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meio ambiente

02/03/2014

às 12:00 \ Tema Livre

POST DO LEITOR: Tremeluzindo

"Foi-se o tempo em que postes serviam somente para sustentar fios, abrigar passarinhos e inutilizar pipas de garotos sem perícia" (Foto: Getty)

“Foi-se o tempo em que postes serviam somente para sustentar fios, abrigar passarinhos e inutilizar pipas de garotos sem perícia” (Foto: Getty)

 

Post do leitor Heraldo Palmeira, documentarista e produtor musical

TREMELUZINDO

Post do LeitorA minha cidadezinha do interior era igual a todas naqueles anos 60. A “luz”, como chamávamos energia elétrica, saía das entranhas de um velho gerador fumacento, barulhento, lento.

Tempo em que ninguém sabia da inimizade entre óleo diesel e meio ambiente. Tempo em que postes serviam somente para sustentar fios, abrigar passarinhos e inutilizar pipas de garotos sem perícia.

O bicho rodava o dia inteiro, engasgando aqui e acolá. Na boca da noite, nós, meninos acostumados a tirar do derredor encantos para distrair a mente, ficávamos enlevados com o tremeluzir da luz acesa. Às 21 horas, havia o rito de passagem da luz elétrica para a luz de velas, para o velho motor descansar.

Era o ápice da nossa poesia, a energia indo embora em espasmos, o silêncio da máquina desligada se espalhando pelas ruas e becos, a luz bruxuleante das velas dominando devagarinho os ambientes das casas simples. Os nossos medos e lendas da escuridão das noites do sertão nos empurrando para a cama.

Fico me perguntando por que a luz de hoje não tem mais a beleza do tremeluzir; simplesmente some, como por encanto. Sem qualquer poesia, atraindo iras e reclames, parando fábricas e escritórios, queimando equipamentos, apagando semáforos e instalando o caos nas ruas, atiçando malfeitores sobre a população desprotegida.

Ela simplesmente some, talvez para calar postes boquirrotos, que dizem que o sistema elétrico é altamente confiável. É no que dá acreditar que postes servem para algo além de sustentar fios, abrigar passarinhos e inutilizar pipas de garotos sem perícia.

Os postes fora do lugar e seus donos destruíram a poesia que havia na hora de faltar energia, os espasmos delicados da luz apagando, acendendo, apagando, acendendo… até os gritos de euforia quando ela voltava. Apagaram a poesia que havia na escuridão, inventaram o apagão. Direto. Brusco. E ainda culpam raios e trovões, raios!

"Apagaram a poesia que havia na escuridão, inventaram o apagão" (Foto: Getty)

“Apagaram a poesia que havia na escuridão, inventaram o apagão” (Foto: Getty)

Mesmo cientes da inimizade visceral da poluição com o meio ambiente, andam de mãos dadas com termelétricas dispendiosas. Que queimam carvão, que é madeira queimada ou mineral arrancado da terra ferida em crateras. No melhor estilo natureza morta.

Acreditam que fiat lux é milagre para Felipão obrar em gramados superfaturados, muitos sem qualquer utilidade depois do apito final. Ignoram os curtos-circuitos cada vez mais intermitentes. Ignoram a diferença entre carbonização e canonização. Ignoram todos os sinais. Não compreendem que há séculos se declama poesia no escuro, mas essa já é outra história.

31/12/2013

às 16:05 \ Tema Livre

Vídeo e foto: se eles podem, por que não podemos?

se-ele-consegue

Se ele consegue… (Foto veiculada no Facebook)

Publicado originalmente em 10 de maio de 2012

campeões de audiência 02Preservar o meio ambiente é manter limpa, organizada, funcional e agradável nossa própria casa. Utilizar bem os recursos naturais é garanti-los para o uso de todos amanhã. Inúmeras vozes se destacam, no mundo inteiro, entoando, ensinando, repetindo essas lições óbvias, mas que ainda precisam ser sempre e sempre reprisadas.

O que pode nos parecer bobagem de eco-chatos, burburinho e mumunha de ativistas é algo natural e espontâneo para os maiores especialistas em meio ambiente — os bichos –, mesmo os já adaptados a ambientes urbanos.

Como vemos na foto acima e no divertido vídeo abaixo, peça de uma campanha pela preservação da água produzida pela TV News 9, uma das maiores emissoras da Índia.

 

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Vídeo: divertindo as pessoas é mais fácil cuidar do planeta

27/10/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Nestas belas fotos, integração (mesmo!) com a natureza

Como passarinho

Como passarinhos, pessoas desfrutam de “poltronas aéreas”

Estas belas fotos mostram como é possível conviver em harmonia com a natureza — às vezes, imitando-a.

Claraboia, clara

Uma claraboia que não agride a paisagem

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Jantar eco-romântico

Jantar eco-romântico

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Piscina-lago

Piscina-lago

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Dia-a-dia

Dia-a-dia

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Como passarinho II

Como passarinho II

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Muro

Muro

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Caminhos

Caminhos

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Passos

Passos

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Trabalho

Trabalho

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Sonhos

Sonhos

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Translúcido

Translúcido

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Esperando

Esperando

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Casinha na árvore

Casinha de árvore

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Gente-de-barro

Gente-de-barro

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Chuva

Chuva

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Ninho

Ninho

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Plantação

Plantação

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Extra-muros

Extra-muros

 

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Amenize seu dia com essas FOTOS IRRESISTÍVEIS (e um vídeo): cães acompanhados de seus melhores amigos… outros cães, é claro!

23/10/2012

às 18:45 \ Tema Livre

VÍDEO MAGNÍFICO: câmeras ocultas gravam a vida real de animais selvagens em Sumatra, na Indonésia

O tigre do Sumatra, habitante de Leuser: apenas entre 100 e 300 vivem (Foto: Dave Watts)

O tigre do Sumatra, habitante de Leuser: apenas entre 100 e 300 vivem (Foto: Dave Watts)

Há maneira melhor forma de documentar a vida dos animais do que captá-los 100% à vontade em seus lares?

Acreditando que não, de fato não há, o projeto Eyes on Leuser, iniciado em junho de 2011 e que deve prosseguir pelo menos até o fim deste ano utiliza câmeras disfarçadas ou simplesmente escondidas para registrar o cotidiano de uma das faunas mais ricas do mundo.

Tesouro natural

Estamos falando do ecossistema de Leuser, abundante no norte da ilha de Sumatra, na Indonésia, conhecido como um dos mais exuberantes e variados de nosso planeta.

Um verdadeiro tesouro natural que, graças ao trabalho do EOL, concebido pelo cineasta holandês Martin Slothouwer em parceria com a Autoridade do Ecossistema de Leuser, vem sendo apresentado a pessoas de toda parte.

“Os vídeos que gravamos têm diversos objetivos: compreender a distribuição e o movimento das espécies, servir de poderosa ferramenta para apoiar atividades lobísticas e para todos os tipos de campanha promoção, educação e conscientização”, diz o comunicado de apresentação do Eyes on Leuser.

Câmeras ocultas

Elefante-Sumatra

Família de elefantes do Sumatra: espécie captada pelo projeto (Foto: globalspecies.org)

Por considerar os animais da região “raros, tímidos e/ou noturnos”, o projeto, que é financiado pelo Fundo Holandês de Conservação e o Fundo do Príncipe Bernhard da Holanda (1911-2004), crê que não apenas a melhor, mas a única maneira de filmá-los é deixando estas câmeras (de alta definição) a controle remoto ligadas por longos períodos.

A julgar pelos resultados, a paciência vale a pena. Nas imagens, os bichos estão realmente à vontade, e só em alguns casos ficam desconfiados da câmera. Parece um reality show de animais.

No vídeo mais recente, publicado no final de setembro após quatro meses de rodagens nas montanhas centrais de Leuser – em altitudes de até 2.300 metros -, é possível acompanhar os movimentos de cerca de 30 espécies.

Entre as quais, felinos espetaculares como o Tigre do Sumatra (Panthera tigris sumatrae) e o Gato de Mármore (Pardofelis Marmorata), o Urso do Sol (Helarctos malayanus) e o Elefante do Sumatra (Elephas maximus sumatranus), além de uma série de lindos, simpáticos e raros pássaros, macacos, roedores e lagartos. Assistam-o abaixo, e para mais vídeos, cliquem aqui.

 

16/07/2012

às 15:40 \ Política & Cia

A juíza de Embu das Artes (SP): “Eu quero minha liberdade de volta”

EU QUERO MINHA LIBERDADE DE VOLTA (Foto: Márcio Superti)

EU QUERO MINHA LIBERDADE DE VOLTA (Foto: Márcio Superti)

(Desabafo da juíza Bárbara Carola Hinderberger de Almeida, publicado na Folha de S.Paulo em 13 de julho de 2012)

 

EU QUERO MINHA LIBERDADE DE VOLTA

Sou juíza há 20 anos. Sou linha dura, dizem. Pressão é comum, mas em 2012 surgiram ameaças de morte. Um medo destruidor, não poder ir ao mercado sozinha

Eu sou juíza e estou ameaçada de morte.

Comecei na magistratura há 20 anos. Há 18, estou aqui em Embu das Artes. Em todos esses anos e por todos os fóruns em que já passei, nunca tive a minha vida ameaçada. Nem mesmo quando julguei grandes processos criminais envolvendo o crime organizado.

Há pouco mais de um mês, ordenei a desocupação imediata de Área de Proteção Ambiental (APA) pertencente à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Ela havia sido invadida por integrantes do MTST, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.

Segui o que manda a legislação ambiental brasileira, uma decisão que favorece a comunidade como um todo, no presente e no futuro.

invasao-apa-embu-das-artes (Foto: Otaboanense.com.br)

AMEAÇADA POR DEFENDER O MEIO AMBIENTE: "ordenei a desocupação imediata de Área de Proteção Ambiental (APA) pertencente à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano", ocupada pelo movimento MSTS (Foto: Otaboanense.com.br)

A partir daí, porém, recebi ameaças de morte, inclusive registradas pela Polícia Militar, por conta de minha sentença favorável à manutenção da APA. Fiquei sinceramente espantada. Nunca imaginei que alguém pudesse tentar me coagir por defender o meio ambiente.

É como o desembargador Roque Mesquita disse em um artigo: “Ser magistrado no Brasil se tornou uma profissão de risco”. Fato. Lamentavelmente, isso está se tornando comum. Você sempre está sujeito a sofrer algum tipo de perseguição ou tentativa de coação, nesse caso traduzida em ameaça de morte.

Quando prestei concurso para a magistratura, nunca me passou pela cabeça que um dia alguém, por causa de uma decisão minha, ficaria tão contrariado a ponto de ameaçar tirar minha vida. Foi muito ruim ouvir uma voz ao telefone ameaçando me matar.

Claro que sinto medo. Sou humana. É normal.

Passei a dispor de escolta policial 24 horas por dia. Nesse período, não podia ir ao shopping sozinha, não podia ir ao mercado nem encontrar os amigos sem um segurança por perto.

O medo é um sentimento tão ruim, tão destruidor, que não contei nem para minha própria mãe o que estava acontecendo. Mas o fato se tornou público, e ela leu nos jornais que a sua filha estava ameaçada de morte.

Curiosamente, o que mais eu sentia além de medo era constrangimento! Fiquei constrangida por tirar policiais das ruas, que estavam trabalhando em prol da segurança da população, para servir à segurança de uma única pessoa: eu.

Quanto mais eu convivia com o medo, mais eu tinha a certeza de que não podia parar. Eu não podia e não posso ceder. Não podia deixar que a Justiça fosse derrotada. A Justiça e eu. Afinal, é o meu dever que a segurança e a ordem social sejam garantidas. Não trabalho para mim, trabalho para todos.

Há 15 dias, dispensei a escolta armada que me protegia.

Viver se sentindo como um refém é horrível. É pior do que muitas sentenças que já dei nesses anos de magistratura. Você não fica mais totalmente relaxada. O medo passa a ser sua companhia. E passou a me acompanhar em todos os lugares.

Mas, para ser magistrada, você tem que ser forte. Ser forte e ter caráter para não ceder às pressões – durante os anos de trabalho, você é pressionada de todas as partes e de todas as formas.

Eu amo a minha profissão. Sou uma juíza considerada linha dura. Faço com que as ordens judiciais sejam cumpridas. E no Brasil é preciso que isso aconteça para que o Estado democrático de Direito não seja abalado. É isso o que defendo.

Ser juiz é não ter dúvida que a Justiça será feita. Ser juiz é ter coragem. É desejar que a Justiça prevaleça sempre, não importando o sexo, a classe social ou a escolaridade de quem quer que sejam as partes.

Mas não é por eu estar sendo ameaçada que irei parar de trabalhar ou pensar duas vezes antes de uma decisão. Na verdade, minha decisão já está tomada: não vou desistir, isso não vai afetar o meu trabalho.

Assim como o medo é uma característica humana, a capacidade de ter certeza também. E eu estou segura de ter tomado a decisão certa em favor da sociedade.

A comunidade para qual trabalho reconhece minha luta e minha força. Percebo que estão do meu lado. Desde o frentista do posto de gasolina até o presidente da Câmara dos Vereadores de Embu das Artes me apoiaram. Eu me senti amparada e querida, o que me deu forças. São ações como essas que me fazem perceber que estou no caminho certo, que estou exercendo minha função honestamente.

Agora, o que eu mais quero é minha liberdade de volta.

 

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28/06/2012

às 18:45 \ Tema Livre

Fotos e vídeos (belíssimos): instituto alemão utiliza zepelim para estudar alterações climáticas

O zepelim do projeto Pegasos em pleno voo: veículo ideal para investigações sobre poluentes (Foto: Blog Pegasos)

O zepelim do projeto Pegasos em pleno voo: veículo ideal para investigações sobre poluentes (Foto: Blog Pegasos)

Para muita gente, um zepelim passeando no ar em pleno 2012 só pode significar uma nova campanha publicitária ou mera excentricidade turística.

Não é, definitivamente, a visão que os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Jülich, sediado em cidade de mesmo nome no oeste da Alemanha, têm da simpática modalidade de aeronave inventada no final do século XIX.

Para eles, este gigante oval voador vem se tornando o melhor aliado na investigação dos fenômenos por trás das grandes alterações climáticas da atmosfera, causadas ou não pelo ser humano, e que ocupam cada dia mais os noticiários e debates científicos e políticos.

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Decolando para mais um voo na Holanda (Foto: Blog Pegasos)

Desde maio, flutua nos céus europeus o zepelim de 75 metros de comprimento do projeto Pegasos, coordenado pelo Jülich, financiado pela União Europeia – o valor se aproxima dos 7 milhões de euros (cerca de 17,5 milhões de reais) – e cujo objetivo é “investigar a relação entre a composição química da atmosfera e as alterações climáticas”.

Abaixo, registro em vídeo do Pegasos voando em Cabauw, Holanda, no mês passado:

As vantagens do zepelim

Mas… por que um zepelim? Segundo o site Jülich, que durante as estimadas 20 semanas de coleta de dados contará com o auxílio de técnicos de 15 países europeus, o dirigível é o veículo mais adequado porque voa devagar, paira no ar, ganha e perde altitude de forma vertical e pode aguentar voos de até 24 horas, ainda que carregue – como é o caso do Pegasos – uma tonelada de equipamento.

Não à toa, desde 2007 a entidade vem realizando testes no formato.

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Pilotos participam de teste no zepelim em 2011 (Foto: Blog Pegasos)

Além de todas estas vantagens, o zepelim, de acordo com os pesquisadores, serve à perfeição ao propósito do projeto porque permite que os estudiosos se aprofundem na análise da faixa entre os 100 e os 1.000 metros de altitude, pertencente à chamada Troposfera.

Região importante, mas pouco explorada

Embora se trate de um lugar no qual se “decide o futuro” da maioria dos poluentes emitidos na Terra, esta zona – onde a proporção de partículas em suspensão é maior, o que favorece o estudo – até hoje foi relativamente pouco contemplada pela ciência.

Ainda segundo os responsáveis pelo Pegasos, informações sobre esta região são necessárias para “a compreensão de processos atmosféricos com detalhes” e “o rastreamento dos gases com precisão e flexibilidade”.

Na mira dos cientistas estão os segredos que possam ser desvendados sobre o comportamento de, entre outros componentes, óxidos de nitrogênio, ozônio e, especialmente, aerossóis e hidroxilos, considerado pelos entendidos em química como uma espécie de “detergente da atmosfera”.

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Aspecto exterior da cabine do zepelim (Foto: Blog Pegasos)

Fácil de dirigir nestes cenários, o zepelim tem tudo para fazer a alegria dos especialistas que, após partirem de terras germânicas, rumou ao sul da Itália, conforme noticiado no post mais recente do blog do projeto, atualizado no dia 12. Em seguida, deve subir novamente pelo continente até chegar à Finlândia, já que o plano envolve a análise do ar em diferentes condições geológicas e territoriais.

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O sol mal nasceu e o Pegasos já retorna de uma exploração em Roterdã, Holanda (Foto: Blog Pegasos)

Assistam a reportagem da filial portuguesa do canal de TV Euronews prévia ao lançamento do Pegasos, com imagens internas do zepelim, entrevistas com os pesquisadores e mais detalhes desta missão:

04/06/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo: a simples e genial máquina ecológica que transforma lixo plástico em petróleo

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Akinori Ito e seu invento, que aperfeiçoa desde 2010: já presente em 80 países

“Mesmo nos países desenvolvidos, o lixo é desperdiçado por pessoas desleixadas”.

A sincera objetividade do cientista, professor da Universidade da ONU em Tóquio e inventor japonês Akinori Ito é ao mesmo tempo desabafo crítico e mote que justifica a sua maior criação: um sistema que gera petróleo a partir de sacolas e embalagens plásticas. Produzidas às centenas de bilhões de unidades por ano e com demora de até 100 anos para se decomporem, elas são uma terrível praga ambiental e um pesadelo para administradores de cidades de todos os portes, às voltas com aterros sanitários e lixões que ocupam cada vez mais espaço e poluem mais.

Sacolas plásticas, que demoram mais de 5o anos para se decompor, descartadas, vão parar em aterros, rios, mares, causando grandes danos ao meio ambiente e destruindo cadeias alimentares, um verdadeiro desastre ecológico

As sacolas plásticas, que demoram entre 50 e 100 anos para se decompor, ao serem descartadas entopem bueiros, vão parar em aterros sanitários, poluem rios e mares, destroem cadeias alimentares de animais e constituem um colossal problema ambiental

A invenção, que Ito bolou em 2010 e vem aperfeiçoando, já foi vendida a compradores de 80 diferentes países, em geral pelo site de sua empresa Blest Corporation. O cientista japonês tem levado sua maquininha também a comunidades pobres da África e da Ásia, onde promove educação ambiental para crianças e doa aparelhos.

A máquina, menos do que um bebedor de água de escritório, propõe a inversão da clássica transformação de petróleo em plástico. E ainda o faz gastando pouca energia (1 kilowatt para a produção de um litro de combustível, a partir de 1 quilo de restos plásticos).

Como é que a coisa funciona? Simples: os itens de plástico exclusivamente de Poliestireno, Polipropileno e Polietileno são depositados, limpos, na parte superior da máquina – não há necessidade de triturá-los – e depois aquecidos. Retêm-se os vapores gerados, que posteriormente vão sendo distribuídos por um complexo arranjo de tubos e recipientes de água. Em seguida, resfria-se os gases, convertendo-os em petróleo.

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A simples e genial máquina de Ito, que transforma plástico em combustível, usando procedimento inverso à clássica transformação de petróleo em plástico

Mais barato e mais “limpo”

Ao passo que mais pessoas e empresas tenham acesso a mecanismos como o de Ito, o cientista acredita que o nosso dia-a-dia pode tornar-se bem mais em conta. Por enquanto, no entanto, a revolução ainda é um pouco cara: o  mais barato dos seis módulos desenvolvidos por ele, capaz de transformar apenas 1 quilo de plástico, custa US$1.100,00, enquanto o mais caro chega a US$ 50.000,00.

Para Ito, as máquinas transformadoras de plástico em petróleo constituem uma modalidade de geração de combustível e energia não apenas mais barata, como também mais limpa do que a simples e nefasta queima de sacos e embalagens. De fato, a combustão de 1 quilo de plástico redunda em 3 quilos de gás carbônico poluidor ( CO2), enquanto o novo sistema, ao produzir novamente o óleo, reduz a emissão de carbono na atmosfera em até 80%, sem emitir poluentes tóxicos.

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"Lixo? Isto aqui é um tesouro!", diz o professor Ito sobre os restos plásticos.

Cadeia de reciclagem

O produto final pode ser refinado de diferentes maneiras – convertendo-o em querosene, gasolina e diesel – e empregado em gerador, fogão, carro, moto, entre outros dispositivos. Sim, ainda se trata de combustível que fatalmente será queimado, gerando CO2, mas que passa a integrar uma inteligente cadeia de reciclagem.

No vídeo abaixo, Akinori Ito demonstra como funciona o módulo mais básico de sua invenção (há pelo menos quatro outros disponíveis no site):

28/05/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo e fotos: a civilizada Dinamarca – quem diria? – tolera horripilantes massacres de centenas de baleias a cada ano

Massacre baleias

O tenebroso "mar de sangue" formado durante as chacinas (Foto: Stop-the-grind.com)

A Dinamarca está entre os países mais civilizados e avançados do mundo. Aparece como 16ª colocada na lista de nações com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano – seus 0,895 pontos no levantamento da ONU são considerados um IDH “muito alto”.

Mas nem tudo é perfeito neste aparente oásis escandinavo do civismo e da correção política. Longe disso. O reino tem sido conivente com a barbárie ecológica cometida sistematicamente, sobretudo nos meses de julho e agosto, nas Ilhas Faröe, arquipélago que, embora esteja mais próximo à Islândia, ao Reino Unido e à Noruega, é uma região autônoma pertencente à coroa dinamarquesa.

Até 1572 baleias-piloto massacradas em um ano

No ritual, batizado Grindadráp – literalmente, em dialeto local, “assassinato de baleias-piloto” – e que os habitantes consideram uma tradição milenar imutável, centenas de baleias-pilotos, mamíferos aquáticos negros que podem medir entre 6 e 8 metros de comprimento, são brutal e covardemente assassinados a cada ano nas águas que margeiam as Faröe, tingindo-as de um macabro vermelho.

Um verdadeiro oceano de sangue deixado por um número de baleias mortas que pode ultrapassar as 1500 por temporada, conforme indica o gráfico abaixo, publicado em 2007 pelo Museu de História Natural das Faröe:

Índice de baleias-piloto mortas por ano entre 1990 e 2007 nas Faröe (Fonte: Museu de História Natural das Ilhas Faröe)

Abate cruel e argumento rebatido

A técnica para encurralar os indefesos seres marinhos, sejam machos, fêmeas ou filhotes, envolve o uso de barcos, que pouco a pouco vão cercando as vítimas e as deixando sem saída. Uma vez capturadas, as baleias-piloto são dilaceradas com golpes implacáveis de enormes facas, buscando pontos vitais dos animais como a espinha dorsal.

Baleeiro.Faroe

Baleeiro retalha uma baleia-piloto (Foto: stop-the-grind.com)

O objetivo, segundo os responsáveis pela matança, é distribuir a carne dos animais entre a população, em cuja dieta figura há mais de mil anos. Garantem que não vendem as toneladas obtidas com a chacina.

Mas até mesmo esta justificativa é rebatida por opositores à prática. De acordo com Paul Watson, ativista responsável pela Sea Shepherd – uma das ONGs mais combativas dos Grindadráp, ligada ao Greenpeace, juntamente com a fundação de proteção a animais criada pela ex-atriz francesa Brigitte Bardot  -, “a matança de baleias não é para subsistência, nem mesmo uma necessidade nutricional das Ilhas Faröe”. Ainda segundo Watson, “a carne da baleia-piloto é tóxica, com metilmercúrio e outros metais pesados, como chumbo, bifenilos policlorados e outros”.

Iniciativas opositoras de destaque

Entre as diversas iniciativas de destaque que pregam o fim dos grinds, como são apelidados os Grindadráp, está a Stop The Grind, endossada tanto pela Sea Shepherd quanto pela Foundation Brigitte Bardott, que em mais de uma ocasião enviaram embarcações às Faröe em desafio aos baleeiros, e que estimam ter salvo algumas centenas de baleias desta forma.

Aspecto de baleias massacradas em 19 de julho de 2010 (Foto: Peter Hammarstedt - Sea Shepherd)

Assistam, se puderem, a este terrível vídeo produzido por eles em 2010. Os créditos explicativos estão em francês, mas as imagens e o áudio falam por si: baleeiros cercando as presas em uma baía de Torshavn (capital das Ilhas Faröe), os ataques propriamente ditos, o tratamento indigno às carcaças, o som da agonia das baleias e as horripilantes montanha de restos das baleias jogados no fundo do mar.

 

 

17/05/2012

às 19:05 \ Tema Livre

Falta de recursos leva cientistas a propor concentrar esforços nos animais com maiores chances de sobrevivência na natureza. Os outros seriam deixados de lado. Você acha correto?

PANDA GIGANTE cerca de 2500 animais, vivem no centro-sul da China. O habitat da espécie está reduzido a vinte pontos isolados, o que representa um enorme obstáculo para o acasalamento e para a alimentação dos animais. Além disso, os pandas têm uma natural dificuldade em se reproduzir

PANDA GIGANTE -- Cerca de 2.500 animais no total, vivem no centro-sul da China. O habitat da espécie está reduzido a somente vinte pontos isolados, o que representa um enorme obstáculo para o acasalamento e para a alimentação dos animais. Além disso, os pandas têm uma natural dificuldade em se reproduzir

 

Preservação da Natureza

A DURA ESCOLHA DE QUEM DEVE SOBREVIVER

Como os recursos não são suficientes para todos, cientistas propõem concentrar os esforços nas espécies de animais com maiores chances de preservação na natureza

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RINOCERONTE-DE-JAVA -- Apenas 50 desses animais hoje raríssimos vivem na Indonésia. Dificuldades em se reproduzir e a competição por alimento com outros num ambiente reduzido têm feito fracassar as tentativas de aumentar a população

(Reportagem de Felipe Vilicic e Gustavo Simon, publicada na edição impressa de VEJA)

O esforço para preservar os animais em seus habitats é uma das raras causas que despertam simpatia virtualmente universal. Ocorre que, apesar do dinheiro gasto e da dedicação de governos e de organizações ambientalistas, o resultado da empreitada é muitas vezes decepcionante.

Espécies adaptadas por milhões de anos de evolução a um determinado tipo de existência revelam-se incapazes de sobreviver no ambiente modificado pela humanidade. A dúvida que atormenta os especialistas é como reagir a essa realidade. E simplesmente permitir que a extinção ocorra não é uma resposta aceitável.

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ARARINHA-AZUL -- Já não há pássaros desta espécie na natureza. Seu habitat, às margens do Rio São Francisco, foi ocupado pela urbanização e pela hidrelétrica de Sobradinho. Não existem exemplares suficientes em cativeiro para tentar uma reintrodução na natureza

Um levantamento recente sobre essa questão, coordenado pelo economista Murray Rudd, professor de economia sustentável da Universidade de York, na Inglaterra, identificou o nascimento de uma nova estratégia preservacionista: concentrar os esforços nas espécies cuja recuperação na natureza é viável — e deixar as demais na situação em que estão, mesmo que no futuro apenas um punhado de exemplares de cada uma sobreviva em cativeiro.

Em última análise, a ideia é pesar com cuidado como a equação custo-benefício se aplica a cada espécie. Rudd ouviu 583 cientistas ligados a estudos de sustentabilidade. A maioria deles – 60% – concorda que é preciso fazer uma triagem de animais.

Aqueles com chances menores de sobreviver na natureza terão de ser deixados de lado.

Disse Rudd a VEJA: “Para remediar nosso impacto sobre as espécies, teremos de ser mais inteligentes e preservar só as que realmente somos capazes de salvar”.

 

LEOPARDO-DE-AMUR cerca de 40 animais vivem na Rússia e China. Esse felino perdeu 80% de seu habitat, o que reduziu também a população de suas presas. Os poucos exemplares que restaram fazem cruzamentos consanguíneos, o que aumenta a incidência de doenças genéricas e reduz a fertilidade das fêmeas

LEOPARDO-DE-AMUR -- Só cerca de 40 desses esplêndidos felino continuam vivendo na Rússia e China. Ele perdeu 80% de seu habitat, o que reduziu também a população de suas presas. Os poucos exemplares que restaram fazem cruzamentos consanguíneos, o que aumenta a incidência de doenças genéticas e reduz a fertilidade das fêmeas

Três espécies são especialmente citadas pelos cientistas como exemplos de esforço preservacionista desesperadoramente inútil: o panda-gigante, o rinoceronte-de-java e o condor californiano.

As dificuldades para promover a reprodução dos pandas são enormes. As fêmeas só entram no cio uma vez por ano, por no máximo três dias, e são efetivamente férteis apenas durante 24 horas.

Um estudo publicado no início deste mês revelou um novo empecilho à reprodução dos pandas. Ele mostra que os machos, ao contrário da grande maioria dos mamíferos, também possuem ciclos sexuais: só estão dispostos ao acasalamento durante cinco meses do ano.

Não é só. O diminuto tamanho do pênis do panda faz com que ele encontre dificuldade para encontrar uma posição para cruzar, e, não bastasse tudo isso, as mães pandas são displicentes. Apesar de quase sempre darem à luz gêmeos, não têm energia para cuidar dos dois filhotes e dão atenção apenas a um deles. Na natureza, o rebento desprezado acaba morrendo.

CONDOR CALIFORNIANO são 180 animais que vivem no México e nos EUA. O governo e ONGs gastam 4 milhões de dólares por ano para proteger esse símbolo americano, mas a ave é vítima da caça esportiva e da contaminação por chumbo de munição ao se alimentar de carcaças de animais abatidos por caçadores

CONDOR CALIFORNIANO -- São 180 os que vivem no México e nos EUA. O governo e ONGs gastam 4 milhões de dólares por ano para proteger esse símbolo americano, mas a ave é vítima da caça esportiva e da contaminação por chumbo de munição ao se alimentar de carcaças de animais abatidos por caçadores

 

A tentativa de conservação do condor californiano, um símbolo dos Estados Unidos, custa 4 milhões de dólares anuais desde o fim da década de 80. A população aumentou de 22 exemplares para 380 – 192 deles em cativeiro -, número insuficiente para garantir a sobrevivência da espécie em liberdade.

Com o mesmo investimento, segundo estimativas de alguns cientistas, seria possível tirar até uma centena de espécies de borboletas da categoria em risco de extinção. Devido à polinização que promovem, as borboletas são essenciais para a manutenção de muitos ecossistemas e das espécies que neles vivem.

 

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MICO-LEÃO-DOURADO -- 1500 animais exemplares vivem na Mata Atlântica brasileira. O maior problema é que os grupos da espécie estão pulverizados por diferentes áreas isoladas. A solução, segundo os preservacionistas, está em criar corredores florestais conectando os bandos de micos, possibilitando o contato de uns com os outros

A União Internacional para a Conservação da Natureza (Iucn), que cataloga e analisa espécies desde os anos 60, aponta uma redução de 30% desde 1970 no número de espécies de vertebrados e revela que um em cada cinco corre risco de extinção. Todo ano, cinquenta espécies se aproximam dessa fase crítica. O principal vilão é, disparado, a perda do habitat. Quase 70% dos vertebrados em risco são vítimas da expansão agrícola.

African Elephant (Loxodonta africana) in the Masai Mara Game Reserve

ELEFANTE AFRICANO -- Meio milhão do verdadeiro "rei dos animais" vivem na África Subsaariana. A população caiu pela metade desde os anos 60, quando a caça, em busca das presas de marfim, se intensificou. Um acordo internacional proibindo o comércio do marfim, em 1989, faz com que a população cresça 4% ao ano. Algumas nações permitem sua caça, sob determinadas condições e por altas somas, como mostrou a recente e desastrada expedição do Rei da Espanha, Juan Carlos, a Botswana

O desmatamento de florestas, o derretimento do gelo nos polos, a poluição dos oceanos e outras interferências desfiguram os biomas e, como consequência, ameaçam os animais que eles abrigam. Disse a VEJA o ecologista e matemático Hugh Possingham, da Universidade de Queensland, na Austrália: “É claro que é difícil escolher quais animais vamos abandonar. Mas estamos perdendo a batalha da conservação e, por isso, temos de abdicar do apelo emocional e passar a ser racionais”.

Possingham é um dos maiores defensores da triagem ecológica.

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ATUM-AZUL -- 620.000 espécimes vivem no Atlântico Norte. A população foi reduzida à metade desde a década de 70. O controle do volume da pesca pode recuperá-la. Foi o que aconteceu com o peixe-espada no mesmo ecossistema

Em um de seus estudos ele mostrou como a fortuna gasta para proteger o quiwi-marrom-da-ilha-do-norte, uma ave-ícone da Nova Zelândia, seria suficiente para salvar seis espécies à beira da extinção.

Completa Possingham: “Temos de pensar como os economistas. De um lado, temos uma verba para gastar e, do outro, precisamos escolher onde devemos fazer esse investimento. Animais simbólicos, como os pandas, dificilmente serão mantidos na natureza. Ao menos enquanto não garantirmos a manutenção de outras espécies mais relevantes para os ecossistemas”.

16/05/2012

às 18:30 \ Vasto Mundo

Fotos e vídeo: uma tragédia ecológica a mais de 3 mil km de qualquer continente

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Atol de Midway: paraíso perdido, tragédia ambiental (Foto: Chris Jordan / Divulgação)

O Atol de Midway, um conjunto de três pequenas ilhas no Pacífico Norte, um dos lugares mais remotos do planeta,  a 3000 km de qualquer costa, é um caleidoscópio da cultura, geografia, história humana e maravilha natural. Seus pouco mais de 6 quilômetros quadrados sempre foram uma espécie de paraíso perdido na imensidão do mar.

Sob domínio dos Estados Unidos, serviu de base para uma série importante de operações durante a II Guerra Mundial. Não muito distante dali se travou a decisiva Batalha de Midway, em junho de 1942, com as forças aeronavais norte-americanas inflingiram uma derrota ao Japão imperial.

Hoje é também o palco de uma das tragédias ambientais mais simbólicas do nosso tempo: a lenta agonia e a morte atroz de milhares de albatrozes que se alimentam do lixo plástico que flutua, principalmente no que está sendo chamado de Pacific Garbage Patch, uma sopa de milhões de toneladas de lixo formado por plásticos que vaga, como uma ilha de dejetos, pelo Oceano Pacífico. Midway fixa próximo a essa mancha monstruosa de poluição.

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Albatrozes - e outros animais - confundem o lixo com comida. Os restos do pássaro morto revelam o quanto havia engolido de produtos impossíveis de digerir e de expulsar (Foto: Chris Jordan / Divulgação)

As imagens são icônicas e são um horror. Uma equipe formada por cinegrafistas, fotógrafos e equipe de produção, liderados pelo cineasta norte-americano Chris Jordan, está produzindo um documentário.

“Nosso objetivo é olhar para além do sofrimento e da tragédia”, explica Crhis. “É aqui, no meio do Pacífico, que temos a oportunidade de ver o nosso mundo no contexto. No Midway, não podemos negar o impacto que têm sobre o planeta. Mas, ao mesmo tempo, ficamos impressionados com a beleza da terra e da paisagem sonora da vida selvagem que nos rodeia, e é aqui que podemos ver o milagre que é a vida nesta terra. Assim é com o conhecimento do nosso impacto aqui que devemos encontrar um caminho a seguir”, afirma o site do projeto.

 

Imagens impressionantes de Chris Jordan da tragédia que se desenrola em Midway foram vistas ao redor do mundo.

Lixo no atol de Midway: isqueiros formam um monte considerável (Foto: Divulgação)

Lixo no atol de Midway: só os isqueiros lançados ao mar formam pequenas montanhas

Acompanhando expedições de Chris Jordan ao atol de Midway, onde os únicos habitantes são os pássaros, e o ciclo de vida do albatroz, Midway é mais do que um documentário ou um filme sobre a vida selvagem em risco.

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Em torno de outro pássaro morto, exemplo dos tipos de lixo que acaba indo parar no Atol de Midway

Midway traz uma oportunidade de olhar para o mundo em close-up, para de constatar como o estilo de vida da maior parte da população de todos os países está afetando o planeta, e para encontrar novas abordagens para melhorar a situação atual.

 

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Uma sopa de lixo em meio caminho entre EUA e Ásia (Foto: Divulgação)

Como uma área protegida, o atol de Midway fica a meio caminho entre os vorazes consumidores da América do Norte, especialmente os dos Estados Unidos, e os consumidores da Ásia (pensem na China, com seus 1,3 bilhões de habitantes e o maior fabricante de artefatos de plástico do planeta).

 

Equipe da Midway: uma jornada emocional (Foto: Divulgação)

Integrante da equipe do documentário "Midway" em meio aos albatrozes: "uma jornada emocional e espiritual"

“Eu imagino o nosso projeto não como sendo um grupo vagando ao redor da ilha com câmeras”, diz Chris Jordan. “Em vez disso, espero que seja uma jornada emocional e espiritual de grupo de artistas profundamente ligados, para ressaltar as questões que Midway representa”. (…) “Talvez nossos esforços colaborar para a ‘cura’ de Midway”.

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Próxima à poluição que ameaça o atol, a exuberância da natureza está lá, presente

Chris Jordan e sua mulher, Victoria Sloan, planejam lançar, ainda em 2012, um livro colaborativo que ilumina a paisagem metafórica multi-camadas do Atol de Midway através de fotografias e poesias.

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O lixo plástico é o maior vilão no atol, mas há despojos de toda natureza, como essa pilha de restos de bicicletas

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Vejam só o paraíso que ainda é a parte limpa do Atol

 

Agora, o vídeo, trailer do documentário: 

 

 

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