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jogar areia nos olhos da opinião pública

12/07/2013

às 12:59 \ Política & Cia

Crescimento pífio do PIB é mais um sinal negativo de um governo que está perdido — e, a um ano e meio de terminar, não disse a que veio

PIB caindo é só um dos pontos negativos de um governo que apresenta inflação em alta, gastança, pouco investimento, não avança em infraestrutura... (Ilustração: globaltimes.com)

Amigas e amigos do blog, o governo da presidente Dilma continua colhendo resultados pífios na economia.

Vocês viram na reportagem do site de VEJA?

Pois é. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 1,4% em maio em comparação com abril — a maior retração desde dezembro de 2008, quando o indicador caiu 4,3%.

O resultado no mês ficou muito pior do que as expectativas do mercado: os analistas esperavam 0,9% de queda, e os 1,4% superam em 60% esse percentual, que, claro, já era ruim!

Nos últimos 12 meses encerrados em maio, o PIB foi mesmo um Pibinho — cresceu apenas 2,61%. O resultado é muito pior do que o de abril, quando o acumulado anual bateu nos 4,85%.

Inevitavelmente, o mercado voltou a baixar a previsão para o crescimento da economia brasileira tanto neste ano como no próximo. Os cerca de uma centena de economistas e especialistas de diferentes instituições consultados pelo Banco Central para a última pesquisa Focus, que no mês passado estimavam para este ano um PIB de 2,4%, baixaram o percentual para 2,34%.

Para 2014, a perspectiva de crescimento da economia caiu de 3% para 2,8%. Ao ler a reportagem do site de VEJA, vocês constatarão que pioraram também as previsões para a produção industrial.

Os números do Fundo Monetário Internacional (FMI) são diferentes, mas igualmente apontam para baixo: previa 3% de alta neste ano, baixou para 2,5%. Estimava 4% para o ano que vem — ano eleitoral –, baixou para 3,2%.

Se fosse só isso, ainda não estaria tão ruim.

Mas o Copom deve anunciar ainda hoje nova alta nos juros básicos da economia, já que a inflação não cede.

Os gastos com pessoal cresceram.

Os gastos com a máquina pública, também.

Os investimentos continuam em nível baixo.

Alguém aí viu a presidente Dilma inaugurar, em vez de estádios de futebol construídos pela iniciativa privada ou por governos estaduais — como o Mineirão, tocado por um governo tucano e por um consórcio de empresas –, uma grande rodovia duplicada, uma ferrovia, uma hidrelétrica?

Alguém aí consegue citar de memória uma grande obra do PAC que tenha saído do papel?

Onde está a revolução aeroportuária prometida, agora, que falta menos de um ano para a Copa do Mundo?

Vocês já se esqueceram do tamanho das filas de caminhões tentando, desesperadamente, embarcar safras de grãos brasileiros nos portos de Santos (SP) e de Paranaguá (PR)?

Quem não se lembra de que, enquanto a cada dia aumenta a velocidade com que se formam blocos como a Aliança do Pacífico (Chile, Peru, Colômbia e México), os Estados Unidos firmam acordos comerciais com dezenas de países e, agora, negociam uma gigantesca área de livre comércio com a União Europeia, nós continuamos presos ao cada vez mais bolivariano Mercosul, que só conseguiu até agora assinar acordos com Israel e o Egito?

Não é de se estranhar, pois, que a presidente Dilma haja inventado esse espantoso e absurdo plebiscito sobre reforma política — trata-se de jogar areia nos olhos da opinião pública, diante do fato cada vez mais evidente de que seu governo de 39 ministros, dos quais provavelmente nem a própria presidente saiba o nome, é fraco, desorganizado, ineficaz e incompetente.

O Pibinho, a inflação, a perda de competitividade internacional do país, a gastança do governo, a falta de comando sobre sua base parlamentar, o péssimo desempenho na ampliação das relações comerciais são sintomas de um governo que está perdido como cachorro que caiu do caminhão de mudança — e que, até agora, a um ano e meio de terminar, ainda não disse a que veio.

 

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