21/05/2013
às 16:59 \ Política & CiaMinistro da Justiça diz que é “leviano” supor motivação política no boato sobre fim do Bolsa Família

O ministro José Eduardo Cardozo no evento em Goiás no qual falou sobre o boato a respeito do Bolsa Família: bem diferente da declaração irresponsável de sua colega Maria do Rosário (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
Bem diferente do que fez a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, em declaração infeliz e irresponsável segundo a qual uma suposta “central de boatos da oposição” foi a origem do boato sobre fim do programa Bolsa Família, que provocou corrida à Caixa Econômica Federal e pânico entre beneficiários, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, concedeu entrevista serena e objetiva, colocando os pingos nos ii.
Confiram:
Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, destacou nesta terça-feira, 21, que uma das hipóteses com a qual a Polícia Federal trabalha nas investigações dos boatos sobre o fim do Bolsa Família é de um ato planejado. O ministro chamou atenção para a ‘sintonia’ com que as informações foram propagadas.
“Evidentemente houve uma ação de muita sintonia em vários pontos do território nacional, o que pode ensejar a avaliação de que alguém quis fazer isso deliberadamente, planejadamente, articuladamente”, disse, após a cerimônia em que assinou atos com o governo e prefeituras de Goiás do Programa “Crack, é possível vencer”.
Cardozo disse não ser possível tipificar o crime que houve, o que ocorrerá apenas após identificado o que motivou a situação. Ele garantiu, porém, que punirá os responsáveis, assim que identificados. “Garanto, a partir do momento em que conseguirmos identificar os responsáveis por isso, independente de quem seja, nós faremos a lei agir”, ressaltou.
Um dia depois de a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, acusar a oposição de espalhar os boatos, o ministro da Justiça disse que seria leviano afirmar que a motivação para o ato foi política. “As pessoas podem ter suas teses, suas impressões, mas o ministro da Justiça tem que fazer com que a Polícia Federal conduza com absoluta imparcialidade e republicanismo a investigação”.
Embora não tenha adiantado dados sobre as investigações da PF, para as quais se negou também a dar um prazo de término – a legislação determina 30 dias, prorrogáveis – o ministro concordou que a quantidade de Estados atingidos pelo falso rumor gera um alerta. “Não é um delito fácil de ser investigado por força da atuação difusa em todo o território nacional. Isso chama a atenção. Não podemos afastar a hipótese de ter havido algum tipo de orquestração desse boato.”
Tags: "Crack é possível vencer", boato, Bolsa Família, José Eduardo Cardozo, Maria do Rosário, oposição, Polícia Federal







































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