Blogs e Colunistas

Ministério da Saúde

22/08/2014

às 16:16 \ Política & Cia

VEJAM QUE BARBARIDADE: Por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), governo Dilma já transferiu para Cuba mais de um bilhão de reais pelo Mais Médicos

SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)

SALÁRIO INCOMPLETO — Médicos cubanos são recebidos em Porto Alegre, em abril passado (Foto: Claiton Dornelles/CBR)

OPAS, QUE NEGÓCIO É ESSE?

A relação da organização de saúde com o governo brasileiro vai além da transferência de recursos para Cuba

Reportagem de Leonardo Coutinho publicada em edição impressa de VEJA

Há um ano, em agosto de 2013, chegavam ao Brasil os primeiros cubanos que vieram dar corpo ao Mais Médicos, do Ministério da Saúde. Antes mesmo que os 400 profissionais enviados por Cuba desembarcassem, já estava claro que o programa tinha uma finalidade eleitoreira – aumentar o número de consultas em regiões pobres sem muita preocupação com a qualidade e sem resolver os problemas estruturais da saúde pública nacional – e outra ideológica – auxiliar financeiramente um regime ditatorial decadente.

O balanço desses doze meses mostra que a transferência de dinheiro do contribuinte brasileiro para os cofres de Raúl Castro foi de nada menos que 1,16 bilhão de reais, já descontados os cerca de 75 milhões de reais que a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) recebeu por intermediar o negócio e os 260 milhões de reais que o governo cubano efetivamente repassou aos seus médicos em atuação no Brasil.

Os médicos só recebem 30% do que deveriam: o resto fica com a ditadura cubana

Isso porque, do salário de 10 400 reais mensais a que oficialmente os profissionais do Mais Médicos de qualquer nacionalidade têm direito, os cubanos recebem apenas 30%. O restante é confiscado por seu governo. Atualmente, há 11 400 médicos de Cuba no Brasil participando do programa e, portanto, sendo submetidos a essa situação discriminatória.

O Ministério da Saúde já negocia para aumentar esse número e, consequentemente, injetar ainda mais dinheiro na combalida ditadura comunista.

Sob qualquer ótica, o lucro líquido que Raúl Castro tem com a exploração da mão de obra barata enviada ao Brasil é portentoso. A quantia de 1,16 bilhão de reais equivale a quase um terço do total investido pelo governo brasileiro na ampliação, reforma e construção de hospitais, postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em 2013.

Para Cuba, obviamente, o valor é ainda mais impactante, pois supera em cinco vezes toda a receita anual de exportações da ilha para o Brasil. Recentemente, a cubana Maritza Rivaflecha Castellano foi bastante direta ao avaliar a importância do dinheiro brasileiro para a sobrevivência do regime no site do jornal oficial Granma: “Os trabalhadores de saúde, na atual batalha econômica do nosso povo, exercem papel de protagonistas no aporte de numerosas entradas de recursos em nossa economia”.

Médicos são controlados e espionados

Maritza faz parte do grupo de 28 “coordenadores” que estão espalhados pelo Brasil e que, com um salário mensal de 25 000 reais, têm a função de controlar e espionar os médicos cubanos para evitar que eles fujam, engravidem ou violem qualquer outro item da cartilha de conduta recebida antes de partirem da ilha. Em outros períodos históricos, dava-se a quem exercia essa função o nome de “capataz”.

É de perguntar por que a Opas, uma entidade vinculada à Organização Mundial de Saúde (OMS), da ONU, se coaduna com essas relações de trabalho imorais, para dizer o mínimo.

(Arte: VEJA)

CLIQUEM NA ILUSTRAÇÃO PARA AMPLIÁ-LA (Arte: VEJA)

 

Há pelo menos duas explicações para isso. Primeiro, porque o quadro de altos funcionários da Opas é dominado por gente alinhada ideologicamente com Cuba ou diretamente indicada pelo regime castrista.

Esse é o caso do chefe da entidade no Brasil, o cubano Joaquín Molina, um dos arquitetos do programa Mais Médicos, junto com o ex-ministro Alexandre Padilha, hoje candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PT. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/05/2014

às 19:40 \ Política & Cia

Afaste de mim esse cara. Isso é tudo o que quer Padilha, candidato do PT ao governo de SP

ALEXANDRE PADILHA-VARGAS

Padilha e seu amigo, André Vargas (Foto: Agência Brasil)

Alexandre Padilha desmente e vai processar o deputado André Vargas, que o apontou como responsável pela indicação de um diretor para o laboratório-fantasma

Reportagem de Robson Bonin publicada em edição impressa de VEJA

O PT escolheu o médico Alexandre Padilha para executar o audacioso projeto político de interromper a hegemonia do PSDB no Estado de São Paulo. Ministro da Saúde até fevereiro passado, Padilha é devoto do ex-presidente Lula e amigo do mensaleiro José Dirceu, com quem trabalhou diretamente, mas é um dos raros petistas com ares de que comanda o próprio destino.

Nos dez anos em que esteve em Brasília ocupando postos no governo, nunca se teve notícia de corrupção em área sob sua responsabilidade. O ex-ministro, porém, começa sua campanha tendo de desmentir o envolvimento com uma quadrilha que planejava aplicar um milionário golpe contra o Ministério da Saúde.

O mais constrangedor é que a acusação não veio da oposição, mas de um antigo companheiro de partido, o deputado federal André Vargas (PR). O ex-ministro ameaça processar Vargas caso o parlamentar não desminta a versão que espalhou, segundo a qual Padilha não apenas sabia de tudo, mas ajudou, nomeando um diretor para um laboratório-fantasma, a Labogen, aríete de toda a operação criminosa.

Em um diálogo interceptado pela Polícia Federal, o então petista Vargas informou ao doleiro Alberto Youssef, preso pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha, que o então ministro Padilha havia indicado um ex-assessor para dirigir a Labogen Química Fina e Biotecnologia.

Youssef e Vargas eram comparsas no golpe a ser aplicado no Ministério da Saúde. Foram eles que montaram o laboratório de fachada que pleiteou a parceria federal para fabricar remédios. A Labogen ficaria com metade dos lucros da operação, que renderia cerca de 30 milhões de reais em cinco anos. Estaria, desse modo, garantida, nos termos que Youssef usou para animar Vargas, a “independência financeira” da dupla.

Um plano desses não teria chance de êxito sem a participação de funcionários do ministério e é grande a lista de suspeitos, todos, por enquanto, de segundo escalão. Mas a mensagem de André Vargas para o doleiro informando que Padilha teria indicado o diretor da Labogen arrastou o ex-ministro para o núcleo do escândalo.

Padilha reagiu com vigor, sentindo-se prejudicado na biografia e na corrida para governar São Paulo, que está prestes a começar. Ele se disse “extremamente indignado” com o que classificou de mentiras de Vargas. Um documento elaborado pelos advogados do petista faz três perguntas técnicas ao deputado.

A primeira é se ele de fato enviou a mensagem ao doleiro.

A segunda, caso Vargas confirme a declaração, indaga se o Padilha a que ele se referiu era mesmo o então ministro.

Por último, os advogados perguntam se o deputado confirma que partiu mesmo de Padilha a indicação de um diretor ao doleiro. Essa iniciativa é o primeiro passo rumo à ação judicial contra Vargas, que, por sua vez, não faz muito segredo do que responderá caso venha a ser notificado oficialmente.

À primeira pergunta, sua resposta será: sim.

Ao responder à segunda pergunta, confirmará que o Padilha citado na mensagem é mesmo o ex-ministro.

A segurança e a firmeza de Vargas, porém, desaparecem na resposta à terceira pergunta. Ele dirá vagamente que “uma pessoa” apareceu no seu gabinete pedindo emprego e apresentou um currículo cujas referências o levaram a concluir que, pelo contexto, só poderia ter sido uma indicação de Padilha.

QUEM FOI? Sócio da Labogen, Leonardo Meirelles confirmou a contratação de um ex-assessor do ministro da Saúde (Foto: Jonne Roriz)

QUEM FOI? Sócio da Labogen, Leonardo Meirelles confirmou a contratação de um ex-assessor do ministro da Saúde (Foto: Jonne Roriz)

Na semana passada, Leonardo Meirelles, também sócio da Labogen, foi mais conclusivo do que Vargas. Meirelles confirmou que a pessoa indicada para representar os interesses do laboratório-fantasma em Brasília era Marcus Moura, ex-assessor de Alexandre Padilha no ministério, que abandonou em 2011 para se dedicar a fazer lobby de empresas junto a órgãos do governo. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

30/04/2014

às 18:58 \ Política & Cia

Tribunal de Contas vai investigar contratos sem licitação na gestão de Alexandre Padilha — candidato do PT ao governo de São Paulo — no Ministério da Saúde

Os contratos para a compra de marcapassos assinados durante a gestão de Alexandre Padilha (à esq.) serão investigados a pedido do senador Pedro Simon (PMDB-RS) (Fotos: Cristiano Mariz)

TCU vai investigar contratos sem licitação da Saúde para compra de marca-passo

Os corações do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e de mais de 300 mil portadores de marca-passo no país vão bater mais rápido a partir de agora.

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai fazer uma auditoria no Ministério da Saúde para investigar a legalidade de um contrato de R$ 80,6 milhões firmado em dezembro de 2013 com duas empresas multinacionais dos Estados Unidos, a Medtronic e a Scitech.

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 30, o requerimento 276/2014 do senador Pedro Simon (PMDB-RS) pedindo que o TCU investigue os contratos de Parceria Público Privada (PPP) firmadas entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), do Ministério da Saúde, e as duas empresas multinacionais para fornecimento de marca-passos e stents coronários e arteriais ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Os contratos, com validade de cinco anos, foram firmados com dispensa de licitação ainda na gestão de Alexandre Padilha, candidato do PT a governador de São Paulo. Um detalhe do processo, que chamou a atenção do senador Pedro Simon, é que não houve convite público para apresentação de projetos e nem licitação para seleção de empresas privadas, nacionais ou não.

As duas multinacionais, de origem norte-americana, atuam em mais de 120 países.

Uma delas, a Scitech, possui uma fábrica de montagem em Goiás, na cidade de Aparecida de Goiânia, cidade de 500 mil habitantes na região metropolitana da capital goiana. A matriz brasileira da Scitech fica no polo empresarial da cidade, na esquina das ruas 6 e 18, quadra 21, lote 1 a 44.

Transferência improvável

Especialistas do setor farmacêutico estranham que empresas privadas foram escolhidas antes que existisse o próprio processo administrativo relativo ao Projeto Executivo da Parceria Público Privada.

Contudo, as PPPs dessa natureza somente podem ocorrer quando precedidas de estudos técnicos de viabilidade e licitação pública lançada por iniciativa de órgão, via Chamamento Público para apresentação e escolha de projetos.

No contrato firmado entre as empresas e a FURP alega-se que haverá transferência de tecnologia. Um executivo do setor observa, porém, que “é improvável que uma empresa estrangeira transfira a tecnologia do núcleo do marca-passo para atender apenas à demanda de cerca de 20 mil unidades de produto disponibilizadas anualmente.

O normal é haver apenas a importação de componentes prontos, como o microcircuito, a carcaça e outros componentes, realizando no Brasil o que se chama de ‘assembly’, ou simples montagem do equipamento no Brasil, com poucos componentes locais”.

As parcerias deixam sobressaltados aos mais de 300 mil portadores de marca-passo no País.

A preocupação transmitida ao senador Pedro Simon é saber como o SUS, cujo atendimento é notoriamente falho e dá assistência precária aos portadores de marca-passo, lidará com estes dois fornecedores exclusivos.

“Daí a importância e necessidade imperiosa de uma investigação e auditoria urgente sobre esses contratos pelos técnicos do TCU”, acentua o senador Pedro Simon.

 Fonte:  Gabinete Senador Pedro Simon — Senado Federal, Brasília, DF

26/04/2014

às 19:00 \ Política & Cia

Roberto Pompeu de Toledo: André Vargas é exemplo acabado da mutação genética do espécime chamado “petista”

André Vargas e o gesto que já virou hábito: levantar o braço como na velha saudação comunista — no caso, para provocar Joaquim Barbosa (Foto: Agência Câmara)

Artigo publicado em edição impressa de VEJA

“Vou atuar”

Roberto-Pompeu-de-Toledo

Quando o amigo doleiro Alberto Youssef desabafou, exasperado e súplice, “Tô no limite. Preciso captar”, segundo diálogos registrados pela Polícia Federal e revelados por VEJA, o deputado André Vargas respondeu, resoluto: “Vou atuar”.

André Vargas, do PT do Paraná, até há pouco vice-presidente da Câmara dos Deputados, já se celebrizara pelo gesto de levantar o braço, como provocação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, sentado a seu lado.

Ao gesto agora acrescentava uma divisa, na forma de uma sentença tão curta quanto prenhe de pesporrência (bela palavra; o colunista agradece ao deputado a oportunidade de usá-la): “Vou atuar”.

André Vargas é exemplo acabado da mutação genética do espécime chamado “petista”. Ele nasceu em Assaí, perto de Londrina, no Paraná, um mês antes do golpe de 1964. Tem 50 anos, portanto, e entrou no PT aos 26, em 1990.

Gloriosos tempos esses. O PT era a estrela que apontava para uma sociedade mais justa e costumes renovados na política brasileira. Quando se tornou poderoso, o PT passou a qualificar de “udenistas” os adversários que o atacam com a arma da moral e dos bons costumes.

Naquele tempo a UDN ressurreta era o PT. Seu empenho foi decisivo para a derrubada do presidente Collor, em 1992. Nada mais atraente para um jovem idealista do que um partido como esse. (Suponhamos que André Vargas tenha sido um idealista; é o que de melhor podemos fazer por ele.)

Sua ascensão foi rápida. Em 1991, já era membro do diretório municipal de Londrina. Em 1997, deixou-o para instalar-se em Brasília, como chefe de gabinete do deputado Nedson Micheleti.

Quando se dá a mutação de um jovem idealista para um “Vou atuar”?

Os fenômenos da evolução são infelizmente infensos a respostas com o grau desejável de precisão. No caso, Brasília talvez tenha contado. Com certeza poder e dinheiro contam.

Em 1998, Vargas trabalhou na campanha dos candidatos Paulo Bernardo, do PT, a deputado federal, e Antônio Carlos Belinati, do PSB, a esta­dual. Era uma estranha dobradinha. O parceiro de Paulo Bernardo, o atual ministro das Comunicações, era filho de Antônio Belinati, três vezes prefeito de Londrina, o qual em tantas se meteu que teve o mandato cassado, em 2000, e chegou a ser preso.

Na campanha envolveu-se o agora famoso Youssef, e foi nessa ocasião, segundo o jornal O Globo, que Vargas o conheceu. A campanha resultou em escândalo; para alimentar a do filho, segundo investigações, papai Belinati desviou dinheiro da prefeitura.

Os amigos de Vargas: primeiro, XXX e XXX. Agora, Alberto Youssef. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Os amigos de Vargas: primeiro, Paulo Bernardo e Antônio Carlos Belinati. Agora, Alberto Youssef (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O dinheiro começava a passar por perto do nosso suposto jovem idealista. Não por acaso, era uma época em que o PT começava a acumular poder. Em 2000 ganhou a prefeitura de São Paulo, com Marta Suplicy, e a de Londrina, com Nedson Micheleti, o deputado do qual Vargas fora chefe de gabinete. No ABC paulista, o mais antigo feudo petista, Celso Daniel foi eleito pela terceira vez.

O caldo de cultura que transforma o idealismo em “Vou atuar” estava formado. Celso Daniel foi morto dois anos depois. Nedson Micheleti, ao fim de dois mandatos de prefeito, seria condenado por improbidade administrativa. André Vargas, enquanto isso, empreendia a irresistível ascensão que o levou de vereador em Londrina a deputado estadual e, em 2006, a federal.

Distinguiu-se, nessa qualidade, pelas posições ultrapetistas de defesa dos mensaleiros e do controle da imprensa. Essa era sua face pública. Nos bastidores, atuava. As entranhas de seu mundo começaram a vir a público no fatídico dia em que Youssef lhe forneceu um jatinho para viajar com a família para João Pessoa.

Que quer dizer “vou atuar”?

O diálogo em questão sugere que seja em favor de gestão junto ao Ministério da Saúde para a conclusão de falcatrua envolvendo um laboratório de propriedade do doleiro. É razoável supor que essa seja uma de muitas atuações. E André Vargas não está sozinho.

O caso Petrobras, como último e culminante de uma série, revela quantos outros atuam. O espécime petista, tal qual conformado pela mutação sofrida, em simbiose com uma base aliada que no geral nem precisou mudar – já nasceu assim -, fez do Estado brasileiro um mar nunca dantes visto de atuações.

Pobre Dilma. Seu governo está bichado.

A corrupção generalizou-se a ponto de ser parte sem a qual o sistema não sobrevive. E ainda tem a economia. E ainda tem a incompetência. Seu governo faliu.

30/01/2014

às 17:32 \ Política & Cia

Padilha assina convênio com ONG fundada pelo pai, diz jornal

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (Foto: Karina Zambrana / ASCOM / MS)

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (Foto: Karina Zambrana / ASCOM / MS)

Publicado no site de VEJA

PADILHA ASSINA CONVÊNIO COM ONG FUNDADA PELO PAI, DIZ JORNAL

Entidade receberá quase R$ 200 mil para capacitar jovens; acordo foi assinado pouco antes de Padilha deixar a Saúde para assumir a pré-campanha ao governo de SP

Prestes a deixar o Ministério da Saúde para disputar o governo de São Paulo, Alexandre Padilha não apenas se utilizou da cadeia nacional da rádio e televisão para fazer campanha antecipada como assinou convênio no valor de 199.800 reais com uma entidade da qual seu pai, Anivaldo Pereira Padilha, é sócio e fundador.

Segundo reportagem da edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo, a pasta da qual Padilha se desligará nos próximos dias assinou, em 28 de dezembro de 2013, um acordo com a ONG Koinonia-Presença Ecumênica e Serviço para executar “ações de promoção e prevenção de vigilância em saúde”.

Embora tenha afirmado ao jornal que não exerce função na coordenação de projetos na entidade desde 2009, Anivaldo Padilha confirma que é convidado a participar de palestras e eventos, nos quais relata as ações da ONG.

Além disso, informa a reportagem, como sócio, o pai de Padilha está autorizado a integrar as assembleias anuais que definem os rumos de atuação da entidade. Anivaldo e o ministério, contudo, negam qualquer irregularidade no contrato.

O convênio prevê, até dezembro, a capacitação de sessenta jovens e a formação de outros trinta. Por meio de palestras, aulas e jogos, eles serão treinados sobre como evitar e tratar doenças sexualmente transmissíveis, como aids. Apesar de a entidade ter representação no Rio, em Salvador e em São Paulo, o projeto que conta com verba do Ministério da Saúde será executado somente na capital paulista, segundo funcionários da Koinonia.

O convênio assinado por Padilha autoriza o empenho da verba, o que significa que o ministério pagará os 199.800 reais à ONG, embora ainda não tenha feito o desembolso.

De pai para filho

Desde 1998, a Koinonia fez pelo menos nove convênios com diferentes ministérios que, juntos, somam cerca de 1,75 milhão de reais. Na gestão de Padilha na Saúde, além do assinado em dezembro, a ONG também firmou um termo de compromisso no valor de 60.000 reais para promoção de um seminário em 2011.

No final de 2013, a entidade assinou convênio com o Ministério da Justiça no valor de 262.100 reais para colher depoimentos e fazer documentários, site e livro sobre a participação protestante na luta contra a ditadura militar.

A Koinonia, presidida pelo bispo emérito da Igreja Metodista do Rio, Paulo Ayres Mattos, se autodefine como “um ator político do movimento ecumênico e que presta serviços ao movimento social”. A ONG participa de projetos ligados sobretudo à comunidade negra, trabalhadores rurais e jovens.

Pré-campanha

Padilha desembarcará definitivamente em São Paulo na próxima semana e, no dia 7, a ideia é que dê início a uma caravana pelo interior.

O ministro concentrou no Estado a participação em atos oficiais desde o final do ano passado, quando sua situação de pré-candidato do PT já estava definida. O ministério alegou à época que Padilha atendia a convites e que São Paulo “concentra o maior número de unidades de saúde, possui hospitais de excelência e entidades do setor”.

Critérios técnicos

O Ministério da Saúde informou que o convênio com a entidade da qual o pai do ministro é sócio e fundador atendeu a critérios técnicos e que o processo de análise seguiu regras estabelecidas pela administração pública. Alexandre Padilha não se pronunciou sobre o caso.

A Koinonia e Anivaldo Padilha também negaram qualquer influência política na seleção da entidade. “O fato de ser pai de Alexandre Padilha não pesou e nem influenciou na seleção de projetos”, disse Anivaldo. Ele afirmou ainda que, desde 2009, não participa da “supervisão ou coordenação de projetos, nem das instâncias de decisão da entidade”, apesar de seu nome constar como sócio no site da ONG.

Anivaldo explicou que se desligou da direção da Koinonia quando o filho assumiu o comando da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, em 2009, para “cumprir o que determina a legislação e evitar qualquer tipo de conflito de interesse ou prejudicar a continuidade dos programas”.

Depois de análise nos sistemas de convênios e parcerias, o ministério disse que identificou na gestão de Padilha, entre 2011 e 2014, a participação da entidade em quatro seleções, sendo que ela foi desclassificada em duas “por não atender aos critérios técnicos exigidos”.

Além da parceria de 199.800 reais com a Koinonia, a Saúde informou que, em dezembro de 2013, foram firmados outros 448 convênios com ONGs.

“Sempre participamos de editais públicos e submetidos às suas regras, com isenção e espírito público”, disse Rafael Soares de Oliveira, diretor-executivo da Koinonia.

04/06/2013

às 18:31 \ Política & Cia

Padilha, ministro da Saúde, pisa feio na bola com campanha “Eu sou feliz sendo prostituta”. Algo me diz que sua candidatura ao governo de SP pelo PT está na marca do pênalti

"Eu sou feliz sendo prostituta" (Cartaz oficial de campanha do Ministério da Saúde)

Agora é hora de tirar o corpo fora, dizer que não sabia, que a coisa não passou por ele — a velha história do homem público brasileiro de nunca assumir responsabilidade pelo que ocorre em sua seara.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, diante da grande reação negativa a uma campanha infeliz sobre doenças sexualmente transmissíveis — especialmente a uma das peças, em que uma profissional do sexo diz “Eu sou feliz sendo prostituta” –, não só alega que não sabia de nada como jura que campanhas do tipo não mais ocorrerão em sua pasta.

Leia mais sobre o tema no site de VEJA.

Algo me diz, porém, que a candidatura do ministro ao governo de São Paulo em 2014 pelo PT está na marca do pênalti.

Dificilmente um concorrente a cargo de tal peso oferece de bandeja aos adversários material desse tipo.

Por mais que a campanha tenha sido bem-intencionada — vamos conceder, cristãmente, o benefício da dúvida aos responsáveis do Ministério da Saúde –, não se percebe, até onde a vista alcança, que a grande massa do eleitorado vá considerar aconselhável que cartazes oficiais apregoem a felicidade de alguém na condição de prostituta, seja em nome de que causa for.

Se Padilha chegar lá, durante a campanha eleitoral de 2014 isso fatalmente virá à tona — e não vai adiantar o PT falar em preconceito, xingar, espernear. É inevitável que essa e outras pisadas de bola do ministro sejam expostas no horário destinado à propaganda porque a política é assim, e não vai mudar.

Além de tudo, se a aliança PSDB-DEM em torno da reeleição do governador Geraldo Alckmin levantar o tema contra o ministro, Padilha terá um problema: é tudo verdade. A campanha existiu, a responsabilidade última por sua divulgação é de quem comanda o Ministério da Saúde.

Durante minha carreira, entre outros postos, fui um modesto diretor de Redação de uma revista — e nenhuma peça publicitária, de espécie alguma, em outdoor, TV, rádio, revista ou onde fosse, embora criada por especialistas em publicidade, era divulgada sem meu OK.

Que dirá, então, um ministro de Estado — e ainda mais da Saúde! Se ele sabia e deixou divulgar, fez um mau julgamento e se mostrou incompetente. Se ele efetivamente não sabia, não manda em seu Ministério, deveria pegar o boné e ir embora.

Se a polêmica não aparecer na campanha eleitoral, não estaremos no Brasil.

 

06/01/2013

às 19:00 \ Tema Livre

Um soco no peito: campanha antifumo no Canadá ganha novas e fortíssimas imagens

Publicado originalmente em 01 de outubro de 2011.

São um soco no peito, feitas mesmo para impressionar as 16 novas imagens que a lei do Canadá, tal qual no Brasil, obriga a imprimir nos maços de cigarro e nas embalagens de todos os produtos do tabaco, como fumo para cachimbo, cigarrilhas e charutos. O Health Canadá, o Ministério da Saúde canadense, inclui nas embalagens mensagens sobre os malefícios da nicotina e dos mais de 5.000 produtos tóxicos presentes na fumaça dos cigarros.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

A campanha canadense contém uma inovação: os textos e imagens procuram se aproximar do usuário e do leitor, lançando mão de histórias e rostos de pessoas reais.

Uma das imagens mais comoventes mostra Barb Tarbox, uma mulher que morreu de câncer de pulmão, em seu leito de morte. “Esperamos que sua imagem tenha forte impacto sobre um monte de jovens e isso é realmente o que Barb queria fazer [quando autorizou a foto]“, disse seu marido, Pat, ao jornal Vancouver Sun.

canadasmokinglabel-6

"Quando você fuma, dá para notar os sinais. Cigarros causam vício e são prejudiciais"

canadasmokinglabel-7

"É assim que fica quem morre de câncer de pulmão. Barb Tarbox morreu aos 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro"

canadasmokinglabel-12

"Eu queria nunca ter começado a fumar. Fui diagnosticado como portador de câncer de laringe aos 48 anos. Tive minhas cordas vocais removidas, e agora respiro por um buraco na garganta"

canadasmokinglabel-2

"Câncer bucal. Estas manchas brancas são uma forma de câncer bucal causada principalmente pelo hábito de fumar. Mesmo se sobreviver, você pode perder parte ou a totalidade de sua língua"

canadasmokinglabel-1

"O simples respirar é uma tortura. Fumar fez meus pulmões entrarem em colapso quatro vezes antes que eu fosse diagnosticada com enfisema aos 42 anos. Sem meu tanque de oxigênio, parece que estou respirando por um canudinho"

“”]canadasmokinglabel-3

"Risco de cegueira. Fumar pode aumentar o risco de degeneração macular ligada à idade, uma condição que pode causar perda permanente da visão. Na maioria dos casos, não existe um tratamento eficaz [para isso

canadasmokinglabel-4

"Cigarros causam câncer de bexiga. Produtos químicos tóxicos na fumaça do tabaco danificam o revestimento da bexiga, causando câncer. O sinal mais comum é sangue na urina"

no tabaco que causa dependência é a nicotina”"]canadasmokinglabel-5

"A dependência do cigarro afeta gerações. Mãe e filha são dependentes do tabaco. A a droga [existente

canadasmokinglabel-8

"Fumo: não, obrigado. O fumo passivo contém muitas substâncias químicas tóxicas que podem prejudicar o feto"

canadasmokinglabel-9

"Seus filhos estão cheios de você fumar (aqui há um jogo de palavras, porque 'sick of your smoking' também pode significar, ao pé da letra, 'doentes porque você fuma'). O fumo passivo provoca mais frequentes e graves crises de asma em crianças"

canadasmokinglabel-10

"Os cigarros são uma das principais causas de doenças cardíacas. Os fumantes têm até quatro vezes mais probabilidade de desenvolver doença cardíaca do que os não fumantes"

canadasmokinglabel-11

"Um derrame cerebral pode deixá-lo inutilizado. Os cigarros são uma das principais causas de acidente vascular cerebral".

canadasmokinglabel-13

"Fumar no carro não afeta apenas você. Ter as janelas abertas não protege os passageiros dos mais de 70 componentes cancerígenos presentes no tabaco"

canadasmokinglabel-14

"Outra morte prematura... Fumar é a principal causa evitável de morte prematura no Canadá. Cerca de 100 pessoas morrem por dia devido ao uso de tabaco"

canadasmokinglabel-15

"Olhe para o poder do cigarro... Lembre-se deste rosto e de que o fumo me matou." Barb Tarbox morreu ao 42 anos, de câncer de pulmão causado pelo cigarro

canadasmokinglabel-16

"A fumaça do tabaco prejudica a todos. Bebês expostos à fumaça do tabaco correm maior risco de morrer de Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI)"

26/12/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

Fotos terríveis, vídeo e áudio: Austrália lança a mais dura campanha antifumo do mundo

tabaco-australia-cartaz

A indústria tabagista da Austrália tem um ano para mudar de forma drástica o design dos maços de cigarro para um formato mais sóbrio, sem logotipos e com alertas de saúde.

Publicado originalmente em 30 de novembro de 2011.

O governo australiano decidiu promover a mais dura campanha contra o ato de fumar já vista no mundo e anunciou: a partir do final de 2012, nem nos maços e pacotes de cigarro poderão aparecer logotipos, marcas, mensagens, nada.

Somente as imagens, várias delas francamente pavorosas, do Ministério da Saúde, a título de prevenção, e o nome da marca do cigarro, em letra e tamanho padronizados, sempre sobre um fundo verde oliva. As advertências sobre os riscos do fumo para a saúde deverão ocupar 75% da parte da frente dos maços e 90% da de trás.

A duríssima campanha não esqueceu da fundamental missão de informar: o governo criou uma ampla campanha de esclarecimento, educativa e com o foco, certeiro, na mudança de hábitos.

Uma campanha inclusiva, direcionada, multimídia e poliglota

Para alcançar a todos, a campanha conta com material para rádio, televisão, cartazes, outdoors, e conta com uma linha de atendimento via telefone.

É direcionada para mulheres, para homens, para grávidas, para jovens e está disponível em várias línguas: árabe, assírio, bangla, bósnio, cantonês, chinês, coreano, croata, dari, dinka, espanhol, farsi, filipino, francês, grego, islandês, hararian, hindi, indonésio, inglês, italiano, khmer, macedônio, malaio, mandarim, nepalês, português, sérvio, singalês, somali, tailandês, turco e vietnamita.

 

Ouça a propagada para rádio, em português:



Aqui, o cartaz, em português:

tabaco-australia-cartaz-pt

As imagens, que ocuparão frente e verso dos maços de cigarro, são fortes e trazem uma mensagem clara do quão danoso o hábito de fumar é. E traz um número de telefone, denominado quitline – “linha de saída”.

A medida entra em vigor em dezembro de 2012, mas a indústria tabagista promete questioná-la no tribunal: a British American Tobacco Australia considera a nova lei inconstitucional, e acredita que o governo teria que pagar indenização por retirar o nome da marca dos maços de cigarros e alterar a propriedade intelectual.

Talvez tenha razão, mas ainda assim é um preço baixo pela saúde da população.

veja as imagens que estamparão os maços:


 

campanha-anti-fumo-australia-20111122-09

FUMAR CAUSA CEGUEIRA: fumar provoca danos irreversíveis no fundo do olho. É a chamada degeneração ocular. Com a perda da visão central, pode ocorrer a cegueira. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-04

FUMAR CAUSA CÂNCER DE BOCA E GARGANTA: fumar é a principal causa dos cânceres que afetam boca e garganta. Esses tipos de câncer podem resultar na necessidade de cirurgias extensivas, problemas para comer e problemas de deglutição, fala e desfiguração permanente. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-02

FUMAR CAUSA DOENÇA VASCULAR PERIFÉRICA: fumar prejudica os vasos sanguíneos, que pode impedir a circulação do sangue, principalmente para as pernas ou pés. Isso pode resultar em coágulos de sangue, infecção. gangrena e mesmo amputação. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

 

Fumar pode causar aborto

FUMAR PREJUDICA FUTUROS BEBÊS: fumar durante a gravidez reduz a circulação de sangue na placenta e limita o oxigênio e nutrientes importantes para o desenvolvimento do bebê. Isso aumenta o risco de aborto, morte fetal, parto prematuro, complicações durante o parto ou de o bebê ter um cérebro ou corpo menor. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-05

FUMAR BLOQUEIA SUAS ARTÉRIAS: fumar bloqueia suas artérias, fazendo com que fiquem entupidas, e pode levar a ataques cardíacos, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, gangrena dos pés e impotência sexual. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-03

FUMAR CAUSA ENFISEMA: O enfisema é uma doença que aos poucos destroi os alveólos pulmonares, tornando difícil respirar. Doentes dizem que o enfisema torna um inferno permanente o ato de respirar. Quase todo enfisema é causado pelo cigarro. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

71193_1600x1200

A FUMAÇA DO CIGARRO É TÓXICA: a fumaça do cigarro é uma mistura complexa de produtos químicos tóxicos, como as nitrosaminas e bensopirenos (que contribuem diretamente para a formação de câncer em fumantes), e monóxido de carbono (que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio). Essas substâncias nocivas podem atingir seu cérebro, coração e outros órgãos 10 segundos após a primeira tragada. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-12

FUMAR DUPLICA O RISCO DE DERRAME CEREBRAL: fumar estreita as artérias até o cérebro, fazendo com que elas fiquem bloqueadas. Isso causa acidente vascular cerebral que pode resultar em paralisia permanente, incapacidade de falar, invalidez ou morte. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-06

NÃO DEIXE AS CRIANÇAS ASPIRAREM A FUMAÇA DE SEU CIGARRO: crianças expostas à fumaça de cigarro têm doenças mais graves, como pneumonia, infecções do ouvido médio e ataques de asma. Bebês expostos ao fumo passivo correm maiores risco de SIDS (síndrome da morte súbita em lactente). Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-07

FUMAR -- UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE: causas de morte na Austrália: tabaco 19,019; álcool 25.831; acidentes de automóvel 1,731; drogas ilegais 863; assassinatos 203. Tabagismo causa mais mortes do que o assassinato, drogas e acidentes de carro combinados. Fumantes não só vivem vidas mais curtas, mas também mais anos com problemas de saúde incapacitantes. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-11

FUMAR PROVOCA DOENÇAS CARDÍACAS: o tabagismo estreita as artérias do coração, fazendo com que fiquem bloqueadas. Isto pode causar ataques cardíacos e morte. Fumar pode dobrar o risco de morte por ataque cardíaco. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-13

FUMAR É UM VÍCIO: quando você fuma, inala a nicotina, que é uma droga. Em pouco tempo você pode achar difícil controlar o quanto você fuma, ou parar de fumar. Muitas pessoas não percebem que estão dependentes do cigarro até que tentam parar de fumar. Até mesmo os fumantes de longa data CONSEGUEM parar e param. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

campanha-anti-fumo-australia-20111122-08

PARAR DE FUMAR MELHORA SUA SAÚDE: parar de fumar em qualquer idade traz benefícios para seu coração e sua forma física. Parar de fumar reduz o risco de desenvolver doenças como câncer, ataques cardíacos e derrames. No caso de ataque cardíaco, o risco é reduzido pela metade um ano depois de parar. Você CONSEGUE parar de fumar. Ligue Linha de Saída, fale com seu médico ou farmacêutico ou visite o site.

Campanha para TV

No vídeo acima, parte da campanha australiana nacional antitabagista, vemos um homem sair de casa para o seu primeiro cigarro, acompanhado do cafézinho: ele acende o cigarro, e tosse.
Corta para o homem em um churrasco com os amigos, onde partilha uma piada, e o riso transforma-se em tosse.
Ao subir as escadas no trabalho, perde o fôlego e começa a tossir.
Após o jantar, o homem sai para mais um cigarro, e começa a tossir novamente, porém desta vez ele está tossindo sangue, que pode ver em um lenço.
Locutor: “A qualquer momento a sua tosse de fumante … pode tornar-se um sintoma do câncer”.
Locutor: “Cada cigarro traz o câncer para mais perto de você”.

25/06/2012

às 17:43 \ Política & Cia

Carlos Alberto Sandenberg: Maconheiro de carteirinha

Maconheiro de carteirinha vai gerar uma onde de jovens cadastrados para não fazer nada (Foto: Fred Dufour / AFP)

"Maconheiro de carteirinha no Uruguai vai gerar uma onde de jovens cadastrados para não fazer nada" (Foto: Fred Dufour / AFP)

Por Carlos Alberto Sardenberg, publicado hoje no Caderno de Economia do Estadão

 

MACONHEIRO DE CARTEIRINHA

 

Legalizar a maconha não é uma boa ideia. Mas pode levar a uma situação menos ruim que a atual. Os usuários continuariam aí – e, necessitando de cuidados – mas os traficantes perderiam o mercado e, pois, o dinheiro com o qual ganham a guerra, assassinando desde adversários até usuários inadimplentes, intimidando e corrompendo policiais, juízes, governantes em geral, políticos, jornalistas. O Estado economizaria bilhões hoje torrados em batalhas perdidas, recursos que poderiam ter uso muito melhor na saúde, por exemplo.

E por que legalizar só a maconha? Porque é a menos prejudicial das drogas e porque forma a maior parte do mercado.

Essa tese, elaborada há algum tempo, foi atualizada na América Latina por um grupo formado por ex-presidentes, incluindo Fernando Henrique Cardoso. E o governo do Uruguai, do presidente esquerdista Jose Pepe Mujica, acaba de anunciar sua adesão. É curioso, pois se trata de uma proposta mais para o lado liberal.

Talvez por isso, e por ser uma decisão polêmica, o governo uruguaio tenta dar à ideia uma aparência de política pública de esquerda. Quer sair das sombras do tráfico para o controle total do Estado. Acreditem: Mujica pretende instalar fazendas de maconha, fábricas para produzir o cigarro e uma rede comercial, tudo estatal.

Os consumidores também seriam estatizados. Para comprar os cigarros, a pessoa, maior de 18 anos, precisaria se cadastrar em um órgão governamental. Receberia assim uma carteirinha de maconheiro, com a qual poderia comprar até 40 cigarros por mês. Se comprasse mais que isso – como? – seria obrigada a se registrar em um centro, estatal, claro, de tratamento.

Vamos reparar, pessoal: trata-se de uma das melhores ideias de jerico já produzidas pela esquerda latino-americana. Olhe que essa turma já produziu desastres dos grandes, como inflação e calotes da dívida, mas estatizar o barato é uma proeza.

Admitamos que a maconha estatizada seja melhor que um mercado dominado pelo tráfico. Só que a estatizada vai cair nas mãos dos traficantes e gerar os mesmos problemas de corrupção e violência.

Começa pelo usuário que precisa se registrar. Digamos que uma minoria de militantes da droga tope isso, para marcar posição. Mas o maconheiro, digamos, normal, não vai querer manchar seu nome.

Não é por que terá sido legalizada que a maconha ganhará aprovação social e absolvição médica. Todos sabem que a droga é nociva, vicia e prejudica o desempenho das pessoas. Assim, empresas e escolas vão exigir certidão negativa de maconheiro. Faz sentido. Companhias aéreas, empresas de ônibus, fábricas com instrumentos de precisão teriam um bom argumento para recusar os maconheiros oficiais.

Mas isso certamente criaria uma questão jurídica. Se a maconha é legal, como a empresa pode discriminar o usuário? O sujeito poderia garantir na justiça o direito de não apresentar a certidão. Não adiantaria. Poderia até ganhar, mas ficaria marcado.

Por outro lado, admitindo que tudo esteja montado, forma-se um baita mercado. Cada maconheiro oficial tem direito a 40 cigarros/mês. Algum duvida da consequência? Os traficantes vão mobilizar exércitos de jovens que ganharão um bom dinheiro sem trabalhar – apenas se registrando como maconheiros.

Além disso, o governo uruguaio diz que os cigarros estatais terão o preço tabelado, para não explorar o povo. O que abre enorme margem de lucro para o tráfico.

José Mujica

José Mujica: "trata-se de uma das melhores ideias de jerico já produzidas pela esquerda latino-americana", diz Sardenberg (Foto: AFP)

Lógico, os cigarros “públicos” terão valor de mercado muito maior do que os “privados” que eventualmente continuem chegando do Paraguai ou da Bolívia. Terão controle de qualidade do Ministério da Saúde, produção em laboratórios limpos e equipados, não em cozinhas de fundo de quintal.

Assim, a produção estatal vai dispensar o tráfico de boa parte do plantio, produção e distribuição. Além do mais, alguém duvida que os traficantes se infiltrarão nas fábricas estatais para desviar cigarros? Se os caras hoje compram até juízes, não conseguirão seduzir um chefe de depósito? E os caminhões com a preciosa carga?

Finalmente, todo o complexo estatal da maconha será um grande negócio. Ou seja, muitos cargos para serem disputados pelos políticos. Já pensaram no Brasil? O PT não abre mão da presidência da Maconhabrás…O PMDB quer a diretoria financeira. O diretor de distribuição seria cargo excelente para arranjar votos com a distribuição dos cigarros da quota da diretoria.

Tudo isso sem falar dos direitos do consumidor. Este pode processar o governo se entender que o cigarro oficial não gera o barato, digamos, suficiente.

Lideranças que defendem a legalização da maconha reconhecem que a maior dificuldade é justamente o processo, o modo de fazer isso. O objetivo é tirar o mercado do tráfico e, assim, asfixiar o traficante, mas sem estimular o usuário. A estatização à Uruguai é a pior proposta.

Aqui, como em muitas outras coisas, é preciso deixar as coisas por conta do indivíduo, livre para escolher, e do mercado, também livre. O Estado regula e presta serviços.

 

Asa delta, perigo!

A Força Aérea decidiu fechar o espaço aéreo do Rio nos dias da Rio+20. Não podia voar nem asa delta.

Devem achar que um terrorista, armado com metralhadoras e bombas, poderia decolar da Pedra da Gávea, voar até o Riocentro, aterrisar lá e executar algumas autoridades.

Na Rio + 20, nem asa delta no espaço aéreo carioca

Na Rio + 20, nem asa delta no espaço aéreo carioca

É uma confissão de incompetência. Estão nos dizendo que não conseguiriam interceptar um maluco que tentasse aquela proeza. Logo, fica tudo proibido.

Todo mês de setembro tem a assembleia geral da ONU em Nova York, para onde se dirigem mais de 100 chefes de Estado. Sabem o que acontece com o tráfego aéreo?

Nada.

 

Leia também: 
Reportagem imperdível: como é e o que mostra o documentário sobre drogas que teve FHC como fio condutor

13/04/2012

às 20:26 \ Política & Cia

Comissão do Conselho de Medicina sobre critérios para diagnosticar anencefalia terá vários especialistas

 

Carlos Vital, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina: em prol de "critérios seguros e bem definidos" para diagnosticar a anencefalia (Foto: Agência Brasil)

Da Agência Brasil

A comissão criada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para definir critérios de diagnóstico de anencefalia em fetos será formada por especialistas em ultrassonografia fetal, ginecologia, obstetrícia, genética e bioética. De acordo com o vice-presidente da entidade, Carlos Vital, será convidado também um representante do Ministério da Saúde.

Vital explicou que o objetivo do conselho é elaborar critérios seguros e bem definidos para que o diagnóstico da malformação seja feito. “Hoje, já sabemos que o diagnóstico por imagem [ultrassom] tem um caráter muito resolutivo. Precisamos elaborar isso com detalhes, com o conhecimento de especialistas na área para que possamos, sem a menor dúvida, dar à sociedade a segurança de critérios seguros e eficientes.”

Vital lembrou que, até 2009, mais de 5 mil alvarás foram emitidos pela Justiça brasileira autorizando o aborto de fetos anencéfalos. “As experiências médicas no país existem, não só em termos de diagnóstico, como de realização dos procedimentos”, explicou. Ele criticou, entretanto, que o país permita o aborto apenas por meio de técnicas como a indução e a curetagem.

Sobre casos de sobrevida de bebês com anencefalia por meses ou anos, Vital destacou que os diagnósticos da malformação, “quando corretos e precisos”, não permitem uma sobrevida prolongada e que casos como o da menina Vitória de Cristo, atualmente com 2 anos e 2 meses, podem ter sido mal diagnosticados.

Foi estabelecido prazo de 60 dias para que a comissão defina os critérios para basear o diagnóstico de anencefalia. Só após essa definição, a resolução do CFM será publicada.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados