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imoralidade

08/02/2013

às 17:42 \ Política & Cia

Legal, sim, mas imoral. É a cara do PT!!!

Eta vida boa, para quem está sob a sombra dos donos do poder (Foto: Fernando Cavalcanti)

Eta vida boa, para quem está sob a sombra dos donos do poder (Foto: Fernando Cavalcanti)

Eta vida boa, para quem está sob a sombra dos donos do poder — no caso, uma ex-dona de um poder decorrente de sua ligação pessoal, personalíssima, com o ex-presidento Lula, Rosemary Noronha, a “Rose” do balcão de negócios em que transformou o escritório da Presidência em São Paulo (pra que escritório em São Paulo?), do qual era chefe de gabinete até a Polícia Federal acabar com a festa.

Até um ex-marido entrou na festa. Conforme o Lauro Jardim, que é titular do Radar On-line e sabe tudo –, José Cláudio Noronha, o ex-marido de “Rose”, embolsou durante três anos confortabilíssimos 132 mil reais sem precisar mexer um dedo e sequer sair de casa.

O felizardo era membro suplente dos Conselhos de Administração da Brasilprev, fundo de previdência privada do Banco do Brasil, e da antiga Aliança do Brasil, atualmente BB Seguros. Os membros titulares nunca faltaram a uma só reunião de ambos os conselhos ao longo desses três anos, mas o rico dinheirinho público caiu na conta do ex-marido.

O Lauro, muito corretamente, conclui dizendo: “Receber esse dinheiro, ressalte-se, não é ilegal; é apenas imoral, dada a forma como conseguiu ser nomeado.”

O problema é que a imoralidade, há tempos, deixou de ser um problema para o PT.

Hoje, depois do aparelhamento do Estado com a cumpanherada, depois das alianças espúrias com Collor, Maluf, Renan Calheiros, Sarney, Jucá etc — o que de pior existe na política “deztepaiz” no Congresso, em governos estaduais e em prefeituras –, depois do estupro da conta bancária do caseiro Francenildo, depois dos mensaleiros quadrilheiros, depois do “caso Rose”, a imoralidade é a cara do partido.

15/04/2012

às 17:16 \ Disseram

Teerã, uma moral imoral

“Infelizmente, nos últimos anos os jardins da infância vêm ensinando crianças a cantar e dançar, mas eles serão tratados severamente se continuarem fazendo isso.”

Valiollah Nasr, do diretor de bem-estar da província de Teerã, ao anunciar a proibição das aulas de canto e dança em escolas infantis, sob a justificativa de que as práticas são “imorais”

 

24/02/2011

às 19:53 \ Política & Cia

Chamemos a manobra de Kassab de “fundar um novo partido” pelo que ela é: uma i-mo-ra-li-da-de

Kassab com o tucano Alckmin: traição aos aliados e adesão às hostes do governo única e exclusivamente pela ambição de ser governador

Todos nós, jornalistas, vimos tratando com luvas de pelica e metáforas suaves – sem contar alguns casos de salamaleques – essa história de o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, estar prestes a abandonar o DEM pelo qual foi eleito, em aliança com o PSDB, fundar um novo partido, carregar para ele deputados federais, estaduais, vereadores e até o vice-governador paulista, Guilherme Afif Domingos, e, transcorrido algum tempo, juntar esse novo partido ao PSB.

Está tudo combinado com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Com isso, o prefeito deixaria de integrar os quadros da oposição para reforçar as fileiras do governo.

Tratamos com luvas de pelica, como se já estivéssemos acostumados a essas coisas – e o pior é que estamos, sim, todos nós, no Brasil.

No entanto, Kassab é mais um a nos lembrar que, na política, nos aproximamos do fundo do poço da imoralidade. A manobra de Kassab precisa ser chamada pelo que é: uma i-mo-ra-li-da-de.

Vejam bem: o prefeito pretende fundar um novo partido. Esse partido terá estatutos, um projeto, dezenas de parlamentares foragidos de outras legendas e dois vice-governadores trânsfugas (além de Afif, Otto Alencar, da Bahia, integrante do PP malufista) e vai precisar arrebanhar meio milhão de filiados Brasil afora. Disporá, assim, de um diretório nacional, de diretórios estaduais e municipais.

Uma organização de porte razoável, portanto, disseminada por diferentes pontos do país. Terá até um nome, e pomposo: Partido Democrático Brasileiro (PDB).

NÃO HÁ NENHUM OBJETIVO NOBRE EM JOGO

E tudo isso para quê?

Para oferecer uma nova alternativa aos brasileiros?

Para trazer sugestões de solução aos grandes problemas do país, como a desigualdade, a falta de saneamento básico, a deficiência de infraestrutura, a gritante impunidade?

Não, amigos, nada disso.

O partido é só para inglês ver, ou para boi dormir.

Não servirá a nenhum objetivo nobre.

Servirá para burlar as regras do jogo, as interpretações da Constituição definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal segundo as quais os mandatos dos eleitos não pertencem a eles, mas aos partidos políticos. Portanto, quem trocar de partido perde o mandato.

Isso, porém, não vale para quem sai de um partido para fundar uma nova agremiação.

Pronto, aí chegamos: essa é a trampolinagem que Kassab está armando.

E tudo – a traição aos aliados tucanos, a fundação de um partido de araque que vai se esfumaçar no ar, a mudança com armas e bagagens para as hostes do governo – única e exclusivamente por ambição pessoal: ele acha, com isso, que disporá de legenda e palanque para disputar o governo de São Paulo em 2014.

Para chegar lá, vale tudo. Inclusive um ex-malufista, como Kassab, virar “socialista”.

Essa é a regra da nossa política, contra a qual a maioria de nós, com pasmaceira patética e bovina, submissos como carneiros, não reage nem reclama.

Apesar de ser algo indigno e imoral. Na política estamos realmente perto do fundo do poço da imoralidade.

 

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