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Piso Nacional do Magistério

25/03/2012

às 19:24 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: educar é preciso — mas desse jeito?

Manda quem pode, obedece quem quer (Foto: Ag. Brasil)

Agora que é governador, Tarso Genro não concede o piso salarial cuja criação comemorou (Foto: Agência Brasil)

Uma vez mais reproduzo algumas notas da coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada em cinco jornais. O título original da coluna é o de abaixo:

EDUCAR É PRECISO

Educação em primeiro lugar, dizem todos os governantes, de todos os partidos, em todos os cargos administrativos.

1 – O governador paulista Geraldo Alckmin, do PSDB, decidiu suspender as aulas de reforço, em que estudantes recebiam orientação para atingir o mesmo nível de seus colegas. São aulas essenciais: como a aprovação é automática, dão aos estudantes a oportunidade de acompanhar as matérias da série seguinte.

2 – O governador gaúcho Tarso Genro, do PT, se recusou a pagar o Piso Nacional do Magistério. Deu 9,84% a partir de maio, 6,08% em novembro, 6% em fevereiro do ano que vem, mais algumas suaves parcelas.

De acordo com o Piso Nacional do Magistério, o menor salário que pode ser pago a um professor, a partir de janeiro último, é de R$ 1.451,00 mensais.

De acordo com o Governo gaúcho, o professor vai ganhar menos que o piso atual, chegando a apenas R$ 1.260,00, e apenas daqui a mais de dois anos, em novembro de 2014.

Agora, o detalhe curioso: quando Tarso Genro era chefe da Casa Civil do presidente Lula, em 2008, comemorou a criação do Piso Nacional do Magistério, esse que agora se recusa a obedecer, e em entrevistas sucessivas disse que todos os governantes seriam obrigados a cumprir a lei – o que ele agora não quer fazer, dizendo que não é obrigado.

Afinal, ele é otoridade e a Justiça que não se meta.

No Brasil, há pelo menos duas coisas que não dão futuro: uma é ser professor, outra é acreditar em palavra de político.

Descanso contra a crise

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Descanso entre-crise (Foto: Mauro Vieira / Ag. RBS)

Quando o presidente Itamar Franco estava fora do país, dizia-se que a crise tinha viajado.

A crise atual também viaja (nesta semana, a presidente Dilma e o vice-presidente Michel Temer, que comanda o PMDB rebelado, ficam no exterior). E, depois, todo mundo descansa, que ninguém é de ferro.

Quando Dilma e Temer voltarem, entrará em pauta a Semana Santa.

Após a Páscoa, lá por 11 de abril, recomeça a lenga-lenga sobre o Código Florestal e a Lei Geral do Copo (antigamente chamada de Lei Geral da Copa, que acabou virando um debate sobre bebida alcoólica nos estádios).

Ou seja, haverá uns dias sem crise.

O fundo é mais fundo

Descontente com o governo? Dilma viaja para a Índia, Michel Temer está na Coreia, e quem assume a Presidência da República é Marco Maia, do PT gaúcho, presidente da Câmara.

O deputado Tiririca e sua grande novidade: cabeça raspada (Foto Beto Barata /;

Pior fica, sim (Foto Beto Barata /AE)

Ao contrário do que dizia Tiririca, pior do que está fica, sim, senhor.

 

 

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