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Playboy

13/03/2015

às 18:00 \ Disseram

Preconceito exclusivo

“Vou falar uma coisa, não sei muito bem como vão me interpretar, mas enfim: por que só os negros sofrem preconceito? Eu, como branca e loira, também sofro preconceito.”

Kelly Key, cantora, em entrevista a PLAYBOY

15/02/2015

às 16:00 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de Playboy (4): o dia em que Pelé foi, pessoalmente, recolher todas as fotos de Xuxa nua

Xuxa abraçando Pelé nos bons tempos: namoro foi de 1981 a 1986

Campeões de Audiência(Amigos, com a reedição deste post damos continuidade à série “Campeões de Audiência”, cujo objetivo principal é reapresentar aos muitos leitores novos do blog, em dias diferentes, os posts mais acessados desde o início desta coluna, a 13 de setembro de 2010.

Refiro-me aos posts mais acessados, e não aos mais comentados. O post abaixo foi publicado originalmente no dia 27 de novembro de 2010).

De repente, ali estava ele: o sorriso planetariamente conhecido, o topete típico, inimitável, metido dentro de um estranho traje entre o terno e um conjunto esportivo, com calças e uma espécie de paletó ou casaco sem gola e do mesmo material: couro macio azul. No mais, uma camiseta cinza-clara também sem gola, sapatos pretos reluzentes, um relógio vistoso no pulso esquerdo.

O Rei, o Atleta do Século, o mago, o mito. O homem mais famoso do mundo, Pelé, acabara de chegar a uma sala no 6º andar da na época sede da Editora Abril, na Avenida Marginal do Tietê, em São Paulo, naquela tarde de um dia de um determinado mês, provavelmente maio, de 1985.

Celebridades eram rotina naquele edifício, mas Pelé causou grande alvoroço

Naquele edifício era comuníssimo, fazia parte do dia-a-dia o entra-e-sai de celebridades de todos os calibres — governantes, inclusive presidentes, líderes políticos, ídolos do esporte, estrelas da TV e da música popular, modelos de sucesso –, para realizar visitas de cortesia, conceder entrevistas, tirar fotos ou almoçar com jornalistas ou diretores da empresa no restaurante do chamado Roof, um espaço ajardinado situado na cobertura que incluía um heliporto.

Mesmo assim, tratava-se de Pelé, s sua chegada provocou grande alvoroço. Corre-corre na chegada, gritinhos, pedidos de autógrafo, uma atmosfera que incluiu até as secretárias, algumas venerandas, do Sexto Andar — o andar abaixo do da redação de VEJA e onde se instalava a diretoria, e cuja numeração ordinal designava, na gíria interna da Abril, o poder na empresa. “O Sexto Andar vai gostar desta capa”, dizia-se. “O Sexto Andar ainda não decidiu pelo lançamento da revista tal”. E por aí vai.

Reprodução de parte do pôster da edição de 10º aniversário de “Plabyoy”: última foto da estrela nua na revista

A missão do Rei: recolher todas as fotos de Xuxa nua

Pelé abrira espaço na sua movimentadíssima agenda para uma missão de caráter pessoal: recolher, ele mesmo, todos os cromos (slides) e negativos de todas as fotos em que Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, namorada do Rei desde 1981, aparecia nua nas páginas de Playboy. Xuxa, àquela altura, ultrapassara de longe a categoria de estrelinha em busca de popularidade, que exibia o corpo no Carnaval e surgia seminua ou despida em revistas, e se consolidava havia dois anos na TV como a apresentadora de programas infantis que se tornaria a “Rainha dos Baixinhos”.

Preocupada com sua nova imagem, Xuxa, que posara nua em cinco oportunidades para uma concorrente de Playboy de circulação menor, a extinta Ele & Ela, da Bloch Editores, não queria deixar rastros dessa fase de sua vida. Pelo que entendi da conversa, as fotos da revista dos Bloch já haviam retornado a suas mãos, já que ela era a grande atração da também já extinta Rede Manchete de Televisão, do mesmo grupo. (Xuxa iria se transferir no ano seguinte, 1986, para a Globo, onde trabalha até hoje. No mesmo ano terminaria seu longo caso com Pelé).

A apresentadora ainda tomaria medidas polêmicas nessa refeitura de imagem, que incluíram a apreensão, graças a uma medida judicial, de todas as cópias em vídeo e DVD do filme Amor Estranho Amor (1982), do respeitado cineasta Walter Hugo Khouri, no qual sua personagem não apenas aparecia nua como introduzia um menino de 12 anos no mundo sexo.

Os advogados de Xuxa argumentaram, com sucesso, que o contrato para o filme não previa versão para vídeo ou DVD. Xuxa viu-se muito criticada uma vez que, não mais sendo reprisado no cinema, e raríssimas vezes na TV — hoje em dia, certamente não na Globo –, o filme praticamente desapareceu da cultura brasileira.

 

Xuxa e Pelé durante coquetel oferecido à colônia brasileira em Nova York, no dia 27 de setembro de 1982

Apagar o passado de símbolo sexual

A reunião na Editora Abril ia na mesma linha de apagar o passado da estrela como símbolo sexual. E Xuxa jogara pesado: enviara ninguém menos do que Pelé como seu emissário. A reunião fora acertada entre Pelé e o diretor de Redação na época, o quase legendário Mário Escobar de Andrade, que comandou direta ou indiretamente a revista desde pouco tempo após o lançamento, em 1975, até falecer de forma prematura em 1991, quando, sem deixar de supervisionar Playboy, vinha acumulando outras funções.

Eu era redator-chefe da revista por ocasião da reunião com o Rei – só muito tempo mais tarde, em 1994, depois de trabalhar em diferentes veículos, inclusive fora da Abril, seria convidado a tornar-me diretor de Redaçãod de Playboy. Naquele 1985, como redator-chefe, supervisava o trabalho de editores e repórteres, cuidava das reportagens, entrevistas, matérias de serviço e de todo o texto, da primeira à última palavra, mas nada tinha a ver com a contratação das garotas de capa nem com os ensaios de mulheres nuas, atribuição de outros colegas e do diretor de Redação.

Mesmo assim Mário, por alguma razão, me quis presente à reunião, talvez como testemunha. As redações das revistas mensais da Abril não mais cabiam no edifício da Marginal do Tietê, e a maioria delas, inclusive a de Playboy, localizava-se num prédio no bairro paulistano do Brooklyn. De lá viemos para o encontro. À nossa espera estava o dr. Edgard de Silvio Faria, um dos diretores da Abril, cujas funções incluíam a área jurídica.

Depois de atravessar com paciência o torvelinho de assédio a que estava inteiramente acostumado há décadas, o Rei chegou à sala sem assessores ou advogados, acompanhado apenas de seu irmão, Jair Arantes de Nascimento, o Zoca, dois anos mais novo, que funcionava como uma espécie de assessor pessoal. Feitas as apresentações, todos se sentaram e, após alguns minutos de small talk, Mário foi à luta.

Na reunião, o irmão de Pelé pingava adoçante no cafezinho do Rei

Sempre cativante e diplomático, como de seu feitio, Mário de Andrade começou elogiando Pelé pelo que representava para o Brasil e por sua simplicidade a despeito da fama, agradecendo o fato de ter vindo pessoalmente à Abril. Disse que a devolução das fotos era uma deferência especial a ele, Pelé, e também uma consideração para com Xuxa.

Nesse meio tempo, me impressionou o relacionamento de Pelé com o irmão que tentou, sem êxito, ser jogador de futebol profissional pelo mesmo time do Santos. Zoca agia como uma espécie de mordomo de Pelé, que por sua vez se comportava em relação ao irmão como patrão. Se o garçom da Abril servia um café a Pelé, Zoca apressava-se, a um sinal do Atleta do Século, a pingar adoçante na xícara. Confesso que fiquei um tanto chocado com o servilismo de Zoca, e com a naturalidade com que Pelé o encarava. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

13/02/2015

às 18:00 \ Disseram

Música romântica

“Prefiro não me ouvir. Já canto e me ouço todo dia. Coloco outro som. Eu cantando para mim mesmo não dá.”

Michel Teló, cantor, ao revelar, na PLAYBOY, que ele e a mulher preferem o americano John Mayer como trilha sonora romântica

13/12/2014

às 18:00 \ Disseram

Vaga disputada

“Você não consegue vaga em novela alguma só por tirar a camisa.”

Márcio Garcia, ator, diretor e apresentador, na PLAYBOY de dezembro

21/11/2014

às 15:18 \ Tema Livre

ENTREVISTA-ESPANTO: A GAROTA QUE LEILOOU SUA VIRGINDADE

“Virgins Wanted”: os “reality shows” — no caso, um documentário de um cineasta australiano — chegaram até esse ponto, leiloar a virgindade de uma jovem. No caso, a catarinense Catarina Migliorini, de 20 anos

Post publicado originalmente a 20 de novembro de 2012

Campeões-de-audiênciaAmigas e amigos do blog, é tudo um espanto, do ponto de vista moral: um cineasta australiano que decide realizar um documentário sobre uma garota disposta a leiloar sua virgindade (Virgins Wanted, cujo site está neste link) e filmar seu dia a dia até depois de consumado o ato; garotas dispostas a se submeter a isso — foram várias, em número não revelado, desde que Justin Sisly começou seu “projeto”, há dois anos; homens interessados em participar disso; e, naturalmente, um público ávido para acompanhar tudo, desde o show de lançamento do filme até a grande expectativa que já está provocando mundo afora.

Seja bem-vindo ao Mundo 2012.

Sisly vinha ao Brasil para assistir a um desfile de modas de que sua escolhida, Catarina Migliorini, garota de 20 anos de Itapema (SC), iria participar, no Rio, mas teve seu visto de entrada recusado pelo Itamaraty com base em artigo do Código Penal que fala em prostituição e exploração sexual. Catarina, que está na Austrália, acabou também não vindo ao Rio.

Segundo autoridades, o cineasta poderia ser preso se desembarcasse, com base no artigo 231 do Código, que diz: “Promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual, ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro”. (A pena para esse crime chega a oito anos de prisão.)

O fato envolveu até um dos subprocuradores-gerais da República, João Pedro de Saboia Bandeira de Mello Filho, que ordenou uma investigação sobre o caso. Num ofício que teria sido encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores, segundo o portal Terra, Mello Filho estaria recomendando um contato com as autoridades policiais e judiciárias da Austrália para impedir a consumação do ato. O subprocurador também teria solicitado a revogação do visto de Catarina na Austrália.

Antes de partir para a Austrália, Catarina concedeu a entrevista abaixo à revista Playboy, que transcrevo sem maiores comentários, porque a naturalidade com que a jovem aborda a venda de sua virgindade fala por si.

As fotos incluídas na entrevista fazem parte de um ensaio “sensual” de Catarina, como parte das ações de marketing destinadas a promover o documentário. O ensaio foi publicado em sua página do Facebook.

 

Entrevista concedida Brunna Castro, publicada na edição de novembro de Playboy

 

CATARINA MIGLIORINI

A catarinense de 20 anos que vendeu a virgindade por 1,5 milhão de reais em um leilão na Internet revela detalhes da transação, fala sobre a expectativa para a hora H, diz como treinou as preliminares e cogita posar nua para Playboy

 

1. O leilão pela sua virgindade teve alguns momentos de disputa acirrada entre os participantes. Você não ficou curiosa para saber quem são esses homens que estão tão interessados em você?

De início eu não tinha muita curiosidade, mas, nos momentos finais, confesso que deu vontade de conhecer cada um deles. Eu não costumava acompanhar o leilão diariamente, mas nos últimos minutos fiquei acompanhando, e foi bastante emocionante.

No último segundo o Natsu [o cidadão japonês de idade e profissão não revelados, vencedor do leilão] deu o lance maior, além de outros lances feitos por outros participantes que permaneceram meio sorrateiros até o último dia do leilão. Foi legal, inusitado.

Catarina Migliorini teve sua virgindade arrebata por 1,5 milhão. No site do documentário "Virgin Wanted" há um contador de dias para o fim de sua virgindade

No site do documentário “Virgin Wanted” há um contador de dias para o fim da virgindade de Catarina, que leiloou sua primeira vez pelo equivalente a 1,5 milhão de reais

2. Se você sentir vontade, vai poder transar pelo tempo que quiser ou o período é determinado?

Tem um tempo determinado de 1 hora no mínimo, mas nada impede que se prolongue um pouco mais. Estarão presentes seguranças para garantir que as regras não sejam quebradas. Quero conversar com o Natsu antes de qualquer coisa. Quero conhecê-lo e quero que ele me conheça também. Acho que isso é fundamental.

Eu tenho uma boa noção teórica de como vai ser, mas nenhuma noção prática, pois nunca me relacionei com ninguém em nenhuma modalidade sexual e por isso me considero virgem, mas não vejo isso como um troféu. É a condição em que me encontro.

3. O evento ocorrerá durante um voo entre a Austrália e os Estados Unidos, o qual dura 17 horas. O que você vai fazer caso a relação termine em 1 hora?

Hummm, não pensei nisso ainda, mas, jogar paciência, talvez? Não sei, mas aceito sugestões.

4. O lance de 1,5 milhão de reais vai ficar inteiro com você? O que você pretende fazer com todo esse dinheiro?

O dinheiro do maior lance do leilão ficará todo comigo, e ainda não decidi o que fazer. Eu só saberei informar isso depois que o valor estiver na minha conta.

Cada lance foi acompanhado de perto por Catarina: “os momentos finais foram emocionantes”, diz ela

5. O vencedor deve comprovar que tem o dinheiro que ofereceu no leilão. Se ele não tiver o dinheiro, o que vai acontecer?

O diretor Justin Sisely mantém contato direto com os principais participantes e tem as garantias de que eles são excessivamente abastados. Esse dinheiro deve ser depositado na minha conta antes de qualquer envolvimento maior. Do contrário, nada vai acontecer.

6. O vencedor do leilão é um japonês. Existe aquela lenda sobre eles não serem avantajados…

[Risos.] Avantajados ele já provaram que são, né? Quanto à lenda, eu não sei responder. Isso cabe aos observadores de tamanho do pênis alheio, que, pelo jeito, gostam de ficar comparando.

7. Você é daquelas que já fizeram de tudo antes, menos perder a virgindade?

Não, nunca tive um namorado e nunca me relacionei sexualmente com ninguém, seja homem ou mulher. Nunca ninguém passou as mãos em meus seios ou em minhas partes íntimas, nunca ninguém me lambeu ou chupou, nunca fiz sexo anal, oral nem vaginal.

Não considero virgem quem já teve algum contato sexual com outra pessoa. Eu já beijei, sim, poucos, e todos eram da minha faixa etária. Meu primeiro beijo foi aos 17 anos, e, se afirmo tudo isso diante do mundo, é porque não existe nenhum homem ou mulher que possa provar o contrário.

Catarina Migliorini: "Nunca tive nenhuma experiência sexual, mas estou treinando"

Catarina Migliorini: “Nunca tive nenhuma experiência sexual, mas estou treinando”

8. Por que você não perdeu a virgindade até hoje?

Você diz até hoje como se fosse algo anormal, como se fosse regra perder a virgindade antes dos 20 anos. Bem, eu tenho amigos e gosto de sair para me divertir, dançar, ouvir uma boa música, viajar, adoro esportes.

Além disso, gosto muito de ler. Passo horas e horas lendo. Essas também são maneiras de se divertir. Tem aqueles que gostam de transar, e não vejo nada de mais nisso, mas, por enquanto, meus passatempos são outros e eu acho muito excitante ler um bom livro.

9. Por 1,5 milhão de reais, você vai perder a virgindade de tudo? Anal, oral…?

Eu devo perder a virgindade vaginal, nada além disso. Portanto, não serei mais virgem.

10. Já fez algum treino para as preliminares?

Como disse, jamais tive contato sexual de nenhuma modalidade com ninguém. Mas, se isso serve, já imaginei beijos ardentes e treinei com uma laranja descascada.

11. Se você gostar do Natsu, vai namorá-lo?

[Risos.] Se eu me apaixonar pelo Natsu e o sentimento for recíproco, dá pra pensar no caso, né?

12. E, se uma mulher tivesse vencido o leilão, você ia topar?

Sem dúvida nenhuma. Eu não vejo nenhum problema nisso. Não sou lésbica, mas não tenho nenhum preconceito com as escolhas sexuais ou amorosas de cada pessoa. Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance.

 

"Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance"

“Em um leilão não se escolhe o vencedor; é sempre quem dá o maior lance. Não vejo nenhum problema nisso (na possibilidade de uma mulher ter sido a vencedora)”

13. Se aparecer alguém oferecendo dinheiro para uma segunda vez, você aceita?

Eu ainda não tive nem a primeira vez… Quanto à segunda, creio que não toparia. Vou dar uma chance para um possível amor. O leilão, a princípio, seria algo a ser feito no final do projeto e seria opcional, podendo ou não acontecer. Mas o diretor Justin resolveu mudar os planos e fazer o leilão em meio ao documentário por uma questão de mídia mesmo.

14. Depois que você perder a virgindade, o que mais fará parte do documentário?

O vencedor do leilão vai aparecer? Ainda não posso precisar o que mais fará parte do documentário. Posso dizer apenas que o projeto continua e, quanto ao vencedor do leilão, cabe a ele querer aparecer ou não.

15. Durante o período de filmagem do documentário, você está sendo acompanhada por um psicólogo. No que ele a está ajudando?

Eu costumo ler muito sobre filosofia, e é algo de que gosto muito. Isso me ajuda e me incentiva a ter e seguir os meus próprios pensamentos e ideias. Eu respeito os psicólogos; afinal, eles estudaram para ter esse título, mas creio que os comportamentos humanos são muito subjetivos.

Então, basicamente posso dizer que gosto de trocar ideias com eles como qualquer outra pessoa e não sinto necessidade de nenhum acompanhamento psicológico.

16. Você não acha que vai ser difícil arranjar namorado depois disso?

Eu tenho certeza de que não. Mas isso não me preocupa mesmo. Não quero um namorado, quero um amor, e o amor verdadeiro não cobra nada, não é egoísta e ama incondicionalmente.

17. Para continuar famosa depois do leilão e do documentário, você pretende participar de programas como Big Brother e A Fazenda?

Eu vou ser bem sincera com você: nunca acompanhei esses programas. Já vi um pedacinho ou outro do BBB muito de passagem, A Fazenda eu nunca vi nem sei em que canal passa, mas creio que deve ser no mesmo estilo, né? Nada contra. O que estou fazendo também não deixa de ser uma espécie de reality, mas eu nunca me inscrevi em nenhum desses programas e nunca tive a intenção de fazê-lo.

18. Oscar Maroni [dono do clube privê Bahamas] afirmou que você ofereceu sua virgindade a ele por 100.000 reais. É verdade essa história?

[Risos.] Por 100.000 reais e ainda por cima pra ele, Oscar Maroni?!? Dio mio, divina comédia! Isso seria o mesmo que acreditar que a Terra é quadrada, o Sol é gelado e a água do mar é doce!

O valor mínimo que eu estipulei para o leilão junto e somente para o meu diretor Justin Sisely foi de 500 000 dólares, e nada menos que isso. Para a minha sorte, o valor foi maior; então, sem comentários.

Catarina no site do documentário: “Quanto à segunda (vez), creio que não toparia (receber dinheiro). Vou dar uma chance para um possível amor”

19. Você conhece Oscar Maroni?

Sim, conheci essa figura em Balneário Camboriú. Ele fazia questão de se fazer notar, parece ter gostado de me ver tocar piano, trocamos ideias. Na época eu tinha 17 anos. Agora, passear de mãozinhas dadas, jantarzinho romântico e beijinhos?!?

[Risos.] Dá licença! Tá de brincadeira, né? É coisa da imaginação dele porque tal fato nem sequer passou pela minha cabeça. Isso é patético. É tão desprezível alguém usar calúnias para chamar atenção que sinceramente me desperta piedade.

20. Se por acaso Playboy tivesse coberto o maior lance dado pela sua virgindade, você teria desistido de perdê-la e posaria nua para a revista?

[Risos.] Essa pergunta é surpreendente, mas informal, então eu não posso responder qual seria a minha decisão. Quanto a posar nua, não vejo nenhum problema; é só uma questão de “valores”. Mas, no momento, vou seguir fazendo parte desse documentário, que é o que mais me interessa. Estamos todos muito focados nisso.

23/05/2014

às 14:00 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de “Playboy” (2): uma militante do MST ia posar nua, e o mundo veio abaixo

Débora Rodrigues, na Capa da Revista Playboy, em outubro de 1997

Débora Rodrigues, a ex-militante sem terra estrela da capa de “Playboy” em outubro de 1997

Publicado originalmente a 24 de outubro de 2010

Campeões-de-audiência

 

 

 

 

 

(Os leitores não têm a menor obrigação de saber, mas a uma certa altura de minha longa carreira no chamado jornalismo hard – cuidando especialmente de temas políticos e relações internacionais – e no desempenho de cargos editorias executivos, coube-me ser diretor de Redação da revista Playboy, entre 1994 e 1999.

Um período muito rico, que, felizmente, deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que nunca contei. E que agora, no blog, estou contando, como já fiz antes. Se quiser conferir a história anterior, leia aqui).

Em 22 anos de história de Playboy até então, nunca tínhamos vivido nada parecido – mesmo agora, aos 35 anos de idade, a revista não viu o fenômeno se repetir. O fato é que de alguma forma vazou, dentro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a informação, verdadeira, de que uma de suas militantes, Débora Cristina Rodrigues, havia assinado contrato para posar nua para a revista.

A imprensa, como sempre, ficou sabendo. E seu súbito, avassalador interesse por Débora transformou a bela sem-terra num caso espetacular do que os americanos chamam de instant celebrity — alguém que passa, em questão de dias, do absoluto anonimato para a condição de celebridade.

Foi uma loucura midiática – não estou exagerando. Parecia que o mundo vinha abaixo. Reportagens pipocaram não apenas em jornais e revistas das maiores capitais, como O Globo e a Folha de S. Paulo, a Istoé e o Jornal da Tarde, ou os belo-horizontinos Diário da Tarde e Hoje em Dia, ou, ainda, o Correio Braziliense, do Distrito Federal. A coisa se espraiou por dezenas de jornais regionais do país, do Rio Grande do Sul a Pernambuco, do Paraná à Bahia.

Eu a descobri lendo jornal na praia

Playboy tinha sob contrato, na época, uma assessoria de imprensa encarregada principalmente de divulgar a revista para a mídia do interior do país, além de providenciar clippings – coleções de recortes de jornais e revistas e gravações de programas de rádio e TV em que a se mencionasse Playboy. Tenho até hoje, nos arquivos de meu escritório, a montanha de material sobre Débora.

Os programas de fofocas nas redes de TV não falavam de outra coisa. Celebridades, como a socialite Thereza Collor ou a atriz Danielle Winits, palpitavam. Num programa de rádio em São Paulo, a hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP), que ainda comentava profissionalmente assuntos de sexo e relacionamento, mesmo sem saber nada de concreto do caso espinafrou a revista e a mim, pessoalmente, por “explorar” uma militante dos “movimentos sociais”.

Thereza Collor: para ela o ensaio não combinava bem com uma militante

Até um deputado do PT, o bigodudo Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), acabou entrando na história, para “defender os direitos” de Débora.

Eu não imaginava, juro que não, que tudo aquilo fosse ocorrer quando, lendo sossegadamente ao sol o Estadão de domingo ao lado de minha mulher no refúgio litorâneo onde recuperava as energias com a família, na escondida minipraia de Sorocotuba, no Guarujá, a 90 quilômetros de nosso apartamento em São Paulo, dei com uma reportagem sobre José Rainha Júnior, o líder dos sem-terra no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do estado.

Num canto da foto em preto e branco de Rainha com um grupo, aparecia uma bela mulher, de calças jeans, rabo-de-cavalo, um boné do MST e grandes brincos tipo argola. Era Débora, e resolvi na hora que iria colocá-la nas páginas de Playboy. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

22/05/2014

às 6:00 \ Disseram

Ela errou, mas não por esses motivos

“Fui crucificada por algo que eu nem sabia que tinha: beleza.”

Fernanda Colombo Uliana, bandeirinha, no site F5. No jogo em que o Atlético venceu o Cruzeiro por 2 x 1, a auxiliar marcou um impedimento inexistente contra o time derrotado e, por isso, um diretor do clube, Alexandre Mattos, sugeriu que ela deixasse o futebol e posasse para a PLAYBOY

05/05/2014

às 6:00 \ Disseram

Competição entre ídolos

“Joguei mais do que o Ronaldo a vida toda.”

Edmundo, ex-atacante do Vasco, do Flamengo, do Palmeiras e da seleção, ao se comparar ao Fenômeno, em entrevista para a PLAYBOY que chega às bancas nesta terça-feira 6

28/04/2014

às 9:00 \ Tema Livre

MULHERES LINDAS: Padma Lakshmi, apresentadora do “Top Chef” americano, suposta atual namorada de Richard Gere e ex-mulher de Salman Rushdie

Padma Lakshmi em uma das muitas campanhas publicitárias que estrelou: roubando corações (Foto: divulgação)

Padma Lakshmi em uma das muitas campanhas publicitárias que estrelou: roubando corações – e acumulando funções (Foto: divulgação)

Inicialmente, muita gente se surpreendeu com os rumores sobre um novo relacionamento na vida de Richard Gere apenas sete meses após seu divórcio da estonteante ex-Bond Girl Carey Lowell, com quem esteve casado por 11 anos.

Mas bastou vazar a suposta informação sobre quem seria a nova companheira do eterno galã para que tudo fizesse sentido imediatamente.

Como apresentadora da edição americana do programa "Top Chef" (Imagem: reprodução)

Como apresentadora da edição americana do programa “Top Chef” (Imagem: reprodução)

Segundo setores da chamada “imprensa marrom”, o ator de 64 anos teria sido fisgado pela deslumbrante Padma Laksmi, 43, famosa nos últimos anos por apresentar, desde 2006, a edição americana do reality show gastronômico Top Chef.

 Das passarelas às telas, passando pelas livrarias

Outra peça publicitária estrelada por Padma (Foto: divulgação)

Outra peça publicitária estrelada por Padma (Foto: divulgação)

Nascida Padmalakshmi Vaidyanathan em Chennai, uma metrópole da Índia menos conhecida mundialmente do que, por exemplo, Bombaim e Nova Déli, a esguia morena cresceu nos EUA, onde a mãe enfermeira resolveu morar após separar-se de seu pai, executivo.

Formou-se em Belas Artes pela Universidade Clark de Worcester, no Estado de Massachusetts, em 1992, pagando parte do curso com seu trabalho de modelo. Diz ter sido a primeira indiana a ter carreira nos polos da moda Paris, Milão e Nova York, mas mesmo assim nunca se contentou em explorar apenas a beleza física como profissão.

A capa de seu livro, "Easy Exotic" (Imagem: reprodução)

A capa de seu livro, “Easy Exotic” (Imagem: reprodução)

Tanto é que em 1999 estreava como autora no livro Easy Exotic (Tradução livre: “O Exótico Fácil”), no qual publicava suas receitas baixas em calorias. Estava semeada sua trajetória televisiva-culinária que repercutiria na contratação para estrelar Top Chef na metade da década seguinte.

Padma em Miami em dezembro do ano passado (Foto: INFphoto.com)

Padma em Miami em dezembro do ano passado (Foto: INFphoto.com)

Nesta época, aliás, já trazia no currículo também experiências como atriz, primeiro na Itália e depois, timidamente, em Hollywood (chegou a figurar no elenco de Glitter – O Brilho de uma Estrela, com Mariah Carey, lançado em 2001).

Personagem de livro

Com Salman Rushdie, seu marido entre 2004 e 2007 (Foto: FilmMagic)

Com Salman Rushdie, seu marido entre 2004 e 2007 (Foto: FilmMagic)

Foi circulando no badalado mundo editorial que foi apresentada, no mesmo ano de seu début como escritora, ao escritor indiano Salman Rushdie, 23 anos mais velho, com se casaria em 2004.

O matrimônio durou três anos, o bastante para que a gata rendesse páginas e páginas do livro autobiográfico lançado por Rushdie em 2012, Joseph Anton – Uma Memória, no qual critica, usando pseudônimo, o comportamento “narcisista” da moça e sua frequente “frieza” em relação ao marido.

A capa da "Playboy" francesa estampada por Padma em 2000 (Imagem: reprodução)

A capa da “Playboy” francesa estampada por Padma em 2000 (Imagem: reprodução)

 

A obra também abordava o episódio em que a edição francesa da Playboy publicou antigas fotos de Padma nua, em 2000. O próprio escritor teria tratado com advogados sobre a divulgação do material.

Depois da midiática relação com Rushdie, Padma se envolveu com o investidor americano Adam Dell, com quem teve em 2010 a menina Krishna, por cuja guarda acabaram brigando na justiça.

Talvez por estar cansada dos holofotes vinculados à sua vida pessoal, ainda não se deixou fotografar com Richard Gere. Mesmo assim, não recusa propostas para ensaios sensuais, como o que rendeu a foto abaixo, em que aparece de lingerie, realizado para a Playboy americana em 2012.

 Playboy nova

 

 

07/11/2013

às 21:07 \ Tema Livre

Capa de PLAYBOY com a ex-mulher do senador Jarbas Vasconcelos vai para as bancas na terça-feira

Meyrielle Abrantes, "A beleza no poder", clicada por J.R. Duran

Meyrielle Abrantes, “A beleza no poder”, clicada por J.R. Duran

A ex-miss Pernambuco Meyrielle Abrantes, 30 anos e em plena forma, ex-mulher do duas vezes governador do Estado e atual senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de 71 anos, é a capa da edição de novembro da revista Playboy que irá para as bancas na próxima terça-feira, 12.

Meyrielle foi clicada pelo fotógrafo J.R. Duran para um ensaio de 22 páginas.

Jarbas Vasconcelos, 2 vezes ex-governandor de Pernambuco e atual senador da República pelo PMDB

Jarbas Vasconcelos

A revista batalhou muito para conseguir o ensaio, mas Meyrielle se recusou a aceitar o convite enquanto mantinha contrato de união estável com o senador.

Separada de Jarbas há quatro meses, ela finalmente tirou a roupa para a revista.

Agora solteira, terá um mês para chamar de seu na revista do coelho.

 

Capa da Playboy de novembro

Capa da edição de novembro

 

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