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Playboy

23/05/2014

às 14:00 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de “Playboy” (2): uma militante do MST ia posar nua, e o mundo veio abaixo

Débora Rodrigues, na Capa da Revista Playboy, em outubro de 1997

Débora Rodrigues, a ex-militante sem terra estrela da capa de “Playboy” em outubro de 1997

Publicado originalmente a 24 de outubro de 2010

Campeões-de-audiência

 

 

 

 

 

(Os leitores não têm a menor obrigação de saber, mas a uma certa altura de minha longa carreira no chamado jornalismo hard – cuidando especialmente de temas políticos e relações internacionais – e no desempenho de cargos editorias executivos, coube-me ser diretor de Redação da revista Playboy, entre 1994 e 1999.

Um período muito rico, que, felizmente, deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que nunca contei. E que agora, no blog, estou contando, como já fiz antes. Se quiser conferir a história anterior, leia aqui).

Em 22 anos de história de Playboy até então, nunca tínhamos vivido nada parecido – mesmo agora, aos 35 anos de idade, a revista não viu o fenômeno se repetir. O fato é que de alguma forma vazou, dentro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a informação, verdadeira, de que uma de suas militantes, Débora Cristina Rodrigues, havia assinado contrato para posar nua para a revista.

A imprensa, como sempre, ficou sabendo. E seu súbito, avassalador interesse por Débora transformou a bela sem-terra num caso espetacular do que os americanos chamam de instant celebrity — alguém que passa, em questão de dias, do absoluto anonimato para a condição de celebridade.

Foi uma loucura midiática – não estou exagerando. Parecia que o mundo vinha abaixo. Reportagens pipocaram não apenas em jornais e revistas das maiores capitais, como O Globo e a Folha de S. Paulo, a Istoé e o Jornal da Tarde, ou os belo-horizontinos Diário da Tarde e Hoje em Dia, ou, ainda, o Correio Braziliense, do Distrito Federal. A coisa se espraiou por dezenas de jornais regionais do país, do Rio Grande do Sul a Pernambuco, do Paraná à Bahia.

Eu a descobri lendo jornal na praia

Playboy tinha sob contrato, na época, uma assessoria de imprensa encarregada principalmente de divulgar a revista para a mídia do interior do país, além de providenciar clippings – coleções de recortes de jornais e revistas e gravações de programas de rádio e TV em que a se mencionasse Playboy. Tenho até hoje, nos arquivos de meu escritório, a montanha de material sobre Débora.

Os programas de fofocas nas redes de TV não falavam de outra coisa. Celebridades, como a socialite Thereza Collor ou a atriz Danielle Winits, palpitavam. Num programa de rádio em São Paulo, a hoje senadora Marta Suplicy (PT-SP), que ainda comentava profissionalmente assuntos de sexo e relacionamento, mesmo sem saber nada de concreto do caso espinafrou a revista e a mim, pessoalmente, por “explorar” uma militante dos “movimentos sociais”.

Thereza Collor: para ela o ensaio não combinava bem com uma militante

Até um deputado do PT, o bigodudo Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), acabou entrando na história, para “defender os direitos” de Débora.

Eu não imaginava, juro que não, que tudo aquilo fosse ocorrer quando, lendo sossegadamente ao sol o Estadão de domingo ao lado de minha mulher no refúgio litorâneo onde recuperava as energias com a família, na escondida minipraia de Sorocotuba, no Guarujá, a 90 quilômetros de nosso apartamento em São Paulo, dei com uma reportagem sobre José Rainha Júnior, o líder dos sem-terra no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do estado.

Num canto da foto em preto e branco de Rainha com um grupo, aparecia uma bela mulher, de calças jeans, rabo-de-cavalo, um boné do MST e grandes brincos tipo argola. Era Débora, e resolvi na hora que iria colocá-la nas páginas de Playboy. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

22/05/2014

às 6:00 \ Disseram

Ela errou, mas não por esses motivos

“Fui crucificada por algo que eu nem sabia que tinha: beleza.”

Fernanda Colombo Uliana, bandeirinha, no site F5. No jogo em que o Atlético venceu o Cruzeiro por 2 x 1, a auxiliar marcou um impedimento inexistente contra o time derrotado e, por isso, um diretor do clube, Alexandre Mattos, sugeriu que ela deixasse o futebol e posasse para a PLAYBOY

05/05/2014

às 6:00 \ Disseram

Competição entre ídolos

“Joguei mais do que o Ronaldo a vida toda.”

Edmundo, ex-atacante do Vasco, do Flamengo, do Palmeiras e da seleção, ao se comparar ao Fenômeno, em entrevista para a PLAYBOY que chega às bancas nesta terça-feira 6

28/04/2014

às 9:00 \ Tema Livre

MULHERES LINDAS: Padma Lakshmi, apresentadora do “Top Chef” americano, suposta atual namorada de Richard Gere e ex-mulher de Salman Rushdie

Padma Lakshmi em uma das muitas campanhas publicitárias que estrelou: roubando corações (Foto: divulgação)

Padma Lakshmi em uma das muitas campanhas publicitárias que estrelou: roubando corações – e acumulando funções (Foto: divulgação)

Inicialmente, muita gente se surpreendeu com os rumores sobre um novo relacionamento na vida de Richard Gere apenas sete meses após seu divórcio da estonteante ex-Bond Girl Carey Lowell, com quem esteve casado por 11 anos.

Mas bastou vazar a suposta informação sobre quem seria a nova companheira do eterno galã para que tudo fizesse sentido imediatamente.

Como apresentadora da edição americana do programa "Top Chef" (Imagem: reprodução)

Como apresentadora da edição americana do programa “Top Chef” (Imagem: reprodução)

Segundo setores da chamada “imprensa marrom”, o ator de 64 anos teria sido fisgado pela deslumbrante Padma Laksmi, 43, famosa nos últimos anos por apresentar, desde 2006, a edição americana do reality show gastronômico Top Chef.

 Das passarelas às telas, passando pelas livrarias

Outra peça publicitária estrelada por Padma (Foto: divulgação)

Outra peça publicitária estrelada por Padma (Foto: divulgação)

Nascida Padmalakshmi Vaidyanathan em Chennai, uma metrópole da Índia menos conhecida mundialmente do que, por exemplo, Bombaim e Nova Déli, a esguia morena cresceu nos EUA, onde a mãe enfermeira resolveu morar após separar-se de seu pai, executivo.

Formou-se em Belas Artes pela Universidade Clark de Worcester, no Estado de Massachusetts, em 1992, pagando parte do curso com seu trabalho de modelo. Diz ter sido a primeira indiana a ter carreira nos polos da moda Paris, Milão e Nova York, mas mesmo assim nunca se contentou em explorar apenas a beleza física como profissão.

A capa de seu livro, "Easy Exotic" (Imagem: reprodução)

A capa de seu livro, “Easy Exotic” (Imagem: reprodução)

Tanto é que em 1999 estreava como autora no livro Easy Exotic (Tradução livre: “O Exótico Fácil”), no qual publicava suas receitas baixas em calorias. Estava semeada sua trajetória televisiva-culinária que repercutiria na contratação para estrelar Top Chef na metade da década seguinte.

Padma em Miami em dezembro do ano passado (Foto: INFphoto.com)

Padma em Miami em dezembro do ano passado (Foto: INFphoto.com)

Nesta época, aliás, já trazia no currículo também experiências como atriz, primeiro na Itália e depois, timidamente, em Hollywood (chegou a figurar no elenco de Glitter – O Brilho de uma Estrela, com Mariah Carey, lançado em 2001).

Personagem de livro

Com Salman Rushdie, seu marido entre 2004 e 2007 (Foto: FilmMagic)

Com Salman Rushdie, seu marido entre 2004 e 2007 (Foto: FilmMagic)

Foi circulando no badalado mundo editorial que foi apresentada, no mesmo ano de seu début como escritora, ao escritor indiano Salman Rushdie, 23 anos mais velho, com se casaria em 2004.

O matrimônio durou três anos, o bastante para que a gata rendesse páginas e páginas do livro autobiográfico lançado por Rushdie em 2012, Joseph Anton – Uma Memória, no qual critica, usando pseudônimo, o comportamento “narcisista” da moça e sua frequente “frieza” em relação ao marido.

A capa da "Playboy" francesa estampada por Padma em 2000 (Imagem: reprodução)

A capa da “Playboy” francesa estampada por Padma em 2000 (Imagem: reprodução)

 

A obra também abordava o episódio em que a edição francesa da Playboy publicou antigas fotos de Padma nua, em 2000. O próprio escritor teria tratado com advogados sobre a divulgação do material.

Depois da midiática relação com Rushdie, Padma se envolveu com o investidor americano Adam Dell, com quem teve em 2010 a menina Krishna, por cuja guarda acabaram brigando na justiça.

Talvez por estar cansada dos holofotes vinculados à sua vida pessoal, ainda não se deixou fotografar com Richard Gere. Mesmo assim, não recusa propostas para ensaios sensuais, como o que rendeu a foto abaixo, em que aparece de lingerie, realizado para a Playboy americana em 2012.

 Playboy nova

 

 

07/11/2013

às 21:07 \ Tema Livre

Capa de PLAYBOY com a ex-mulher do senador Jarbas Vasconcelos vai para as bancas na terça-feira

Meyrielle Abrantes, "A beleza no poder", clicada por J.R. Duran

Meyrielle Abrantes, “A beleza no poder”, clicada por J.R. Duran

A ex-miss Pernambuco Meyrielle Abrantes, 30 anos e em plena forma, ex-mulher do duas vezes governador do Estado e atual senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de 71 anos, é a capa da edição de novembro da revista Playboy que irá para as bancas na próxima terça-feira, 12.

Meyrielle foi clicada pelo fotógrafo J.R. Duran para um ensaio de 22 páginas.

Jarbas Vasconcelos, 2 vezes ex-governandor de Pernambuco e atual senador da República pelo PMDB

Jarbas Vasconcelos

A revista batalhou muito para conseguir o ensaio, mas Meyrielle se recusou a aceitar o convite enquanto mantinha contrato de união estável com o senador.

Separada de Jarbas há quatro meses, ela finalmente tirou a roupa para a revista.

Agora solteira, terá um mês para chamar de seu na revista do coelho.

 

Capa da Playboy de novembro

Capa da edição de novembro

 

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11/08/2013

às 10:15 \ Tema Livre

MULHERES LINDAS: Nanda Costa, a Morena da novela “Salve Jorge”, está na edição de aniversário de “Playboy”

Nanda Costa, no ensaio da Playboy de agosto, em Havana, Cuba, pelas lentes de Bob Wolfenson

Nanda Costa, no ensaio da edição de agosto de "Playboy", pelas lentes de Bob Wolfenson

Este agosto marca o 38º aniversário de Playboy, mas quem fica com o presente, como de costume, são os leitores: a capa da edição vem decorada com a atriz Nanda Costa, fotografada por Bob Wolfenson em Havana.

Este 2013, ninguém duvida, é de Nanda. No papel principal da última novela das 9, Salve Jorge, a atriz de 26 anos enfrentou sem medo o desafio de brilhar em meio a um elenco que de estrelas tarimbadas, como Giovanna Antonelli e Letícia Spiller. Estreante como protagonista, depois de prêmios por seus trabalhos anteriores na TV, mostrou a mesma determinação que a acompanha desde quando, aos 14 anos, trocou Paraty (RJ), onde nasceu, por São Paulo.

Na vida real, Fernanda Costa Campos Cotote é mais forte que Morena, a personagem criada pela dramaturga Glória Perez. Longe do pai, que deixara a família anos antes, a adolescente Nanda saiu da cidade fluminense em busca de se tornar uma atriz de sucesso. Foi morar com uma tia por parte de mãe com a qual tinha forte ligação afetiva.

Depois de apenas cinco meses na capital paulista, porém, Nanda sofreu o golpe da da tia Paula num acidente de carro. Quando o seu mundo desabou, ela poderia ter soterrado todos os seus sonhos. Nanda, porém, decidiu permanecer na cidade. Passou a morar num pensionato de freiras exclusivo para mulheres – e depois em outros endereços – e a estudar dramaturgia.

Tal empenho, hoje, se reflete no currículo: embora jovem, a atriz acumula dez trabalhos no cinema, que lhe renderam prêmios de melhor atriz. Com Sonhos Roubados, de 2009, levou o prêmio dos festivais do Rio, de Paris e de Miami; com Febre do Rato, de 2011, foi laureada em Biarritz, na França. Fez três novelas (Cobras e Lagartos, 2006; Viver a Vida, 2009 e Cordel Encantado, 2011), antes de Salve Jorge, além de um papel no teatro e outros em séries e especiais na TV.

Nanda se dedica com entusiasmo a tudo que se propõe a fazer. Para o ensaio de Playboy, ela se desnudou sem receios em Havana, capital de um país em que reinam censuras diversas, e provou como beleza e fama são atributos menos importantes que coragem e talento para testar limites, quebrar tabus e atingir objetivos. Nanda Costa, em resumo, é a típica mulher brasileira: brejeira, guerreira e genuinamente encantadora.

(Foto: Bob Wolfenson)

"A ideia inicial era fazer o ensaio em Paris. Porém, como ela tem essa beleza brasileira, mais latina, caliente, surgiu a proposta de fazer o ensaio em Cuba, que tem um espírito semelhante ao nosso, sem deixar de ser um lugar exótico", contou Thales Guaracy, diretor de redação de "Playboy" (Foto: Bob Wolfenson)

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(Foto: Bob Wolfenson)

(Foto: Bob Wolfenson)

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Paparicada como princesa, no ensaio em Havana (Foto: Bob Wolfenson)

Paparicada como princesa: maquiador e cabeleireiro em ação (Foto: Bob Wolfenson)

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Nos bastidores do ensaio, em Havana (Foto: Bob Wolfenson)

Nos bastidores do ensaio, em Havana (Foto: Bob Wolfenson)

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Nos bastidores do ensaio, em Havana (Foto: Bob Wolfenson)

Nos bastidores do ensaio, em Havana (Foto: Bob Wolfenson)

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Nanda Costa, quando ainda uma promessa 

Em "Playboy", quando Nanda ainda uma promessa

 

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03/08/2013

às 13:01 \ Disseram

Policial cubano, para Nanda Costa: “pena que estou fardado”

“Pena que não posso tirar uma foto contigo, pois estou fardado.”

Nanda Costa, atriz, repetindo o que um policial cubano lhe disse ao flagrá-la posando nua em Havana para o ensaio de capa da edição de agosto da revista Playboy

10/07/2013

às 12:07 \ Tema Livre

Depois de posar nua para Playboy-USA, Tamara, filha do bilionário Bernie Ecclestone, da Fórmula 1, casa-se em espantosa festa de 18 milhões de dólares e está em lua-de-mel

Tamara Ecclestone no mar do Caribe com o agora marido, o financista Jay Rutland (Foto: dailymail.co.uk)

Vocês certamente se lembram de Tamara Ecclestone, filha do bilionário britânico dono da Fórmula 1 Bernie Ecclestone, não? Aquela mesma que posou nua para a edição americana de Playboy e ainda está na home page do blog?

Pois bem, depois dessa travessura ela, aos 28 anos, se casou com o noivo, o financista britânico Jay Rutland, 31 anos, em uma histórica festa à beira da piscina em Cap Ferrat, na Riviera Francesa, na qual papai gastou 18 milhões de dólares.

Nos últimos dias, junto com Rutland, ela passou a terceira fase da lua-de-mel na exclusiva Paradise Island, nas Bahamas, em cuja Cable Beach foram feitas as fotos dos pombinhos.

O sol da Riviera francesa e do Caribe deixaram Tamara bem mais bronzeada do que aparece nas fotos de "Playboy" (Foto: dailymail.co.uk)

Mas voltemos à festa de casamento. Como gastar essa fábula de dinheiro numa festa, meu Deus?

Ora, para quem tem fortuna avaliada em 4 bilhões de dólares, é fácil. Primeiro, Bernie alugou para convidados todos os 75 apartamentos do luxuosíssimo Grand Hôtel du Cap Ferrat.

Só aí torrou 1 milhão de dólares, fora extras.

O casal se conheceu em janeiro e é o primeiro casamento de ambos (Foto: dailymail.co.uk)

Depois, trouxe de jatos, vindos de diferentes lugares, vários amigos da filha, do genro e dele próprio. Finalmente, para entreter os convidados, contratou atrações como Elton John e Lionel Richtie.

O exclusivo Grand Hôtel du Cap Ferrat, em que se realizou o casamento: só com o aluguel dos 75 apartamentos, Ecclestone gastou 1 milhão de dólares (Foto: theworldofenvy.com)

 

22/05/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Nua na edição de PLAYBOY nos EUA: a bela Tamara Ecclestone, filha do bilionário dono da Fórmula 1

Tamara Ecclestone

Italiana de Milão, Tamara Ecclestone arrasou como capa da edição americana da revista Playboy de maio de 2013, pelas lentes do fotógrafo Tony Kelly.

Ela volta ao blog a pedidos insistentes de leitores.

Texto de Gavin Edwards, publicado no site de Playboy USA

No Reino Unido, Tamara Ecclestone é conhecida como Billion $$ Girl. Ela é famosa por ser apresentadora de TV, estrela de um reality show — o Tamara Ecclestone: Billion $$ Girl — e herdeira de uma enorme fortuna oriunda da Fórmula 1.

Seu pai, Bernie Ecclestone, a 12ª pessoa mais rica do Reino Unido de acordo com a revista de negócios Forbes, é o CEO da F-1, o circuito de provas automobilísticas mais lucrativo e popular do mundo.

Tamara também é famosa por ser baladeira: suas noitadas em Londres, seu recente noivado com o financista Jay Rutland, ex-corretor de valores na City londrina, suas roupas, seu comportamento — tudo é seguidamente exposto nos tablóides.

Tamara Eccestone, na Playboy: um luxo só (Imagem: Capa da edição americana do mês de maio de 2013)

Tamara Eccestone, na Playboy: um luxo só (Imagem: Capa da edição americana do mês de maio de 2013)

 

Portanto, além de apreciar essas fotos, o que podemos saber sobre ela? “Toda vez que venho aos EUA”, diz Tamara, “as pessoas me dizem, ‘Oh, você é a Paris Hilton Europeia’”. Ela franze o nariz: “Na verdade, eu sou o oposto disso.”

Tamara jura que frequenta clubes noturnos apenas uma noite por semana. Seu foco de estilo de vida para o futuro está no lançamento de empresas — “Eu sei que nunca vou ser tão bem sucedida como o meu pai”, diz ela, “mas fico entediada sem fazer nada. Eu não podia sair de férias, curtir, sem motivação. ”

Tamara, vestida de pijama de bolinhas rosa, está sentado em um sofá em sua suíte de luxo no Hotel Peninsula, em Beverly Hills, na Califórnia. Fora de seu quarto são múltiplas as camadas de seguranças particulares, elevando dramaticamente o quociente de fones de ouvido sem fio e expressões carrancudas do hotel.

 

Em Los Angeles, Tamara normalmente ficaria com sua irmã Petra, que há dois anos comprou a mansão do cineasta Aaron Spelling por 85 milhões de dólares — a mansão tem mais de cem quartos, o que significa espaço suficiente.

A melhor coisa sobre a casa de sua irmã? “Provavelmente jogaríamos boliche”, diz Tamara. “Visitando-a, eu comecei realmente a ficar boa no boliche.” Mas hoje Petra está de volta a Londres, então Tamara terá de esperar outra viagem para confirmar a destreza com os pinos.

A pergunta que não quer calar: por que Tamara Ecclestone está posando para Playboy? “Não tenho problema algum com a nudez”, diz ela, alegremente. Sua mãe, Slavica, uma bonita ex-modelo nascida na Croácia, também teve sua cota de fotos sensuais.

A pele valiosa da Tamara ostenta algumas tatuagens discretas (tão discretas, na verdade, que você não pode vê-las aqui). A mais significativa é uma citação de Marilyn Monroe: “Às vezes as coisas boas desmoronam para que coisas melhores possam cair juntas.”

Ela também tem uma tatuagem de seu próprio nome dentro de uma tiara: “As pessoas sempre brincam que sou uma princesa”, diz ela, exibindo seu sorriso de bilhões de dólares.

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27/04/2013

às 18:00 \ Livros & Filmes

Do nudismo na Praia do Pinho à Guerrilha do Araguaia, um livro de reportagens que vale a pena ler

O jornalista Ivan Marsiglia: "talento em buscar uma apuração em regra, capricho no texto, originalidade na abordagem" (Foto: Kiko Ferrite)

VALE O QUE ESTÁ ESCRITO

Resenha de Luiz Zanin Oricchio, publicada no jornal O Estado de S.Paulo

De celebridade mesmo, só João Gilberto comparece na coletânea de textos jornalísticos A Poeira dos Outros, de Ivan Marsiglia, editor-assistente do caderno Aliás, do Estado. Os outros 19 referem-se a pessoas comuns, que seriam anônimas não estivessem de alguma forma envolvidas em fatos excepcionais.

Bem, nem todos os perfis são de pessoas, mas isso veremos depois. Dos 20 textos, 17 foram publicados no Estado, dois na revista Trip e um em Playboy.

Comecemos por João, mesmo porque o perfil que Ivan lhe dedica serve como exemplo de sua proposta jornalística. Quem lê o título adivinha em que fonte o repórter vai beber. “João Gilberto Está Resfriado” remete ao texto famoso de Gay Talese sobre o cantor Frank Sinatra, que era avesso, como nosso João, ao contato com a imprensa ou com outros seres humanos.

Talese, impossibilitado de entrevistar o genioso (e genial) artista, fez o que pôde. Ouviu gente que convivia com Sinatra e, juntando depoimentos às suas observações, escreveu o perfil que se tornou clássico do chamado jornalismo literário, “Frank Sinatra Está Resfriado”. Como acontecia que João, às vésperas de completar 80 anos, estivesse também atacado pelo banal porém incômodo vírus influenza, Ivan toma o título de Talese emprestado e o adapta aos trópicos.

O resultado é um delicioso perfil, pincelado a partir de histórias sugestivas e pitorescas.

O texto de “João Gilberto Está Resfriado” é leve, inspirado, divertido. Há outros assim, como “Carnaval na Praia dos Pelados”, escrito originalmente para Playboy, que relata a incursão do repórter à famosa Praia do Pinho, santuário nudista situado no litoral catarinense. Nesse texto, a reportagem observacional é, naturalmente, obrigatória, embora o jornalista tenha também conversado com muita gente no local.

Como ele diz, “observar, de todo modo, é o esporte predileto do Pinho”, constatação feita ao assistir a uma partida de vôlei que os jogadores, rapazes e moças, disputavam, digamos, in natura.

O tom suave e divertido deve ceder espaço ao sério e ao grave quando outros temas se apresentam, como é o caso do texto que abre o livro, “A Memória das Paredes”, que tem por centro uma casa muito especial no bairro de Caxambu, em Petrópolis (RJ). Comprada por uma família nos anos 70, ela se revelou ser a mal-afamada Casa da Morte de que falavam ex-presos políticos.

Era um tenebroso centro de tortura na época da repressão. Seguindo a indicação de uma antiga “moradora”, a presa política Inês Etienne Romeu, a casa foi identificada. Havia sido adquirida por um engenheiro e reformada. Lá, ele criou a família. Hoje, a casa foi desapropriada para futura transformação em museu sobre os anos de chumbo.

Essa reportagem, publicada sob o título “E o Direito à Memória Bateu à Porta” recebeu o 12.º Prêmio Estadão de Jornalismo na categoria Perfil. A pegada é política e discute uma questão delicada. O que vale mais: o direito de propriedade ou os interesses da memória do País?

Desse mesmo teor – e tom – é o doloroso relato que fecha o volume, “A Longa Viagem de X2″, sobre a luta de uma senhora de Fortaleza pela recuperação dos restos mortais do filho, Bergson Gurjão Farias, assassinado na Guerrilha do Araguaia. Em 1969, Bergson entrou para a clandestinidade e seus pais nunca mais o viram. Apenas em 2009, restos mortais encontrados na região do Araguaia foram reconhecidos como sendo seus.

“Passados 24 anos da redemocratização (o texto é de 2009), ainda existem cerca de 140 desaparecidos políticos no Brasil”, constata o jornalista. Nenhuma das famílias tem esperança de voltar a vê-los vivos. Mas lutam para lhes dar sepultura digna. Enterrar os mortos é a maneira simbólica de fazer o luto e voltar a viver. Recusar esse direito é punir, mais uma vez, as famílias dos desaparecidos.

O ponto de vista de uma onça, ou de um canhão da Guerra do Paraguai

A pauta do livro é bastante variada, assim como o tom adotado. O escritor pode optar pelo ponto de vista de uma onça em “Sou Suçuarana”. Ou, em “Pobre Cristiano”, traçar o “perfil” de um obus do século XIX, relíquia da Guerra do Paraguai, para discutir a questão da memória histórica na América Latina. Ou falar pelo ponto de vista da faixa presidencial, em “Com a Palavra, a Faixa”, ao evocar nossos hábitos republicanos.

O que não varia é o talento em buscar uma apuração em regra, o capricho no texto, a originalidade na abordagem e o uso de técnicas ficcionais para fins de reportagem, traços que definem o jornalismo literário. São matérias extensas para os padrões atuais do jornalismo impresso, mas que se leem com rapidez e prazer.

Quando o jornalismo tradicional se encontra na encruzilhada da internet, parece interessante apostar cada vez mais em textos desse tipo, que não apenas informam, mas interpretam e iluminam fatos sob ângulos originais. Sem o diferencial do texto, o jornalismo impresso condena-se à obsolescência.

A POEIRA DOS OUTROS (Arquipélago Editorial. 168 págs., R$38)

 

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