Blogs e Colunistas

José Sérgio Gabrielli

23/03/2014

às 19:00 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: Dilma adoçou a boca do ministro Marco Aurélio

"A filha do ministro Marco Aurélio, do STF, foi nomeada desembargadora do TRF por Dilma. Como diz o provérbio, quem agrada a meus filhos adoça meus lábios"

“A filha do ministro Marco Aurélio, do STF, foi nomeada desembargadora do TRF por Dilma. Como diz o provérbio, quem agrada a meus filhos adoça meus lábios”

Nota da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais

 SANGUE NÃO É ÁGUA

Carlos Brickmann1 – Paulo Roberto Costa, que era diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, um dos autores do contrato de compra da refinaria de Pasadena, preso pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, despertou suspeitas ao ganhar de presente de um conhecido doleiro uma Range Rover Evoque, no valor de 200 mil reais.

Range Rover – lembra do Mensalão, que também tinha o caso que ficou famoso de uma Land Rover dada de presente a um figurão da turma do poder?

2 – Paulo Roberto Costa era o homem forte do antigo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que em sua gestão comprou a Refinaria de Pasadena. Costa e Gabrielli sempre foram muito ligados. Talvez hoje, quem sabe, Gabrielli, lá na Bahia, se sinta mais distante do velho companheiro caído em desgraça.

3 – Estão jogando a culpa do “resumo mal feito” do contrato de compra de Pasadena em Nestor Cerveró, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras. Cerveró tem pura linhagem governista: foi indicado por Renan Calheiros.

Cerveró, por coincidência, saiu de férias para lugar incerto e não sabido, talvez na Europa, na véspera da ação da Polícia Federal.

Lembra de Henrique Pizzolatto, do Mensalão? Também viajou para a Europa. Pizzolatto tem dupla nacionalidade.

De Nestor Cuñat Cerveró, até agora, não se sabe se tem uma nacionalidade ou mais.

4 – Ah, a família! Letícia Mello, a jovem e brilhante filha do ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, foi nomeada desembargadora do Tribunal Regional Federal-2 por Dilma.

Como diz o provérbio, quem agrada a meus filhos adoça meus lábios.

[Comentário do blog:

Como observei em julho do ano passado, a doutora Letícia Mello, 37 anos, formou-se em Direito no Centro Universitário de Brasília (CEUB), uma universidade privada da capital, não tem qualquer curso de pós-graduação e, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, havia atuado em apenas cinco processos até então.]

Diga-me com quem andas…

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, criação do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, começou seu trabalho tentando fazer esquecer os feitos do antecessor, Alexandre Padilha. Sua primeira missão foi um vasto tour no Carnaval, em companhia da esposa, a bordo de jatinho da FAB.

A explicação é que foi ao Rio, Salvador, Recife e Olinda para distribuir camisinhas (algo que os postos de saúde fariam com mais eficiência, a custo mais baixo, sem sobrecarregar a já insuficiente frota da FAB).

Mas não ficou nisso: deixou seu carro oficial por seis horas na vaga reservada a deficientes físicos, no Congresso. Chioro seguiu o exemplo de seus orientadores políticos: disse que não sabia de nada. E pôs a culpa no chofer. Esse ainda vai pegar uma bela multa e perder muitos pontos na carteira.

…e te direi quem és

Seu antigo colega de Secretariado de Marinho, Benedito Mariano, foi flagrado em alta velocidade no acostamento da Via Anchieta [rodovia que liga São Paulo a Santos], rodando em faixas privativas de ônibus e usando equipamento proibido, o Giroflex (aquelas luzes de teto privativas de viaturas policiais).

Ele também, claro, diz que não sabia de nada.

16/02/2014

às 19:03 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: É difícil dar certo

Representantes do MST entregaram documento ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho (Foto: Ed Ferreira / Estadão)

Representantes do MST entregaram documento ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho (Foto: Ed Ferreira / Estadão)

Notas da coluna que o jornalista Carlos Brickmann publica hoje, domingo, em vários jornais

É DIFÍCIL DAR CERTO

1 – Alguns milhares de manifestantes do Movimento dos Trabalhadores sem Terra, MST, ocuparam na quarta-feira a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal e o Congresso; pouparam, sabe-se lá por que, o Palácio do Planalto.

Entraram em confronto com a PM e feriram 30 soldados. Serão processados? Nada disso! Na quinta, a presidente Dilma fez questão de recebê-los em palácio, na companhia, claro, de seu ministro Gilberto Carvalho, e ainda ganhou um presente: uma cestinha de produtos agrícolas.

2 – O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso à sindicância do Itamaraty para “investigar a conduta” do diplomata Eduardo Sabóia, que libertou o asilado boliviano Roger Pinto Molina, confinado havia 15 meses na nossa Embaixada em La Paz, e o trouxe ao Brasil.

As informações da sindicância são tão vergonhosas, tão inacreditáveis, que o Estado as confirmou com quatro fontes diferentes, antes de publicá-las: o Brasil articulou com o presidente boliviano Evo Morales e seus aliados do continente um jeitinho de tirar Roger Pinto da Embaixada e levá-lo num avião venezuelano para Caracas ou Nicarágua.

O asilado se comprometeria a aceitar a retirada sem ser informado do local para onde iria. Como não é maluco, recusou a proposta indecente. E logo Chávez morreu, fazendo gorar o plano.

3 – Voltando ao ministro Gilberto Carvalho: em 9 de dezembro último, prometeu processar o delegado Romeu Tuma Jr. pelo livro Assassinato de Reputações. Tuma Jr. prometeu provar as acusações. E até hoje o processo não saiu.

 

É difícil dar certo – Petrobras

Ex-funcionário de empresa pretrolífera diz, em depoimento oficial na Holanda, que funcionários da Petrobras receberam para intermediar negócio, na gestão de José Sergio Gabrielli (Foto: Ag. Estado)

Ex-funcionário de empresa pretrolífera diz, em depoimento oficial na Holanda, que funcionários da Petrobras receberam para intermediar negócio, na gestão de José Sergio Gabrielli (Foto: Ag. Estado)

A notícia acaba de ser divulgada pelo Ministério Público holandês: em depoimento oficial, um ex-funcionário da SBM Offshore, locadora de plataformas petrolíferas, disse que a empresa pagou US$ 139 milhões, entre 2005 e 2011, a intermediários e funcionários da Petrobras, para obter encomendas (hoje, segundo o jornal Valor, os contratos somam US$ 23 bilhões).

A SBM é investigada não só na Holanda, mas também no Reino Unido e nos EUA, sempre por suborno. No período citado, o presidente da Petrobras era José Sérgio Gabrielli (2005 a 2012). Hoje, Gabrielli é secretário do Planejamento da Bahia, no Governo do petista Jaques Wagner.

A Petrobras informou que não vai comentar o assunto

07/08/2013

às 15:15 \ Política & Cia

SURPRESA NA BAHIA: Jaques Wagner escolhe candidato à sua sucessão — e NÃO é o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli

Rui Costa, secretário da Casa Civil, escolhido para sucessão de Jaques Wagner (Foto: Manu Dias / Jornal Grande Bahia)

Rui Costa, secretário da Casa Civil: é ele quem vai disputar a sucessão de Jaques Wagner (Foto: Manu Dias / Jornal Grande Bahia)

Surpresa, surpresa! O candidato tirado do bolso do colete pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), NÃO é o secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante sete anos, até o final de 2012, e responsável pela pesada herança que a atual presidente da estatal, Graça Foster, vem carregando.

Gabrielli, no cargo, fez de tudo para aparecer diante do eleitorado, sobretudo quando ameaçou publicamente, mal depois de assumir o cargo, o então prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), adversário político do governador, de morrer à míngua por falta de recursos se não se submetesse à “liderança” e à “condução” do governo petista.

Também é titular de um programa de rádio supostamente “popular”.

Wagner, porém, preferiu escolher outro candidato, ex-sindicalista como ele, como vocês podem ver abaixo.

Nota de Otávio Cabral, publicada em edição impressa de VEJA

CANDIDATO DEFINIDO

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), escolheu o candidato à sua sucessão: será o secretário da Casa Civil, Rui Costa.

Também petista, Costa foi colega de Jaques no movimento sindical.

O governador deve se candidatar a deputado.

19/03/2013

às 14:00 \ Política & Cia

NOTÍCIAS DA PETROSSAURO: Em vez de construir no Brasil, como prometiam os lulopetistas, Petrobras cada vez mais aluga equipamentos no exterior

Plataforma da Petrobras: gastos com aluguel com empresas estrangeiras foram de 6,3 bilhões de dólares, referentes a 14 plataformas e 44 sondas (Foto: estadão.com.br)

Amigas e amigos do blog, sou defensor do livre mercado e acho que também os governos e as estatais devem se abastecer, comprar e encomendar onde é mais barato e mais conveniente.

Desde que o presidento Lula assumiu em 2003, porém, com a característica visão míope e nacionalistoide do lulopetismo, a Petrobras, maior empresa do país, passou a ser obrigada a fazer encomendas e compras de equipamentos no Brasil, ainda que por preços muito maiores ao do mercado internacional. Não importava que a indústria pesada do país, em certos setores, não fosse suficientemente competitiva: o objetivo era “criar empregos” a qualquer custo.

Assim sendo, a reportagem que reproduzo abaixo não significa uma “condenação” ao que a Petrobras vem fazendo, mas uma mostra de que, o mais possível por baixo dos panos, o lulopetismo dá um jeito de não cumprir as promessas demagógicas que fez.

Talvez porque a Petrobras, desde fevereiro do ano passado, tem uma presidente séria à sua frente, como Graça Foster, engenheira química de formação e executiva de carreira da empresa, e não mais o oportunista político José Sergio Gabrielli, encastelado no governo petista da Bahia como secretário do Planejamento, à espera de ser candidato à sucessão do governador Jaques Wagner.

Gabrielli tem um programa semanal de rádio, às quintas-feiras, transmitido para toda a Bahia, o “Encontro com Gabrielli” no qual, a pretexto de falar sobre temas econômicos, o ex-presidente da Petrobras se faz conhecer pelo eleitorado.

Observação importante: aluguel e afretamento não é lançado como dívida — portanto, o que a Petrobras vem fazendo se destina não só a agilizar operações, mas ajudar a melhorar seu balanço nada exuberante.

Por Sabrina Valle, do jornal O Estado de S.Paulo

Os limites para endividamento da Petrobras e a urgência de não atrasar a produção de petróleo têm feito a companhia alugar embarcações no exterior, em vez de construí-las no Brasil dentro de regras de conteúdo local.

Estaleiros investindo na retomada do setor naval brasileiro – há mais de uma dezena em construção – reclamam perda de encomendas de barcos de apoio e temem que o mesmo aconteça com sondas e plataformas, equipamentos ainda mais complexos.

“Estaleiros implantados para atender a essa demanda sofrem com a redução de encomendas e a perda de postos de trabalho já aparece nas estatísticas”, diz o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

Gastos com aluguel de embarcações de bandeira estrangeira subiram de 2 bilhões de dólares, em 2011, para 3 bilhões, em 2012, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Plataformas e sondas também estão sendo alugadas em ritmo crescente

Rocha diz que há cerca de dois anos ocorreu uma mudança na prática da Petrobras em relação a barcos de apoio, com aumento do afretamento no exterior, o que segundo ele contraria a política de conteúdo local. A Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) diz que, de uma frota total de 414 embarcações de apoio marítimo, 188 têm bandeira brasileira e 226, estrangeira.

O Sinaval diz que, proporcionalmente, a construção local de plataformas ainda é forte no Brasil. Mas computa que o aluguel com empresas estrangeiras já somou, em 2012, 6,3 bilhões de dólares para 14 plataformas e 44 sondas. A europeia SBM e a japonesa Modec concentram os contratos.

Segundo fontes do setor, a Petrobras já negocia afretar mais duas grandes plataformas flutuantes (alfa e beta, para 120 mil barris de óleo/dia) para o pré-sal da Bacia de Santos com a SBM. Elas seriam realocadas à área da cessão onerosa, onde a Petrobras poderá explorar até 5 bilhões de barris de petróleo.

Segundo as fontes, a estatal poderia estender a opção pelo afretamento às cinco megaplataformas flutuantes que ainda precisará empregar na área da cessão onerosa. A Petrobras diz que “não decidiu afretar FPSOs (plataformas ) para utilização na cessão onerosa”.

(…)

Estatal afirma que cumprirá exigência de conteúdo local

De O Estado de S. Paulo

A Petrobras reafirmou ao Estadão que cumprirá integralmente com o conteúdo local requerido em todas as suas atividades.

Em resposta ao questionamento, a companhia disse que tem capacidade financeira para executar todos os projetos garantidos em seu plano de negócios, inclusive para as embarcações ainda não contratadas. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

20/02/2013

às 14:00 \ Política & Cia

Aloysio Nunes: “Se quisermos saber como arrebentar uma empresa [como a Petrobras], é preciso recorrer às lições do PT”

Aloysio: governo entregou a gestão da Petrobras a partidos políticos e facções sindicais (Foto: Agência Senado)

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) voltou a criticar ontem a atuação do governo petista à frente da Petrobras. Segundo o senador, a “situação dramática” da empresa foi novamente posta em evidência com reportagem na última edição da revista Exame.

Para Aloysio, o PT promoveu uma “privatização disfarçada” da companhia ao entregar a gestão da estatal a partidos políticos e facções sindicais.

— Se quisermos saber como arrebentar com uma empresa, é preciso recorrer às lições do PT. Há grandes professores, a começar por Lula, passando pela Dilma Rousseff, pela atual presidente [da empresa], Graça Foster, e pelo principal artífice de destruição, o senhor José Sergio Gabrielli [ex-presidente da Petrobras] — afirmou.

Os indicadores da petrolífera, disse, só pioram desde a descoberta do pré-sal. Ele citou queda de 36% no lucro e de 2% na produção em 2012.

04/11/2012

às 18:15 \ Política & Cia

BAHIA: ACM Neto se sai bem ao enfrentar o cerco do PT a seu futuro governo em Salvador

ACM Neto comemora com eleitores a vitória nas eleições em Salvador (Foto: acmneto.com.br)

Publicado originalmente a 3 de novembro de 2012

A presidente Dilma esteve — ou ainda está — irritada com o deputado ACM Neto (DEM-BA), prefeito eleito de Salvador.

Foi a tal entrevista polêmica do novo prefeito à Folha de S. Paulo, como noticiou, sempre muito bem informado, o nosso Lauro Jardim, do Radar On-line.  A presidente ficou tiririca com a lembrança de ACM Neto, aliás correta, de que vários deputados à época protagonistas da CPI dos Correios (a CPI que apurou o mensalão, em 2005) tiveram grande êxito nas eleições municipais.

Ué, mas não é verdade? Pois vejam os casos do ex-tucano Eduardo Paes, hoje no PMDB, reeleito já no primeiro turno prefeito do Rio, de Gustavo Fruet, outro ex-tucano, agora no PDT, que virou o jogo e levou Curitiba, do ainda tucano e ex-líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, em Manaus.

Dilma no palanque de Pellegrino (braços levantados): força total do PT contra ACM Neto -- mas o candidato do DEM levou (Foto: oglobo.globo.com)

E, claro, dele próprio, ACM Neto, que, mesmo em seu primeiro mandato, com apenas 26 anos e carregando o peso gigantesco de ser herdeiro do velho cacique, com as inevitáveis comparações, realmente se destacou como integrante ativo da CPI.

Agora, fez uma aposta extremamente arriscada, que poderia decepar no nascedouro seus projetos de voos mais altos: enfrentou  e ganhou em Salvador de um candidato forte, o deputado e duas vezes secretário de Estado Nelson Pellegrino, apoiado maciçamento pelo poder petista: o governador Jaques Wagner, a presidente da República e o próprio deus supremo do lulalato, em pessoa.

O deputado estreante, na CPI do mensalão (ao lado do presidente da comissão, senador Delcídio Amaral, do PT): lembrança que irritou a presidente (Foto: Agência Senado)

Só por comparação, seu companheiro do DEM, presidente do partido e herdeiro do ex-prefeito Cesar Maia no Rio, deputado Rodrigo Maia, meteu-se igualmente numa aposta arriscada, ao enfrentar o popular prefeito Eduardo Paes, e montando para isso uma aliança com inimigos históricos do pai e dele próprio, os Garotinhos, pela qual a filha do casal, Clarrissa, concorreu como vice.

O resultado não poderia ter sido pior: Maia e Clarissa foram massacrados, obtendo apenas miseráveis e humilhantes 2,94% dos votos.

Já no caso baiano, ACM Neto, com sua vitória na terceira maior cidade do Brasil, ressuscitou o moribundo “carlismo”, órfão e em debandada desde a morte do morubixaba Antonio Carlos Magalhães, em 2007, adquiriu peso na política nacional e passou a ser figura decisiva no DEM.

Nesse pós campanha, que tanto irritou Dilma, quem deveria estar irritado, na verdade, é o próprio ACM Neto, alvo de uma tremenda grosseria pública por parte da presidente que, fugindo a seu estilo discreto — sobretudo se comparado à estridência e desconhecimento de limites de seu antecessor –, fez ferinas referências pessoais ao hoje prefeito quando subiu em Salvador no palanque do derrotado Nelson Pellegrino.

Mas o jovem prefeito está revelando jogo de cintura. Tirou de letra a falta de educação da presidente — “coisas de momento, de palanque” –, já demarcou território, avisando ao PSDB que o DEM não será seu aliado automático nas eleições de 2014, flerta com o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos e, ao lançar pontes para tratativas institucionais com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, ainda criou um caso na cozinha do Palácio do Planalto.

Sergio Gabrielli: mais tiros contra o novo prefeito virão (Foto: Vanderley Almeida / France Presse)

Não bastasse isso, atrevido e matreiro, espalhou um venenozinho, afirmando categoricamente que o governo Dilma “é melhor do que o de Lula”.

O herdeiro do carlismo com certeza não perde por esperar. A política, em qualquer lugar do mundo, é implacável e cruel. Por trás da bela retórica de que trabalharão “administrativamente” juntos pelo bem de Salvador, é evidente que o governador Jaques Wagner e sua equipe procurarão torpedear a gestão de ACM Neto.

A declaração infeliz e espantosa do secretário do Planejamento do governo petista da Bahia, José Sérgio Gabrielli – que ameaçou claramente ACM Neto de ser tratado a pão e água se não aceitar “a liderança” do governo estadual na condução dos principais projetos de que Salvador necessita — foi, sem dúvida, só um tiro a mais no cerco que o PT realiza contra o deputado do DEM desde antes do começo da campanha eleitoral, e que sem dúvida continuará fazendo..

Outros tiros de diferentes calibres com certeza virão, a testar a têmpera, a paciência e a habilidade de que o novo prefeito de Salvador, com seus verdes 33 anos, possa dispor. Nesses primeiros embates, até agora, contudo, ele está se saindo bem.

LEIAM TAMBÉM:

ELEIÇÕES: Secretário do Planejamento da Bahia faz vergonhosas ameaças ao prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), se não se submeter à “liderança” e à “condução” do governo petista

30/10/2012

às 15:15 \ Política & Cia

ELEIÇÕES: Secretário do Planejamento da Bahia faz vergonhosas ameaças ao prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM), se não se submeter “à liderança” e “condução” do governo petista

José Sergio Gabrielli, Secretário do Planejamento do Estado da Bahia

José Sergio Gabrielli, Secretário do Planejamento do Estado da Bahia (Foto: AE)

Amigas e amigos do blog, o secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e candidato à sucessão do governador petista Jaques Wagner, publicou no Facebook um texto com claras ameaças de retaliação financeira — para dizer o menos — contra o futuro prefeito de Salvador, ACM Neto, do oposicionista DEM.

Em alguns países civilizados, o texto de Gabrielli daria processo e, talvez, cadeia.

Aqui, é claro, fica tudo por isso mesmo. Leiam vocês mesmos e julgem o texto, cujo título vai em negrito, abaixo:

Algumas reflexões sobre o dia seguinte a vitória de ACM Neto em Salvador 

Os eleitores de Salvador elegeram ACM Neto prefeito. Até aí uma vitória da democracia, pela escolha livre os dirigentes municipais. E agora?

A Prefeitura Municipal de Salvador tem um orçamento de pouco mais de 4 bilhões e não tem capacidade de financiamento por falta de condições financeiras.

Uma Prefeitura que precisa de obras estruturantes no que se refere a mobilidade urbana, a recuperação da Orla Atlântica e Orla do interior da Baia de Todos os Santos, no Centro Antigo da Cidade, nos bairros mais populosos com a necessidade de expansão de rede de assistência básica a saúde e ampliação da rede municipal de educação.

Uma Prefeitura que precisa ampliar o ordenamento urbano com obras de desafogo dos gargalos do trânsito.

Uma cidade que precisa tratar bem as suas diversas populações e incluir milhares de pessoas nos serviços básicos da cidade.

Uma Prefeitura que precisa dos governos do Estado e da União para realizar parte dessas obras.

Mas os eleitores de Salvador escolheram ACM Neto com os partidos DEM, PSDB, PMDB, PPS e PV, partidos que são ferozes opositores ao governo no plano estadual e federal ou em ambos.

Para implementar os projetos necessários para enfrentar as necessidades de Salvador há de haver uma ação harmônica e equilibrada entre a Prefeitura e os governos do Estado e federal.

Como fazer a integração da Linha 1 do Metro com a Linha Dois que vai até Lauro de Freitas, sem o acordo entre os dois governos?

Como fazer os viadutos e passarelas para melhorar o trânsito da cidade sem a cooperação entre as duas esferas de governo?

Como articular as concessões das novas linhas de ônibus com a alimentação das estações de alimentação do Metro sem que haja um trabalho conjunto entre a PMS e o Governo Estadual?

Como fazer as grandes intervenções programadas no Centro Antigo de Salvador sem a equilibrada cooperação da PMS e governo do Estado?

A questão não é de perseguição ou comportamento não republicano de retaliação ao opositor que ganhou as eleições em um determinado município.

A questão é a realidade difícil de diálogo entre um conjunto de partidos que deliberadamente são de oposição ao governo do Estado, e buscam se legitimar no combate a esse governo, com a necessidade desse governo municipal de aceitar a liderança e condução desses projetos pelo governo estadual, que é o único que tem capacidades financeira e gerencial de gerir as ações desses programas.

Some-se a isso a reação dos movimentos sociais que vão exigir da Prefeitura Municipal de Salvador a aceleração dos benefícios prometidos em campanha e a diversificação das atuações do governo municipal, ameaçando ainda mais a combalida posição financeira do município.

Por cima disso, a nova Câmara de Vereadores pode ser mais um campo de batalha entre o Executivo de Salvador e seu legislativo, com vários temas conflitantes na agenda legislativa.

Frente a esse quadro, os partidos que apoiaram Pelegrino [Nelson Pellegrino, candidato derrotado do PT a prefeito] não dispõem de muita alternativa: só resta a oposição ao novo governo.

Não uma oposição por oposição, mas uma ação que busque ampliar as pressões referentes aos interesses de importantes segmentos da sociedade soteropolitana que não estarão representados na coalizão vencedora, que exija um reconhecimento do papel do governo do Estado na execução e liderança desses importantes projetos para a cidade e uma plataforma de reverberação para as demandas do movimento social que tenderão a estar limitadas pelo ideário dos partidos que ganharam a eleição.

Nesse movimento de conflito e tensão, o governo estadual é o único que tem as condições de implementar vários dos programas previstos.

O novo prefeito precisa levar em conta essa realidade de que o Estado é o principal condutor de muitas da soluções dos problemas para o povo da cidade. Não é do feitio da coligação vencedora com tradição oligárquica e autoritária admitir que tem que reconhecerr a importância e tamanho dos seus adversários.

Espero que o povo de Salvador não sofra por sua escolha!

LEIA TAMBÉM

Bahia: ACM Neto irrita Dilma, insinua afastar-se do PSDB, flerta com o PSB, cria caso na cozinha do Planalto… O novo prefeito de Salvador se sai bem nos primeiros embates

 

07/07/2012

às 16:03 \ Política & Cia

Começa a aparecer uma herança maldita… de Lula

lula-e-fhc

Lula inventou uma "herança maldita" que teria recebido de FHC. Agora, começa a aparecer uma herança maldita novinha em folha -- a dele (Foto: Dedoc / Editora Abril)

Reproduzo nota publicada no blog Política & Economia na Real, do jornalista José Márcio Mendonça e do economista Francisco Petros.

 

A nova herança maldita – capítulo I

Semanas atrás informávamos que nos bastidores oficiais de Brasília já se começava a rosnar sobre certa “herança maldita” – uma “nova”, é claro, distinta daquela que Lula atribuía ao ex-presidente FHC sempre que alguma dificuldade aparecia a sua frente em seus oito anos de Palácio do Planalto.

Agora, já não muito discretamente, esta nova herança começa a ser explicitada. O primeiro foco foi a Petrobras, com a revisão de seus planos de investimentos para os próximos cinco anos. Cortando daqui e dali, a presidente da empresa, Graça Foster, disse, sem citar seu antecessor, José Sergio Gabrielli, que as metas anteriores eram irrealistas, que projetos eram aprovados a esmo, sem estarem prontos e daí por diante.

Graça e sua comandante no Palácio do Planalto estão jogando para o alto facas para que estão caindo em suas próprias cabeças : Lula era o presidente dessa fase de irrealismo, mas Dilma foi ministra das Minas e Energia e, portanto, chefe da Petrobras durante uma parte desse período. Durante todo o mandato de Lula, foi presidente do Conselho de Administração da empresa, só sendo substituída por Guido Mantega quando saiu para se candidatar à Presidência da República. [Sem contar sua responsabilidade como principal ministra do governo, ao comanda a Casa Civil de 2005 a 2010.]

jose-sergio-gabrielli

Por que só Gabrielli paga toda a responsabilidade? (Foto: Petrobras)

Por que só Gabrielli paga toda a responsabilidade por uma gestão de claro viés político na maior estatal brasileira ?

 

E por falar em política

A revisão feita nos investimentos da Petrobras gerou sérios ruídos políticos com aliados preferenciais e complicados de Dilma: a suspensão da construção das refinarias do Ceará e do Maranhão, dois compromissos político-eleitorais de Lula, acendeu a irritação dos suscetíveis e agressivos irmãos Gomes – Ciro e Cid [do PSB]- e o discreto (nas reações), porém não menos agressivo quando se trata de defender seus feudos, senador José Sarney (PMDB-AP).

Sobrou para Lobão aplacar a irritação dos irmãos Cid e Ciro Gomes

Aplacar a irritação dos irmãos Cid e Ciro Gomes sobrou para o ministro Edison Lobão

Sobrou para o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, tourear as feras.

Logo ele, Lobão, que de sua pasta é sempre um dos últimos a saber das coisas.

 

A nova herança maldita – capítulo II

Há muitas outras línguas coçando em Brasília, além das da Petrobras vindas diretamente do Ro de Janeiro. Das mais inquietas é a área educacional. Mas que está forçada a sofrer calada para não prejudicar o candidato-delfim à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Mesmo assim, possivelmente como reflexo da greve dos professores universitários, que além de reivindicarem um plano de carreira, propugnam também por melhores condições de trabalho, a presidente Dilma baixou um decreto, pouco comentado esta semana, tornando mais rígidas as regras para aberturas de novas universidades públicas federais : “A implantação de novas unidades de ensino e o provimento dos respectivos cargos e funções gratificadas dependerá da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao seu funcionamento”.

Alunos colocam faixas durante ocupação na Unifesp de Guarulhos; situação é precária (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Decreto: universidade federal nova não pode estar em pandarecos, como esta, na Grande São Paulo (Foto: Joel Silva/Folhapress)

Um dos orgulhos da dupla Dilma-Haddad é exatamente a criação de uma série de novas escolas federais. Em tempo : essas histórias sobre a nova herança maldita terão ainda muitos capítulos.

29/02/2012

às 12:00 \ Política & Cia

Do jeito que vai, a Petrobras poderá estar produzindo 30% menos do que o previsto em 2020. É um dos desafios para sua nova presidente

NACIONALISMO OBTUSO -- Petroleiro "João Cândido", encalhado em Pernambuco: revés para o conteúdo nacional (Foto: Divulgação)

Amigos, esse trecho de reportagem da jornalista Malu Gaspar, publicada em recente edição de VEJA, dá uma ideia do tamanho do desafio que aguarda a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, merecedora da confiança e da amizade da presidente Dilma. O título da reportagem original é “Graça Foster: o petróleo é com ela”.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

A principal missão atribuída à nova presidente da Petrobras, Graça Foster, pela presidente da República não é desmontar o trem da alegria do sindicalismo ou tomar dos políticos o controle da empresa. A presidente quer que Graça acelere a exploração das reservas do pré-sal, capazes de transformar o Brasil em uma das dez maiores potencias petrolíferas do mundo, mas que avança em ritmo lento.

Um relatório do banco Credit Suisse demonstrou que faltam dinheiro, mão-de-obra e equipamentos para cumprir os prazos. Segundo o banco, no passo atual, a Petrobras chegará a 2020 produzindo, na melhor das hipóteses, 4,6 milhões de barris ao ano. Mais que o dobro de hoje, mas 30% menos do que o previsto.

Cumprir a missão pressupõe fazer a empresa render mais, gerando mais caixa, investindo em pessoal e, ao mesmo tempo, comprando equipamentos ao menor preço possível.

Graça Foster enfrenta vários desafios: no passo atual, a Petrobras chegará a 2020 produzindo 30% menos do que o previsto (Foto: veja.abril.com.br)

“Em nome de objetivos do governo, a empresa sacrifica o lucro e a produtividade”

A questão é como fazer isso em uma companhia que já queimou, nos últimos oito anos, 12 bilhões de reais só com subsídios aos combustíveis, para não ter de repassar os custos do mercado internacional aos consumidores e nem os prejuízos políticos de grandes reajustes ao governo.

Durante os mandatos de Lula e Dilma, a Petrobras foi a muleta que ajudou a abrigar a inflação dentro da meta, reduzindo investimentos quando necessário para não encher a economia de dinheiro e soltando as rédeas da gastança quando o governo precisava fazer caixa para fechar suas contas.

Com tamanha sobrecarga, estatal acabou investindo 22 bilhões de reais a menos do que o previsto nos últimos três anos e também não atingiu as próprias metas de produção. “Esse é o resultado do que chamo de expropriação da Petrobras. Em nome de objetivos do governo, a empresa sacrifica o lucro e a produtividade e ainda pune seus milhares de acionistas”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Como se não bastasse, Graça ainda terá de fazer com que as contas da estatal absorvam o impacto financeiro causado pela exigência de que seus equipamentos tenham 65% de conteúdo nacional.

A obtusa norma do “conteúdo nacional”

Criada ainda no governo Lula e caríssima à Dilma, a obtusa norma, que vale para também para as empresas privadas, visa, hipoteticamente, desenvolver a cadeia produtiva do petróleo. Mas vem produzindo um problema atrás do outro.

Dois exemplos dessa encrenca saltam aos olhos. O primeiro é o petroleiro João Cândido, construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, com entrega atrasada em dois anos e preço já maior do que o dobro do cobrado no mercado externo.

O segundo abacaxi é a licitação de 21 sondas para o pré-sal, adiada duas vezes por causa dos altos preços apresentados pelos estaleiros nacionais. A dificuldade em comprá-las a valores razoáveis no Brasil fez [o antecessor de Graça Foster, José Sérgio] Gabrielli cogitar, acertadamente, em comprar as sondas no exterior. A ideia foi rechaçada por Dilma.

O mau exemplo da Pemex, do México

Os riscos do nacionalismo dogmático e o uso da Petrobras para ajudar a conter a inflação podem ser entendidos melhor por quem analisar o caso mexicano. Ou, mais especificamente, o que o governo do México fez com a monopolista Pemex, a estatal de petróleo que é, ainda mais que a Petrobras, um Estado dentro do Estado.

Lá, o lucro da Pemex é tomado imediatamente pelo Estado e enviado para uma espécie de caixa único. Depois, o governo manda parte para projetos sociais e parte para os investimentos da estatal.

O resultado é que a Pemex investe menos do que é necessário para reforçar suas reservas. E, embora o México seja ainda o sexto maior produtor de petróleo do mundo, suas reservas não param de diminuir.

plataforma-pre-sal-bacia-de-campos

PROMESSA DIFÍCIL -- Plataforma do pré-sal na Bacia de Campos: ritmo lento e preços altos atrapalham exploração (Foto: Agência Brasil)

No Brasil, para conseguir recursos para extrair o óleo do pré-sal, é necessário que a Petrobras se livre dessas amarras. Do contrário, não haverá geração de caixa, financiamento ou empenho que dê jeito.

A esperança é que, quando o governo se der conta que a temperatura subiu, ameaçando explodir os ambiciosos planos do pré-sal, uma lufada de bom senso faça alterar essas regras. Esse é o ponto-chave do desafio de Graça Foster frente à Petrobras.

25/01/2012

às 14:19 \ Política & Cia

Com nova presidente da Petrobras, Dilma se livra de mais uma “indicação” de Lula

Dilma com Graça Foster: a nova presidente da Petrobras é técnica de confiança e amiga da presidente. O antecessor, Gabrielli, era "indicação" de Lula (Foto: VEJA)

Sai José Sérgio Gabrielli da Petrobras, entra em seu lugar a ex-diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.

Além de tudo o mais que possa estar implicado na troca, a presidente Dilma Rousseff, responsável pessoalmente por ela, livra-se de mais uma herança – maldita? – de Lula. Graça Foster, além de técnica da absoluta confiança da presidente, é sua amiga.

Dilma estava insatisfeita com vários aspectos da gestão de Gabrielli na maior empresa do país.

Os leitores desta coluna foram informados de que isso poderia acontecer, com razoável grau de precisão, por post publicado no dia 22 de novembro de 2010, quando Dilma ainda era presidente eleita.

Sem vida mansa com Dilma

Lá eu contava que Gabrielli deveria permanecer no posto que ocupou durante a maior parte do lulalato (assumiu em 2005) e afirmei que se podia prever “com boa margem de segurança” que ele não teria “vida mansa com a presidente”.

Recordei, então, que Dilma, com seu implacável notebook sempre recheado de dados, marcava em cima a atuação da Petrobrás desde que assumiu o Ministério das Minas e Energia, em 2003, quando também passou a presidir o Conselho de Administração da empresa.

Dizia ainda o post: “Ao transferir-se para a Casa Civil, em junho de 2005, não poucos chefões da Petrobrás esperavam que ela se afastasse da presidência do Conselho, mas a ministra permaneceu no posto até desincompatibilizar-se para disputar as eleições, no dia 31 de março de 2010, sendo substituída pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continua na função.

Gabrielli posando com uma maquete de plataforma de petróleo: broncas de Dilma no passado, e governo da Bahia como meta

Espinafração em altos brados

Como chefe da Casa Civil e coordenadora do Plano de Aceleração do Crescimento — que inclui a construção de duas refinarias da Petrobrás –, a presidente teve atritos sérios com diretores da estatal, inclusive com Gabrielli.

Um episódio célebre e constrangedor ocorreu durante uma reunião em que a agora presidente espinafrou em altos brados o presidente da Petrobrás na frente de duas dezenas de pessoas. Houve discussões ásperas também com o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.

Gabrielli, “sugestão” de Lula

Apesar de ser ardorosa defensora da estatal, Dilma, como ministra, várias vezes mostrou-se reticente ou irritada diante de dados apresentados pela Petrobrás em reuniões de governo, ou reclamou de conclusões que, a seu ver, não estavam suficientemente embasadas. Não raro, queixou-se a colegas de que a cultura da empresa a leva a achar-se “acima do bem e do mal”.

Gabrielli por mais um ano à frente da Petrobrás é mais uma “sugestão” do presidente Lula — o mesmo que prometeu não dar palpites no governo da sucessora — que Dilma emplaca. O argumento é que não seria adequado mudar o comando da empresa durante a politicamente complicada discussão da distribuição dos royalties do petróleo da camada pré-sal pelo Congresso.

Antecipei, também, que o baiano Gabrielli, uma vez fora da Petrobras, encontraria acolhida no secretariado do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

O que não comentei foi que Gabrielli era – e é – candidatíssimo à sucessão de Wagner em 2014.

Confiram o post original aqui.

 

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados