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Marginal do Tietê

06/03/2012

às 14:51 \ Política & Cia

Parada de caminhoneiros em SP mostra o tamanho da encrenca quando, um dia, se adotar o inevitável pedágio urbano

Funcionário da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo fiscaliza o cumprimento das novas regras (Foto: Werther Santana / AE)

A falta de gasolina em inúmeros postos da cidade de São Paulo é apenas um dos problemas causados pela parada determinada pelo sindicato dos caminhoneiros contra uma providência desagradável, mas elementar para melhorar o trânsito de uma cidade com absurdos 7 milhões de veículos: proibir, durante determinados horários de pico, o trânsito de caminhões na avenida Marginal do rio Tietê e outras vias.

Se essa mera determinação, que já vale há anos para os motoristas de automóveis e similares — em regime de rodízio diário, conforme o algarismo final das placas, é proibida a circulação de veículos entre 7 e 10 horas, e entre 17 e 20 horas –, imagine-se quando algum prefeito precisar ter a coragem de adotar o pedágio urbano.

O pedágio urbano, restrito a determinadas áreas de uma cidade, é uma forma de reduzir o trânsito em regiões congestionadas e é adotado, entre outros colossos urbanos do mundo, em Londres.

No Brasil, há muitos especialistas que defendem sua implantação. E alguns políticos também. Surpreendentemente, o vereador paulistano Netinho de Paula, pré-candidato do PC do B à Prefeitura de São Paulo, declarou-se a favor da medida, dias atrás.

 

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