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Netinho de Paula

06/03/2012

às 14:51 \ Política & Cia

Parada de caminhoneiros em SP mostra o tamanho da encrenca quando, um dia, se adotar o inevitável pedágio urbano

Funcionário da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo fiscaliza o cumprimento das novas regras (Foto: Werther Santana / AE)

A falta de gasolina em inúmeros postos da cidade de São Paulo é apenas um dos problemas causados pela parada determinada pelo sindicato dos caminhoneiros contra uma providência desagradável, mas elementar para melhorar o trânsito de uma cidade com absurdos 7 milhões de veículos: proibir, durante determinados horários de pico, o trânsito de caminhões na avenida Marginal do rio Tietê e outras vias.

Se essa mera determinação, que já vale há anos para os motoristas de automóveis e similares — em regime de rodízio diário, conforme o algarismo final das placas, é proibida a circulação de veículos entre 7 e 10 horas, e entre 17 e 20 horas –, imagine-se quando algum prefeito precisar ter a coragem de adotar o pedágio urbano.

O pedágio urbano, restrito a determinadas áreas de uma cidade, é uma forma de reduzir o trânsito em regiões congestionadas e é adotado, entre outros colossos urbanos do mundo, em Londres.

No Brasil, há muitos especialistas que defendem sua implantação. E alguns políticos também. Surpreendentemente, o vereador paulistano Netinho de Paula, pré-candidato do PC do B à Prefeitura de São Paulo, declarou-se a favor da medida, dias atrás.

01/03/2012

às 19:15 \ Política & Cia

O comunista Netinho, em entrevista, adota posições que antes o lulo-petismo demonizava como “neoliberais” — e passa por uma saia justa

Netinho durante a campanha eleitoral de 2010: abraçando ideias que criticava, e enfrentando uma saia justa (Foto: VEJA)

Aos poucos eles vão chegando lá.

Passaram anos maldizendo os governos Itamar Franco-FHC para, depois, abraçarem sua política econômica, ampliarem como invenção sua a rede de proteção social de FHC — rebatizada de Bolsa Família — e, finalmente, adotar linhas de ação que demonizavam, como a concessão de serviços à iniciativa privada.

Refiro-me ao pessoal do lulo-petismo, claro.

Hoje, quinta-feira, dia 1º de março, foi a vez de Netinho de Paula, pagodeiro, apresentador de TV, vereador pelo PC do B, candidato do lulalato ao Senado em 2010, derrotado mas com votação significativa — mais de 8 milhões de votos — e pré-candidato a prefeito de São Paulo.

Em entrevista à Rádio CBN, Netinho disse ser favorável a iniciativas que até há pouco sua turma classificava, com desprezo, de “neoliberais”, como a concessão de serviços de saúde a organizações sociais (entidades não públicas sem objetivo de lucro), o ultrapolêmico pedágio urbano — ferozmente criticado pela esquerda quando aplicado em outros países — e a concessão de rodovias à iniciativa privada.

Ótimo. Que um comunista do B tenha chegado a essas posturas mostra progresso.

A saia justa ficou por conta de pergunta feita na lata pelo jornalista Juca Kfouri:

– Netinho, diga lá: comunista pode bater em mulher?

Referia-se ao episódio policial ocorrido em 2005, quando, em briga com a então esposa, a decoradora Sandra Mendes de Figueiredo Crunfl, Netinho agrediu-a fisicamente, indo o caso parar na Justiça Criminal.

(Leia a respeito deste e de outro caso na coluna de Augusto Nunes).

Netinho, depois de hesitar e de lamentar o fato de Juca ter feito a pergunta, afirmou que se arrepende do que ocorreu, que já havia pedido desculpas em público e até para o público e que, “graças ao PC do B”, aprendeu a respeitar e a defender os direitos das mulheres.

03/11/2011

às 15:11 \ Política & Cia

Roberto Pompeu de Toledo: o PC do B, coerente só no stalinismo

Patrícia Galvão e Olga Benário: apropriação indébita

Patrícia Galvão e Olga Benário: apropriação indébita (Fotos: Wikipédia)

Amigos, para mim é sempre um privilégio poder publicar artigos, sempre originais, inteligentes e primorosamente escritos, do jornalista Roberto Pompeu de Toledo. Ainda mais como, neste caso, e como quase sempre, concordo com cada palavra do texto, publicado na edição de VEJA que está nas bancas desta semana.
O título original é o de abaixo. Os intertítulos foram colocados por nós.
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‘À moda stalinista’

Roberto Pompeu de ToledoPouco antes de jogar a toalha, na semana passada, e entregar a cabeça do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PC do B tentou reinventar seu passado.

No programa de propaganda obrigatória que foi ao ar no dia 20, apresentou como emblemas do partido Luís Carlos Prestes, Olga Benario, Jorge Amado, Portinari, Patrícia Galvão (a Pagu), Oscar Niemeyer e Carlos Drummond de Andrade.

Era uma fraude similar às operações do programa Segundo Tempo. Dos sete, os seis primeiros pertenceram ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), o arquirrival do Partido Comunista do Brasil (PC do B). O sétimo, o poeta Carlos Drummond de Andrade, não foi nem de um nem de outro.

Safar-se do escândalo pegando carona

O partido tentava, num programa de TV em que jogava as últimas fichas para safar-se do escândalo no Ministério do Esporte, pegar carona num casal de ícones da história brasileira (Prestes e Olga) e em algumas das mais queridas figuras da cultura do país.

O caso menos grave é o de Oscar Niemeyer, o único vivo do grupo. Apesar de ter sido militante do PCB, já apareceu em programas anteriores do PC do B, do qual aceita as homenagens.

O mais grave é o de Prestes. O PC do B surge, em 1962, do grupo que, no interior do PCB, discordou da denúncia do stalinismo promovida na União Soviética após a morte do ditador. O PC do B, com um curioso “do” no meio da sigla, será daí em diante o guardião da pureza stalinista. Os outros são a “camarilha de renegados”. E o renegado-mor, claro, é Prestes, o líder do PCB.

Apropriando-se de Prestes, o “renegado-mor”

No verbete “PC do B” da Wikipédia, escrito num tão característico comunistês que não deixa dúvida quanto à sua procedência oficial, Prestes é tratado de “revisionista” (insulto grave, em comunistês) e acusado de ter “usurpado a direção partidária”. Também se diz ali que “abandonado à própria sorte, em idade avançada”, Prestes “dependerá de amigos como Oscar Niemeyer para sobreviver”.

Eis colocadas na mesma cloaca da história (o comunistês é contagiante) duas figuras que agora o PC do B alça ao altar de seus santos.

Entre os outros casos de usurpação biográfica, a alemã Olga, primeira mulher de Prestes, foi fiel soldado das ordens de Moscou. Morreu muito antes de surgir o desafio do PC do B, mas é de apostar que essa não seria a sua opção. Portinari e Pagu morreram, no mesmo 1962 do cisma comunista, ele fiel à linha de Moscou, ela convertida ao trotskismo, portanto inimiga do stalinismo.

Jorge Amado na década de 60 já tinha o entusiasmo mais despertado pelo cheiro de cravo e pela cor de canela do que pela causa do proletariado. Em todo caso, sua turma era a de Prestes, o “Cavaleiro da Esperança” que cantara num livro com esse título.

portinari-prestes

Portinari morreu no ano do "racha" e Luís Carlos Prestes, o "revisionista": o primeiro não mudou de lado e o segundo desprezava o PC do B e era furiosamente combatido pelo partido

O caso estapafúrdio do poeta Drummond

O caso mais estapafúrdio é o de Drummond. Nos anos 1930/1940 ele praticou uma poesia de cunho social e filocomunista. Chegou a colaborar com o jornal Tribuna Popular, do PCB. Mas nunca se filiou ao partido. Cultivou a virtude de nunca ser firme ideologicamente. O namoro com o comunismo, dividia-o com a fidelidade ao Estado Novo, ao qual serviu no Ministério da Educação.

No pós-guerra, mitigava o comunismo com a sedução pela UDN do amigo e mentor Milton Campos. Em 1945 votou para senador em Luís Carlos Prestes, do PCB, e para presidente em Eduardo Gomes, da UDN. E, em 1964, apoiou o golpe militar. “A minha primeira impressão foi de alívio, de desafogo, porque reinava realmente, no Rio, um ambiente de desordem, de bagunça, greves gerais, insultos escritos nas paredes contra tudo. Havia uma indisciplina que afetava a segurança, a vida das pessoas”, explicou numa entrevista, transcrita em livro recente (Carlos Drummond de Andrade, Coleção Encontros).

Agora vem o PC do B dizer que Drummond foi um dos seus!?

Um partido coerentemente stalinista

Desconcertante história, a desse partido. A defesa do stalinismo levou-o a festejar o grande timoneiro Mao Tsé-tung e, quando o timão do chinês emperrou, buscar inspiração na Albânia do “Supremo Camarada” Enver Hoxha.

Arriscou uma aventura guerrilheira nos barrancos do Araguaia. E, em anos recentes, encantou-se pela UNE e pelo monopólio da carteirinha de estudante, declarou ao esporte um amor insuspeitado em quem associava o partido à figura franzina do patrono João Amazonas (1912-2002) e recrutou, para reforço de suas chapas, jogadores de futebol (Ademir da Guia, Muller) e cantores (Netinho de Paula, Martinho da Vila) em quem nunca se suporia inclinação pela causa da foice e do martelo.

Se há uma coisa em que manteve a coerência, é no vezo stalinista. Stalin mandava cortar das fotos dirigentes do partido caídos em desgraça. O PC do B inclui em suas fileiras gente que lhe foi alheia.

Pelo avesso, chega ao mesmo fim de falsificar a história.

28/10/2010

às 17:55 \ Disseram

A sessão nostalgia do Netinho

“Eu estava acostumado a subir no palanque e dançar ao som do meu jingle. Agora, para animar vocês, eu danço sem música. Afinal, nunca consegui vender 7,5 milhões de discos. Mas votos eu tive…”

Netinho de Paula, pagodeiro e candidato derrotado na disputa por uma cadeira no Senado pelo PC do B, ao ser escalado para aquecer o público no comício de Lula e Dilma em São Miguel Paulista, confessando que ainda não sabe se é melhor com a música ou com os votos.

03/10/2010

às 22:01 \ Política & Cia

Com 11 milhões de votos, Aloysio Nunes (PSDB) é o senador mais votado da história

Contrariando todas as pesquisas de intenção de voto que, até há poucos dias, o descartavam da disputa pelo Senado em São Paulo em favor de Marta Suplicy (PT) e de Netinho de Paula (PC do B), o ex-deputado e ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) já se tornou o senador mais votado da história do país: atingiu 11 milhões de votos, apurados 98% dos votos no estado.

Com essa votação, ele bateu o recorde anterior, em poder de seu xará Aloizio Mercadante (PT), que nas eleições de 2002 havia chegado a 10,49 milhões de sufrágios.

E desmoralizou este blogueiro que, em post anterior, havia considerado “muito difícil” algum candidato superar o recorde de Mercadante.

A ex-prefeita Marta Suplicy (PT) ficou com a segunda vaga de São Paulo em jogo, obtendo 8,1 milhões de votos.

O pagodeiro e vereador Netinho de Paula, do PC do B, ficou de fora, embora alcançando nutridos 7,6 milhões de votos.

A grande surpresa para o Senado em SP acabou sendo o desconhecido empresário Ricardo Young, do PV, que, com 4 milhões de votos, deixou para trás o senador Romeu Tuma (PTB), há16 anos no Senado, detentor desta vez de 3,8 milhões de votos.

Com problemas de saúde, Tuma quase não fez campanha de rua, limitando-se a utilizar, com vídeos, seu tempo no horário gratuito de propaganda eleitoral.

03/10/2010

às 18:26 \ Política & Cia

SP: tucano Aloysio Nunes dispara na frente na disputa pelo Senado

Noticiamos em dois posts a disparada de intenções de voto registrada pelo Datafolha em favor do candidato tucano ao Senado por São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, na disputa com Netinho de Paula (PC do B) e Marta Suplicy (PT), candidatos de Lula.

Leitores do blog me criticaram, falando em “torcida” para Aloysio.

Pois bem, neste exato momento em que escrevo foram apurados 5,8 milhões de votos para o Senado, 19,48% do total, e o candidato do PSDB disparou, com 2,2 milhões de votos contra 1,4 milhão para Marta e 1,3 para Netinho.

02/10/2010

às 21:39 \ Política & Cia

Senado: embola de vez a eleição em São Paulo

Amigos, confirmando post de ontem deste blog, que muitos leitores criticaram por revelar um fato — a disparada do candidato tucano Aloysio Nunes Ferreira, já chegando perto dos até então favoritos Netinho de Paula (PC do B) e Marta Suplicy (PT) –, vejam o que disse HOJE o Datafolha sobre a disputa de duas vagas de senador por São Paulo:

Netinho e Marta oscilam para baixo, Aloysio tem intenção de voto crescente:

“Três candidatos disputam as duas vagas de senador pelo estado de São Paulo em situação de empate técnico a um dia da eleição. Numericamente à frente aparecem Netinho (PC do B) e Marta Suplicy (PT), com 24% das intenções de votos válidos cada um deles. Ambos oscilaram, para baixo, dentro da margem de erro na comparação com pesquisa feita no início da semana.

Em desvantagem numérica, mas com índice de intenção de voto crescente, Aloysio Nunes oscilou um ponto para cima e está com 20%.”

Mais adiante:

“Desde a segunda semana de setembro, o tucano subiu oito pontos, enquanto seus adversários apresentaram estabilidade.

Um possível problema para Netinho:

“Marta e Aloysio levam vantagem em relação a Netinho no conhecimento de seus números, fator que pode ser fundamental na disputa pela vaga.

O 451 do tucano é conhecido por 31% de seu eleitorado, índice mais alto entre os três principais candidatos.

Já o número de Marta é citado corretamente por 30% dos que a indicam para uma das vagas de senador, índice que é de 23% para Netinho.”

02/10/2010

às 10:30 \ Política & Cia

Senado: 36 das 54 vagas praticamente já têm dono, e 29 são da base do governo

Renan, Cristovan, Aécio, Requião e Lindembrg

Renan, Cristovam, Aécio, Itamar, Requião e Lindberg

A julgar pelas mais recentes pesquisas de intenção de voto disponíveis, já estão praticamente decididas 36 das 54 vagas no Senado que estão em jogo amanhã, domingo.

Sobre as 18 restantes é muito arriscado fazer prognósticos.

Desses 36 candidatos praticamente com eleição assegurada, nada menos que 29 integrarão o que hoje é a base de apoio ao governo Lula (e que poderá ser a de um governo Dilma), 7 são da oposição e 2 pertencem a partidos que apóiam Lula e Dilma, mas mantêm posição pessoal independente ou se opõem ao governo — Cristovam Buarque (PDT-DF) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).

Deixamos de incluir na relação abaixo a Bahia, cuja disputa entre César Borges (PR), Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT) está virtualmente empatada, mas de onde sairão 2 senadores governistas. E São Paulo onde, embora seguramente a base aliada do governo elegerá um senador — Netinho de Paula (PC do B) ou Marta Suplicy (PT) –, um dos dois poderá ser desalojado pela disparada nos últimos dias do ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

Ressalvadas reviravoltas de última hora, pode-se dizer que estão eleitos os seguintes candidatos, das seguintes unidades da Federação, por ordem alfabética:

Acre: Jorge Viana (PT)

Alagoas: Renan Calheiros (PMDB)

Amazonas: Eduardo Braga (PMDB)

Ceará: Tasso Jereissati (PSDB)

Distrito Federal: Cristovam Duarte (PDT)

Espírito Santo: Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB)

Goiás: Demóstenes Torres (DEM) e Lúcia Vânia (PSDB)

Maranhão: Edison Lobão (PMDB) e João Alberto (PMDB)

Minas Gerais: Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPB)

Mato Grosso: Blairo Maggi (PR)

Mato Grosso do Sul: Delcídio Amaral (PT)

Pará: Jader Barbalho (PMDB)

Paraíba: Cássio Cunha Lima (PSDB)

Paraná: Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffman (PT)

Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB)

Piauí: Wellington Dias (PT)

Rio de Janeiro: Lindberg Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB)

Rio Grande do Norte: Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino (DEM)

Rio Grande do Sul: Ana Amélia Lemos (PP) e Paulo Paim (PT)

Rondônia: Ivo Cassol (PP) e Waldir Raupp (PMDB)

Roraima: Romero Jucá (PMDB)

Santa Catarina: Luiz Henrique da Silveira (PMDB)

São Paulo: Netinho de Paula (PC do B)

Sergipe: Antonio Carlos Valadares (PSB)

Tocantins: Marcelo Miranda (PMDB) e João Ribeiro (PR)

02/10/2010

às 9:30 \ Política & Cia

Mercadante, mesmo perdendo eleição para governador, manterá recorde de senador mais votado da história

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) deverá perder a eleição para o governo paulista, mas muito dificilmente deixará de manter, nas eleições de amanhã, o recorde de senador mais votado da história “deste país”.

Mercadante obteve a espetacular votação de 10,49 milhões de votos quando se elegeu senador pelo PT de São Paulo em 2002, na “onda vermelha” que levou Lula ao Palácio do Planalto. O segundo senador pelo estado que saiu das urnas naquele ano, Romeu Tuma (na época no PFL, atual DEM, hoje no PTB), reelegeu-se com 7,2 milhões.

Alcançaram boas votações, mas não chegaram lá, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), com 5,5 milhões, e o deputado José Aníbal (PSDB), com 4,9 milhões.

Em 2006, quando estava em jogo uma só vaga, o senador Eduardo Suplicy (PT) alcançou o terceiro mandato com excelente votação — 8,9 milhões –, mas o recorde permaneceu.

Neste ano, apesar do grande crescimento do eleitorado paulista — de 25,6 milhões em 2002 para os atuais 30,3 milhões –, o recorde não deverá cair.

PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL — O candidato mais bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto, o vereador e pagodeiro Netinho de Paula (PC do B), atinge 39% das preferências. Esse percentual, multiplicado pelo número de eleitores que efetivamente votarão — excluídos, portanto, os que não comparecerão (um mínimo de 15% do total), os que votam em branco ou nulo (no mínimo 10%), não chega a 9 milhões de eleitores.

Netinho precisaria ganhar, em percentual, o equivalente a mais de 1 milhão de eleitores dos demais candidatos entre terça e quarta-feira passadas, quando o Datafolha realizou a pesquisa, e amanhã. É  muito difícil, quase impossível, que isso ocorra.

A possibilidade de o recorde ser batido em outro estado que não São Paulo não existe. O segundo maior contingente de eleitores — 14,5 milhões — está em Minas Gerais. Com abstenções, votos em branco e nulos, deverá haver algo como 10,9 milhões de votos válidos, na melhor das hipóteses. O favorito Aécio Neves precisaria obter quase todos eles para alcançar o recorde de Mercadante.

01/10/2010

às 17:09 \ Política & Cia

SP: eleição para o Senado embola com crescimento de Aloysio Nunes (PSDB)

Netinho, Marta e Aloysio

Netinho, Marta e Aloysio

A última pesquisa de intenção de voto para o Senado em São Paulo do instituto Datafolha mostra que Netinho de Paula, do PC do B, ultrapassou Marta Suplicy, do PT, e agora lidera a corrida por 39% a 36%.

A grande novidade, porém, é a disparada do ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que começou a campanha com meros 4% e agora está próximo de Marta. Seu grande crescimento, sobretudo após a renúncia por doença e o apoio do ex-companheiro de chapa, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), faz prever que a eleição está embolando.

Diz sobre o assunto o Instituto Datafolha:

“A ameaça mais próxima à eleição dos dois candidatos [Netinho e Marta], que fazem parte da mesma coligação, é a candidatura de Aloysio Nunes (PSDB), que cresceu de 17 pontos desde o início de setembro e aparece com 29% das intenções de voto no levantamento atual.”

O atual senador Romeu Tuma (PTB), que vem caindo e não tem feito campanha a não ser por vídeos na TV devido a probemas de saúde, está com 20% e não deve chegar lá.

 

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