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Luís Inácio Lucena Adams

30/11/2012

às 18:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Várias perguntas e várias dúvidas sobre o escândalo de Rosemary

Rosemary Noronha, José Eduardo Cardozo e Luís Inácio Lucena Adams

O caso Rosemary impacta de forma diferente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams (Fotos: veja.abri.com.br)

O PT DE ROSEMARY

Por Carlos Brickmann 

Certos candidatos a certas nomeações, ao que parece, precisam apresentar entre seus documentos um atestado de antecedentes incompleto. Só o completarão, como folha corrida, como capivara, no exercício do cargo.

Mas esta não é uma novidade. Novidade seria explicar o motivo que levou a Polícia Federal, subordinada ao Ministério da Justiça, a investigar assuntos do governo e gente influente do governo anterior. Há alguns palpites, que podem até ser verdadeiros, mas que neste momento não passam de palpites:

a) há pouco tempo o governo negou o aumento reivindicado pela Polícia Federal (só que essa investigação não começou há pouco tempo);

b) a Polícia Federal é dividida em várias alas (mas seria estranho que alguma delas agisse num nível tão alto sem que o ministro da Justiça fosse informado);

c) o advogado geral da União, Luís Inácio Adams, era apontado como um dos preferidos de Dilma para o Supremo (e sua indicação ficou difícil pelo envolvimento no caso de seu adjunto e homem de confiança, cuja escolha para o cargo defendeu com todo o empenho).

Outra possibilidade de escolha da presidente Dilma seria o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo ─ que vem a ser, por coincidência, o chefe da Polícia Federal. O afastamento do nome de Adams reforça, sem dúvida, o nome de Cardozo.

Depois das desastrosas declarações do ministro sobre as prisões brasileiras, sob sua responsabilidade, seria esta também uma maneira de tirá-lo do posto, promovendo-o para fora do governo.

Perguntas:

Se Cardozo sabia das investigações, terá contado a Dilma?

Se sabia e a informou, por que não houve providências imediatas, como afastar Rose Noronha antes que o caso se tornasse público?

Se sabia e não a informou, continuará merecendo confiança?

Se não sabia, como manter-se no cargo que não terá exercido?

Dúvidas, dúvidas

1 ─ Para que existem gabinetes da Presidência da República em vários Estados?

Com o avanço extraordinário das telecomunicações, para que servem?

2 ─ A secretária Rose Noronha foi demitida do gabinete paulista, e não terá substituto.

Se o cargo era necessário, por que não substituí-la?

Se o cargo era desnecessário, por que se pagava uma funcionária para exercê-lo?

3 ─ Quando estourou o mensalão, o então presidente Lula se disse apunhalado pelas costas.

Agora, o ex-presidente Lula se disse apunhalado pelas costas.

Afinal de contas, para que servem seus guarda-costas?

4 ─ Lula provém de família pobre, foi operário, foi líder sindical, fundou um partido importante, elegeu-se duas vezes presidente da República, elegeu sua sucessora.

Mas vive dizendo que foi traído.

Será que Lula se considera ingênuo?

Será que alguém no país seria capaz de considerá-lo simplório?

29/11/2012

às 16:09 \ Política & Cia

Dilma tem diante de si um desafio para substituir o ministro Ayres Britto no Supremo Tribunal

 

O mais novo desafio de da presidente Dilma é indicar um magistrado para a vaga aberta com a aposentadoria obrigatória de Carlos Ayres Britto, que deixou o tribunal após completar 70 anos de idade (Foto: Gil Ferreira / STF)

O mais novo desafio de da presidente Dilma é indicar um magistrado para a vaga aberta com a aposentadoria obrigatória de Carlos Ayres Britto, que deixou o tribunal após completar 70 anos de idade (Foto: Gil Ferreira / STF)

A presidente Dilma fará sua quarta indicação para compor o Supremo. Independentemente do escolhido, ela tem diante de si o desafio de garantir que o tribunal se mantenha alheio a pressões políticas 

Por Laryssa Borges, do site de VEJA  

Depois da contundente reação da mais alta corte do país contra os desmandos e abusos cometidos por políticos, empresários e parlamentares que atuaram ao arrepio da lei e desviaram mais de 150 milhões de reais no esquema criminoso do mensalão, a presidente Dilma Rousseff indicará mais um ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), colocando seu quarto eleito para arbitrar o destino dos quase 70.000 processos represados no tribunal.

O novo magistrado ocupará a vaga aberta com a aposentadoria obrigatória de Carlos Ayres Britto, que deixou o tribunal após completar 70 anos de idade.

Na lista de potenciais ministros, são recorrentes os nomes do constitucionalista Luís Roberto Barroso, do advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, e do desembargador Antonio Carlos Malheiros. A ministra do Superior Tribunal Militar (STM) Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha e a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, completam o rol dos cotados para indicações à mais alta corte do país.

Juízes que “não temam nada nem a ninguém”

Com a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, o nome de Adams sofreu desgaste no Palácio do Planalto. Seu braço direito na instituição, José Weber Holanda Alves, foi exonerado após as denúncias de venda de pareceres técnicos.

Independentemente do nome a ser escolhido para compor o colegiado, Dilma tem sob seus ombros o desafio de garantir que o STF se mantenha alheio a pressões políticas, que não sucumba ao ambiente de conchavo e de troca de favores tão familiar ao Congresso Nacional, que não se transforme em uma trincheira partidária onde a interpretação da Constituição seja feita conforme a conveniência politiqueira.

Nas palavras do atual ministro do STF Luiz Fux, que a presidente [sempre] escolha juízes que, por não deverem afagos políticos, “não temam nada nem a ninguém”.

A criticada indicação de Toffoli

Das últimas indicações ao STF, a mais criticada foi a do ex-advogado do Partido dos Trabalhadores José Antonio Dias Toffoli, [feita por Lula] em 2009.

Na atual composição do tribunal, Toffoli é o que mais tem proximidade com a vida político-partidária. Sua carreira, sem a aprovação em concursos para a magistratura ou histórico como integrante do Ministério Público, confunde-se com a trajetória de um militante petista. Ele foi reprovado em dois concursos para juiz de primeiro grau em São Paulo, mas foi alçado por indicação do ex-presidente Lula diretamente à cúpula do Judiciário.

Depois da polêmica nomeação de Toffoli, ungido ministro da corte constitucional após anos de serviço ao PT, Dilma foi buscar seus primeiros dois indicados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) — caso de Fux – e no Tribunal Superior do Trabalho (TST) — situação de Rosa Weber.

Deborah Duprat, Luís Inácio Lucena Adams, Luís Roberto Barroso, três dos possíveis indicados

Deborah Duprat, Luís Inácio Lucena Adams, Luís Roberto Barroso, três candidatos à vaga de Ayres Brito

Dois ministros que já tinham sido promovidos por FHC

Com a vaga aberta com a aposentadoria compulsória de Cezar Peluso, no início de setembro, a presidente mais uma vez optou por uma escolha de perfil técnico, destacando também dos quadros do STJ o nome do catarinense com atuação no Rio Grande do Sul Teori Zavascki.

Embora tenha tido o apoio do ex-ministro Nelson Jobim na indicação, Zavascki, que toma posse como ministro do STF nesta quinta-feira, foi advogado do Banco Central, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Embora haja sido uma das primeiras indicações do ex-presidente Lula para o STJ, ainda em 2003, ele havia sido indicado ao Senado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da mesma como o ministro Luiz Fux.

Em 2009, seu nome já havia sido levado como indicação à suprema corte, mas Lula optou por garantir a vaga a Dias Toffoli, ex-subordinado do PT e advogado-geral da União (AGU) na época.

O PT dos mensaleiros se sentiu “traído” por ministros nomeados por Lula ou Dilma

Durante o julgamento do mensalão, a ideia de que as decisões poderiam ser tomadas não porque atendiam ao mando da lei, mas por conveniência político-partidária, lançou um peso sobre o Supremo.

O PT dos mensaleiros se sentiu “traído” por juízes que, nomeados por Lula ou Dilma, encontraram nos autos as provas necessárias para embasar sentenças de condenação. Foram alvo desse tipo de ataque o relator Joaquim Barbosa e os ministros Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux. O próprio Toffoli, quando condenou o ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha, não foi poupado.

De modo reverso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli chegaram a ser apontados como “advogados” dos mensaleiros na corte. Nada disso faz bem à instituição.

Por isso, é importante que a próxima nomeação tenha um caráter pedagógico.

Constitucionalmente, a escolha dos ministros do STF cabe à Presidência da República – com o aval de uma sabatina e uma votação no Senado -, que tem a obrigação de observar os requisitos da reputação ilibada e do notável saber jurídico.

Por isso, independentemente de a presidente Dilma se valer de uma lista de ministeriáveis já elaborada ou de recorrer a novos nomes, espera-se que atente para o que manda a Constituição – e também fuja a indicações que pareçam atender a pressões ou interesses políticos.

O verbo é importante: não basta que a indicação seja isenta, ela deve também parecer isenta. O STF não pode sofrer com esse tipo de dúvida.

26/11/2012

às 14:00 \ Política & Cia

Bandalheira na sede da Presidência em SP deveria dinamitar candidatura do advogado-geral ao Supremo. Mas, como estamos no Brasil…

Luís Inácio Lucena Adams: prejudicado pelo envolvimento de seu vice no escândalo da sede da Presidência... ou não? (Foto: Agência Brasil)

Desde que assumiu a Advocacia-Geral da União, em 2009, o gaúcho Luís Inácio Lucena Adams, 47 anos, é candidatíssimo a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, caminho exato que percorreu seu antecessor, o ministro Dias Tóffoli.

Diferentemente do aterradoramente medíocre currículo de Tóffoli, porém, Luís Inácio Adams (que não se perca pelo nome) ostenta uma boa formação e uma larga experiência profissional, sem longas passagens por poleiros do PT, como seu antecessor. (Vejam seu currículo.)

Mas o envolvimento no esquema de roubalheira de dinheiro público descoberto pela Polícia Federal em pleno gabinete da Presidência da República em São Paulo de ninguém menos do que o advogado-geral adjunto da União, José Weber Holanda Alves — alguém portanto muito próximo de Adams (vejam neste link) –, deve dinamitar a candidatura de Adams ao posto deixado vago pela recente aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto.

Bem, deveria — vamos colocar o verbo no condicional, no condicionalíssimo.

Porque, afinal de contas, estamos no Brasil.

No final das contas, o escândalo todo pode não ter consequência alguma para Adams, que foi quem mais batalhou para colocar Holanda Alves no posto. E aí, se eu não colocar o verbo no condicional, queimo a língua.

23/01/2012

às 14:25 \ Política & Cia

Em gesto histórico, Congresso reabilita Pedro Aleixo, o civil que os militares impediram de assumir a Presidência em 1969, e o coloca na galeria de ex-presidentes da República

Pedro Aleixo: o civil impedido de assumir pelos ministros militares em 1969 agora é, oficialmente, um ex-presidente da República (Foto: Câmara dos Deputados)

Publicado originalmente em 11 de novembro de 2011.

Amigos, é inacreditável que um fato tão significativo e histórico tenha passado praticamente em brancas nuvens pela grande mídia.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

A menos que o Google esteja errado, não encontrei nada sobre o assunto em nenhum grande veículo, excetuado a agência de notícias da Câmara dos Deputados.

Por decisão do Congresso, em lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff ainda em setembro, Pedro Aleixo, vice-presidente civil, durante o regime militar, do marechal-presidente Costa e Silva (1967-1969), e que foi impedido de assumir o cargo no dia 31 de agosto de 1969 pelos ministros militares quando da grave doença do presidente, foi reabilitado para a História e incluído na relação dos ex-presidentes da República.

Como diz a ementa (resumo) da lei nº 12.486, de 12 de setembro de 2011, ela “inclui o nome do cidadão Pedro Aleixo na galeria dos que foram ungidos pela Nação Brasileira para a Suprema Magistratura”.

Como foi o golpe de Estado

Costa e Silva sofreu um derrame e, dias depois, num golpe de Estado a que não tiveram a coragem de dar nome, os ministros militares assumiram a Presidência e governaram de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969, quando o general Emílio Garrastazu Médici, “eleito” às pressas pelo Congresso, tomou posse. (Costa e Silva viria a morrer no dia 17 de dezembro).

Almirante Rademaker, brigadeiro Márcio e general Lyra: os autores do golpe de Estado, os "Três Patetas", segundo o doutor Ulysses Guimarães

Antes da posse de Médici, os ministros militares — general Aurélio de Lyra Tavares, do Exército, almirante Augusto Rademaker, da Marinha, e brigadeiro Márcio de Souza Mello, da Aeronáutica, que o deputado Ulysses Guimarães viria a chamar de “Os Três Patetas” — baixaram um novo Ato Institucional, extinguindo formalmente o cargo de Aleixo.

A grandeza de ser contra o AI-5

Aleixo, mineiro de Mariana, nascido em 1901 e falecido em 1975, foi um grande jurista e político importante por boa parte do século XX no país. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

23/08/2011

às 14:49 \ Política & Cia

Lula se reúne com ministros de Dilma e faz cobrança. Vocês acham que ele pode?

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Em “audiência conjunta” Lula faz cobrança aos ministros Haddad, da Educação, e Luiz Inácio Lucena Adams, advogado-geral da União

Vejam se pode, amigos do blog.

Lula recebe em “audiência conjunta” na sede do Instituto Cidadania, em São Paulo, o ministro da Educação, Fernando Haddad — o candidato que pinçou para concorrer à Prefeitura de São Paulo, embora o PT ainda não tenha feito escolha — e o advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.

Antes, os dois haviam conversado com ele separadamente.

Durante a “audiência conjunta”, Lula pediu a Adams e a Haddad que explicassem por que o piso nacional de 1.187,97 reais dos professores ainda não entrou em vigor, apesar de ter sido promulgado por ele em 2008.

Haddad, como bom moço e preferido de Lula para a candidatura, explicou depois, por sua vez, à imprensa:

– O presidente [Lula] disse que recebe muita cobrança de sindicalistas nas viagens que faz pelo país de por que a política ainda não vigora, e queria uma explicação de como está a situação.

O piso ainda não entrou em vigor porque vários Estados ingressaram no Supremo Tribunal Federal com ações contra a lei que o instituiu.

Adams informou a Lula sobre o andamento dos processos em que o ex-presidente é parte.

Este assunto é perfeitamente normal numa conversa entre um ex-presidente e o advogado-geral.

No mais, a “audiência conjunta” e a postura de Lula são, definitivamente, de quem não desencarnou do cargo, de jeito nenhum.

Vocês acham que pode?

Engraçado, eu achei que a presidente fosse Dilma…

22/12/2010

às 10:12 \ Política & Cia

Manutenção de Adams na Advocacia-Geral da União é gesto de independência de Dilma em relação a Lula

Amigos do blog, pode ser excesso de otimismo de minha parte, mas a confirmação no cargo do advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, no próximo governo é mais um sinal de independência que a presidente eleita, Dilma Rousseff, manifesta em relação à sufocante pressão que vem sofrendo, calada, do presidente Lula — que jurou não se intrometer na formação de seu governo mas não faz outra coisa.

Leia notícia oficial aqui.

Lucena era disparado o candidato preferido de Lula para preencher a vaga existente no Supremo Tribunal Federal desde agosto, quando o ministro Eros Grau se aposentou por ter atingido a idade-limite de 70 anos de idade.

Resolvendo mantê-lo no atual posto, Dilma, obviamente, se voltará para outro nome para o Supremo. Lula certamente tentará interferir também nessa indicação, mas o fato é que Lucena não irá para a mais alta corte do país, como queria o presidente.

Confira o currículo de Lucena.

Dilma já mantivera distância de Lula na escolha de uma figura importantíssima do primeiro escalão de governo — o ministro da Justiça –, que recaiu sobre o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP). Cardozo não apenas não era o candidato de Lula, como é alguém de que o presidente desgosta. Cheguei até a escrever um post a respeito, no dia 6 passado.

CARDOZO ACUSOU DE “ABUSO DE CONFIANÇA” O COMPADRE DE LULA

Veja se não tenho razão lendo a matéria abaixo, publicada pelo Estadão a respeito, a cargo da repórter Vera Rosa, da sucursal de Brasília do jornal:

“Cardozo supera resistência e é indicado”

“Procurador e secretário-geral do PT, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP) foi confirmado para o Ministério da Justiça do governo Dilma Rousseff, depois de ter amargado longo período de dificuldades de relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O motivo para Cardozo nunca ter conseguido chegar à Esplanada na gestão Lula foi o caso CPEM.

O presidente sempre guardou mágoa do deputado por ele ter vasculhado sua vida e por tentar incriminar seu compadre Roberto Teixeira. Tudo ocorreu em 1993, quando Cardozo integrou a comissão especial criada pela Executiva Nacional do PT para investigar denúncias feitas pelo petista Paulo de Tarso Venceslau, ex-secretário de Finanças de São José dos Campos, contra uma empresa chamada CPEM.

A acusação de Venceslau era grave. Segundo ele, Teixeira propunha a prefeituras do PT contratar a CPEM, sem licitação, para que a empresa prestasse assessoria na área de arrecadação de impostos. Em troca, a CPEM contribuiria com campanhas petistas.

Ao lado do então deputado Hélio Bicudo, que deixou o PT após o escândalo do mensalão, em 2005, Cardozo concluiu que tanto o compadre de Lula como Dirceu Teixeira – irmão do advogado – atuaram em nome da CPEM, vendendo seus serviços.

“Tal comportamento não qualificaria nenhum problema ético, se não fôssemos levados a concluir pelas evidências de que Roberto Teixeira não poderia deixar de saber (…) que os contratos firmados pela empresa CPEM apresentavam graves problemas. Atuou, a nosso ver, inclusive com evidente abuso da confiança de que desfrutava no partido em face da notória relação de amizade que mantém com o presidente de honra do PT”, escreveu Cardozo, em referência a Lula, quatro anos depois da investigação.

Ressentimento. Lula foi inocentado da sindicância, mas nunca perdoou Cardozo. No fim, a cúpula do PT decidiu expulsar o Paulo de Tarso Venceslau, sob a alegação de que ele, ao se dirigir à imprensa, empregou adjetivos que desqualificaram Lula e outros dirigentes petistas.

Integrante da corrente Mensagem ao Partido – a segunda maior tendência no mosaico ideológico do petismo -, Cardozo era cotado para ocupar o Ministério da Justiça em fevereiro, quando Tarso Genro deixou a pasta para se candidatar ao governo do Rio Grande do Sul. Tarso indicou Cardozo e Dilma, então ministra da Casa Civil, também defendia sua nomeação. Lula, porém, vetou o nome do deputado.

No ano passado, Cardozo redigiu o Código de Ética do PT. O documento define critérios para atuação de filiados, vedando práticas como caixa 2 nas campanhas.”

02/12/2010

às 10:25 \ Política & Cia

Se for para o STF, Adams pode trombar com o ministro Marco Aurélio

Luís Inácio Lucena Adams e Marco Aurélio: um considerável problema de convivência no STF

Se o novo ministro do Supremo Tribunal Federal for mesmo o atual advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams (leia post a respeito aqui), haverá um considerável problema de convivência na Primeira Turma do tribunal — as duas Turmas são órgãos internos do STF, com 5 membros cada e competência para julgar um grande número de processos sem que necessariamente precisem passar pelo Plenário de 11 ministros.

Adams, se designado, ocupará cadeira na Primeira Turma, trabalhando diariamente com o ministro Marco Aurélio. Na posição de advogado-geral, Adams criticou dura e publicamente o provável colega quando o ministro concedeu liminar no caso Sean Goldman — o garoto americano que perdeu a mãe e teve sua guarda disputada na Justiça entre o pai e o padrasto — para que o menino ficasse no Brasil até que fosse julgado, justamente pela Primeira Turma, um pedido de habeas-corpus em curso.

Adams rotulou a liminar de Marco Aurélio como sendo “teratológica” (palavra que tem a ver com anomalia ou mesmo monstruosidade).

Além disso, ele acaba de negar prorrogação da cessão de uma procuradora da Fazenda que vinha atuando no gabinete do ministro como assessora, após haver trabalhado no mesmo posto para o ministro Eros Grau, que se aposentou em agosto.

Já se fala, no Supremo, na possível transferência do ministro Gilmar Mendes para a Primeira Turma, abrindo vaga na Segunda, de forma a ali acomodar Adams.

01/12/2010

às 15:17 \ Política & Cia

Favorito para novo ministro do STF tem currículo mediano. Compare com o mais fraco de todos, e com outros dois

Luís Inácio Lucena Adams, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cezar Peluso

O atual advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, parece mesmo ser o favorito à indicação como ministro do Supremo Tribunal Federal na vaga do ministro Eros Grau, que se aposentou agosto.

Adams seria o terceiro advogado-geral da União a integrar o Supremo Tribunal Federal, que se compõe de 11 magistrados. Os outros são os ministros Gilmar Mendes, que ocupou o cargo entre os anos 2000 e 2002, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, e Dias Toffoli, que comandou a AGU no governo Lula entre 2007 e 2009.

O gaúcho Adams tem boa experiência profissional, especialmente na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, embora sua formação seja absolutamente mediana.

Confira seu currículo, clicando no link correspondente, aqui.

Currículo fraco — espantosamente fraco, diga-se — é o de seu antecessor na AGU e atual ministro Dias Toffoli. Em matéria de formação acadêmica, o paulista Dias Toffoli é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), e ponto. Profissionalmente, o cargo mais vistoso que já exerceu foi o de subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil do governo Lula — por meros 7 meses. O que o levou ao Supremo e o que realmente conta: por 5 anos, assessorou a liderança do PT na Câmara dos Deputados.

Clique aqui, vá em “currículo” e veja a magreza das credenciais do ministro para estar no Supremo.

Só a título de comparação, confira o do muitas vezes criticado Gilmar Mendes, matogrossense, bacharel e mestre pela Universidade de Brasília e mestre e doutor pela Universidade de Münster, na Alemanha, além de ter sido procurador da República de carreira. Dê uma olhada aqui.

Para mais comparações, seria interessante uma espiada no currículo de outro ministro — nomeado por Lula –, o atual presidente, o paulista Cezar Peluso, que, do ponto de vista acadêmico, tem 4 especializações, dois mestrados e um doutorado, foi juiz em cinco diferentes varas, viu-se promovido a juiz do Tribunal de Alçada Civil de São Paulo e, mais tarde, a desembargador do Tribunal de Justiça do estado.

Veja o currículo de Cezar Peluso aqui.

15/11/2010

às 17:19 \ Política & Cia

Se Adams for para o STF, será quarto defensor do governo a integrar o tribunal

Luís Inácio Lucena Adams: se for o indicado ao Senado, será o quarto advogado-geral da União a chegar ao Supremo

Luís Inácio Lucena Adams: se for o indicado ao Senado, será o quarto advogado-geral da União a chegar ao Supremo

Muitos candidatos tentaram e ainda tentam se credenciar, mas os meios jurídicos consideram que os mais fortes candidatos à indicação para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente Lula são o advogado-geral da União, Luís Inácio (que não se perca pelo nome) Lucena Adams, o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça até setembro, ministro César Asfor Rocha, e o advogado carioca Luís Roberto Barroso.

O advogado paulista Arnaldo Malheiros Filho, muito cotado há algumas semanas, parece agora menos viável.

Se Adams for o indicado ao Senado, será o quarto advogado-geral da União a chegar ao Supremo. O mais recente deles é Dias Toffoli, indicado pelo presidente Lula — indicação contestata pelo ralo currículo e a pouca experiência do ministro –, integrante do Supremo desde outubro do ano passado. Também o ainda ministro Gilmar Mendes foi advogado-geral entre 2000 e 2002, e seria indicado neste mesmo ano de 2002 para a corte pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Uma fonte bem informada comentou com o colunista que “incrivelmente” o setor privado não se manifestou nos bastidores diante dessa possibilidade. (E no Supremo ainda está a ministra Cármen Lúcia, com toda uma carreira de procuradora — defensora dos interesses do estado, portanto — em Minas Gerais).

A fonte pergunta:

– E quem é que vai defender o contribuinte? Depois de muito tempo defendendo o estado, qualquer um fica com o reflexo condicionado de um leão….

 

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