29/06/2012
às 18:47 \ Tema LivreEurocopa: a Espanha que se prepare, pois a surpreendente Itália não está para brincar

O primeiro gol de Balotelli contra o goleirão Neuer: uma nova e diferente Azzurra (Foto: seattlepi.com)
Se cuide, Espanha, que a Itália vem aí!
Depois de vencer a poderosa Alemanha, ontem, por 2 gols a 1 — merecia mais –, a seleção da Itália que disputa a Eurocopa 2012 foi, como se sabe, para a finalíssima contra os espanhois, no domingo, dia 1º de julho.
Como sempre um tanto desacreditada, o time, com a nova filosofia de jogo e a renovação parcial do elenco promovidas pelo treinador Cesare Prandelli, afasta-se cada vez mais da Squadra Azzurra de há tantas competições — fechadíssima atrás, jogando à base de contra-ataques, temerosa de avançar e parca em gols.
Não, desta vez é uma equipe sólida, com uma defesa para ninguém botar defeito mas, como se viu contra a Alemanha, que sabe agredir. E, sobretudo, com o craque que mais brilhou na competição: o extraordinário meio-campo Andrea Pirlo, que já fizera bonito na campeã do mundo de 2006 e que hoje, perto dos 33 anos de idade, está jogando como nunca: passes perfeitos, dribles na hora exata, lançamentos com precisão milimétrica, um fôlego impressionante e a disposição de estar em todos os cantos do campo — até um gol da Alemanha ele salvou ontem.

O grande Pirlo dando conta de três ingleses, inclusive do capitão Gerrard (centro), na partida em que a Itália venceu (Foto: guardian.co.uk)
Pirlo, sempre discreto e sem espalhafato em campo, é um daqueles raríssimos casos de jogador em que a bola parece uma prolongação das pernas. Não é por acaso que, transferindo-se do Milan para o Juventus, a Vecchia Signora voltou a ser campeã italiana — e, feito raro, invicta.
A seleção da Espanha, pois, apontada como favorita desde o começo da competição, que se cuide: a campeã da Eurocopa passada, em 2008, e campeã do mundo, em 2010, não está na ponta dos cascos, como se tem observado. Não se trata apenas do esgotamento dos principais jogadores — que integram o Barça e o Real Madrid –, mas de um desequilíbrio evidente causado por um desfalque e pelas consequências na armação do time: o do zagueiro Puyol, capitão do Barcelona, que não pôde ser convocado por estar em recuperação de cirurgia no joelho.
Não é que Puyol, zagueiro de qualidade, leal e raçudo, seja o melhor central do mundo. Mas, como o treinador Vicente del Bosque visivelmente não confia em Albiol, do Real, para o posto, manteve-o no banco e deslocou para o lugar de Puyol, e para fazer parceria com o barcelonês Piqué, o hoje zagueiro do Real Sergio Ramos, que, como lateral direito veloz, forte, de chute poderoso e cruzamentos perigosos, era uma arma perigosíssima, quase letal de La Roja.
O time espanhol, portanto, pelo efeito dominó da ausência de Puyol, está capenga pela direita, já que quem ocupa a lateral, de forma incompreensível para mim, é o jogador mais fraco da equipe, Arbeloa — ruim para atacar, fraco para defender e contumaz em fazer faltas que levam perigo para o gol de Casillas.
Tags: "La Roja", "Squadra Azzurra", Alemanha, Barcelona, Cesare Prandelli, Espanha, Eurocopa, Itália, Juventus, Milan, Pirlo, Puyol, Real Madrid, Sergio Ramos, Vicente del Bosque


































































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