um técnico ousado e criativo, craques como Götze ou Lewandowski, um futebol veloz moderno e — vejam bem — uma média de idade de apenas 24 anos, esse time, se não for desmontado, vai longe.

A caminhada passará por duro teste no dia 25 de maio, finalíssima do melhor campeonato de clubes do mundo, a Liga dos Campeões da Europa.

Se a torcida do Real ontem teve um comportamento espetacular, a do Borussia, na semana passada, não foi diferente. Chama a atenção o impressionante estádio do time, Signal-Iduna Park, que mais lembra um “alçapão” sul-americano clássico como La Bombonera, do argentino Boca Juniors, do que as típicas arenas europeias.

Parede humana

Signal-Iduna

Parece La Bombonera, mas não é (Foto: Borussia Dortmund)

Imenso, o estádio tem capacidade de até 80 mil espectadores, e por isso é considerado o maior da Alemanha e um dos maiores da Europa (dependendo do critério, chega a ser o quarto). Seus dois níveis de arquibancadas são altíssimos e bastante inclinados, o que gera uma “parede” humana negra e amarela  – as cores do clube – de intimidar qualquer equipe grande.

A estes elementos se agrega a fidelidade dos torcedores, que sempre lotam suas dependências: na temporada 2011-2012 quebraram recorde germânico com o total de 1,37 milhões espectadores.

Tudo isso ajuda a entender a presença do Borussia Dortmund no 13º lugar da recém-publicada lista da revista Forbes de clubes de futebol mais ricos do mundo (a mesma que trouxe o Corinthians em 16º).

A Seleção Brasileira jogou lá – em duas copas 

Signal-Iduna

O estádio em foto de arquivo de data desconhecida, quando ainda se chamava Westfalenstadion e não passara pela reforma para a Copa de 2006

A semifinal do Borussia Dortmund contra o primeiro colocado deste ranking de times ricos, o Real Madrid de José Mourinho, não foi, é claro, a primeira vez que este estádio recebeu um grande evento futebolístico.

Erguido em 1974 com o nome Westfalenstadion, em referência ao Estado alemão de Renânia do Norte-Vestfália – do qual Dortmund faz parte – foi sede das duas copas organizadas pelos alemães, a daquele ano e a de 2006 (já rebatizada).

Os brasileiros com memória talvez recordarão: na copa de 1974, a Holanda de Johan Cruyff despachou o Brasil lá; trinta e dois anos depois, em 2006, a Seleção teve mais sorte, vencendo as partidas contra o Japão (4×1) e Gana (3 x 0) no estádio.

Venda e recompra

Borussia-estádio

Vista aérea do estádio em imagem recente (Foto: Borussia Dortmund)

Curiosamente, o clube quase chegou ao mundial de 2006 sem ser mais o dono do estádio. Com graves problemas financeiros, em 2002 o Borussia teve que vender o Westfalenstadion para um grupo de investidores.

A solução só viria três anos depois quando seus dirigentes chegaram a um acordo para a recompra em parcelas, reforma e a venda dos naming rights da arena, ou seja, a atribuição do nome de uma empresa ao estádio em troca de pagamento. Até 2021 ela se chamará Signal-Iduna Park, o nome de uma companhia de seguros alemã em troca de quantia estimada em 4,5 ou 5 milhões de euros anuais (algo entre 11,8 e 13 milhões de reais).

Assistam abaixo a um vídeo produzido pelo clube para mostrar as dependências do Signal-Iduna Park e a festa promovida pela torcida. Para quem pensava que os alemães eram “frios” neste quesito, recomendo saltar diretamente ao tempo 4’20” do clipe.

21/11/2012

às 17:00 \ Tema Livre

FUTEBOL: Artilheiro e ótimo jogador, é um mistério David Villa não ser titular no Barça

Villa celebrando gol com Messi: craque, mas sempre no banco (Foto: EFE)

Ele sofreu uma contusão grave — fratura da tíbia — durante o Mundial de Clubes do Japão, em dezembro, mas, recuperado, voltou a jogar em agosto.

É inteligente, rápido, tem pontaria certeira, sabe se colocar, é bom driblador e cabeceia impecavelmente, apesar de não ser alto — 1,75m. Além do mais, sempre que entra, marca, só que não há meio de o treinador do melhor time de futebol do mundo, o Barcelona, deixar firmar-se como titular o ótimo atacante David Villa, maior artilheiro da história da seleção da Espanha detentora do atual título mundial, com 53 gols.

O jornal esportivo madrilenho As fez os cálculos e mostrou que, quando joga, Villa faz um gol a cada 70 minutos, ao passo que Cristiano Ronaldo, o cracaço do Real Madrid, o faz a cada 78 minutos, e o hoje incomparável Messi a cada 82 minutos.

El Guaje (o garoto, no dialeto de sua terra natal, as Astúrias) marcou seis vezes pelo Barça e uma vez pela seleção espanhola desde que voltou a jogar, mesmo tendo entrado como titular em apenas cinco de 14 partidas.

O treinador do Barça, Tito Vilanova, com sua eterna cara desanimada, não explica o porquê de não manter no time um jogador que, além de tudo, custou 40 milhões de euros ao clube em 2010, quando foi contratado ao Valencia.

Nem mesmo numa partida fácil, como a de ontem à noite, em que o Barça derrotou por 3 a 0 o Spartak de Moscou pela Liga dos Campeões da Europa.

13/11/2012

às 18:15 \ Tema Livre

FUTEBOL: Com 76 gols marcados em um mesmo ano, Messi bate um fantástico recorde de Pelé; confiram uma sensacional compilação de gols recentes do craque

Messi-recorde-Pelé

Lionel Messi atuando pelo Barcelona: mais lenha na fogueira para os que gostam de comparações (Foto: Gustau Nacarino - Reuters)

Uma das principais polêmicas do futebol nos últimos anos, a que envolve a pergunta “poderá Messi superar Pelé algum dia?”, ganhou mais combustível no último fim de semana, quando o craque argentino de 25 anos anotou uma dupla de gols em partida pelo seu Barcelona contra o Mallorca, pelo Campeonato Espanhol.

O segundo dos tentos correspondeu ao 76º de Leo em 2012 – 64  defendendo o Barça, 12 vestindo a camisa da seleção argentina -, o que serviu para tornar obsoleto uma das mais assombrosas marcas do Rei, o de balançar as redes adversárias 75 vezes em um mesmo ano (66 pelo Santos e 9 pela seleção brasileira).

Pelé-1958

Pelé com abrigo da seleção em 1958: ano histórico para o Rei (Foto: Popperfoto)

A proeza do camisa 10 do Peixe ocorreu em 1958: então um rapazote magrinho de 17 para 18 anos, Edson Arantes do Nascimento encantou o mundo e foi crucial na conquista da Copa da Suécia, a ponto de ter sido responsável por três dos cinco gols do esquadrão canarinho na final — nada menos do que na final — contra os donos da casa.

Além disso, escorou espantosos 58 gols no Campeonato Paulista, proeza até hoje não repetida.

Messi x Pelé

Os defensores de Pelé dirão: “mas destes 75 gols de Messi, nenhum foi pela seleção do seu país em alguma copa, muito menos uma copa ganha – algo que, aliás, falta em seu currículo”.

Ao que os fãs de Messi rebaterão prontamente: “pois é, mas o Santos naquele ano só enfrentou equipes brasileiras, muitas delas inexpressivas, já que a Libertadores da América ou o Mundial Interclubes só seriam inventados posteriormente”.

Pois é, os dois lados da controvérsia têm seus argumentos. Mas o que importa, por hora, é podermos desfrutar desta maravilha chamada Lionel Messi e sua aparentemente infinita capacidade de fazer gols. A maioria, diga-se de passagem, lindos: por cobertura, com dribles curtos nos goleiros, enfileirando zagueiros com suas fintas… há para todos os gostos.

A compilação abaixo – que começa em grande estilo, estufando os barbantes do principal oponente do Barcelona, Real Madrid, e termina ainda mais impactante, com trio de gols contra o Brasil, eterno arquirrival da Argentina – repassa, na verdade, as 82 oportunidades em que Messi marcou ao longo da temporada 2011-2012, que terminou em maio deste ano (outro dos muitos recordes de La Pulga, diga-se). Apenas parte destes incluem-se, portanto, na lista dos 75 conseguidos por ele este ano.

(E em tempo: o artilheiro alemão Gerd Müller ainda está na frente de ambos os gênios sul-americanos: em 1975, 85 de seus chutes e cabeceios foram parar no fundo das metas adversárias)

 

10/11/2012

às 19:19 \ Disseram

Cristiano Ronaldo: “Se eu pudesse, votaria em mim mesmo para ganhar a Bola de Ouro”

“Se eu pudesse, votaria em mim mesmo para ganhar a Bola de Ouro. Humildade demais não é bom. Em Portugal, as pessoas são exageradamente humildes, mas por vaidade.”

Cristiano Ronaldo, craque do Real Madrid e um dos indicados para melhor jogador do mundo, em entrevista à revista France Football

30/09/2012

às 12:00 \ Tema Livre

FUTEBOL: Ida de Ganso para o São Paulo irritou muitos santistas. Relembrem outros sete casos polêmicos de “vira-casaca” entre arquirrivais no futebol

Ganso-São-Paulo

Paulo Henrique Ganso com a camisa de seu novo time, o São Paulo: "vira-casaca" (Foto: Rubens Chiri - saopaulofc.net)

Por Daniel Setti

Dando o que falar não apenas por se tratar da maior transferência entre clubes brasileiros da história – fala-se em R$ 17 milhões – a ida de Paulo Henrique Ganso do Santos ao São Paulo também repercute imensamente por se tratar de mais um capítulo na história dos jogadores que “viraram a casaca”. Para leigos no futebol, a expressão designa os atletas que deixam um clube para atuar em um grande rival.

É bem verdade que em São Paulo e no Rio de Janeiro, cada qual com quatro grandes times disputando as atenções dos torcedores, as chances de isso acontecer são maiores. Mesmo assim, toda vez que um craque troca de cores, a notícia explode e faz um barulhão, principalmente para a torcida da equipe “traída”.

Já em países menores, mas igualmente loucos por futebol, como Inglaterra e Espanha, a virada de casaca pode ser um pecado tão capital entre rivais de regiões diferentes quanto para os brasileiros é no âmbito municipal ou estadual.

Aproveitando o episódio Ganso, repasso cronologicamente mais sete casos, brasileiros ou europeus, nos quais a negociação de um jogador por entidades arqui-rivais foi um acontecimento extraordinário. Só valem casos em que o atleta migrou diretamente de um clube ao outro (caso contrário a lista de “viradores de casaca” tenderia ao infinito).

-Nelinho (do Cruzeiro ao Atlético Mineiro em 1982)

Nelinho-Cruzeiro-Atlético

Fotos: Placar e Sérgio Berezovski

Tanto cruzeirenses quanto atleticanos têm hoje em dia o lateral-direito de potentíssimo e preciso chute como ídolo. O que não significa que a transação de 30 anos atrás não tenha chocado Belo Horizonte.

-Bebeto (do Flamengo ao Vasco em 1989)

Bebeto-Vasco-Flamengo

Fotos: Gazeta Press

A carinha de santo de Bebeto não o impediu de cometer o maior dos sacrilégios para um flamenguista: deixar o rubro-negro para vestir a camisa do Vasco.

-Rincón (do Corinthians ao Santos em 2000)

Rincón-Corinthians-Santos

Fotos: Alfa

Enfurecida, a torcida corintiana produziu réplicas de cédulas de dólar com a foto do volante colombiano e os dizeres “Rincón Mercenário” na primeira vez em que ele enfrentou o ex-time pelo Santos, em março de 2000.

-Luis Figo (do Barcelona ao Real Madrid em 2000)

Figo-Real-Madrid-Barcelona

Fotos: Lancepress

Possivelmente o caso que mais pano para manga deu mundialmente. Em clássico ocorrido em novembro de 2002, o normalmente educado e contido público do Camp Nou “presenteou” o “traíra” Figo com desde garrafas de uísque a uma cabeça de porco – sim, uma cabeça de porco. O meia luso  anteriormente prometera nunca trocar o Barça pelo Real.

O vídeo abaixo é imperdível: Figo simplesmente não consegue bater um simples escanteio (e, quando por fim consegue, quase marca gol olímpico). Em seguida, o jogo teve que ser interrompido e o capitão do próprio time da casa, o grande Carles Puyol, teve que dar bronca nos torcedores.

Foi neste dia que, pela primeira vez, ecoou no estádio catalão os gritos de “ese portugués / hijoputa es”, atualmente reservados aos lusitanos Cristiano Ronaldo e José Mourinho.

-Ricardinho (do Corinthians ao São Paulo em 2002)

Ricardinnho-Corinthians-São-Paulo

Ricardinho, com a camisa do São Paulo, enfrantando o clube no qual foi ídolo, Corinthians (Foto: Rubens Chiri - AE)

“Não aceitamos mercenário”, cantava parte da massa alvinegra no Pacembu em 2006, quando Ricardinho retornou ao Corinthians. As mágoas pela opção do meia pelo tricolor quatro anos antes ainda persistiam. Acabaria ainda atuando em outro rival corintiano, o Santos, onde rendeu muito mais do que no São Paulo — mas menos do que em seu auge no Corinthians.

-Carlos Tévez (do Manchester United ao Manchester City em 2009)

Tévez-City-United

Pelo Manchester City, Carlitos Tévez disputa bola com Ryan Giggs, seu ex-companheiro no Manchester United (Foto: PA)

Como se não bastasse o ódio que gerou nos Red Devils por mudar ao oponente centenário municipal – mediante 47 milhões de libras, ou espantosos 154 milhões de reais -, Tévez ainda criaria enormes casos com o técnico do novo clube, recusando-se a entrar em campo. Algo que lhe fez rendeu, durante um período, má fama entre ambas as duas torcidas de Manchester.

-Fernando Torres (do Liverpool ao Chelsea, em 2011)

Fernando-Torres-Liverpool-Chelsea

A reação de torcedores do Liverpool a saída de Torres para o Chelsea, de Londres (Foto: ilonline)

Bem, a imagem acima diz tudo.

 

23/09/2012

às 20:12 \ Disseram

José Mourinho: “O responsável pelo péssimo início de temporada sou eu”

“O responsável pelo péssimo início de temporada sou eu. Não consegui que o futebol fosse a prioridade na vida dos jogadores.”

José Mourinho, treinador do Real Madrid, desanimado com o péssimo desempenho do time nas primeiras rodadas do campeonato espanhol

22/09/2012

às 15:09 \ Disseram

José Mourinho: DNA de Real Madrid

“Esse time mostrou que tem o DNA do Real Madrid. Lutamos até o fim, como tem de ser.”

José Mourinho, mudando de humor, depois da virada sobre o Manchester City por 3 a 2, pela Liga dos Campeões da Europa

09/09/2012

às 17:14 \ Disseram

Cristiano Ronaldo: falta de comemoração de gols é “questão profissional”

“Estou triste por uma questão profissional, por isso não comemorei os gols. Não estou feliz.”

Cristiano Ronaldo, craque do Real Madrid, que marcou dois gols contra o Granada, pela campeonato espanhol, mas não comemorou — deixando todo mundo curioso sobre os motivos

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados