Blogs e Colunistas

J. R. Duran

13/01/2014

às 18:20 \ Tema Livre

FOTOS E VÍDEOS: A linda Ísis Valverde, a “Antonia” da minissérie “Amores Roubados”, sob as lentes do grande J. R. Duran

A mulher do ano, pelas lentes de J.R. Duran

A “mulher do ano” da revista “GQ” em 2012, por J.R. Duran

Ela está encantando o Brasil como a Antonia da minissérie global Amores Roubados — a garota linda e independente, herdeira de um império vinícola, que não quer saber de seguir o caminho traçado pelo pai — e que envolve com um rapaz (Cauã Reymon) pelo qual a própria mãe (Patrícia Pillar) está apaixonada.

E, como toda mulher bonita e famosa que se preze, Ísis Valverde já foi clicada pelas lentes mágicas de J. R. Duran.

Escolhida a Mulher do Ano pela revista QG, Isis Valverde protagonizou ensaio de Duran para a edição de dezembro de 2012.

Antes do personagem Antonia, entre outros, Isis teve um ibope altíssimo brincando com os sentidos dos marmanjos na pele da periguete Suelen, na novela Avenida Brasil, em que aliava a sensualidade ao bom humor.

Confiram as fotos — e vejam que interessante o vídeo, curtinho, do mestre Duran estimulando a estrela enquanto faz seu trabalho.

Isis Valverde

Isis, em ótima forma (Foto: J. R. Duran)

 

Isis Valverde, na QG de dezembro

Close de rosto de Isis na revista

-

Isis Valverde, a eterna Suelen

A “Suelen” da novela “Avenida Brasil” já havia explodido em popularidade. Agora, é a vez da “Antonia” de “Amores Roubados”, em que faz par romântico com Cauã Raymond

Em maio, Isis e Duran já tinham feito um trabalho desses de encher os olhos, para a revista Nova, e achamos que vale a pena trazer algumas das fotos do ensaio.

Não perca o vídeo no final.

Em ensaio para a NOVA, em maio

Foto de ensaio para a revista “Nova”, em maio passado

-

Isis Valverde

Outra bela foto para “Nova”

LEIAM TAMBÉM:

FOTOS — E VÍDEO — IRRESISTÍVEIS: Vejam como o fotógrafo J. R. Duran clicou a bela Alinne Moraes

Vídeo e fotos-colírio: vejam J. R. Duran fotografando a jovem atriz global Marina Ruy Barbosa

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

J. R. Duran: número 2 da revista do fotógrafo é um primor de belas fotos, bons textos e muito bom gosto

Vídeo raro: vejam como trabalha o fotógrafo J. R. Duran em fotos de moda

Revista do fotógrafo J. R. Duran é “para ler, ver e guardar” — e é ótima

18/12/2013

às 14:14 \ Tema Livre

FOTOS — E VÍDEO — IRRESISTÍVEIS: Vejam como o fotógrafo J. R. Duran clicou a bela Alinne Moraes

O colírio Aline Moraes, pelas lentes de J. R. Duran

Alinne Moraes é modelo e atriz da Globo, mas tem formação de bailarina, daí o tema do ensaio (Foto: J. R. Duran)

Publicado originalmente em 1 de novembro de 2012

campeões de audiência 02Que J. R. Duran é o grande fotógrafo brasileiro de mulheres lindas — e sem roupa — muita gente sabe. Mas Duran é igualmente grande como fotógrafo de moda. E manda muito bem como repórter fotográfico, também. Sem contar que, polivalente, o homem é bom escritor de reportagens, e de livros de ficção, além de piloto de helicóptero.

Essas belíssimas fotos da atriz global Alinne Moraes Duran fez para a revista RG. E vocês não podem perder, depois delas, lá embaixo no post, o curto mas belo vídeo que mostra como Duran trabalhou com Alinne.

Bem a seu estilo, ele coloca uma música animada, sensual, e vai entusiasmando a modelo que tem no estúdio:

– Sorrindo, sorrindo, sorrindo!!! …. Iiiiiiiiiisso! Vai, vai!

Vejam a foto e não se esqueçam do vídeo.

 

Elástica, leve, linda

 

 

Aline Moraes

 

Aline Moraes

 

E AGORA, NÃO PERCA O VÍDEO:

J. R. Duran

J. R. Duran assina assim, agora, seus e-mails

 

LEIAM TAMBÉM:

Vídeo e fotos-colírio: vejam J. R. Duran fotografando a jovem atriz global Marina Ruy Barbosa

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

J. R. Duran: número 2 da revista do fotógrafo é um primor de belas fotos, bons textos e muito bom gosto

Vídeo raro: vejam como trabalha o fotógrafo J. R. Duran em fotos de moda

Revista do fotógrafo J. R. Duran é “para ler, ver e guardar” — e é ótima

07/11/2013

às 21:07 \ Tema Livre

Capa de PLAYBOY com a ex-mulher do senador Jarbas Vasconcelos vai para as bancas na terça-feira

Meyrielle Abrantes, "A beleza no poder", clicada por J.R. Duran

Meyrielle Abrantes, “A beleza no poder”, clicada por J.R. Duran

A ex-miss Pernambuco Meyrielle Abrantes, 30 anos e em plena forma, ex-mulher do duas vezes governador do Estado e atual senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), de 71 anos, é a capa da edição de novembro da revista Playboy que irá para as bancas na próxima terça-feira, 12.

Meyrielle foi clicada pelo fotógrafo J.R. Duran para um ensaio de 22 páginas.

Jarbas Vasconcelos, 2 vezes ex-governandor de Pernambuco e atual senador da República pelo PMDB

Jarbas Vasconcelos

A revista batalhou muito para conseguir o ensaio, mas Meyrielle se recusou a aceitar o convite enquanto mantinha contrato de união estável com o senador.

Separada de Jarbas há quatro meses, ela finalmente tirou a roupa para a revista.

Agora solteira, terá um mês para chamar de seu na revista do coelho.

 

Capa da Playboy de novembro

Capa da edição de novembro

 

LEIAM TAMBÉM:

Cunhada de Temer desiste de posar nua para “Playboy”. Apesar do silêncio das partes, não é difícil adivinhar o que pode ter ocorrido

A bela Thereza Collor, a musa da outra CPI — e do impeachment –, fala sobre o caso, 20 anos depois, sobre os dramas que viveu, o marido que morreu, os filhos já adultos e viagens por lugares como o Turcomenistão e o deserto do Saara

Lady Patrícia Pillar: Muitos babados — mas não perguntem se ela está sozinha

19/03/2013

às 17:53 \ Tema Livre

VÍDEO E FOTOS: Vejam J. R. DURAN em ação, fotografando Alice Dellal, supermodelo da Chanel

 

Alice Dellal, posando para JR Duran em uma comunidade próxima a Viracopos

Alice Dellal, posando para JR Duran em uma comunidade próxima a Viracopos

O mestre das lentes J. R. Duran, conhecido em todo o país pelos muitos ensaios com mulheres maravilhosas que já clicou para Playboy, ocupa a maior parte de seu tempo fotografando moda — isso quando não está se aventurando de jipe por algum país da África ou pilotando um helicóptero.

Vejam Duran em ação, no vídeo lá embaixo, fotografando Alice Dellal, modelo nascida em Londres e filha de uma famosa ex-modelo brasileira, Andrea Dellal, que acabou se casando se com um empresario inglês.

De bermudas, com ônibus barulhentos passando por perto e tendo por vezes um sofá arrebentado como parte do cenário, Duran vai animando a modelo, que aparece também colocando bijuterias, sendo maquiada e… tirando o sutiã com grande habilidade de sob uma camiseta de time basquetebol.

Alice acabou de protagonizar uma campanha para a Chanel, sendo fotografada por Karl Lagerfeld, o comandante da grife. O vídeo curtinho mostra parte de ensaio feit para a revista RG. Dudi Machado, o editor, teve a idéia de realizar as fotos que vocês verão abaixo numa beira de estrada, em uma favela próxima ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo.

Para visitar o site de Duran, clique aqui. Seguem as fotos e, ao final, o vídeo:

Alice Dellal

-

Alice Dellal

-

Alice Dellal

-

Alice Dellal

-

Agora vejam o vídeo:

-

Mãe e filha no fashion Rio (Foto: Roberto Teixeira / Rio News)

Filha e mãe no Fashion Rio (Foto: Roberto Teixeira / Rio News)

-

Assinatura recorrente de JR Duran

Assinatura recorrente de JR Duran

 

LEIAM TAMBÉM:

FOTOS E VÍDEOS: Vejam o fotógrafo J. R. Duran clicando a linda Isis Valverde — e alguns dos resultados

FOTOS — E VÍDEO — IRRESISTÍVEIS: Vejam como o fotógrafo J. R. Duran clicou a bela Alinne Moraes

Vídeo e fotos-colírio: vejam J. R. Duran fotografando a jovem atriz global Marina Ruy Barbosa

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

J. R. Duran: número 2 da revista do fotógrafo é um primor de belas fotos, bons textos e muito bom gosto

Vídeo raro: vejam como trabalha o fotógrafo J. R. Duran em fotos de moda

Revista do fotógrafo J. R. Duran é “para ler, ver e guardar” — e é ótima

13/10/2012

às 13:00 \ Bytes de Memória

Histórias secretas de “Playboy” (5): O dia em que Adriane Galisteu se depilou, na foto mais polêmica da história da revista

A capa do 20º aniversário de "Playboy" com Adriane Galisteu na Grécia

Post publicado originalmente em 20 de maio de 2011

(Os leitores não têm a menor obrigação de saber, mas a uma certa altura de minha longa carreira no chamado jornalismo hard – cuidando especialmente de temas políticos e relações internacionais – e no desempenho de cargos editoriais executivos, coube-me ser diretor de Redação da revista Playboy, entre 1994 e 1999.

Um período muito rico, que, felizmente, deu resultados muito positivos para a Editora Abril e rendeu muitas histórias que nunca contei. E que agora, no blog, estou contando aos poucos.)

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

O fotógrafo J. R. Duran ficou preocupado quando ele e a equipe de Playboy chegaram à ilha de Santorini, na Grécia. Apesar de ser um consumado globetrotter, sem contar que estava prestes a realizar o 107º ensaio fotográfico para a revista, era sua primeira vez na ilha, e ele não gostava do que via.

A estrada que saía do acanhado aeroporto mostrava uma paisagem pedregosa, desértica, absolutamente destituída de atrativos. E ele carregava a responsabilidade de fotografar para a edição de 20º aniversário da revista – e no mais glamouroso cenário possível – a mulher mais comentada do país na época: Adriane Galisteu, a última namorada do supercampeão de Fórmula-1 e grande ídolo brasileiro Ayrton Senna, morto no ano anterior, 1994.

O processo de negociação

Havíamos, em Playboy, investido meses de trabalho e uma grande soma em dinheiro para conseguir contratar Adriane.

No processo de negociação, seria vital o papel de meu amigo querido, compadre e esplêndido jornalista Nirlando Beirão, com quem tive a honra de contar na redação de Playboy como editor especial.

Beirão escrevera, para Adriane, o livro-depoimento No Caminho das Borboletas — Meus 405 Dias ao Lado de Ayrton Senna (Editora Caras, 1994, 300 páginas), grande best-seller daquele ano, e era merecedor da confiança da estrela.

Minha primeira reunião com Adriane se deu no apartamento de Beirão em São Paulo, e com sua presença. Lembro-me de que, depois, como forma de aproximação, dei uma carona a ela até a casa do piloto Rubens Barrichello, de quem se tornara amiga próxima.

O cachê finalmente negociado com os advogados de Adriane depois de alaguns meses alcançaram valor inédito até então – não obstante seja difícil fazer contas exatas com as sucessivas trocas de moeda ocorridas no Brasil desde a fundação de Playboy, em 1975, até então.

Uma edição planejada para ser histórica

Por todas as razões, sobretudo pelo pique de celebridade em que estava Adriane, alvo de enorme atenção da mídia, aquela edição estava planejada para ser histórica. Queríamos uma edição luxuosa, de campeões. A entrevista principal, repleta de revelações inéditas, era do campeoníssimo Emerson Fittipaldi. Uma das reportagens contava Pelé funcionando como ministro do Esporte do presidente Fernando Henrique. Outra, narrava os bastidores de um dos hotéis mais suntuosos do mundo, o Plaza Athenée, em Paris.

Nada podia dar errado.

Ariani Carneiro, editora de Fotografia da revista e meu braço direito em matéria de contratação, pré-produção e feitura de ensaios, também estava apreensiva.

Apesar de que, embora jovem, já tivesse boa experiência em viagens ao exterior — havia realizado trabalhos inclusive no distante e idílico Taiti.

Reprodução de página da edição de 20º aniversário de "Playboy" com parte de foto do ensaio de 26 páginas com Adriane Galisteu

(Nos anos seguintes durante nossa gestão na revista, ela faria dezenas de outras viagens para fotografar estrelas, fosse em Aspen, no Colorado, ou em Veneza, Los Angeles ou Istambul, Londres, Roma ou Las Vegas.)

“Eu me preocupava com a eventualidade de termos escolhido o lugar errado”, me confessou ela recentemente.

Ariani, como Duran, sabia que meu próprio pescoço estava exposto.

O contrato com Adriane, muito acima do que vínhamos pagando a estrelas, havia sido negociado por mim, pessoalmente — fugindo à regra geral segundo a qual as negociações eram iniciadas e no mais das vezes concluídas por Ariani, sempre em contato permanente comigo.

Ao valor do contrato se acresciam, ainda, os custos de deslocamento de uma grande equipe para realizar o ensaio no exterior – além de Duran, a editora Ariani Carneiro, a assistente de fotografia de Duran, Sandra Jeha, a produtora Florise Oliveira, o cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi e o maquiador Kaká Moraes. No grupo se incluiria também a à época agente de Adriane, Cristina Moreira.

Num intervalo da feitura do ensaio, a editora Ariani oferece um creme hidradante para Adriane, no terraço do hotel Heliotopos (Foto Sandra Jeha)

Nove dias de trabalho

As apreensões de ambos, porém, logo se dissiparam quando atravessaram uma espécie de grande portal do paredão rochoso que parece proteger Santorini, sobra ancestral de um vulcão extinto, que dá acesso à esplêndida baía de águas azul-marinho, emoldurada por escarpas coalhadas de casas brancas brilhando ao sol — nada mais grego, e mais magnífico.

As atividades começaram no dia seguinte, e se estenderam por 9 dias. Em seus 15 anos de Playboy, Ariani Carneiro não se recorda de tarefa que demandasse tanto tempo.Tenaz em seu objetivo de obter o máximo de originalidade no ensaio, Duran havia previamente anotado uma série de ideias num caderninho — não, não era um iPad… — que costuma levar consigo.

As fotos de Duran — peculiares, surpreendentes, sensuais

Peculiares, surpreendentes, essas ideias foram se materializando em fotos: Adriane nua, de sandálias brancas de salto alto, passando roupa ao ar livre.

Reprodução parcial da página dupla de um exemplar da edição de agosto de 1995 da revista mostrando, na página da esquerda, Adriane Galisteu, nua, ao ar livre, como se se banhasse numa bacia

Ou, a céu aberto, banhando-se numa bacia (veja reprodução tirada da revista de agosto de 1995 acima).

Estendida, de olhos fechados, sobre a cúpula curva do chalé do hotel em que a equipe se hospedou, o Heliotopos (veja reprodução feita a partir da edição de agosto de 1995 mais abaixo). Passeando sua nudez no convés de um pequeno iate alugado por Ariani. Um close de uma mini-calcinha branca dependurada no varal. Adriane bebendo sensualmente leite de um pires.

“Foto de depilação? Nem pensar! — reagiu Adriane“

Os pressupostos dos ensaios de nu são quase sempre os mesmos”, ressalta o fotógrafo. “O diferencial é a sensação de intimidade que as fotos possam produzir”, ensina.

Reprodução parcial da página de um exemplar da edição de agosto de 1995 da revista mostrando Adriane, seios à mostra, deitada sobre o chalé do hotel em que a equipe da revista se hospedou

Aí, e por isso, Duran viria com a proposta de algo “extremamente íntimo” – inspirado em cena rápida e improvisada de sua vida privada, durante uma viagem –, que se tornaria um marco na história da revista: que tal se ela se deixasse fotografar depilando, com um barbeador de lâminas, o púbis?

– Nem pensar! – reagiu Adriane.

Experiente, o fotógrafo jogou a isca:

– OK, sem problemas. Então eu deixo essa foto para fazer em outro trabalho, com outra estrela.

A estrela muda de ideia

Ele sabia que ela ficaria ruminando aquilo, e não teve erro. No último dia, Adriane, que já se acostumara ao profissionalismo e ao bom gosto de Duran e se sentia visivelmente mais segura, voltou ao assunto:

– Olha, Duran, pensei bem e aquela ideia pode ser legal.

A foto foi feita em uma locação providenciada por Ariani — o espetacular hotel Tisouras, também debruçado sobre o mar.

Hotel elegante e badalado, que tinha entre seus freqüentadores um dos papas mundiais da moda, o italiano Gianni Versace.

(Veja abaixo reprodução parcial da página em que aparece a foto)

Reprodução parcial da página de um exemplar da edição de agosto de 1995 de "Playboy" com a foto mais polêmica da história da revista

De propósito, Duran criou um quadro inverossímil.

Adriane não se pôs a depilar-se no banheiro, mas num cenário inusual – uma saleta ornada com quadros, assentada sobre um sofá de couro branco.

Tampouco estava nua, e sim de salto alto, blusa de seda azul, faixa branca nos cabelos louros, um anel de ouro e pedra preciosa no dedo mínimo esquerdo, naturalmente sem roupa íntima, com espuma de barbear sobre o púbis e um barbeador comum na mão direita.

Reprodução de página dupla de exemplar da revista de agosto de 1995 mostrando, à esquerda, foto de Adriane debruçada sobre a paisagem espetacular de Santorini (veja a foto de bastidores mais abaixo) e, na página da direita, outra célebre foto, a da estrela bebendo leite de um pires

A foto da “deusa loura nua na Grécia”, como dizia a chamada de capa da revista, virou notícia no dia em que a edição veio à luz, atingindo uma venda superior a 1 milhão de exemplares (bancas e assinaturas) e batendo todos os recordes da revista em seus à epoca 20 anos de existência no Brasil.

O colunista Zózimo Barrozo Amaral, que ditava moda e modismos no (infelizmente) extinto Jornal do Brasil, logo a denominou de “raspadinha” – alusão maliciosa aos bilhetes da loteria instantânea, ainda muito em voga naquele 1995.

A editora Ariani Carneiro clicou esta cena logo após a feitura da foto mostrada em reprodução mais acima: a estrela seguindo para o almoço com a equipe num restaurante próximo, vestida com camisa, aparte inferior do biquíni e sandálias de salto alto

O tema atiçou uma torrente de manifestações, que incluíram de psicanalistas a programas de fofoca e até mesas-redondas na televisão, do escritor Luis Fernando Verissimo a revistas semanais.

Adriane e Playboy não saíam do noticiário. Na festa dos 20 anos da revista, com um show do cantor Bobby Short para 1.200 convidados no Teatro Municipal, em São Paulo, uma multidão que precisou ser contida por um cordão de segurança se aglomerou na porta para ver, aplaudir e saudar aos gritos a estrela, vestida num longo branco.

Na Folha de S. Paulo, que tratou do caso várias vezes, o exigente colunista Marcelo Coelho sentenciou, resumindo tudo: “Uma foto antológica”.

A equipe, menos o assistente, que fez a foto, numa das cúpulas redondas do hotel em que se hospedou: da esquerda para a direita, em pé, Duran (de boné), Adriane (com as pernas em torno de Ariani), Marco Antonio e Kaká; embaixo, Cristina, Ariani Carneiro e Florise (Foto Sandra Jeha)

Leia também:

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

O dia em que Maitê Proença foi regra 3 de Vera Fischer

Uma militante do MST ia posar nua, e o mundo veio abaixo

O dia em que contratei a filha de Fidel Castro para posar nua (1ª parte)

O dia em que Pelé foi, pessoalmente, recolher todas as fotos de Xuxa nua

Revista do fotógrafo J. R. Duran é para “ver, ler e guardar” — e é ótima

07/04/2012

às 18:02 \ Tema Livre

Vídeo e fotos-colírio: vejam J. R. Duran fotografando a jovem atriz global Marina Ruy Barbosa

Mago das lentes, o mais conhecido fotógrafo de mulheres bonitas do país, grande fotógrafo de moda, jornalista, escritor, aventureiro e piloto de helicóptero amador, J. R. Duran é um homem de bem com a vida e tem um estilo bem-humorado de trabalhar.

As fotos abaixo, da jovem atriz global Marina Ruy Barbosa (não é parente do escritor de novelas Benedito Ruy Barbosa), foram feitas para reportagem da edição de abril da revista Nova, da Editora Abril — inclusive a capa.

Depois das fotos, veja um vídeo rapidinho feito pelo próprio time de Duran sobre a feitura das fotos. Duran sai de seu posto, passa em frente à câmera de vídeo e volta para as lentes. Como sempre — ouça suas exclamações — estimulando e brincando com a modelo. Que, segundo ele, “promete”.

Pouca gente está mais autorizada do que J. R. Duran para fazer esse prognóstico. (Lembre-se: veja o vídeo após as fotos).

duran-marina-ruy-barbora

-

duran-marina-ruy-barbora1

-

duran-marina-ruy-barbora-perfil

-

duran-cosmopolitan

A capa da edição de abril de "Nova"

23/01/2012

às 19:39 \ Tema Livre

Exclusivo: o fotógrafo J. R. Duran conta como foi feita a nova foto de Adriane Galisteu se depilando

capa-galisteu-playboy-depilação

A capa da edição de 36 anos de "Playboy", com Adriane Galisteu na Itália

Publicado originalmente em 4 de agosto de 2011.

Repetir no ensaio de Adriane Galisteu nua, prestes a ir para as bancas na edição de 36º aniversário de Playboy, a famosa e polêmica foto da estrela simulando a depilação do púbis, publicada pela revista em agosto de 1995, aconteceu por acaso.

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

O fotógrafo J. R. Duran revela que, no último dos 9 dias de trabalho realizado entre Capri e Positano, na esplendorosa Costa Amalfitana, na Itália, recebeu pelo celular a mensagem de um de seus seguidores no Twitter perguntando se ele pretendia fotografar novamente a cena ou não.

“Aí fui conversar com a Adriane, contei o que tinha ocorrido e propus que sim, fizéssemos a foto”, conta.

jr-duran

J.R. Duran

A resposta veio rápida e sem hesitação:

– Claro, claro, Duran. Vamos, sim.

“Acabamos rindo ao constatar que nós dois éramos as únicas pessoas que poderiam reeditar essa foto, não é mesmo?”, continua o mestre das lentes. “Foi como uma espécie de citação do primeiro ensaio” — a foto seria a única, nas 32 páginas dedicadas a Adriane Galisteu, a se inspirar no ensaio anterior, cuja edição superou todos os recordes de vendagem da revista até então, batendo em 1 milhão de exemplares.

Naquela ocasião, em 1995, e como já contei no post cujo link está no parágrafo anterior, a foto da “deusa loura nua na Grécia”, como dizia a chamada de capa da revista, virou notícia no dia em que a edição veio à luz e não apenas tornou-se a campeã de venda nos à época 20 anos de existência da revista no Brasil como deu margem a grande polêmica.

galisteu-ensaio-mansão

Adriane na mansão barroca em Positano onde Duran fez a nova foto simulando uma depilação: cenário que surgiu por acaso

O colunista Zózimo Barrozo Amaral, que ditava moda e modismos no (infelizmente) extinto Jornal do Brasil, logo a denominou de “raspadinha” – alusão maliciosa aos bilhetes da loteria instantânea, ainda muito em voga naquele 1995.

O tema atiçou uma torrente de manifestações, que incluíram de psicanalistas a programas de fofoca e até mesas-redondas no rádio e na televisão, de textos do escritor Luis Fernando Verissimo a reportagens de revistas semanais. Adriane e Playboy não saíam do noticiário. Na festa dos 20 anos da revista, com um show do cantor Bobby Short para 1.200 convidados no Teatro Municipal, em São Paulo, uma multidão se aglomerou na porta para ver, aplaudir e saudar aos gritos a estrela, vestida num longo branco.

Na Folha de S. Paulo, que tratou do caso várias vezes, o exigente colunista Marcelo Coelho sentenciou: “Uma foto antológica”.

Ao resolver pela segunda versão da foto, Duran sabia que as comparações seriam e serão inevitáveis, mas foi em frente.

A locação para a foto também surgiu na história sem querer. “Por acaso achamos uma casa espetacular”, lembra Duran: o Palazzo Santa Croce, que teria sido residência de algum dignitário da Igreja séculos antes, fora inteiramente restaurada pelo atual proprietário e quedava, majestoso e barroco, fincado num promontório rochoso de Positano, com uma vista de tirar o fôlego para o azul do Mar Tirreno.

Adriane-nua-ensaio-Playboy-barco

Uma das fotos do ensaio: Adriane posa nua numa lancha entre a ilha de Capri e Positano

A casa entrou no ensaio porque o cabeleireiro Marco Antônio de Biaggi, que fez parte da equipe que produziu o ensaio de Adriane em 1995, esbarrou de forma inteiramente casual com um grupo de amigos em Capri, um dos cenários do ensaio. Um deles mencionou a luxuosa mansão em Positano, e a equipe de Playboy acabou alugando a casa como locação para o último dia de trabalho.

No ensaio anterior, num hotel em Santorini, na Grécia, Duran propositalmente havia criado um quadro inverossímil para a cena da depilação. Adriane não se pôs a depilar-se no banheiro, mas num cenário inusual – uma saleta ornada com quadros, assentada sobre um sofá de couro branco. Tampouco estava de todo nua, e sim de salto alto, blusa de seda azul, faixa branca nos cabelos louros, um anel de ouro e pedra preciosa no dedo mínimo esquerdo, naturalmente sem roupa íntima, com espuma de barbear sobre o púbis e um barbeador comum na mão direita (veja reprodução feita a partir da revista, abaixo). A revisita à foto teria o mesmo conceito.

 

galisteu-depilando-playboy

Reprodução parcial da página de um exemplar da edição de agosto de 1995 de "Playboy" com a foto mais polêmica da história da revista -- que Duran agora repetiu, em outro cenário mas com o mesmo conceito

“A casa era realmente magnífica”, lembra Duran. Isolada no alto do promontório, não tem acesso de automóvel. A equipe precisou descer dos carros que utilizava e caminhar 500 metros até a mansão.

Percorrendo-a, diz Duran, “encontrei um canto com uma luz incrível, e achei que era o local para fazer a foto. Estava um clima fantástico, havia luz, cores — então, pumba!”. Segundo ele, “foi praticamente a mesma cena” de 1995. Como não podemos mostrá-la aqui, Duran diz como é: “Adriane, tal como da primeira vez, não está totalmente nua, mas usa uma camisa de tons azuis, e joias — colares, pulseiras, anéis, um relógio. Não há a faixa branca nos cabelos da primeira foto”. Em vez de ter um banheiro como cenário, uma sala, com Adriane sentada sobre uma poltrona cadeira de estilo. Nos pés, sandálias douradas de salto alto. Aos pés, um tapete magnífico. Emoldurando a foto, duas cortinas, e a cena toda sob o fundo ocre da parede do cômodo.

O ângulo da foto é diferente da anterior — Adriane dispõe as pernas mais abertas, situa-se mais de frente para o leitor, com a espuma de barba espalhada por todo o púbis, e o olhar concentrado ali.

Quanto ao ensaio como um todo, além de ter como cenário a mensão onde se revisitou a famosa foto, se ambientou em diferentes locações: a ilha de Capri, a cidade de Positano, uma lancha entre Positano e Capri…

Duran, como profissional talentoso e exemplar, que respeita o próprio trabalho, não quer estabelecer comparações entre os dois ensaios de sua autoria. Quem julgará, como sempre, será o leitor.

Leiam também, da série “Histórias secretas de Playboy“:

O dia em que Adriane Galisteu se depilou, na foto mais polêmica da história da revista

O dia em que Maitê Proença foi regra 3 de Vera Fischer

Uma militante do MST ia posar nua, e o mundo veio abaixo

O dia em que contratei a filha de Fidel Castro para posar nua (1ª parte)

O dia em que Pelé foi, pessoalmente, recolher todas as fotos de Xuxa nua

E leiam ainda:

Revista do fotógrafo J. R. Duran é para “ver, ler e guardar” — e é ótima


Galisteu-Playboy-ensaio-barco

Outra das fotos do ensaio feita na lancha que circulou entre Capri e Positano. Sob o chapéu e a manta colorida, ela está nua

29/11/2011

às 19:45 \ Tema Livre

J. R. Duran: número 2 da revista do fotógrafo é um primor de belas fotos, bons textos e muito bom gosto

A "Rev. Nacional" número 2: temas interessantes, colaboradores ecléticos e mulheres bonitas -- naturalmente

O grande fotógrafo J. R. Duran está cumprindo a promessa: num projeto que considera “ambicioso e arriscado”, uma vez por ano, ao longo de uma década inteira, “juntar em uma revista os assuntos, lugares e nomes que despertam o interesse e, de certa maneira, formam um espelho do Brasil”.

Sonho confessado de Duran – “há fotógrafos que querem ser diretores de cinema ou donos de agência de publicidade, eu quero fazer revista”, diz ele –, já está circulando o número 2 da excelente, saborosa Rev. Nacional, cujo número 1 veio à luz em dezembro do ano passado. Tal como a primeira, um primor de bom gosto e qualidade.

Os colaboradores, como sempre, constituem uma equipe eclética – há romancista, roteirista de TV, jornalistas, publicitário, o próprio Duran também como entrevistador.

Os temas, trinta, incluem um pouco de tudo, e tudo muito bom: de fotos de mulheres maravilhosas e um texto (e belas fotos) sobre aeromoças aos policiais barra-pesada do BOPE, de anotações de um excelente jornalista que trabalhou no Palácio do Planalto a um trecho de romance inédito, passando por memórias imaginárias de uma modelo, o perfil da atriz Leandra Leal, histórias de caçadores (na África), bastidores de festas no Rio, fotos do Rio vistas do céu, no inverno, ou ao não menos barra-pesada Esquadrão Hárpia da Força Aérea Brasileira (FAB), que atua na Amazônia.

Que tal dar uma olhada?

Gêmeas do nado sincronizadp

Bia e Branca Feres, as gêmeas do nado sincronizado (Foto: J. R. Duran)

Não estranham, amigos, a postura difícil com que as gêmeas Bia e Branca Feres se deixaram fotografar: elas são atletas do nado sincronizado, bronze por equipes no Pan do Rio, em 2007, e, portanto, muito flexíveis.

Veja abaixo o vídeo curtinho que Duran fez durante a sessão de fotos:

Além de flexíveis, Bia e Branca são expressivas. Vejam só:

Bia e Branca (qual é qual?), em reprodução das páginas 80 e 81 da revista

A modelo Amanda Brandão (abaixo) é uma das várias belas mulheres que figuram no número 2 da revista de J. R. Duran.

Mistério

Amanda Brandão, de máscara e salto alto (Foto: J. R. Duran)

“Se a Rev. Nacional fosse um restaurante, serviria slow food”, diz Duran. “Sem agito, sem pressa. A revista é para ser lida, olhada, manuseada, com calma. Somos de papel e temos a pretensão de que ela se aproxime o mais possível de uma obra de arte. É por isso que os exemplares vêm numerados”.

Reprodução das páginas 112 e parte da 113 da revista

O número 1 mostrava belas mulheres e quase nenhuma nudez.

No número 2, há várias belas mulheres com pouca ou nenhuma roupa.

Soldado

Soldados do "Esquadrão Hárpia" da elite da Força Aérea Brasileira em treinamento na Amazônia (Foto: J. R. Duran)

Um dos pontos altos desta edição são as 16 páginas de fotos do 7º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação, ou “Esquadrão Hárpia”, unidade de elite da FAB que, entre outros, opera um superhelicóptero Black Hawk.

Datena

Você sabia que o Datena tinha essa imensa taguagem no braço? (Foto: J. R. Duran)

Impressiona, também, o depoimento absolutamente sincero — o que inclui uma formidável cascata de palavrões — do apresentador de TV José Luís Datena.

Ele conta de suas brigas de soco, de suas bebedeiras, de um câncer de pâncreas que ignorou e aparentemente sumiu. Entre outras revelações, Datena diz que, se fosse mulher, iria para a cama com o ator francês Alain Delon.

Os caras de pau

"Os Caras" (os comediantes Marcius Melhem e Leandro Assum) (Foto: J. R. Duran)

A revista não está nem vai estar na internet. Mas o site de Duran sim. Clique aqui.

Leandra Leal

Leandra Leal, "carioca, mas com cara e jeito de Brasil inteiro" (Foto: J. R. Duran)

Leandra Leal, em trecho do texto do jornalista Hermès Galvão:

“Leandra podia ser apenas uma gata, mas veio ao mundo atriz. Bombshell por um triz, nasceu entre aplausos e bis, na coxia do Rival. Teatro original, à moda dos Leal. Leandra é cria de Ângela, neta de Américo. Família de artista. Adora carnaval. É porta-estandarte, cabrocha, sambista.”

“E carioca, mas com cara e jeito de Brasil inteiro: gaúcha e baiana, mineira ou goiana. Passou-se por italiana também, olha que graça”.

Bope

O BOPE foi retratado pela figura de onze de seus integrantes (Foto: J. R. Duran)

Para mostrar o BOPE, diferentemente do que ocorreu com a unidade da FAB no Amazonas, Duran preferiu uma série de retratos, todos de frente, de integrantes do batalhão de elite da Polícia Militar do Rio.

Reprodução parcial das páginas 52 e 53 da revista, com a modelo Renata Sozzi

Duran já iniciou a produção do número 3 de sua revista.

Sua primeira viagem, para tanto, foi ao Ceará. Para que, por ora ele não quer divulgar.

Ricardo Stuckert, fotógrafo do Lula

Ricardo Stuckert, ex-fotógrafo da Presidência, agora no Instituto Lula (Foto: J. R. Duran)

A foto do ex-fotógrafo da Presidência Ricardo Stuckert, hoje trabalhando com Lula, ilustra o interessante diário que o jornalista Ivan Marsiglia fez nos quatro anos em que trabalhou na Secretaria de Imprensa da Presidência da República durante os quatro primeiros anos do lulalato, e que a revista reproduz em parte.

Esgrima

Esgrima: seis páginas a um esporte antigo e pouco conhecido (Foto: J. R. Duran)

Com texto de Bia Braune, roteirista da Rede Globo, Duran dedica seis páginas a um esporte antiquíssimo, sofisticado e pouco conhecido: a esgrima.

Suplemento de Quadrinhos

O suplemento de quadrinhos: a fina flor dos desenhistas

Duran explica o luxo adicional do suplemento de quadrinhos:

“O suplemento é um tour de force á parte. Os quatro desenhistas do suplemento (Gabriel Bá, Rafael Coutinho, Fabio Moon e Rafael Grampá) são a fina flor, as seleção do Brasil, os quatro cavaleiros do apocalipse, dos quadrinhos nacionais. Conhecidos e reconhecidos em terras tupiniquins e de além-mar.”

“Todos eles ganharam, em momentos diferentes, o Premio Eisner (o nome é uma homenagem a Will Eisner, o genial desenhista que criou o personagem Spirit), conferido nos Estados Unidos para as melhores histórias em quadrinhos mundo”.

O número 1 da Rev. Nacional e seus 2 mil exemplares foram distribuídos.

A partir desta edição, porém, ela também pode ser adquirida em um ponto de venda — apenas um. É a Loja do Bispo, de São Paulo, que vende peças, livros e objetos de arte exclusivos.

LEIA TAMBÉM:

Revista do fotógrafo J. R. Duran é para “ler, ver e guardar” — e é ótima

24/11/2011

às 19:50 \ Tema Livre

Vídeo raro: vejam como trabalha o fotógrafo J. R. Duran em fotos de moda

A modelo Karolina Kurkova, fotografada no Arpoador para a edição especial da revista "Vogue" sobre o Rio de Janeiro (Foto: J. R. Duran)

Amigos do blog, J. R. Duran, o fotógrafo, é uma lenda. A fama como fotógrafo de lindas mulheres, que adquiriu graças a mais de duas décadas de trabalho em Playboy, é apenas parte de sua rica trajetória.

O brasileiríssimo Duran, nascido em Barcelona, já trabalhou em Nova York, é um dos grandes fotógrafos de moda em atividade, realizou trabalhos de fotojornalismo notáveis, transformados em livros, em locais tão distintos como a Etiópia ou a cidade de Sevilha, na Espanha, é autor de bons romances — Santos (2002) e Lisboa (2006) –, e, como jornalista de texto, fez e faz reportagens fascinantes, inclusive de aventuras.

Não bastasse, é piloto de helicóptero.

Pois bem, na foto acima, feita para a recente edição especial da revista Vogue sobre o Rio de Janeiro, está a modelo Karolina Kurkova, que Duran também fotografou na Lapa e no Hotel Copacabana Palace.

Se você quer ver como trabalha o mestre, confira no vídeo abaixo, feito enquanto ele fotograva Karolina, andando — muito rapidamente — no calçadão do Arpoador. Com o inseparável fotômetro preso ao cinto, Duran, sem luz artificial, sem nada, persegue em velocidade a modelo pelo calçadão afora, clicando-a de todos os ângulos. O resultado, como você pode constatar acima, sempre é muito bom.

Agora, o vídeo, visto por muito pouca gente:

13/12/2010

às 10:01 \ Tema Livre

Revista do fotógrafo J. R. Duran é “para ler, ver e guardar” — e é ótima

Pesa exatamente 1 quilo e 450 gramas –1 quilo e 450 gramas de prazer, diversão, informação, bom gosto e originalidade, em tamanho grande, de 36 por 28,5 centímetros, como um coffee table book.

O número 1 da Rev. Nacional, sonho confessado de seu idealizador, o grande fotógrafo J. R. Duran, tem também 1 quilo e 450 gramas de leveza. Como ele mesmo diz, não se trata de uma revista de fotografia, mas de uma revista de temas, “para ver, ler e guardar”, inspirada nas publicações ilustradas do começo do século passado.

O número 1 chega com um versátil elenco de colaboradores que inclui, entre outros, jornalistas, escritores, modelos, uma indigenista, um publicitário, um compositor e poeta, e um cineasta. São 2.000 exemplares numerados, exclusivíssimos, num projeto bancado pela gráfica Burti que Duran considera “ambicioso e arriscado”: uma vez por ano, ao longo de uma década inteira, “juntar em uma revista os assuntos, lugares e nomes que despertam o interesse e, de certa maneira, formam um espelho do Brasil”.

Vamos dar uma olhada?

Foram necessários o olho e a sensibilidade do mestre Duran para enfim capturar a graça — que a TV sempre esconde — das cheerleaders que se apresentam durante as partidas de futebol, especialmente mas não apenas em São Paulo e no Rio. Sempre me perguntava por que raios ninguém mostrava essas garotas, nem mesmo as seções esportivas dos jornais. Pois bem, ei-las aqui, nessa reprodução de uma das páginas duplas da Rev. Nacional

A modelo Cássia Ávila, "escandalosamente bonita"

[A modelo] Cássia Ávila é tão escandalosamente bonita que fica difícil prestar atenção nos outros atributos dela. Que, aliás, são muitos”, escreve, como sempre divinamente, o jornalista Nirlando Beirão. “Dá uma trabalheira, sim, abstrair aquele rosto talhado por Michelângelo em dia de superior inspiração; desviar-se dos olhos de jabuticaba; ignorar o magnetismo do corpo elástico da felina; driblar a tentação de mulher completa”.

“Para muita gente, beleza basta. Eu mesmo, quando a conheci, seria capaz de me perguntar: precisa mais que isso? Modelo de talento espantoso, ela foi estudar jornalismo. (…) Cássia sabe bem o que quer, ou sabe muito bem o que não quer. Não quis virar, no minueto social das aparências, um bibelô, mero objeto de decoração — nem mesmo objeto de adoração”. E, como nota Beirão, a bela escreve bem: é dela o perfil do ator Cauã Reymond.

Os índios Zo'é: um dos últimos povos Tupi a travar contato com o homem branco: 14 páginas da revista

Quem pensa em Duran só fotografando moda e lindas mulheres nuas se esquece dos múltiplos interesses desse piloto de helicóptero nas (poucas) horas vagas. Durante quase um ano ele percorreu a remota, áspera Etiópia para construir o instigante livro Cadernos Etíopes (Cosac Naify, 2008), em que retrata cinco tribos e escreve, num diário, sobre seus costumes e quotidiano.

A sacada para a Rev. Nacional veio depois de publicado o livro sobre a Etiópia. “Como é que nunca fui atrás de alguma coisa tipicamente brasileira?”, perguntou-se esse brazuca nascido em Barcelona. Resolveu fotografar índios, no estado menos contaminado possível pela “civilização”. Assim, chegou à quase desconhecida tribo dos Zo’é, no noroeste do Pará, um dos últimos povos Tupi a travarem contato com o homem branco, há pouco mais de uma década.

Os índios renderam um “material riquíssimo”, e Duran viu que havia ali 14 páginas prontas para a revista, na qual trabalharia durante um ano.

Parte da sequência de fotos de Duran com o maestro João Carlos Martins

A magnífica sequência com o maestro João Carlos Martins é parte do trabalho que Duran realizou para a revista Brasileiros. Se as fotos exibem o padrão de qualidade que se imagina, os textos não ficam atrás.

O leitor se diverte, entre tantos, com o texto em que o escritor e jornalista Ronaldo Bressane descreve sua “iniciação à cafajestagem que concede a todo torcedor um manto de invisibilidade moral — e dos corinthianos em relação aos são-paulinos em especial”, na primeira partida do Corinthians a que assistiu, em 1988.

Idem com o texto do escritor e roteirista Reinaldo Moraes, desafiado — entre fotos feitas por Duran da espetacular modelo Isabeli Fontana — a escrever sobre a “preferência nacional”, desde que não abordasse aquilo que todo mundo considera ser a preferência nacional.

Por falar em nacional, longa vida à Rev. Nacional. No Twitter: @revnacional

Não deixe de visitar o ótimo site de Duran e ver seu portfólio.

Palhaços: o publicitário Luiz Toledo lembra, no texto, do tio-herói que levava a molecada ao circo num automóvel Simca Chambord

 

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados