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Morgan Spurlock

06/03/2013

às 19:15 \ Tema Livre

VÍDEO INTELIGENTE E DIVERTIDO: O que aconteceria se os animais comessem “fast food”?

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"E se parássemos para descansar um pouquinho?" (Imagem: reprodução)

Comer fast food tornou-se algo tão corriqueiro para grande parte da população mundial que muitas vezes parece algo, er… “natural”. Mas se paramos para pensar no assunto, é evidente que chegaremos a uma conclusão diferente.

Experimentos para embasar esta ideia não faltam. Entre os mais célebres estão o documentário Super Size Me (2004), em que o diretor Morgan Spurlock se submete a uma insana dieta de um mês inteiramente à base de produtos McDonald’s, e os ensaios da fotógrafa americana Sally Davies, que clicou um sanduíche da mesma cadeia por dois anos sem que o lanche se deteriorasse (leia post meu a respeito deste trabalho aqui).

Abordagem humorística

Na mesma linha, mas com uma abordagem bem mais light e humorística, foi lançado na última semana o curta de animação What If … Animals Ate Fast Food (Tradução livre: “O que aconteceria… Se os Animais Comessem Fast Food”).

O projeto é assinado pelos três jovens estudantes de animação em 3D Kyra Buschor, Constantin Paeplow e Anna Habermehl, da Filmakademie http://www.filmakademie.de, uma escola de cinema sediada em Ludwigsburg, no Estado de Baden-Württemberg, no sul da Alemanha.

O trio contou com a ajuda da produtora criativa Valentina Bruening e o produtor Philipp Wolf, em cujo currículo figuram efeitos visuais para dois episódios da cultuada série Game of Thrones.

Obesos e lentos

O vídeo tem alguns momentos hilários, como uma perseguição entre um felino e um antílope na qual ambos os animais são obesos e parecem exaustos, ou quando o crocodilo “infla” e é “ejetado” do rio quanto tenta caçar zebras (também gordíssimas).

Em outras palavras, moral da história é: de natural, a fast food - ou pelo menos o seu predomínio em uma dieta – não tem nada.

14/05/2012

às 19:53 \ Tema Livre

Um espanto: fotógrafa documenta diariamente um lanche do McDonald’s que, 2 anos depois de comprado, ainda não se deteriorou

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"Happy Meal Project": as batatas fritas e o hambúrguer fotografados no primeiro dia

Oito anos depois do documentário Super Size Me, que obrigou a rede de fast food McDonald’s a reformular seu cardápio no mundo inteiro, incluir alimentos saudáveis nos famosos combos, como frutas e saladas, e investir pesadamente numa campanha para melhorar sua imagem de disseminadora de alimentação prejudicial à saúde — o que o documentário sugeria fortemente –, a cadeia internacional está diante de um novo desafio.

Trata-se do Happy Meal Project, da artista plástica e fotógrafa novaiorquina Sally Davies que, em 2010 resolveu registrar em fotografias diárias o processo de decomposição de um McLanche Feliz, formado por um hambúrguer e uma porção de batatas fritas. O lanche não está em geladeira nem nada parecido: fica no ambiente natural de uma casa.

Com o passar do tempo, a fotógrafa ficou estupefata: o sanduíche e as batatinhas continuavam com a mesma aparência, não mostrando sinais de alteração. Como se fossem de borracha ou de isopor.

No dia 10 de abril, o projeto completou 2 anos e — pasmem! — estava tudo igualzinho ao primeiro dia. As fotos, todas as 756 delas, estão expostas em seu site, e em seu espaço no flickr, e mostram que a única variação se deu no pão do hambúrguer, que se partiu em alguns pedaços devido ao ressecamento.

“Eu demoro a acreditar que se passaram dois anos desde o dia em que o comprei”, disse a fotógrafa dà agência espanhola de notícias EFE. “Eu pareço dois anos mais velha, mas para o hambúrguer o tempo não passa”.

 

Dia 756: o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto

As batatinhas e o hambúrguer, 756 dias depois: tudo o que aconteceu foi que o pão secou e se partiu em alguns pedaços; a carne do hambúrguer encolheu um pouco e endureceu, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto

“Continuarei fotografando o hambúrguer até que ele se desintegre, o que pode custar o resto da minha vida natural”, explicou a artista, que constatou como nos 751 dias em que se dedica a fotografar esse exemplo de fast-food muito pouco mudou nos componentes do lanche infantil.

Davies acha que o lanche que comprou há mais de dois anos sofreu algum tipo de desidratação mas não iniciou nenhum processo de putrefação. E se pergunta que qualidades nutricionais que pode ter “um alimento que não apodrece nem se corrompe com a passagem do tempo”.

 

Um mês só comendo no McDonald’s — e o cineasta ficou péssimo

Em 2004, o cineasta americano Morgan Spurlock passou 30 dias se alimentando exclusivamente no McDonald’s: café da manhã, almoço e jantar, sendo monitorado por exames clínicos e acompanhado por um médico, para realizar o Super Size Me.

Chegou a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) diáriamente durante o experimento.

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"Super Size Me": em 30 dias, o cineasta Spurlock ganhou 11 quilos, problemas no fígado, disfunção erétil e depressão

Spurlock, antes do experimento, mantinha uma dieta variada, era saudável e magro, com 1,88 metro de altura e 84,1 quilos. No final dos 30 dias, havia engordado 11,1 quilos, seu índice de massa corporal se elevara de 23,2 para 27 (grande aumento de gordura), sofreu problemas como mudanças de humor (um começo de depressão) e disfunção sexual, além de danos ao fígado. O cineasta precisou de 14 meses para perder o peso que havia ganhado.

 

 

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