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maconha

27/11/2014

às 0:00 \ Disseram

Maconha e narcotráfico

“Nós não gostamos da maconha nem de nenhum vício. Mas pior que a maconha é o narcotráfico. O que está acontecendo é que, pela via repressiva, o narcotráfico está se matando de rir.”

José Mujica, presidente do Uruguai, onde a maconha foi legalizada, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo

20/10/2014

às 19:30 \ Política & Cia

LIBERAÇÃO DA MACONHA: Senador Cristovam pretende dar ênfase ao uso medicinal em seu relatório ao Senado

Tanto apoiadores quanto opositores se reuniram para falar no debate da última segunda-feira (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Tanto apoiadores quanto opositores se reuniram para falar no debate da última segunda-feira (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Da Agência Senado

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH) cancelou o sétimo e último debate previsto dentro do ciclo que discute a regulamentação da maconha. Agora o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), relator da Sugestão 8/2014, de iniciativa popular, vai se dedicar à elaboração do relatório, cujo prazo de entrega é o fim do ano.

Depois do encontro da segunda-feira (13), que mais uma vez mostrou uma forte divisão de opiniões, especialmente quanto ao uso recreativo da droga, Cristovam afirmou que seu relatório dará ênfase à questão do uso medicinal de derivados de maconha.

Na série de audiências, a CDH ouviu autoridades, lideranças sociais e intelectuais para embasar o parecer do colegiado sobre a proposta popular de criação de regras para o uso recreativo, medicinal e industrial da droga. Com base nas discussões, o relatório de Cristovam orientará a comissão, que decidirá se a sugestão vai se tornar projeto de lei.

A proposta de regulamentação da maconha, apresentada por meio do Portal e-Cidadania do Senado, recebeu apoio de mais de 20 mil pessoas em apenas oito dias, entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro. A sugestão prevê que seja considerado legal “o cultivo caseiro, o registro de clubes de cultivadores, o licenciamento de estabelecimentos de cultivo e de venda de maconha no atacado e no varejo e a regularização do uso medicinal”.

No ciclo de debates, avançou a percepção de urgência na liberação da maconha para fins medicinais. O uso terapêutico de substâncias como o canabidiol (CBD) tem se mostrado eficiente em pacientes que sofrem de condições como epilepsia grave, esclerose múltipla, esquizofrenia e mal de Parkinson.

Veja os destaques das audiências públicas:

Primeiro debate (2/6) –  o secretário nacional de Drogas do Uruguai, Julio Calzada, destacou o efeito positivo da legalização do comércio da droga sobre a criminalidade naquele país. Ele ressaltou que o Uruguai, que despenalizou o uso de drogas, registra evolução do consumo e de seus efeitos colaterais semelhante ao de países que mantêm a criminalização.

Segundo debate (11/8) – o coronel Jorge da Silva, ex-chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio de Janeiro, disse que os índices de violência demonstram que o atual modelo proibicionista não deu resultados positivos.

Terceiro debate (25/8) – a liberação do uso medicinal foi defendida por pais cujos filhos têm recomendação médica para fazerem uso de medicamentos derivados da droga, pelos especialistas convidados e até por quem é contra liberar a maconha com finalidades recreativas. O debate durou mais de quatro horas e abriu espaço para a manifestação de cerca de 30 pessoas.

Quarto debate (8/9) –  o defensor público na Bahia Daniel Nicory frisou que as cadeias estão sendo superpovoadas por jovens sem antecedentes criminais, condenados por portarem quantidades pequenas de drogas, e que saem pior do que entraram no cárcere. No debate, também se lamentou a pouca clareza a respeito da quantidade a ser considerada para “uso pessoal”.

Sobre o uso recreativo, muitos relatos a favor e contra, principalmente de pais que perderam seus filhos com o vício, e que alegam ser a maconha a porta de entrada para as demais drogas.

Quinto encontro (22/9), o juiz João Marcos Buch disse ter certeza de que o Direito Penal jamais vai cumprir o papel de impedir o uso de drogas, e faz é alimentar, de forma autofágica, a violência e a criminalidade com a proibição. Já o procurador da República Guilherme Zanina Schelb, que atua na defesa da infância e juventude, salientou a relação entre o consumo de drogas e a recusa a obedecer a autoridades. Dessa forma, em seu ponto de vista, os jovens se tornam rebeldes incontroláveis, tendo repulsa a pais, professores e orientadores.

20/09/2014

às 18:00 \ Política & Cia

MARCOS FAVA NEVES: O conto da fazenda experimental bolivariana

(Foto: mmg.com.au)

Dentro da Fazenda Experimental Bolivariana, viveriam todos os adeptos do comunismo e os inimigos da agroindústria (Foto: mmg.com.au)

Por Marcos Fava Neves, professor titular de planejamento estratégico e cadeias alimentares da FEA-RP/USP

Este conto teve uma inspiração interessante. Passando pelos canais da TV num sábado à tarde para achar algo que captasse minha atenção, eis que encontrei para rever, o filme A Praia, que tem Leonardo Di Caprio como ator principal.

Para quem não viu, o filme relata as experiências de uma comunidade sonhadora de um novo mundo, que vai para uma praia deserta na Tailândia, e tenta se organizar coletivamente. O filme tem um cenário maravilhoso, e uma interpretação soberba deste ator. Vale, sem dúvida assistir. Mas o que teria a ver este filme com nosso conto, nossa ideia?

Ao perceber no Brasil um crescente movimento ideológico contra a empresa, contra o lucro, da demonização do empresário, pois hoje quem quer produzir é quase que um criminoso ambiental, trabalhista, social e assim por diante, depois de escutar tanta bobagem destes micropartidos na propaganda eleitoral gratuita e também estar cansado de gente alienada, pendurada e que só reclama, vendo “A Praia”, tive uma ideia que pode até ser interessante.

A ideia seria a de criarmos, nos mesmos moldes do filme A Praia, uma fazenda experimental, servindo a diversos propósitos secundários, elencados ao final deste texto, mas com o propósito principal de mostrar a importância da agricultura e do trabalho no dia a dia de todas as pessoas, pois até que algo futurista aconteça, nossos organismos são “movidos à alimentos”.

Uma área abençoada em termos de solos, incidência de sol, regime hídrico, seria escolhida em fronteiras do Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, enfim, numa destas bênçãos divinas recebidas pelos moradores do Brasil. Cercaríamos e colocaríamos em marcha o projeto.

Mas quem iria para a Fazenda? Para lá seriam levados para um estágio as pessoas críticas à agricultura, ao produtor rural, ao agronegócio e as que têm visão deturpada ou parcial sobre o setor.

Iriam desde os que pregam a socialização dos meios de produção, os que são ideologicamente contra a empresa, contra o lucro, contra a ordem e o progresso, os radicais de diversos setores, os invasores (ou “ocupadores”), os anti-produção, os que desejam transformar o Brasil numa mega-aldeia, ativistas, representantes de algumas ONG’s confinados no sempre refrigerado ambiente Brasília/cidades internacionais, filósofos de gabinete, alguns artistas globais do eixo Ipanema, Leblon, Butantã, Pompéia, que pensam que seu baby beef nasceu na cozinha do restaurante da Vieira Souto e seu chopinho foi gerado dentro da chopeira dos maravilhosos bares da Ataulfo de Paiva ou dos arredores de Pompéia.

Levaríamos também gente que acredita nos modelos da Coreia do Norte, Cuba e Venezuela, entre outros. Selecionaríamos parte dos 61 milhões de brasileiros em idade de trabalho, mas que não trabalham, não procuram trabalho e não estudam, entre eles os dependentes de bolsas governamentais que tem habilidade, capacidade e ofertas de trabalho e os usuários do auxílio desemprego que forçaram suas demissões.

Ou seja, a geração “nem-nem” também iria, os jovenzinhos ativistas ainda pendurados nas bolsas paternas e os outros não tão jovens, em idade de trabalho, mas que esticam até os 30, 40 anos sua permanência na universidade pública, normalmente em cursos sem demanda.

Para poupar um esforço inicial dos habitantes desta fazenda, já entregaríamos a área com todo o cipoal de licenças e burocracia necessárias para se trabalhar e produzir. Teríamos uma infra-estrutura coletiva de hospedagem na fazenda, com bons banheiros, porém, todos coletivos. Haveria telefones coletivos e uma sala de informática coletiva, com os softwares de domínio social. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

09/08/2014

às 12:00 \ Disseram

Conselho aos Estados Unidos

“O governo federal (dos EUA) deve revogar a proibição à maconha.”

The New York Times, diário americano, em editorial

04/08/2014

às 18:00 \ Disseram

Presidente do Uruguai acha que, legalizando, combate a maconha

“Não estou legalizando (a maconha); estou regulando um mercado que já existe, para que não cresça mais. No fundo, estou lutando contra isso por um caminho mais inteligente.”

José Mujica, presidente do Uruguai, falando ao canal alemão Deutsche Welle

12/06/2014

às 18:00 \ Disseram

No Paraguai?

“Yo voy a Paraguai comprar uma maleta de maconha.”

Silvio Santos, gastando o portunhol e trocando as bolas, ao brincar com uma “colega de trabalho” nascida naquele país. No Paraguai, ao contrário do que ocorre no Uruguai, o comércio da droga é proibido

16/05/2014

às 20:00 \ Tema Livre

Transportar drogas no estômago é coisa do passado. Agora, bandidos presos, nos dias de licença, engolem até equipamentos eletrônicos para levar para dentro da cadeia

Vale tudo para levar objetos ilícitos para dentro dos presídios, até engolir fones de ouvido e carregadores de celular (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária)

Vale tudo para levar objetos ilícitos para dentro dos presídios, até engolir fones de ouvido e carregadores de celular (Foto: Secretaria da Administração Penitenciária)

Quando um presidiário retorna à penitenciária após uma saída temporária, é cada vez mais importante que ele seja examinado, pois pode haver um CARREGADOR DE CELULAR em seu estômago.

O que parece uma piada sem graça é, na verdade, o que ocorreu após a licença de Dia das Mães que alguns presos receberam no fim de semana passado no Estado de São Paulo. Cinco detentos retornavam ao Centro de Progressão Penitenciária de Hortolândia, a 110 quilômetros a noroeste da capital, e passaram por um detector de metais antes de serem encaminhados a um hospital.

Dado o alarme pelo detector, os presidiários foram submetidos a exames de raio X que determinaram a presença de carregadores de celular, chips, fones de ouvido, cartões de memória em seus estômagos, além dos tradicionais pacotes de drogas envoltos em plástico. O plano, claro, era expelir os objetos quando já estivessem de volta em suas celas.

Foram retirados de apenas um dos detentos os seguintes itens: 116 gramas de cocaína, 55 gramas de maconha, um carregador de celular, quatro fones de ouvido, quatro chips e um cartão de memória.

Os cinco presos envolvidos no caso bizarro serão isolados preventivamente, e, de acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, a polícia e o Juízo da Vara das Execuções Criminais serão notificados.

Apesar da falta disciplinar classificada como “grave”, eles ainda podem continuar no regime semiaberto de que já desfrutam.

É a velha e conhecida moleza das leis que regem a vida dos bandidos neztepaiz.

15/05/2014

às 12:00 \ Disseram

O presidente diz para experimentar

“Viver é experimentar.”

José Mujica, presidente do Uruguai, falando à BBC sobre as críticas à legalização da maconha no país

10/02/2014

às 14:00 \ Política & Cia

NELSON MOTTA E A QUESTÃO DA MACONHA: Muita fumaça e pouco fogo

Um dos clubes em que se pode fumar maconha livremente em Barcelona (Foto: NPK Club)

Um dos clubes em que se pode fumar maconha livremente em Barcelona (Foto: NPK Club)

Diante do mercado milionário de analgésicos tarja preta, que já tem seis milhões de dependentes nos Estados Unidos, o tráfico de marijuana virou coisa de pobre

Artigo de Nelson Motta, publicado no jornal O Globo

Em Barcelona, já são mais de 400 clubes legalizados, onde a inscrição custa dez euros e o sócio pode comprar até 80 gramas por mês de diversas qualidades de maconhas orgânicas, produzidas por pequenos agricultores autorizados.

Está ficando banal, todo dia se tem noticia de mais um lugar em que o tabu está sendo quebrado, além dos 20 estados americanos que já permitem o “uso medicinal” e dos dois que liberaram geral, da estatização no Uruguai, da bem-sucedida descriminalização portuguesa…

Mudou muita coisa e, ao mesmo tempo, não mudou nada na vida desses lugares e de seus cidadãos.

As pessoas não estão saindo enlouquecidas pelas ruas, não há hordas de doidões invadindo lanchonetes em busca de laricas, os funcionários não estão dormindo nos escritórios, a criminalidade e a violência nem aumentaram e nem diminuíram, as famílias não estão se sentindo ameaçadas, a polícia tem mais o que fazer do que perseguir cidadãos honestos e pacíficos que gostam de fumar um baseado.

Um golpe mortal no tráfico e no crime organizado? Nem chapado alguém pode acreditar nisso.

O tráfico de verdade, o definitivo e invencível, faz fortunas e milhares de mortos com cocaína, crack, heroína, ecstasy e uma infinidade de novas drogas sintéticas e quase invisíveis, que dão muito mais lucro com muito menos risco do que a volumosa e olorosa maconha.

Diante do mercado milionário de analgésicos tarja preta, que já tem seis milhões de dependentes nos Estados Unidos, o tráfico de marijuana virou coisa de pobre, do passado.

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25/01/2014

às 13:06 \ Disseram

Barack Obama sobre a maconha: “Não acho que seja mais perigoso do que o álcool”

“Não acho que (fumar maconha) seja mais perigoso do que o álcool”

Barack Obama, presidente dos EUA, em entrevista à New Yorker, ressaltando que se trata de um “mau hábito”

 

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