Blogs e Colunistas

Japão

02/05/2013

às 18:25 \ Tema Livre

FOTOS MUITO LOUCAS: adolescentes japonesas reproduzem os raios superpoderosos dos personagens da série “Dragon Ball”

dragonballz5

Não vem que não tem: jovem japonesa aplica um dos seus "superpoderes" aprendido na série "Dragon Ball" (Fotos: mymodernmet.com)

É mais uma dessas trends, ou modas que se propagam via redes sociais sem que saibamos exatamente onde começaram.

Tendo, como dizia ocineasta Glauber Rocha (1939-1981), “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” – e possivelmente um programa Photoshop ao alcance da mão – adolescentes japonesas criaram a febre dos “raios voadores” caseiros.

O objetivo é reproduzir as descargas de energia utilizadas como arma por personagens dos anime (animações japonesas) inspirados nos mangás da série Dragon Ball, e o efeito resultante nos “inimigos”.

Para celebrar o lançamento do novo filme da saga, Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses, que acaba de estrear em vários países, as fãs vêm criando fotografias em que uma jovem “expele” as outras ao seu redor às custas destes raios.

As modalidades variam, incluindo a “onda de energia” Makankosappo, usada pelo vilão Piccolo, e  o “ataque de energia” Kamehamehaenergy empregada pelo herói Goku.

O resultado é bastante divertido:

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

Dragon-Ball

 

02/03/2013

às 16:30 \ Livros & Filmes

Sobre um general e herói americano chamado Simón Bolívar, sobre a II Guerra Mundial, sobre um grande livro

Tanque com lancha-chamas e infantaria dos EUA avançam na batalha pela ilha de Okinawa, no Japão: 82 dias de combates, 166 mil baixas dos dois lados (Foto: AP)

O tiranete fanrarrão da Venezuela, Hugo Chávez, mesmo nesses dias em que luta contra a morte, deve ficar furioso, porque entre suas proezas está a de ter-se apropriado da figura do grande herói Simón Bolívar, o Libertador — grande líder militar e político, que esteve à frente da luta pela independência do domínio espanhol de seis países latino-americanos, inclusive sua Venezuela natal.

Chávez, não custa lembrar, com o suposto objetivo de determinar se o Libertador, morto em 1830, teria sido assassinado (não foi), chegou a ordenar em julho de 2010 a reabertura de Bolívar, mostrando depois seus restos mortais por rede nacional de TV, numa manobra macabra que espantou o mundo civilizado e serviu para desviar a atenção do público para escândalos de que era acusado.

Tudo isso para eu dizer que, tendo acabado de ler um extraordinário relato de um soldado americano comum sobre sua experiência como marine no Pacífico, durante a II Guerra Mundial, relembrei uma figura impressionante, o militar de mais alta patente dos Estados Unidos a morrer em combate em todo o conflito, entre os 16 milhões de americanos que lutaram na Europa e no Pacífico entre 1941 e 1945 – o tenente-general do Exército Simón Bolívar Buckner, Jr.

Sim, era este seu nome: Simón Bolívar. Filho de um general confederado durante a Guerra Civil americana (1860-1865) e ex-combatente na I Guerra Mundial, a ele coube uma tarefa descomunal: à frente de várias divisões do Exército e dos Fuzileiros Navais combinadas, reunidas no que se chamou X Exército dos EUA, com uma força total de 541.866 soldados — sim, mais de meio milhão –, com o apoio de mais de 100 navios de guerra e centenas de aviões de combate, o general Simón Bolívar Buckner precisava tomar, em abril de 1945, a superdefendida ilha japonesa de Okinawa, que posteriormente deveria servir como base para a invasão do coração do Japão pelo general Douglas MacArthur.

O general Simon Bolívar em uniforme de combate, em Okinawa (Foto: U. S. Army)

Naquele tempo, apesar do alto desenvolvimento já alcançado pela indústria bélica dos principais envolvidos no conflito, não havia guerras de apertar botão em computador: o Alto Comando Aliado calculava que poderia ter um percentual inacreditável de baixas — de 80% a 85% — para dominar e ocupar Okinawa.

Não chegou a tanto. De todo modo, travou-se ali, durante 82 dias — de 1º de abril a 21 de junho de 1945 — a mais cruenta de todas as batalhas da Guerra do Pacífico. Mais até do que a conquista de Iwo Jima, celebrada em vários filmes e em monumentos baseados na foto (posada) de marines fincando a bandeira americana numa colina.

Os Estados Unidos tiveram 49 mil baixas — 12.500 soldados mortos –, e os japoneses, 117 mil baixas, dos quais 110 mil mortos. Por todos os critérios que se queira usar, números espantosos, estarrecedores.

O general Simón Bolívar Buckner esteve sempre na linha de frente, e morreu apenas três dias antes da vitória de suas tropas, atingido por estilhaços de um disparo da artilharia japonesa.

A terrível decisão de lançar a bomba atômica

A ferocidade da resistência japonesa em Okinawa, também presente nos combates anteriormente feridos em dezenas de ilhas do Pacífico, em várias das quais os Estados Unidos perderam metade dos combatentes, e a férrea disciplina militar dos japoneses, cujo código de honra preferia a morte à rendição, levou à decisão de lançar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki.

Durante meses, o presidente Harry S. Truman, seu gabinete de guerra e seus generais pesaram essa terrível decisão, tomada porque, argumentou-se, o Japão não se renderia de outra forma e a ocupação de seu território custaria centenas de milhares de vidas americanas. Optaram por ceifar as dos inimigos, ainda que quase todas civis.

Sobre as dúvidas a respeito de lançar ou não uma bomba atômica no Japão e o longo processo decisório necessário para se chegar ao bombardeio de Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagasaki (9 de agosto), recomendo o detalhado capítulo a respeito contido no livro – indispensável para quem quer se informar sobre a II Guerra Mundial – As Grandes Decisões Estratégicas (Biblioteca do Exército, Diretoria de História Militar, 2ª edição, 2004), que se pode encomendar pela internet a grandes livrarias.

O soldado Eugene B. Sledge ém sua tenda de campanha, após a batalha de Okinawa (Foto: Álbum de família)

O tímido estudante que revelou como poucos crueza e barbárie da guerra

Ah, e antes que me esqueça: o extraordinário livro que li infelizmente não foi traduzido para o português, mas existe em inglês (With the Old Breed: from Peleliu to Okinawa, de Eugene B. Sledge, Ebury Press, 1ª edição, 2011, inicialmente publicado em 1984) e em espanhol (Diário de un Marine, Booket, Espanha, 1ª edição, 2010), ambas disponíveis em grandes livrarias brasileiras. Pode-se também comprar, por pouquíssimos dólares, pela internet, como e-book.

Sledge, rapaz magricela, tímido e de óculos, filho de um médico tímido de Mobile, Alabama, resolveu mudar de vida aos 19 anos alistando-se nos Fuzileiros Navais. Recebeu o tradicional treinamento de uma dureza quase indescritível e, na guerra, viu literalmente o inferno de perto.

Eugene B. Sledge aos 59 anos de idade, em 1982, um ano após a publicação do livro (Foto: Encyclopedia of Alabama)

Dos muitos livros que li sobre guerras em geral, nenhum como este trouxe a crueza do que elas significam.

Livro que chega perto de uma obra-prima

A narrativa de Sledge transmite dolorosamente uma guerra que os filmes não mostram: o desconforto — calor insuportável, frio terrível, umidade devastante, alimentação deficiente, a imundície –, o medo onipresente, o pavoroso cheiro de cadáveres em decomposição tornando-se parte da rotina, a visão permanente da barbárie desumanizando e brutalizando os soldados — os japoneses em geral atiravam no inimigo para ferir, de forma a atrair os paramédicos e, aí sim, matavam os paramédicos e enfermeiros; entre os americanos, garotos bem criados do Meio Oeste transformavam-se em monstros que extraíam com facas ou alicates dentes de ouro de inimigos em alguns casos ainda agonizando; os dois lados virtualmente deixaram de lado a prática de fazer prisioneiros.

Isso tudo, e muito mais, como o outro lado do horror — a camaradagem, a amizade, o desprendimento, o heroísmo e a coragem, as saudades –, além da descrição atraente e perfeita dos combates e das reflexões do autor sobre o que viu e viveu  tornam esse livro algo próximo a uma obra-prima do gênero.

Steven Spielberg e Tom Hanks se basearam grandemente em suas memórias de guerra para produzir a excelente série The Pacific, em 10 episódios — uma espécie de complemento à série anterior sobre a II Guerra, que versou sobre o conflito na Europa, Band of Brothers.

Sledge serviu nos marines de 1941 até depois da guerra, em 1946, e precisou de 35 anos de decantação das anotações que fazia, às escondidas (eram proibidas por razões de segurança), no meio de um exemplar da Bíblia, até que, já maduro, aos 58 anos de idade e bem estabelecido na carreira de biólogo e professor universitário, finalmente publicou as memórias.

Morreu em 2001, aos 78 anos.

29/01/2013

às 16:27 \ Política & Cia

Governo agora diz que trem-bala São Paulo-Rio vai transportar passageiros em… 2020. Agora, sobre a rentabilidade… Compare com outros países

Locomotivas do trem de alta velocidade espanhol (AVE) na estação de Atocha, em Madri: principal linha tem subsídio de 66% por passagem (Foto: intereconomia.com)

O trem-bala São Paulo-Campinas-Rio transformou-se em uma daquelas miragens brasileiras que, para se materializarem, será preciso ver para crer.

A concorrência pública já foi adiada não sei quantas vezes, a data de entrada em operação já namorou com 2014, ano da Copa do Mundo, e depois com 2016, ano das Olimpíadas do Rio, e agora os responsáveis pela empreitada juram que, no lingínquo 2020, começará finalmente a transportar passageiros.

A ver.

Para a esquálida, absurdamente insuficiente malha ferroviária brasileira, o caríssimo trem-bala – não me peçam para dizer quanto custará, porque os números já oscilaram tanto que prefiro não registrar mais as promessas oficiais – será mais ou menos como se o poder público, podendo optar entre construir milhares de casas populares ou uma versão tupiniquim do Palácio de Versalhes, preferisse investir no ouro, nos cristais, nas tapeçarias, nas obras de arte e nos fabulosos jardins da monarquia absolutista francesa.

E, daqui de meu posto de leigo, duvido solenemente dos anúncios de que o nosso trem-bala será rentável.

Apesar de bem administrada e contar com equipamento de primeira, é altamente deficitária a maior rede de trens de alta velocidade da Europa e a segunda mais extensa do mundo, depois da China – a do AVE da Espanha, com 2.600 quilômetros, 10 diferentes linhas em atividade e 14 em lenta construção, devido à crise econômica que abala o país desde 2008.

A tal ponto chega problema que, há algumas semanas, o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy se viu obrigado a fechar, pura e simplesmente, a linha que ligava Toledo, capital de Castilla-La Mancha, a Albacete, na mesma região – 260 quilômetros que custaram 3,5 bilhões de euros.

Para que se tenha uma ideia da dimensão do enrosco (tanto o espanhol como o nosso), é deficitária até mesmo a mais utilizada das linhas da rede espanhola – a concorrida ligação pelo AVE entre a capital, Madri, e a segunda maior cidade do país, Barcelona, com 657 quilômetros de extensão. Nesse trecho, o AVE leva 9 mil passageiros por quilômetro por ano, ao passo que a linha Tóquio-Osaka, no Japão, por exemplo, conduz 245 mil passageiros.

A passagem Madri-Barcelona pode custar caríssimo: conforme data e horário, até 300 euros, ou 825 reais.

O trem de alta velocidade francês (TGV) perto de Avignon, na região da Provence: a rede da França transporta muito mais passageiros por linha do que a da Espanha(Foto: www.b-europe.com)

Mesmo com esse preço salgado, a passagem é subsidiada em 66% pelo governo, segundo estudos de dois respeitados especialistas: Ginés de Rus, catedrático de Economia Aplicada da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (veja currículo)  e Germà Bel, catedrático de Economia da Universidade de Barcelona (confira currículo).

Outros números: comparados com os 2,5 milhões de passageiros que usam o AVE Madri-Barcelona por ano, 14 milhões viajam de Paris a Tours pelo TGV francês no mesmo período, enquanto o trajeto Seul-Busan, na Coreia do Sul, transporta impressionantes 35 milhões de passageiros anuais.

Quem acreditar que a futura linha São Paulo-Rio, passando por Campinas, atinja esses números – ainda mais com os baixos preços das passagens aéreas no trecho – levante a mão.

 

LEIAM TAMBÉM:

Depois do trem-bala invisível, o governo inventa o navio que não navega

O trem-bala São Paulo-Rio é aprovado no Senado, mas veja as críticas ao projeto

Perguntar não ofende

Fotos e vídeos: o fantástico novo trem-bala japonês, o “Falcão Peregrino”

O incrível trem-bala que vai ligar as cidades mais sagradas do Islã, cortando o deserto saudita

Itamar mostra porque, a seu ver, o projeto do trem-bala é “inaceitável”

O advogado Requião dá uma de engenheiro e cria trens-bala onde eles não existem

11/01/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Vídeo de arrepiar: um Jumbo Boeing 747 é atingido por um raio — e segue firme, como um navio

Publicado originalmente em 11 de fevereiro de 2012.

Imagens de arrasar: um gigantesco avião Jumbo 747 da Boeing é atingido por dois raios em uma decolagem, e segue voo, como se nada tivesse acontecido.

O incidente aconteceu no Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio, no Japão, e não se deu uma tragédia horrível porque a carcaça do avião comporta-se como um condutor elétrico de forma a que o raio prossiga sua trajetória rumo ao solo, onde será descarregado.

Ao fenômeno dá-se o nome de “gaiola de Faraday”: a descarga elétrica permanece no exterior, até encontrar o equilíbrio necessário para continuar sua trajetória, enquanto no interior a eletrização é nula.

Tal artifício é usado para proteção de instalações perigosas, como armazenagem e preparação de explosivos, por exemplo.

10/01/2013

às 14:00 \ Tema Livre

Fotos: as estradas mais incríveis do mundo

Publicado originalmente em 6 de fevereiro de 2012.

Essas podem não ser, todas elas, as mais bonitas — algumas certamente são –, nem as mais importantes ou mais movimentadas (graças a Deus!), mas são, com certeza, diferentes e peculiaríssimas estradas espalhadas por diversas partes do mundo.

Nesta lista há uma brasileira, de Santa Catarina, mas os campeões de criatividade em matéria de soluções de engenharia de estradas de rodagens parecem ser mesmo os chineses, em números, e, no terreno do inusitado, os noruegueses.

Confiram:

 

Estrada de Los Caracoes, nos Andes chilenos

"Estrada de los Caracoles", nos Andes chilenos

-

Passagem de Turini (Col de Turini, na França)

Passagem de Turini, nos Alpes Marítimos, próximo a Nice, França

-

Estrada da Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller, Santa Catarina, Brasil

Estrada da Serra do Rio do Rastro, em Lauro Müller, Santa Catarina, Brasil

-

Curvas do "S" na estrada para Jiufen, em Taiwan

Curvas do "S" em estrada próxima a Jiufen, no norte de Taiwan

-

Estrada da Morte (camino a los Yungas), de La Paz a Caroica, na Bolívia (média de 96 mortes por ano). Na descida, os motoristas usam a contramão para poderem ver os abismos

Estrada da Morte ("Camino a los Yungas"), que une La Paz a Coroico, no nordeste da Bolívia (média de 96 mortes por ano). Na descida, há motoristas que usam a contramão para poder ver os abismos

-

Ponte de Millau, na estrada Paris-Barcelona

Ponte-viaduto de Millau, sobre o rio Tarn, no sul da França, projeto do grande arquiteto britanico Norman Foster

-

Estrada do Troll (Trollstigen), na Noruega

Estrada do Troll ("Trollstigen"), na Noruega

-

Ponte de Starseisundet na estrada do Atlântico (Atlanterhavsveien), Noruega

Ponte de Starseisundet, na Estrada do Atlântico ("Atlanterhavsveien"), Noruega

-

Pontes-túneis na baía de Chesapeake, que permitem a passagem dos navios de guerra da base de Norfolk

Pontes-túneis na baía de Chesapeake, em Maryland, EUA, que permitem a passagem dos navios de guerra da base de Norfolk, no viznho Estado da Virgínia

-

Garganta do Dades, no Marrocos

Garganta do Dades, no Marrocos

-

Ponte em espiral: a solução para descer uma montanha muito íngreme até a cidade de Kamazu, no Japão

Ponte em espiral: a solução para descer uma montanha muito íngreme até a cidade de Kamazu, no Japão

-

Estrada Iroha-zoka no Japão. São 48 curvas e em cada uma há uma placa com uma das 48 sílabas do alfabeto japonês Hiragana

Estrada Iroha-Zaka, perto de Nikko, no Japão, com 48 curvas

-

Corredor de neve na estrada para o Monte Tateyama, nos chamados Alpes japoneses

Corredor de neve na estrada para o Monte Tateyama, nos chamados Alpes japoneses

-

Passagem de Stelvio (Stelvio Pass), nos Alpes italianos

Passagem de Stelvio ("Passo dello Stelvio"), nos Alpes italianos, próximo à fronteira com a Suíça

-

James Dalton Highway, construída paralela ao oleoduto do Alaska para dar suporte ao projeto

James Dalton Highway, 670 quilômetros construídos originalmente para a instalação do Oleoduto do Alaska, que tem 1.300 quilômetros, cortando o Estado de norte a sul

Highway 17, no trecho do condado de Beaufort na Carolina do Sul, EUA

Rodovia 17, no trecho do condado de Beaufort, na Carolina do Sul, EUA

-

Interseção Juiz Harry Pregerson, entre os Interstates I-105 e I-110, em Los Angeles

Interseção Harry Pregerson, espetacular conjunto de viadutos em Los Angeles, que permite coordenar o trânsito local com a passagem de duas rodovias estaduais da Califórnia, as Interstates I-105 e I-110, nos EUA

-

Interseção em espiral em Shangai, na China

Interseção em espiral em Xangai, na China

-

Estrada-túnel de Guoliang, na China. Como a vila de Guoliang estava isolada num vale, 13 moradores abriram um tunel na rocha por conta própria, usando apenas picaretas

Estrada-túnel de Guoliang, na China. Como a vila de Guoliang estava isolada num vale, moradores abriram pacientemente, em 1972, por conta própria, um túnel na rocha, usando apenas picaretas

-

Estrada Tian Men Shan, na província de Hunan, China

Estrada Tian Men Shan, na província de Hunan, China

-

Ponte "inversora" entre a China e Hong Kong, já que o tráfego em Hong Kong circula pela esquerda

Ponte "inversora" entre a China continental e Hong Kong, já que o tráfego em Hong Kong, como herança da colonização britânica, circula pela mão esquerda

03/12/2012

às 17:25 \ Tema Livre

VÍDEO EMOCIONANTE: Japoneses detectam “epidemia” corintiana se aproximando

A torcida do Corinthians: presente no Mundial de Clubes do Japão (Foto: globo.com)

Este vídeo sobre a “invasão” da torcida do Corinthians para assistir à participação do Timão no Mundial de Clubes do Japão começou a circular hoje no YouTube:

14/10/2012

às 12:00 \ Vasto Mundo

FOTOS: O imbatível acervo fotográfico da “National Geographic”, disponível no site da revista; inclui imagens inéditas

Bali-Andre-Roosevelt-National-Geographic-Stock

Dançarina de Bali, Indonésia, captada em fotografia da década de 1930: acervo precioso (Foto: Andre Roosevelt, National Geographic Stock)

Quando o assunto é fotografia de diferentes lugares do mundo e seus habitantes – sejam pessoas ou animais – realmente é difícil bater a revista National Geographic (fundada em 1888 em Washington e cuja versão brasileira por ser espiada em seu site ).

E, para deleite dos “curiosos visuais”, o site oficial da matriz americana está sempre aumentando seu acervo digital, baseado em uma coleção acumulada em 124 anos de história. Uma sessão do sítio batizada Flashback  traz preciosas fotografias de colaboradores em diferentes períodos, boa parte delas inéditas na versão impressa.

Abaixo, algumas imagens para abrir o apetite dos leitores:

Gatinho se impressiona ao flutuar sobre uma parente da vitória-régia nas Filipinas em 1935 (Foto: Alfred T. Palmer)

Gatinho se impressiona ao flutuar sobre uma parente da vitória-régia nas Filipinas, em 1935 (Foto: Alfred T. Palmer)

Coreia-Mary-G-Lucas-National-Geographic

Na aristocracia da Coreia em 1916 era assim: noivo de 12 anos, noiva de 10 (Foto: Mary G. Lucas - National Geographic Stock)

Keystone-National-Geographic

Operadoras de telefone em Richmond, Virginia (EUA), na década de 1880 (Foto: Keystone)

Niagara-IFS-National-Geographic

Em 23 de janeiro de 1920, as famosas Cataratas de Niágara, entre os EUA e o Canadá, congelaram e ficaram assim (Foto: International Film Services)

Robert-Peary-Collection-National-Geogrpahic

Robert E. Peary (1856-1920), explorador americano que alegava ter sido o primeiro a chegar ao Pólo Norte, dá duro em Camp Jesup, perto do "Topo do Mundo" (Foto: Robert E. Peary Collection)

Horacel-Bristol-Japão-National-Geographic

Curiosíssima cerimônia hadaka matsuri, que celebra o Ano Novo Lunar, realizada em meados dos anos 1940 no templo Saidaiji, em Okayama, Japão (Foto: Horace Bristol Jr.)

Amsterdam-Press-Agency-National-Geographic-Stock-Islândia

Em plena década de 1950, pessoas relaxam em spa geotermal natural (Foto: Amsterdam Press Agency-National Geographic Stock)

Coney-Island-National-Geographic-x Inc.-Time & Life Pictures-Getty Images

Guarujá? Ipanema? Não, Coney Island, em Nova York, nos idos de 1951 (Time & Life Pictures/Getty Images)

Wide-World-Photos-National-Geographic

Cães, sempre eles: aqui, registro de 1958 de uma simpática dupla que ganhou lugar cativo em um Plymouth especialmente desenhado por seu dono em Victoria, British Columbia (Canadá) (Foto: Wide World Photos, Inc-National Geographic Stock)

Beverly B. Dobbs-National-Geographic

Coleção de inverno 1900: esquimó posa em estúdio em Nome, Alasca, vestindo casaco feito com intestino de foca (Foto: Beverly B. Dobbs)

 

22/09/2012

às 14:06 \ Tema Livre

FOTOS: as belíssimas imagens do blog The World We Live In, dedicado a mostrar que o mundo é belo

Vista do Pão de Açícar, no Rio de Janeiro (Foto: herodoto)

Vista do Pão de Açícar, no Rio de Janeiro (Foto: herodoto)

Por Daniel Setti

Desde 2009, a indiana Karishma e americana Julie dividem o blog (OK, tecnicamente um Tumblr…) The World We Live In (“O Mundo em que Vivemos”) motivado por uma nobre missão: mostrar o quão belo é o mundo.

Penhascos de Moher Irlanda - Ricardo

Penhascos de Moher, Irlanda - (Foto: _Ricardo_)

Para isso elas, que antes da parceria já mantinham seus próprios blogs dedicados à fotografia, passam boa parte de seus dias revirando a internet em busca de imagens que captem um pouco do encanto de incontáveis lugares da terra, sejam rurais, litorâneos ou urbanos, e que contem ou não com a presença de pessoas como personagens.

Cachoeira de Troll Church, Sylte, Noruega (Foto: hauken87)

Cachoeira de Troll Church, Sylte, Noruega (Foto: hauken87)

Entre as fontes favoritas da pesquisa das blogueiras estão sites de portfólios fotográficos tais como Flickr e Behance, além de revistas como a National Geographic.

Tóquio - Martin Stavars

Tóquio, Japão (Foto: Martin Stavars)

Todos os autores das fotografias são devidamente creditados, e estão livres para vetar o uso de suas imagens se assim o desejarem.

Queenstown - Stuck in Customs

Queenstown, Nova Zelândia (Foto: Stuck in Customs)

Confiram abaixo mais algumas das imagens do blog. Para uma espiada nas 278 páginas de fotos separadas por Karishma e Julie, cliquem aqui.

 

Pura Ulun Danu, Bedugul Bali - Mio Cade

Templo de Pura Ulun Danu, Bali, Indonésia (Foto: Mio Cade)

Nova York (Foto: Sunset Noir)

Nova York, Estados Unidos (Foto: Sunset Noir)

Monte Assiniboine British Columbia - Kevin McNeal

Monte Assiniboine em British Columbia, Canadá (Foto: Kevin McNeal)

Melchior Island antartica - Ryan Roxx

Arredores da Ilha Melchior, na Antártica (Foto: Ryan Roxx)

Islândia - Stuck in Customs

Islândia (Foto: Stuck in Customs)

Fly Geyser, Nevada - Jared Ropelato

Fly Geyser , Nevada, Estados Unidos (Foto: Jared Ropelato)

Étretat, Normandia - Coco Carrigan

Étretat, Normandia, França (Foto: Coco Carrigan)

22/07/2012

às 17:05 \ Tema Livre

Só de brincadeira: atrás do quê — ou de quem — correm os vários povos?

O que os motiva?

O que os motiva?

17/05/2012

às 17:18 \ Política & Cia

A infelicidade dos sem-teto afeta também estrangeiros em São Paulo. Conheça a história de três deles

Conheça a história de três estrangeiros que vieram viver no Brasil e acabaram nas ruas

Conheça a história de três estrangeiros que vieram viver no Brasil e acabaram nas ruas de sua maior e mais rica cidade, São Paulo: o canadense White, o italiano Carbone e o japonês Ishimaru (Fotos: Fernando Moraes)

 

(Reportagem de Claudia Jordão publicado na revista VEJA São Paulo, que circula apenas na capital e nas cidades num raio de 100 quilômetros a seu redor)

ESTRANGEIROS SEM TETO

 

Mais de 500 pessoas de outros países perambulam pelas ruas de São Paulo ou dependem de uma vaga nos albergues da capital

Existem 14.478 pessoas na cidade de São Paulo vivendo na rua ou em albergues, o que significa um aumento de 6% sobre a população de indivíduos nessa condição registrada há dois anos. Os dados fazem parte de um novo censo produzido pela Secretaria de Assistência Social da Prefeitura.

O trabalho, que acaba de ser divulgado, tem como objetivo dimensionar o tamanho do problema e, com isso, orientar as ações do poder público. Para dar conta da demanda crescente, há hoje uma oferta de sessenta abrigos na capital, com 10.115 vagas. O número de casas cresceu 40% desde 2009. No bairro da Barra Funda fica a maior delas, com capacidade para aproximadamente 1.000 hóspedes. Nesses locais, os moradores recebem de duas a cinco refeições diárias. Manter a infraestrutura custa 6 milhões de reais por mês aos cofres do município.

Desde 2000, a Prefeitura acompanha por meio de pesquisas a evolução do quadro dos sem-teto. Nesse mais recente estudo, divulgou-se pela primeira vez o total de estrangeiros. O resultado apontou 513 pessoas, a maior parte delas de países da América Latina, como Bolívia, Peru e Colômbia. Mas há as que vêm de outras regiões, como América do Norte, Europa e Ásia.

Em comum, suas histórias carregam o sabor amargo de um sonho frustrado. Como vieram parar aqui e acabaram dormindo embaixo de uma marquise ou em albergues? “Eles desembarcaram em busca de uma oportunidade e falharam na tentativa de alcançá-la”, afirma Alda Marco Antonio, vice-prefeita e secretária de Assistência Social.

 

TORRE DE BABEL

O raio X dos forasteiros que vieram para São Paulo e não têm moradia

 

estrangeiros sem teto quantos-sao

-

estrangeiros sem teto onde-vivem

-

estrangeiros sem teto onde-se-hospedam

 

De onde vêm

Os estrangeiros sem-teto, incluindo moradores de rua e usuários de albergues da Prefeitura, vêm principalmente da Bolívia (83), do Haiti (67), do Peru (38) e da Colômbia (34), segundo o documento “Censo e caracterização socioeconômica da população em situação de rua na municipalidade de São Paulo” (2011).

Leia o depoimento de três desses personagens surpreendentes: um italiano de Nápoles, um canadense de Toronto e um japonês da província de Yamaguchi.

 

Daniele Carbone, 37 anos, italiano

O italiano de 37 anos veio para o Brasil para se recuperar do vício, mas perdeu tudo ao conhecer a Cracolândia

"Desembarquei em São Paulo e fui para o hotel Marabá, na República. Estava disposto a levar a sério o tratamento para curar o vício da cocaína. Dias depois da chegada, porém, conheci a Cracolândia. Perdi tudo e acabei na sarjeta"

"Desembarquei em São Paulo e fui para um hotel na região da Praça da República. Estava disposto a levar a sério o tratamento para curar o vício da cocaína. Dias depois da chegada, porém, conheci a Cracolândia. Perdi tudo e acabei na sarjeta" (Foto: Fernando Moraes)

“Há um ano e meio, quando vim da Itália, eu era um homem em busca da sobrevivência. Pouco antes da viagem, havia passado quatro meses numa clínica de reabilitação no meu país. Saí de lá e voltei a injetar cocaína e heroína na veia. Para tentar me salvar, resolvi mudar de ares. Desembarquei em Cumbica e me hospedei no hotel Marabá, na região da Praça da República. Na bagagem, trouxe um remédio para aliviar as crises de abstinência. Mas a disposição de levar o tratamento a sério acabou quando conheci a Cracolândia.

» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados