Blogs e Colunistas

paz

20/02/2014

às 21:06 \ Política & Cia

VENEZUELA: Em nome do DEM, senador Agripino cobra posição do governo Dilma

senador José Agripino (DEM-RN) (Foto: Ag. Senado)

Senador José Agripino, presidente do DEM: governo brasileiro precisa defender a paz e os direitos humanos na Venezuela (Foto: Agência Senado)

O senador José Agripino (DEM-RN), um dos principais líderes da oposição no Congresso e presidente do DEM, reclamou hoje uma posição do governo brasileiro frente à situação de violência e caos vivida pela Venezuela, com o governo Maduro reprimindo com dureza os protestos de centenas de milhares de cidadãos.

“Os conflitos vividos neste momento pela sociedade venezuelana afligem e inquietam as nações democráticas no mundo inteiro”, manifestou-se Agripino, em nota em nome do partido. “O Brasil exerce natural papel de liderança na América do Sul. E, em assim sendo, impõe-se que o governo brasileiro, sem ideologias que não sejam a defesa da paz e o respeito aos direitos humanos, se posicione de modo a contribuir para o fim de um estado de beligerância de conseqüências imprevisíveis”.

05/12/2013

às 19:55 \ Vasto Mundo

Aos 95 anos, morre Nelson Mandela, um gigante do século XX, um líder raro e exemplar

Nelson Mandela, o libertador da África do Sul: um gigante do século XX, um estadista de verdade numa época de anões políticos

Com a fisionomia abatida e a voz algo trêmula pela emoção, o presidente da África do Sul, Jakob Zuma, acaba de anunciar a morte, aos 95 anos, de Nelson Mandela — um estadista de verdade em uma época de anões políticos, um dos estadistas gigantes do século XX, Prêmio Nobel da Paz e o homem que trouxe a paz e a democracia para este grande país governado até 1994 por uma ditadura racista da minoria branca.

Diante dessa perda, que torna o mundo mais pobre, compartilho com os leitores um texto a respeito deste grande homem escrito em julho passado por alguém com muito mais talento do que eu — o jornalista e escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010.

Artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo

ELOGIOS A MANDELA

Nelson Mandela, o político mais admirável destes tempos tumultuados, segue em um hospital de Pretória, após completar 95 anos na quinta-feira, 18 de julho.

Poderemos ter a certeza de que todos os elogios feitos a ele são justos, pois o estadista sul-africano transformou a história do seu país de uma maneira que ninguém imaginava concebível, e demonstrou com sua inteligência, habilidade, honestidade e coragem que, no campo da política, às vezes, os milagres são possíveis.

Tudo isso foi sendo gestado, antes mesmo que na história, na solidão de uma consciência, na desolada prisão de Robben Island, onde Mandela ingressou, em 1964, para cumprir pena de prisão perpétua e trabalhos forçados.

As condições em que o regime do apartheid mantinha seus presos políticos na ilha rodeada de um mar traiçoeiro e tubarões, em frente à Cidade do Cabo, eram atrozes.

Uma cela tão minúscula que parecia um nicho ou o covil de uma fera, uma esteira de palha, uma sopa de milho três vezes ao dia, mudez obrigatória, visitas de meia hora de duração a cada seis meses, e o direito de receber e escrever somente duas cartas ao ano, nas quais jamais deveriam ser mencionados temas políticos nem da atualidade.

A cela minúscula na prisão da ilha de Robben onde Mandela passou 27 anos – nove deles em total isolamento, ascetismo e solidão (Foto: cmisouthafrica.com)

Em tal isolamento, ascetismo e solidão transcorreram os primeiros nove anos dos 27 que Mandela passou na ilha.

Em vez de suicidar-se ou enlouquecer, como muitos companheiros de prisão, nos nove anos Mandela meditou, reviu suas próprias ideias e ideais, fez uma autocrítica radical de suas convicções e atingiu aquela serenidade e sabedoria que a partir de então guiariam todas as suas iniciativas políticas.

Embora nunca tenha compartilhado das teses dos resistentes que propunham uma “África para os africanos” e queriam atirar ao mar todos os brancos da União Sul Africana, em seu partido, o Congresso Nacional Africano, Mandela, assim como Sisulu e Tambo, os dirigentes mais moderados, estavam convencidos de que o regime racista e totalitário só seria derrotado mediante ações armadas, sabotagens e outras formas de violência, e para tanto formou um grupo de comandos ativistas chamado Umkhonto we Sizwe, que enviava para Cuba, à China Popular, à Coreia do Norte e à Alemanha Oriental jovens militantes para que se adestrassem.

Deve ter levado muito tempo – meses, anos – para convencer-se de que toda essa concepção da luta contra a opressão e o racismo na África do Sul era equivocada e ineficaz, e era preciso renunciar à violência e optar por métodos pacíficos, ou seja, buscar uma negociação com os dirigentes da minoria branca – equivalente a cerca de 12% do país, que explorava e discriminava de maneira iníqua os 88% restantes – e convencê-la de que permanecera no país porque a convivência entre as duas comunidades era possível e necessária, quando a África do Sul fosse uma democracia governada pela maioria negra.

Prisioneiros submetidos a trabalhos forçados quebram pedras no pátio da prisão, em foto de 1964. Mandela também foi submetido a isso (Foto: The Daily Telegraph)

Naquela época, final dos anos 60 e início dos 70, pensar semelhante coisa era um exercício mental distante da realidade. A brutalidade irracional com que a maioria negra era reprimida e os esporádicos atos terroristas com que os resistentes respondiam à violência do Estado haviam criado um clima de rancor e ódio que fazia prever, mais cedo ou mais tarde, um desenlace de dimensões cataclísmicas no país.

A liberdade só poderia significar o desaparecimento ou o exílio para a minoria branca, particularmente para os africânders [descendentes de colonos holandeses calvinistas e de outros europeus do mesmo credo estabelecidos nos séculos XVII e XVIII] , os verdadeiros donos do poder.

É espantoso pensar que Mandela, perfeitamente consciente das vertiginosas dificuldades que encontraria no caminho que traçara para si, decidiria empreendê-lo, e, mais ainda, que perseveraria nele sem sucumbir ao desalento um só instante, e, 27 anos mais tarde, concretizaria aquele sonho impossível: uma transição pacífica do apartheid para a liberdade, enquanto a maior parte da comunidade branca permanecia no país ao lado dos milhões de negros e mulatos sul-africanos que, convencidos por seu exemplo e suas razões, haviam esquecido os insultos e os crimes do passado, e perdoado.

Seria preciso recorrer à Bíblia, àquelas histórias exemplares do catecismo que nos contavam quando éramos crianças, para tentar entender o poder de convicção, a paciência, a vontade inquebrantável e o heroismo que Nelson Mandela deve ter demonstrado durante todos aqueles anos para persuadir, primeiramente seus próprios companheiros de Robben Island, depois seus correligionários do Congresso Nacional Africano e, por último, os próprios governantes e a minoria branca, de que não era impossível que a razão substituísse o medo e o preconceito, que uma transição sem violência era igualmente factível e ela assentaria as bases de uma convivência humana em lugar do sistema cruel e discriminatório imposto à África do Sul por séculos.

Creio que Nelson Mandela é ainda mais digno de reconhecimento por esse trabalho extremamente lento, hercúleo, interminável, graças ao qual suas ideias e convicções foram contagiando os seus compatriotas como um todo, do que pelos extraordinários serviços que prestaria depois, já no governo, aos seus concidadãos e à cultura democrática.

Formação

É preciso lembrar que o homem que assumiu essa admirável tarefa era um prisioneiro político, o qual, até o ano de 1973, quando foram abrandadas as condições carcerárias em Robben Island, vivia praticamente confinado numa minúscula cela e com apenas uns poucos minutos diários para trocar algumas palavras com os outros presos, quase privado de toda comunicação com o mundo exterior.

Contudo, sua tenacidade e sua paciência tornaram possível o impossível.

Mandela com o então presidente de minoria branca Frederik W. De Clerk, logo após sua libertação da prisão, em 1990. Num gesto de conciliação e grandeza do grande líder negro, De Klerk, ex-carcereiro de Mandela, tornou-se vice-presidente democraticamente eleito em sua chapa (Foto: Associated Press)

Enquanto na prisão já menos inflexível dos anos 70, pôde estudar e formar-se em Direito, suas ideias foram rompendo pouco a pouco os preconceitos totalmente legítimos que existiam entre os negros e mulatos sul-africanos e começou a ser aceita sua tese de que a luta pacífica na busca de uma negociação seria mais eficaz e permitiria alcançar a liberdade mais rapidamente.

Mas foi ainda mais difícil convencer de tudo isso a minoria que detinha o poder e julgava ter o direito divino de exercê-lo com exclusividade e para sempre. Esses eram os pressupostos da filosofia do apartheid proclamada por seu mentor intelectual, o sociólogo Hendrik Verwoerd, na Universidade de Stellenbosch, em 1948, e adotada de modo quase unânime pelos brancos nas eleições daquele mesmo ano.

Como convencê-los de que estavam equivocados, de que deviam renunciar não apenas a semelhantes ideias, mas também ao poder, e resignar-se a viver numa sociedade governada pela maioria negra?

O esforço durou muitos anos, mas, no final, como a gota persistente que fura a pedra, Mandela foi abrindo portas na cidadela de desconfiança e temor, e, um dia, o mundo inteiro descobriu estupefato que o líder do Congresso Nacional Africano saía às vezes de sua prisão para ir tomar civilizadamente o chá das cinco com os que seriam os dois últimos mandatários do apartheid, Botha e De Klerk.

Quando Mandela subiu ao poder, sua popularidade na África do Sul havia se tornado indescritível, tanto na comunidade negra quanto na branca (lembro ter visto, em janeiro de 1998, na Universidade de Stellenbosch, o berço do apartheid, uma parede coberta de fotos de alunos e professores recebendo a visita de Mandela com entusiasmo delirante).

Esse tipo de devoção popular mitológica costuma atordoar quem a recebe e fazer dele – como no caso de Hitler, Stalin, Mao, Fidel Castro – um demagogo e um tirano.

Mas Mandela não se deixou envaidecer; continuou sendo o homem simples, austero e honesto que sempre foi e, para surpresa do mundo todo, negou-se a permanecer no poder, como seus compatriotas pediam.

Aposentou-se e foi passar os seus últimos anos na aldeia indígena de onde se originara sua família.

Mandela é o melhor exemplo que temos – aliás muito raro nos nossos dias – de que a política não é apenas a tarefa suja e medíocre que tantos imaginam, da qual os malandros se valem para enriquecer e os vagabundos para sobreviver sem fazer nada, mas uma atividade que pode também melhorar a vida, substituir o fanatismo pela tolerância, o ódio pela solidariedade, a injustiça pela justiça, o egoísmo pelo bem comum, e que alguns políticos, como o estadista sul-africano, tornam o seu país, e o mundo, muito melhor do que como o encontraram.

11/09/2013

às 12:06 \ Política & Cia

Fernando Henrique toma posse na Academia Brasileira de Letras

FHC em seu discurso de posse: "responsabilidade de simbolizar valores tão fundamentais" para o país (Foto: Danielo Marenco / Folhapress)

Por Pollyane Lima e Silva, do site de VEJA

O sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, 82 anos, tomou posse na noite desta terça-feira na Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia no Salão Nobre do Petit Trianon, no Rio de Janeiro.

Ele passa a ocupar a cadeira 36, que foi do jornalista e escritor paulista João de Scantimburgo, morto em março. FHC foi eleito em junho, ao receber 34 votos dos 39 possíveis.

VEJA Rio: Entre a bermuda e o fardão

“A ABL funciona como a tocha olímpica: ao passar diplomas uns a outros, seus membros mostram a continuidade do respeito à cultura”, disse, logo após ser recebido com aplausos no salão nobre da ABL. Fernando Henrique agradeceu a escolha de seu nome, disse estar “comovido por sentar em tão ilustre companhia” e feliz com a “responsabilidade de simbolizar valores tão fundamentais” no país.

“O que importa é o culto permanente à cultura, à língua que a expressa, à paz, à liberdade e à dignidade humana, valores que se servem de nós, mortais, para permanecerem imortais.”

FHC comentou os constantes protestos que tomam as ruas há mais de três meses, e definiu o momento atual como uma “crise da democracia representativa” em todo o mundo.

“Evitar que a violência ocupe a cena”

“Não é só o oprimido que se manifesta. Há um novo tipo de pressão no Brasil e no exterior. Não estamos diante de uma elite que sabe e de um povo que desconhece. Não há tempo a perder para reconstruir a democracia e as instituições para captar os reais interesses da população”, declarou, ressalvando que é preciso “evitar que a violência ocupe a cena”.

E continuou: “Como no passado dos oráculos, a história nos pregou uma peça: ‘decifra-me ou te devoro!’ é o enigma que as ruas, sem o proclamar, deixam entredito sobre a democracia atual. Cabe a todos nós, políticos, artistas, escritores, cientistas ou, simplesmente, cidadãos que prezam a liberdade, passarmos da escuta à ação, para tecer os fios institucionais pelos quais possam fluir os anseios de liberdade, participação e maior igualdade dos que clamam nas ruas”.

Cadeira 36

Em cerca de uma hora de discurso de posse, FHC ainda exaltou cada um de seus antecessores e citou o envelope deixado por João de Scantimburgo, lacrado para ser aberto apenas pelo sucessor. O documento, contou o novo imortal, resume vida e obra do colega que não chegou a conhecer pessoalmente, com destaque a uma das atividades que mais prezava, o jornalismo.

A cadeira número 36 tem como fundador o poeta, professor e jornalista Afonso Celso, que escolheu como patrono o também poeta Teófilo Dias, sobrinho do escritor Gonçalves Dias. Ela já foi ocupada pelo médico e escritor Clementino Fraga (1939-1971), pelo cientista e ensaísta Paulo Carneiro (1971-1982) e pelo diplomata, filósofo e sociólogo José Guilherme Merquior (1983-1991).

“Casa mais aberta à sociedade”

Na mesa de autoridades coordenada pela presidente da ABL, Ana Maria Machado, estavam o senador Aécio Neves (PSDB) - representando o presidente de Senado, Renan Calheiros (PMDB) -, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Na plateia, artistas, escritores e outras personalidades políticas, como o também peesedebista José Serra.

Na opinião de Aécio, Fernando Henrique leva sangue novo à Academia, fazendo dela uma casa mais aberta à sociedade. “Ele é uma simbiose rara do intelectual, do pensador e do executor. E como pensador extremamente qualificado, fez em seu discurso um alerta para aqueles que tentam desqualificar a nossa democracia. É preciso promover a reconciliação da sociedade brasileira com seus representantes”, declarou o senador, após a cerimônia de posse.

Alckmin também enfatizou o “grande recado” deixado pelo ex-presidente, “de insatisfação geral com o atual modelo de democracia” no país. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/07/2012

às 8:13 \ Disseram

“Sugerir uma frente internacional para a paz na Síria em que os EUA e a Arábia Saudita trabalhem lado a lado com o Irã e a Rússia é algo com tanta possibilidade de ocorrer como o papa anunciar seu casamento com Madonna”

“Sugerir uma frente internacional para a paz na Síria em que os EUA e a Arábia Saudita trabalhem lado a lado com o Irã e a Rússia é algo com tanta possibilidade de ocorrer como o papa anunciar seu casamento com Madonna”

Timothy Garton Ash, catedrático de Estudos Europeus da Universidade de Oxford e escritor

29/11/2011

às 18:09 \ Política & Cia

Suplicy — acreditem — quer “ajudar” na paz entre as duas Coreias, que as grandes potências não conseguem, com um jogo de futebol

Teste de mísseis da Coreia do Norte: armas capazes de atingir o Japão e, quem sabe, o Alaska, nos EUA (Foto: KCNA)

Amigos do blog, a tensão entre as duas Coreias, a do Sul, capitalista, rica, próspera e país de ponta em matéria de avanço tecnológico, e a do Norte, comunista, miserável, submetida a um regime de escravidão e fome por uma ditadura que passa de pai para filho, é uma das últimas fronteiras da guerra fria.

E perigosa, perigosíssima, porque o desvairado regime do ditador Kim Jong-il muito provavelmente dispõe de bomba atômica, e, apesar da miséria do país, possui mísseis de médio alcance que podem atingir até o Japão. Há quem calcule que igualmente tenha capacidade de alcançar o Alaska, nos Estados Unidos, que, por sinal, mantêm tropas e uma força de dissuasão nuclear tanto na Coreia do Sul como no Japão.

Negociações para estabelecer a paz entre as Coreias existem desde que terminou a Guerra da Coreia, em 1953. A tentativa de desarmar nuclearmente a Coreia do Norte vem sendo empreendida, desde 2003, por meio de negociações entre seis partes: as duas Coreias, a China, os Estados Unidos, o Japão e a Rússia. Já se prometeu à Coreia dinheiro, comida, desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos – o diabo, e o ditador ainda não cedeu.

Como um garoto chupando pirolito no meio de um tiroteio

Pois bem, eis que, aqui no longínquo Brasil, como um garoto chupando pirolito em meio a um tiroteio entre gangues de traficantes, vem o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e propõe, oficialmente, que o novo embaixador do Brasil em Pyongyang, capital da Coreia do Norte, diplomata Roberto Colin, tente “ajudar” na paz entre as Coreias por meio do futebol brasileiro.

Como se não tivesse mais nada de importante a fazer, Suplicy apresentou a proposta durante sessão da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que sabatinou e aprovou a indicação do diplomata para o cargo, fazendo o mesmo com o diplomata Eduardo Gradilone para embaixador na Nova Zelândia.

As Forças Armadas da Coreia comunista: 1,1 milhão de soldados e 6 milhões de reservistas (Foto: KCNA)

Suplicy lembrou o famoso “Jogo da Paz” da Seleção brasileira no Haiti devastado por uma guerra civil, em 2004, realizado pouco depois de o Exército desembarcar no país como parte da missão pacificadora da ONU. E disse que a popularidade dos jogadores brasileiros “poderia ajudar a reduzir a tensão atual entre a Coreia do Sul e a do Norte”.

Sugeriu, então, que a equipe brasileira participasse de duas partidas contra um time misto das duas Coreias: uma em Seul e outra em Pyongyang, respectivamente capitais da Coreia do Sul e da Coreia do Norte.

Polido, o futuro embaixador em Pyongyang disse achar boa a ideia e afirmou que fará o possível para colocá-la em prática.

O embaixador Colin (esq.), o senador Fernando Collor, presidente da Comissão, e o embaixador Gradilone, na sessão em que Suplicy propôs que a Seleção Brasileira tente pacificar as Coreias (Foto: Agência Senado)

Imagino o que não deve ter pensado, intimamente, do nobre senador., que cada vez mais se empenha em ser campeão de abobrinhas e não perde uma oportunidade de aparecer.

A notícia completa da brilhante ideia de Suplicy para estabelecer uma paz que as grandes potências tentam há décadas, em vão, está neste link da Agência Senado.

13/06/2011

às 19:56 \ Música no Blog

Elas cantam juntas pela paz: a israelense Noa e a palestina Mira

Amigos, elas fazem um belo trabalho: a israelense Noa (Achinoam Nini), a morena neta de judeus do Iêmen que emigraram nos anos 20 para Israel, e Mira Awad, palestina nascida em Israel, a loura de olhos claros que vocês verão neste vídeo, há anos se apresentam juntas, cantando pela paz entre os dois povos.

Elas cantam em inglês, hebraico e árabe, como neste concerto em Roma.

15/04/2011

às 7:59 \ Música no Blog

Música no Blog: “Stand by me”, interpretada divinamente por 35 músicos de rua

O engenheiro de som Mark Johnson estava em Nova York quando viu dois monges tocando em uma estação de metro cercados por quase 200 pessoas. Algumas riam, outras choravam e Johnson pode perceber, naquele momento, a incrível habilidade que a música tem de aproximar as pessoas. Dez anos depois desta cena, em 2009, o produtor lançou o CD/DVD “Playing for Change” (“tocando por mudança”, em português, mas, pela tradução que a palavra “change” permite — troco de dinheiro, trocado — também “tocando por uns trocados”),  um projeto que une músicos de rua de diversos lugares do mundo.

São negros e brancos, árabes e muçulmanos, europeus e indígenas, violoncelistas e percussionistas, interpretando canções pops que falam de paz, tolerância e amor e fazem um apelo por um mundo melhor.

A primeira faixa do CD/DVD, “Stand By Me”, que foi visto mais de 30 milhões de vezes na internet, é por si só um espetáculo (confira abaixo). São 35 músicos de todo o mundo que nunca se encontraram, mas que conversaram de forma extraordinária através da música, tocando essencialmente juntos, embora a centenas ou milhares de quilômetros de distância uns dos outros. É impossível ficar indiferente a esta obra prima. O encantamento é imediato e começa já nos primeiros acordes, tocados com paixão pelo americano Roger Ridley.

A gravação ainda inclui, entre outros, a voz e a gaita do americano Grandpa Elliott, as congas do espanhol Django “Bambolino” Degen, o violoncelo do russo Dimitri Dolgonov, o coral sul-africano Sinamuva e o cavaquinho do brasileiro – o único do projeto em meio aos mais de cem músicos participantes – Cesar Pope.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados