31/07/2012
às 20:01 \ Política & CiaMensalão: reveja o vídeo INESQUECÍVEL e INDISPENSÁVEL. Se o mensalão não existiu, do que, afinal, Lula pediu desculpas?

Dirceu, qualificado como "chefe da quadrilha" do mensalão pelo Ministério Público, com Lula: o ex-presidente jurou que "desmontaria" a "farsa" do mensalão (Foto: veja.abril.com.br)
O ex-presidente Lula jurou que iria “desmontar” a “farsa” do mensalão, e bem que tentou — com palavras vãs, atacando “as elites”, falando mal da oposição e por aí vai, sem aportar um milésimo de qualquer fato em abono a sua tese.
Um coro de petistas, desde então, a começar por seu presidente, Rui Falcão, passou a qualificar de “farsa” o escândalo da compra de votos em troca de apoio ao governo Lula que provocou uma brutal crise política em 2005, levou à demissão e posterior cassação do mandato de deputado de seu chefe da Casa Civil, José Dirceu, e resultou num processo criminal a dois dias de começar finalmente a ser julgado no Supremo Tribunal Federal, no qual o procurador-geral da República acusa Dirceu de comandar uma “quadrilha”.
Lula denomina “farsa” o que a Polícia Federal — se depender das loas de muitos petistas, a melhor polícia do planeta –, DURANTE O LULALATO, investigou e concluiu ter havido CRIME, uso de dinheiro público e uma série enorme de bandalheiras. (Leia sobre a Polícia Federal e o mensalão).
Seria ”farsa”, segundo Lula e seus acólitos, o que apurou a própria Polícia Federal — e que VEJA já havia, em muitos casos, adiantado em 2011 — sobre a montanha de dinheiro sem explicação comprovadamente distribuído a figurões petistas, das operações bancárias espertíssimas, dos empréstimos fajutos — e por aí vai.
Mudar e, se possível, apagar a História
É claro o ex-presidente invariavelmente deixou de lado um interessante vídeo, com trecho do discurso dele próprio, dirigido à nação pela TV em pleno fragor do escândalo.
Tentando, como em tantas ocasiões fizeram o PT e seus dirigentes, mudar e, se possível, apagar a História, o comandante-chefe do PT finge que não houve seu famoso discurso transmitido da Granja do Torto pela TV a 12 de agosto de 2005, em que, constrangido, pálido, apalermado, abatido, parecendo não saber para onde dirigir o olhar, levemente trêmulo, o então presidente da República declarou perante a o país que fora “traído” e mencionou “desculpas”.
Nesse discurso, feito antes de uma reunião ministerial, Lula não explicou quem o traiu — nunca explicou, aliás, e com o tempo foi ficando cada vez mais desmemoriado.
A alegação da traição, porém, permaneceu, insiste em permanecer, e continua latejando.
Lula também jamais esclareceu o porquê, afinal de contas, do pedido de desculpas aos brasileiros.
Se não houve o mensalão, por que diabo as perguntas?
Reconhecimento explícito de que o mensalão existiu e constituiu um agravo
Se Lula fez o discurso da traição durante o fervilhar do escândalo, é claro que se destinava a, de alguma forma, apresentar uma explicação ao país sobre a espantosa sucessão de bandalheiras que a cada dia vinham à tona — uma explicação miserável, frouxa, gaguejante, canhestra, reticente e vazia, mas uma explicação.
Se Lula proferiu o discurso e denunciou a traição, ocorreu naquele momento um explícito reconhecimento de que o mensalão não apenas existiu, mas teria propiciado um seríssimo agravo ao presidente da República.
Como, depois disso, sem mais nem porquê, de repente não existiram a montanha de dinheiro, a CPI no Congresso, os depoimentos no Supremo e, sobretudo, o discurso?
Tudo isso teria sido uma “farsa” e uma tentativa de “truncar o mandato de um presidente democraticamente eleito”, como a esquecidíssima divindade do lulalato definiria, mais de uma vez, a bandalheira?
E, além de tudo mais, como fica a tão elogiada Polícia Federal e sua atuação durante o lulalato?
Bem, muito melhor do que o teor do post é simplesmente relembrar o discurso.
É curtinho — mas altamente revelador. Veja só:
Tags: compra de votos, CPI, crise política, dinheiro público, escândalo, farsa, Granja do Torto, José Dirceu, Lula, lulalato, mensalão, Ministério Público, pedido de desculpas de Lula, Polícia Federal, quadrilha, Rui Falcão, Supremo Tribunal Federal


























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